“Moisés”

4/2/2016 – 20:14h

A história bíblica de Moisés é contada em quadrinhos pelo traço do mestre João Marcos Mendonça. Lançamento da Editora Paulinas já está disponível para os leitores.


A coleção Quadrinhos Bíblicos tem por finalidade apresentar ao leitor as mais marcantes histórias bíblicas do Antigo e do Novo Testamento. “Moisés – A história bíblica em quadrinhos” é o terceiro livro da série. Os volumes anteriores contam as histórias de Jonas e Ester.

Este relato bíblico fala sobre a Aliança entre Deus e o povo e narra o agir de Deus em favor dos pobres e oprimidos.

A narração da vida de Moisés ajuda-nos a refletir sobre o chamado de Deus a ouvir o grito do seu povo, a conhecer os seus sofrimentos e a construir com ele um caminho de libertação. Para isso, ninguém pode contar somente com as próprias forças nem com os próprios talentos. É necessária a graça de Deus.

Esta fascinante história agora é dirigida ao público infantojuvenil na forma de quadrinhos. Traz uma linguagem simples, cativante, estimulante, e as ilustrações dão vida ao texto com suas cores alegres e características marcantes.

O autor, João Marcos, é mineiro de Ipatinga. É mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, professor e pesquisador sobre o uso das histórias em quadrinhos na educação, trabalho premiado com o HQ Mix. É roteirista da Mauricio de Sousa Produções, nas revistas infantis da “Turma da Mônica” e é autor de diversos livros em quadrinhos para crianças, como “O Mundo Mendelévio e o Planeta Telúria”, “Sete Histórias de Pescaria de Seu Vivinho”, em parceria com Fabio Sombra (ambos da Abacatte Editorial) e a adaptação do clássico de Júlio Verne “20.000 Léguas Submarinas em quadrinhos”, em parceria com Will (Nemo).

“Moisés, A história bíblica em quadrinhos” tem 52 páginas, custa R$ 20,90 e pode ser comprado nas lojas Paulinas.


“A sereia”, de Kiera Cass, chegou ao Brasil

3/2/2016 – 19:45h

Editora Seguinte informa que “A sereia” vem com uma carta de Kiera Cass especialmente para os leitores brasileiros e a foto da capa foi tirada na Praia do Espelho, na Bahia.

A editora também apresenta uma sinopse do livro:

Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, vai precisar usar sua voz para atrair pessoas até o mar e afogá-las. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que conhece Akinli.

Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo com que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar – pois a voz da sereia é fatal – logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir a sereia será obrigada a abandoná-lo para sempre. Mas pela primeira vez, em muitos anos de obediência, Kahlen está determinada a seguir seu coração.

O livro está sendo vendido nos sites das livrarias Saraiva, Cultura e Amazon.

Uma mensagem para o livro infantil

1/2/2016 – 15:29h

Este ano, o Brasil volta a dar o seu recado para todo o mundo com o tema “Era uma vez…”

Tradicionalmente, o blog divulga a Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil (Dili) na data de início do ano letivo, que em 2016 está começando hoje. Isto, porque o objetivo dos criadores desta mensagem é divulgá-la previamente para que todos os que estão comprometidos com a literatura possam estudá-la e se conscientizarem da importância do Dia Internacional do Livro Infantil, que é comemorado no dia 2 de abril. Educadores, professores e alunos certamente formam o público alvo desta promoção.

Criado pelo International Board on Books for Young People – IBBY em 1967, o Dia Internacional do Livro Infantil é uma celebração para incentivar a leitura e chamar a atenção para os livros infantis. A data foi escolhida para homenagear o nascimento de Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês considerado o primeiro autor a criar histórias originais especialmente para crianças. A cada ano, seções nacionais da IBBY se candidatam a patrocinar a celebração. A seção responsável pela mensagem convida um escritor e um ilustrador de destaque nacional para escrever o texto e criar a imagem do pôster.

A FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) é a responsável pela mensagem de 2016, ao criar e divulgar, pela terceira vez, o texto e a ilustração para as 77 seções nacionais do IBBY de todo o mundo, compartilhando a missão de levar o livro e a leitura para todas as crianças e jovens com o apoio das famílias e profissionais ligados ao exercício de promover a Literatura Infantil e Juvenil.

A primeira mensagem brasileira do Dili realizada pela Fundação foi divulgada em 1984, com o tema “Livro: a troca”. A FNLIJ indicou Lygia Bojunga para fazer o texto e Angela Lago ficou a cargo da ilustração para o pôster. No ano de 2003, a mensagem foi “Livros: o mundo numa rede encantada”, com texto de Ana Maria Machado. A ilustração foi escolhida por meio de concurso organizada pela FNLIJ na América Latina e o vencedor foi o colombiano Rafael Fabrice Yockteng Benalcázar.

Para 2016, a mensagem com o tema “Era uma vez…” tem a escritora Luciana Sandroni responsável pelo texto e Ziraldo como autor da ilustração do pôster. Como tradição, a FNLIJ divulga no seu site a mensagem do Dia Internacional da Criança, que nesta edição do seu periódico Notícias, conta com estas informações que estão divulgando aqui e ainda com um suplemento especial apresentando a mensagem de 2016 de Luciana Sandroni e Ziraldo.

A mensagem “Era uma vez”…

“Era uma vez uma…

Princesa? Não.

Era uma vez uma biblioteca.

E também era uma vez a Luísa que foi à biblioteca pela primeira vez.

A menina andava devagar, puxando uma mochila de rodinhas enoooorme.

Ela olhava tudo muito admirada:

Estantes e mais estantes recheadas de livros.

Mesas, cadeiras, almofadas coloridas, desenhos e cartazes nas paredes.

– Eu trouxe a foto – disse timidamente para a bibliotecária.

– Ótimo, Luísa! Vou fazer sua carteira de sócia.

Enquanto isso pode escolher o livro.

Você pode escolher um livro para levar para casa, tá?

– Só um?! – perguntou desapontada.

De repente, tocou o telefone e a bibliotecária deixou a menina

com aquela difícil tarefa de escolher somente um livro

diante daquela infinidade de estantes.

Luísa puxou a mochila e procurou, procurou até que achou o seu favorito:

Branca de Neve.

Era uma edição de capa dura, com lindas ilustrações.

Com o livro na mão, puxou a mochila novamente

e, quando já saía, alguém bateu no seu ombro.

A menina se virou e quase caiu para trás de susto:

era nada mais, nada menos que o Gato de Botas

com o livro dele nas mãos, quer dizer, nas patas!

– Bom dia! Como vai sua tia? – brincou o gato fazendo uma reverência:

Luísa, você já não está careca de saber essas histórias de princesas?

Por que não leva o meu livro, O Gato de Botas, que é bem mais divertido?

Luísa, admiradíssima, com os olhos arregalados, não sabia o que dizer.

– O que houve? O gato comeu a sua língua? – brincou.

– Você é o Gato de Botas de verdade?!

– Eu mesmo! Em pelo e osso! Pois, então, me leve para a sua casa

e você saberá tudo sobre a minha história e a do Marquês de Carabás.

A menina, de tão perplexa, só fez que sim com a cabeça.

O Gato de Botas, num passe de mágica, voltou para o livro,

e, quando a Luísa já saía, alguém bateu no seu ombro de novo.

Era ela: “branca como a neve, corada como o sangue e de cabelos negros como ébano”.

Já sabem quem é?

– Branca de Neve!? – disse Luísa completamente abobada.

– Luísa, me leva com você também.

Essa edição – disse mostrando o próprio livro – é uma adaptação fiel do conto dos irmãos Grimm.

Quando a menina ia trocar de livro de novo,

o Gato de Botas apareceu muito irritado:

– Branca, a Luísa já se decidiu. Volte lá para os seus seis anões.

– São sete! E ela não se decidiu coisa nenhuma! – se irritou a Branca ficando bem vermelha de raiva.

Os dois encararam a menina esperando uma resposta:

– Eu não sei qual levar. Eu queria levar todos…

De repente, de repente, aconteceu a coisa mais extraordinária:

os personagens todos foram saindo dos seus livros:

a Cinderela, a Chapeuzinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Rapunzel.

Era um time de verdadeiras princesas:

– Luísa, me leva para a sua casa! – suplicavam todas.

– Eu só preciso de uma cama para dormir um pouquinho– disse a Bela bocejando.

– Só cem anos, coisa pouca – ironizou o Gato.

– Posso fazer a faxina na sua casa, mas à noite eu tenho uma festa no castelo do…

– Príncipe! – gritaram todos.

– Na minha cesta eu tenho bolo e vinho. Alguém quer? – ofereceu a Chapeuzinho.

Depois surgiram mais personagens: o Patinho Feio, a Pequena vendedora de Fósforos, o Soldadinho de Chumbo e a Bailarina:

– Luísa, podemos ir com você?

Somos personagens do Andersen – pediu o Patinho Feio, que nem era assim tão feio.

– A sua casa é quentinha? Perguntou a menina dos fósforos.

– Ihhh, se tiver lareira é melhor a gente ficar por aqui… – comentou o Soldadinho com a Bailarina.

Só que, subitamente, surgiu um lobo bem peludo, enorme,

com os dentes afiados, bem ali na frente de todos:

– O Lobo Mau!!!!!

– Lobo, por que essa boca tão grande? – perguntou a Chapeuzinho por força do hábito.

Eu protejo vocês! – disse o soldadinho muito corajoso.

Foi então, que o Lobo abriu a maior bocarra e…

Comeu todo mundo? Não.

Só bocejou de sono e depois disse muito tranquilo:

– Calma, pessoal. Eu só queria dar uma ideia.

A Luísa leva o livro da Branca de Neve e nós podemos ir dentro da mochila, que é bem grande.

Todos acharam a ideia muito boa:

– Podemos, Luísa? – perguntou a Menina dos Fósforos que tremia de frio.

– Tudo bem! – disse abrindo a mochila.

Os personagens fizeram uma fila e foram entrando:

– Primeiro as princesas! – reivindicou a Cinderela.

Na última hora, os personagens brasileiros também apareceram:

o Saci, o Caipora, uma boneca de pano muito tagarela,

um menino muito maluquinho,

uma menina com uma bolsa amarela,

outra com a foto da bisavó colada no corpo, um reizinho mandão.

Todos entraram.

A mochila estava mais pesada que nunca.

Como os personagens pesam!

Luisa pegou o livro da Branca e a bibliotecária anotou tudo no fichário.

Mais tarde, a menina entrou em casa na maior alegria, e, a mãe gritou lá de dentro:

– Chegou, filha?

– Chegamos!”

Os autores da mensagem

Luciana Sandroni nasceu no Rio de Janeiro em 1962. Formou-se em Letras pela PUC do Rio de Janeiro e fez mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo. É autora de vários livros infantis e juvenis como Minhas Memórias de Lobato, ilustrações de Laerte, da Companhia das Letras, sobre a vida do famoso escritor para crianças, que conquistou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro Infantil, o Prêmio O melhor para a criança da FNLIJ e foi indicado para a lista de honra do IBBY – International Board on Books for Young People. Outro título premiado é O Mário que não é de Andrade, ilustrações de Spacca, da Companhia das Letras, que recebeu o Prêmio O melhor para crianças da FNLIJ.

Em 2010, Luciana participou do livro Peace Story, editado pela Coréia do Sul, com ilustrações de Roger Mello, e publicou Lampião na Cabeça, ilustrações de André Neves, da Rocco, que recebeu a láurea de Altamente Recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Sua personagem Ludi já teve várias aventuras no Rio de Janeiro. Os primeiros títulos são: Ludi vai à praia, Ediouro e Manati e Ludi na TV, Salamandra – ambas adaptadas para o teatro por seu irmão, Dudu Sandroni. Os livros receberam a láurea de Altamente Recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Na televisão, Luciana fez parte da equipe de roteiristas da nova versão do Sítio do Picapau Amarelo da Rede Globo.

Ziraldo é ilustrador, designer, cartunista e chargista político consagrado, que realizou seu sonho infantil de tornar-se autor de histórias em quadrinhos nos anos 60, ao lançar a primeira revista do gênero brasileira feita por um só autor: A Turma do Pererê. Em 1969, publicou o livro Flicts, Melhoramentos, um clássico da literatura infantil.

A partir de 1979, Ziraldo dedicou-se à produção de livros para crianças e publicou O Planeta Lilás, Melhoramentos. Em 1980 lançou O Menino Maluquinho, da Melhoramentos, seu personagem mais famoso que, segundo o criador, é a prova de que crianças felizes estão fadadas a se tornar adultos bacanas. O livro foi adaptado para teatro, televisão, cinema, e é a primeira ópera brasileira para crianças.

Os trabalhos de Ziraldo já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, japonês e coreano. Em 2010, o autor recebeu o prêmio Quevedo, pela Universidade de Alcalá, Espanha. Pela qualidade e originalidade de suas criações nos livros para crianças e jovens, Ziraldo foi indicado pela FNLIJ três vezes ao prêmio Hans Christian Andersen – IBBY na categoria escritor. Além de lançar seus últimos livros, como a série Os Meninos dos Planetas, Melhoramentos, Ziraldo apresenta o programa da TV Brasil ABC do Ziraldo.

Nascido em Caratinga, Minas Gerais, no dia 24 de outubro de 1932, Ziraldo vive no Rio de Janeiro. Sua carreira teve início nos anos 50 em jornais e revistas de expressão, como Jornal do Brasil, O Cruzeiro, Folha de Minas, entre outros.

Explicações dos autores

Luciana Sandroni explica que “a ideia do meu conto surgiu dessa ligação, dessa adoração das crianças pequenas pelos contos de fadas. Queria brincar com essa ideia – já feita pelo Monteiro Lobato e pelo Ricardo Azevedo – dos personagens saírem dos livros e conversarem com o leitor. Espero que as crianças gostem e façam muitos desenhos da Luísa chegando em casa com os personagens dentro da mochila”.

Segundo Ziraldo, “a inspiração – se houve… (eu confesso que não sei o que é inspiração) é tão óbvia que não dá para explicar. Tentemos. O quadro A Criação do Homem de Michelangelo mostra, no detalhe escolhido para o cartaz, Deus criando o homem com a ponta do seu dedo. O que eu quero dizer tá na cara: é que o livro tem – guardadas as devidas proporções – este mesmo poder. Ou seja: é o ‘acabamento’ da obra de Deus. É isto aí. Olha aí Ele passando o livro para o menino. Que vai virar homem”.