Visitante já pode comprar ingressos ou se credenciar

30/3/2016 – 11:26h

A 5a edição da Bienal do Livro de Minas vai ser realizada de 15 a 24 de abril, mas o interessado em participar do importante evento literário de Minas já pode adquirir seus ingressos ou, se for o caso, solicitar credenciamento pelo site. Leia abaixo dicas sobre a programação geral.

A maior festa literária do Estado vai agitar Belo Horizonte entre os dias 15 e 24 de abril. A 5a edição da Bienal do Livro de Minas, que será realizada no Expominas, receberá, ao longo de dez dias, mais de uma centena de autores, além de algumas das mais importantes editoras do país.

Com uma programação diversificada, que promete agradar todos os tipos de público, a Bienal traz, entre inúmeras atividades, bate-papos, contações de histórias, lançamentos de livros e sessões de autógrafos, através das atrações Café Literário, Conexão Jovem, Espaço Geek & Quadrinhos, Quintal de Histórias e Encontro com Autores.

O evento realizado pela Fagga l GL events Exhibitions, em parceria com a Câmara Mineira do Livro (CML), espera receber um público de aproximadamente 260 mil pessoas, incluindo os 46 mil estudantes no projeto de Visitação Escolar. Para oferecer ao público uma amostra do que de mais importante tem sido feito no segmento literário brasileiro, a Bienal também contará com a participação de aproximadamente 160 expositores.

Café Literário – Uma das clássicas atrações da Bienal do Livro de Minas, o Café Literário reúne grandes autores de diversas gerações e gêneros literários. Em 2016, o jornalista e escritor Rogério Pereira, editor e fundador do Jornal Rascunho, é o curador do espaço. Ele é o responsável pela escalação que inclui nomes como Martha Medeiros, Xico Sá, Heloisa Freitas, Paulo Scott, Eduardo Spohr, Edney Silvestre, Zuenir Ventura, Marcelino Freire e Marçal Aquino, entre outros. A gala de encerramento do evento ficará por conta dos escritores Luiz Ruffato e Mírian Leitão, debatendo o tema “Que país é esse?”.

Conexão Jovem e Encontro com Autores – Os leitores do segmento young adult terão a oportunidade de ficar mais perto de seus autores favoritos durante a Bienal do Livro de Minas. Para agradar ao público jovem, o evento elaborou uma programação especial, que contará com alguns dos mais importantes nomes da nova safra nacional de escritores. Participarão de bate-papos com os fãs Affonso Solano, Padre Fábio de Melo, Paula Pimenta, Carina Rissi, Isabela Freitas, Babi Dewet, Bruna Vieira, Rezende Evil, Lucas Rangel e Thalita Rebouças. Já para os amantes da literatura em geral, o Encontro com Autores é a oportunidade para leitores conversarem com destacados escritores sobre suas obras, inspirações e processos criativos.

Espaço Geek & Quadrinhos – Uma das novidades da 5ª Bienal do Livro de Minas, o Espaço Geek & Quadrinhos promete conquistar os fãs da cultura pop com uma programação intensa e diversificada. Além das HQs, o espaço será dedicado aos livros de ficção científica, fantasias e sagas, jogos de tabuleiro, RPG e mangás. O público irá conferir também sessões de encontros e bate-papos com autores, oficinas de Quadrinhos, atividades interativas, além de lançamentos de livros, sessões de autógrafos e o espaço dedicado para os quadrinhos independentes, entre outras atividades. Para garantir a diversidade e a representatividade de autores, os curadores Afonso Andrade e Eduardo Damasceno escalaram quadrinistas como Vitor e Lu Cafaggi, Luis Felipe Garrocho; e também escritores como Samuel Medina, Lady Sybylla, Fábio Kabral e Flávia Gasi, entre outros nomes que compõem a programação.

Quintal de Histórias – Com curadoria da escritora, musicista e produtora cultural Valentina Vandeveld Bernardi, o Quintal de Histórias irá trazer para o público uma série de atividades lúdicas, apresentações teatrais, musicais e contações de histórias. Pensado especialmente nos pequenos visitantes, o espaço homenageará o poeta Manoel de Barros, que faleceu em 2014 e tem, entre seus livros, a antologia “Meu Quintal é Maior que o Mundo”. Para a curadora, a importância da homenagem à Manoel de Barros se dá porque o autor “soube representar de forma poética, bela e simples a forma como as crianças brincam e veem o mundo”. A Trupe Gaia e diversos convidados irão apresentar uma programação repleta de ‘despropósitos’ e permeada de recordações e afeições vindas de um lugar mágico capaz de ensinar ‘o idioma que as rãs falam com as águas’: o livro!

Homenagem – A Bienal do Livro de Minas escolheu um patrono de peso para sua quinta edição. Será o mineiro Murilo Rubião, cujo centenário de nascimento é comemorado em 2016. O autor de “O pirotécnico Zacarias”, publicado em 1974, também foi o fundador do Suplemento Literário de Minas Gerais, que este ano completa 50 anos.

Ingressos

Os ingressos para a 5a edição da Bienal do Livro de Minas custam R$12,00 (inteira) e R$6,00 (meia entrada). Cada ingresso é válido para 1 (uma) entrada em 1 (um) dia de evento. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente através da compra online, pelos pontos de venda ou nos dias de evento, diretamente nas bilheterias do Expominas.

Visitantes que utilizarem o metrô para se locomoverem até o Expominas, tem desconto na bilheteria do evento: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). O ticket de desconto deve ser retirado com a monitora Bienal que estará na saída da estação Gameleira e apresentá-lo na bilheteria. Essa oferta não é válida para cartões de débito, de loja, corporativos e empresariais. Não é cumulativo com outros descontos.

Outras informações sobre descontos e gratuidade, além do credenciamento para professores/bibliotecários e imprensa, estão disponíveis no site www.bienaldolivrominas.com.br.

“Missy, uma história de amor”

28/3/2016 – 21:46h

Escritora faz lançamento em Belo Horizonte de livro infantil de leitura 100% inclusiva. A escritora Izabella Menicucci Badra receberá convidados em Belo Horizonte, na Livraria Leitura do Shopping Pátio Savassi, no dia 31 de março, às 19:00 h.

O livro “Missy, uma história de amor” tem o objetivo de reunir em um único exemplar letras ampliadas, braile, audiodescrição, texturas, aroma e ainda criou a versão em língua brasileira de sinais, Libras, disponível em QRcode, na contra capa do livro, que pode ser acessada pelo link http://www.umpratodo s.com.br/p/historiademissy

O projeto foi realizado por meio da Lei de Incentivo a Cultura e contou com a orientação da Fundação Dorina Nowill, o Estúdio Serigráfico Efeito Visual e apoio Umpratodos que produziu a versão em Libras.

O livro é voltado para o público infantil e baseado em personagens reais, narrando as aventuras de Missy, uma cadela da raça Pointer Inglês. A história é uma viagem no mundo dos sentidos e as mensagens e valores são passados de maneira lúdica. As crianças interagem com o livro, cada página é uma surpresa.

Missy foi importada do canil Solivia’s, nos Estados Unidos, e acompanhou o crescimento das crianças, Bebel e Dudu, que aprenderam valores importantes para a formação de seu caráter, como respeitar as diferenças, por exemplo. A cadela pertenceu a autora do livro, Izabella Badra e durante muito anos de convivência com a família lhe trouxe muitas experiências positivas.

“Desse convívio surgiu a ideia de produzir um livro para homenagear a Missy e ao mesmo tempo retornar algo para a sociedade e para a educação do Brasil, por isso reuni tantos recursos de leitura em um único lugar, para que as todas as crianças possam sentir detalhes da história da Missy. Assim, trabalhamos a inclusão do deficiente na sociedade, não apenas o visual, mas todas as crianças com deficiência, e ensinamos  desde pequenas a respeitar e amar o seu semelhante, mesmo com diferenças”, explica a autora.

O livro mostra o amor da família por Missy e o amor de Missy pela sua nova família. No final do livro há um CD com audio descrição e uma música que foi composta pela cantora e compositora Martinha , com arranjo do maestro Miguel Briamonte.

Onde comprar: www.lojinhadamissy.com.br – Brecel Editora e Gráfica –  42 páginas – R$ 70,00

A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança – 3

27/3/2016 – 20:05h

A terceira e última parte do artigo sobre “A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança” aborda a literatura e os estágios psicológicos da criança. Segundo a autora, durante o seu desenvolvimento, a criança passa por estágios psicológicos que precisam ser observados e respeitados no momento da escolha de livros para ela. Essas etapas não dependem exclusivamente de sua idade, mas do seu nível de amadurecimento psíquico, afetivo e intelectual e seu nível de conhecimento e domínio do mecanismo da leitura.


Eline Fernandes de Castro *

Existem cinco categorias que norteiam as fases do desenvolvimento psicológico da criança: o pré-leitor, o leitor iniciante, o leitor-em-processo, o leitor fluente e o leitor crítico.

O pré-leitor: categoria que abrange duas fases:

Primeira infância (dos 15/17 meses aos 3 anos)

Nesta fase, a criança começa a reconhecer o mundo ao seu redor através do contato afetivo e do tato. Por este motivo ela sente necessidade de pegar ou tocar tudo o que estiver ao seu alcance. Outro momento marcante nesta fase é a aquisição da linguagem, onde a criança passa a nomear tudo a sua volta. A partir da percepção da criança com o meio em que vive, é possível estimulá-la oferecendo-lhe brinquedos, álbuns, chocalhos musicais, entre outros. Assim, ela poderá manuseá-los e nomeá-los e com a ajuda de um adulto poderá relacioná-los propiciando situações simples de leitura.

Segunda infância (a partir dos 2/3 anos)

É o início da fase egocêntrica. Está mais adaptada ao meio físico e aumenta sua capacidade e interesse pela comunicação verbal. Como interessa-se  também por atividades lúdicas, o “brincar”com o livro será importante e significativo para ela. Nesta fase, os livros adequados, de acordo com Abramovich (1997) devem apresentar um contexto familiar, com predomínio absoluto da imagem que deve sugerir uma situação. Não se deve apresentar texto escrito, já que é através da nomeação das coisas que a criança estabelecerá uma relação entre a realidade e o mundo dos livros.

Livros que propõem humor, expectativa ou mistério são indicados para o pré-leitor. A técnica da repetição ou reiteração de elementos são, segundo Coelho (2002, p.34), “favoráveis para manter a atenção e o interesse desse difícil leitor a ser conquistado”.

O leitor iniciante (a partir dos 6/7 anos)

Essa é a fase em que a criança começa a apropriar-se da decodificação dos símbolos gráficos, mas como ainda encontra-se no início do processo, o papel do adulto como “agente estimulador” é fundamental.

Os livros adequados nesta fase devem ter uma linguagem simples com começo, meio e fim. As imagens devem predominar sobre o texto. As personagens podem ser humanas, bichos, robôs, objetos, especificando sempre os traços de comportamento, como bom e mau, forte e fraco, feio e bonito. Histórias engraçadas, ou que o bem vença o mal, atraem muito o leitor nesta fase. Indiferentemente de se utilizarem textos como contos de fadas ou do mundo cotidiano, de acordo com Coelho (ibid, p. 35) “eles devem estimular a imaginação, a inteligência, a afetividade, as emoções, o pensar, o querer, o sentir”.

O leitor-em-processo (a partir dos 8/9anos)

A criança nesta fase já domina o mecanismo da leitura. Seu pensamento está mais desenvolvido, permitindo-lhe realizar operações mentais. Interessa-se pelo conhecimento de toda a natureza e pelos desafios que lhes são propostos. O leitor desta fase tem grande atração por textos em que haja humor e situações inesperadas ou satíricas. O realismo e o imaginário também agradam a este leitor. Os livros adequados a esta fase devem apresentar imagens e textos, estes, escritos em frases simples, de comunicação direta e objetiva. De acordo com Coelho (2002) deve conter início, meio e fim. O tema deve girar em torno de um conflito que deixará o texto mais emocionante e culminar com a solução do problema.

O leitor fluente (a partir dos 10/11 anos)

O leitor fluente está em fase de consolidação dos mecanismos da leitura. Sua capacidade de concentração cresce e ele é capaz de compreender o mundo expresso no livro. Segundo Coelho (2002), é a partir dessa fase que a criança desenvolve o “pensamento hipotético dedutivo” e a capacidade de abstração. Este estágio, chamado de pré-adolescência, promove mudanças significativas no indivíduo. Há um sentimento de poder interior, de ver-se como um ser inteligente, reflexivo, capaz de resolver todos os seus problemas sozinhos. Aqui há uma espécie de retomada do egocentrismo infantil, pois assim como acontece com as crianças nesta fase, o pré-adolescente pode apresentar certo desequilíbrio com o meio em que vive.

O leitor fluente é atraído por histórias que apresentem valores políticos e éticos, por heróis ou heroínas que lutam por um ideal. Identificam-se com textos que apresentam jovens em busca de espaço no meio em que vivem, seja no grupo, equipe, entre outros. É adequado oferecer a esse tipo de leitor histórias com linguagem mais elaborada. As imagens já não são indispensáveis, porém ainda são um elemento forte de atração. Interessam-se por mitos e lendas, policiais, romances e aventuras. Os gêneros narrativos que mais agradam são os contos, as crônicas e as novelas.

O leitor crítico (a partir dos 12/13 anos)

Nesta fase é total o domínio da leitura e da linguagem escrita. Sua capacidade de reflexão aumenta, permitindo-lhe a intertextualização. Desenvolve gradativamente o pensamento reflexivo e a consciência crítica em relação ao mundo. Sentimentos como saber, fazer e poder são elementos que permeiam o adolescente. O convívio do leitor crítico com o texto literário, segundo Coelho (2002, p.40) “deve extrapolar a mera fruição de prazer ou emoção e deve provocá-lo para penetrar no mecanismo da leitura”.

O leitor crítico continua a interessar-se pelos tipos de leitura da fase anterior, porém, é necessário que ele se aproprie dos conceitos básicos da teoria literária. De acordo com Coelho (ibid, p.40), a literatura é considerada a arte da linguagem e como qualquer arte exige uma iniciação. Assim, há certos conhecimentos a respeito da literatura que não podem ser ignorados pelo leitor crítico.

Conclusão

Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura é um processo constante, que começa muito cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e continua pela vida inteira. Existem diversos fatores que influenciam o interesse pela leitura. O primeiro e talvez mais importante é determinado pela “atmosfera literária” que, segundo Bamberguerd (2000, p.71) a criança encontra em casa. A criança que houve histórias desde cedo, que tem contato direto com livros e que seja estimulada, terá um desenvolvimento favorável ao seu vocabulário, bem como a prontidão para a leitura.

De acordo com Bamberguerd (2000) a criança que lê com maior desenvoltura se interessa pela leitura e aprende mais facilmente, neste sentido, a criança interessada em aprender se transforma num leitor capaz. Sendo assim, pode-se dizer que a capacidade de ler está intimamente ligada a motivação. Infelizmente são poucos os pais que se dedicam efetivamente em estimular esta capacidade nos seus filhos. Outro fator que contribui positivamente em relação à leitura é a influência do professor. Nesta perspectiva, cabe ao professor desempenhar um importante papel: o de ensinar a criança a ler e a gostar de ler.

Professores que oferecem pequenas doses diárias de leitura agradável, sem forçar, mas com naturalidade, desenvolverão na criança um hábito que poderá acompanhá-la pela vida afora. Para desenvolver um programa de leitura equilibrado, que integre os conteúdos relacionados ao currículo escolar e ofereça certa variedade de livros de literatura como contos, fábulas e poesias, é preciso que o professor observe a idade cronológica da criança e principalmente o estágio de desenvolvimento de leitura em que ela se encontra. De acordo com Sandroni & Machado (1998, p.23) “o equilíbrio de um programa de leitura depende muito mais do bom senso e da habilidade do professor que de uma hipotética e inexistente classe homogênea”.

Assim, as condições necessárias ao desenvolvimento de hábitos positivos de leitura, incluem oportunidades para ler de todas as formas possíveis. Freqüentar livrarias, feiras de livros e bibliotecas são excelentes sugestões para tornar permanente o hábito de leitura.

Num mundo tão cheio de tecnologias em que se vive, onde todas as informações ou notícias, músicas, jogos, filmes, podem ser trocados por e-mails, cd’s e dvd’s o lugar do livro parece ter sido esquecido. Há muitos que pensem que o livro é coisa do passado, que na era da internet, ele não tem muito sentido. Mas, quem conhece a importância da literatura na vida de uma pessoa, quem sabe o poder que tem uma história bem contada, quem sabe os benefícios que uma simples história pode proporcionar, com certeza haverá de dizer que não há tecnologia no mundo que substitua o prazer de tocar as páginas de um livro e encontrar nelas um mundo repleto de encantamento.

Se o professor acreditar que além de informar, instruir ou ensinar, o livro pode dar prazer, encontrará meios de mostrar isso à criança. E ela vai se interessar por ele, vai querer buscar no livro esta alegria e prazer. Tudo está em ter a chance de conhecer a grande magia que o livro proporciona. Enfim, a literatura infantil é um amplo campo de estudos que exige do professor conhecimento para saber adequar os livros às crianças, gerando um momento propício de prazer e estimulação para a leitura.

Este artigo é um trabalho científico apresentado à Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, como requisito parcial para a obtenção do Título de graduada em Licenciatura Específica em Português.
Fonte: Portal R7 – Brasil Escola

A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança – 2

26/3/2016 – 18:11h

A segunda parte do artigo sobre “A importância da leitura infantil sobre o desenvolvimento da criança” trata do valor dela ouvir histórias. A narrativa faz parte da vida da criança desde quando bebê, através da voz amada, dos acalantos e das canções de ninar, que mais tarde vão dando lugar às cantigas de roda, às histórias e aos livros infantis.

Eline Fernandes de Castro *

Ouvir histórias é um acontecimento tão prazeroso que desperta o interesse das pessoas em todas as idades. Se os adultos adoram ouvir uma boa história, um “bom causo”, a criança é capaz de se interessar e gostar ainda mais por elas, já que sua capacidade de imaginar é mais intensa.

A narrativa faz parte da vida da criança desde quando bebê, através da voz amada, dos acalantos e das canções de ninar, que mais tarde vão dando lugar às cantigas de roda, a narrativas curtas sobre crianças, animais ou natureza. Aqui, crianças bem pequenas, já demonstram seu interesse pelas histórias, batendo palmas, sorrindo, sentindo medo ou imitando algum personagem. Neste sentido, é fundamental para a formação da criança que ela ouça muitas histórias desde a mais tenra idade.

O primeiro contato da criança com um texto é realizado oralmente, quando o pai, a mãe, os avós ou outra pessoa conta-lhe os mais diversos tipos de histórias. A preferida, nesta fase, é a história da sua vida. A criança adora ouvir como foi que ela nasceu, ou fatos que aconteceram com ela ou com pessoas da sua família. À medida que cresce, já é capaz de escolher a história que quer ouvir, ou a parte da história que mais lhe agrada. É nesta fase, que as histórias vão tornando-se aos poucos mais extensas, mais detalhadas.

A criança passa a interagir com as histórias, acrescenta detalhes, personagens ou lembra de fatos que passaram despercebidos pelo contador. Essas histórias reais são fundamentais para que a criança estabeleça a sua identidade, compreender melhor as relações familiares. Outro fato relevante é o vínculo afetivo que se estabelece entre o contador das histórias e a criança. Contar e ouvir uma história aconchegado a quem se ama é compartilhar uma experiência gostosa, na descoberta do mundo das histórias e dos livros.

Algum tempo depois, as crianças passam a se interessar por histórias inventadas e pelas histórias dos livros, como: contos de fadas ou contos maravilhosos, poemas, ficção etc. Têm nesta perspectiva, a possibilidade de envolver o real e o imaginário que de acordo com Sandroni & Machado (1998, p.15) afirmam que “os livros aumentam muito o prazer de imaginar coisas. A partir de histórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência da vida real”.

É importante contar histórias mesmo para as crianças que já sabem ler, pois segundo Abramovich (1997, p.23) “quando a criança sabe ler é diferente sua relação com as histórias, porém, continua sentindo enorme prazer em ouvi-las”. Quando as crianças maiores ouvem as histórias, aprimoram a sua capacidade de imaginação, já que ouvi-las pode estimular o pensar, o desenhar, o escrever, o criar, o recriar. Num mundo hoje tão cheio de tecnologias, onde as informações estão tão prontas, a criança que não tiver a oportunidade de suscitar seu imaginário, poderá no futuro, ser um indivíduo sem criticidade, pouco criativo, sem sensibilidade para compreender a sua própria realidade.

Portanto, garantir a riqueza da vivência narrativa desde os primeiros anos de vida da criança contribui para o desenvolvimento do seu pensamento lógico e também de sua imaginação, que segundo Vigotsky (1992, p.128) caminham juntos: “a imaginação é um momento totalmente necessário, inseparável do pensamento realista.”. Neste sentido, o autor enfoca que na imaginação a direção da consciência tende a se afastar da realidade. Esse distanciamento da realidade através de uma história, por exemplo, é essencial para uma penetração mais profunda na própria realidade: “afastamento do aspecto externo aparente da realidade dada imediatamente na percepção primária possibilita processos cada vez mais complexos, com a ajuda dos quais a cognição da realidade se complica e se enriquece. (Vigotsky, 1992, p.129) ”.

O contato da criança com o livro pode acontecer muito antes do que os adultos imaginam. Muitos pais acreditam que a criança que não sabe ler não se interessa por livros, portanto, não precisa ter contato com eles. O que se percebe é bem ao contrário. Segundo Sandroni & Machado (2000, p.12) “a criança percebe desde muito cedo, que livro é uma coisa boa, que dá prazer”. As crianças bem pequenas interessam-se pelas cores, formas e figuras que os livros possuem e que mais tarde, darão significados a elas, identificando-as e nomeando-as.

É importante que o livro seja tocado pela criança, folheado, de forma que ela tenha um contato mais íntimo com o objeto do seu interesse. A partir daí, ela começa a gostar dos livros, percebe que eles fazem parte de um mundo fascinante, onde a fantasia apresenta-se por meio de palavras e desenhos. De acordo com Sandroni & Machado (1998, p.16) “o amor pelos livros não é coisa que apareça de repente”. É preciso ajudar a criança a descobrir o que eles podem oferecer. Assim, pais e professores têm um papel fundamental nesta descoberta: serem estimuladores e incentivadores da leitura.

Fonte: Portal R7 – Brasil Escola

Importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança – 1

26/3/2016 – 11:31h

A partir de hoje, vamos divulgar um super artigo sobre “A importância da literatura infantil para o desenvolvimento da criança” publicado pelo Portal R7. Como ele é extenso e traz uma pesquisa densa, seria bom lê-lo com tempo e reflexão. Por isso, dividimos seu conteúdo em três partes para facilitar a leitura. Vamos lá!


Eline Fernandes de Castro  *

O estudo realizado tem por objetivo, verificar a contribuição da literatura infantil no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ao longo dos anos, a educação preocupa-se em contribuir para a formação de um indivíduo crítico, responsável e atuante na sociedade. Isso porque se vive em uma sociedade onde as trocas sociais acontecem rapidamente, seja através da leitura, da escrita, da linguagem oral ou visual.

Diante disso, a escola busca conhecer e desenvolver na criança as competências da leitura e da escrita e como a literatura infantil pode influenciar de maneira positiva neste processo. Assim, Bakhtin (1992) expressa sobre a literatura infantil abordando que por ser um instrumento motivador e desafiador, ela é capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem , que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com a sua necessidade.

Esta pesquisa visa a enfocar toda a importância que a literatura infantil possui, ou seja, que ela é fundamental para a aquisição de conhecimentos, recreação, informação e interação necessários  ao ato de ler. De acordo com as ideias acima, percebe-se a necessidade da aplicação coerente de atividades que despertem o prazer de ler, e estas devem estar presentes diariamente na vida das crianças, desde bebês. Conforme Silva (1992, p.57) “bons livros poderão ser presentes e grandes fontes de prazer e conhecimento. Descobrir estes sentimentos desde bebezinhos, poderá ser uma excelente conquista para toda a vida.”

Apesar da grande importância que a literatura exerce na vida da criança, seja no desenvolvimento emocional ou na capacidade de expressar melhor suas ideias, em geral, de acordo com Machado (2001), elas não gostam de ler e fazem-no por obrigação. Mas afinal, por que isso acontece? Talvez seja pela falta de exemplo dos pais ou dos professores, talvez não.

O que se percebe é que a literatura, bem como toda a cultura criadora e questionadora, não está sendo explorada como deve nas escolas e isto ocorre em grande parte, pela pouca informação dos professores. A formação acadêmica, infelizmente não dá ênfase à leitura e esta é uma situação contraditória, pois segundo comentário de Machado (2001, p.45) “não se contrata um instrutor de natação que não sabe nadar, no entanto, as salas de aula brasileira estão repletas de pessoas que apesar de não ler, tentam ensinar”.

Existem dois fatores que contribuem para que a criança desperte o gosto pela leitura: curiosidade e exemplo. Neste sentido, o livro deveria ter a importância de uma televisão dentro do lar. Os pais deveriam ler mais para os filhos e para si próprios. No entanto, de acordo com a UNESCO (2005) somente 14% da população tem o hábito de ler, portanto, pode-se afirmar que a sociedade brasileira não é leitora. Nesta perspectiva, cabe a escola desenvolver na criança o hábito de ler por prazer, não por obrigação.

Contexto da Literatura Infantil

Os primeiros livros direcionados ao público infantil, surgiram no século XVIII. Autores como La Fontaine e Charles Perrault escreviam suas obras, enfocando principalmente os contos de fadas. De lá pra cá, a literatura infantil foi ocupando seu espaço e apresentando sua relevância. Com isto, muitos autores foram surgindo, como Hans Christian Andersen, os irmãos Grimm e Monteiro Lobato, imortalizados pela grandiosidade de suas obras. Nesta época, a literatura infantil era tida como mercadoria, principalmente para a sociedade aristocrática. Com o passar do tempo, a sociedade cresceu e modernizou-se por meio da industrialização, expandindo assim, a produção de livros.

A partir daí os laços entre a escola e literatura começam a se estreitar, pois para adquirir livros era preciso que as crianças dominassem a língua escrita e cabia a escola desenvolver esta capacidade. De acordo com Lajolo & Zilbermann, “a escola passa a habilitar as crianças para o consumo das obras impressas, servindo como intermediária entre a criança e a sociedade de consumo”. (2002, p.25)

Assim, surge outro enfoque relevante para a literatura infantil, que se tratava na verdade de uma literatura produzida para adultos e aproveitada para a criança. Seu aspecto didático-pedagógico de grande importância baseava-se numa linha moralista, paternalista, centrada numa representação de poder. Era, portanto, uma literatura para estimular a obediência, segundo a igreja, o governo ou ao senhor. Uma literatura intencional, cujas histórias acabavam sempre premiando o bom e castigando o que é considerado mau. Segue à risca os preceitos religiosos e considera a criança um ser a se moldar de acordo com o desejo dos que a educam, podando-lhe aptidões e expectativas.

Até as duas primeiras décadas do século XX, as obras didáticas produzidas para a infância, apresentavam um caráter ético-didático, ou seja, o livro tinha a finalidade única de educar, apresentar modelos, moldar a criança de acordo com as expectativas dos adultos. A obra dificilmente tinha o objetivo de tornar a leitura como fonte de prazer, retratando a aventura pela aventura. Havia poucas histórias que falavam da vida de forma lúdica, ou que faziam pequenas viagens em torno do cotidiano, ou a afirmação da amizade centrada no companheirismo, no amigo da vizinhança, da escola, da vida.

Essa visão de mundo maniqueísta, calçada no interesse do sistema, passa a ser substituída por volta dos anos 70 e a literatura infantil passa por uma revalorização, contribuída em grande parte pelas obras de Monteiro Lobato, no que se refere ao Brasil. Ela então, se ramifica por todos os caminhos da atividade humana, valorizando a aventura, o cotidiano, a família, a escola, o esporte, as brincadeiras, as minorias raciais, penetrando até no campo da política e suas implicações.

Hoje a dimensão de literatura infantil é muito mais ampla e importante. Ela proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutíveis. Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.

É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica…É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula (Abramovich, 1997, p.17)

Neste sentido, quanto mais cedo a criança tiver contato com os livros e perceber o prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dela tornar-se um adulto leitor. Da mesma forma através da leitura a criança adquire uma postura crítico-reflexiva, extremamente relevante à sua formação cognitiva.

Quando a criança ouve ou lê uma história e é capaz de comentar, indagar, duvidar ou discutir sobre ela, realiza uma interação verbal, que neste caso, vem ao encontro das noções de linguagem de Bakhtin (1992). Para ele, o confrontamento de ideias, de pensamentos em relação aos textos, tem sempre um caráter coletivo, social.

O conhecimento é adquirido na interlocução, o qual evolui por meio do confronto, da contrariedade. Assim, a linguagem segundo Bakthin (1992) é constitutiva, isto é, o sujeito constrói o seu pensamento, a partir do pensamento do outro, portanto, uma linguagem dialógica.

A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar de um diálogo: interrogar, escutar, responder, concordar, etc. Neste diálogo, o homem participa todo e com toda a sua vida: com os olhos, os lábios, as mãos, a alma, o espírito, com o corpo todo, com as suas ações. Ele se põe todo na palavra e esta palavra entra no tecido dialógico da existência humana, no simpósio universal. (Bakthin, 1992, p112)

E é partindo desta visão da interação social e do diálogo, que se pretende compreender a relevância da literatura infantil, que segundo afirma Coelho (2001, p.17), “é um fenômeno de linguagem resultante de uma experiência existencial, social e cultural.”

A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto. Segundo Coelho (2002) a leitura, no sentido de compreensão do mundo é condição básica do ser humano.

A compreensão e sentido daquilo que o cerca inicia-se quando bebê, nos primeiros contatos com o mundo. Os sons, os odores, o toque, o paladar, de acordo com Martins (1994) são os primeiros passos para aprender a ler. Ler, no entanto é uma atividade que implica não somente a decodificação de símbolos, ela envolve uma série de estratégias que permite o indivíduo compreender o que lê. Neste sentido, relata os PCN’s (2001, p.54.):

Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de forma a atender a essa necessidade.

Assim, pode-se observar que a capacidade para aprender está ligada ao contexto pessoal do indivíduo. Desta forma, Lajolo (2002) afirma que cada leitor, entrelaça o significado pessoal de suas leituras de mundo, com os vários significados que ele encontrou ao longo da história de um livro, por exemplo.

O ato de ler então, não representa apenas a decodificação, já que esta não está imediatamente ligada a uma experiência, fantasia ou necessidade do indivíduo. De acordo com os PCN’s (2001) a decodificação é apenas uma, das várias etapas de desenvolvimento da leitura. A compreensão das ideias percebidas, a interpretação e a avaliação são as outras etapas que segundo Bamberguerd (2003, p.23) “fundem-se no ato da leitura”. Desta forma, trabalhar com a diversidade textual, segundo os PCN’s (2001), fazendo com que o indivíduo desenvolva significativamente as etapas de leitura é contribuir para a formação de leitores competentes.

Fonte: Portal R7 – Brasil Escola

Curiosidade: dicionário feito por crianças

24/3/2016 – 17:18h

Em abril, aconteceu a Feira do Livro de Bogotá e um dos maiores sucessos foi um livro chamado “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”. Nele, há um dicionário com mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, feitas por crianças.

O curioso deste “dicionário infantil” é como as crianças definem o mundo através daquilo que os adultos já não conseguem perceber. O autor do livro é o professor Javier Naranjo, que compilou informações durante dez anos durante as aulas. Ele conta que a idéia surgiu quando ele pediu aos seus alunos para definirem a palavra criança e uma das respostas que lhe chamou atenção foi: uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo.

Veja outros verbetes do livro.

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Fonte: Postado por André Fantim via Catraca Livre – Site repertório criativo http://www.repertoriocriativo.com.br

Inscrições abertas para a visitação escolar

23/3/2016 – 9:57h

Escolas públicas e particulares ainda podem se inscrever no projeto educacional que permitirá o acesso gratuito de 46.000 estudantes à Bienal do Livro de Minas.


Instituições públicas e privadas poderão se inscreverpara um dos mais bem-sucedidos projetos de apoio à leitura em todo o estado: a Visitação Escolar, programa educacional promovido pela Bienal do Livro de Minas. Por meio da iniciativa, 46 mil alunos da rede pública e privada de ensino terão acesso gratuito à maior festa literária de Minas Gerais, que será realizada entre os dias 15 e 24 de abril, no Expominas, em Belo Horizonte.

O cadastramento das escolas poderá ser feito pelo site www.bienaldolivrominas.com.br. Podem participar crianças e adolescentes com idade entre sete e 14 anos. Esta é quinta edição da Bienal do Livro de Minas, evento promovido e organizado pela Fagga l GL events Exhibitions, em parceria com a Câmara Mineira do Livro.

Ao realizar a inscrição, será solicitado aos professores o envio de um texto com as seguintes informações: objetivos da visita, o que esperam que os alunos aprendam, como a Bienal é capaz de potencializar o conhecimento passado em sala de aula e de que forma as crianças podem aproveitar melhor a oportunidade de estar em um ambiente literário. Escolas de todos os municípios mineiros podem se inscrever. Após a inscrição ser validada, as escolas irão receber login e senha para acessar a segunda etapa do processo: o agendamento. As instituições ainda receberão, após a confirmação da data, um guia exclusivo, que ajuda a orientar e otimizar o tempo no evento.

Outros benefícios que a Visitação Escolar oferece às escolas cadastradas, além do acesso gratuito, são: a presença de monitores uniformizados para auxílio na entrada e saída de alunos e professores, estrutura para embarque e desembarque em área específica, guichê de credenciamento exclusivo para acesso e monitores de trânsito para orientação dos ônibus. O objetivo com essas ações é oferecer o máximo de segurança e conforto para que os participantes da Visitação Escolar desfrutem plenamente da programação.

Importante ainda mencionar que as escolas não cadastradas no projeto também têm acesso à Bienal, sem, no entanto, as conveniências acima citadas.

Internet favorece uso das bibliotecas

20/3/2016 – 20:22h

1- Parceria com biblioteca 100% digital

O Portal R7.com fez parceria com biblioteca digital interativa Elefante Letrado com conteúdo dirigido especialmente às crianças.


O R7.com anuncia parceria com o Elefante Letrado, primeira biblioteca digital infantil online do Brasil. Destinado a crianças dos três aos dez anos de idade, tem mais de 800 livros digitais em português e inglês. Os livros são selecionados cuidadosamente e divididos em níveis adequados para cada idade. O objetivo é sempre motivar nas crianças o interesse pela leitura.
A biblioteca pode ser acessada através de computadores, tablets e notebooks. Os pais têm à disposição diversas opções de planos e preços para assinar o serviço. Ao final de cada livro, jogos e atividades avaliam o nível de compreensão do leitor. Ao ler, as crianças vão acumulando pontos e avançando para novos níveis. Com isso, o Elefante Letrado faz da leitura uma atividade lúdica e prazerosa. As crianças pequenas, que ainda não sabem ler, podem ouvir os livros na opção áudio.
Para o Superintendente de Estratégia Multiplataforma da Rede Record, Antonio Guerreiro, “A linguagem diferenciada dos vídeos conteúdos do Elefante Letrado combina com a nossa constante inquietude e busca por novas formas de criação e entrega de conteúdo”.  Para a sócia fundadora do Elefante Letrado, Scheila Vontobel, a aprendizagem mais importante de uma vida acontece na infância: “Aprender a ler é conquistar a chave de acesso para a sociedade do conhecimento. E é na infância que a leitura tem que entrar na vida das pessoas”.
Com mais de 10 mil usuários, a biblioteca já conta com mais de 100 mil livros lidos. Sucesso entre os professores, o Elefante Letrado já está presente em mais de 110 escolas no Brasil e no exterior, e anuncia para breve a inclusão de obras de Ziraldo e Monteiro Lobato.

O portal

Desde sua fundação, em 2009, o R7 vem transformando a maneira como o brasileiro usa a internet. Hoje o R7 serve uma comunidade de mais de 40 milhões de usuários por mês. É um dos maiores portais de conteúdo do Brasil, líder nas redes sociais e em audiência mobile, e vencedor de diversos prêmios internacionais. A equipe do R7 é também responsável pelos conteúdos transmídia dos canais do Grupo Record, Record e Record News. Em 2015, o portal lançou o R7 Play, serviço de video on demand que oferece assinatura do conteúdo da Record e produções originais do R7 para acesso em celular, tablet e computador.

2- Clique no site para conferir acervo da biblioteca

Há muito o usuário esperava por essa: a Biblioteca Pública de Minas lançou site este mês para facilitar atendimento ao leitor.

O acervo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa agora pode ser consultado no site www.bibliotecapublica.mg.gov.br. A página online, que irá facilitar o atendimento aos leitores, foi lançada recentemente pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC).
A novidade promete beneficiar, também, os portadores de deficiência visual e auditiva que, até então, não tinham um canal de comunicação online com o órgão.
No site, além do histórico da biblioteca, que tem 62 anos, os leitores terão acesso aos 570 mil títulos que constam no acervo.
Antes da página, todo o atendimento ao público ocorria por telefone, por e-mail ou presencialmente, o que, segundo o superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, Lucas Guimaraens, tornava o atendimento à população limitado e demorado.
Com o site será possível, por exemplo, imprimir textos literários, obter orientações para doações de livros e ficar por dentro dos editais. Na página também estão reunidas informações como dados sobre o autor e quantidades disponíveis para pesquisa e/ou locação na biblioteca.
Atualmente, mais de 100 mil pessoas são associadas da biblioteca.

Fonte: Hoje em Dia

Palmas para os contadores de histórias

19/3/2016 – 22:07h

Criar uma história de improviso e narrá-la para alegrar uma criança ou acalmá-la para um sono gostoso; pegar um livro e folheá-lo junto com os pequenos leitores, narrando imagens e texto junto com eles; contar histórias para os alunos em sala de aula, para doentes nos hospitais, para uma grande plateia durante espetáculos infantis, para adultos em busca das melhores lembranças e sensações que as histórias deixaram dentro de si etc.

A maioria das pessoas já viveu situações assim ou semelhantes, por que somos todos naturalmente contadores de histórias. Desde a antiguidade a narração de histórias está presente na humanidade. Há algum tempo, surgiram os profissionais desta atividade, que hipnotizam a meninada com sua arte encantada de narrar histórias, incentivar leitura, promover o livro.

A todos vocês, parabéns pelo Dia do Contador de Histórias, 20 de março.

Para marcar a data, escolho o “Credo do Contador” de autoria do escritor cubano Garzón Céspedes pelo fato dele resumir esta arte na melhor palavra: Creio que contar É AMOR.”

“Creio no contador, como memória viva do amor e creio em seu filho, e no filho de seu filho, e no filho de seu filho, porque eles são a estirpe da voz, os criadores da terra e do céu das vozes: voz das vozes. Creio no contador, concebido nos espelhos da água, nascido humilde, tantas vezes negado, tantas vezes crucificado, porém nunca morto, nunca sepultado, porque sempre ressuscitou dos vivos congregando-os a ser: xamã, fabulista, contador de histórias…Creio na magia que na entrada das cavernas acendeu o primeiro fogo que reuniu como estrelas: o assombro, o tremor, a fé.
Creio no contador, que desde os tempos tribais a todos antecedeu para alcançar-nos por que é. Creio em suas mentiras fabulosas que escondem fabulosas certezas, no prodígio de sua invenção que vaticina realidades insuspeitas, e também creio na fantasia das verdades e nas verdades da fantasia, por isso creio nas sete léguas das botas, na serpente que antes foi inofensiva galinha, e no gato único no mundo, aquele gato que ao miar lançava moedas de ouro pela boca.
Creio nos contos de minha mãe, como minha mãe acreditou nos contos de minha avó, como minha avó acreditou nos contos de minha bisavó e recordo a voz que me contava para afastar a enfermidade e o medo, a voz que recordava os conselhos entesourados pela mãe para passá-los ao filho;— Não te desvies do teu caminho.— Nunca faças de noite o que possas te envergonhar pela manhã.
Creio no direito da criança escutar contos; e mais, creio no direito das crianças vivas dentro dos adultos de voltar a escutar os contos que povoaram sua infância; e mais, creio nos direitos dos adultos desde sempre e para sempre de escutar contos, outros novos contos.
Creio no gesto que conta, porque em sua mão desnuda, despojadamente desnuda, está o coelho.
Creio no tambor que redobra, porque o que haveria sido do mundo se não tivesse sido inventado o tambor, se a poesia não reinventasse o mundo dentro de nós, se o conto, ao improvisar o mundo, não o reordenasse, se o teatro não desvelasse a cerimônia secreta das máscaras e por isso…
Por que creio, narro oralmente.
Creio que contar é defender a pureza, defender a sabedoria da ingenuidade, defender a força da indagação.
Creio que contar é compartilhar a confiança, compartilhar a simplicidade como transparência da profundidade, compartilhar a linguagem comum da beleza.
Creio que contar é amor.”


Clube de Histórias

19/3/2016 – 11:30h

Nada melhor para comemorar o Dia do Contador de Histórias, que é amanhã, dia 20/3, com uma boa novidade: em Belo Horizonte, o Museu dos Brinquedos hoje passa a funcionar como mais um palco de encantamento de crianças ao lançar o seu Clube de Histórias.

Espaço de encenação do Museu dos Brinquedos - Foto: Divulgação

Neste sábado, 19/3, às 16:00 h, o Museu dos Brinquedos apresenta o Clube de Histórias. É o novo projeto do Museu, que a cada mês leva uma narradora para contar histórias de um autor. A psicóloga e contadora de histórias Alessandra Visentin é quem vai coordenar as atividades de narração de histórias do clube. E, para começar em grande estilo, a convidada de hoje é Beatriz Myrrha, que há 25 anos encanta as crianças com suas fábulas.

Além disso, o museu convida todos a trazerem de casa um livro que já foi lido para ser trocado com outro visitante em uma mini-feira que será formada no pátio. O Museu funciona de 10:00h às 17:00h e, durante todo o dia, tem outras atrações para as crianças e a família, entre elas, o acervo com cerca de 900 brinquedos, a exposição GambioGame, a brinquedoteca, sala de leitura e de jogos, além do pátio de brincadeiras e a oficina de construção de brinquedos. Mais informações: (31) 3261-3992