Muitas histórias para as crianças

16/3/2016 – 12:04h

Em março é comemorado o Dia do Contador de Histórias e, por isso, estão sendo preparados eventos para ensinar aos pais e educadores como colocarem as crianças em torno do narrador para oferecer o que elas mais gostam: ouvir histórias.


Em comemoração ao Dia Internacional dos Contadores de Histórias, a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte com o apoio do grupo editorial Bonde Lê apresenta uma programação especial, com entrada gratuita, no dia 19 de março, sábado:

9h30: O grupo de contadores de histórias da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH – Por Samuel Medina

9h45: Mesa Por que contar histórias? – Com Aline Cântia e Marilene Lemos. Mediadora: Lourdinha Viana

11h: Apresentação Grupo de contadores de histórias da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH – com Juliana Anselmo, Maria das Graças Augusto, Maria Tereza Andrade, Marília Oliveira, Marilu Zanasi e Reni Tiago

12h: Apresentação de parte do espetáculo Cacareco Reco Reco da Fuça Arca – do coletivo Loreley Ávila, com Diego Dávila e Shirley Rodrigues

São 50 vagas destinadas ao público em geral. A programação acima será realizada na Rua Carangola, 288 /térreo, no bairro Santo Antonio. Informações: (31) 3277-8658

25 anos de dedicação

A programação para celebrar o Dia do Contador de Histórias prossegue no dia 29 de março com palestra sobre “O que é narração de Histórias e suas funções” e nos próximos meses de abril e maio com novas palestras e um curso de formação de narradores de histórias num evento preparado por uma das narradoras mais queridas de Belo Horizonte: Beatriz Myrrha. Ela pergunta: “Muita gente fala, faz e usa. Mas será que todos sabem o que é contar histórias? Qual a importância de conviver com esta arte, seja ouvindo, seja contando? Por que as histórias sobrevivem por tanto tempo e em tantos lugares? Quais as ferramentas do narrador?”

Beatriz Myrrha, na celebração dos seus 25 anos de trabalho, oferece, este ano, um grande projeto sobre este ofício milenar: diversos laboratórios e o primeiro ciclo de palestras sobre Narração de Histórias, em Belo Horizonte. Os eventos têm vagas limitadas e prometem receber todo carinho que o tema e os participantes merecem: conteúdo, encantamento, dinâmica, provocações e um preço muito bom.

Palestras e laboratórios com direito a sorteios de livros e certificado de participação. Local e inscrições: Setor Infantojuvenil da Biblioteca Pública Luiz de Bessa. Informações: 31 32691223  – 32791220 – 984326845 – 996776579

“Alice através do espelho”

14/3/2016 – 11:23h

Dois meses antes da nova superprodução da Disney, Alice through the looking glass, chegar aos cinemas de todo o mundo, a continuação da lendária saga da menina Alice foi antecipada, em Florianópolis, aos fãs fervorosos de Lewis Carroll. Doutoranda em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina, Cynthia Beatrice Costa elegeu o Centro Integrado de Cultura para o lançamento nacional da edição de luxo de “Alice através do espelho e o que ela encontrou lá”.

Lançamento de mais uma edição da história de Lewis Carroll “Alice através do espelho”

Obra-prima da literatura, “Alice no país das maravilhas” foi um sucesso fulminante desde seu lançamento, em 1865. Reverenciado por crianças, jovens e adultos, o então professor de Oxford, Lewis Carroll, se encorajou a lançar “Alice através do espelho” seis anos mais tarde, em 1871, mantendo no enredo os mais emblemáticos personagens da trama: as rainhas Vermelha e Branca, o Chapeleiro Maluco, os irmãos Tweedledee e Tweedledum e, obviamente, Alice, a irresistível protagonista de aventuras fantásticas.

Passados 150 anos, Alice segue contabilizando admiradores mundo afora, entre eles a própria tradutora, que desde o Mestrado na USP dedica-se a “abrasileirar” as rimas, a melodia e o notório bom humor carrolliano. “Escrever em português um texto à altura de Carroll foi como atravessar um espelho e adentrar um país de charadas linguísticas e nonsense”, confessa Cynthia, que já traduziu mais de 50 obras do inglês e do francês e conclui neste semestre o Doutorado em Estudos da Tradução, na UFSC.

A tradução integral de “Alice através do espelho” inclui o instigante poema Jabberwocky, que já rendeu boas dores de cabeça a tradutores notórios como Monteiro Lobato, Sebastião Uchoa Leite e Augusto de Campos, responsável por eternizar os versos no Brasil sob o título Jaguadarte. Cynthia, que traduziu a obra nos Estados Unidos, enquanto atuou como pesquisadora da Universidade de Yale, optou, neste caso, pela fidelidade ao título original do poema.

Além das ilustrações propriamente ditas, cada página é interativa, compondo com fontes, ícones, cores e efeitos um labirinto onde o leitor se delicia, sem pressa de chegar ao final. Ousada e instigante, a diagramação torna este clássico da literatura um artigo de colecionador. No CIC, além de “Alice através do espelho”, a editora Poetisa irá comercializar seus títulos infantis mais recentes como “Cinzarela”, “Bela e a fera” e “O coelho de veludo”. Veja em http://www.editorapoetisa.com.br/#!/zoom/c407/image_4nw e aproveite para adquirir o livro no site da editora. Edição de capa dura: R$ 59,90.

O filme da Disney sobre a obra vai estreiar em maio deste ano

Descontos na 7ª Feira Universitária do Livro

11/3/2016 – 19:40h

A Editora UFMG realiza nos dias 15, 16 e 17 de março a 7ª Feira Universitária do Livro da UFMG. O evento acontece das 9h às 19h, na Praça de Serviços do Campus Pampulha, em Belo Horizonte.

Nesta edição, participam 25 editoras de todo o país, que venderão títulos com descontos de até 50% do preço de capa. Quem visitar a feira vai encontrar títulos das editoras Autêntica, C/ARTE, Contexto, Companhia das Letras, Centauro, Cortez, Contraponto, EDUSP, Editora 34, Nandyala, Exitus, Expressão Popular, Fino Traço, Intersaberes, Lexicon, LPM, Martins Fontes, Miguilin, Oficina de Textos, PUC Minas, Revan, UNESP, SENAC,  UNICAMP, Zahar, Editora UFMG.

A Praça de Serviços da UFMG fica na Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte. Mais informações: imprensa@editora.ufmg.br.

Inscrições abertas para premiação mineira

9/3/2016 – 11:54h

Estão abertas as inscrições do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura até o dia 29 de abril.

Lançado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) como forma de incentivar a produção literária mineira e brasileira, o Prêmio distribuirá em sua 9ª edição R$ 258 mil (duzentos e cinquenta e oito mil reais) para as categorias Conjunto da Obra, Poesia, Ficção e Jovem Escritor Mineiro.

Os autores concorrerão a 30 mil reais (por categoria) nas categorias Poesia e Ficção. Já o vencedor na categoria Jovem Escritor Mineiro receberá parcelas de oito mil reais, durante seis meses (totalizando 48 mil reais), para a pesquisa e elaboração de um livro. O homenageado pelo Conjunto da Obra receberá 150 mil reais.

Nas categorias Poesia e Ficção, o Prêmio é aberto a escritores iniciantes e/ou profissionais, maiores de 18 anos, nascidos ou naturalizados e residentes em território nacional. Já a categoria Jovem Escritor Mineiro é restrita a pessoas com idade entre 18 e 25 anos, nascidas em Minas Gerais ou residentes no Estado há pelo menos cinco anos. Cada participante pode inscrever apenas uma obra inédita por categoria.

A categoria Homenagem Conjunto da Obra não recebe inscrições, já que uma comissão especialmente designada indica um autor cuja obra seja, em seu conjunto, de inegável qualidade e relevância para a literatura brasileira, e que tenha também contribuído de maneira decisiva para novos rumos da produção e/ou crítica literárias brasileiras.

Os interessados devem protocolar suas obras, conforme orientações do edital, no Suplemento Literário de Minas Gerais, sediado na Avenida João Pinheiro, 342, Belo Horizonte/MG – CEP 30130-180, até 29 de abril de 2016, no horário de 10h às 17h, ou enviá-la pelo correio para o endereço acima indicado, valendo a data da postagem feita até o último dia de inscrição.

Acesse aqui o edital e os demais documentos necessários para se inscrever no prêmio.

Sobre o Prêmio

O Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura foi lançado em dezembro de 2007 para promover e divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes nacionais e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. O prêmio é dividido em quatro categorias: I – Conjunto da Obra (homenagem a um escritor brasileiro em atividade), II – Poesia, III – Ficção e IV – Jovem Escritor Mineiro.

Em todas as categorias, as obras não podem ter sido publicadas anteriormente, seja de forma impressa ou virtual.

Conjunto da obra

Na categoria Conjunto da Obra, prêmio dado a escritores com notória contribuição ao desenvolvimento da literatura brasileira, já foram homenageados os escritores e críticos literários Antonio Candido de Mello e Souza, na edição de lançamento em 2007; Sérgio Sant`Anna (2008); Luis Fernando Veríssimo (2009); Silviano Santiago (2010); Affonso Ávila (2011); e Rui Mourão (2012); Ferreira Gullar (2013), e Fábio Lucas Gomes, na última edição.

Informações: (31) 3269-1143 ou suplemento@cultura.mg.gov.br

Aproveite a chance de se preparar para o mercado

8/3/2016 – 10:53h

Neste mês de março, a Escola do Livro, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro, promove dois cursos que atendem aos anseios dos escritores iniciantes ou não. Quem deseja publicar um livro, sabe que é difícil passar nas avaliações das editoras. Conquistar um editor exige conteúdos criativos e de qualidade, por isso os cursos são muito bemvindos ao mercado.

O que vale mais: um bom tema ou um bom texto? Isto será respondido pela instrutora Sandra Ferro Espilotro, no curso do dia 16 de março. Da apresentação dos originais à editora aos planos de carreira é outro curso programado para o dia 23 de março com o professor Pedro de Almeida. Ambos os cursos serão realizados em São Paulo.

Nas imagens, informações detalhadas para os interessados.

“O segredo do anel”

6/3/2016 – 19:56h

A Editora Tordesilhinhas lança “O segredo do anel” em São Paulo, no dia 19 de março, com contação de histórias e sessão de autógrafos. Este livro infantil traz 11 histórias, muitos personagens e uma certeza: coragem, lealdade, perseverança, respeito e paz  são a chave de uma vida feliz.

Em 56 páginas, o autor Lauro Henriques Jr. Mostra que sua filosofia é fazer o bem sem olhar a quem, agradecer e cooperar. Ele traz para o universo infantil, situações que falam daquilo que há de mais verdadeiro em nós.

O livro se compõe de 11 histórias inspiradoras: O segredo do anel, O construtor de pontes, Entre o céu e o inferno, O teste dos três filtros, O banquete, Xô vaquinha magrela, O carpinteiro arrependido, Olho por olho e perna por perna, As oferendas do mestre, A imagem da paz, A incrível mestra das tendas, Histórias para inventar a vida.

Na história que dá título ao livro, um soberano pede aos sábios da corte um ensinamento que seja útil e verdadeiro em todas as ocasiões, pois tudo nesta vida passa – inclusive a glória.

No conto seguinte, um homem pede a um carpinteiro que construa uma imensa cerca para eliminar de sua vista a propriedade do irmão, com quem tivera uma briga definitiva. O carpinteiro, porém, constrói uma ponte e com este gesto de desobediência consegue unir os dois irmãos.

A seguir, pelas palavras de um sábio monge, entendemos que o céu e o inferno habitam dentro de nós. E o filósofo Sócrates nos ensina a inutilidade da fofoca.

Na deliciosa Xô vaquinha magrela, um mestre toma uma atitude radical para salvar a vida de uma família acomodada em sua desgraça, lembrando-nos como é verdadeiro o ditado que diz que há males que vêm para o bem.

Já A incrível mestra das tendas mostra o valor da perseverança. Náufraga em vários momentos da vida, uma jovem está sempre aprendendo e se reinventando, recusando-se a se deixar abater. Ao final, o conhecimento que construiu vai lhe angariar o respeito de todo um povo.

Autor e ilustradora

Como bom mineiro, Lauro Henriques Jr. é um contador de causos inveterado. Nascido em Belo Horizonte, vive há mais de dez anos em São Paulo, Nesta cidade, ele trabalhou como jornalista em alguns dos principais veículos antes de dedicar-se ao universo da literatura. Possui sete livros publicados e um deles já traduzido para o espanhol. Mas o que ele gosta mesmo é de uma boa prosa à beira do fogão.

A ilustradora Ionit Zilberman nasceu na cidade de TelAviv, em Israel, mas chegou a São Paulo ainda criança, aos 6 anos. Aos 18 anos, cursou artes plásticas, enquanto trabalhava numa  livraria, onde começou a sonhar com os livros infantis. Os sonhos viraram desenhos, primeiro, em algumas revistas; depois, nos mais de 40 livros que já ilustrou. Alguns deles até já foram traduzidos para outras línguas.

O livro custa R$ 42,00 e já está à venda no site da editora: http://www.alaude.com.br/alaude/dept.asp?template_id=62&partner_id=1&dept_name=Tordesilhinhas&dept_id=195

Lendo no celular pela primeira vez

4/3/2016 – 20:01h

Josué de Oliveira (*)

Se você trabalha com produção de livros digitais, um dos princípios básicos é a necessidade de testar os arquivos em diversas plataformas. Nenhum e-book está liberado para venda antes de passar por esse processo. Sabemos que o ambiente de leitura não é apenas um espaço neutro onde o e-book é aberto, mas um componente importante que influencia a leitura em si, daí a importância dessa etapa.

Naturalmente, após algum tempo de prática, já é possível antecipar como certos e-books se comportarão nas principais plataformas. Livros simples, só com texto, sem complexidades visuais, geralmente não têm mistérios. Assim, é possível adiantar a checagem para elementos mais específicos, como o funcionamento das fontes, por exemplo.

Em resumo: se você trabalha com produção de livros digitais há algum tempo, provavelmente tem uma ideia razoável de como os e-books ficarão em cada plataforma. Mas em quais plataformas você consome e-books? Onde você os lê?

Até janeiro de 2016, eu me limitava a uma só plataforma. Lia apenas em e-readers. Já tive um Kobo Touch e atualmente utilizo o Kobo Glo. Também compro e-books através do aparelho. A tela com luz adaptada para a tecnologia e-Ink torna a leitura confortável e já estou bem familiarizado com o sistema operacional. Não se trata de uma predileção pelo Kobo em si, eu prefiro e-readers no geral. E, desde que comecei a ler e-books, é neles que realizo minhas leituras.

Até esse mês último de janeiro, quando, como experiência, decidi ler um e-book pelo celular. Eu já havia testado e-books em aplicativos mobile diversas vezes antes, de modo que tinha uma boa ideia do que encontraria. E, como não tenho tablet, esta se mostrava a plataforma mais próxima de mim, além do e-reader.

Outro motivo para essa experiência é o aumento observado no número de pessoas que fazem do smartphone sua principal plataforma para leitura. No ano passado, circulou bastante a matéria do do The Wall Street Journal sobre o assunto. Leves, carregados para toda parte, constantemente conectados, os celulares podem ser o futuro da leitura digital (de acordo com Judith Curr, editora da Atria Books, divisão da Simon & Schuster, citada na matéria).

Ok. Talvez eu devesse tentar.

O livro que escolhi era simples, apenas texto. Foi “A maçã envenenada”, do Michel Laub (editora Companhia das Letras). A plataforma escolhida foi a Kobo, da qual já sou cliente. Baixei o e-book e comecei a ler.

Expectativa: cansaço. Uma coisa era testar a aparência geral de um e-book naquela tela pequena, outra coisa lê-lo de cabo a rabo. Achava que a vista ia cansar, acostumado que estava com a tela cinzenta do e-reader.

Realidade: “Rapaz, não é que isso aqui é bem confortável?”

Antecipo desde já que a experiência de leitura no e-reader ainda me agrada mais, no geral. Mas a leitura no celular foi muito mais satisfatória do que eu havia previsto, e tem características interessantes. Seguem alguns apontamentos, não muito sistemáticos, apenas impressões gerais acerca da experiência:

O tamanho da tela, que a princípio achei que atrapalharia, não foi um problema. O Moto G, smartphone que utilizo, tem uma tela de 5 polegadas, enquanto o Kobo Glo tem 6 polegadas, uma diferença  objetivamente pequena que parecia maior apenas ao olhar. A leitura pareceu um pouco mais “contida”, por assim dizer, mas isso não foi incômodo.

A leitura fluiu mais rapidamente. Não sei exatamente a que isso se deveu, mas, comparativamente, o último livro de Laub que li, “Diário da queda” no Kobo demorou bem mais e em condições semelhantes. Diário tem cerca de trinta páginas a mais que A maçã. Lembro que cheguei ao final numa espécie de susto: Caramba, já acabou? Sei de pessoas que leem e-books mais rápido do que impressos, o que não acontece comigo lendo no e-reader. Algo a que vou ficar atento na próxima vez que for ler algo no smartphone.

Os recursos de leitura — tamanho de fonte, margens etc. — abrem bem mais rápido no aplicativo do que no eReader, o que é excelente quando se precisa fazer algum ajuste.

E o ponto central, a maior das vantagens que pude identificar: o celular está sempre comigo, o e-reader, não. Ler no e-reader é mais confortável, mas envolve abrir a mochila, tirá-lo da capa, guardar a capa de volta na mochila, ligá-lo e então começar. Leio principalmente no trânsito; realizar esses movimentos simples num ônibus lotado não é das operações mais fáceis. O celular está no bolso, mais ao alcance. Muito da leitura foi realizada de pé, espremido entre outras pessoas. Nesse cenário, é bom ter o livro o mais próximo das mãos quanto possível.

Portanto, o experimento retornou um resultado positivo e acho que em breve estarei variando entre smartphone e e-reader. Falta tentar com um tablet, mas isso pode esperar. Uma ruptura (mesmo que pequena) de cada vez.

* O autor trabalha com e-books  e integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense.
* Artigo originalmente publicado no site www.colofao.com.br

Laboratórios gratuitos de literatura

2/3/2016 – 18:14h

Hoje vamos comentar uma importante atividade programada para uma feira nacional e já tradicional no calendário de eventos: a Flipoços. Em parceria com a ONG Casa da Árvore, o Festival Literário de Poços de Caldas usará as tecnologias digitais para aproximar mais as pessoas da leitura e da prática da escrita.

O Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços), que será realizado entre os dias 30 de abril e 8 de maio, deu mais um passo importante para manter a cidade sede do evento no primeiro lugar no ranking de índice de leitura de Minas Gerais. A GSC Eventos Especiais, empresa que criou e organiza o festival, em parceria com a ONG Casa da Árvore, que atua na cidade desde 2015, promovendo a inclusão social através da cultura digital, organizará laboratórios de leitura, de criação de texto e de atualização de ensino.

Os alvos são os estudantes e professores de Poços de Caldas. O projeto é gratuito. As atividades serão realizadas em abril, mês que antecede o Flipoços e durante o mesmo na BiblioArte Digital, espaço criado recentemente na Biblioteca Municipal Centenário, visando o desenvolvimento de projetos de incentivo à leitura e formação de novos leitores.

Segundo Gisele Ferreira, curadora do Flipoços e diretora da GSC, o objetivo desses laboratórios é oferecer novas ferramentas, como a internet e suas crias, caso das mídias sociais, para aproximar mais as pessoas do universo literário. “Hoje em dia, a literatura não se resume apenas aos livros impressos. As tecnologias digitais ocupam cada vez mais espaço na vida das pessoas, principalmente dos jovens. A intenção, portanto, é colocar esses novos mecanismos a serviço da leitura e da escrita”, diz ela. “Com essa aproximação entre novas ferramentas e pessoas, podemos, inclusive, formar leitores mais críticos e apaixonados”.

Um desses laboratórios é o Lab Cidade Literária, que reunirá estudantes entre 14 e 18 anos. Esses jovens se encontrarão aos sábados de abril, entre 14h00 e 17h00, quando haverá uma oficina de criação de texto coletivo. Eles contarão com o suporte do professor Hugo Pontes, colaborador do Flipoços. Pontes ajudará, por exemplo, nas pesquisas sobre determinado tema, além de passar informações relacionadas a obras e autores. Os estudantes estarão, ainda, em permanente contato através de uma rede social de leitura, que permitirá com que troquem experiências sobre livros.

Esse mecanismo também é uma oportunidade para se descobrir as diferentes manifestações artísticas que se desenvolvem em todos os cantos da cidade. De acordo com Aluísio Cavalcante, coordenador da Casa da Árvore, a partir desse exercício de criação coletiva, usando a internet, será elaborada uma obra aberta, que é outra forma de fazer boa literatura. “Existe uma poética latente na relação das pessoas com a cidade. É essa relação que tentaremos expressar a partir desse exercício estético e tecnológico de construir colaborativamente uma obra aberta”, diz ele.

Reciclagem de educadores

O outro laboratório, o LAB Rede de Leitores, nos dias 7 e 8 de maio, entre 9h00 e 12h00, durante o Flipoços, é voltado para professores, mediadores de leitura, bibliotecários e educadores. Tem por objetivo ajudar esses profissionais a modernizarem suas práticas pedagógicas literárias. A ideia é que eles passem a usar ferramentas virtuais como o WhatsApp, Youtube e Facebook, tão comuns aos jovens, no processo de ensino da literatura. As inscrições para participar dos laboratórios poderão ser feitas a partir do dia 21 de março pelo e-mail: coordenacao@gsceventos.com.br, na Biblioteca Centenário (Espaço Cultural da Urca) ou pelo Facebook (http://www.facebook.com/feira.flipocos). As vagas são limitadas: 20 pessoas para cada laboratório.

O Brasil no Salão do Livro de Paris

1/3/2016 – 18:00h

Já está confirmada a participação do Brasil na 36ª edição do Salão do Livro de Paris, que esse ano chega reformulado e muda seu nome para Livre Paris 2016. O evento acontecerá de 17 a 20 de março em Paris, no Porte de Versailles.

O estande brasileiro no Livre Paris 2016 contará com espaço de 30 m², estará localizado em frente ao pavilhão de honra da Coreia do Sul, país homenageado nesta edição, e ao lado do estande do “Centre National du Livre” (CNL), que concentrarão grande número de visitantes. Dessa maneira, o livro brasileiro terá ainda mais destaque.

A “Librairie Portugaise et Brésilienne” é a responsável pela livraria do estande brasileiro. Presente no mercado local desde 1986 é a única livraria dedicada exclusivamente à promoção da lusofonia em Paris, mantendo, inclusive, editora própria, responsável pelo lançamento de diversos títulos brasileiros nos últimos anos.

Link do evento: http://www.livreparis.com/Home-intro/