Vamos procurar Wally no cinema?

10/4/2016 – 20:26h

Criada pelo ilustrador britânico Martin Handford, a série de livros “Onde está o Wally?” conta com sete títulos originais, além de diversas coleções paralelas, e já inspirou animações televisivas, tiras de jornal e jogos de videogame. Agora, chegou a vez do cinema.


O personagem Wally foi incessantemente procurado no livro infantil “Onde está Wally?”. Era uma grande brincadeira conseguir localizá-lo por entre detalhes, outros personagens, labririntos, paisagens, multidões, armadilhas etc das ilustrações criadas pelo autor britânico Martin Handford, em 1987. A caça ao turista desengonçado com uma blusa de listras vermelhas e brancas, gorro, bastão e jeans azuis, parece, vai ser retomada. Agora, no cinema.

O livro foi um fenômeno com mais de 55 milhões de exemplares vendidos. O personagem também está presente em desenhos, aplicativos e games. Agora, chegou a vez do cinema nos convidar para encontrar Wally. Com minha memória me despertando para as ilustrações enigmáticas do livro, fico a imaginar como será transformar tudo isso num filme ainda mais com personagens de carne e osso.

O ator Seth Rogen e o diretor Evan Goldberg,que trabalharam juntos em diversas comédias, mais recentemente A Entrevista (2014) e É o Fim (2013), estão em negociação com o estúdio MGM (Metro Goldwyn Mayer )para produzir o filme em versão live-action e será responsável por produzir a adaptação cinematográfica. A adaptação já é planejada há sete anos pela MGM, mas só agora começará a ser escrita por Kyle Hunter e Ariel Shaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells”, também produzida por Rogen e Goldberg.

Ainda há muitas dúvidas e boatos em torno da produção. Não está confirmado ainda se Rogen ou Goldberg, além de dirigirem, também vão estrelar o longa, nem existe uma data para encontrarmos Wally no cinema. As negociações por hora se resumem nisso: a MGM é a nova financiadora e produtora responsável pela adaptação do personagem e a Classic Media desenvolverá a trama.

Brasil bem representado em festival de ilustrações

O ilustrador Maurizio Manzo é indicado para mais um prêmio internacional: Festival BookILL

9/4/2016 – 21:07h

Este mês, o ilustrador Maurizio Manzo volta a ser indicado para um prêmio internacional: o Festival BookILL voltado para ilustrações de livros. Em 2015, ele foi selecionado para Bienal de Ilustrações de Bratislava (BIB) com “Isca de Pássaro é Peixe na Gaiola”, livro de autoria de Antônio Barreto, lançado em 2013, pela Editora Miguilim.

Cerca de 2.200 ilustrações (da Sérvia e 27 países) se  inscreveram no BookILL Fest 2016. O júri selecionou 180 ilustrações de 141 autores para a final. Segundo Maurizio, “esta é uma seleção diferente, pois eles convidam o ilustrador _ e, no meu caso, fui convidado por causa da Bratislava _ e o ilustrador escolhe as ilustrações que deseja para enviá-las por e-mail. O júri, então, escolhe os trabalhos vencedores”.

O anúncio dos vencedores e a cerimônia de premiação será realizado n o dia 13 de abril, às 12:00h, na festival de Novi Sad, na Sérvia. Nesta ocasião, serão abertas duas exposições: a de ilustrações selecionadas e premiadas no BookILL e a exposição de comentários sobre as ilustrações premiadas na Bienal de Ilustração da Bratislava 2015.

Além de Maurizio Manzo também representam o Brasil no Festival BookILL: Taline Pacheco Schubach e Marcelo Pimentel.

“Quero publicar um livro infantil”

7/4/2016 – 21:02h

Esse é o nome de uma aula preparada pela Escola do Escritor para ensinar sobre o processo de criação, edição e publicação de uma obra infantil.
A iniciativa visa atender aquele que deseja publicar um livro infantil e trata dos seguintes itens: negócios e oportunidades de mercado, modelos, formatos, tipos de impressão, o autor, o ilustrador, livros personalizados e temáticos, revisão, leitura crítica, linguagem, comunicação, cuidados pedagógicos com o processo da criação literária infantil, direito autoral, agenciamento literário, divulgação, lançamento e comercialização de uma obra infantil.

A aula será realizada neste sábado, dia 9 de abril, de 9:00h às 13:00h, e será realizada pela especialista Maria Esther Mendes Perfetti, que é  editora do portal Parceiros do Livro, Editora-chefe do selo Infantil Pingo de Letra da Scortecci Editora e Coordenadora da Escola do Escritor. É coautora do Guia do Profissional do Livro – Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.

O valor da inscrição é R$ 185,00. A aula será realizada no Espaço Scortecci, em São Paulo, no bairro Pinheiros.

Inscrições e informações: www.escoladoescritor.com.br
(11) 4562-5003 ou (11) 4562-5004

A leitura na primeira infância

6/4/2016 – 10:59h

Durante a realização da Bienal do Livro de Minas, no Expominas, a Fundação Municipal de Cultura (FMC) promove, nos dias 18 e 19 de abril, a 10ª edição do Seminário Beagalê. O evento traz à Belo Horizonte importantes nomes da literatura nacional para o debate de assuntos ligados à literatura. Neste ano, o Beagalê tem como tema “A Leitura na Primeira Infância”.

As inscrições para os debates e palestras são gratuitas e podem ser feitas no site www.bhfazcultura.pbh.gov.br. O Seminário Beagalê acontece dentro da programação da Bienal e é um espaço para reflexão sobre literatura, livro e bibliotecas.

Segundo Fabíola Ribeiro Farias, Chefe do Dpto. de Coordenação de Bibliotecas e Promoção da Leitura da FMC, o tema ‘leitura na primeira infância’ será debatido a partir de perspectivas distintas. “Discutiremos: o que é a infância? Por que ler para crianças tão pequenas? O que faz de um livro um produto infantil? Como se constrói uma biblioteca para a infância?”

A Bienal do Livro de Minas, por sua vez, será realizada de 15 a 24 de abril.

Mais informações: (31) 3277-8658

Quintal de Histórias

4/4/2016 – 19:40h

A 5ª Bienal do Livro de Minas Gerais está chegando. De 15 a 24 de abril, no Expominas, uma programação muito especial, cheia de poesia, espera pelas crianças num espaço que tem tudo a ver com o interesse delas: um Quintal de Histórias.

Valentina Vandeveld é a curadora do Quintal de Histórias da Bienal destinado à literatura infantil - Foto: Divulgação

O livro “Meu quintal é maior do que o mundo” reúne poemas publicados pelo poeta Manoel de Barros ao longo de 70 anos e está inspirando a programação da 5ª Bienal do Livro de Minas Gerais destinada exclusivamente às crianças. O espaço, onde a programação será realizada chama-se “Quintal de Histórias” numa alusão ao livro. As atividades, que serão realizadas a cada dia, são baseadas na trajetória deste autor.  A curadora do espaço infantil da Bienal, Valentina Vandeveld, assim, vai presentear às crianças com a beleza de uma poesia rica, lírica e  ao mesmo tempo simples.

“Por formação, gosto muito de poesia, por isso sugeri que o espaço infantil da Bienal homenageasse o grande poeta Manoel de Barros”, afirma Valentina. Sugestão aceita, a curadora passou, então, a convidar artistas comprometidos com a homenagem, pessoas acostumadas a transmitirem a mesma poesia, e o resultado chegou a um total de 70 apresentações ou 10 atividades por dia de Bienal. “Este repertório se repete ao longo da programação para conseguir se estender e, assim, atingir o maior público possível”, explica Valentina.

“Quintal de Histórias” vai funcionar como um espaço livre, por que as atividades serão desenvolvidas com muita interação. “Os artistas terão liberdade para criar, para improvisar, pois o que desejamos é atingir de fato o público”, acrescenta a curadora. “Queremos a interação com as crianças para ligá-las com o universo da literatura infantil”.

Valentina destaca da grade de programação, as atividades por conta do compositor Marcos Braccini, cuja fonte de inspiração está no poeta homenageado, e Rafael Fares, que chegou a conviver com ele para a produção de um documentário. Apenas os espetáculos dos narradores de histórias Alessandra Visentin e Roberto de Freitas estão desvinculados do contexto poético, mas são promessa de muita festa, alegria e interação com as crianças.

“Literatura e poesia são essenciais na formação cognitiva dos seres humanos e na potência inventiva das crianças. Precisamos colocar mais poesia na vida”, conclui Valentina, que é graduada em Letras e trabalha com produção cultural. A programação infantil pode ser conhecida no site www.bienaldolivrodeminas.com.br

O homenageado

Pessoas simples e sensíveis se encantam com a poesia de Manoel de Barros. Assim como Carlos Drumond de Andrade que, certa vez, chegou a afirmar que ele não era o maior poeta brasileiro e sim Manoel Wenceslau Leite de Barros, ou melhor, Manoel de Barros, autor de linhas e rimas cheias de profundidade sobre simplicidades do dia a dia, as sutilezas das coisas “desimportantes”. Do “apogeu do chão e do pequeno”.

Barros nasceu em Cuiabá, no dia 19 de dezembro de 1916. Segundo o site da Revista Nova Escola, quando criança, ele passou boa parte de seus dias no internato. Ao terminar a escola, foi para o Rio de Janeiro onde se formou em Direito. Depois do casamento com Stella voltou para o Pantanal e assumiu uma fazenda de gado recebida como herança. Lá, viveu até o fim da vida, em novembro de 2014.

Foi vencedor do Prêmio Jabuti duas vezes, em 1990 e 2002, com as obras “O guardador de águas” (1989) e “O fazedor de amanhecer” (2001). Seus leitores não são apenas brasileiros. Os livros do poeta foram traduzidos e publicados na França, nos Estados Unidos, na Espanha e em Portugal.

No site da Fundação Manoel de Barros (http://www.fmb.org.br/), uma frase do próprio poeta explica bem o que se encontra nos seus livros:
“O que escrevo resulta de meus armazenamentos ancestrais e de meus envolvimentos com a vida. Sou filho e neto de bugres, andarejos e portugueses melancólicos. Minha infância levei com árvores e bichos do chão. Penso que a leitura e a frequentação das artes desabrocha a imaginação para um mundo mais puro. Acho que uma inocência infantil nas palavras é salutar diante do mundo tão tecnocrata e impuro. Acho mais pura a palavra do poeta que é sempre inocente e pobre”.

Títulos infantis

“Exercícios de Ser Criança”, Manoel de Barros, 48 págs., Editora Salamandra

“O Fazedor de Amanhecer”, Manoel de Barros, 48 págs., Editora Salamandra

“Memórias inventadas para crianças”, Manoel de Barros, 32 págs., Planeta Editorial

“Histórias da Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo” (poemas ilustrados em vídeo por Evandro Salles, feito por Lumen Argo)

A poesia de Manoel de Barros inspirou a programação infantil da Bienal

A Babel do estande brasileiro

3/4/2016 – 20:09h

Entrevista

Luiz Álvaro Sales Aguiar de Menezes – Gerente de Relações Internacionais da CBL

Luiz Álvaro explica o que sempre chama a atenção dos editores estrangeiros: “as ilustrações da nossa produção Infantil, a palheta de cores, a solaridade dos ilustradores brasileiros”

Em relação ao ano passado, como está a participação na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha de 2016, que será realizada de 4 a 7 de abril?

Nossa participação em 2016 está mais qualificada do que em anos anteriores. Temos um novo projeto arquitetônico, totalmente voltado para facilitar a realização de negócios entre os editores brasileiros e estrangeiros, assim como novo modelo de Matchmaking que nos possibilitará maior agilidade e melhor escolha dos empresários participantes. O Brasil se apresentará esse ano com 15 editoras, o que é um número menor do que no ano passado (23 editoras participaram em 2015), mas isso não é um problema. Estamos vivendo uma crise econômica grave e o mercado editorial brasileiro tem sentido fortemente os efeitos dessa crise; com isso, temos nessas 15 editoras aquelas que têm de fato a exportação de livros e direitos autorais como diretriz estratégica de atuação.

Quais são as editoras participantes?

As mais tradicionais editoras do mercado infanto-juvenil no Brasil participarão da feira. São elas: Aletria, Callis, Cortez Editora, Editora Bom Jesus, Editora IMEPH, FTD, Girassol Brasil, Grupo Companhia das Letras, HUB Editorial, Mauricio de Sousa Editora, Melhoramentos, SM, Todolivro, Pallas Editora e White Balloon Books. O estande do Brazilian Publishers, com 112 m², proporcionará às editoras toda a infraestrutura necessária para impulsionar suas exportações.

Qual é a principal vantagem do livro infantil brasileiro em outros mercados internacionais?

Em um país multicultural como o Brasil, precisamos escapar da tentação de destacar “a principal vantagem” do livro brasileiro. Nossa cultura está assentada nas influências que recebemos de todas as ondas migratórias que para cá vieram, na mistura de cor, raça, credo e até mesmo na nossa imensa diversidade regional. Tudo isso está presente em nossa produção editorial e fortemente na Infantil e InfantoJuvenil. O que podemos destacar, por que sempre chama a atenção dos editores estrangeiros, são as ilustrações da nossa produção Infantil, a palheta de cores, a solaridade dos ilustradores brasileiros.

Quem são os maiores interessados nos livros infantis e juvenis brasileiros e em relação também aos direitos autorais?

A lista de países interessados é grande e isso se reflete na Babel que o estande Brazilian Publishers costuma se transformar durante as feiras internacionais nas quais participamos. Nossos empresários, que são os verdadeiros embaixadores do livro brasileiro no exterior, destacaram que os principais interessados em 2015 foram: Alemanha, Argentina, Canadá, Coreia do Sul, China, Espanha, França, Holanda, Itália, México, Peru, Portugal, Polônia, Reino Unido, Slovênia, Suécia, Ucrânia e Uruguai.

Estamos em um período de crise. As editoras estão lançando menos. Isso também se reflete nessa participação?

A crise econômica na qual o Brasil está inserido afeta a todos os segmentos da sociedade, inclusive o mercado editorial. Com isso, a exportação de livros brasileiros e direitos autorais aparece como uma atraente alternativa frente ao enfraquecimento do poder de compra dos leitores no Brasil. Com a forte desvalorização do real, ficou mais atraente para os editores estrangeiros comprarem direitos autorais das editoras brasileiras.

Fonte: Câmara Brasileira do Livro

Começa a festa da literatura infantil em Bolonha

3/4/2016 – 20:00h

De 4 a 7 de abril, será realizada a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2016. Essa é uma feira muito importante que, além de ter abrangência mundial, ainda carrega algumas tradições, entre elas, os eventos dirigidos especialmente para os ilustradores, que podem exibir mostras de seus trabalhos em murais livres _ marca desta feira _ e o prêmio maior da categoria, o Hans Christian Andersen. Assim como nos anos anteriores, o Brasil está presente.

Mural livre do ano passado com trabalhos de ilustradores de todo o mundo

Esta semana, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou informações a respeito da participação brasileira na Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2016. Desde 1977, a produção literária infantil brasileira tem marcado presença na feira italiana. “A partir de 2008, com a parceria entre a CBL e Apex-Brasil para o Projeto Brazilian Publishers, a participação se tornou mais profissionalizada e intensificou o foco na exportação de nossos livros e direitos autorais”, diz a nota da entidade.

Este ano, 15 editoras brasileiras vão participar com boas perspectivas, pois a previsão é de  movimentar cerca de US$ 300 mil em exportações por parte das editoras brasileiras participantes do evento.

Por outro lado, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) produziu especialmente para o evento italiano, o Catálogo de Bolonha, que será distribuído no estande da instituição com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e das editoras Berlendis & Vertecchia, Edições de Janeiro, Edições SM, Editora do Brasil, FTD, Global e Moderna | Salamandra.

A publicação em inglês tem capa de Graça Lima e a lista dos 116 títulos que serão expostos no estande com imagens das capas e resenhas dos conteúdos de cada livro. Os livros estão separados pelas categorias de Ficção para crianças, Ficção para jovens, Não ficção, Poesia, Livros de imagem, Drama e Reconto, além de Teórico e Reedições.

O prefácio de Elizabeth Serra, Cultura escrita como resistência, fala da trajetória da FNLIJ na Feira de Bolonha por mais de 40 anos, enfatizando a relevância do evento para escritores e ilustradores brasileiros e descreve as principais realizações da Fundação em 2015, além de comentar o panorama mundial e reforçar do a importância da liberdade de expressão escrita.

O catálogo também apresenta a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil (2 de abril) encomendada pela FNLIJ para 2016, com texto de Luciana Sandroni e ilustração de Ziraldo, a lista dos títulos vencedores do prêmio FNLIJ de 2015 e a indicação das autoras brasileiras para o prêmio Hans Christian Andersen de 2016: Marina Colasanti e Ciça Fittipaldi. Apresenta ainda os livros selecionados pela instituição para a Lista de Honra  ditada pela entidade máxima da literatura infantil no mundo, o International Board on Books for Young People (IBBY) e um artigo comemorando os 40 anos de carreira do ilustrador Rui de Oliveira.

Quanto ao Prêmio Hans Christian Andersen de 2016, no entanto, já temos a notícia que as escritoras brasileiras foram indicadas, porém, não estão entre os finalistas. Segundo o site Publish News, entre os autores que compõem a lista de finalistas, estão a alemã Mirjam Pressler, que assina junto com Otto Frank a organização do Diário de Anne Frank; o dinamarquês Louis Jensen, autor de Uma jornada para Deus, publicado no Brasil pela Edelbra, e a norte-americana Lois Lowry, que publicou no Brasil o romance adulto Doador de memórias (Arqueiro / Sextante). Entre os ilustradores, a alemã Rotraut Susanne Berner, autora dos traços de Diário de livros, publicado no Brasil pela Octavo, e A gata, de Jutta Richter, publicado pela Editora 34; o italiano Alessandro Sanna que já teve publicado no Brasil os livros Uma história atrapalhada (Biruta), Inventando números (Edelbra) e o gift book Um coração para você (V&R), e a coreana Suzy Lee, autora dos traços de Abra este pequeno livro, de Jesse Klausmeier, publicado pela Cosac Naify.

Os vencedores serão conhecidos hoje, dia 4 de abril, durante a Feira de Bolonha e a entrega dos diplomas vão acontecer em agosto, durante o Congresso do IBBY, na Nova Zelândia.

Clique à direita da tela, na categoria Entrevistas, para ler a opinião de Luiz Álvaro Sales Aguiar de Menezes, Gerente de Relações Internacionais da CBL sobre a Feira Infantil e Juvenil de Bolonha e a participação do Brasil. A entrevista foi preparada pela equipe da Câmara Brasileira do Livro.

Mirelly é amiga do livro e da leitura

2/4/2016 – 12:53h

Rosa Maria e Mirelly comemoram o Dia Internacional do Livro Infantil com flores

A arte da literatura e a arte da natureza: na Flora Mirelly, no Bairro Buritis, em Belo Horizonte foi essa a combinação escolhida para a comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil, que é celebrado, hoje, em todo o mundo. O livro “A menina e o segredo da fadinha”, da minha autoria, com ilustrações de Toninho Hashitomi, publicado pela editora paulista Pingo de Letra, foi parar em arranjos florais preparados pela Mirelly, para encantarem duplamente as crianças.

“A menina e o segredo da fadinha” é uma história baseada numa experiência real. As crianças ficam inseguranças e muito ansiosas, quando começam a frequentar as aulas pela primeira vez ou trocam de escola. Também vivem o medo de não fazerem amigos e pior: de serem hostilizadas. A aluna novata, Natália, no entanto, enfrentou a situação de uma forma diferente e, em vez de se assustar, decidiu agir de modo positivo: sempre em favor dos seus colegas.

Depois dessa promessa, a menina mereceu uma companhia muito especial: a fada-madrinha das histórias que gostava de ouvir. A história da menina com sua fadinha, no entanto, tem um segredo. Qual será? Um príncipe? Um reino da felicidade? Ou uma flor encantada? É preciso ler o livro para descobrir. Só posso adiantar que se trata de um super segredo que vai render felicidade para Natália durante toda a vida.

Muita fantasia e flores para estimular o imaginário infantil. Uma forma de incentivar a leitura e comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil. Mirelly é mais uma amiga do livro e da leitura e sua flora fica à Rua Mário Werneck, 2641.

Abril, o mês dedicado ao livro

1/4/2016 – 12:07h

As datas mais importantes e os eventos mais tradicionais da literatura infantil são realizados em abril e dão ao período um significado muito especial.

Para começar, em 2 de abril é comemorado o Dia Internacional do Livro Infantil. O mundo se rende em homenagens à produção literária dedicada às crianças e ao autor que tem feito gerações sonharem com suas histórias.  A data foi escolhida para homenagear o nascimento de Hans Christian Andersen, em 1805, o escritor dinamarquês considerado o primeiro autor a criar histórias originais especialmente para crianças. E como ele escreveu. Estima-se que tenha concebido mais de 150 histórias, entre elas, O Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei e A Polegarzinha.

Este ano, o Brasil comanda a festa do Dia Internacional do Livro Infantil com o objetivo de incentivar a leitura. Este movimento foi criado pelo International Board on Books for Young People (IBBY), em 1967, e a cada ano seções nacionais da IBBY se candidatam a patrocinar a celebração. A seção responsável pela mensagem convida um escritor e um ilustrador de destaque nacional para escrever o texto e criar a imagem do pôster.

Pela terceira vez, a FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) é a responsável pela mensagem. Este ano, ela volta a divulgar um texto e ilustração criados especialmente para a ocasião para as 77 seções nacionais do IBBY de todo o mundo. A mensagem de 2016 tem com o tema “Era uma vez” e foi escrita por Luciana Sandroni. Ziraldo é o autor da ilustração do pôster. Você pode ler a mensagem num post deste blog feito em 1/2/2016 e que pode ser encontrado na categoria Arquivo das Publicações, à direita da tela.

Outro autor é o homenageado dos brasileiros na comemoração do Dia Nacional do Livro Infantil em 18 de abril: Monteiro Lobato nasceu nesta data, ano de 1882, em São Paulo. O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002, ano em que foi criada a Lei 10.402/02, registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato como o dia oficial da literatura infantojuvenil.

O Portal Brasil Escola descreve o escritor vinculado ao Pré-Modernismo brasileiro como alguém que contribuiu com obras célebres para o público adulto e deixou enorme legado para a literatura infantojuvenil, já que mais da metade de seus livros foi dedicada a esse público. Sua primeira história infantil, A menina do narizinho arrebitado, foi publicada em 1920, e o sucesso do livro fez com que outros tantos surgissem, imortalizando as personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia, Emília, o Visconde de Sabugosa, entre outros, que posteriormente seriam eternizados no famoso programa de TV produzido no final dos anos 1970 até meados dos anos de 1980 e retomado no final dos anos de 1990 até meados dos anos 2000, além dos seriados no formato de desenho animado.

As feiras literárias

Além dos inúmeros eventos que serão realizados para comemoração das duas datas, o mês de abril tradicionalmente assiste à realização da mais importante feira literária dedicada à literatura infantil: Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. Este ano, o evento está programado para acontecer de 4 a 7 de abril, na Itália, e o Brasil mais uma vez vai estar presente  com sua produção literária.

Mesmo com a crise atual, 15 editoras brasileiras vão participar com boas perspectivas e previsão de  movimentar cerca de US$ 300 mil em exportações. A informação vem da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que atua na feira por meio do projeto Brazilian Publishers em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O objetivo do Brazilian Publishers é fomentar negócios internacionais da indústria editorial brasileira, levando editoras, autores e livros brasileiros ao exterior. “Teremos um menor número de editoras participando, mas são aquelas exportadoras de fato ou que tem na exportação uma das diretrizes do seu planejamento estratégico”, afirma Luiz Álvaro Sales Aguiar de Menezes, Gerente de Relações Internacionais da CBL.

Poucos dias depois da realização da feira italiana, Minas Gerais realizará a 5ª edição da sua Bienal do Livro que promete transformar Belo Horizonte na capital nacional da literatura entre 15 e 24 de abril. Com previsão 160 expositores e público esperado de 260 mil pessoas, a Bienal será realizada no Expominas e terá o slogan “Bienal do Livro de Minas 2016: muitas histórias para contar”.

Mês de abril vem com tudo. Que bom!