Na expectativa de conhecer “Birigüi”

31/5/2016 – 20:59h

O nome é dado a uma pequena mosca, mas no livro de Maurício Meirelles é de um menino, Birigüi, o personagem central da história. O lançamento pela Editora Miguilim vai ser em Beagá, neste sábado, dia 4 de junho, de 11:00 às 14:00 horas, na Quixote Livraria, Rua Fernandes Tourinho, 274.  Quem comprar o livro vai ganhar um exemplar exclusivo: a capa será pintada na hora.

A história de “Birigüi” já aguça meu interesse por se dá no sertão, no agreste, onde tudo o que acontece é carregado de significados. Vamos imaginar, então, como fica um menino que vai montar num cavalo pela primeira vez? É um ritual, a gente sabe da importância deste momento para quem tem o compromisso de dar continuidade às tradições.

– “Você vai com a gente amanhã – disse o pai, olhando da cabeceira da mesa. Tomou outra colher de sopa e limpou o bigode com a mão. Estendeu o prato vazio para a mulher.
– Ele ainda é muito pequeno – falou a mãe em voz baixa, servindo o marido.
– Passou a hora de ele aprender a caçar, Antônia – insistiu o pai, a voz grave. – Esse menino tem medo de tudo. – Olhou novamente o filho, partiu o pão com as mãos peludas.”

O autor Maurício Meirelles explica que” procurou narrar uma experiência de iniciação forte, vivida por uma criança, que observa o mundo e as relações humanas com sensibilidade e doçura. Fiz o possível para que meu juízo não interferisse no curso da narração, tentando me colocar ‘sob a pele’ do menino.”

A história foi embasada numa abrangente pesquisa realizada pelo autor e sinto que o texto e ilustrações do Odilon Moraes, realmente nos conduzem para a cultura do sertão, pro jeitão dessa gente tão marcante e de hábitos ternos, de sabedoria e espontaneidade.

“Na frente, iam o pai e Dito. Birigüi atrás, observando a matilha. Cores diversas: castanho, vinagre, chumbado de preto; pampa-tomate, vermelho, araçá…”

– Olha, Birigüi: as pegadas indo e voltando, no mesmo trilho – o caçador mostrou.

– Veado é bicho ladino, engana os cachorros. Mas comigo, não. – E sorriu, alisando a garruchinha.

Bem que o veado podia enganar Pai. Só daquela vez. Tomara.”

Estamos na expectativa para receber Birigüi, que nas mãos do editor Alexandre Machado, da Miguilim, certamente se transformou num livro encantador. Pra começar, um belo presente pro leitor: além de sessão de autógrafos, no dia do lançamento, quem adquirir o livro leva um exemplar exclusivo: a capa será pintada na hora pelo ilustrador Odilon Moraes e o título será gravado com carimbo a fogo por Alexandre Machado.

Para conhecer mais sobre o livro e seu autor, leia a entrevista que Maurício Meirelles concedeu ao blog. Clique na categoria Entrevistas à direita da sua tela.