“Marinheiros e aventureiros”

17/5/2016 – 11:23h

Alguns autores, quando desejam publicar seu livro, buscam rotas alternativas, como é o caso da carioca Lilia Arruda Lobianco, que escolheu a plataforma Bookstart. Este espaço da internet promove projetos de livros para serem financiados via crowdfunding, ou seja, financiamento coletivo, onde autores e editoras expõem seus trabalhos em busca de obter recursos para a almejada publicação.

O livro de Lilia Lobianco chama-se “Marinheiros e aventureiros” e está à espera de financiadores em www.bookstart.com.br/pt/marinheiroseaventureiros?ref=explore
São três histórias de aprendizados e trocas de conhecimento entre diferentes gerações, neto com avô, filho com pai e filha com a mãe. Um livro. Três histórias. Três passeios. Três crianças. O que o olhar de quem está descobrindo o mundo diz pra quem já viveu? Como a presença e a palavra de quem já viveu, encoraja quem está começando agora?

“Criando histórias para meus alunos, surgiram outras. Essas três são umas delas” explica a autora. O livro também conta com ilustrações de Pedro Lobianco, o artista gráfico que criou a capa do disco “Os Saltimbancos” de Chico Buarque, dentre outras. O caminho de Lília Lobianco começou pela arquitetura e seguiu pela educação e psicopedagogia. Lecionando em alfabetização e educação infantil estreitou seus laços com os livros. Da leitura seguiu para a aventura da escrita na Estação das Letras, no Rio, onde nasceu.

Como financiar

Para participar, o interessado deve ir ao site e escolher um dos pacotes de recompensas listados. Se até a data limite da campanha, for arrecadado um valor igual ou superior à meta estabelecida, todas as recompensas serão produzidas e entregues aos apoiadores. Caso a meta não seja atingida, o livro não será publicado e você receberá seu dinheiro de volta.

As campanhas têm um prazo de até 60 dias para virar. Quanto mais gente acessar a campanha e colaborar, mais perto o autor estará de atingir a meta e publicar. Se o projeto apoiado teve sucesso, vai para a fase de produção. O Bookstart mantém  os apoiadores atualizados e eles podem saber tudo sobre o andamento do livro que ajudou a publicar. A obra fica pronta no prazo de 60 a 80 dias.

Mas, caso a campanha apoiada não vingue, o pagamento de quem investiu será estornado ou, se ele preferir, usado como crédito para colaborações futuras  no Bookstart.

Os indicadores da leitura no Brasil

16/5/2016 – 11:02h

O Instituto Pró-Livro realizará dois seminários de Lançamento da 4ª Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil para apresentação e análise dos resultados da pesquisa  aplicada pelo IBOPE Inteligência sob encomenda do instituto no final de 2015. O primeiro vai ser esta semana, dia 18 de maio, de 13:00 às 18:00h, em São Paulo, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500) e o segundo no dia 31 de maio, no mesmo horário, no Rio de Janeiro, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional (Rua México, s/nº – Centro).

As vagas já se esgotaram, tendo em vista a grande expectativa pelos indicadores da leitura no Brasil. Afinal, avançamos ou não? O brasileiro está lendo mais ou menos? As preferências mudaram ou continuam as mesmas?

O Instituto Pró-Livro explica que a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil é única em âmbito nacional que tem por objetivo conhecer o comportamento leitor e os indicadores de leitura dos brasileiros. Aplicada pela primeira vez em 2001, passou, em 2007, a seguir as orientações metodológicas do CERLALC-UNESCO com o objetivo de construir séries históricas e comparar com os resultados de outros países da IberoAmérica que seguem a mesma metodologia. Seguiu essa metodologia, com adaptações à realidade brasileira, em 2007, 2011 e, agora, em 2015.

A cada edição buscou o aperfeiçoamentos acolhendo sugestões de especialistas que analisaram seus resultados. Ganhou legitimidade e, hoje, é citada em diferentes estudos, projetos e mídia especializada, tornando-se referência quando se analisa hábitos e indicadores de  leitura dos brasileiros. Tem por objetivo, também, orientar políticas públicas do livro e leitura.

O Instituto Pró Livro é uma OSCIP, criada em 2007,  com o objetivo de fomento a leitura e de acesso ao livro. Tem buscado manter o compromisso de aplicar a pesquisa a cada quatro anos e, para isso, conta com a participação e o patrocínio das entidades fundadoras e mantenedoras: Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional de Editores de Livros.

A repercussão do blog

15/5/2016 – 11:51h

O Blog Conta uma História está prestes a comemorar 5 anos de atividades e, neste tempo, já foi mencionado várias vezes na imprensa, motivou pauta em grandes veículos, conquistou espaço no Portal Uai (blogs.uai.com.br/contaumahistoria ) e tem atraído a atenção de assessorias de várias cidades brasileiras, que espontaneamente me enviam notícias de editoras, autores, eventos etc.

Recentemente, o blog teve o reconhecimento do Jornal do Buritis, bairro de Belo Horizonte,  que circula ininterruptamente há 12 anos sobre o comando do jornalista Alexandre Adão. São 10 mil exemplares mensais muito aguardados pelos leitores já cativos e a gente vê e sente que circulam por todos os cantos do Buritis. Como sou moradora do bairro, acompanho o jornal desde sua criação e destaco o trabalho super profissional de sua equipe.

Na matéria que está circulando nesta edição de maio _ veja a imagem_ o título afirma: “Moradora do Buritis faz sucesso com blog voltado à literatura infantil”, relata os motivos de criação deste espaço e ressalta sua evolução. “Um local onde é possível encontrar inúmeras informações a respeito do universo da literatura infantil… O sucesso foi tamanho que, quase cinco anos depois, o blog continua ativo e hoje já se tornou uma referência no setor, tanto que a sua criadora (Rosa Maria Miguel Fontes) recebe quase diariamente obras publicadas em todo o país… Pode-se dizer que ele é um dos mais conceituados do país neste segmento”.

Além de tratar do meu trabalho como editora do blog, a matéria ainda comenta sobre o fato de ser autora iniciante e os lançamentos dos meus três livros infantis: “Hikôki e mensageira do Sol”, ilustrações de Maurizio Manzo, Editora Miguilim, 2011; “O abraço das cores, ilustrações de Nelson Tunes, Editora Miguilim 2013; “A menina e o segredo da fadinha”, ilustrações de Toninho Hashitomi, Editora Pingo de Letra e mais a produção da biografia de Tetsuo Watanabe que ainda será lançada pela Editora Miguilim.

Festa da leitura em Santa Tereza

14/5/2016 – 11:12h

Projeto “Santa Leitura” é realizado todo terceiro domingo do mês, na Praça de Santa Tereza, em Belo Horizonte. Amanhã, dia 15/5 é dia. O evento agita a Praça Duque de Caxias e contagia todos que participam. Quem quiser, leve livros para doar. O mesmo projeto também passa por outros bairros da capital mineira.

Neste domingo, 15 de maio, o projeto “Santa Leitura”, segue levando cultura, entretenimento e alegria para a praça Duque de Caxias, em Santa Tereza (Praça de Santa Tereza), das 9h às 13h. A convidada especial deste domingo é a contadora de histórias Ana Raquel Coelho, da Cia Joana, que participa pela primeira vez do projeto. Além disso, haverá a campanha “Venha ajudar o Santa Leitura”. As pessoas que puderem doar aquele livro que está parado em casa poderão levar neste domingo e doar ao projeto.

O evento, que já se tornou parte de Santa Tereza e ponto de encontro para os amantes das letras, da cultura e das artes em geral, expõe obras variadas em prateleiras, bancos e em uma passarela de 15 metros. É um espaço do saber gratuito, aberto ao público. As pessoas passam, olham, sentam-se e lêem..

No começo o projeto contava só com 50 exemplares, hoje já são mais de 7 mil.

Parceria

A Paróquia Santa Teresa e Santa Teresinha fecharam parceria com o projeto “Santa Leitura” no sentido de facilitar a concretização do projeto na praça Duque de Caxias, oferecendo os respaldos legais junto a prefeitura de Belo Horizonte para que assim o projeto tenha continuidade.

Tudo isso se dá a partir de uma abertura da paróquia em dialogar com as diversas manifestações culturais presentes no bairro, possibilitando a cultura do encontro em torno de ideais que possibilitam o crescimento da pessoa humana. É notório que o projeto tem uma boa recepção por parte da comunidade pela sua finalidade que é incentivar a leitura. A Paróquia já apoiava o projeto com o empréstimo de mesas, cadeiras e incentivando a comunidade a participar, mas diante de uma partilha com a idealizadora do projeto, Estella Cruzmel, percebendo a necessidade resolveram apresentar este caminho de parceria que pode se desdobrar em outras ações junto à comunidade paroquial.

Outra novidade é que agora o projeto Santa Leitura possui um espaço permanente em Myrtle Beach, Carolina do Sul, Estados Unidos. Quem passa por lá pode conferir o espaço que fica na 509 Broadway Street. O projeto acontece também na Praça Salvador Morici, na rua Silva Jardim, no bairro Floresta, no segundo sábado de cada mês e na Comunidade Sagrada Família no bairro Taquaril, onde as pessoas mais carentes passaram a ter acesso à literatura.

Sobre o projeto

O projeto “Santa Leitura” nasceu em 2010, no fundo de uma loja de  moda feminina, no bairro Ipiranga, que Estella possuía. “A biblioteca com o nome “Cantinho do Livro” tinha o intuito de prestar um serviço a mais para o cliente e para que eu pudesse ler nas horas vagas”, conta a artista plástica e idealizadora do projeto. No início, fazia parte do acervo apenas os livros que ela tinha e cerca de outros 50 adquiridos. A biblioteca tomou um rumo repentino e passou a emprestar livros para toda a comunidade dos bairros Palmares, União, Cachoeirinha e Floresta. Com o passar do tempo novas aquisições eram feitas e muitas doações de livros também. “Com isso muitas pessoas, inclusive crianças, passavam na loja todos os dias e ficavam a tarde toda lendo.

Meados de 2012, a convite de uma freira, Estella foi para a Comunidade Sagrada Família no bairro Taquaril, onde as pessoas mais carentes passaram a ter acesso à literatura. No primeiro domingo de abril de 2013 teve início o projeto “Santa Leitura” na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza. “Comecei bem tímida, mas já sabendo da aceitação do projeto aluguei um cômodo próximo à Praça para guardar todo o material. Em junho, o terceiro evento já era um sucesso absoluto e a praça estava repleta de pessoas”, destaca. Hoje, em dias de “Santa Leitura” a praça é motivo de orgulho para a comunidade, pois muitas famílias passam as manhãs de domingo com suas crianças contando histórias e incentivando a leitura. E é assim que o “Santa Leitura” cresce cada dia mais.

“A rosa que gira a roda”

14/5/2016 – 10:50h

Premiada peça infantil da escritora Flávia Savary estreia no Teatro SESC Teresópolis, neste domingo, dia 15/5, às 16:00 horas.

A história se passa em Vila Aurora, onde o povo vive reclamando de tudo e, por conta disso, acaba “congelado”. Todos, menos Rosa Acácia Margarida Miosótis Lilás Alfazema, que recebe a difícil tarefa de encontrar a roda que gira a vida de volta ao povo de Vila Aurora. Em sua busca, Rosa gira em torno de várias “rodas”: roda de ciranda, roda da fortuna, roda de samba, entre outras. Com amor e coragem, ela transforma o lugar e as pessoas onde vive, transmitindo uma mensagem de fé no ser humano.

O otimismo, generosidade e humanidade da história atraíram a atenção do Grupo Teatral Povo do Cafundó, que decidiu incluir a peça em seu repertório e levar o encanto das páginas do livro para o palco. A peça tem 16 personagens, vividos por 5 atores que se revezam no palco, e apresenta traços da cultura popular: o colorido da chita, as rodas de ciranda, o samba, o Boi-bumbá e outros. Com muito humor e ação, a montagem conta ainda com um repertório musical que mistura composições autorais, a partir de letras da autora, além de clássicos da música brasileira.

O Grupo Teatral Povo do Cafundó foi fundado em 1999 pelos atores petropolitanos Simone Gonçalves, Fred Justen e Sandro Rabello. Em 2006, a atriz Simone Gonçalves foi convidada a participar da Cia. Teatro Livro Aberto, criado pela escritora infantojuvenil Sylvia Orthof. Daí para frente, com apurada pesquisa, o Povo do Cafundó direcionou seu trabalho às montagens de textos para a infância e a juventude. Uma das características dos espetáculos do grupo é o mergulho nas tradições populares, envolvendo seus textos em contações de histórias, mesclando canções autorais às mais belas músicas do cancioneiro folclórico.

Com classificação livre, a peça teatral “A rosa que gira a roda” dura 60 minutos.

Direção, cenário e figurino: Simone Gonçalves

Elenco: Christiane Carvalho / Pedro Reis / Vânia Moreira / Simone Gonçalves

Direção musical e músico em cena: Lú de Oliveira

Produção: Renata Garcia

Endereço: Avenida Delfim Moreira, 749, Centro, Teresópolis / RJ

Fone: (21) 2743-6959 / 2743-6939

#FicaMINC

13/5/2016 – 23:00h

Carta aberta contra o fim do Ministério da Cultura: artistas, produtores, escritores, personalidades dos setores do livro reagiram rápido à extinção desta pasta pelo presidente em exercício, Michel Temer, que agora passa a ser tratada dentro do Ministério da Educação.

No site Change.org está ativo o abaixo assinado #FicaMINC para pedir a volta do Ministério. Até o final da redação, já tinha 30.817 apoiadores e os organizadores continuam aguardando adesões dos que também reconhecem a importância da revogação do ato presidencial.

No Blog do Galeno Amorim, o post “E agora, José?!” lembra que “Lula instituiu a Lei do Livro, desonerou os livros de impostos e criou o PNLL, além de ampliar, largamente, o programa social do livro gratuito. Dilma levou adiante e até ampliou. O resultado foi mais gente lendo. Assustados com a extinção do Ministério da Cultura, agora escritores e editores se perguntam o que há de ser do livro e da leitura no governo neoliberal surgido do golpe do impeachment (que, por sinal, a maioria das empresas do ramo defendeu e torceu). A ver!”, assina Galeno.

Nas redes sociais, a repercussão também é grande com variadas reações diante da atitude do governo.

Em matéria sobre o tema no jornal O Globo, alguns depoimentos importantes como o de Augusto de Campos, poeta, tradutor e ensaísta, que afirma: “Considero altamente nociva a subsunção do atual Ministério da Cultura ao da Educação. É puro retrocesso.”

Aderbal Freire-Filho, diretor de teatro, autor e ator: “O fim do MinC é mais um golpe. Agora, contra a Cultura. .. Como o Ministério da Educação, que atende a um universo enorme imenso (Enem, Prouni, entre tantos outros programas),ainda poderia incorporar as demandas da rica e variada cultura brasileira? Só tem um jeito: desprezando-a, sem dar a ela seu espaço e importância. O que não espanta. O que emerge agora é o o Brasil inculto, que despreza a sua arte. Mas a força atual da cultura brasileira vai reagir a esse ato obscurantista”.

Walcyr Carrasco, autor: “Eu acho que o Ministério da Cultura não deveria perder sua autonomia. A Educação é importantíssima e o MEC deve ter todos os seus esforços dirigidos para a educação, pois trata-se de uma grande lacuna no país. Mas é preciso também um projeto cultural, que estimule a expressão artística regional, inclusive. E para isso é preciso um Ministério da Cultura.

A carta

Os que amam e fazem Cultura neste país se mobilizaram e hoje aresentaram uma carta aberta ao atual Chefe da Nação, que divulgamos integralmente:

Exmo. Sr. Michel Temer

Prezado senhor,

Entre as grandes conquistas da identidade democrática Brasileira está a criação do Ministério da Cultura, em março de 1985, pelo então Presidente José Sarney.

É inegável que, nessa ocasião, o nome do Brasil já havia sido projetado internacionalmente através do talento de Portinari, de Oscar Niemeyer, de Anita Malfati, de Jorge Amado, da música de Ary Barroso, Dorival Caymmi, Carmen Miranda, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, do cinema de Glauber Rocha e Cacá Diegues. Desta forma, a existência do Ministério da Cultura se deve ao merecido reconhecimento do extraordinário papel que as artes brasileiras desempenharam na divulgação de um país jovem, dinâmico, acolhedor e criativo.

A extinção desse Ministério em abril de 1990 foi um dos primeiros atos do governo Collor de Mello. Abrigada em uma Secretaria vinculada à Presidência da República, a cultura nacional assistiu ao sucateamento de ideias, projetos e realizações no campo das artes. Já no final de seu governo, tentando reconquistar o apoio político perdido, o Presidente Collor adotou outra postura, nomeando para a Secretaria de Cultura o intelectual e embaixador Sergio Paulo Rouanet, encarregado de restabelecer o diálogo com a classe artística. Nasceu assim o Pronac – Programa Nacional de Apoio à Cultura, que se tornou o elemento estruturante da política c ultural dos governos subsequentes, e a denominada Lei Rouanet. Felizmente o Presidente Itamar Franco, em novembro de 1992, devolveu aos criadores um Ministério que já havia comprovado o acerto de sua presença no cenário nacional.

A partir de 1999, durante o governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o Ministério da Cultura foi reorganizado e sua estrutura ampliada, para que pudesse servir a projetos importantes, em especial nas áreas de teatro e cinema. Desde então o MinC vem se ocupando, de forma proativa, das artes em geral, do folclore, do patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do País, através de uma rede de institutos como o IPHAN, a Cinemateca Brasileira, a Funarte, o IBRAM, Fundação Palmares entre muitos outros. A partir da gestão de Gilberto Gil, o MinC ampliou o alcance de sua atuação a partir da adoção do conceito antropológico de cultura. O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura são iniciativas reconhecidas e copiadas em inúmeros países do mundo.

O MinC passou a atuar também com a cultura popular e de grupos marginalizados, ampliando os horizontes de uma parcela expressiva de nossa população. Foi o MinC que conseguiu criar condições para que tenhamos hoje uma indústria do audiovisual dinâmica e superavitária. O mesmo está sendo feito agora com outros campos, como por exemplo o da música. O MinC conta hoje com vários colegiados setoriais que cobrem praticamente quase todas as áreas artísticas bem como grupos étnicos e minorias culturais do país. E com um Conselho Nacional de Políticas Culturais, formado pela sociedade civil e responsável pelo controle social da gestão do Ministério. Há ainda que se mencionar o Plano Nacional de Cultura e inúmeras outras iniciativas com amparo no texto constitucional e em leis aprovadas pelo Congresso Nacional, cuja inobservância ou descontinuidade poderão ensejar questionamentos na esfera judicial. O MinC também protagonizou várias iniciativas que se tornaram referência no ordenamento jurídico internacional, como as Convenções da Unesco sobre Diversidade Cultural e de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, dentre outros.

A Cultura de um País, além de sua identidade, é a sua alma. O Ministério da Cultura não é um balcão de negócios. As críticas irresponsáveis feitas à Lei Rouanet não levam em consideração que, com os mecanismos por ela criados, as artes regionais floresceram e conquistaram espaços a que antes não tinham acesso.

A Cultura é a criação do futuro e a preservação do passado. Sem a promoção e a proteção da nossa Cultura, através de um ministério que com ela se identifique e a ela se dedique, o Brasil fechará as cortinas de um grandioso palco aberto para o mundo. Se o MinC perde seu status e fica submetido a um ministério que tem outra centralidade, que, aliás, não é fácil de ser atendida, corre-se o risco de jogar fora toda uma expertise que se desenvolveu nele a respeito de, entre outras coisas, regulação de direito autoral, legislação sobre vários aspectos da internet (com o reconhecimento e o respeito de organismos internacionais especializados), proteção de patrimônio e apoio às manifestações populares.

É por tudo isso que o anunciado desaparecimento do Ministério da Cultura sob seu comando, já como Chefe da Nação, é considerado pela classe artística como um grande retrocesso. O Ministério da Cultura é o principal meio pelo qual se pode desenvolver uma situação de tolerância e de respeito às diferenças, algo fundamental para o momento que o país atravessa. A economia que supostamente se conseguiria extinguindo a estrutura do Ministério da Cultura, ou encolhendo-o a uma secretaria do MEC é pífia e não justifica o enorme prejuízo que causará para todos que são atendidos no país pelas políticas culturais do Ministério. Além disso, mediante políticas adequadas, a cultura brasileira está destinada a ser uma fonte permanente de desenvolvimento e de riquezas econômicas para o País.

Nós, que fazemos da nossa a alma desse País, desejamos que o Brasil saiba redimensionar sua imensa capacidade de gerar recursos para educação, saúde, segurança e para todos os projetos sociais e econômicos necessários ao crescimento da nação sem que se sacrifique um dos seus maiores patrimônios: a nossa Cultura.

Em representação da Associação Procure Saber e do GAP–Grupo de Ação Parlamentar Pró- Música.

“A fantasia da família distante”

11/5/2016 – 20:57h

A premiada escritora Stella Maris Rezende, em entrevista exclusiva para o blog, fala de seu novo livro, do lançamento e da experiência com literatura infantil.

O lançamento oficial de “A fantasia da família distante”, de Stella Maris Rezende, ilustrações de Laurent Cardon, livro que compõe uma trilogia da Globinho, será lançado na tarde do dia 11 de junho, no Espaço FNLIJ de Leitura, no Rio de Janeiro, durante o Salão do Livro para Crianças e Jovens. O leitor já pode adquirir o livro nas boas livrarias e no site www.stellamarisrezende.com.br

Stella Maris concedeu uma entrevista exclusiva para o blog e, aqui, o leitor vai conhecer mais este trabalho da premiada escritora, dona de um texto apaixonante e de histórias muito marcantes, que explica assim o seu novo livro:

A fantasia da família distante fecha a trilogia infantil lançada pela Globinho. Na quarta capa se lê: Uma família comum e ao mesmo tempo extraordinária recebe a visita dos tios que moram longe. Eles trazem um problema difícil, mas o modo como a família trata o assunto emociona os tios e com certeza vai encantar os leitores desta nova história infantil. Por meio de um narrador muito especial, A fantasia da família distante é uma singular homenagem à literatura brasileira e é, também, uma história de amizade, laços familiares, solidariedade, paixão pela vida e esperança”.

Sobre a sua experiência com literatura infantil, a escritora afirma:

“Desde o início da minha carreira, publiquei livros para crianças. Os mais antigos são “Temporã”, “Vera Mentirosa”, “O que será que tem dentro” e “A terra dos mais belos desejos”, todos citados no site www.stellamarisrezende.com.br. No entanto, vários críticos argumentam que os meus textos não são para crianças, por serem complexos no assunto e na linguagem. A trilogia lançada pela Globinho – “A poesia da primeira vez”, “A coragem das coisas simples” e “A fantasia da família distante”- dão prosseguimento ao projeto estético, ou seja, quero escrever literatura, independentemente do público-alvo”.

Ainda segundo Stella Maris, “nada mudou em relação ao meu objetivo principal, que é fazer literatura de boa qualidade, mas talvez os textos que podem ser considerados para crianças tenham uma leveza e uma atmosfera imaginativa mais contundentes. Como em qualquer narrativa, o importante é criar um texto que encante pela linguagem e pelo enredo”.

Concluindo a entrevista, a escritora lembra que “os outros livros infantis falam de mistérios, sonhos, descobertas, medos, pequenas vinganças, grandes segredos, preconceitos, discriminações, coragens e mudanças, tudo por meio de uma linguagem poética, intenso trabalho com as palavras e as entrelinhas, com delicadeza, olhar atento e bom humor”.

Os livros premiados

10/5/2016 – 11:15h

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil divulgou a lista dos vencedores do Prêmio FNLIJ 2016 (produção 2015 ). A cerimônia de premiação acontecerá na abertura do 18º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no dia 8 de junho às 17:00, no Centro de Convenções SulAmérica.

Na sequência da lista abaixo, você tem a categoria do prêmio; nome do livro, autor e ilustrador vencedores e no  final o nome da editora.

Criança Hors-Concours: Inês – Roger Mello e Maria Massarani – Companhia das Letrinhas (imagem acima)

Criança – Lá e aqui: Carolina Moreyra e Odilon Moraes- Pequena Zahar

Jovem: Iluminuras: uma incrível viagem ao passado – Rosana Rios e Thais Linhares –  Lê Imagem Hors-Concours: Haicais visuais – Ilustrador Nelson Cruz – Positivo (imagem acima)

Imagem: Jornada – Ilustrador Aaron Becker – Record

Informativo: Malala, a menina que queria ir para a escola – Adriana Carranca Bruna de Assis Brasil – Companhia das Letrinhas

Poesia: Caderno veloz de anotações, poemas e desenhos – Ricardo Azevedo – Melhoramentos

Poesia: Eu sou do tipo que costura versos com a linha do Equador – Múcio Góes e organização Leo Cunha – Positivo

Livro Brinquedo: Era uma vez … Pop-ups criados e ilustrados por Benjamin Lacombe; arquitetura de papel José Pons; posfácio Jean Perrot; Tradução Lavínia Fávero – Positivo (imagem acima)

Teatro: O bobo do rei – Angelo Brandini e Raul Aguiar – Companhia das Letrinhas

Teórico: Teatro infantil, história, leitura e propostas – Organização Fabiano Tadeu Grazioli – Positivo

Reconto Hors-Concours: Histórias russas Recontadas por Ana Maria Machado e Laurent Cardon – FTD

Reconto: A flauta mágica e o livro da sabedoria – Del Candeias Projeto gráfico e pesquisa iconográfica de Victor Burton – SESI-SP

Literatura em Língua Portuguesa: A vida no céu, romance para jovens e outros sonhadores – José Eduardo Agualusa – Melhoramentos

Literatura em Língua Portuguesa: Meia hora para mudar a minha vida – Alice Vieira – Peirópolis

Tradução/Adaptação Criança: Contos da Mamãe Gansa ou histórias do tempo antigo – Charles Perrault – Tradução Leonardo – Fróes – Milimbo – Cosac Naify (imagem acima)

Tradução/Adaptação Informativo: Um raio de luz, a história de Albert Einstein – Jennifer Berne – Tradução Eduardo Brandão – Vladimir Radunsky – Companhia das Letrinhas

Tradução/Adaptação Jovem: A sábia de Waterloo, a batalha napoleônica vista pelos olhos de uma coelha – Leona Francombe – Tradução Juliana Romeiro – Record

Tradução/Adaptação Jovem: Vango, entre o céu e a terra – Timothée de Fombelle – Tradução – Maria Alice de Sampaio Dória – Melhoramentos

Tradução/Adaptação Reconto: João & Maria – Neil Gaiman – Tradução Augusto Calil – Lorenzo Mattoti – Intrínseca

Escritora Revelação: Malala, a menina que queria ir para a escola – Adriana Carranca Bruna de Assis Brasil- Companhia das Letrinhas (imagem acima)

Ilustrador Revelação: Cavalos da chuva – Cadão Volpato – Felipe Guga – Cosac Naify

Melhor Ilustração: Haicais visuais – Nelson Cruz – Positivo

Melhor Projeto Editorial: Inês – Roger Mello – Mariana Massarani – Companhia das Letrinhas

Feira de Paraty para crianças

9/5/2016 – 13:22h

A 14ª edição da Festa Literária de Paraty (Flip) será realizada no período de 29/6 a 3/7. A programação da Flip e da Flipinha foi divulgada na última semana. Os destaques do braço infantil da feira literária são Lázaro Ramos (pouca gente sabe, mas este ator também é escritor e já lançou três livros infantis), o grupo Palavra Cantada, Angela Lago e Ernani Ssó; Celso Sisto, Selma Maria, Alexandre de Castro Gomes e Eliane Potiguara.

A programação completa da Ciranda dos Autores na Flipinha 2016 é esta:

Quinta-feira, 30 de junho

Mesão: desafios literários, 9h

Participação dos autores convidados incluindo Lázaro Ramos, Angela Lago, Ernani Ssó e a dupla Palavra Cantada.

Cadernos de segredos, 10h30

Angela Lago

Lázaro Ramos

Sexta-feira, 1 de julho

Quando música e literatura contam histórias, 9h

Estevão Marques

Palavra Cantada

Diálogos texto e imagem, 10h30

Aline Abreu

Patricia Auerbach

Sábado, 2 de julho

Teia de histórias, 9h

Ana Luísa Lacombe

Eliane Potiguara

Histórias de arrepiar! 10h30

Alexandre de Castro Gomes

Ernani Ssó

Domingo, 3 de julho

Encontro com Guto Lacaz, 9h

Histórias parceiras, 10h30

Blandina & Lollo

Laura Castilhos

A poesia do cotidiano e suas histórias, 12h

Celso Sisto

Selma Maria

10 livros para a hora de dormir

6/5/2016 – 21:35h

Luiza Monteiro – Educar para Crescer

A maioria dos pequenos adora ouvir histórias. Quando o narrador é o papai ou a mamãe, então, nem se fala! Se a contação pode ser feita na cama da criança, melhor ainda. Com tudo isso, já deu para entender por que a meninada adora histórias antes de pegar no sono, né?

“Esse pode ser um encontro muito gostoso em família; um ótimo momento de aconchego antes da hora de dormir, de encontro entre pais e filhos, que ficará marcado para sempre na memória”, destaca a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, especializada em psicologia analítica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O hábito de ler um livro para os baixinhos na cama estreita os vínculos familiares. “A história passa a ser um assunto comum entre os pais e a criança”, diz Daniella. Além disso, a prática contribui para que os pequenos se sintam ainda mais seguros e à vontade no seu quarto, facilitando o sono. “É um lugar de brincadeira, de descobertas e de encontro. Assim, pegar no sono ali se torna mais simples”, garante a psicóloga.

A dica para que o processo de adormecimento seja tranquilo é contar histórias leves e que se aproximem do cotidiano do filhote. Mais: torne esse momento o mais gostoso possível. “Na hora do sono, é fundamental que a criança já esteja relaxada, tranquila e aberta a recebê-lo”, comenta Daniella Freixo. Portanto, além da historinha, a dica da especialista é dar bastante carinho:- com beijos e abraços, por exemplo.

Contando histórias

Eleger enredos que tenham a ver com o dia a dia do seu filho – mesmo que na hora de dormir – é importante para ajudá-lo a resolver conflitos e construir um repertório maior. E isso vale para qualquer idade: segundo Daniella Freixo, já nos primeiros anos de vida é possível despertar o interesse pelos livros. “Com crianças menores funcionam melhor histórias curtas; já com as maiores, é possível ler um livro mais longo, elas adoram!”, recomenda a psicóloga infantil.

A dica é escolher as historinhas junto com os pequenos. “Mostre as figuras e faça vozes. Quanto mais viva a história, mais interessada ficará a criança. A magia da leitura e de se viajar por meio dela é uma descoberta que podemos viver com nossos filhos”, assegura Daniella.

Selecionamos alguns livros que têm o propósito de ajudar a criançada na hora de pegar no sono e, de quebra, contribuir para o seu desenvolvimento e para os laços familiares.


1. “O COELHINHO QUE QUERIA DORMIR” (COMPANHIA DAS LETRINHAS)

A história do coelho Roger fez sucesso em 2015 nos Estados Unidos e na Inglaterra e já foi traduzida para sete línguas! No fim do ano, o livro chegou ao Brasil. A obra do terapeuta sueco Carl-Johan Forssén Ehrlin narra a saga de Roger para pegar no sono. Apesar de cansado, o coelhinho não consegue dormir. Sua mamãe, então, decide levá-lo até o Senhor dos Bocejos, que sabe como fazê-lo adormecer. O objetivo do texto é conduzir os pequenos a um estado de relaxamento, de modo que adormeçam com tranquilidade.


2. “A CAMINHADA” (EDITORA COQUETEL)

Este livro é resultado de experiências pessoais do americano Grant Maxwell, Ph.D em Língua Inglesa e um estudioso da psicologia e do desenvolvimento infantil. O enredo narra as peripécias de Mason, filho de Grant, seus cachorros, Rex e Totó, e um novo amigo – que, no caso, é a criança que ouve a história. A turma se aventura em florestas, cavernas, lagos, montanhas… Tudo para que os pequenos embarquem também no mundo dos sonhos. Ao longo do texto, o autor dá dicas para quem está lendo, como o momento de aumentar ou diminuir o tom da voz, quando bocejar ou pronunciar o nome da criança que ouve a narração e até como deitá-la, a fim de relaxar o corpo.


3. “HORA DE DORMIR” (EDITORA GIRAFINHA)

A obra de Joanne Oppenheim fala sobre um príncipe que não consegue pegar no sono de jeito nenhum – biscoito, leite quente, poção mágica, colcha de seda… Nada o faz adormecer! A solução só aparece quando uma misteriosa senhora surge no porão do castelo. A ideia do livro é divertir os pequenos e mostrar a importância de despertar os sonhos a partir de histórias.


4. “365 HISTORINHAS PARA A HORA DE DORMIR” (EDITORA YOYO)

Cada história leva 1 minuto para ser lida e a proposta é que os pais contem uma por dia aos pequenos antes de dormir. Pegar no sono vai ser muito mais divertido com o dinossauro Dino, a girafa Giro, o hipopótamo Horácio, a ovelha Babi e outros personagens que vivem na divertida Ilha de Pirilampos.


5. “HELLO KITTY – HISTÓRIAS DE 5 MINUTOS PARA A HORA DE DORMIR” (EDITORA FUNDAMENTO)

Os pequenos que são fãs desta gatinha carismática vão adorar se aventurar com a personagem na fazenda, no circo e até no espaço! Com pequenas histórias e rimas, este livro se propõe a ajudar as crianças a dormirem e terem bons sonhos.


6. “O LOBINHO ESTÁ COM MEDO DO ESCURO” (EDITORA BRINQUE-BOOK)

Esta obra faz parte de uma série de outras histórias com o mesmo personagem. Há situações em que o Lobinho está com medo da nova escola, outras em que ele usa o penico pela primeira vez e quando ele está com medo do escuro, na hora de dormir. O objetivo é que a criançada se identifique com essas historinhas, comuns ao dia a dia delas.


7. “DAOMI  ADORA A HORA DE DORMIR” (EDITORA BRINQUE-BOOK)

Os pequenos vão adorar esta personagem que considera o momento de ir para a cama sua hora favorita! Antes de se enfiar debaixo do cobertor com seu bichinho de pelúcia, Daomi toma banho, escova os dentes e se alimenta – assim como qualquer criança!


8. “VIVIANA – RAINHA DO PIJAMA” (EDITORA SALAMANDRA)

Nesta história alegre, a criançada vai conhecer Viviana, uma garotinha que adora animais. Curiosa, ela se pergunta o que eles usam quando vão dormir. Para descobrir, convida os bichinhos para a Festa Mundial do Pijama e descobre as mais malucas vestimentas.


9. “QUANDO O MUNDO SE PREPARA PARA DORMIR” (CIRANDA CULTURAL)

Assim como todos os seres vivos da Terra, a família de coelhos que protagoniza esta obra se prepara para dormir diariamente, quando o sol se põe e a noite chega. A cada dia, o clã escova os dentes, fecha as cortinas e conta uma história. Tudo isso é narrado em um texto tão suave quanto uma canção de ninar.


10. “CUIDE DO MEU SONINHO” (EDITORA FUNDAMENTO)

Qual é o melhor jeito de se pegar no sono? Ouvindo uma história? Mas só vale se for uma de livro ou pode ser história de verdade também? Pode contar como foi o seu dia? Dar beijos e abraços de boa-noite? A hora de dormir não é igual para todo mundo… e ela pode ser divertida também.