Acesso mais fácil aos dados das editoras

Sistema permitirá a gestão de dados da produção literária. Editoras cadastrarão seus títulos, que poderão ser acessados por qualquer interessado.

Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, apresentou ao ministro da Cultura a plataforma Books in Print Brasil, que oferece todas as informações das editoras e obras para qualquer pessoa (Foto: Guto Martins)

Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, apresentou ao ministro da Cultura a plataforma Books in Print Brasil, que oferece todas as informações das editoras e obras para qualquer pessoa (Foto: Guto Martins)

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, recebeu, o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli. O representante apresentou inovações do setor, como uma plataforma de gestão de metadados sobre a produção literária, a ferramenta Books in Print Brasil. Torelli ainda aproveitou a ocasião para convidar o ministro a prestigiar a abertura oficial da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorre em agosto deste ano.

A Books in Print Brasil é uma parceria entre a CBL e a empresa alemã MVB, subsidiária da Associação de Editores e Livreiros Alemães. Por meio da ferramenta, editoras cadastrarão seus títulos, que poderão ser acessados por qualquer interessado. Cada livro poderá ter diversas informações, como autor, capa, sinopse, entrevista com o autor, ficha catalográfica e ISBN, entre outras.

“Hoje, cada editora tem seu próprio sistema de metadados, os quais não conversam entre si. Ou seja, não há um único local onde esteja disponível toda a produção literária brasileira”, afirma Torelli. “Com o Books in Print Brasil, o público poderá, inclusive, saber qual livraria tem o livro que se deseja comprar. E também será muito importante para a internacionalização da literatura brasileira, já que os editores internacionais têm dificuldade em encontrar informação sobre o que é produzido no País”.

A versão beta da ferramenta, voltada a editores e livreiros, será lançada durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A versão final, aberta ao público, está prevista para entrar em operação em janeiro de 2017. Neste ano, a Bienal paulista será realizada de 26 de agosto a 4 de setembro, no Pavilhão do Anhembi. Reúne as principais editoras, livrarias e editoras do País, que apresentam seus lançamentos às cerca de 700 mil pessoas que circulam pelo evento. Além da feira de livros, a Bienal conta, ainda, com ampla programação cultural, que mescla literatura, gastronomia, cultura e negócios.

Flip e Flipinha recriam Paraty

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Quando se fala de Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, e seu desdobramento infantil, a Flipinha, logo, imaginamos a cidade histórica carioca transformada para receber turistas (que adoram o evento) e principalmente escritores, ilustradores, editores, narradores de histórias, leitores. A literatura vai para as ruas e o público sai de casa para buscar pela literatura.

Paraty muda de visual: para as crianças, são criados os Pés de livros, tendas de espetáculos e varais de histórias; a Praça da Matriz e outros espaços do centro histórico ganham cenários criativos para a realização da intensa programação desta que é considerada a maior festa literária da América Latina.

A 14ª edição da Flip acontece de hoje, 29 de junho, a 3 de julho, mais uma vez, com curadoria do experiente Paulo Werneck. Gente de origens distintas, todas as classes sociais e diferentes faixas etárias circulam pela cidade durante todos os dias do evento atrás de novidades, de espetáculos, de livros.

A autora homenageada é a poeta Ana Cristina Cesar, expoente do movimento Poesia Marginal. O jornal Nexo apurou que nesta edição da Flip, as escritoras conquistaram muito mais espaço e são 44% dos participantes na Tenda dos Autores, o palco principal do evento. Proporção bem maior do que a de 2015 e 2014, de 26% e 19% respectivamente. Também estão representadas pela homenageada da Festa, a poeta Ana Cristina César. Antes dela, uma única mulher – Clarice Lispector, em 2005 – havia sido homenageada em 14 edições do evento.

A mudança é resultado de uma postura ativa da organização da Flip em convocar mais escritoras, mas também da mobilização de coletivos feministas. Militantes destacam, no entanto, que escritoras e escritores negros ainda continuam à margem.

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Especial para crianças

A Flipinha, por tradição, ocupa Paraty com encontros literários, oficinas e outras atividades culturais e este ano instala, em uma tenda na Praça da Matriz, parte do acervo de 15 mil livros da Biblioteca Casa Azul. A Praça da Matriz abriga ainda os Pés-de-livro, instalações em que obras literárias ficam à disposição dos pequenos leitores nas árvores, assim como uma diversificada programação cultural.

Um destaque é a Roda de Conversas com as autoras Selma Maria e Angela-Lago, além da garota Yasmin Ziganshin, mais jovem escritora a participar da Flipinha. Atividades musicais com rodas de tambores infantis, tapetes gigantes que formam festivos labirintos, oficinas de desenho, roda de capoeira, bate-papos literários, contação de histórias, shows e esquetes teatrais estão entre as atividades realizadas.

A Casa da Cultura Câmara Torres é onde acontece a Ciranda dos Autores _ uma das atividades mais apreciadas pelas crianças _ por causa dos encontros com escritores e ilustradores do universo infantil e juvenil. Esses convidados são conduzidos a escolas paratienses pela Operação Flipinha, quando os estudantes têm a oportunidade de conversar com os autores em sala de aula.

Escolas, ONGs e outras instituições de Paraty e região também desenvolvem atividades para a programação. Na Mostra educativa, os estudantes criam espetáculos de dança e música, assim como exercícios pensados a partir da obra dos convidados da Flipinha.

Entre os quatorze nomes de autores confirmados para a Flipinha estão Lázaro Ramos, Angela-Lago, Celso Sisto, Laura Castilhos, Ernani Ssó, Estêvão Marques e a dupla Palavra Cantada. A curadoria das mesas é de Anna Claudia Ramos e Verônica Lessa. A Flipinha é o resultado de um trabalho permanente desenvolvido na região. Atividades de formação de mediadores de leitura, apresentação dos autores convidados a professores e educadores e incentivo à leitura entre jovens e crianças são algumas das ações que constroem os seis dias de evento.

“Meu irmão meu amigo”

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Escritores, às vezes, preferem lançar suas histórias no formato eletrônico, como é o caso de Francisco Paiva Carvalho com “Meu irmão meu amigo”. O ebook tem o Selo Off Flip Editora e pode ser acessado através dos links

http://digitalizabrasil.com.br/e-books/meu-irmao-meu-amigo e

http://www.amazon.fr/irm%C3%A3o-amigo-Francisco-Paiva-Carvalho-ebook/dp/B01DAEM96U

Deixo aqui um pequeno resumo do livro:

“Dois irmãos. Dois grandes amigos. José Maria e Joaquim têm uma ligação muito forte de amor, admiração e cuidado um com o outro. Dois irmãos inseparáveis, que não deixariam de estar lado a lado nem mesmo se o acaso ou o destino tentassem impor o seu afastamento.

Uma semana antes das férias escolares de julho, devido a um trágico acidente, eles são obrigados a se separar para sempre. Mas José Maria acaba criando uma estratégia e, assim, consegue preservar o irmão do sofrimento incontido que parecia inevitável. Uma história comovente, de amor e lealdade, que vai emocionar os leitores que acompanharem as aventuras desses dois meninos irmãos”.

A festa da Borrachalioteca

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A II Festa Literária de Sabará (FLIS ) é promovida pela famosa Borrachalioteca, ou seja, uma borracharia que há muitos anos funciona também como uma biblioteca e tem reconhecimento nacional pelo fato de incentivar a leitura e a produção literária.  Este ano, a Borrachalioteca volta a realizar a Festa Literária de Sabará, de domingo a domingo, ou seja, de 26/6 a 3/7. O evento promete ser um grande encontro de editores, livreiros e autores com seu público alvo – os leitores – em todas as suas faixas etárias.

Tema de 2016: “Literatura como direito humano”.

Os homenageados deste ano são Neusa Sorrenti e Silas da Fonseca.

O site do evento é http://festaliterariasabara.wix.com/flis. A programação está voltada para as questões básicas como o acesso ao livro, às discussões sobre as formas de ler, as trocas de experiências entre o professor que forma o leitor dentro da sala de aula e as famílias que tornam seus filhos adultos capazes de escrever no mundo a mensagem de cidadãos conscientes que a sociedade precisa no cotidiano das pequenas e grandes cidades.

“Desejamos viabilizar que na semana do encontro literário, estejam presentes na cidade editores, livreiros, autores, professores, narradores de histórias, mediadores de leitura, atores, cordelistas, ilustradores – entre tantos outros envolvidos no mundo da produção e divulgação literária – para tratar desses assuntos e de tantos outros que envolvem a ato contínuo de educar na arte de ler”, destacam os organizadores”.

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Referência nacional

A Borrachalioteca é uma biblioteca comunitária sediada no bairro Caieira, em Sabará, que surgiu em 2002, dentro da borracharia onde Marcos Túlio Damascena, idealizador do projeto, trabalhava com seu pai, antes de se formar em Letras e se tornar professor. Ao perceber que boa parte dos frequentadores da borracharia do seu pai interagia entre si depois da leitura dos jornais diários, Túlio começou a se perguntar o que aconteceria se o espaço também contasse com livros. Ali, ele instalou uma estante de alvenaria e disponibilizou alguns exemplares. A recepção por parte dos frequentadores foi ótima e o público expandiu.

Em 2006, a biblioteca foi registrada como Instituto Cultural Aníbal Machado, em homenagem ao escritor sabarense de mesmo nome. Um ano depois, a inciativa ganhou o Prêmio Viva Leitura, dos Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) e da Organização dos Estados Ibero americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Com o tempo, a Borrachalioteca se tornou Ponto de Cultura e ingressou no Polo Sou de Minas, Uai!, rede de bibliotecas comunitárias do Programa Prazer em Ler, do Instituto C&A. Com o aumento do acervo, a Borrachalioteca ganhou três novas unidades em outros locais: a nova biblioteca da Sala Son Salvador, no bairro Cabral (2008); a Casa das Artes, no centro de Sabará, que abriga a Cordelteca Olegário Alfredo (2010) e o Espaço Libertação pela Leitura, no Presídio de Sabará (2010).

O que o filme tem de diferente?

“Alice Através do Espelho”, o belo livro da Editora Poetisa é a oportunidade de conhecer a história escrita por Lewis Carroll e compará-la com o filme da Disney.  

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Dizer que o livro é sempre melhor do que o filme é um clichê que nem sempre se prova verdadeiro. Há casos, porém, em que se pode afirmar que o filme é muito diferente do livro – como acontece com o longa-metragem “Alice Através do Espelho”, estrelado por Mia Wasikowska (Alice), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Anne Hathaway (Rainha Branca) e Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), em cartaz em cinemas de todo o Brasil.

O filme produzido pela Disney, que tem o Tempo como um dos protagonistas, tem um ponto de partida completamente diferente do que lemos no livro: Alice, mulher adulta e um tanto irreverente, atravessa um espelho e cai novamente no País das Maravilhas, onde ela tem de voltar no tempo para salvar a família do Chapeleiro Maluco, seu grande amigo.

Já no conto de Carroll, a menina Alice, aos sete anos e meio, atravessa o espelho de sua sala de estar e cai em um mundo que funciona como um tabuleiro de xadrez. Lá, trava conversas inteligentíssimas, lógicas e ilógicas, com personagens como o Cavaleiro Branco, o Leão, o Unicórnio, os irmãos Tweedledee e Tweedledum e o maravilhoso Humpty Dumpty.

“A grande diferença, além da história em si, é a linguagem. Enquanto o filme é uma aventura que às vezes brinca com alguns trocadilhos, o livro é puro jogo de lógica”, compara Juliana Bernardino, editora responsável.  Com texto integral, que inclui o poema “Jabberwocky”, o livro “Alice Através do Espelho – e o que ela encontrou lá” foi traduzido por Cynthia Beatrice Costa e tem design fabuloso de Marcela Fehrenbach. A bela edição está disponível nas livrarias e no site da editora.

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“Monstro e seus amigos monstros”

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T. Greguol é artista plástico, escritor, ilustrador e músico, além de mestre em Meditação. Aqui, vamos falar do seu mais recente livro infantil, cuja história é sobre amizade, aceitação e… monstros.

“Monstro e seus amigos monstros” é para o público infantil, “mas duvido que algum adulto ache besta”, afirma T. Greguol.. Segundo ele, Monstro, o narrador do livro, tem muitos amigos monstros. Eles são diferentes em tamanho, cor, hábitos, idades, gêneros, locais de origem e compreensão. Uns são super fáceis de lidar, outros demandam um pouco mais de atenção. Mas nada disso importa quando se é amigo.

Com mais de 100 páginas, texto de introdução escrito por Eva Furnari, capa dura e numa proteção peluda feita a mão, o livro tem o número da cópia e o nome do dono impressos, pois são cópias limitadas em edição única.

O interessado pode optar por comprar agora e retirar na tarde de autógrafos ou comprar agora e receber onde desejar a partir da data de lançamento. A tarde de autógrafos acontecerá a partir das 16h no dia 24 de setembro de 2016, no Assum Espaço Criativo, Rua Fradique Coutinho, 677 – Pinheiros, São Paulo. A pré-venda acontecerá até dia 1 de julho. O livro custa R$ 80,00 e quem adquirir na loja http://www.tgreguol.com.br/blog/pre-venda/ e já escolhe o nome a vir impresso no livro.

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Editora exclusiva de um autor

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Mais do que autor independente, o escritor e ilustrador Márcio Monteiro decidiu criar a Alhures Editora, segundo ele, “uma editora independente, de uma pessoa só, criada para publicar os livros infantis/infantojuvenis que borboleteiam na minha cabeça”.

A Alhures tem seu ninho em Recife e quem quiser conhecê-la pode clicar em http://www.alhureseditora.com.br/

Márcio Monteiro publicou dois livros pela sua editora. “Lua e Sol” e “Sobre corações, pedras e flores” ambos escritos e ilustrados por ele.

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“Quando a Lua, cansada de viver sozinha lá no céu, desceu e saiu caminhando sem rumo, pensativa, encontrou o Sol dormindo entre as flores. Eram brilhos diferentes, mas com importância igual para o mundo”.

Assim diz um trecho do livro de 30 páginas, que pode ser adquirido no site da editora por R$ 20,00. O frete é grátis. E mais: quem comprar ganha o ebook.

 

“Sobre corações, pedras e flores” tem um trecho assim:

5d27cb_204ea6946e1d4938984ea64ae79154a8Uma sociedade vivia em ritmo frenético, pessoas ignoravam todos à sua volta e eram ignoradas; pequeninices importantes foram esquecidas: abraço apertado, deitar na grama, andar de bicicleta, folhas caindo… Mas voltas e reviravoltas mudaram essa história”.

São 42 páginas para o leitor conviver com estas voltas e reviravoltas. O livro custa R$ 22,00 com frete grátis e o livro digital também é grátis.

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6º Congresso do Livro Digital

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Com o tema “O Mundo dos Negócios Digitais”, o 6º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, será realizado no dia 25 de agosto, no Auditório Elis Regina, ao lado do pavilhão do Parque Anhembi, antecedendo a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Este ano, o evento traz um panorama do mercado do livro digital com presença de especialistas nacionais e internacionais e as inscrições já estão abertas.

Os trabalhos científicos inscritos no congresso serão premiados. O congresso segue a tradição de avaliar trabalhos científicos e acadêmicos relativos ao livro digital. Serão selecionados trabalhos pertinentes à temática “O Mundo dos Negócios Digitais”. Os selecionados irão apresentar seus projetos no Congresso e os primeiros colocados irão receber prêmio em dinheiro (1º colocado: R$ 1.500,00 / 2º: R$ 1.000,00 / 3º R$ 500,00), além de ter seus trabalhos publicados na REGE – Revista de Gestão da USP.

As inscrições para os Trabalhos Científicos podem ser realizadas pelo e-mail digital@cbl.org.br e seguem até o dia 30 de junho de 2016. Já as inscrições para participação no congresso também estão abertas e podem ser feitas no site do evento: http://www.congressodolivrodigital.com.br/site/inscricoes. As inscrições custam de R$ 910 por pessoa, para não-sócios da CBL (valor válido até dia 30 de junho). No total, serão 12 palestrantes, metade deles trazidos do exterior (6 de 12 palestrantes), o que explica o valor elevado das inscrições.

O analista de livros digitais, Eduardo Melo, do portal Ebook News, comentou a programação do congresso: “A programação deste ano segue no formato tradicional do Congresso, inclusive com ecos da terceira edição do evento. A primeira palestra traz, novamente, o professor Roger Chartier, que também palestrou na 3ª edição (2012). Chartier dividirá espaço com Robert Darnton, diretor da Biblioteca Universitária de Harvard e entuasiasta das bibliotecas digitais, para responder a questão A historia do Livro e da Leitura possibilita uma melhor compreensão das mudanças do presente? É difícil imaginar que motivos levaram a organização a trazer Chartier novamente, ao invés de deixar apenas Darnton responsável pela abertura – ele sozinho já valeria metade da inscrição.

O congresso terá também um representante da Amazon falará no evento. Alex Szapiro, Country Manager da Amazon no Braisl, falará sobre O desenvolvimento do livro digital no Brasil. Aqui temos mais um eco de 2012, quando o evento trouxe Pedro Huerta, então diretor de conteúdo para Kindle na América Latina, para falar sobre A Evolução das Livrarias pontocom. Se a palestra de Szapiro for tão interessante quanto a de Huerta, certamente valerá a pena ver de novo um representante da Amazon palestrando.Uma boa novidade nesta programação é a presença de Sam Missingham, Diretora de desenvolvimento da HarperCollins, para falar sobre Como engajar o público e buscar audiência para os livros digitais. Eis um tema prático e que faz muito sentido no contexto atual do ebook no Brasil, em que grande parte do público leitor ainda ignora o digital.”

Programação ainda sujeita a alterações

9h00 – 9h15
Abertura Oficial
Luís Antonio Torelli – Presidente da Câmara Brasileira do Livro
Daniela Manole – Coordenadora da Comissão do Livro Digital

9h15 – 10h15 – Palestra de Abertura
A historia do Livro e da Leitura possibilita uma melhor compreensão das mudanças do presente?
Robert Darnton – Historiador Cultural e Diretor da Biblioteca Universitária de Harvard
Roger Chartier – Historiador, especializado em livro e leitura

10h15 – 11h00
O desenvolvimento do livro digital no Brasil
Alex Szapiro – Country Manager da Amazon.com.br

11h00 – 11h30 – Intervalo

11h30 – 13h00
Painel – Streaming: aspectos jurídicos e modelos de negócios
Kevin Sayar – Vice-presidente Sênior e Gerente Geral da Proquest Books
Victoriano Colodrón – Diretor da Copyright Clearence Center (CCC)

13h00 – 14h00
Intervalo para almoço

14h00 – 15h00
Como engajar o público e buscar audiência para os livros digitais
Sam Missingham – Diretora de desenvolvimento da HarperCollins

15h00 – 16h00
Painel: O aluno movente e as novas tecnologias
Mário Sérgio Cortella – Filósofo e Educador
Danielle Brants – Fundadora e Diretora da Guten Educação e Tecnologia
Moisés Zylberstajan – Coordenador de tecnologias educacionais do Colégio Santa Cruz

16h00 – 16h15 – Intervalo

16h15 – 17h00
Inovação Educacional – Caminhos do blended learning
Luciano Satlher – Professor da Universidade Metodista e Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED)

17h00 – 18h00
Gamechanger Self publishing – fatores de sucesso no novo mercado editorial
Leander Wattig – Editor, especialista em Ciência Editorial e de Livrarias

Plano Estadual do Livro

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Especialistas das áreas de Educação e Cultura apresentam suas propostas para a elaboração do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Minas Gerais (PELLLB), dias 20 e 21 de junho, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

O objetivo do Plano é formalizar políticas públicas que democratizem o acesso ao livro, fomentem a leitura e fortaleçam a cadeia produtiva do livro. Para os organizadores dos debates, é imprescindível a participação ativa da sociedade civil em todas as etapas de concepção e execução do plano.

O blog compartilha dessa importância e publica abaixo um texto preparado pelos profissionais das Secretarias de Educação e da Cultura do Estado de Minas Gerais, que explica como funciona este Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas no âmbito estadual e federal.

“A leitura é uma ferramenta fundamental para a educação e, sobretudo, um instrumento de transformação social e de construção de cidadania. Mobilizar estados e municípios para que implementem políticas públicas em defesa do livro e do fomento à leitura será, certamente, um marco para transformar o Brasil em um País de leitores e para a conquista de melhores índices de desenvolvimento humano e social. 

O governo brasileiro durante a gestão federal de 2002 a 2010, no intuito de minimizar as desigualdades regionais, principalmente na área da cultura e da educação, e objetivando ampliar os níveis de acesso da população  à leitura e à informação, retomou as discussões sobre livro, leitura, literatura e bibliotecas, numa perspectiva de tornar essa temática em política pública democrática para o nosso País.  

Como uma das iniciativas para a reconquista desse imprescindível setor da sociedade e por entender que a cultura e a educação têm um papel estratégico na formulação e execução das políticas que promovam o acesso ao livro e a formação de leitores como ações de cidadania, inclusão social e desenvolvimento humano, o Ministério da Cultura-MinC e o Ministério da Educação-MEC se articularam e, em parceria, construíram e lançaram em 2006 o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Atualmente, o PNLL tramita no Congresso como projeto de lei.  

13343146_1126701197392494_2912978069809256929_n (1)O acesso de todo cidadão ao livro e à leitura é o objetivo principal do PNLL. Este Plano desenvolveu uma ampla e forte articulação entre diferentes instituições, públicas e privadas, todas mobilizadas e num processo amplo e participativo para fazer do Brasil um país de leitores, utilizando recursos criativos, parcerias inéditas, em todas as regiões do país, demonstrando que há um imenso esforço sistemático para que a leitura se torne mais acessível a todos. O PNLL criou o marco institucional para o livro e a leitura como política pública.

O Ministério da Educação mantém e amplia programas que tornam o livro didático, o livro de literatura, o texto de ensaio, revistas e periódicos científicos mais acessíveis, destacando-se o Programa Nacional do Livro Didático e o Programa Nacional Biblioteca da Escola, que distribuem, gratuitamente, livros didáticos e de literatura a todas as escolas brasileiras. Da educação infantil à pós-graduação, há diversas ações focalizadas na promoção da leitura, incluindo a formação de mediadores de leitura, trabalho desenvolvido na parceria MEC/MinC. A atenção para a acessibilidade dessa produção aos alunos com deficiência tem sido uma política permanente daquele Ministério.  

O Ministério da Cultura, com o programa Mais Cultura, elegeu a biblioteca pública como espaço privilegiado de intervenção, trabalhando para que todo município possua, pelo menos, uma biblioteca pública. O MinC vem trabalhando na implantação e modernização de bibliotecas públicas municipais e estaduais com a ampliação de acervos, mobiliários, equipamentos e telecentros digitais, tornando esse equipamento cultural espaço dinâmico de produção, difusão e fruição cultural, por meio de programações interativas e de gestão compartilhada com a comunidade, no sentido da qualificação dos ambientes sociais e urbanos. Nessa linha de democratização do acesso, projetos e programas de incentivo à leitura da sociedade civil e do poder público vêm sendo reconhecidos por meio de editais de pontos de leitura e de bibliotecas comunitárias.   

A implantação de Planos do Livro e Leitura (PLL) em todo o território brasileiro conta com o compromisso de estados e municípios, assim como da ampla participação do setor produtivo e de representantes da sociedade civil organizada com o objetivo de elaborarem diretrizes e metas voltadas para a construção de um processo democrático e participativo por meio de reflexões e debates sobre a importância de políticas públicas que incentivem a leitura e democratizem o acesso ao livro no Estado de Minas Gerais.   

Pautado no exemplo das iniciativas da esfera federal, o Estado de Minas Gerais – em consonância com os eixos norteadores, as diretrizes, metas e estratégias do PNLL – inicia o processo de discussão para a implantação do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB), cuja condução se dará pelas Secretarias de Cultura e de Educação. Uma das primeiras ações será a de promover a mobilização do poder público, da sociedade civil, dos especialistas em livro e leitura – editores, livreiros, distribuidores e demais atores do setor produtivo – dos escritores, dos segmentos ligados às áreas de educação e cultura e da população interessada e comprometida com a missão de buscar os meios e mecanismos necessários visando assegurar sua implementação, em caráter permanente, como política de Estado.    

O PNLL foi organizado em quatro eixos temáticos: democratização do acesso, fomento à leitura e à formação de mediadores, Valorização institucional da leitura e o incremento de seu valor simbólico e Desenvolvimento da economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento nacional.

Os princípios norteadores das discussões, planejamento e ações em direção à elaboração e implementação do PELLLB-MG terão como base o documento do PNLL e o Guia elaborados pela equipe do PNLL, cujas contribuições para a reflexão são pautadas a seguir:   criação do grupo de trabalho por formulação participativa, diagnósticos e informações, justificativa, princípios norteadores, eixos temáticos, definição de objetivos, criação de metas e indicadores, articulação de parcerias, gestão de recursos, institucionalidade, elaboração de ações, comunicação, continuidade, avaliação do Plano de Livro e Leitura e, finalmente, materiais de apoio disponíveis. 

Cientes do compromisso com esse trabalho e sabedores dos desafios a enfrentar, a Secretaria de Cultura e de Educação do Estado de Minas Gerais contam com a participação do poder público, do setor produtivo e das lideranças sociais para, em uma conjugação de esforços, aprofundar as reflexões sobre o  tema aqui tratado, disponibilizando para toda a comunidade mineira acesso direto e gratuito à leitura informativa e de lazer, independentemente de idade, sexo, raça, credo ou grau de escolaridade.  

É importante para os mineiros que, com uma mobilização estruturada, caminhemos em direção de novas ações até que se construa, consolide e institucionalize um Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas para o Estado de Minas Gerais”.

Saiba mais e se inscreva gratuitamente na página da biblioteca: www.bibliotecapublica.mg.gov.br

O leitor da Educação Infantil (2)

O leitor da Educação Infantil

A Editora Dimensão encontrou um jeito muito esclarecedor para pais e professores, ao divulgar o seu catálogo de livros infantis nas redes sociais: dividiu o leitor por idade e ressaltou o seu aspecto psicológico, ou seja, como a criança reage à cada fase e quais são as suas preferências. Abaixo, acompanhe os posts da série “O leitor da Educação Infantil”.

3 a 6 anos

O leitor da Educação Infantil (1)Nessa fase, a construção do leitor se acentua. A criança já é capaz de selecionar os livros que a atraem. Continua gostando de ouvir histórias e gosta da repetição de suas preferidas. Os livros continuam a interessá-la através do reconhecimento de suas vivências. É o que procura na história e na imagem, não se interessando ainda por situações novas.

Por volta dos 4 ou 5 anos, passa a curtir frases que repetem elementos (como nas histórias cumulativas), sons onomatopaicos. Além das personagens com quem se identifica e dos animais, começa a se interessar pelos fenômenos da natureza, como a chuva ou o vento. Passa a apreciar as travessuras dos personagens e é atraída, em histórias ainda singelas, por alguns conflitos como o do gato e o rato ou Chapeuzinho e o lobo.

No final dessa fase, já está em contato com a alfabetização. Está tentando ler livros simples e fáceis, onde possa fixar suas habilidades ainda precárias. Esses livros – que manuseará sozinha – devem ter letras ou tipos gráficos grandes, frases curtas e estruturas gramaticais simples. Ao mesmo tempo é ouvinte atenta de histórias, que o professor e os pais leem para ela.

Nesse caso, as histórias não precisam ter tipos gráficos ou letras grandes, nem frases tão curtas. Nem mesmo palavras mais difíceis devem ser evitadas, nessa leitura intermediada. É uma maneira de a criança ir se familiarizando com a língua escrita e o padrão culto da linguagem (o que não quer dizer rebuscado ou pedante). Nessa fase, interessa-se por mitos e fantasia, como bruxas, fadas, duendes e gigantes. Por outro lado, gosta também de máquinas (computadores, TV, máquinas malucas) vistas como instrumentos que mudam e transformam as coisas. Em geral, desde os 5 anos, já tem noção do universo (planetas, seres extraterrestres).

6 a 8 anos – o leitor do 1°, 2° e 3° ano, em plena alfabetização

A criança que ainda está na fase inicial da alfabetização não é um leitor autônomo. A leitura pode ser embaraçosa se o contexto e/ou as imagens não apresentarem pistas suficientes para a apreensão de palavras ou expressões não familiares ao leitor. Nessa faixa de idade, já gosta de aventuras, conflitos que pressupõem personagens antagonistas, desafios, histórias de medo e sustos, quando as aflições devem ser superadas. Aprecia o humor e mergulha, a partir dos 8 anos, na idade de ouro da fantasia. É quando mais se fascina com histórias maravilhosas.
8 a 10 anos – o leitor do 4° e do 5° ano, ganhando autonomia

O leitor da Educação Infantil (2)Nesta fase, sua leitura já é sintática. É capaz de ler e compreender porções completas de textos de leitura fácil. O apoio da ilustração ainda é importante. A criança começa a se interessar por ecologia e problemas sociais. Pode curtir temas mais tristes e românticos, embora precise sempre de ter reforçadas sua esperança e a celebração da vida. Nessa fase, geralmente meninas se ligam mais em histórias de princesas e nos temas de amor, e meninos se inclinam pelos esportes, aventuras com mais ação, ficção científica.

10 a 12 anos – o leitor do 6° e do 7° ano, o fôlego para o texto longo

É a fase do desenvolvimento da leitura, passando da leitura sintática para a crítica. Já deve haver maior extensão e complexidade dos textos. Pré-adolescente, é atraído pelos temas ligados a esse momento que vive: a passagem às vezes conflituosa da infância para a adolescência, que acontece mais precocemente com as meninas. Os meninos ainda gostam de ação e aventura, e as garotas são mais adeptas das histórias de amor. Os garotos, nessa idade, também são suscetíveis ao tema, mas resistem a um tratamento açucarado. Problemas familiares e sociais, principalmente quando podem localizá-lo no seu dia a dia, merecem sua reflexão.

12 a 14 anos – o leitor do 8° e do 9º ano, a leitura crítica e elaborada

Já é capaz de realizar a leitura crítica. Assimila ideias, que reelabora a partir da própria experiência em confronto com sua leitura. Conflitos, de natureza psicológica e social, proporcionam debates e posicionamentos do jovem frente à vida e ao mundo. Pode, aos poucos, ser apresentado a uma literatura de teor mais adulto e contemporânea, evitando-se textos mais herméticos ou muito complexos, que exijam maturidade e experiência que ainda não detém. O impulso natural do professor de trabalhar com seus autores preferidos deve ser cuidadosamente avaliado, em função das características do aluno.

O leitor de mais de 14 anos está, em tese, capacitado a uma leitura crítica e independente. Progressivamente, deve ser apresentado à literatura adulta e, pouco a pouco, aos textos de nossos autores clássicos. Os gêneros da narrativa devem ser familiarizados através da sequência crônica/conto – novela – romance. Os poemas devem ser introduzidos a partir de autores contemporâneos e que falem do cotidiano ou dos sentimentos universais. O texto dramático deve seguir a mesma linha.

As atividades teatrais e em torno de poemas são especialmente apreciadas pelos jovens. A primeira contribui muito para atenuar a inibição comum nessa fase, e os poemas, que extravasam e organizam emoções, são criados com muita frequência, ainda que nem sempre divulgados. Sempre que possível, professores e responsáveis pela biblioteca devem incentivar as iniciativas em torno desses gêneros.

Texto integrante do Catálogo da Editora Dimensão – Para conhecer: http://www.editoradimensao.com.br/.