Duas notícias da Turma da Mônica

  • No clima dos jogos olímpicos

untitled 2Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão já estão no clima das Olimpíadas e, para celebrar esse momento único no país, a série Mônica Toy apresenta a Toylimpíadas: uma sequência especial de episódios com a Turminha experimentando esportes que fazem parte da competição.

No primeiro deles, os internautas vão encontrar o espertinho Cebolinha e o atrapalhado Cascão se aventurando no salto com vara, uma das modalidades mais antigas e concorridas nas Olimpíadas.

Os episódios inspirados nos jogos serão apresentados nos dias 3, 10 e 17 de agosto, às 15h, no canal oficial dauntitled 3Turma da Mônica no YouTube. Confira o episódio de Toylimpíadas: https://youtu.be/TI2apf-TLL4

A Mônica Toy é uma família de personagens em animação 2D voltada para o público juvenil e adulto. A braveza da Mônica, os planos do Cebolinha e as características mais marcantes dos principais personagens da Turma da Mônica estão presentes nessa nova linguagem, com mais liberdade e humor.

  • Chico Bento em livro infantil

A parceria entre a Mauricio de Sousa Produções e a Companhia das Letrinhas está ganhando seu terceiro thumbs_chicofilhote, na Coleção Turma da Mônica. Trata-se da clássica história “Chico Bento, 7 anos” que fez sucesso desde a sua primeira publicação, em 1982, e ganha uma releitura nos traços estilizados da ilustradora Rosinha.

Todo mundo faz aniversário, não tem como evitar. Alguns preferem festejar com vários amigos, outros não querem nem pensar sobre isso. O tempo vai passando e, às vezes, as pessoas nem percebem que estão crescendo: as brincadeiras mudam, outros pensamentos vão aparecendo, a imaginação se transforma. É o que Chico Bento vai aprender.

Na Coleção Turma da Mônica, histórias em quadrinhos clássicas, escritas e desenhadas pelo próprio Mauricio de Sousa, são vertidas em prosa e lançadas em formato de livros infantis, com traços e cores de grandes ilustradores brasileiros. Já foram publicados “Mônica é Daltônica?” e “Turma da Mônica em Os Azuis”, com artes de Odilon Moraes e Elisabeth Teixeira, respectivamente. “Chico Bento, 7 anos” tem 48 páginas e custa R$ 34,90.

O aniversário de Harry Potter

Pottermaníacos se reúnem neste sábado, em Curitiba, para celebrarem o bruxinho mais amado do mundo. A série de livros sobre Harry Potter, de autoria de J.K. Rowling, foi lançada em meados de 1997.

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Neste sábado, dia 30 de julho, o OrbitCity Coworking e o Verd & Co., restaurante de comida saudável e criativa, vai receber um evento especial em homenagem ao aniversário do Harry Potter, o famoso bruxinho que saiu dos livros diretamente para as telas de cinema.

Para entrar no clima e comemorar essa data, o Verd & Co. criou uma edição especial dos sucos prensados a frio: o Potter Juice, uma deliciosa combinação de abóbora, maçã, abacaxi, canela e gengibre. O dia será voltado a quem ama o universo de Harry Potter, com música, gincanas, feirinha com produtos temáticos do personagem, bate-papo, brincadeiras para crianças e concurso de cosplay.

Adorado no mundo todo, desde o lançamento do primeiro romance, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 1997, os livros ganharam uma imensa popularidade, aclamação da crítica e foram um sucesso comercial em todo o mundo. Até maio de 2015, já haviam sido vendidas 450 milhões de cópias em todo o mundo, tornando a série um best-seller da história, sendo traduzida para 73 idiomas. Os últimos quatro livros foram considerados os mais vendidos da história, sendo que o último livro vendeu cerca de 11 milhões de cópias nos Estados Unidos nas primeiras 24 horas após o seu lançamento.

Oficina gratuita para mediadores de leitura

Fundação Volkswagen abre inscrições para oficinas on-line do seu projeto de incentivo à leitura “Entre na Roda”.

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  • Inscrições para as próximas oficinas serão abertas dia 28/7, às 16h, no site Plataforma do Letramento, da Fundação Volkswagen
  • Objetivo é formar mediadores de leitura para atuarem junto aos mais diversos públicos, e em diferentes espaços, incentivando o gosto pela leitura
  • Oficinas são gratuitas e oferecidas totalmente a distância com duração de dois meses.

Formar mediadores de leitura sejam eles educadores, bibliotecários ou voluntários para que despertem nos mais diversos públicos o hábito promissor de ler. Esse é o objetivo da Fundação Volkswagen com seu projeto educacional “Entre na Roda”, que abrirá inscrições amanhã, dia 28/7, às 16h, para oficinas gratuitas e on-line de formação. Serão 100 vagas para preenchimento automático e mais 30 na lista de espera. O “Entre na Roda” é um dos dez projetos oferecidos pela Fundação Volkswagen, que há 36 anos coordena os investimentos sociais da Volkswagen do Brasil, contribuindo com a melhoria da educação pública e da qualidade de vida de comunidades brasileiras.

Os interessados em participar da formação on-line do “Entre na Roda” devem acessar a Plataforma do Letramento (www.plataformadoletramento.org.br), que é o ambiente virtual de aprendizagem da Fundação Volkswagen, onde as oficinas também serão ministradas, a partir de 3 de agosto, com duração de dois meses. A cada semana, um novo módulo é aberto com uma temática diferente sobre leitura. Entre os temas abordados estarão “O que é ser mediador de leitura”, “Como organizar um acervo a favor dos leitores” e “Como atrair leitores com textos literários”.

As oficinas oferecem atividades sobre metodologia de medição de leitura, informações e dicas práticas para que os participantes estejam aptos a incentivar o gosto pela leitura entre os mais diversos públicos, de crianças a idosos. Também são promovidos fóruns de discussões sobre o tema. As oficinas on-line oferecem certificado aos participantes que cumprirem os critérios definidos. Confira os detalhes na página

http://www.plataformadoletramento.org.br/em-revista-noticia-detalhe/1076/inscricoes-para-as-proximas-oficinas-on-line-serao-abertas-no-dia-28-7-as-16h.html

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“A Fundação Volkswagen desenvolve um trabalho baseado na ética e responsabilidade social, com o objetivo de melhorar a educação pública e a qualidade de vida em comunidades brasileiras. O nosso projeto de incentivo à leitura ‘Entre na Roda’, por sua vez, é uma iniciativa de grande sucesso, pois envolve uma atividade fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional. É por meio da leitura que o ser humano adquire e amplia seus conhecimentos. Ler é um instrumento de prática social, uma ferramenta capaz de potencializar o exercício da cidadania”, afirmou o superintendente da Fundação Volkswagen e diretor de Assuntos Jurídicos da Volkswagen do Brasil, Eduardo Barros.

“A Fundação Volkswagen oferece sete projetos de Educação – entre os quais o ‘Entre na Roda’ – e três de Desenvolvimento Social. As oficinas on-line permitem que a formação atravesse fronteiras, chegando a um número cada vez maior de participantes, Brasil afora. Dessa forma, a Fundação Volkswagen cumpre um de seus objetivos, que é levar educação e cultura ao maior número possível de pessoas, contribuindo com o desenvolvimento social”, disse a diretora da Fundação Volkswagen, Keli Smaniotti.

Versão presencial do mediadores de leitura

Além da versão totalmente on-line, cujas oficinas são ministradas no site Plataforma do Letramento (www.plataformadoletramento.org.br), o projeto “Entre na Roda” também conta com uma versão presencial. Desde 2003, a versão presencial já formou, até o fechamento de 2015, mais de 7.000 mediadores de leitura, beneficiando indiretamente mais de 900.000 pessoas, em 348 cidades, nos Estados de Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

Plataforma do Letramento

A Plataforma do Letramento (www.plataformadoletramento.org.br) é o ambiente virtual de aprendizagem da Fundação Volkswagen onde são oferecidas gratuitamente formação on-line, intercâmbio de experiências educacionais, materiais pedagógicos de projetos da Fundação, entre outras atividades. O portal também promove a difusão do conhecimento sobre letramento, com base em conteúdos elaborados por autores e instituições de referência. Desde quando foi criada, em setembro de 2013, até junho, a “Plataforma do Letramento” acumula 2.778.310 visualizações de páginas e 996.352 visitas gerais.

Alunos no Brasil

A Fundação Volkswagen oferece dez projetos, sendo sete Educacionais e três de Desenvolvimento Social. Apenas por meio de seus projetos educacionais, a instituição já beneficiou nos últimos 12 anos, até 2015, 1.437.884 alunos em todo Brasil e ofereceu formação continuada a 18.800 educadores da rede pública de 441 cidades brasileiras. Os projetos de Desenvolvimento Social, por sua vez, já beneficiaram 34.642 pessoas.

Em seu histórico de atuação, a Fundação Volkswagen já atendeu 19 Estados brasileiros, nos pilares Educação e Desenvolvimento Social; são eles: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Os projetos educacionais oferecidos pela Fundação Volkswagen são “Aceleração da Aprendizagem”; “Aprendendo com Arte”; “Brincar”; “Entre na Roda”; “Jogo da Vida em Trânsito (JVT)”; “Plataforma do Letramento” e “Pró-Educar Brasil”. Os três de Desenvolvimento Social são “Costurando o Futuro”, “Volkswagen na Comunidade” e “Instituto Baccarelli”.

Shopping instala uma biblioteca

O Minas Shopping cria espaço para leitura e compartilhamento de livros. Projeto “Um Pé de Biblioteca” é aberto ao público e tem entrada gratuita.

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Fotos: Fábio Ortolan

Um espaço onde o público pode doar livros que já leu e pegar novos para conhecer.

Assim é o projeto “Um Pé de Biblioteca” instalado no Minas Shopping,  nesta semana, que tem como objetivo estimular o compartilhamento de obras literárias. Além de estantes e baús com diversos livros disponíveis, o espaço, localizado no Piso 2 (próximo à portaria 5 e em frente à padaria Pão Pão Express), conta com mesas e cadeiras para as crianças e material para elas colorirem.

De acordo com a gestora social do Instituto Um Pé de Biblioteca, Adriana Queiroz, essa é a primeira biblioteca comunitária montada em um shopping center de Belo Horizonte. “O objetivo é incentivar a leitura e oferecer um espaço lúdico e gratuito, além de promover a doação de livros. A ideia é fazer com que as pessoas peguem uma obra para ler e doe outra, pois sempre tem alguém que deseja lê-la”, declara.

Além disso, as crianças também terão um espaço reservado para colorir. “Um papel de parede, com desenhos lúdicos produzidos por uma ilustradora do instituto, pode ser colorido pelos pequenos. Assim, conseguimos aguçar a criatividade e fomentar também o gosto pela leitura”, diz Adriana Queiroz. Haverá, ainda, contação de história no Minas Shopping para estimular e despertar nas crianças o prazer de ler livros e ouvir histórias.

O gerente de Marketing do Minas Shopping, Christian Magalhães, afirma que a parceria é muito importante, pois abre mais espaço para o conhecimento e a cultura. “Também contamos com a parceria da Livraria Leitura, que doou 500 livros em apoio ao projeto”, conta.

Instituto Um Pé de Biblioteca

 O Instituto Um Pé de Biblioteca instala espaços de leitura comunitários em comunidades carentes e escolas públicas. Atualmente, são 18 bibliotecas apoiadas pela ONG no interior de Minas Gerais, em Belo Horizonte e Porto Alegre. Há previsão de levar o projeto também para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Minas Shopping

Avenida Cristiano Machado, 4000 – União – Belo Horizonte (MG)

Telefone: (31) 3429-3500

Site: www.minasshopping.com.br

Facebook: www.facebook.com/Minasshopping

Horário de funcionamento

Segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.

Praça de Alimentação: de segunda-feira a sábado, das 10h às 23h; domingos e feriados, das 10h às 22h.

Inaugurado no dia 25 de setembro de 1991, o Minas Shopping completará 25 anos em 2016, totalmente integrado à vida da comunidade da região nordeste da capital mineira. Com cerca de 360 lojas, 2.500 vagas cobertas, o shopping ocupa um terreno de 85,7 mil metros quadrados, sendo aproximadamente 118 mil metros quadrados de área construída e 49,3 mil metros quadrados de ABL. O volume de vendas é de cerca de R$ 700 milhões por ano – o maior faturamento de todos os shoppings de Minas Gerais.

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Parabéns, escritores!

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O blog registra com muito carinho o Dia do Escritor, 25 de julho.

Assim queremos cumprimentar e homenagear a quem se dedica ao ofício das letras, através da arte literária.

Sem escritor não há livros. Sem escritor não leitor. Não há arte. Não há fantasia nem encantamento. Não há informação. Não há conhecimento.

Por trás de cada página de livro, de cada linha escrita, de cada palavra empregada, não duvide, tem a presença do autor, o espírito do escritor, com o qual nos comunicamos cada vez que abrimos um livro.

Escritores, muito obrigada por participarem de nossas vidas.

Dicas para estimular a literatura nas crianças

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A leitura aproxima pais e filhos e desenvolve a imaginação, além de permitir que a criança entenda o significado das letras e sinais gráficos. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Nova York, em parceria com o Instituto Alfa e Beto, avaliou o impacto que a leitura e a interação familiar têm no desenvolvimento infantil.

Esta primeira etapa da pesquisa foi realizada com 1.250 famílias de Boa Vista (RR), que participaram de um projeto experimental, durante todo o ano passado. O estudo ainda revelou que ler para as crianças desde cedo estimula habilidades linguísticas e emocionais.

Porém, a pedagoga e coordenadora do núcleo de estudos do Brincar da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Maria Ângela Barbato Carneiro, ressalta que os pais precisam ter paciência e não forçar os pequenos.

A leitura do mundo e das palavras são inseridas dentro de contextos. Às vezes, a criança é capaz de ler as letras, mas não decodifica o significado. Por exemplo: ela pode ler marcas em outdoors porque vê os desenhos da marca x ou y, mas isso não pode ser confundido com leitura.
47a20b7c-58ea-4f20-a5f7-5405cc9db22dConfira 8 dicas da pedagoga para estimular a leitura dos pequenos

1) Leia para a criança
A questão da contação de histórias dá asas à imaginação da criança, criando um núcleo fantástico só dela, onde ela vê que existe a luta do bem e do mal por meio de fábulas. A criança também aprende a lidar com esse mundo, onde os problemas se resolvem, depois de serem enfrentados de alguma forma.

2) Ofereça livros clássicos junto com o que a criança gosta
Há alguns anos, adolescentes e pré-adolescentes entraram na febre dos livros do bruxinho Harry Potter. Para a pedagoga, não há problema nenhum neste tipo de leitura, pois, se ele gosta de ler sobre determinado assunto, os pais também podem oferecer os clássicos. Se não, a criança nunca vai ter comparação para poder escolher.

Nos últimos meses, diversas editoras lançaram livros de youtubers, como são conhecidos profissionais que criam conteúdo em vídeos na internet. Muitas crianças fãs de videogame, por exemplo, começaram a se interessar por livros escritos por youtubers sobre o tema. Marco Túlio, o Authentic Games, por exemplo, despontou no meio gravando vídeos sobre Minecraft e também lançou um livro.

Para a pedagoga, estas publicações também podem estimular o interesse pela literatura.

3) Leve o filho em livrarias
Tem criança que aprende a ler vendo álbum de figurinhas de times de futebol ou gibis. Por isso, os pais podem levá-los a livrarias, bancas de jornal etc. O livro é só mais um instrumento, mas não o único.

4) Monte histórias
Os pais podem montar jogos com bonecos e objetos com os filhos para que cada um possa montar sua história. Também dá para fazer com grupos de amigos da criança e ir fazendo as trocas.

5) Busque livros da faixa etária
Existem livros para todas as idades. Para os mais novos, tem os sem escritas e só com figuras, para a criança criar a história. Depois, tem livros com poucos escritos; outros com texto um pouco maior, até chegar a um nível mais alto, depois dos nove, dez anos.

6) Dê o exemplo
Em casa de leitores, leitores se formam. É importante que as crianças estejam habituadas com a leitura. Evidentemente, uma ou outra não vai gostar, mas o exemplo dos pais estimula os filhos.

7) Livros digitais
A pedagoga também não critica o uso de meios eletrônicos para ler livros, como tablet e celular, porque cada um tem uma maneira própria de leitura. Alguns pais também recorrem a assinaturas em clubes de livros infantis, que atendem a faixa etária de zero a dez anos. O Leiturinha, por exemplo, envia um livro físico todos os meses para a casa do cliente. O valor da assinatura, a partir de R$ 34,90 por mês, também dá acesso a livros digitais.

8) Tenha paciência
Às vezes, os pais de crianças de três ou quatro anos querem que elas leiam tudo e comparam com o amiguinho que lê um pouco melhor. Mas, nesta faixa etária, elas estão ainda iniciando o processo de alfabetização. Também tem que fazer a estimulação com o que a criança gosta, não com o que o adulto gosta. Se uma criança se alfabetiza com álbum de figurinhas do seu time de futebol, então ofereça algo do time para ela poder ler, e assim por diante.

Fonte: Dinalva Fernandes – R7

Para estudar literatura infantil

13331084_1093070850752474_1154827698997296804_nVou comentar a respeito do livro “Alfabetizar letrando com a literatura infantil”, de Fabiano Moraes e Fábio Cardoso dos Santos.

Com o objetivo de sugerir práticas de letramento literário para crianças em processo de alfabetização, neste livro, os autores destacam características específicas da literatura infantil (como seus aspectos lúdico e onírico), apresentam a trajetória desse gênero literário, ressaltam a sua importância no processo de tradução de saberes e de reinvenção do mundo e revisitam criticamente clássicos infantis.

Também são apresentadas propostas de atividades a partir de versões contemporâneas dos clássicos, de livros que contribuem com a transformação do sujeito e do mundo e de obras da literatura infantil que dialogam com outros gêneros do discurso.

Quer adquirir este livro? É só entrar em contato: (24) 98823-9262 ou glauterpicole@ig.com.br.

 

Dislexia: transtorno da leitura e escrita

O disléxico não consegue associar o símbolo gráfico e as letras ao som que eles representam e esse transtorno acomete cerca de 4% da população brasileira. Mas isso não é o fim do mundo e o disléxico não é um deficiente. Ele pode ser uma pessoa saudável e inteligente, porém com dificuldade acima do comum em aprender a ler. Leia a experiência de sete pessoas famosas que provam como disléxicos podem se destacar intelectualmente.

Dislexia-1Muitas pessoas ainda ligam a dislexia a dificuldades de aprendizado e problemas na escola. A psicopedagoga e porta voz do Portal Filhos Brilhantes, Sheila Leal, no entanto, ensina este é um distúrbio que pode ser tratado com os estímulos corretos. “A dislexia é um transtorno de aprendizagem que faz com que a pessoa tenha dificuldade para associar os códigos da escrita ou da matemática, seja para decodificar letras como representações dos sons ou sinais gráficos como representações de números”, explica.

A especialista destaca que a dislexia não possui nenhuma relação com o grau de inteligência de uma pessoa. “A dislexia não tem relação direta com o Q.I., uma das formas de medir a inteligência, mas é não é raro que pessoas disléxicas apresentem o Q.I. mais elevado do que a maioria das pessoas”. O grande problema, como explica a psicopedagoga, é que crianças com dislexia não são estimuladas da mesma forma que as outras e podem ter sérios problemas de autoestima. “Profissionais sérios e pais comprometidos podem ser o grande diferencial para ajudar uma criança disléxica a se desenvolver independentemente de suas dificuldades”, ensina, reforçando que, se com os estímulos corretos, um disléxico tem as mesmas chances que uma criança típica possui de ter sucesso acadêmico e profissional.

Sheila resume os ensinamentos sobre a dislexia em uma lista com sete famosos que têm ou tiveram o distúrbio:

Jamie Oliver

Um dos chefs de cozinha mais famosos do mundo é disléxico e admitiu à imprensa nunca ter lido um livro inteiro, pois se torna complicada e entediante por conta da dislexia. “É interessante notar como isso não o impediu de ter sucesso e mudar a vida de muita gente”, diz Sheila.

Agatha Christie

A escritora britânica, que entrou para a História com seus livros policiais, não conseguia escrever seus romances diretamente, o os ditava para uma secretária ou usava um gravador. “A tecnologia também pode ser usada com mais facilidade para contornar os obstáculos que os disléxicos enfrentam”, explica a especialista.

Jennifer Aniston

Uma das mais famosas atrizes de Hollywood declarou que só ficou sabendo de seu transtorno após os 20 anos, e que isso lhe deu tranquilidade para entender os problemas que havia enfrentado. “Como o diagnóstico do transtorno é complexo e necessita de uma equipe muito completa de especialistas, é comum que muitas pessoas descubram ser disléxicos na fase adulta. Por isso é importante se atentar aos sinais o quanto antes”, destaca Sheila. imagesTHF7QELF

Leonardo da Vinci

Os manuscritos deixados pelo artista e estudioso do século XV acusam que o pintor da Mona Lisa escrevia “de trás para frente”, e que muitos historiadores veem isso como sinal de sua possível dislexia. Sheila conta que, em muitos ambientes escolares, as crianças podem se sentir desencorajadas a continuarem os estudos caso não se encaixem no padrão estabelecido. “No tempo de Leonardo da Vinci, é possível que isso sequer tenha sido percebido como um problema, mas hoje nós possuímos profissionais e métodos que podem ajudar a identificar o quanto antes esse transtorno”, completa.

Van Gogh

Um dos artistas plásticos mais importantes do século XIX, Van Gogh tem uma história polêmica e repleta de relatos de desequilíbrio mental. “A dislexia pode vir junto de uma série de outros transtornos, e mesmo assim o indivíduo é capaz de desenvolver suas capacidades”, destaca a especialista.

Pablo Picasso

Considerado um artista completo, o espanhol Pablo Picasso enfrentou dificuldades na escola, sendo diagnosticado como disléxico, e só continuou os estudos por insistência do pai, que era professor. “O papel dos pais no incentivo a um filho disléxico pode ser definitivo para o melhor desenvolvimento da criança”, explica Sheila.

dislexiaAlbert Einstein

Considerado o pai da física moderna e cujo nome se tornou símbolo de uma grande inteligência, o cientista alemão começou a falar mais tarde do que a maioria das crianças, e só foi alfabetizado aos 9 anos. No ensino superior, chegou a ser reprovado em alguns exames de humanas. “Muitas pessoas tendem a olhar só para o que é problemático, e no caso dos disléxicos, é preciso sempre olhar para aquilo que é positivo, valorizando as potencialidades”, destaca a psicopedagoga.

Por fim, Sheila Leal conclui dizendo que os disléxicos que se tornaram famosos pela inteligência e pelo sucesso alcançado podem ser grandes exemplos de superação, mas não devem ser tomados como regra. “Depositar em um disléxico o rótulo de gênio pode ser tão ruim quanto fazer isso com o rótulo de incapaz. Cada ser humano é único”, conclui.

“Memórias de uma girafa”

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Ricamente ilustrado por Kevelyn Oliveira e com projeto gráfico no formato de livro sanfonado (as páginas vão se desdobrando e permitindo outras descobertas ao leitor), “Memórias de uma girafa” foi inspirado em uma atividade escolar sobre conto etiológico feita por Clarice Ferreira Verano _ autora _ quando cursava o 3º ano do Ensino Fundamental 1, em 2013.

Conto etiológico é o “conto popular que explica e justifica a razão de ser de um aspecto, forma, propriedade, caráter e disposição de um ser animal, vegetal ou mineral”, como define o Tesauro de folclore e cultura popular do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/Ministério da Cultura (CNFCP-IPHAN/MinC).

Quando estimulada a preparar seu conto etiológico, Clarice pensou em uma história que ao mesmo tempo desvendasse dois grandes “enigmas” da Terra: o porquê de a girafa ter um pescoço tão comprido e o motivo do desmembramento de Brasil e África. Cerca de três anos depois, sua história foi reescrita por ela e seu pai, o editor Paulo Verano. “Memórias de uma girafa” é um livro de ficção, imaginativo e lúdico, que, ao recriar livremente a realidade, deseja estimular a curiosidade e a pesquisa. A concepção gráfica é de Angela Mendes.

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Os autores

Clarice Ferreira Verano é estudante e está no 6º ano do Ensino Fundamental 2. Adora ler e escrever e sempre está inventando uma coisa nova para fazer. Gosta de dançar, de desenhar e de cozinhar. Tem também uma cachorrinha — a Pipoca — que diz ser a mais linda do mundo. Formam uma boa dupla e adoram brincar.

Paulo Verano é editor desde 1993, tendo atuado em diversas editoras. Foi gerente editorial de Literatura Infantojuvenil das editoras Ática/Scipione (2014-2015) e diretor editorial no Grupo Planeta (2006-2011), entre outros cargos. Gosta muito de livros, de arte, de música e de viajar. Escreveu com outros amigos o livro infantil Adoro listas! (Nova Fronteira, 2014), em que os dois personagens principais são uma zebra e um elefante. Aliás, eles se dariam muito bem com a girafa desta história.

Kevelyn Oliveira é ilustrador e estudante de design gráfico. Adora assistir desenhos animados e sempre perde a hora por causa disso. É fã do Batman e das Meninas Superpoderosas. Tem uma coleção de meias engraçadas e seu sonho é ter vários gatos em casa.

O livro custa R4 29,90 e o lançamento é da Editora Barbatana:

http://www.edicoesbarbatana.com.br/pd-32c929-memorias-de-uma-girafa.html?ct=&p=1&s=1>2

Meu mestre, meu livro

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A 32ª Feira do Livro de Brasília (http://feiradolivrobrasilia.com.br/) acontece de hoje, dia 16, até 24 de julho, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, das 9h às 21h. Esta edição adota como tema “Meu mestre, meu livro”. Voltada para alunos e professores, a programação destaca figuras da cultura local e atrações para múltiplas faixas de público especialmente os jovens. Além de nomes expressivos da literatura, como Frei Betto, Vicente Viladarga, André Vianco, Frederico Barbosa, Jô Oliveira, e Felipe Fortuna ainda participam dos debates os blogueiros Juliana Cirqueira, Raphaella Barros e criadores de quadrinhos e mangás.

Segundo o Correio Brasiliense, a preocupação com o público jovem é um fator recorrente para essa edição da Feira do Livro de Brasília. A Otaloukos, evento anual organizado por um grupo de jovens da Ceilândia, é especialmente conhecida entre os amantes da cultura pop japonesa, principalmente os mangás e animes. Eles estarão na Feira dia 23 de julho, às 14h, para falar daquilo que gostam mais: quadrinhos e mangás. Nestablo Ramos, apresentador do programa Enerdizando, falará sobre a produção de quadrinhos no Brasil e sobre Star wars.

Nestablo garante que viu grande pertinência no tema da Feira deste ano, Meu mestre, meu livro (ou, no caso, meu quadrinho). “Nosso país não é famoso pela quantidade de leitores, então qualquer oportunidade de incentivar isso, principalmente na garotada, temos que aproveitar para tentar suprir essa carência.”
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O autor do livro “O lobo milionário e os três porquinhos” é um dos convidados da edição deste ano da Feira do Livro de Brasília. Pai de dois meninos, Eduardo Coelho ministrará uma palestra gratuita no domingo, dia 17 de julho, às 15 horas, no espaço das oficinas. Durante 50 minutos, o escritor dará dicas sobre mesada, consumismo na infância e educação financeira. Com o título “O papel dos pais e professores no sucesso financeiro das crianças”, a palestra será seguida de uma sessão de autógrafos do livro, que faz uma releitura do clássico do O Lobo mau e os três porquinhos.

O destaque da obra ilustrada por Valdério Costa é a inversão do foco nas personagens. Nesta versão da história o destaque fica com o Lobo e os porquinhos aparecem como coadjuvantes. O papai Lobão é um artesão que, querendo ajudar o filho a aprender a lidar com dinheiro, constrói um porquinho de palha, onde ele guarda as “lascas reais” que ganha periodicamente. O Lobinho, versão criança da família dos lobos, começa então a exercitar a independência financeira e se depara com a primeira frustração: deseja uma bicicleta que custa bem mais “lascas” que conseguiu guardar no porquinho de palha. Resultado: o segundo cofrinho, de madeira, aparece na história. Mamãe Loba ensina o filho a dividir a “mesada” para juntar e comprar depois de um tempo, o que deseja.

Com esse primeiro exercício, Lobinho aprende a importância de ser paciente, de fazer boas escolhas e de ter o foco em objetivos específicos ao longo do tempo. O diferencial é que estas lições, essenciais para uma boa educação financeira, aparecem no livro de forma muito sutil e com linguagem leve e didática. Já no final do conto, entra em cena, um novo personagem: Senhor Coelho. Inspirado no autor do livro, o personagem entra no mundo dos lobos para ensinar como poupou ao longo da vida para o período em que não mais poderia trabalhar. Dessa forma surgem, no enredo, os conceitos de sistema bancário, juros e poupança. Nesse ponto aparece também o porquinho de concreto, último objeto a ser presenteado ao lobinho para que ele aprenda a diferença entre gastar, poupar e investir.

O autor Eduardo Coelho e o ilustrador Valdério Costa

O ilustrador Valdério Costa e o autor Eduardo Coelho

O objetivo do livro é ir além da leitura e proporcionar, às famílias e às escolas, discussões sobre mesadas, sonhos em conjunto, realização de projetos. Para isso, a obra tem sido apresentada a instituições de ensino em todo o Distrito Federal, como opção de conteúdo a ser trabalhado de forma interdisciplinar, em sala de aula. Um encarte com sugestões de atividades também foi elaborado pelo autor do livro para essa finalidade.

O autor Eduardo Coelho é brasiliense, ex-bancário, servidor público, pai de dois filhos e educador financeiro. Pós-graduado em Gestão Financeira pela ESAD-MBA . Apaixonado pelo tema, realiza palestras e cursos desde 2012. O ilustrador, Valdério Costa, é xilogravurista, professor de artes em duas escolas de Brasília e autor de dois outros livros sobre a cultura nordestina.