“Mariana”

Uma história ambientada na cidade mineira de Mariana reconta a tragédia da lama, ocorrida em novembro de 2015, pelos olhos de uma menina de doze anos também chamada Mariana. 

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“Mariana” é o mais novo livro da escritora carioca, radicada em Curitiba, Ana Rapha Nunes. A obra infanto-juvenil, lançada pela Editora Inverso, apresenta uma história ambientada na cidade de Mariana, Minas Gerais, contando a tragédia ocorrida em novembro de 2015, pelos olhos de uma menina de doze anos, também chamada Mariana. Uma história sobre mudanças, perdas e superação, mas, sobretudo, uma história de sonhos e esperança. “Mariana”é uma obra carregada de emoção, que faz os jovens leitores refletirem sobre acontecimentos recentes da nossa história.

A menina Mariana vive em uma pequena cidade de Minas Gerais. Passa os seus dias rodeada pela natureza, subindo em árvores, pegando fruta no pé, observando o pôr-do-sol, aproveitando as alegrias da infância. Vai crescendo e sonhando com o mar… No entanto, nem tudo são flores no caminho da menina, que terá de largar sua terra natal e ir com os pais para a cidade de Mariana.

Lá surgirão novos amigos, florescerão descobertas e o seu primeiro amor. Mas um mar de lama atravessará o seu destino. A coragem e a determinação serão fundamentais para Mariana que se vê obrigada a crescer de uma hora para outra. Em poucos minutos, a sua vida e a de tanta gente irão virar de cabeça para baixo. O que fará Mariana diante desse novo universo?

SESSÃO-DE-AUTOGRAFOS

A autora (foto acima) vem ganhando destaque nas redes sociais e nos eventos locais, sempre participando de palestras e bate-papos literários, em escolas e empresas, divulgando a importância da leitura, o que também trabalha incessantemente em sala de aula, visto que é professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e de cursos de graduação.

Ana Rapha Nunes também é autora do livro infanto-juvenil A Lua Que Eu Te Dei, pela editora Appris. A obra traz a história de uma bela amizade de infância, mostrando-se as mudanças na pré-adolescência e levando a uma reflexão sobre os valores em nossas vidas, como saber valorizar os verdadeiros amigos.

capa-Mariana-213x300A autora é membro integrante da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) e vem participando de várias entrevistas nos meios de comunicação, além de os seus livros serem alvo de resenhas feitas por blogueiros de todo o país.

Para conhecer mais sobre a autora e adquirir seus livros, basta acessar o Facebook dela (escritora Ana Rapha Nunes), que envia exemplares autografados para todo o país, ou ainda lhe enviar um e-mail: escritora.anarapha@gmail.com

 

Livro ganha mais uma entidade

No artigo abaixo, uma análise da revolução que os Direitos Autorais começam a experimentar no Brasil.

Leonardo Neto – Publishnews

A história dos Direitos Autorais no Brasil sofreu um golpe duro na década de 1990, quando Fernando Collor, então presidente da República, extinguiu o Conselho Nacional do Direito Autoral (CNDA).

Depois disso, entidades arrecadadoras de direitos autorais – a mais conhecida no Brasil é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) – deixou de ter um órgão público que as regulamentasse.

Em 2011, essa falta de governo na área fez o Congresso Nacional abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Ecad, que propôs uma reforma no sistema de proteção dos Direitos Autorais no Brasil e uma nova revisão da Lei do Direito Autoral, escrita originalmente em 1973 e revista em 1998.

A reforma aconteceu e foi criada a Lei 12.853/2013 que alterava, revogava e acrescentava dispositivos à Lei 9.610/98. No entanto, faltava uma regulamentação. Problema resolvido em junho do ano passado quando a presidente (hoje afastada) Dilma Rousseff assinou, em junho, o decreto 8.469, que regulamentou a gestão coletiva e definiu critérios para recolhimento de direitos autorais no Brasil, preenchendo esse vazio deixado por Collor.

Já no seu segundo artigo, o decreto estabelece que “o exercício da atividade de cobrança de direitos autorais (…) somente será lícito para as associações que obtiverem habilitação no Ministério da Cultura”. É justamente isso o que busca agora a Associação Brasileira de Licenciamento Coletivo (Abralc), entidade que acaba de ser criada e que terá como objetivo a gestão coletiva de conteúdos em textos (sejam eles em livros, periódicos científicos, jornais ou revistas).

O anúncio da nova entidade foi feito durante o seminário A gestão coletiva de direitos autorais no Brasil, realizado nesta terça-feira (23), pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), com apoio do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), em São Paulo.

A nova entidade já está com estatuto pronto, aguardando apenas o OK do MinC para poder atuar. Daniela Manole, presidente da ABDR, quem encabeça as discussões sobre a Abralc, adiantou ao PublishNews que a entidade deverá se estabelecer usando a tecnologia do Copyright Clearance Center (CCC), líder mundial em plataformas de tecnologia de gestão coletiva de direitos autorais.

O acordo com o CCC deve ser fechado logo depois de acertarem detalhes sobre as cobranças e os repasses dos valores apurados nos licenciamentos. É que o CCC insiste em manter as transações em dólares e os editores brasileiros pedem que a plataforma seja adaptada para a moeda local.

Não é de hoje que o CCC está de olho no Brasil. No entanto, pela legislação brasileira, a plataforma, criada e sediada nos EUA, só pode operar no Brasil se tiver um sócio brasileiro, no caso a Abralc. Com tecnologia de ponta, o CCC permite, em questão de minutos, o licenciamento de conteúdos fracionados, o que facilitaria muito a vida e o trabalho de editores, além de viabilizar uma nova fonte de renda.

“Esse é um caminho que traz novas receitas tanto para editores quanto para autores. Nos EUA, já existem editoras que têm mais receitas com licenciamentos do que com vendas de livros”, apontou Daniela.

Com apoio do CCC, a ABDR realizou, aqui no Brasil, uma pesquisa que mapeou as oportunidades de gestão coletiva de direitos autorais no mundo corporativo. “Nos surpreendeu ver o tamanho dessa demanda”, observou Daniela.

Essa será uma das primeiras frentes que a Abralc deverá atuar. A ideia é licenciar conteúdos (artigos científicos, trechos de livros ou qualquer outro conteúdo em texto) para empresas. Por exemplo: um escritório de advocacia que utiliza trechos de uma obra escrita por um jurista em uma petição ou uma indústria farmacêutica que usa um artigo científico na documentação de um novo fármaco. Essas empresas poderão pagar uma taxa e utilizar todo o conteúdo disponível no catálogo de obras licenciadas pela Abralc.

Nos países onde o CCC atua, esse serviço é chamado de Annual Copyright License. Vitoriano Colodron, diretor do CCC que esteve no evento desta terça-feira, comentou que esse modelo dá “tranquilidade às empresas para que elas ajam dentro da lei”.

Esses conteúdos podem ser usados em e-mails, relatórios internos, mensagens em intranet, documentação de produtos, mas não em publicações ou produtos que possam “canibalizar” o trabalho das editoras que os publicaram originalmente. O preço, dentro desse modelo de negócios, é estabelecido por critérios objetivos, como número de empregados, tipo de empresa e cobertura geográfica.

Outra frente que a Abralc deverá abrir no Brasil é a reprodução ou republicação de conteúdos. Por esse modelo, editores de didáticos, por exemplo, poderão licenciar trechos de outros livros (um poema, uma crônica ou o trecho de um romance) via plataforma tecnológica.

“Sabemos que para levantar esse modelo, precisaremos de uma plataforma robusta. Sem o input desses metadados, isso é impossível. Por isso a importância da parceria com o CCC”, argumentou Daniela.

Nos países onde já atua, o CCC dá a esse modelo o nome de Republication Service. Voltando ao exemplo, um livro didático pode ter até quatro mil itens a serem licenciados.

“Nos demos conta de que isso funcionava de forma muito ineficiente. Fazer esse processo de forma manual era muito complicado. Muitas vezes, as editoras que estavam licenciando um trecho não sabiam nem mesmo como cobrar. Então, o que fizemos foi criar um mercado para compra e venda de conteúdos para editores”, explica Colodron.

Pela página do CCC, a editora que está licenciando um conteúdo preenche um formulário, estabelece as bases de preços e o trecho fica disponível para licenciamento. O outro editor que precisa daquele texto entra na plataforma, procura pelo conteúdo, solicita o licenciamento, paga pela própria plataforma e tudo pronto.

O terceiro modelo que a Abralc pensa em implantar no Brasil é voltado para instituições de ensino. Esse serviço permitirá que bibliotecas universitárias tenham acesso a conteúdos publicados em periódicos científicos em questão de minutos. O CCC dá a esse serviço o nome de Get it Now.

“O que o Get it Now faz é facilitar o acesso de bibliotecas a artigos de periódicos científicos não assinados pela instituição. Nesse caso, não é licenciamento do conteúdo e sim o acesso ao conteúdo. Em questão de minutos, o aluno ou o bibliotecário recebe, em seu e-mail, o conteúdo solicitado”, explicou Colodron.

Há, pela frente, ainda um longo caminho a ser percorrido pela Abralc. Depois da anuência do MinC e do estabelecimento da parceria com o CCC, a nova associação deverá convencer editores a aderir a sua plataforma. Sem um catálogo consistente, a Abralc não faz sentido de ser e existir.

A adesão à plataforma por parte das editoras dependerá também da revisão contratual entre editoras e seus autores. Na Argentina, por exemplo, o Centro de Administração de Direitos Reprográficos (Cadra) criou um modelo de cláusulas para serem incorporadas aos contratos de autores. Lá, pelo regulamento do Cadra, 50% do valor repassado aos editores devem ir para os autores.

A legislação brasileira não prevê como deve ser repartido esses valores. O que o decreto 8.469 diz é que a associação pode reter até 20% do valor apurado na arrecadação de direitos autorais para ações que beneficiem seus associados. Daniela Manole explicou que os valores, depois de descontada a fatia da Abralc, serão repassados aos editores e estes deverão partilhar com seus autores, conforme previsto em cada contrato.

Retratos da Leitura no Brasil 4

Instituto Pró-Livro lançou livro com análises de pesquisa sobre hábitos de leitura do brasileiro na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Esta é uma obra para consulta permanente. Abaixo do post, um link para baixar a pesquisa na íntegra.

 

4e54Na agenda do Instituto Pró-Livro (IPL) para a 24ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que está acontecendo até 4 de setembro de 2016, no Anhembi, em São Paulo, consta o lançamento do livro sobre a 4ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, levantamento que é considerado o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, promove encontro com especialistas, além de organizar um painel sobre bibliotecas.

Para o lançamento do livro, o IPL convidou alguns de seus coautores para um debate sobre os resultados da pesquisa e para discorrerem acerca das análises que fizeram da pesquisa na obra.

O “Encontro com os Autores – Leitura da Retratos da Leitura” começou  no sábado e termina hoje. No primeiro dia de debate, os presidentes das instituições mantenedoras do IPL, Marcos da Veiga Pereira (IPL e SNEL), Luís Antonio Torelli (CBL), e Antonio Luiz Rios da Silva (ABRELIVROS) fizeram a abertura, avaliando a importância da pesquisa e do livro. Em seguida, realizou-se um encontro com alguns dos autores e suas reflexões sobre a pesquisa, entre eles, Cristovam Buarque, José Castilho Marques Neto, Carlos Carrenho e João Ceccantini. A mediação do debate foi da coordenadora da Pesquisa e organizadora do livro Zoara Failla.

Hoje, em parceria com a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) e com o apoio da Câmara Brasileira do Livro (CBL), acontece o painel “Retratos da Leitura no Brasil: Uso e percepções sobre as Bibliotecas”, que aprofundará os dados da pesquisa acerca das bibliotecas públicas e escolares e é voltado para os gestores, especialistas e profissionais deste setor no país.

Sobre o livro

Entre os analistas da pesquisa que elaboraram o livro e os temas abordados estão:

Prefácio – Transformar o Retrato da Leitura no Brasil – um desafio da sociedade brasileira, por Marcos da Veiga Pereira; Avanços na leitura: caminho para a formação de cidadãos ativos, por Antonio Luiz Rios, Luis Antonio Torelli e Marcos da Veiga Pereira; Introdução – “Retratos” – Leituras sobre o comportamento leitor do brasileiro, por Zoara Failla; Capítulo I – Deslumbre e Entendimento, por Cristovam Buarque; Capítulo II – A História de uma Paixão de Leitor a Autor, por Walcyr Carrasco; Capítulo III – Retratos da Leitura no Brasil e as Políticas Públicas – fazer crescer a leitura na contra corrente – Revelações, Desafios e alguns resultados, por José Castilho Marques Neto; Capítulo IV – A Biblioteca, um barulho necessário de dentro para fora, por Volnei Canônica; Capítulo V – Mentira que parece verdade: os jovens não leem e não gostam de ler, por João Cecanttini; Capítulo VI – O que os livros digitais representam para o aumento da leitura? O que diz a Retratos da Leitura sobre quem lê nesse suporte?, por Carlo Carrenho; Capítulo VII – Números e Letras no Mundo dos Livros, por Marisa Lajolo; Capítulo VIII – Leitura e Mercado de Livros no Brasil: os resultados de duas diferentes pesquisas (Retratos e FIPE), por Leda Maria Paulani; Capítulo IX – Comportamento Leitor e o acesso ao livro no Brasil em comparação com outros países da América Latina, por Bernardo Jaramillo e Lênin Monark (CERLALC-UNESCO).

Dados da pesquisa

A quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apresenta dados como: Perfil da Amostra; Perfil do Leitor de Livros; O comportamento Leitor do Brasileiro: Motivações e Hábitos de Leitura, Leitores e Não Leitores e Como os leitores Leem- Frequência e Intensidade da Leitura; Gosto pela Leitura; O que lê; Principais Influenciadores; Barreiras a Leitura; O que gosta de fazer no tempo livre; A leitura no Imaginário do Brasileiro – Representações; Indicadores de leitura e série histórica; Leituras em meio digital; Acesso aos Livros – Consumo; Percepções e Uso das Bibliotecas e Percepções sobre Bibliotecas Escolares e Universitárias.

Sobre o Instituto Pró-Livro

O Instituto Pró-Livro (IPL), foi criado no final de 2006 pelas entidades do livro – Abrelivros, CBL e SNEL, com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro. Iniciou suas atividades em 2007. Atualmente é mantido pelas entidades fundadoras e contribuições voluntarias de editoras. As entidades do livro, representando a cadeia produtiva, fundaram o Instituto Pró-Livro assumindo o compromisso de responsabilid ade social junto a representantes do governo e sociedade civil, para a promoção de ações de fomento à leitura, orientado pela missão de transformar o Brasil em um país de leitores. O IPL realiza periodicamente a pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, para avaliar impactos, orientar políticas públicas do livro e da leitura, promover a reflexão e estudos sobre os hábitos de leitura do brasileiro e, desta forma, melhorar os indicadores de leitura e o acesso ao livro. www.prolivro.org.br

Conheça a pesquisa na íntegra:

http://prolivro.org.br/home/images/2016/Pesquisa_Retratos_da_Leitura_no_Brasil_-_2015.pdf

Na Bienal, o espaço infantil é da “Mônica”

Que tal mergulhar no universo da Turma da Mônica, brincar até cansar, completar sua coleção de livros e ainda ver o Maurício de Sousa ao vivo? Tudo isso e mais um pouco, é possível na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou hoje, dia 26 e vai até o dia 4 de setembro, no pavilhão do Anhembi.

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O espaço infantil da Bienal é da Turma da Mônica, que todos os anos tem presença garantida no evento literário. Mais de 50 países já publicam a Turma da Mônica. Só no Brasil, são 50 anos de periodicidade ininterrupta, desde o lançamento da revista número 1.

A 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo oferece 500 m² recheados de atrações e atividades especiais durante seus 10 dias de programação. Para começar, você é recepcionado por uma “pequena” Mônica de três metros de altura e um globo terrestre, no qual é possível ver todas as partes do mundo onde a turminha da dentuça mais famosa do Brasil se encontra. Pois é, eles cresceram e já rodaram vários países!

Quem quiser, ainda pode deixar sua colaboração artística nos painéis estampados com os personagens. Ah, todo o material é fornecido pela BIC, não precisa se preocupar. Feito isso, é chegada a hora de crianças e adultos (claro, por que não voltar à infância?!) conhecerem a área intitulada “No Mundo das Histórias em Quadrinhos”. A diversão é garantida com o famoso escorregador de rolinhos, que marcou gerações no Parque da Mônica, uma parede de escalada, o teatro de fantoches e um espaço de colorir.

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Ainda tem mais: a exposição comemorativa “Maurício 80” traz uma linha do tempo com os melhores momentos da vida do Maurício de Sousa, desde quando era um jovem desenhista, na década de 1960, até os dias atuais, nos quais tem uma equipe toda trabalhando em prol dos personagens. Parte desses artistas, inclusive, você encontra no estúdio montado na #BienaldoLivroSP produzindo quadrinhos ao vivo.

Por lá, você ainda encontra um totem interativo onde vai ser possível customizar o seu próprio avatar. Dá para escolher a roupa, a cor de pele, o cabelos, os olhos e acessórios… imprimir em um cartaz, na hora, e levar de graça para casa como recordação. E não se esqueça de passar na tradicional Livraria da Turma da Mônica criada em parceria com a Editora Girassol. São centenas de gibis e livros, incluindo os últimos lançamentos, dos personagens da Turma.

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Presença em carne e osso

Mônica Sousa, em carne e osso, a filha de Maurício de Sousa (foto acima), que inspirou o personagem, estará presente nos próximos dias 27 e 28 de agosto (sábado e domingo) e 3 de setembro (sábado) dando autógrafos na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. As sessões de autógrafo irão acontecer nos estandes de cinco editora: no sábado (27) às 18h Mônica estará no espaço da Editora Boa Nova; no domingo (28) às 14h na Editora Ave Maria e às 16h a sessão será no estande da Editora Girassol. Já no sábado dia 3 de setembro os autógrafos acontecerão na Editora Santuário às 11h e as 15h na Editora Gente.

As senhas para participar das sessões serão limitadas e o participante deve adquirir um dos livros da Turminha no estande da editora escolhida para receber seu autógrafo e tirar fotos.

senac-233x300No dia 28, domingo, Mônica Sousa participará de um bate papo com o chef Jefferson Rueda, do restaurante A casa do Porco Bar, que falará sobre o livro “A Cozinha Caipira do Chico Bento”, no espaço da Editora SENAC. Os dois farão juntos uma receita que será servida para os participantes. O encontro inicia às 10h, serão 70 senhas distribuídas pela editora.

A Mauricio de Sousa Produções (MSP), na  área editorial, possui um dos maiores estúdios do setor no mundo e alcançou o número de 300 títulos até hoje, com mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1 bilhão de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.

Bienal discute Direito Autoral

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A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), chega à sua 24ª edição, com atrações multiculturais voltadas para celebrar a leitura. O evento começa amanhã, dia 26 de agosto e segue até 4 de setembro, no Anhembi, com a participação das principais editoras, livrarias e distribuidoras, e sua programação mostra que o público pode contar com atrações exclusivas, além da presença de autores nacionais e internacionais, lançamentos de livros, tardes de autógrafos, oficinas, brincadeiras e debates.

O tema deste ano é “Histórias em todos os sentidos”: um convite para o visitante  vivenciar as muitas histórias que a Bienal do Livro pode contar, de acordo com seus interesses. “Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias; para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai” afirma Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL.

Direito Autoral: um destaque

Um dos painéis da programação da Bienal que destacamos aqui é sobre Direito Autoral, um assunto sempre pertinente no ambiente literário. Abaixo publicamos as palestras e datas deste painel, que será realizado na semana que vem.

Informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br/Programacao/Espaco-Ignacio-Loyola-Brandao/

Quarta-feira, 31 de agosto, 15h
Espaço Ignácio de Loyola Brandão – N010

Abertura – 15h
Luís Antonio Torelli (Presidente da Câmara Brasileira do Livro)

José de Araujo Novaes Neto (Presidente da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP)

1º Painel – 15h15
Obras Literárias em Domínio Público – Quando e Como Posso Publicar?
Recentemente, o domínio público de obras importantes da literatura tem suscitado grandes discussões. Pouco debatido até então, o assunto passa a ser de grande interesse para autores e editores.

Palestrantes:
Professora Doutora Silmara Juny Chinelato
Advogada, Professora Titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Presidente da Comissão de Propriedade Intelectual do IASP, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Fernanda Gomes Garcia
Advogada, Gerente jurídica da Câmara Brasileira do Livro, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Mediador:
José de Araujo Novaes Neto
Advogado, Procurador do Município de São Paulo, Presidente da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

2º Painel – 16h15
Contrato de Edição – Novas Formas de Publicar e Modelos de Negócios
Com a evolução das formas de publicar o livro, distribuir conteúdos e os novos modelos de negócio, o Contrato de Edição é instrumento importante para garantir a relação entre autores e editores dentro desta realidade.

Palestrantes:
Maria Luiza de Freitas Valle Egéa
Advogada, Vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Autoral, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Professor Doutor Antonio Carlos Morato
Advogado, Professor Doutor da Universidade de São Paulo (USP), Vice-Presidente da Comissão de Direito do Entretenimento e da Comissão de Direitos Autorais da OAB/SP, Membro da Comissão de Propriedade Intelectual do IASP.

Mediador:
Roberto Correia Mello
Advogado, Diretor da Associação Brasileira de Direito Autoral (ABDA), Gerente-Geral da Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes), Vice-Presidente da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

3º Painel – 17h15
Limitações aos Direitos de Autor e a Discussão sobre a Flexibilização da Lei 9.610/98
Atualmente, a discussão sobre a flexibilização da Lei de Direitos Autorais através da ampliação das limitações ao direito de autor tem sido objeto de polêmicas ao redor do mundo. Como são definidas as exceções aos direitos de autor nas legislações. Faz sentido ampliar o rol de limitações no Brasil?

Palestrantes:
Ivana Có Galdino Crivelli
Advogada especializada em propriedade intelectual e concorrência, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Maria Eliane Rise Jundi
Advogada, Especialista em Direito Autoral; Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP e da Associação Brasileira de Direito Autoral – ABDA.

Mediador:
Desembargador José Carlos Costa Netto
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Doutor em Direito Civil pela USP, Jurista e Compositor.

 

“Moana, um mar de aventuras”

A Disney preparou um espaço temático da nova animação “Moana, um mar de aventuras” para a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: de 26/8 a 4/9. Visitantes também terão oportunidade de encontrar em um só lugar toda a linha de títulos Disney entre livros, quadrinho s e revistas.

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A 24ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo terá um toque da Polinésia que promete encantar os cerca de 700 mil visitantes esperados no evento. A Disney levará um espaço temático inspirado em, a nova animação “Moana, um mar de aventuras”, da Disney, que estreia em janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros.

Idealizado para ser literalmente um “mar de aventuras”, o espaço apresentará um circuito com o chão repleto de bolinhas onde o público poderá conhecer e interagir com curiosidades e atividades relacionadas ao tema e aos personagens principais da animação. As atividades não terão limite de idade e os fãs poderão participar dessa aventura quantas vezes quiserem para se aprofundarem na história e cultura da Oceania, cenário do filme.

Além de participar dessa experiência, pela primeira vez, visitantes de todas as idades poderão encontrar em um espaço tematizado os títulos mais importantes do acervo das marcas Disney, Marvel e Lucasfilm publicados no Brasil.

Estarão disponíveis mais de 400 títulos entre livros, quadrinhos e revistas, de Branca de Neve e os sete anões, primeiro longa-metragem de animação de The Walt Disney Studios, a Procurando Dory, da Disney Pixar; de A casa do Mickey Mouse e Princesinha Sofia, do Disney Junior, a Sou Luna, do Disney Channel; passando pelos super herois da Marvel e pela saga de Star Wars, da Lucasfilm.

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A história

Há três mil anos atrás, os melhores navegadores do mundo cruzaram o vasto Pacífico Sul e descobriram as ilhas da Oceania. Mas por um milênio, as viagens pararam e até hoje ninguém sabe o motivo. Dos estúdios de animação da Walt Disney surge “Moana, um mar de aventuras”, que traz para as telonas a história sobre uma adolescente polinésia de 16 anos (voz de Auli’i Carvalho na versão original) que se aventura pelo Oceano Pacífico para desvendar o mistério que envolve seus ancestrais.

Durante esta grande aventura, ela encontra o espirituoso e poderoso semideus Maui (voz de Dwayne Johnson na versão original) e, juntos, eles embarcam em uma viagem cheia de ação, enfrentando criaturas inusitadas, algumas até ferozes, e muita diversão.

Do mesmo estúdio de Frozen, Uma Aventura Congelante e dirigido pela consagrada equipe de cineastas Ron Clements e John Musker (A Pequena Sereia e Aladdin), “Moana” inicia sua aventura nos cinemas e mares brasileiros em janeiro de 2017 com uma adolescente muito determinada que parte em uma divertida missão.

Moana-primeiro-trailer1Serviço 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 26 de agosto a 4 de setembro
Segunda à Sexta: 9h às 22h
Sábado e Domingo: 10h às 22h
Dia 04/09 das 10h às 21h
Pavilhão do Anhembi – São Paulo, SP
Ingressos: http://www.bienaldolivrosp.com.br

“Dudu e o Urublue”

Livro infantil aborda conceitos de ecologia e compostagem através da história de amizade entre uma minhoca trabalhadora e um triste urubu.

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Uma história sobre amizade e ao mesmo tempo responsabilidade. Esse é o mote de “Dudu e o Urublue”, livro de estreia do autor André Caz. (foto) A temática do meio ambiente e o impacto do consumo desenfreado permeiam a trama que mostra o improvável relacionamento entre uma minhoca trabalhadora e um triste urubu. Tudo isso com o objetivo de desenvolver desde cedo nas crianças uma consciência ecológica e um interesse pelos ecossistemas onde habitamos.

O tema não é novidade para o autor. Formado em Odontologia, André Caz estreia na literatura unindo duas de suas maiores paixões: ciência e histórias. Desde a infância, interessado por animais e plantas, em parte devido à influência da mãe bióloga e do pai engenheiro civil e músico (de quem André herdou seu DNA artístico), ele buscou desenvolver sua habilidade como contador de histórias durante uma pós-graduação em Roteiro para Cinema e TV. Foi após uma aula com roteiristas responsáveis por séries e animações infantojuvenis que André teve a inspiração para a história de “Dudu e o Urublue”.

O fato de estar prestes a se tornar pai também contribuiu para a criação dos personagens: “ Comecei a escrever uma historinha pro meu filho que estava por vir, de maneira despretensiosa, como uma brincadeira para ele. Em 30 minutos, estava com a história praticamente pronta”, revela André.

Dudu e o Urublue - André Caz

O nascimento de Dudu e seu amigo urubu Bicão foi uma consequência também da prática da permacultura que o autor mantém em casa. Trata-se de um sistema de desenho ambiental que ajuda a estabelecer iniciativas sustentáveis do ponto de vista social, ambiental e econômico. Não por acaso, a compostagem se tornou um ponto chave em toda a trama. Por meio da leitura, os pequenos compreenderão o importante papel das minhocas no ecossistema: elas se alimentam de restos orgânicos que ficam depositados no solo, contribuindo para o ciclo completo de vida de um alimento. Os que são descartados, logo viram húmus nas fezes das minhocas, que acabam adubando o solo para o crescimento de novos alimentos.

Mas Dudu não é uma minhoca qualquer: é um minhocuçu, espécie que pode chegar até a 1,5m de comprimento e responsável pela limpeza e manutenção dos caminhos subterrâneos. Dotado de ferramentas dignas de um engenheiro, ele mostra que a vida útil dos alimentos continua bem depois do descarte. É aí que entra o conceito da compostagem, uma prática fácil de ser adotada em casas e apartamentos e que pode trazer muitos benefícios, que vão desde a diminuição do volume de lixo que vai para os aterros até a criação de um adubo natural que pode ser usado na hortinha doméstica.

A obra é o primeiro volume da Coleção Permacultores, que vai abordar outros temas ligados ao meio ambiente sempre de forma lúdica e educativa. Por isso, os exemplares da coleção serão ótimas opções de leitura não apenas em casa, em família, como também na forma de material paradidático nas salas de aula. Cada obra se torna uma estratégia de ensino que transforma o processo de aprendizado em uma brincadeira. Para isso, é estabelecida uma relação de empatia e afinidade entre o pequeno leitor e o personagem fictício, para que o livro se torne um veículo de transmissão de informações de forma eficiente para a criança.

A principal consequência da iniciativa é o Projeto Minhocity, que vai levar contação de histórias a escolas aliada a atividades ligadas à construção de uma composteira. Assim, os alunos colocam a mão na massa para contribuir com o meio ambiente, além de colaborar para o ciclo dos alimentos que saem da horta, vão parar na merenda escolar e retornam para o solo.

Os pequenos são o foco do trabalho de André em seu livro de estreia. “Dudu e o Urublue” representa o início de um legado que vai ficar para as próximas gerações. “Minha preocupação com o meio ambiente vem do meu filho, no sentido de deixar um mundo melhor para ele, que é a minha continuação neste planeta. Eu tenho 38 anos, provavelmente já estou na segunda metade do meu tempo de vida. Talvez as drásticas mudanças climáticas que estão por vir (e certamente virão, algumas até já começaram) não me atinjam, mas com certeza atingirão ele. Não quero isso pro meu filho. Este planeta era um paraíso, estamos transformando ele em outra coisa, algo ruim, algo pior. Acredito que ainda dá tempo de reverter este processo, mas é imperativo que comecemos desde já”, conclui.

“Dudu e o Urublue” tem distribuição independente. O autor está atualmente realizando o lançamento do livro e em escolas juntamente com uma oficina sobre compostagem para docentes, alunos e pais. Para adquirir o livro, escreva para andrecaz@hotmail.com.

Episódio novo da série ‘Super Libris’

A literatura regionalista é comentada pelo escritor e cineasta Tabajara Ruas nesta segunda no SescTV.

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Episódio inédito da série Super Libris, O Tietê não É mais Belo que o Rio que Corre pela Minha Aldeia, traz entrevista com o escritor, cineasta, tradutor e roteirista gaúcho Tabajara Ruas (foto), que discute a literatura regionalista. Com direção do escritor, cineasta e jornalista José Roberto Torero, a atração vai ao ar no dia 22/8, segunda, às 21h, no SescTV (assista também em sesctv.org.br/avivo).

Natural da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, Tabajara Ruas (74) é autor de livros como Os Varões Assinalados; Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez; e Netto Perde sua Alma. Este último foi adaptado para o cinema e ganhou quatro Kikitos de Ouro no Festival de Gramado e o Prêmio Érico Veríssimo, em 2001. O escritor, que já morou em países como Dinamarca, Portugal, África, Chile e Argentina tem seus romances traduzidos em mais de 10 países.

No episódio, Ruas fala sobre o quanto é complexo definir o que é literatura regional, já que “todo mundo que escreve na sua região, escreve literatura regional”, comenta. Contudo, para ele, a literatura deixa de ser regional quando alcança outros territórios e, para isso, precisa ter qualidade na narrativa.

“Uma literatura que diz para qualquer pessoa, de qualquer latitude, o que o autor pretende, tem qualidade de escrita”, explica. Ele considera a trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, que trata exclusivamente de peculiaridades do gaúcho, como sendo um modelo de literatura universal, porque ele vê no texto uma gigantesca história épica de personagens.

Ruas discute sobre a interferência da globalização e da internet no interesse das pessoas pela literatura; sobre o principal elemento que, para ele, define um livro; e sobre o rol das obras mais vendidas no Brasil. Ele lembra que há 40 anos a lista era dominada por brasileiros, como Jorge Amado, Antônio Calado e Nélida Piñon, e com o tempo foi se alterando; vieram os cronistas, os livros de autoajuda e depois a literatura internacional. “Necessariamente não a melhor”, declara.

Tabajara Ruas participa também dos quadros Pé de Página, no qual responde sobre onde, como e porque escreve, e Primeira Impressão, em que sugere a Obra Completa, de Simões Lopes Neto. O episódio traz ainda os quadros: Orelhas, sobre os escritores Érico Veríssimo e Ariano Suassuna; Prefácio, com Gabriel Romeu, que indica o livro Amazonas – no Coração Encantado da Floresta, de Thiago de Mello; Quarta Capa, com a vloger Luana França, que comenta sobre o livro Dois Irmãos, de Milton Hatoum; e Ptolomeus, sobre a BiblioSesc, bliblioteca volante que leva leitura e conhecimento ao interior do Brasil. O projeto é uma iniciativa do Departamento Nacional do Sesc.

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Super Libris conta com um portal na internet, o superlibris.sesctv.org.br, que disponibiliza todos os episódios da série; as 52 entrevistas com autores; e todos os quadros, já editados separadamente para facilitar a consulta. Com o objetivo de mergulhar no mundo da literatura, a série, formada por 52 episódios de 26 minutos cada, entrevista 52 escritores e apresenta curiosidades presentes no processo de criação de livros. Cada programa é formado por pequenos quadros com diversos assuntos relativos ao universo literário, e traz narração do ator José Rubens Xaxá. Entre os escritores entrevistados estão Ruy Castro, Luis Fernando Verissimo, Ruth Rocha, Ignácio de Loyola Brandão, Ferréz, Antonio Prata, Thalita Rebouças e Xico Sá.

Canal
SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com artistas da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

“Vossa Senhoria”

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O título do post de hoje não é de um livro infantil. É nome do menor jornal do mundo, com apenas 3,5cm por 2,5cm, mas nem por isso é dedicado exclusivamente às crianças. É leitura pra gente grande e exigente. Maior de idade, o famoso jornal tem história e 81 anos, desde a sua criação.

Vossa Senhoria será relançado neste sábado, 20/8, às 10h, como parte da programação da Feira Literária de Divinópolis (Flid), que acontece nesta cidade mineira até domingo. O jornal voltará a circular, em edições mensais, de 26 páginas, em Divinópolis e será vendido por R$ 5, com assinatura anual, 12 exemplares, por R$ 60. Vossa Senhoria será enviado pelo correio, embrulhado em um saquinho plástico transparente.  Inicialmente, o foco é entregar a nova edição aos antigos assinantes.

A jornalista e escritora Leida Reis (foto) é a nova editora e é quem assina o artigo, que publicamos abaixo, com exclusividade.

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O jornalismo vive e faz a história continuar

Leida Reis

Imagine receber o convite para reeditar um jornal com 81 anos de história, que atravessou eras, enfrentou a censura e ganhou destaque internacional. Dizer que o Vossa Senhoria, com seus 3,5cm por 2,5cm, é um dos menores jornais do mundo, como foi atestado pelo Guinness Book em 2000, é reduzi-lo.

Muito mais, muito maior que suas dimensões compactas, o Vossa Senhoria é um pedaço da história do jornalismo brasileiro. E trazê-lo de volta é um desafio, mas também é resgate. Porque o jornal criado por Leônidas Schwindt em 1935, censurado pelo governo federal em 1955, e encerrado em 1956, depois de circular em diversas cidades do país, é um patrimônio histórico da nossa memória.

A verdade é que não é a primeira vez que o Vossa Senhoria volta para seus cativos leitores.

Em 1985, três décadas após seu encerramento, dirigido por Dolores Schwindt, filha de Leônidas, o Vossa Senhoria ganhou novas proporções. Com apenas 3,5cm por 2,5cm, o jornal foi considerado o menor do mundo, sendo devidamente registrado no Guinness Book no ano 2000.

Neste período o número de assinantes chegava a 5 mil, cerca de 2% do exterior. Não é exagero dizer, portanto, que o relançamento também resgata a surpreendente criatividade do brasileiro Leônidas Schwindt, causadora de espanto e admiração lá fora.

É ciente do significado histórico e simbólico, temperado por tempos de crise do jornalismo, que se depreende grande esforço para corresponder à expectativa. O conteúdo do jornal inclui de receita de coxinha light à política e economia, com direito a correspondentes internacionais. A charge também está presente.

Termino com agradecimento profundo a Milton Nogueira, que me convocou para a empreitada, e a Leonice Schwindt, na pessoa de quem saúdo o fundador dessa joia rara, o pequeno grande Vossa Senhoria! Que a memória de Leônidas seja reverenciada por quem sabe ser o jornalismo imprescindível em qualquer tempo.

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“Portinari para crianças”

TSP Editorial lança coleção em homenagem ao pintor modernista nascido em São Paulo.

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Já disseram que a arte é uma mentira que nos permite conhecer a verdade. Se a arte for a obra de Portinari (1903-1962), um dos maiores pintores do Brasil e do mundo, que verdades e valores não revelaria? Pensando na intertextualidade entre arte e educação, a TSP Editorial, depois de 3 anos e meio de pesquisas e revisões, lança a coleção paradidática “Portinari Para Crianças”. Inspirada na obra do pintor paulista, a coleção é composta por 7 livros de leitura (que abrangem do ensino infantil ao fundamental, do 1º ao 5º ano), 6 livros do professor, 125 pranchas com telas do artista e 1 DVD com 125 imagens para imprimir de todas as obras que ilustram os livros.

A coleção teve o apoio de João Candido Portinari, filho único do pintor e diretor-presidente do Projeto Portinari, no Rio de Janeiro, e supervisão da arte-educadora e coordenadora do Núcleo de Arte-Educação e Inclusão Social do Projeto Portinari, Suely Avellar. Ela é coautora dos livros do professor. Os textos são das escritoras Maria Lucia Lima, Fátima Miguez e Lucia Fidalgo e o projeto gráfico, da designer Julia Lima. Direcionada aos estudantes e professores das redes pública e privada, a coleção “Portinari Para Crianças” custa R$ 69 por aluno. Cada livro é destinado a um ano letivo.

A partir de telas e gravuras de Portinari, foram criados poemas e textos em forma de narrativas, que dialogam com as imagens por ele criadas. Portinari foi um dos pioneiros, no Brasil, a retratar o negro e o índio. Dedicou-se a retratar os trabalhadores e figuras populares em suas diversas atividades (o lavrador de café, a lavadeira, o seringueiro, o garimpeiro, o músico, o jangadeiro, o operário, o estivador, o cangaceiro, a baiana). Eles aparecem em diferentes contextos, na sua cidade natal, na favela, como migrantes ou retirantes. Portinari é considerado o principal pintor modernista a tratar questões de identidade e etnia e, por consequência, das raízes do Brasil.

livro-aluno1Mais do que linhas e cores, a obra de Portinari revela valores fundamentais para crianças e jovens em formação. A coleção propõe uma conexão entre as telas e temas do Brasil, do mundo e de formação de crianças e jovens nessa faixa etária, dos 4 a 10 anos. Os títulos se dividem em: Educação Infantil – “Os Meninas” e “As Meninas”; 1º ano – “Jogos e Brincadeiras”, 2º ano – “Brasil Festeiro”, 3º ano – “Festa na Floresta Brasileira”, 4º ano – “Riquezas do Brasil” e 5º ano – “História do Brasil em Traços e Cores”, cada qual prestando uma homenagem ao pintor e chamando a atenção para fatos e experiências educacionais. “A proposta é o ensino da arte de maneira muito agradável e intuitiva, com o uso de diversas outras disciplinas, como História, Economia, Sociologia, Antropologia e Biologia. A infância é um tema fundamental na obra de Portinari. Nosso trabalho foi apenas o de explorar as potencialidades desse tema e apontar caminhos de aprendizado para pais, professores e alunos”, explica Luiz Fabricio Argentieri, sócio-fundador da TSP Editorial e idealizador da coleção.

foto_02-219x300Na coleção de nível infantil, dirigida a crianças de 4 a 6 anos, frases poéticas, escritas por Maria Lúcia Lima, falam de ações, preferências e comportamentos de meninos e meninas, conduzindo os pequenos leitores ao acervo da obra de Portinari. Os temas remetem à infância do artista em Brodowski, sua cidade natal, no interior do Estado de São Paulo. A tela “Meninos Brincando”, de 1958, ilustra a capa do livro, que conta a vida do menino Candinho. Crianças engajadas em brincadeiras de cor e forma e em retratos de cenas do interior. Obras como “Plantando Bananeira” (1956), “Menino com Pipa” (1954), “Menino com Passarinho e Arapuca” (1959), “Menina das Trancinhas” (1958), “Denise com Pássaro” (1960), “Menina com Cabrito” (1954), “Grupo de Meninas” (1940), “As Moças de Arcozelo” (1940) são reproduzidas nos livros e servem de inspiração para pais e professores instigarem os pequenos leitores. Lá estão retratos sobre a relação das crianças com os animais, com os amigos, com a vida, brincando no quintal, entre estrelas e balões, e entre frutas tropicais, como goiabeira, mangueira e bananeira.

Tropical e popular, Portinari é um dos mais importantes artistas brasileiros do século 20. A colona, a baiana, a mulata, a índia, o cangaceiro, o mestiço, o intelectual, todos são retratados em suas obras. A História do Brasil aparece em traços e cores na coleção “Portinari Para Crianças”. Uma forma divertida e lúdica de aprendizado. Obra que merece ser revisitada, revista e, agora, também vista em DVD, com novas tintas e cores. Preço: R$ 59 por livro – Vendas on-line: www.totalsp.com.br