“O foguete e a lua”

A escritora e publicitária Ana Pirolo e seu filho Enzo, ele com 9 anos de idade, lançam livro pela Editora da Galeria. Muito legal ver mãe e filho nesta parceria literária.

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O livro infantil “O foguete e a lua” é a história de Lucas, um menino que sonhava em ser astronauta e pisar na Lua. Lucas pesquisou, construiu o seu foguete e planejou a sua viagem espacial.

ofogueteealua_capa-medioPara realizar o seu sonho, ele usou de muita imaginação, criatividade e contou com a ajuda de seus pais. Uma história simples e envolvente que visa valores de companheirismo e ambiente familiar, além de muita imaginação.

A história foi criada pelo menino Enzo Pirolo, aluno do 4º ano do ensino fundamental I, e o texto e a ilustração são da sua mãe, Ana Pirolo.

São 24 páginas coloridas. O livro está sendo lançado agora e vai ser vendido no Brasil, em Portugal e países de língua portuguesa. Quem quiser adquirir: http://editoradagaleria.com.brofogueteealua.html Valor: R$ 39,00

 

Cantinho da leitura

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Aqui estão 4 dicas práticas para você montar um ‘Cantinho da Leitura’ em sua casa e, assim, ajudar seus filhos a se dedicarem com mais entusiasmo aos estudos e se entregarem aos livros. O espaço pode ser ampliado para os leitores jovens e também para os adultos.

Não precisa ser nada complicado. Escolha o lugar, sobretudo, leve em consideração a iluminação, o silêncio e o lugar de acomodar os livros. As fotos desta matéria são apenas ilustrativas e para comprovar que criar um cantinho de leitura é mais fácil do que possa imaginar. Estilo, criatividade e vontade vão ajudar.

Seja em casa, no escritório ou mesmo na faculdade, há sempre um modo de tornar agradável o espaço dedicado aos livros. Sem contar que ele é realmente necessário. Nada do que aqui é sugerido exige grande investimento, pelo contrário: a principal ‘moeda’ é a atitude de criar o que tem valor inestimável para o seu crescimento – o acesso a uma biblioteca.

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1. Mesmo na casa, onde não há tempo livre para ler, faça questão de criar o seu cantinho da leitura
O fato de a vida andar muito corrida jamais deve servir de desculpa para a família não ler. Organize os livros, os gibis e as revistas em um canto qualquer (debaixo da escada, por exemplo) e faça dele “o cantinho da leitura” da sua casa. Será o primeiro passo para incentivar que o ato de ler seja exercitado entre os que moram nesse endereço. Mais: o “cantinho da leitura” pode ser uma alternativa a ser adotada em vários lares da vizinhança. de modo a suprir a falta de um espaço capaz de abrigar a biblioteca da sua comunidade.

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2. Falta dinheiro para comprar livros? Junte os vizinhos, convide os parentes e promova uma feira de livros na rua onde mora
A ideia é de simples execução e vai atuar sobre a autoestima de toda a comunidade. Afinal, quem não quer participar de uma oportunidade de convívio, que ainda permite trocar livros por outros mais interessantes? Estenda uns panos coloridos na calçada, acomode o ‘acervo’ e divirta-se.

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3. Para colocar a biblioteca da faculdade em funcionamento, não perca tempo e organize um grupo em torno dessa causa

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Às vezes, falta mão de obra para dar conta de todas as atividades que compõem o cotidiano de uma instituição de ensino – e aí está o exemplo da Amorim Lima, da rede pública de São Paulo, a confirmar essa realidade. Escola que só foi capaz de dar partida ao projeto da sua biblioteca, anos atrás, porque mães e pais se revezaram na tarefa de abrir as dezenas de dezenas de caixas de livros enviadas pelo governo, classificar, catalogar, enfim, organizar o acervo seguindo as normas técnicas da biblioteconomia – sim, eles receberam treino específico para dar conta do serviço. Hoje a biblioteca da Amorim Lima abriga inúmeras atividades, como a de servir de local de aulas, entre outras, de latim (5º ano) e grego (6º ano). “O que é mais uma razão de orgulho para os pais que participaram tão ativamente da sua montagem”, conta a diretora Ana Elisa Siqueira.

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4. Procure se informar, antes de montar a biblioteca da sua casa ou comunidade
Na biblioteca, o que se privilegia é a organização da informação. Para tanto, é preciso ter conhecimento de inúmeras normas e critérios. Claro, um curso técnico de Biblioteconomia seria o ideal para quem deseja criar esse tipo de espaço, por exemplo, na comunidade. Mas a própria internet serve para transmitir as noções elementares sobre arquivar e indexar documentos etc. Tanto faz o tamanho da biblioteca em foco – invista tempo nessa pesquisa e torne o espaço eficiente na hora de procurar um título. Fonte: Amo Direito

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“Navio Negreiro”

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O nome completo do livro, que vamos comentar, é “Navio Negreiro no Mar do Branco do Olho”, de Clovis Levi, ilustrações de Vanessa Rosa, Editora Viajante do Tempo, 59 páginas. O livro traz uma peça teatral de 1 Ato apenas, dirigida ao leitor da faixa infantojuvenil e com a carga emocional das histórias de escravidão de crianças negras.

Tudo se passa num convés de uma caravela, dos tempos de domínio português e dos descobrimentos, que navega pelo Mar do Branco do Olho. A tripulação deste navio cheio de mistérios é formada por vivos e mortos. Ambos participam ativamente da história que, à medida que vai se desenrolando, ainda traz o célebre Fantasma da Ópera para movimentar ainda mais a trama. Outros fantasmas são os personagens Arco-Íris, criança escrava, e a cachorrinha Xinxa. untitled 3

Os personagens de carne e osso são as crianças africanas, heroínas da história, e a jovem Talita, que sofrem com a ambição do pirata Alcatraz Avalancha e o cruel comandante Doutor Barão, que navegam para caçar tesouros. Para tipificar ainda mais esta tripulação tão original, ainda temos o personagem Duas-Cabeças, não sei se vivo ou morto, mas muito interessante.

O autor Clovis Levi nos oferece uma história sensacional. Um texto perfeito, que a gente lê sem querer parar e que surpreende com as falas dos personagens e suas características tão originais. A cada página, torcemos mais pela libertação das crianças. A história, então, vai oferecendo as condições necessárias para este grito de liberdade. Os personagens vão surgindo e tecendo as condições para este grito ecoar.

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Vivos e mortos se unem e conseguem fazer justiça com o aprisionamento dos comandantes perversos e a vitória dos pequenos escravos. A gente fica feliz com a vitória do bem, mas sem querer fechar o livro tão envolvente do início ao fim da trama teatral. O livro está em promoção no site da editora, onde pode ser adquirido por R$ 25,60.

 

 

 

Vamos aprender a contar histórias

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Contar histórias é para todos: pais, avós, tios, professores, escritores, atores etc e especialmente  aquelas pessoas que pretendem trabalhar com essa atividade. A influência que o contador de histórias tem sobre o imaginário das crianças  é definitiva para elas gostarem dos livros e da leitura.

Podemos contar histórias espontaneamente, mas também podemos aprimorar essa prática ao ponto dela se tornar perfeita. Rosana Mont´Alverne, uma das mais bem sucedidas contadoras de histórias que se tem notícia nos últimos tempos está preparando um curso para formar novos contadores. Ela é advogada de carreira, mestre em arte-educação, fundadora do Instituto Cultural Aletria e atualmente preside a Câmara Mineira do Livro.

Restam poucas vagas para o curso que será assim:

Turma A: terças, das 19 às 22h, de 16/8 a 22/11 de 2016

Turma B: quintas, das 16 às 19h, de 18/8 a 17/11 de 2016

Programa

  1. Preparação para a entrada no universo das narrativas orais
  2. Raízes do Conto Popular, Tradição Oral Brasileira e História da Narrativa no Ocidente
  3. Técnica de memorização do conto tradicional
  4. Exercícios de respiração, voz, corpo e ritmo
  5. Performance do Contador de Histórias
  6. O repertório do Contador de Histórias
  7. Elaboração do espetáculo de encerramento

Investimento

R$ 819,00 (podendo ser divido em 3 parcelas de R$ 273,00) + taxa de matrícula no valor de R$ 100,00.

Observação: a primeira parcela deve paga no ato da matrícula.

Pagamentos à vista e educadores tem 10% de desconto (exceto no valor da matrícula).

Certificado e apostila incluídos. Será conferido certificado ao aluno presente em 70% das aulas.
Informações e inscrições: (31) 3296-7903 ou aletria@aletria.com.br

‘Jabuti’ entre autores e leitores

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Nos dias 13 e 14 de agosto, cariocas e turistas terão pela primeira vez a oportunidade de se encontrar com autores consagrados pelo Prêmio Jabuti no espaço localizado na recém-revitalizada Praça Mauá. Criada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a série de encontros Jabuti entre autores e leitores, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos Brasileiros (Apex-Brasil), levará os escritores Edney Silvestre, Miriam Leitão, Ruy Castro e Sérgio Rodrigues para dois bate-papos com o público, mediados pelo editor de livros Carlos Andreazza, na Casa Brasil – espaço de promoção do Brasil no Rio de Janeiro durante o período dos Jogos.

Em sintonia com o clima esportivo vivido no Rio de Janeiro, Ruy Castro, ganhador de dois prêmios Jabuti, em 1996 com o livro “A estrela Solitária” e em 2006 com “Carmem: uma biografia” e Sérgio Rodrigues, finalista em 2014 na categoria Romance com a obra “O Drible”, falam sobre a “Literatura e Futebol do Brasil para o mundo” no dia 13, às 16 horas.

Da cobertura jornalística para a literatura, Miriam Leitão, ganhadora do melhor livro de Não-Ficção 2012 com a obra “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda” e Edney Silvestre, 1º Lugar na categoria Romance em 2010 com o título “Se eu fechar os olhos agora”, conversam com o público no dia 14, também às 16 horas, sobre a “Literatura Brasileira de hoje para o mundo de hoje”.

O projeto Jabuti entre Autores e Leitores, que já teve outras 11 edições de sucesso em São Paulo, chega à sua primeira sessão inédita no Rio de Janeiro, mantendo seu objetivo de tornar o Prêmio, suas obras e autores mais conhecidos, além de estimular a leitura e despertar interesse do público pelos mais variados gêneros literários.

Após o encontro os autores autografarão suas obras que estarão disponíveis para venda no local do evento.

Carlos Andreazza é jornalista e editor-executivo da Editora Record, responsável pelos livros de não ficção brasileiros e estrangeiros, e membro do Conselho Editorial do Grupo Record.

Edney Silvestre é jornalista e escritor. Seu livro “Se eu fechar os olhos agora”, publicado pela editora Record, foi vencedor do Prêmio São Paulo 2010 na categoria melhor livro de autor estreante e do Prêmio Jabuti 2010 de melhor Romance. Foi correspondente internacional do jornal O Globo e da TV Globo em Nova York, de 1991 a 2002. Atualmente vive no Rio, onde faz reportagens para o Jornal Nacional, o Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo. Tem uma coluna semanal no RJTV e apresenta o programa Espaço Aberto Literatura, na Globonews. Seus outros livros publicados são “Dias de cachorro louco e Outros tempos” e “Contestadores”.

Mírian Leitão é jornalista e escritora. Apresenta o programa GloboNews Mírian Leitão, tem uma coluna no jornal O Globo e faz comentários no jornal Bom dia Brasil, da TV Globo. É autora de sete livros: “História do Futuro: o horizonte do Brasil no século XXI”, “Tempos Extremos”, “Convém Sonhar” e “Saga Brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, ganhador do prêmio Jabuti nas categorias de melhor “Livro Reportagem” e “Livro do Ano de Não Ficção”. Também escreveu os livros infantis: “A Perigosa Vida dos Passarinhos Pequenos”, “A menina de Nome Enfeitado” e “Flávia e o Bolo de Chocolate”.

Ruy Castro é escritor e jornalista. Reconhecido como um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Em sua carreira como jornalista passou por grandes jornais como O Pasquim, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Veja São Paulo, Isto É, Playboy, Status e Manchete.

Sérgio Rodrigues é escritor, jornalista e crítico literário. Foi finalista do Prêmio Jabuti com o livro “O drible”. É autor de diversos livros e foi editor-executivo da revista eletrônica “NoMínimo”. É colunista diário do site da revista Veja no qual assina as colunas “Todoprosa”, sobre literatura e “Sobre Palavras”, sobre a língua Portuguesa. Pelo conjunto da obra, recebeu o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro 2011 na categoria Literatura.

Vagas limitadas. Senha com uma hora de antecedência

Local: Casa Brasil / Pier Mauá

Avenida Rodrigues Alves, nº 10 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.

13/8, sábado, das 16h às 18h30 – Literatura e Futebol do Brasil para o Mundo com Ruy Castro e Sérgio Rodrigues

 14/8, domingo, das 16h às 18h30 Literatura Brasileira de Hoje para o Mundo de Hoje, com Míriam Leitão e Edney Silvestre

 

Um talento se volta para as crianças

O jornalista e escritor mineiro, João Evangelista Rodrigues, estreia  na Literatura Infantil com dois livros pelas Editoras Dubolsinho e Catrumano: “O Baile das Letras” e “Poesia, Para que serve?”

O lançamento será  dia 13 de  agosto, sábado, às 13h, na Livraria Nobel, na Av. Salgado Filho, 1453- Guarulhos -Centro. O evento conta também com exposição fotográfica, bate-papo com o autor, contação de histórias, leitura de poemas e apresentação musical. Participação especial de Camila Soares, Domingos Moreno e Olavo Maciel.

“O Baile das Letras” é um jogo de imagem e de imaginação, onde cada letra de nosso alfabeto é apresentada de maneira divertida e poética. A linguagem é simples, aproximando-se às vezes  da literatura  de cordel, mas o resultado é surpreendente e envolvente. É o primeiro livro infantil de João Evangelista. Antes de publicá-lo, o autor realizou várias oficinas com crianças, após as mesmas terem trabalhado com seus textos.

Acredito que “as crianças são poetas por excelência, porque pensam com o coração e soltam as asas da imaginação. Ler poesia estimula a sensibilidade e prepara a inteligência para a descoberta do mundo e da vida” afirma.

Com projeto gráfico e ilustrações tipográficas de escritor e editor Sebastião Nunes, o livro  “O Baile das Letras” tem 32 páginas e foi publicado pela Editora Dubolsinho, de Belo Horizonte. Revisão de Bruno Silva D’Abruzzo.

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Já o  livro “Poesia, para que serve”? mistura  de poemas e prosa poética,  coloca o leitor  no ambiente da escola, de uma sala de aula, quando a professora apresenta  de modo  singular,  as noções  iniciais do conceito de poesia. Na verdade, o livro é como se fosse e realmente é uma  aula de poesia.

Sob alguns aspectos o livro tem um sabor  autobiográfico, no qual o autor poeta e/ou o poeta autor, procura resgatar lembranças de sua primeira aula sobre poesia, tendo como professara nada menos que sua mãe.  Em um ambiente lúdico-criativo surgem nomes  de  colegas, reais e ficcionais, jogos e  brincadeiras, tendo sempre  como eixo, a palavra e seus enigmáticos e desafiadores  mistérios.

Na apresentação do livro,  a escritora e educadora infantil, Edméia Faria, escreve: “O diálogo se abre com a discussão sobre a desserventia da poesia que, não sendo objeto utilitário, de nada serviria numa sociedade de consumo em que os bens materiais se sobrepõem aos espirituais”.

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O autor

Apesar destes  livros só terem sido editados agora, o autor já vem  preparando , estudando, realizando pesquisas  sobre o assunto  e escrevendo textos  em poesia  e  prosa destinados aos pequeninos  há mais  de  vinte anos. Entretanto, devidos  a diversos fatores profissionais  e de ordem pessoal,  o autor preferiu esperar o momento certo para iniciar  seu contato com este público, para ele, tão especial. Curiosa  coincidência, mas digna de nota, é que João Evangelista Rodrigues nasceu  no mesmo dia do falecimento do escritor Monteiro Lobato que dedicou o melhor de sua literatura às crianças.

Segundo  o autor, na sua escrita ele procura  levar em conta, sobretudo, a  sua experiência  de  leitor apaixonado pelo encantamento  do jogo poético. Tenho consciência de que “o ato de ler deve ser antes de tudo, prazeroso, principalmente ao jovem que é constantemente seduzido pelas diversas formas contemporâneas de diversão”.

José Evangelista Rodrigues leva sua sensibilidade poética para as histórias infantis

José Evangelista Rodrigues leva sua sensibilidade poética para as histórias infantis

Mesmo dividido entre a vida literária e as atividades de jornalismo e de professor universitário,  ao longo de sua  vida, João Evangelista sempre  participou ativamente  da cena cultural e artística,  como poeta, compositor e fotógrafo.

Seu  primeiro livro, o “Avesso da Pedra”, só foi  publicado  tardiamente, em 1984, quando o autor  já contava mais de 30 anos de idade. O interesse pela  literatura e a lida  diária com  as palavras, contudo, começaram já  na sua adolescência. Processo doloroso de permanente aprendizagem com exercícios diários em busca  de uma linguagem própria e consistente.

Para essa busca contribuíram, de maneira  convergente, sua origem e vivência nas ruas,   as influências da cultura popular e sua sólida  formação acadêmica  nas áreas de Filosofia e de Comunicação Social/Jornalismo. E, claro, o gosto  pela leitura, aprendido com sua mãe e primeira professora, Noêmia Teixeira Rodrigues,  e mais tarde  estudos de literatura.

Uma das marcas deste poeta é escrever sistematicamente, experimentar e produzir  muito, mas publicar  pouco. Prova disto é que seu último livro, “Transversias”, profundo inventário crítico e simbólico de Minas, foi publicado há exatamente 14 anos. Durante este longo período de aparente silêncio, o poeta mineiro  engavetou vários originais , participou como letrista de muitos  projetos  musicais e acumulou um grande acervo fotográfico.

Atento à realidade e às mudanças sociais,  pode-se dizer que João Evangelista Rodrigues é um homem de seu tempo, um intelectual exigente  consigo mesmo em termos  éticos e um artista híbrido e multimidiático.  É incansável no que  faz e nunca se deixa levar pela leviandade criativa e menos ainda pelo  sucesso  fácil e confortável.

“O sonho da estrela guia”

A autora do livro infantil “O sonho da estrela guia”, Sandra Meireles, mora em Lisboa, Portugal, onde houve o lançamento e de onde ela fez contato com a redação do blog. Mas ela é mineira, da cidade do Serro. Através do livro, ela tem a intenção de sensibilizar as crianças para a educação ambiental: a poluição e a necessidade urgente de preservar o planeta.

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“O sonho da estrela guia”, da Chiado Editora,  retrata a história de um menino que se torna amigo de uma estrela. Juntos vivem muitas aventuras para conseguirem preservar o meio ambiente e salvar o nosso planeta. Quem ilustra a obra é a talentosa ilustradora brasileira, natural e residente em Goiânia, Vanessa Gomes. Qualquer criança que abre o livro consegue captar a mensagem só através das ilustrações.

“Esse trabalho é para mim um desafio vencido, com muito suor, muito trabalho, pesquisas, informações e, claro, é um grande aprendizado. Aprendizado esse que cresce a cada dia, a cada encontro, a cada apresentação: nas escolas, bibliotecas, feiras do livro e etc”, afirma a autora

Dinamismo e interação com o leitor são as principais características da história escrita em português de Portugal. O primeiro trabalho de Sandra Meireles leva o leitor a um mundo de imaginação recheado de informações importantes e pertinentes principalmente ao momento atual, em que as grandes potências mundiais discutem formas de se desenvolverem sem agredirem tão intensamente o meio ambiente. Nesse sentido, esse pequeno conto passa uma mensagem de conscientização e preservação do Planeta Terra, demonstrando que todos podemos fazer a nossa parte.

A história passa-se em Portugal e tem como personagem principal, o Francisco, intrigado com as questões da natureza e com um enorme coração. Este, por sua vez, conhece a “Guia”, uma estrela que passa a ser sua melhor amiga. Guia lhe fala sobre as estrelas, sobre o sol, sobre os movimentos de rotação e translação, além das fases da Lua, entre outros. O livro aborda questões importantes de forma simples e clara, o que garante uma boa compreensão dos leitores pequeninos e, consequentemente, um melhor desempenho escolar em áreas correspondentes.

A importância do trabalho em equipe também está presente no livro de Sandra Meireles. Quando cada um percebe a importância do meio ambiente e de sua parcela de responsabilidade para que possamos viver da melhor maneira possível, o mundo torna-se um lugar melhor. Francisco, no conto, quer realizar o sonho da Guia, que é ver todos os lugares do mundo livres de qualquer poluição. Logo, se mobiliza e também seus professores, amigos, vizinhos e outros, gerando uma grande corrente em prol do bem comum.

Apesar de ser um conto diretamente relacionado ao público infantil, com certeza, tem muito a acrescentar aos leitores de todas as idades. Por fim, a mensagem passada pelo livro é clara: dos mais pequeninos aos velhinhos, devem todos fazer a sua parte em prol do meio ambiente.

O livro está à venda no site da editora: www.chiadoeditora.com/pesquisa?q=o+sonho+da+estrela+guia

A escritora Sandra Meireles em sessão de autógrafos no dia do lançamento de seu primeiro livro infantil

A escritora Sandra Meireles em sessão de autógrafos, na cidade de Lisboa, no dia do lançamento de seu primeiro livro infantil

“Capitão Barbante”

A Editora Compor lançou neste sábado, em Belo Horizonte, o livro infantil “Capitão Barbante”, de Henrique Valle, ilustrado pela argentina Anabella López.  Em 2014, a história foi premiada na 5ª Edição dos Prêmios Literários Cidade de Manaus.

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Sabe aquela brincadeira de amassar jornal velho e produzir brinquedos? Essa brincadeira deu origem à história tão bem conduzida pelo escritor e advogado Henrique Valle. Ele conta que “Capitão Barbante” surgiu assim:

“De uma pilha de jornais velhos. Foi criado por Marcos, que juntou algumas folhas para fazer um boneco”.

“Duas páginas para o corpo, uma para os braços e uma para a cabeça. Amassou bem, cortou, colou tudo no lugar, amarrou as juntas com barbante. Depois, pintou a obra com canetas coloridas”.

“Desenhou os olhos e, em um deles, colocou um tapa-olho preto. Desenhou a boca, o nariz, as orelhas e as mãos. Pintou botas até o joelho, pretas, assim como os cabelos. O uniforme, fez de azul. Mas sob a tinta ainda de viam as letras do jornal”.

Essas letras do jornal acompanham o nosso personagem, que acaba de surgir, como Capitão Barbante, até o último enlace de sua aventura. O nome foi dado, por que seu criador utilizou de barbantes para dar uma “barba longa e espessa, caindo até a metade do peito” a este pirata dos mares.

Depois de criá-lo, Marcos brincou com ele por um bom tempo. Em determinado momento, abandonou-o sozinho no quintal. O capitão despertou para sua existência, tossiu letras de jornal e assim iniciou uma jornada em busca de seu barco.

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O primeiro a quem pediu ajuda foi o vaga-lume Crepom, que fugia de um louva-a-deus:

_“Você viu algum barco por aí? _ perguntou, assumindo como sua a vida que Marcos criara.

_ Eu vi um barco em um buraco na rua _ respondeu o vaga-lume, apontando a direção com uma das asas.

No buraco, depois de muitas empreitadas, descobriu o ursinho Pólen e fez a mesma pergunta. A reposta que recebeu do ursinho o conduziu para um outdoor que mostrava um barco ao fundo e, à frente, um pescador exibindo um peixe. Mas ainda não foi desta vez que chegou ao seu barco de velhos piratas com olhos de vidro e pernas de pau.

O capitão viveu outras aventuras nessa busca: pediu ajuda a uma mariposa, a um menino pintado do lado de fora de um barco que ilustrava o letreiro da Escola Infantil Barquinho Feliz, à traça Couché, à atendente de uma biblioteca pública, que lhe trouxe o livro “A ilha do tesouro” de Robert Luis Stevenson.

Uma esperança: será que o barco de piratas do Capitão Barbante estaria dentro daquele livro?

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O leitor vai descobrir ao ler toda a história, por que tem muita, muita coisa, que eu não contei aqui. Só posso adiantar que nosso capitão, “ao abrir o livro, deu um salto em direção ao barco, deixando rastros por onde pisava”. Mas rastros de quê?

capitao-barbanteOra, se foi feito de jornal, só podes ser rastros de letras e tintas, “onde três se destacavam: FIM.

Será o fim de quê? Do nosso capitão? Do seu barco? Da história?

O livro de 36 páginas custa R$ 34,00 e pode ser adquirido na Livraria Quixote, em Belo Horizonte. Informações no site da editora: http://www.comporeditora.com.br/catalogo-interna/capitao-barbante

Chapeuzinho Vermelho é atração na TV Cultura

A próxima história da série  Melhores Contos de Grimm e Andersen vai ao ar neste sábado.

view.aspxNa tarde deste sábado (6/8), às 15h30, a TV Cultura exibe o conto infantil Chapeuzinho Vermelho, da série Os Melhores Contos de Grimm e Andersen.

A atração conta a clássica história de uma menina que, devido a seu vestuário, é chamada por todos que a conhecem de Chapeuzinho Vermelho. Certo dia, ao levar bolo, doces, vinho e remédios para sua avó doente, dá de cara com um velho lobo mau no meio da floresta, que está bastante faminto. Então, ele chega primeiro à casa da velhinha, mas com a chegada do caçador na floresta, seus planos podem dar errado.

Outros clássicos que serão exibidos na série são: Rapunzel, Cinderela, Branca de Neve, A Roupa Nova do Imperador, O Gato de Botas e A Pastora de Gansos.

O programa é uma adaptação alemã dos contos dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm e algumas histórias do dinamarquês Hans Christian Andersen, escritas no século 19.

“Os saltimbancos”

Editora Autêntica reedita o espetáculo musical de Chico Buarque de Holanda.

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O clássico “Os saltimbancos”, está de volta, agora, ilustrado por Ziraldo e lançado pela Editora Autêntica. A bicharada que conquistou crianças (e adultos) promete encantar o público mais uma vez.

“Os saltimbancos” é uma peça de teatro de Sérgio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov, inspirado no conto “Os músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm. Eles criaram uma alegoria política, na qual o burro representaria os trabalhadores do campo; a galinha, a classe operária; o cachorro, os militares; e a gata, os artistas. O barão, inimigo dos animais, seria a personificação da elite, ou dos “detentores do meio de produção”.

Em 1977, Chico Buarque, além da criação das canções para transformar a história num musical, traduziu a fábula e a adaptou para o português.

A história de “Os saltimbancos”, portanto, destaca os quatro bichos, que abandonam seus donos por causa dos maus tratos: o jumento que não aguenta mais carregar tanto peso sem recompensa alguma, um cachorro que está muito velho para guardar a casa, uma galinha que não consegue mais botar ovos e uma gata que está cansada de servir como companhia de luxo de sua patroa. Eles se juntam e partem para a cidade em busca do sonho de se tornarem artistas. Na verdade, deixam pra trás a opressão que sofrem de seus “patrões” e vão em busca da liberdade.

Parece que, desde os anos de vida dos Irmãos Grimm (1785-1863) até o musical de Chico Buarque, da era contemporânea, a carga política da história continua bem atual.