“Todas as cores de Malu”

A sensibilidade da escritora Rosana Mont´Alverne  e o talento criativo do ilustrador Maurízio Manzo se unem para apresentar uma história  comovente: “Todas as cores de Malu”. O livro traz a experiência real de uma criança que resistiu ao câncer. Sábado, 1/10, a partir das 11:00 horas, acontece o lançamento na Livraria Quixote, na Savassi, em Beagá, e tem narração da história por Alessandra Vissentin. Reproduzimos abaixo a matéria publicada no site da Aletria para falar deste novo livro infantil.

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  “O frio é vermelho vermelho vermelho vermelho – afirmava a menina num fôlego só (…)
Uma noite, Malu acordou gritando:
_Mãe, meu quarto está todo vermelho! Estou com tanto frio!
A família toda acordou. Malu estava doente, com muita febre.”

É a partir da página 21 que a menina Malu, protagonista do novo lançamento da Aletria, dá início à sua luta contra uma grave doença, o câncer. A menina, que gostava de observar as cores das coisas, plantas, animais, sentimentos e até acontecimentos, antes via as cores rosa de festa de aniversário, azul-piscina do primeiro dia de aula ou a cor de peixinho-dourado que coloria as novas amizades. Depois, Malu passa a conviver com o vermelho do frio da febre, o amarelo de alguns sorrisos e com a sensação de que as coisas estavam se descorando.

O coração fica apertadinho com a pequena Malu, já bem fraquinha, sentindo o Lilás do cheirinho da mãe. Mas é a partir da página 28 que as cores das histórias vão reaparecendo aos olhos de Malu…

“A porta do quarto se abriu e a turma da escola foi entrando. Todos tinham nas mãos um pincel e potinhos de tinta.
_Viemos colorir a sua careca. Você deixa, Malu?”

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Daí para frente, Malu volta a sentir as cores do Sol e depois, ainda carequinha e em tratamento, a menina retorna para casa. O final a gente não vai contar para não ser estraga-prazeres de ninguém! Mas uma coisa ou outra a gente deixa escapar… Com o carinho da família e dos amigos, Malu resiste de maneira sensível e criativa às intempéries do câncer e confirma:

“_ Puxa, a alegria é bem colorida!”

O lúdico no hospital

As cores da pequena Malu e sua trajetória de resiliência e de convívio com a doença, nos fazem refletir sobre a importância do carinho e da ludicidade em processos terapêuticos que envolvem situações de estresse, angústia, medo, além de todo o desconforto de um processo de internação. Vale lembrar que a obra “Todas as Cores de Malu” é inspirada em uma história real.

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Diversos projetos e pesquisas pelo Brasil se dedicam a trazer momentos de lazer, convívio e prática artístico-cultural para ambientes hospitalares, em especial aqueles que envolvem internação. A leitura e a contação de histórias são xodós dessas ações que levam o calor do “Era uma vez” para esses espaços.

E não é de hoje que as histórias são aliadas no tratamento de diversos tipos de doenças. No início do século XIX, médicos americanos já indicavam livros como parte do tratamento. No antigo Egito, o Faraó Ramsés II colocou na frente de sua biblioteca a frase “Remédios para a alma”. Já os gregos chamavam suas bibliotecas como “Medicina da Alma”. Na Primeira Guerra Mundial, a leitura dirigida foi usada por bibliotecários da Cruz Vermelha em hospitais do exército.

A pesquisadora Eva Maria Seitz, no artigo “Biblioterapia: uma experiência com pacientes internados em clínica médica”, observou que a prática biblioterapêutica com pacientes “tornou a hospitalização menos agressiva e dolorosa. Quando o paciente lê, ele viaja em um mundo novo de aventuras e fantasias, desligando-se dos problemas, das angústias, do medo e das incertezas, sentindo-se aliviado das tensões emocionais.”

Além de melhorar o ânimo e trazer melhorias no quadro dos pacientes, submetidos a um tratamento desgastante, as histórias são também facilitadoras de conversas sobre temas tabus relacionados às doenças, em especial durante a infância. E no caso dos pacientes pequeninos, sabe qual o mais legal de tudo? Depois de ter alta, vai ter história todo dia dentro de casa.

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“Todas as cores de Malu”

Autora: Rosana Mont’Alverne
Ilustrações: Maurizio Manzo
Editora: Aletria
Preço de capa: R$39,00
Lançamento:
1 de Outubro, sábado, a partir das 11h, na livraria Quixote
Rua Fernandes Tourinho, 274 – Savassi

Inscrições abertas para o Conaler 2016

Um convite para o leitor, para quem é professor, bibliotecário, gestor de projetos e programas, responsável por políticas de educação e cultura, editor, livreiro, dirigente de ONGs etc: está na hora de inscrever na primeira edição do Congresso Nacional de Leitura (Conaler). O evento foi preparado para quem acredita que os livros são considerados a maior invenção da humanidade no último milênio e que nada, até hoje, foi capaz de superá-lo enquanto instrumento para fazer civilização evoluir até aqui.

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Para pessoas como você, que acreditam no poder de transformação dos livros na vida das pessoas, e nos lugares em que elas vivem, é que está sendo organizado o Conaler 2016, 1º Congresso Nacional de Leitura, exclusivamente #viaweb! Será na Semana Nacional de Leitura, 11 a 16/10/2016, e com duas vantagens: 100% online (o que significa mais comodidade para você assistir e participar, de qualquer computador ou celular conectado à internet) e 100% gratuito.

As inscrições estão abertas e, quem deseja participar, deve clicar neste  link www.conaler.org.br  As vagas são limitadas. Mesmo sendo pela web, as inscrições só serão aceitas até o limite suportado pelo sistema.

Os grandes especialistas nacionais e estrangeiros vão conversar diretamente com você sobre tudo o que sempre quis saber sobre leitura literária e por que os livros, afinal, causam tamanho impacto e transformam pessoas mais do que qualquer outra coisa na vida. O Conaler 2016 não vai só discutir e repensar os rumos e caminhos da leitura no Brasil – algo, por sinal, que é uma grande exigência do momento atual.

A novidade, com relação aos que acontecem no mundo físico, é que as conferências e palestras, com convidados de vários países, serão transmitidas ao vivo ou gravadas, de dentro das casas ou escritórios de trabalho dos convidados, do Brasil, Argentina, França, Alemanha e EUA.

Entre os convidados estrangeiros estão nomes como o francês Roger Chartier, considerado um dos maiores especialistas do tema no mundo, e Marifé Garcia, presidente da Feira do Livro de Frankfurt, a maior e mais importante do mercado editorial internacional. Entre os brasileiros, figuram nomes como o do filósofo Mário Sérgio Cortella, os escritores Ignácio de Loyola Brandão e Frei Betto, o sociólogo Danilo Miranda (Sesc-SP), a ex-ministra Cláudia Costin e dirigentes das entidades do livro, entre outros.

Os casos de professores, bibliotecários, gestores e voluntários que criaram bem sucedidos projetos que ajudaram a ampliar, nos últimos anos, os índices de leitura no Brasil serão destaques na programação, que contará, ainda, com uma novidade inspirada em muitos eventos presenciais: saraus culturais diários no encerramento da noite.

“Nosso grande desafio é mobilizar e atingir pessoas que trabalham com livros e práticas de leitura nas grandes e pequenas cidades dos mais diferentes e distantes lugares do Brasil, que jamais tiveram ou terão a oportunidade de assistir e ouvir, cara a cara, os mais renomados especialistas em suas áreas de interesse no Brasil e no mundo”, afirma o presidente da Fundação Observatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim, curador da programação. “Será um evento inédito na área, por suas peculiaridades, que, certamente, fará história”, diz ele.

“Clarice Lispector”

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Outro nome da coleção Antiprincesas é Clarice Lispector. Este terceiro volume da coleção, como os demais, tem versão em português e espanhol. A Editora Chirimbote promove mais esse lançamento e, assim, presenteia “meninas e meninos” com a história de vida da escritora brasileira. Ler biografias é sempre motivador e esta oferece todos os recursos para os jovens curtirem a leitura.

A edição do livro escrito por Nadia Fink e ilustrado por Pitu Saá privilegia a interatividade com o leitor: texto enxuto, ilustrações fortes, recortes, destaques, dados extras, lembretes e outros recursos tornam a leitura rápida e interessante. Não podia ser diferente com Clarice Lispector, “uma antiescritora popular do Brasil que quebrou as regras literárias e abandonou uma vida de princesa na Europa e Estados Unidos para voltar à sua terra. Escreveu contos, romances e crônicas enquanto seus filhos brincavam ao seu redor e tinha um cachorro maluquinho que mastigava cigarros”.

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Esta elegante senhora provocou uma revolução ao virar pelo avesso as frases, os gêneros literários; retorcer as palavras e libertar os pensamentos. “Clarice Lispector se considerava uma antiescritora por que não gostava das estruturas, nem das coisas acadêmicas, nem das regras, por que escrevia onde e como podia: em papéis pequenos, guardanapos ou com a máquina de escrever no colo, enquanto seus filhos corriam e ela atendia o telefone e os ajudava nos deveres de casa”.

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A escritora que preferiu o Brasil, no entanto, nasceu na Ucrânia, Europa Oriental, em 10 de dezembro de 1920. Chegou em Maceió aos dois anos de idade. Viveu até o dia 9 de dezembro de 1977. Clarice Lispector deixou muitos fãs. Seu estilo de ser e viver, de escrever e de entender ainda são bandeira para muita gente seja na literatura ou não.

A biografia desta Antiprincesa pode ser adquirida na Sur Distribuidora de Livros: atendimento@surlivro.com.br

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“Frida Kahlo”

images-2A artista plástica mexicana Frida Kahlo é o primeiro nome da coleção Antiprincesas, Editora Chirimbote.  A biografia é de autoria de Nadia Fink, ilustrações de Pitu Saá, dirigida aos leitores infantis e juvenis com um lembrete de capa: “para meninas e meninos”. São 26 páginas interativas, com fotos de Frida Kahlo, ilustrações fortes e textos variados: narrativa, dados biográficos, lembretes, destaques entre outros.

“Decidimos nos aventurar e conhecer um pouco sobre grandes mulheres e homens da nossa história. E começamos por uma das muitas mulheres que não se conformaram em fazer o que esperavam delas. Por isto Frida Kahlo é nossa primeira antiprincesa (ou princesa asteca, talvez): uma mulher que mostrou o corpo embora fosse manca, que pintou em uma tela os momentos mais tristes e mais felizes de sua vida, que, apesar de todos os seus sofrimentos físicos, procurou a arte, a alegria e lutou pelo bem do mundo não só para ela, mas também para muitas outras pessoas”, destacam os editores.

imagestwklfzt4Para começar a biografia, a autora informa que Frida Kahlo nasceu no dia 6 de julho de 1907 e destaca a primeira decisão da moça de dirigir seu destino: ela sempre disse que nasceu em 1910, por que neste ano iniciou em seu país uma grande revolução de camponeses. Frida explicou que ela e o México tinham nascido juntos.

A biografia prossegue com a influência do trabalho do pai na vida da artista, os estudos, as graves consequências de um acidente de ônibus, os autoretratos que se originaram no período de sua recuperação. Para que a acompanhassem em sua solidão, acrescentava animais nos quadros que pintava de si mesmo: macacos, cachorros, cervos e papagaios passeavam por seus quadros. A análise da obra e sua corrente artística é um dos pontos fortes do livro.

untitled-4Gostei da atitude da autora ao narrar a vida da artista sem censura nem julgamento: fala do casamento por conveniência, dos amores concomitantes que ambos viveram e o desinteresse de Frida Kahlo em lutar pela vida e sua consequente morte. É um livro que realmente deve ir para as mãos dos leitores. Com certeza, vai cativá-los para prosseguir na leitura com os demais livros da coleção.

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A distribuição/fornecimento das coleções para todo o território nacional é feita pela SUR. Fones 48- 3233 2115 / 48- 3233 3200  www.surlivro.com.br  /atendimento@surlivro.com.br

 

Antiprincesas e Anti-heróis

c72baf5d-7745-4d28-901e-72878309b5bbAs novas publicações da SUR Livros trazem ao Brasil os livros das Coleções Antiprincesas e Anti-Heróis. São obras de cunho biográfico que têm por fim retratar a trajetória e a resistência às adversidades que fizeram dos personagens pessoas inspiradoras. Inspiradoras para uma ação efetiva na busca de melhorias  tanto no aspecto cultural como social.

Histórias inspiradoras são apresentadas numa linguagem não linear distribuídas em várias janelas e imagens. Coloridos e belos, os livros trazem diferentes informações e curiosidades. Um formato mais dinâmico para as crianças. Além disso, ao final do livro, exercícios e jogos divertidos e instigantes.

A característica marcante destes livros é a forma direta e clara com que os autores expõem a trajetória de cada um dos personagens, mostrando a sua atuação diante das situações conflitantes do cotidiano. Isso ajuda a aproximar qualquer leitora ou leitor infantil (e até adulto) da possibilidade de refletir sua vida e enxergá-la também, no que lê.

images-5A Coleção Antiprincesas, nas versões espanhol e português, começa com Frida Kahlo e prossegue com Violeta Parra, Juana Azurduy e Clarice Lispector. A Coleção Anti-Heróis, também nos dois idiomas, por enquanto, tem dois livros: Julio Cortazar e Eduardo Galeano.

Como são os personagens

Frida Kahlo – antiprincesa que superou adversidades  para estudar, problemas com sua família, sexualidade reprimida pela sociedade, perseguições por sua visão política etc. O que aconteceu, foi que mostrou-se uma verdadeira “guerreira social” e artista inigualável sempre ao lado de quem não a decepcionaria.

Violeta Parra _ antiprincesa preocupada com a “gênese cultural” do seu povo. Através da musicalidade, na voz da resistência, resgatou e perpetuou sua cultura, valorizando seu povo por mais carente que fosse.

Juana Azurduy – protagonista dos processos de independência de sua região, a  Bolívia, tomou a luta para sua vida e a história dos homens fez muito por desacreditar e aular essas mulheres que fizeram marcas profundas na história e de espada em punhos.

9b6f6b07-6019-416b-a3a4-3fc9d61a392dClarisse Lispector – antiprincesa do inconformismo às regras literárias, das críticas e crônicas reflexivas é apresentada nesta coleção em toda a sua essência questionadora e inspiradora: sua consciência política, seu tato com palavras, sua presença como voz mulher e seu olhar para o trabalhador fazem dessa mulher a primeira antiprincesa brasileira.

Júlio Cortazar – escritor argentino tencionava por não ser grande e se contentava com o pequeno, desde que belo. Escreveu e transpassou mundos, herói das letras e da cultura.

Eduardo Galeano – escritor uruguaio traz contribuições para a compreensão de seu próprio povo. De escritor a historiador, sua obra convida para a luta por um mundo melhor.

A distribuição/fornecimento das coleções para todo o território nacional é feita pela SUR

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“Cordel do Rio Chico”

Sábado, dia 24/9, às 10h30, o escritor, compositor e jornalista Jorge Fernando dos Santos vai autografar o seu novo livro “Cordel do Rio Chico”, em Belo Horizonte, na livraria Paulus da Rua da Bahia, 1148. Se, antes da novela Velho Chico, o nobre rio ainda passava despercebido para muitos brasileiros, agora, certamente, não. Por isso o livro chega num momento importante para ajudar o leitor a sair da ficção e começar a refletir sobre a realidade do Rio São Francisco.

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O cordel parece ser a melhor forma de expressão para o Rio São Francisco. A novela trouxe o rio para dentro dos lares brasileiros e a obra infantojuvenil de Jorge Fernando dos Santos nos leva a soltar a imaginação e adentrar pelas belas águas e também pelos problemas atuais do Rio Chico. Em 32 páginas, o autor aborda as questões que levaram o Velho Rio São Francisco às condições em que se encontra atualmente. O rio, que sempre foi fonte de vida para muitas pessoas, para a fauna e a flora da região, pede ajuda para manter–se vivo e vigoroso.

“Sob a ponte havia um rio, / Um rio chamado Chico, / E só de pensar eu fico / Com a alma por um fio./ Sua vida de apagou / Como se fosse um pavio”…

“Restam pedras o seu leito, / Rochas talvez milenares / Esculpindo feito altares / Por cinzel quase perfeito./ As águas as encobriam e enxergar não tinha jeito”…

O prefácio do livro, “Um rio com nome de santo”, apresenta o cenário atual: o São Francisco abrange cinco Estados brasileiros e é o maior rio cujas águas correm totalmente no território nacional. Com 2,8 mil quilômetros de extensão, ele nasce na Serra da Canastra, no município mineiro de São Roque de Minas, e escoa no sentido sul-norte pela Bahia e Pernambuco. Depois altera o curso para o sudeste, chegando à foz no oceano Atlântico, onde divide os Estados de Alagoas e Sergipe. Ao longo de seu percurso, o Velho Chico se divide em quatro trechos: o alto São Francisco, que vai das cabeceiras até Pirapora(MG); o médio, de Pirapora até Remanso (BA);o submédio, de Remanso até Paulo Afonso (BA); e o baixo, de Paulo Afonso até a foz. O clima no alto é úmido, com bom índice de chuvas. À medida que ele penetra na região semiárida, seu índice fluvial sofre drástica redução e o clima se torna seco. Na região da foz, ocorre maior quantidade de chuvas.

A bacia hidrográfica ocupa uma área de 641 mil quilômetros quadradros. Além dos Estados percorridos pelo São Chico, ela abrange Goiás e o Distrito Federal. A vegetação ao longo do curso apresenta características do cerrado, caatinga e mata atlântica. A bacia é também formada por 168 afluentes, muitos deles temporários, alguns quase extintos. Na margem esquerda estão os rios Abaeté, Paracatu, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande. Na margem direita ficam o rio das Velhas, Pará, Paraopeba e Verde Grande. Conhecido como “rio da unidade nacional”, o Chico é muito importante para o desenvolvimento do Nordeste.

A economia ribeirinha é baseada na pesca e na agropecuária. A maior parte do seu leito oferece boas condições de navegação. Sua fauna apresenta peixes de variadas espécies, como o surubim, dourado, piau, curimatã-pacu e pacamã. Agravada pela poluição, pela presença de grandes usinas hidrelétricas e, principalmente, pela destruição do cerrado e das matas ciliares, a condição do Velho Chico tem piorado a cada ano, modificando a paisagem, o meio ambiente e o clima à sua volta.

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“O barqueiro desistiu / De fazer a travessia. / Corredeira que havia, / Nunca mais ninguém viu./ Cachoeira já não queda,/ Agonia o tamboril.”…

“Velho Chico se cansou de tanto ser explorado. / De tanto ser maltratado / Do leito se retirou. / Suas águas não secaram, /Ele apenas se mudou”…

 

Jorge Fernando dos Santos (foto) tem mais de 70 músicas gravadas e 40 livros publicados, entre eles Palmeira Seca (Prêmio Guimarães Rosa de romance e tese de mestrado na Itália) e o Rei da rua, ambos adaptados para minisséries de TV. Em 2015 foi finalista do Prêmio Jabuti, com o livro Alguém tem que ficar no gol, e publicou a biografia Vandré – O homem que disse não.

“Trilha Cultural”

Projeto “Aprendendo com Arte”, da Fundação Volkswagen, lança jogo gratuito sobre patrimônio artístico-cultural nacional.

O jogo “Trilha Cultural” propõe que tanto estudantes quanto professores façam conexões entre elementos do cotidiano, descobrindo toda diversidade dos patrimônios nacionais.

Disponível para download gratuito nos sistemas Android e IOS, o jogo apresenta 50 patrimônios culturais elencados em conjunto com o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

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O projeto “Aprendendo com Arte” forma educadores para que multipliquem os conhecimentos sobre as artes de forma prática e interativa. Que tal fazer uma viagem pelos patrimônios artístico-culturais do Brasil, combinando diferentes elementos e conhecendo a diversa produção cultural do País?

Essa é a proposta do game “Trilha Cultural”, lançado pela Fundação Volkswagen em parceria com a Virgo Game Studios e o Instituto Arte na Escola. Disponível para download gratuito nos sistemas Android e IOS, o jogo apresenta 50 patrimônios culturais, elencados em conjunto com o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O lançamento oficial do game “Trilha Cultural”, realizado na Biblioteca Mário de Andrade, prédio histórico e de extrema relevância para a cena cultural da cidade de São Paulo, contou com a participação da diretora da Fundação Volkswagen, Keli Smaniotti; do diretor de Articulação e Fomento do Iphan, Marcelo Brito; da coordenadora do Instituto Arte na Escola, Roseli Alves; e do CEO da Virgo Game Studios, Mario Lapin.

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O jogador deve combinar selos, compostos por elementos como tempo, água, ar, terra, ferro e pessoas para formar novas combinações e, assim, chegar aos cartões postais que apresentam patrimônios culturais e contam um pouco da história do País por meio de suas descrições. Para saber mais informações sobre o jogo, clique aqui.

“O ‘Trilha Cultural’ propõe uma dinâmica interativa e divertida no ensino das artes, utilizando a linguagem dos games. Além disso, a ferramenta apresenta uma série de possibilidades de uso em sala de aula, promovendo discussões sobre o tema. Por meio do jogo, por exemplo, os participantes podem observar que além de bens materiais, como projetos arquitetônicos, os bens imateriais, como a gastronomia e rituais, também podem ser considerados patrimônios culturais”, diz o superintendente da Fundação Volkswagen e diretor de Assuntos Jurídicos da Volkswagen do Brasil, Dr. Eduardo Barros.

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O game faz parte do projeto “Aprendendo com Arte”, realizado pela Fundação Volkswagen em parceria com o Instituto Arte na Escola, que forma educadores para que multipliquem os conhecimentos sobre as artes de forma prática e interativa. Realizado desde 2015, o projeto tem beneficiado mais de 800 educadores em cidades como Diadema (SP), Carapicuíba (SP), Aracaju (SE) e Cariacica (ES), com expectativa de multiplicar conhecimentos para mais de 24 mil alunos.

O projeto

O projeto “Aprendendo com Arte” oferece aos educadores profundo conhecimento sobre artes visuais, incluindo temas como história das artes visuais, artes brasileiras, artes híbridas, fotografia, vídeo, desenho, pintura, arquitetura, escultura, artes digitais, patrimônio cultural, intervenção urbana, entre outros. Durante a formação, os educadores mapeiam o patrimônio cultural local, inclusive com visitas mediadas em espaços como museus; participam de oficinas teóricas e práticas, debates, seminários e palestras. As aulas também ensinam como interpretar as artes. Ao final da formação, os educadores promovem uma exposição em local público.

O “Aprendendo com Arte” conta com duas versões: a semipresencial e a totalmente a distância, sendo que ambas foram lançadas em 2015. A versão semipresencial formou, no ano passado, um total de 119 educadores nas cidades de Aracaju (SE) e Cariacica (ES), beneficiando 3.570 alunos.

A versão totalmente a distância, cujas aulas são ministradas na Plataforma do Letramento (www.plataformadoletramento.org.br), formou no ano passado 198 educadores, beneficiando 5.940 alunos. Neste ano, 520 educadores, de todos os Estados brasileiros, já estão participando da formação totalmente a distância, com expectativa de que multipliquem esses conhecimentos para 15.600 estudantes. Com carga horária total de 150 horas, a versão 100% on-line conta com apoio de tutores que acompanham e auxiliam os participantes no ambiente virtual.

“A versão totalmente on-line do ‘Aprendendo com Arte’ permite que a formação atravesse fronteiras, chegando a um número cada vez maior de educadores. Neste ano, essa versão a distância conta com participantes de todos os Estados do Brasil. Dessa forma, a Fundação Volkswagen está cumprindo um de seus objetivos, que é levar educação e cultura ao maior número possível de pessoas, contribuindo com o desenvolvimento social”, completou a diretora da Fundação Volkswagen, Keli Smaniotti.

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Entre os materiais didáticos de apoio do projeto estão livros e itens multimídia. O kit inclui ainda o “Caderno Arte + Educação”, produzido por especialistas em integrar arte e educação, que aborda temáticas a serem trabalhadas em sala de aula.

A Fundação Volkswagen oferece dez projetos, sendo sete Educacionais e três de Desenvolvimento Social. Apenas por meio de seus projetos educacionais, a instituição já beneficiou nos últimos 12 anos, até 2015, 1.437.884 alunos em todo Brasil e ofereceu formação continuada a 18.800 educadores da rede pública de 441 cidades brasileiras. Os projetos de Desenvolvimento Social, por sua vez, já beneficiaram 34.642 pessoas.

Em seu histórico de atuação, a Fundação Volkswagen já atendeu 19 Estados brasileiros, nos pilares Educação e Desenvolvimento Social; são eles: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Os projetos educacionais oferecidos pela Fundação Volkswagen são “Aceleração da Aprendizagem”; “Aprendendo com Arte”; “Brincar”; “Entre na Roda”; “Jogo da Vida em Trânsito (JVT)”; “Plataforma do Letramento” e “Pró-Educar Brasil”. Os três de Desenvolvimento Social são “Costurando o Futuro”, “Volkswagen na Comunidade” e “Instituto Baccarelli”.

 

#diadelertododia: 20/9

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Amanhã é dia da Campanha Mundial pela Leitura #diadelertododia.

A campanha ajuda a colocar a leitura na pauta das preocupações das famílias, professores e governos. O objetivo é despertar a sociedade para a importância de ler para o desenvolvimento pessoal e formação de novos leitores que, certamente, contribuirão na construção de um país melhor.

Para participar do #diadelertododia, é preciso fazer inscrição no link disponibilizado acima ou clicar aqui, organizar alguma ação – leitura individual, em grupo, com a família, Hora do Conto, Sarau Literário, entre outros – filmar ou gravar a leitura e enviá-la para a coordenação geral da campanha. Somente o material enviado será contabilizado no final para saber como foi a participação nesta edição.

#diadelertododia é uma mobilização de incentivo à leitura. Vale ler livros inteiros ou apenas um parágrafo. Vale ler um romance, uma poesia, ficção ou biografia. Livro, revista, jornal, gibi. O que conta para o DIAdeLER. TODO DIA! é a iniciativa de ler.

“Todo dia é dia de apocalipse”

Um convite para repensar a crise ambiental: em seu primeiro livro juvenil pela FTD Educação, o escritor Rodrigo Lacerda traz como personagem um jornalista de uma revista científica que, durante a cobertura de um evento da ONU, acaba por rever a maneira de se relacionar com o planeta além de suas escolhas pessoais.

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Até pouco tempo, o ser humano achou que podia abusar dos recursos do planeta da maneira que bem entendesse. Entretanto, as consequências climáticas dessa exploração, cada vez mais nocivas, geraram uma crise sem precedentes. Será que estamos agindo de maneira a reverter este quadro?

 O autor Rodrigo Lacerda baseou-se em reportagens reais, em sua maioria de revistas científicas, que apresentavam pesquisas sobre o combate à poluição e ao aumento da temperatura globais. Algumas propostas, em sua visão, estapafúrdias, pautavam-se na convivência com os problemas ambientais, em vez de eliminá-los.

Com uma peculiar prosa bem-humorada, em “Todo dia é dia de apocalipse” o protagonista é jornalista de uma revista científica enviado para cobrir um evento da ONU cujo objetivo é discutir maneiras que assegurem a vida das gerações futuras. O rapaz fica chocado com as ideias absurdas oferecidas pelos cientistas.

A visão resignada dos pesquisadores durante as palestras faz com que o jornalista reveja sua maneira de viver no planeta, suas escolhas e suas relações pessoais, além de convidar o leitor a repensar a crise ambiental. As ilustrações são da artista Mariana Valente, conhecida por seus trabalhos com colagens.ze_la_vie2_670

O autor

Rodrigo Lacerda nasceu em 1969, no Rio de Janeiro. É historiador, escritor, tradutor e editor. Publicou livros juvenis: O Fazedor de Velhos (romance, 2008, prêmios da Biblioteca Nacional, Jabuti e da FNLIJ) e Hamlet ou Amleto: Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos (2015). Também é autor do romance O Mistério do Leão Rampante e tradutor de O Médico e o Monstro, Robert Louis Stevenson e A Nuvem da Morte, de Arthur Conan Doyle (1859 – 1930), entre outras obras.

A ilustradora

Mariana Valente nasceu no Rio de Janeiro, tem 29 anos, e é artista e designer. Desenvolve projetos gráficos que utilizam a colagem como linguagem, por meio de materiais que podem ser considerados lixo por muita gente: fotografias de desconhecidos, pequenas caixas de metal, relógios antigos, documentos, passaportes, correspondências, revistas velhas e outros objetos pessoais garimpados em diversas feiras de antiguidade.

O livro tem 80 páginas, custa R$ 40,00 e pode ser comprado no site da editora http://www.ftd.com.br/detalhes/?id=5855

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“Alice através do espelho”

Clássico chega em DVD, Blu-ray e Blu-ray 3D em outubro. Entre no espelho mágico e descubra o que há por trás das cenas e como os cineastas criaram este fabuloso mundo do País das Maravilhas.

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O escritor de “Alice no País das Maravilhas” (Alice in Wonderland, 1865), Lewis Carrol, mudou para sempre a literatura infantil. O desenho animado da Disney abraçou este mundo de fantasia repleto de personagens peculiares e Tim Burton dirigiu um filme com visual deslumbrante, obtendo grande audiência no mundo inteiro. O filme que cativou amantes do gênero continua com Alice Através do Espelho (Alice Through the Looking Glass, 2016/EUA), que agora chega às lojas e locadoras, em DVD, Blu-ray e Blu-ray 3D, no dia 5 de outubro.

indice-2Em “Alice Através do Espelho”, o elenco de estrelas de 2010 está de volta com Johnny Depp (Piratas do Caribe) como o Chapeleiro Louco, desesperadamente à procura de sua família; Anne Hathaway (Os Miseráveis) como Mirana, a Rainha Branca bem-educada; Helena Bonham Carter (O Discurso do Rei) como Iracebeth, a Rainha Vermelha de cabeça grande e mal-humorada; e Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas / Segredos de Sangue) como Alice, a heroína da história. Sacha Baron Cohen (Borat) se junta ao elenco como Tempo, um ser mágico que é parte humano, e o falecido Alan Rickman (da franquia Harry Potter) – a quem o filme é dedicado – na voz de Absolem, a borboleta soberana azul que sofreu metamorfose da lagarta azul em Alice no País das Maravilhas (2010).

indice-4Os bônus convidam o público para continuar a explorar o mundo fantástico do País das Maravilhas. Três  vezes vencedora do Oscar® de figurinista, Colleen Atwood (Memórias de uma Gueixa/ Chicago) revela o processo criativo por trás das cenas; A cantora P!Nk mostra a produção do seu videoclipe Just Like Fire; Sacha Baron Cohen apresenta seu novo personagem peculiar, o Tempo ; e o diretor James Bobin (Muppets – O Filme) comenta sobre o filme e introduz cenas inéditas.

 Bônus

Uma Costura no Tempo: O Figurino do País das Maravilhas – Três vezes vencedora do Oscar® de figurinista, Colleen Atwood (Alice no País das Maravilhas, Memórias de uma Gueixa) explica como o figurino ajuda a moldar os curiosos personagens do País das Maravilhas e revela os segredos escondidos dentro das roupas do elenco.

indiceVideoclipe Just Like Fire com P!NK –  Assista ao clipe Just Like Fire da cantora P!Nk, o hit de Alice Através do Espelho que ocupou um lugar nas 10 melhores da Billboard Hot 100.

Bastidores do Videoclipe – Acompanhe P!Nk pela produção de seu videoclipe Just Like Fire, com imagens fantásticas, acrobacias aéreas e aparições de sua família.

Por Trás do Espelho – Avance e volte no tempo com esse olhar em profundidade do making of de Alice Através do Espelho, comentado pelo diretor James Bobin.

O Tempo Segue… – Delicie-se com esta discussão com o imprevisível e espirituoso Sacha Baron Cohen que interpreta o Tempo, o líder de Cronoesfera, uma esfera metálica que alimenta todos os tempos.

Alice Passa Através do Espelho: Dissecando a Cena – Veja uma comparação lado-a-lado das cenas finais sem cortes e como Alice entra no País das Maravilhas através de um espelho mágico.

indice-8Personagens do Mundo Subterrâneo – Conheça os personagens peculiares e coloridos do País nas Maravilhas, como os gêmeos Tweedles (Matt Lucas) e Absolem (Alan Rickman), a lagarta azul que virou uma borboleta soberana azul.

Comentários em Áudio do Diretor James Bobin – O diretor James Bobin mostra a sua visão cena por cena, apresentando a criação de Alice Através do Espelho.

Cenas Inéditas com Comentários do Diretor – Bobin apresenta cenas inéditas que não entraram no corte final da espetacular aventura da Disney.

Especificações

Blu-ray, Blu-ray 3D e DVD

Áudio: Blu-ray e Blu-ray 3D – DTS-HD MA 7.1 Inglês, Dolby Digital 5.1 Português; DVD – Dolby Digital 5.1 Inglês e Português

Legendas: Português, Inglês

Duração: 113 min. aprox.

Classificação: Livre

Número de discos: 1

Ano de Produção: 2016