“Todo dia é dia de apocalipse”

Um convite para repensar a crise ambiental: em seu primeiro livro juvenil pela FTD Educação, o escritor Rodrigo Lacerda traz como personagem um jornalista de uma revista científica que, durante a cobertura de um evento da ONU, acaba por rever a maneira de se relacionar com o planeta além de suas escolhas pessoais.

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Até pouco tempo, o ser humano achou que podia abusar dos recursos do planeta da maneira que bem entendesse. Entretanto, as consequências climáticas dessa exploração, cada vez mais nocivas, geraram uma crise sem precedentes. Será que estamos agindo de maneira a reverter este quadro?

 O autor Rodrigo Lacerda baseou-se em reportagens reais, em sua maioria de revistas científicas, que apresentavam pesquisas sobre o combate à poluição e ao aumento da temperatura globais. Algumas propostas, em sua visão, estapafúrdias, pautavam-se na convivência com os problemas ambientais, em vez de eliminá-los.

Com uma peculiar prosa bem-humorada, em “Todo dia é dia de apocalipse” o protagonista é jornalista de uma revista científica enviado para cobrir um evento da ONU cujo objetivo é discutir maneiras que assegurem a vida das gerações futuras. O rapaz fica chocado com as ideias absurdas oferecidas pelos cientistas.

A visão resignada dos pesquisadores durante as palestras faz com que o jornalista reveja sua maneira de viver no planeta, suas escolhas e suas relações pessoais, além de convidar o leitor a repensar a crise ambiental. As ilustrações são da artista Mariana Valente, conhecida por seus trabalhos com colagens.ze_la_vie2_670

O autor

Rodrigo Lacerda nasceu em 1969, no Rio de Janeiro. É historiador, escritor, tradutor e editor. Publicou livros juvenis: O Fazedor de Velhos (romance, 2008, prêmios da Biblioteca Nacional, Jabuti e da FNLIJ) e Hamlet ou Amleto: Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos (2015). Também é autor do romance O Mistério do Leão Rampante e tradutor de O Médico e o Monstro, Robert Louis Stevenson e A Nuvem da Morte, de Arthur Conan Doyle (1859 – 1930), entre outras obras.

A ilustradora

Mariana Valente nasceu no Rio de Janeiro, tem 29 anos, e é artista e designer. Desenvolve projetos gráficos que utilizam a colagem como linguagem, por meio de materiais que podem ser considerados lixo por muita gente: fotografias de desconhecidos, pequenas caixas de metal, relógios antigos, documentos, passaportes, correspondências, revistas velhas e outros objetos pessoais garimpados em diversas feiras de antiguidade.

O livro tem 80 páginas, custa R$ 40,00 e pode ser comprado no site da editora http://www.ftd.com.br/detalhes/?id=5855

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