Em Ouro Preto, um tradicional encontro literário

O Fórum das Letras e seu desdobramento infantil Fórum das Letrinhas são sempre esperados em novembro. Ambos avançam sobre este fim de semana e feriado, por isso até o dia 15 oferecem uma programação imperdível que justifica você se preparar para uma esticada até Ouro Preto junto com as crianças. Este ano, o patrono é Murilo Rubião (1916-1991). O seu centenário estimula discussões sobre a produção literária, o contexto político e de resistência e também das escritas que contam outras histórias de outros brasis. A programação pode ser acessada no link www.forumdasletras.com.br. O tema é “O Brasil”. Simples assim.

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Para o Fórum das Letrinhas, o Sesc preparou uma ampla programação para enriquecer ainda mais as atividades propostas pelo Fórum das Letras e que estão sendo realizadas em diversos endereços. Entre as atrações estão oficinas, espetáculos teatrais e contação de histórias. Tudo gratuito. As inscrições para as oficinas devem ser feitas no local e horário em que as atividades serão realizadas. As ações têm apoio do Diretório Nacional do Sesc.

Hoje, sexta-feira (11/11), o Museu da Inconfidência recebe a oficina ‘Cabra cega! Desenhando no escuro!’, com Maurício Manzo, a partir das 14h. A atividade também ocorrerá no dia seguinte, no mesmo horário.

No sábado (12/11), às 11h, mais uma contação de historias, desta vez com Rosana Mont’Alverne, na Praça Tiradentes, no Centro. A partir das 18h haverá um ‘Momento com as crianças’ com a escritora Joana Cavalcanti e com a participação de Maurizio Manzo. Será no anexo do Museu da Inconfidência.

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No domingo (13/11) o público poderá acompanhar outra contação, ‘Baú de Histórias’ com Sandra Lane, às 11h, também na Praça Tiradentes. Já a partir das 16h haverá um bate-papo com a escritora Chantal Herskovic. Também será no anexo do Museu da Inconfidência. Já a partir das 18h, a Faculdade de Ouro Preto (Rua Getúlio Vargas, 185, Rosário) recebe a oficina ‘Escrita Criativa’, com a escritora Joana Cavalcanti.

Na segunda (14/11), a partir das 16h, a unidade local da Fiemg receberá um novo bate-papo, desta vez voltado para professores, com a escritora Joana Cavalcanti, autora do livro ‘Os segredos para a hora do conto’. Ainda na segunda, o Museu da Inconfidência recebe duas edições da oficina ‘A ilustração escondida’, ministrada pela escritora Mariângela Haddah. Às 10h30 e às 16h. O primeiro horário será destinado para crianças e o segundo para jovens e adultos.

Vale lembrar que Mariângela Haddah é finalista do Prêmio Jabuti 2016, na categoria Ilustração de livro Infantil ou Juvenil, com o livro “Minha vó sem meu vô”, Editora Miguilim.

A programação do Fórum das Letrinhas encerra na terça-feira (15/11) com um bate-papo com o escritor Daniel Mundukuru, autor do livro ‘Olhar indígena’. Será na Praça Tiradentes, a partir das 11h.

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Aquisição de Livros

A Editora Miguilim é a responsável pela Livraria do Fórum das Letras, que está situada na Casa dos Contos, em Ouro Preto. Veja a imagem acima. Este é o endereço de quem chegar à cidade interessado em comprar livros. São 8 mil títulos disponíveis e 800 deles com preços promocionais.

Vozes de Murilo Rubião

Hoje, a Editora Positivo participa do Fórum das Letras com os escritores e ilustradores mineiros Nelson Cruz e Marilda Castanha. Além de serem apaixonados pela ficção fantástica, desenvolvida pioneiramente no Brasil pelo patrono do evento, Nelson Cruz e Marilda Castanha (foto abaixo) respondem pela ilustração de duas obras de Rubião que serão lançadas pela Editora Positivo em dezembro, dentro de uma trilogia que também conta com a participação do ilustrador paulista Odilon Moraes. O casal de ilustradores participa de uma mesa de debates cujo tema é “Murilo Rubião e o suplemento literário de Minas”, que será realizada dentro do Ciclo Jornalismo e Literatura, às 10h30, no Anexo do Museu da Inconfidência.

dsc01127Com uma programação eclética, o Fórum das Letras contemplará a discussão sobre a produção cultural e debates sobre a formação de leitores.  Segundo Nelson Cruz, divulgar o legado de Rubião por meio de um relançamento de parte de seu trabalho – desta vez em publicações ilustradas – “é contribuir para a manutenção da obra de um escritor da maior importância, não só para os mineiros, e é também reforçar, em nível nacional, o nome de um dos maiores talentos da literatura nacional”. Marilda Castanha, que descobriu Rubião ainda no colégio, destaca: “ele tem um texto primoroso e os personagens e situações que Rubião cria são inesquecíveis”. O projeto da Editora Positivo que já está no prelo contempla os contos “Bárbara”, “O Edifício” e “Teleco, o Coelhinho” – e destina-se tanto para o público adulto como para o adolescente.

Entre os diferenciais das publicações está justamente o formato, no qual, dentro de uma conceituação atual, ilustração e projeto gráfico contribuem para ampliar ainda mais o peso da obra. Dessa forma, a Editora pretende aproximar as novas gerações da escrita de Rubião e estimular o interesse não só por este autor, mas também pelo gênero ficção fantástica, que costuma ter uma ótima aceitação entre o público jovem e adolescente.

Jabuti entre autores e leitores

O projeto Jabuti entre Autores e Leitores chega novamente ao Fórum das Letras de Ouro Preto mantendo seu objetivo de tornar o Prêmio, suas obras e autores mais conhecidos, além de estimular a leitura e despertar interesse do público pelos mais variados gêneros literários. A programação:

dafe3a15aab02d9913774b51365dcc9011/11 às 17h
Mesa: Literatura, memória e história
Participantes: Francisco Viegas e Junia Furtado
Mediação: André Argolo (Publishnews)

15/11 às 10h30
Mesa: Radiografia do Brasil
Participantes: Audálio Dantas, Fernando Morais e Paulo Markun
Mediação: Daniel Benevides (Brasileiros)

 15/11 às 17h
Mesa: Preservar mitos, bichos e florestas
Participante: Munduruku
Mediação: Rodrigo Casarin (UOL)

Natal inspira arte

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Como sempre acontece, o Natal se transforma em motivo para muitas atividades artísticas. Este ano, a editora pernambucana Massangana está organizando o evento “Livro: um presente de Natal, mensagem para o mundo”,  que será realizado nos dias 21 e 22 de novembro, de 13 às 17 horas, na Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), bairro de Apipucos, número 92, em Recife.

O evento consta de oficinas de técnicas de ilustração e confecção de livro artesanal como o ilustrador Maurizio Manzo, além de uma apresentação artística com Adriano Cabral, João Natureza e Samuel Lira. O evento é destinado a professores e alunos das escolas municipais participantes do Programa Manoel Bandeira.

Maurizio Manzo é italiano, de Vigevano, mas reside em Belo Horizonte. É comunicador visual e desenhista industrial pela Fundação Mineira de Arte. Ele já ministrou várias oficinas e workshops e sua atividade docente é como professor da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). Tem publicações e participações acadêmicas em várias obras e premiações e participações nacionais e internacionais em projetos gráficos e ilustrações.

A Editora Massangana foi criada em 1980, no âmbito da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), órgão do Ministério da Educação. Publica obras nas áreas finalísticas da Instituição: educação, cultura, memória e ciências sociais, com foco preferencial na realidade das regiões Norte e Nordeste do País.

Mais informações: Fone 81 3073-6321 e editora@fundaj.gov.br

Casa Fiat de Cultura

presepioasaA atividade que vamos divulgar aqui não é literatura, mas é Arte. E como pode interessar a muita gente que gosta de literatura e também de arte, decidimos contar.

Após o sucesso do ano passado, a Casa Fiat de Cultura volta a fazer o seu Presépio Colaborativo, no Circuito Liberdade. Em tamanho natural e feito com materiais reutilizados, ele será criado sob curadoria do artista plástico Leo Piló e com colaboração do próprio público, em ateliês abertos, desta semana até o dia 27 de novembro, de quarta a sábado. Os visitantes da Casa Fiat de Cultura poderão participar gratuitamente das atividades que darão vida ao presépio. No dia 30 de novembro, o Presépio já estará pronto e em exposição para que os visitantes e o público participem de bate-papo com Leo Piló. A iniciativa pretende manter a tradição da Casa Fiat de Cultura, que criou o primeiro Presépio Colaborativo do Circuito Liberdade, apresentando, a cada ano, uma inovação no tema.

Neste ano, uma das grandes novidades propostas pelo artista é o material usado pelos participantes: se, antes, recorria-se, basicamente, ao papel, agora, ganha-se o aspecto metálico do alumínio. Com o novo material, a Casa Fiat de Cultura apresenta um presépio futurista, em que os personagens estarão inseridos numa espécie de espaço sideral metalizado. A versatilidade do alumínio, considerado nobre na reciclagem, pela perenidade e pelo não envelhecimento, inspirou o artista Leo Piló a criar um presépio igualmente rico, precioso e com todos os detalhes e texturas permitidos pela matéria-prima. Os personagens que irão compor a cena são Nossa Senhora, São José, Menino Jesus, Três Reis Magos, o Pastor com suas ovelhas e o Galo, como o símbolo cristão que anuncia as boas novas.

“A bronca da joaninha”

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“A Terra é a nossa casa. Satisfazer as próprias necessidades sem reduzir as oportunidades das próximas gerações é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente, tanto agora como no futuro. Devemos retribuir o carinho com que a nossa casa nos acolhe e ajudar neste processo de preservação do meio ambiente”.

A afirmação é defendida pelo cartunista Léo Valença, que está concorrendo no 3° Festival Green Nation 2016, uma mostra competitiva, com o cartum ecológico “A bronca da joaninha”. O festival será realizado no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, de 24 a 27 de novembro, de 13 às 18 horas, mas a eleição do melhor cartum é agora.

O link para votar no cartum do Léo Valença é este:

http://www.greennation.com.br/festival/rio-de-janeiro-2016/3/competicao/a-bronca-da-joaninha/18

“A bronca da joaninha” destaca a degradação ambiental e, através do humor gráfico, nos convida a refletirmos sobre o problema. O Mestre Caracólis conversa com a joaninha Jô sobre o desmatamento e os diálogos ajudam crianças e adultos a pensarem na preservação ambiental.

Léo Valença também é o criador do duende Lucas, outro personagem que defende a natureza ao proteger plantas e animais www.duendelucas.com.br

As facilidades dos clubes de livros infantis

Brinque-Book

Brinque-Book

Vários clubes de livros infantis foram formados e estão trabalhando para impulsionarem a leitura entre as crianças. Numa pesquisa realizada pelo blog identificamos os clubes das editoras Brinque-Book e Cia das Letrinhas, o Leiturinha, a Taba, o Petite Book e Booxs, que você pode conhecer através da web em sites seguros, simples e muito envolventes. Aliás, todo o processo de assinatura de livros infantis é constituído de práticas estimulantes, que começam no site do clube, passam pelas ofertas e curadoria dos livros, brindes e a certeza de que a criança está bem orientada para a leitura.

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Consumidores, no entanto, devem tomar algumas precauções antes de definir pela adoção de um ou outro clube do livro infantil a começar pela própria criança que será presenteada com os livros: idade, interesses, proximidade e histórico com a leitura e principalmente o número de livros que está pronta para ler mensalmente. Importante também pesquisar as ofertas de cada um dos clubes, as faixas etárias priorizadas, o custo-benefício entre valor das mensalidades/fretes, além de se certificar de outros procedimentos adotados e a análise dos contratos utilizados para a formalização da assinatura. Se o interessado em  fazer a assinatura conhece alguém que adota a prática, procure se informar sobre a sua experiência.

Os valores das mensalidades compensam sim o consumidor que deseja plantar o gosto da leitura na criança. Além disso, os clubes de leitura infantis adotam uma equipe que estuda e seleciona os melhores títulos do mercado, o que garante a qualidade da leitura. A comodidade de entregar a tarefa para especialistas e ao final de cada mês receber um belo pacote em casa, é um recurso para esses tempos que pedem economia de tempo e dinheiro. Sem falar que a surpresa contida nos pacotes mágicos faz bem à família e funciona como um estímulo a mais para a criança.

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Pesquise cada um dos clubes de livros:

Brinque-Book: https://www.brinquebook.com.br/assinaturas/

Expresso Letrinhas: https://www.expressoletrinhas.com.br/

Leiturinha: http://www.leiturinha.com.br

Petitebook: https://www.petitebook.com.br/

Taba: http://loja.ataba.com.br

Booxs:  http://www.booxs.com.br/

 

Já pediu os livros da campanha do Itaú?

A campanha Leia para uma criança de 2016 está distribuindo dois títulos infantis gratuitamente assim como vem fazendo há seis anos. Clica no site da Fundação Itaú Social para pedir os livros e leia aqui as razões para fazer isso. Duas especialistas explicam por que ler para uma criança pode mudar o mundo.

Gabriela Jorge e Cláudia Sintoni, da Fundação Itaú Social, com os livros doados na campanha deste ano – Foto: Divulgação

Gabriela Jorge e Cláudia Sintoni, da Fundação Itaú Social, com os livros doados na campanha deste ano – Foto: Divulgação

Para mudar o mundo, as crianças precisam imaginar um mundo melhor. E quer jeito melhor de exercitar a criatividade do que a leitura? É por isso que há 6 anos o Itaú Criança transforma a vida de crianças de todo o Brasil com a campanha Leia para uma criança, que convoca as pessoas que já doam seu tempo para ler para os pequenos ao mesmo tempo que incentiva ainda mais adultos a começar a gostosa jornada da leitura.

Em 2016, o projeto ultrapassará a marca dos 48 milhões de livros oferecidos gratuitamente para pessoas, instituições e escolas, que solicitam todos os anos no site do Itaú. A coleção conta sempre com dois títulos: um nacional e outro internacional, explica Cláudia Sintoni, Coordenadora de Mobilização Social da Fundação Itaú Social.

“A qualidade dos títulos é uma condição primordial para o programa e contamos com o apoio de duas comissões de especialistas que fazem a escolha final de títulos pré-selecionados pela equipe do programa e por consultoria especializada em literatura infantil”, conta Cláudia.

Na correria do dia a dia, há muitos desafios a driblar para ler para uma criança, mas é essencial que haja disposição. É preciso reservar, pelo menos, 15 minutos por dia para fazer uma leitura de qualidade, recomenda Gabriela Jorge, também da Fundação Itaú Social. Seja com livros físicos ou digitais, o que mais importa é o contato com a literatura.

A partir da 25ª semana de gestação, os bebês já reagem a diferentes sons, como a voz da mãe, e se beneficiam quando expostos a estímulos linguísticos. Mesmo que até certa idade os bebês não consigam entender palavras, o ritmo da leitura e o tom da voz são perceptíveis aos seus ouvidos e aos poucos a criança passa a construir os significados. “Então vale conversar, cantar e ler desde muito cedo”, indicam as especialistas.

Para Cláudia, “a leitura pode e deve ser um momento muito prazeroso tanto para a criança quanto para o adulto”. Assim, o adulto pode começar por textos dos quais goste e, com o passar do tempo, pode introduzir textos simples e divertidos como o trava-língua, que encanta as crianças pelas rimas e facilidade de ser decorado, até chegar a histórias mais longas. Experimentar textos e livros diferentes é a chave para descobrir o que a criança prefere.

E se você acha que para ler precisa de fantoches e fazer as vozes dos personagens, pode ficar tranquilo. Ao contrário da contação de histórias, que não depende do livro e se utiliza de recursos teatrais para prender a atenção, as especialistas defendem que na mediação de leitura (quando um adulto lê para uma criança) o texto e as ilustrações dos livros são recursos suficientes para que os pequenos tenham uma experiência significativa e interessante. Além disso, eles ainda conseguem exercitar sua capacidade de interpretação apenas ouvindo a voz de quem lê.

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Mesmo quem tem pouco contato com livros e alguma dificuldade para ler pode apresentar os livros para uma criança. É só aproveitar as ilustrações para conversar com ela ou criar histórias a partir das imagens. E o fácil acesso a aparelhos como celulares e tablets também pode ser uma rica alternativa para o desenvolvimento infantil.

Porém, é necessário cuidado. Ainda que existam alternativas digitais, tão sedutoras e acessíveis, as especialistas alertam que não é saudável usá-las para distrair as crianças enquanto o adulto faz outra atividade. As crianças precisam interagir com pessoas para que se desenvolvam da melhor forma.

Livros impressos possibilitam benefícios únicos como explorar diferentes formatos, texturas, treinar a coordenação motora fina ao virar as páginas e a força dos gestos, ao amassar ou rasgar uma folha de acordo com o movimento das mãos, por exemplo. Por outro lado, a tecnologia deve ser usada a favor do aprendizado, já que favorece o aumento de repertório audiovisual. Mas é essencial mediar o contato da criança com celulares e tablets na primeira infância. Então a recomendação é saber dosar para tirar proveito do que há de melhor em cada alternativa e proporcionar um tempo de convivência entre adulto e criança.

No fim das contas, o mais importante é inserir a leitura desde cedo e com frequência, para que se torne um hábito. Quando isso acontece, em longo prazo as crianças alcançam ganhos na capacidade de leitura e outras habilidades, como interpretação de textos, imagens e qualquer outra informação ao longo da vida. Acima de tudo, permite também que a criança desenvolva empatia, se coloque no lugar do outro e reconheça seu espaço no mundo. “Essa é a transformação que eu acredito e que eu quero ver no mundo: crianças vivendo plenamente a sua infância”, finaliza Cláudia.

Aplicativo oferece clássicos infantis

Novo APP disponibiliza gratuitamente clássicos da literatura mundial. Projeto desenvolvido no Mestrado Profissional do ISAE, de Curitiba, une cultura, inovação, sustentabilidade e tecnologia. O primeiro da série é Frrit-Flacc, do escritor francês Julio Verne.

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Divulgar gratuitamente a leitura de clássicos literários em formato digital e interativo entre os jovens é o objetivo da coleção “Novo Olhar”, um livro aplicativo para mobiles, que apresenta textos de escritores clássicos. Idealizado pelo curitibano Pedro Luiz Fernandes, a ferramenta foi desenvolvida durante práticas do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), de Curitiba (PR), com a missão de impactar a comunidade na área de Educação.

O app, disponível em português, inglês e espanhol, é gratuito e pode ser baixado nos dispositivos iOS e Android. Outro fato que chama a atenção é que todos os clássicos disponibilizados têm relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conceitos que norteiam o crescimento sustentável do planeta. Com orientação do professor Cleverson Vitorio Andreoli, Fernandes buscou parcerias – a StoryMax – uma editora de livros digitais interativa para dispositivos mobile – e conseguiu o patrocínio do SESI-PR e da empresa de biotecnologia Novozymes.

A primeira obra disponibilizada no app-livro é Frrit-Flacc, do escritor francês Julio Verne. Publicada originalmente na revista Le Figaro Ilustre, em 1884, ela narra a história do fantástico e sombrio Doutor Trifugas. A história remete ao ODS 1, que traz conceitos sobre a erradicação da pobreza. Para deixar tudo ainda mais atraente, o projeto gráfico captura a atmosfera fantástica e sóbria do conto, transportando o leitor para a história.  Por meio de telas que rolam na vertical e na horizontal, o app esconde movimentos e sons. A interatividade se faz presente a cada capítulo, nos cliques para descobrir personagens e objetos. Além disso, o som de uma forte tempestade aguça os sentidos – embalada pela sonoridade de Mozart.

Além das obras completas, o aplicativo apresenta um apanhado sobre os autores e traz também atividades sugeridas por educadores e cientistas para ajudar o leitor a refletir sobre as questões levantadas. No mês de novembro, a ferramenta trará uma nova obra:  “As Ostras”, de Anton Chekhov, com o intuito de disseminar o ODS 2 – Fome zero e Agricultura Sustentável. Na sequência, será a vez de “O Rei do Rio de Ouro”, do inglês John Ruskin, que trará conceitos da ODS #6 – Água limpa e Saneamento. As três obras iniciais passaram pela curadoria da Professora Suzana Ventura, Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo na área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa. Baixe gratuitamente o aplicativo: iOS / Android

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Brasil supera expectativas em feira alemã

Foram comercializados 620 mil dólares em Feira do Livro de Frankfurt.  A participação do Brasil, organizada pelo Brazilian Publishers, rendeu mais de 800 reuniões com cerca de 30 países em cinco dias de evento.

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A participação do Brasil na 68ª Feira do Livro de Frankfurt superou expectativas de negociações, com a comercialização de 620 mil dólares em exportação de direitos autorais e livros físicos realizados durante o evento e previstos para os próximos 12 meses. Com 30 editoras brasileiras, o valor negociado superou a previsão de 550 mil dólares e cresceu em 24 % em relação a 2015, quando o evento gerou 500 mil dólares em negócios.

Por meio do Brazilian Publishers, projeto de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro, fruto de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), os profissionais do mercado editorial brasileiro entraram em contato com mais de 30 países e realizaram mais de 800 reuniões em apenas cinco dias de evento.

O Brasil estreitou relações com países estratégicos para o setor, como: França, EUA, Chile, Argentina, Alemanha, Colômbia, México, Portugal e Peru. “Participar de eventos internacionais é primordial para o setor editorial brasileiro apresentar produtos e fazer negócios com profissionais de todo o mundo. São em eventos como esse que conseguimos dar visibilidade para o nosso país em termos de negócios”, afirma Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

O país foi ainda um dos convidados para participar do “The Markets”, evento anual criado para discutir o funcionamento do setor em diferentes locais do mundo. O evento contou com a palestra “Reading Brazil”, sobre o mercado editorial brasileiro, ministrada por Karine Pansa, ex-presidente e atual diretora internacional da CBL, além de diretora editorial da Girassol Brasil. Outros grandes nomes do mercado editorial brasileiro também se apresentaram mostrando um pouco mais do setor no país: Miriam Gabbai, da Callis; Mariana Warth, da Pallas – profissionais que, assim como Karine Pansa, fazem parte do Brazilian Publishers, além de Tomás Pereira, da Sextante e Claudio Lensing, da Somos Educação.

Durante a Feira de Frankfurt, a CBL e a Emirates Publishers Association (EPA) oficializaram a participação de Sharjah como país homenageado da 25ª edição da Bienal Internacional de São Paulo, em 2018. O acordo foi assinado em um encontro entre Sua Alteza, o Sheikh Dr. Sultan Bin Muhammad Al Qasimi, membro do conselho supremo dos Emirados Árabes Unidos e governante de Sharja e Luis Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, na presença da Sheikha Bodour Bint Sultan Al Qasimi, Fundadora e Presidente Honorária da Emirate Publishers Association (EPA), Fundadora e CEO da Kalimat Group e de executivos da CBL.

A conversa entre o Brasil e o Emirado de Sharjah, com o objetivo de estreitar a relação entre seus mercados editoriais, começou na Feira de Livro de Londres, em 2015. Com grande população de imigrantes árabes, cerca de 12 milhões, o Brasil é considerado pela Emirates Publishers Association um dos principais mercados-alvo dos Emirados Árabes, logo atrás da Argentina com 3,5 milhões de imigrantes árabes, e o México com 1 milhão.

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“Kalinda, a princesa que perdeu os cabelos”

4_imagem_2Desde o dia 28/10, Porto Alegre vive a sua 62 ª Feira do Livro que seguirá até o dia 15 de novembro com entrada franca. As atividades dirigidas ao segmento Infantil e Juvenil estão sendo realizadas no horário de 9h30min às 21h. Este ano, a feira ocupa 7 mil m2 de área coberta e são várias as áreas de realização da programação. A Infantil e Juvenil está concentrada no Memorial do Rio Grande do Sul, à Av. Sepúlveda, entre a Rua Siqueira Campos e a Av. Mauá.

Um dos lançamentos da literatura infantil mais esperados nesta 62ª Feira do Livro de Porto Alegre se refere ao livro do escritor, ilustrador e narrador de histórias Celso Sisto: “Kalinda, a princesa que perdeu os cabelos e outras histórias africanas”, Editora Escarlate, selo da Brinque-Book Editora especialmente para o público infantojuvenil.

O livro traz diversos contos do continente africano por meio dos quais o leitor poderá explorar a riqueza da cultura dos diferentes povos que lá vivem. “Os contos populares africanos me devolvem as raízes do mundo. E trazem (imaginariamente) as vozes ancestrais para sussurrarem nos meus ouvidos.”

Segundo a Editora Escarlate,  esta história permite trabalhar temas como África, tradição oral, amor, relacionamento familiar e astúcia. Os alunos podem pesquisar sobre os países de onde vêm as histórias: Angola, Argélia, Quênia ou Benin. Quais outros contos existem nestes lugares? Os alunos conhecem alguma outra história que se pareça com as contadas no livro?  Por exemplo, a história “Alizué e a árvore do esquecimento” se parece com a história da “Gata Borralheira”.

5_imagem_2O autor e ilustrador

Celso Sisto nasceu no Rio de Janeiro e, além de escrever, também ilustrou este livro. Para criar as imagens dessas histórias, utilizou tinta acrílica, canetas em gel, lápis aquareláveis, giz pastel e caneta nanquim. Ele também é professor com formação em literatura e artes visuais. Atualmente, além de dar aulas, Celso também participa de feiras de livros, conta histórias e encontra seus leitores. Para saber mais sobre seu trabalho, acesse www.celsosisto.com

“Kalinda, a princesa que perdeu os cabelos e outras histórias africanas” tem 64 páginas e custa R$ 39,90. O livro pode ser adquirido no https://www.brinquebook.com.br/kalinda-a-princesa-que-perdeu-os-cabelos-e-outras-historias-africanas.html

A feira

14606362_10210086984229208_2636611668020381231_nA Feira do Livro de Porto Alegre foi inaugurada em 1955 por incentivo do jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias, junto aos livreiros e editores da cidade. O evento, o maior do gênero a céu aberto da América Latina, é considerado referência no paí­s por seu caráter democrático e pela consistência do trabalho que desenvolve na área da promoção da literatura e da formação de leitores.

Realizada desde sua primeira edição na Praça da Alfândega, Centro Histórico da capital gaúcha, a Feira é dividida em Área Geral, Área Internacional e Área Infantil e Juvenil. Centenas de escritores, ilustradores, contadores de histórias participam do evento, que conta com sessões de autógrafos, mesas-redondas, oficinas, palestras e programações artí­sticas, entre outras atividades. Alguns desses eventos são realizados no Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Armazém Literário da Corag, Auditório da Inspetoria da Receita Federal, Teatro São Pedro e Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa.

A forte ligação entre açorianos e gaúchos é tema de debate na feira deste ano. A escrita insular é homenageada. O Arquipélago dos Açores guarda um passado e uma cultura cuja familiaridade aos portoalegrenses transcende os livros de História. Acompanhe a feira: http://www.feiradolivro-poa.com.br/