“Vamos apostar corrida?”

Esse é o título do livro, que conta a história do Molequinho Doce.  É uma adaptação do clássico americano “The Gingerbread man”, no qual um biscoito de gengibre, de repente, ganha vida e foge.  Contamos desta história no post anterior. A escritora Alaíde Lisboa também já fez uma adaptação deste clássico com “A bonequinha doce”. Quem criou o Molequinho Doce foi o escritor Henrique Vale, paulista que mora em Belo Horizonte, que soube muito bem “abrasileirar” esta história.

f925e7_8f4811d55132431ea6983ce78915ef89mv2No livro “Vamos apostar corrida?”, Henrique Vale se inspira na história original dos biscoitos de gengibre, mas prefere criar um personagem bem brasileiro feito de pé de moleque com efeito mágico do Saci-Pererê. Desde que ganha vida, o Molequinho Doce corre muito de animais da fauna do nosso país. Tudo começa “numa cabana perdida num matagal, onde vivia um casal que não tinha filhos”.

“Um dia, a senhora preparou uma receita de pé de moleque”… “Enquanto cortava o doce em quadrados, teve a ideia de fazer um menino de pé de moleque. Riscou os olhos e as sobrancelhas, o nariz e a boca. Fez o contorno de uma camisa e a enfeitou com botões de amendoins.”

Enquanto o casal estava longe da cozinha e o biscoito guardado em cima da mesa, “o Saci-Pererê sentiu o cheiro da guloseima e resolveu fazer uma visita. Entrou na cozinha sem fazer barulho, pegou todos os doces da tigela, menos um: o menininho pé de moleque”…  “tirou o pó serelepe e jogou sobre o doce em forma de menino” e “o menino ganhou vida… saltou sobre a mesa, desceu escorregando pela toalha e começou a correr”…

Começou a corrida. O casal de idosos seguiu o menino até o terreiro, sem conseguir alcançá-lo. Ele gritava:

“Corram, corram mais rápido que puderem!”

No terreiro, o Molequinho Doce encontrou o galo carijó, que “se assanhou ao ver o pé de moleque. Pulou do poleiro e ia bicar se a velha não jogasse o tamanco e gritasse: “Esse doce é meu, galo bicudo!”

Que dela, nada. O moleque fugiu. “Vamos apostar corrida?”

Fugindo, logo encontrou a vaca; depois, um tamanduá e até o Pequeno Polegar. Será que foi este personagem famoso e esperto que alcançou o Molequinho Doce? Mais personagens entram corrida, depois que o moleque passa a correr com a bota que anda até sete léguas com a qual enfrentou uma onça e até mesmo o Saci-Pererê.

Pelo Saci, o Molequinho Doce não esperava. Nem eu. E você?

“Vamos apostar uma corrida” foi ilustrado por Vanessa Prezoto e lançado pela Bambolê Editora. Tem 32 páginas e pode ser comprado por R$ 32,00 no site da editora.

http://www.livrariabambole.com.br/pd-3a78a0-vamos-apostar-corrida.html?ct=ff6c7&p=1&s=1

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