Aproveite o fim de semana e fique por dentro

“Um Ano Inesquecível”

2f80Este é o título do livro lançado este ano pela Editora Gutenberg com histórias escritas pelo quarteto das autoras de livros juvenis mais lidas no Brasil: Paula Pimenta, Bruna Vieira (que também é blogueira), Babi Dewet e Thalita Rebouças. Em 400 páginas, elas falam de quatro personagens que vivem experiências marcantes ao longo das quatro estações do ano.

Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na juventude: os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca nos deixam. Pois, Paula Pimenta traz uma história sobre uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Preço: R$ 37,90.

Onde comprar: http://grupoautentica.com.br/gutenberg/livros/um-ano-inesquecivel/1247

Os melhores de 2016

Um-dia-um-rio_capa_baixa-1-550x684Duas seleções servem de referência para a escolha de leitura dirigida às crianças. A Cátedra Unesco de Leitura Puc-Rio observou alto valor literário, plástico e editorial ao apontar os melhores livros infatojuvenis produzidos no Brasil em 2016.

O livro Intramuros (Casa Lygia Bojunga) deu a Lygia Bojunga o prêmio hors concours. Na categoria Distinção Cátedra 10, destacam-se os títulos: Uma criança única (V&R), da autora chinesa Guojing; O livro que lê gente (Cortez), de Alexandre de Castro Gomes; Um dia, um rio (Pulo do Gato), de Leo Cunha e As cores dos pássaros (Rovelle), de Lúcia Hiratsuka.

Dentre as obras selecionadas na Seleção Cátedra 10, estão O barco das crianças (Alfaguara), de Mario Vargas Llosa; O anel encantado (Global), de Maria Teresa Andruetto; Moscas e outras memórias (Aletria), de Eve Ferretti e Fabíola Werlang; Para onde vamos (Pulo do Gato), de Jairo Buitrago entre outros.

Para conferir a lista completa, acesse o site da Cátedra Unesco PUC-Rio.

3ffcc9_df5cff61bd5540c58938f9efa766e882O clube de assinaturas de livros infantis, Leiturinha, apontou os 15 preferidos pelos leitores no ano passado.Em primeiro lugar na lista está O livro que lê gente (Cortez), de Alexandre de Castro Gomes, seguido de O elefalante (Elementar), de Bill Borges e Eu amo você, Corujinha (Ciranda Cultural), de Susie Brooks. Ainda fazem parte da lista O elefante caiu (Abacatte), Era uma vez o lobo Mingau (Saber e Ler), Quando a gente tem saudade (Cachecol), Bichológico (Piu), Zum Zum Zumbiiiiiii (Pallas Mini), Diversão em casa (Girassol), Caraminholas (Autêntica), O pinguim de mochila (Sá), A fada do dente banguela (Mil Caramiolas), O macaco tocador de violão(Carochinha), Minha mãe tem visão raio-x (DCL) e O artista que pintou um cavalo azul (Kalandraka).

 

Curso ensina a contar histórias

15380472_1296008710470652_2047735700335670397_nA professora e narradora Tatiana Félix é a responsável por um workshop, que será realizado este mês, em Praia Grande, São Paulo (Espaço Educação -Av. Presidente Kennedy 4563 sala 3 Aviação), para ensinar a arte de contar histórias.

A contação de histórias é um instrumento muito importante no estímulo a leitura, desenvolve a linguagem, é uma passaporte para escrita, desperta o senso crítico e principalmente faz a criança sonhar.
Os contadores de histórias são os mediadores desse processo e têm uma tarefa muito importante que é de envolver a criança na história dando vida aos sonhos, o despertar das emoções transportando para o mundo da fantasia.
Quem conta histórias cria e recria maneiras de chegar ao universo infantil, aproxima a criança do mundo da leitura consolidando a fantasia que é a maneira da criança ver a realidade. O curso será realizado nos dias  28/1 e 4/2 das, 9h às 14h. As inscrições custam R$250,00 e são apenas 30 vagas. Informações: 13 981715816 Inscrições no link https://goo.gl/forms/smlcy5SXIqZh7exs2

Programação de férias em Beagá

Neste mês de janeiro, o Museu dos Brinquedos está realizando oficinas, brincadeiras, exposições de brinquedos, brinquedoteca e colônia de férias. Por outro lado, o Projeto Santa Leitura retoma atividades neste fim de semana, dias 14 e 15 de janeiro, a partir das 10h, respectivamente, na Pompeia e em Santa Teresa.

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Para aproveitar todos os momentos do mês de janeiro, o Museu dos Brinquedos (Av. Afonso Pena, 2564 – Funcionários) preparou uma programação especial para divertir pais e filhos, que já está em vigor. O espaço disponibiliza várias atividades, dentre elas, a “Fábrica de Brinquedos”, que acontece de segunda a sábado, das 11h30 às 15h30. Rolinhos de pregador de roupa, CDs, pratinhos descartáveis, jornais, caixinhas de fósforo, retalhos, lãs, caixas de papelão e latas serão matéria-prima para as invenções da meninada.

No “Pátio de Brincadeiras”, a ordem é se divertir com recreações que marcaram diversas gerações. Macaco disse, pipoca, pique-pega, coelhinho sai da toca, batata quente, serpente, reloginho, elefantinho colorido, escravos de Jó humano, brincadeira do chulé, pique-trio, entre outras. De segunda a sábado, das 11h às 16h.

Na “Brinquedoteca”, as crianças poderão ainda aproveitar vários brinquedos: perna de pau, perna de lata, patinete, velotrol, balanço, boliche, bonecas, carrinhos, pião, bilboquê, jogo da velha, futebol de prego, lego, coisas de casinha, livros, lego e giz. De segunda a sábado, das 10h às 17h.

O “Cantinho do Faz de Conta” é o espaço para soltar a imaginação com as fantasias e os adereços disponíveis. De segunda a sábado, das 10h às 17h. Além disso, os visitantes poderão ter acesso a uma valiosa coleção de brinquedos antigos e à exposição “GambioGame” para conhecer a história e os desafios dos jogos eletrônicos.

O Museu dos Brinquedos também oferecerá a tradicional Colônia de Férias, de 16 a 20 de janeiro (segunda à sexta-feira), das 13h às 17h30, com muitas brincadeiras e construção de brinquedos.

A entrada para as oficinas, brincadeiras, brinquedoteca, exposições de brinquedos e GambioGame custam R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) para permanência no local. Desconto de 20% para família a partir de quatro pessoas. A diária da Colônia de Férias custa R$ 60,00 e as crianças, a partir de 3 anos de idade, deve m trazer lanche.

Mais informações no site www.museudosbrinquedos.org.br ou pelo telefone (31) 3261 3992. A programação de férias Museu dos Brinquedos tem o apoio do Mercantil do Brasil.

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Histórias na praça

O projeto “Santa Leitura” segue levando cultura, entretenimento e alegria para a Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza (Praça de Santa Tereza) e no bairro Pompéia, em Belo Horizonte. No sábado, dia 14 de janeiro haverá programação do Santa Leitura, entre 10h e 13h, na Vila São Rafael, no bairro Pompeia (Rua Coronel Otávio Diniz), com a participação da contadora de histórias Márcia Araújo. No próximo domingo, dia 15 de janeiro, a partir das 10h, na Praça Duque de Caxias, em Santa Teresa, o encontro terá a participação especial da contadora de histórias Patrícia Cinara (foto).

O evento, que já se tornou parte de Santa Tereza e ponto de encontro para os amantes das letras, da cultura e das artes em geral, expõe obras variadas em prateleiras, bancos e em uma passarela de 15 metros. “É um espaço do saber gratuito, aberto ao público. As pessoas passam, olham, sentam-se e lêem”, comenta Estella.

No começo o projeto contava apenas com 50 exemplares, hoje, com para seu sétimo ano de realização, já são mais de 7 mil livros. “A nossa biblioteca a céu aberto é um mundo de sonhos e magia para as crianças de 0 a 100 anos, ou seja para toda a família. É um projeto de amor e democracia com milhares de livros espalhados em meio a natureza esperando por todos”, diz Estella Cruzmel, idealizadora do projeto.

Férias especiais em São Paulo

Nestas férias escolares, está acontecendo uma programação infantil em várias instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Bibliotecas, Fábricas de Cultura e Museus oferecem contação de histórias, brincadeiras, jogos, exposição, música, dança, filmes e muita diversão. O blog destaca os eventos do Museu Catavento e Museu do Futebol.

Museu Catavento

Museu Catavento

Até o dia 29 de janeiro, o Museu Catavento espaço realiza a oficina “Construção de mini terrário”, com sessões às 11h00, 12h00, 14h00 e 16h00. No mesmo período, os visitantes poderão relembrar de brinquedos clássicos da década de 1980, como corrida de “Autorama”, “Genius”, entre outros. Haverá também a exposição temporária “Do Fogo ao Led”, que conta a história da lâmpada, seus inventores, a evolução e a busca pela luz artificial. Ainda em janeiro, um mágico irá percorrer as seções do Catavento fazendo vários truques. De 24 a 29 de janeiro, o Museu apresentará um planetário móvel na área externa do espaço.

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O tema de férias deste ano no Museu do Futebol é Movimento Brincadeira com a Turma da Mônica: amarelinha, cabra-cega, esconde-esconde, corre-cutia, estátua, pula- corda, bolhas de sabão, pega-pega, pião e futebol de rua são as atividades que os pequenos poderão curtir e os adultos reviver a infância no espaço de férias, que estará ambientado com universo da Turma da Mônica e haverá monitores estimulando as brincadeiras. A entrada é gratuita e a ação acontece até o dia 29 de janeiro, de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h.

Aos finais de semana, as tradicionais atividades conduzidas pela equipe de educadores do Museu estarão acontecendo no espaço de férias: oficinas de pipas, que depois de feitas poderão ser empinadas na Praça Charles Miller; oficina de mini paraquedas, que serão lançados da passarela da instituição; jogos, visitas mediadas e outras atividades estarão à disposição daqueles que visitarem o local nessa época.

Um destaque da programação acontece no dia 21 e 25/1, às 14h, com a contação de história “São Paulo de Todos”, que homenageará o aniversário de São Paulo mostrando como as músicas, gastronomia, expressões e, claro, o futebol, formam as várias faces e contrastes da cidade.
Catavento Cultural e Educacional
Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo – (11) 3315-0051 – www.cataventocultural.org.br
Funcionamento: terça a domingo, das 9h00 às 17h00 (Bilheteria fecha às 16h00)
Estacionamento pago no local
Acessibilidade
No sábado, a entrada é gratuita; nos outros dias, o ingresso custa R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia)

Museu do Futebol
Praça Charles Miller, S/N – Pacaembu, São Paulo
(11) 3664-3848 – www.museudofutebol.org.br
Funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00 (Bilheteria até às 16h00)|
Sábados, domingos e feriados das 10h00 às 18h00 (bilheteria até às 17h00)
Estacionamento na Praça Charles Miller (Zona Azul)
No sábado, a entrada é gratuita; nos outros dias, o ingresso custa R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia)

“O edifício”

Este livro faz parte da trilogia ilustrada da Editora Positivo, lançada no final do ano passado, em comemoração ao centenário do jornalista e escritor Murilo Rubião. Nelson Cruz assina as ilustrações de “O edifício”, o que torna a obra mais atrativa para os jovens leitores.

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O centenário de nascimento de um autor, como é o caso de Murilo Rubião (1º de junho de 1916 – ‎16 de setembro de 1991), é um ótimo pretexto para novas edições, divulgação, leituras e releituras de sua obra. A Editora Positivo apostou numa trilogia ilustrada para popularizar ainda mais a obra deste autor mineiro: “O edifício”, ilustrado por Nelson Cruz; “Bárbara”, ilustrado por Marilda Castanho; “Teleco, o Coelhinho”, ilustrado por Odilon Moraes.

Hoje, vamos apresentar “O edifício” brilhantemente comentado por Nelson de Oliveira, romancista, contista, cronista e ensaísta nascido em São Paulo, que, desde 2004, usa o pseudônimo Luiz Bras para sua produção de literatura infantil e juvenil. Ele explica o domínio de Murilo Rubião na literatura fantástica e como o autor conduz o relato dentro deste estilo. “A ficção fantástica é um dos gêneros mais estimulantes da literatura mundial. Ela convida da fantasia sem freio dos contos populares, das fábulas e dos mitos a visitar a alta esfera da criação erudita. No Brasil, grandes autores fizeram ficção fantástica, mas esporadicamente. Murilo Rubião foi um deles. Não só isso. Foi um dos maiores. Um precursor. Sua obra ficcional _ apenas 33 contos curtos, de 1947 a 1978 _ iluminou o caminho para a sua geração e as seguintes”.

“No plano da técnica narrativa, a ficção fantástica é algo bastante simples. O procedimento estilístico praticamente não varia. O escritor escolhe no cotidiano uma cena ou uma situação corriqueira _ a construção de um edifício, por exemplo, e enxerta nela um elemento bizarro. Rubião usou essa receita em todos os seus contos”… “Para ele, um dos ingredientes mais importantes era a linguagem transparente, sem exageros retóricos… Jornalista experiente, acostumado com a objetividade da notícia, Rubião gostava mesmo era da prosa fluente”.

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É o que vamos encontrar em “O edifício”. Planejado por um Conselho para um período de 100 anos de construção, foram erigidos 800 andares sem embaraços, de 50 em 50 pavimentos, sob o comando do engenheiro João Gaspar. Com 800 andares, já esbarrava no céu, mas estava longe de  ser concluído, pois era um edifício interminável. Após a morte dos conselheiros e da construção superar a marca do octingentésimo andar, aconteceu o previsível: dizia a lenda que o empreendimento iria fracassar nesta fase e caberia ao engenheiro, além da responsabilidade de erigir alicerces e pavimentos, evitar o malogro. Será?

“Pessimista ou otimista, prepare-se para conhecer um edifício de crescimento incomum, cujos andares continuam subindo, atravessando nuvens, rumo às estrelas. A regra de ouro da literatura fantástica é esse exagero típico dos sonhos. Ou dos pesadelos”, esclarece Nelson de Oliveira.

Arte agregada ao conto

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O ilustrador de “O edifício”, Nelson Cruz, nasceu em Belo Horizonte e mora na cidade mineira Santa Luzia. Ele é autor de 22 livros, entre eles, cinco receberam prêmios Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Em 2002, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil o indicou ao prêmio máximo Hans Christian Andersen na categoria de ilustração. Em 2004 e 2012 volta a ser indicação pela mesma Fundação para a Lista de Honra do International Board on Books for Young People (IBBY), na Suíça. Em 2012, os originais do livro “Alice no telhado” participaram da exposição “Tea with Alice”, homenagem aos 150 anos do livro “Alice no país das maravilhas”, no Museu de História de Oxford, Londres. Em 2015, a Academia Brasileira de Letras concedeu o Prêmio ABL de Literatura Infanto-Juvenil a “O livro do acaso”. Em 2016, com o livro “Haicais visuais”, recebeu os prêmios Monteiro Lobato de Literatura Infantil e Juvenil outorgado pela Revista Crescer.

Por email, Nelson Cruz concedeu entrevista ao Blog Conta uma História para falar deste trabalho para “O edifício”.

Rosa Maria: Comente sobre este conto e sobre Murilo Rubião.

Nelson Cruz: O conto, “O edifício”, de Murilo Rubião, inicia em tom de prosa e permanece até o final nessa linha de escrita. Em princípio, é uma escrita sem intelectualismos. Rubião não se interessa por isso. A história flui como se alguém a falasse a interlocutor atencioso. Confesso, o que me surpreendeu é que até terminar a leitura do conto não tive vontade de abandonar a história, nem mesmo deixar para terminar mais tarde. A história de João Gaspar, engenheiro recém-formado, é de nosso conhecimento e parece desprovida de grandeza. Ao final, o conto é a nossa história, pessoal e intransferível. Quanto a Murilo Rubião, conheci-o de passagem, certa vez, na saída da redação do Suplemento Literário, que fundara nos anos 60, em Belo Horizonte. Escreveu trinta e três contos apenas e se tornou um de nossos maiores escritores.

RM: Como você analisa a “literatura fantástica” com o qual o trabalho deste autor é qualificado?

NC: Enquanto artista, sinto que o realismo mágico de Murilo Rubião está no limiar e na fronteira, onde ele se posiciona como o personagem da própria história que deseja contar. Então ele é livre para imaginar e se encontrar, emaranhado e liberto.  Emaranhado, enquanto humano; mas liberto pela quebra de fronteiras  que o realismo mágico proporciona.  Ele sabia o que desejava e estava fazendo.

RM: Como pode surpreender a criança ou jovem?

NC: Entendo que os contos de Murilo Rubião podem surpreender os leitores jovens justamente no momento em que ele, adolescente e leitor,  procura  entender sua posição na sociedade e, por consequência, no mundo.  Rubião, com suas histórias recheadas de metáforas surpreendentes e personagens inesperados podem travar um diálogo consistente com esse jovem tendo como suporte o diálogo através do imaginário.

o-edificioRM: Como foi ilustrar o livro e qual foi o estilo que adotou?

NC: Ilustrar “O edifício” foi um desafio muito grande.  Enquanto autor de imagem e  tendo como proposta levar esse escritor até o leitor jovem, foi uma experiência de muita expectativa. Embora soubesse do caminho que viria a percorrer poderia não dar certo. Mas, tendo como parceiros Marilda Castanha e Odilon Moraes, essa tarefa foi tornando-se cada vez mais literária e dentro do nosso propósito de livro ilustrado.  Pessoalmente, prefiro não adotar estilos de ilustração. Dentro do estilo que ilustro procuro situar meus personagens em cenários que possam representar ao máximo a história. No caso do “O edifício”, criei um cenário que funcionasse como um personagem, ou seja, como outro elemento de narrativa. Os pontos de fuga, as perspectivas e tendo adotado cores frias, azuladas, como linguagem, poderia ampliar os diálogos e o universo dessa linda história.

O realismo mágico de Murilo Rubião é um manancial de imagens. E para quem trabalha ilustração e literatura ou também acredita na condição do ilustrador como autor (e nós acreditávamos nessa condição), essa trilogia tinha tudo para dar certo. E deu.  Seremos sempre agradecidos a Sílvia Rubião, sobrinha do autor, e à Editora Positivo por terem confiado em nossa proposta.

 

 

7 de janeiro: Dia do Leitor

Se você gosta de ler, parabéns. Hoje, é seu dia. A data é mais uma celebração criada no Brasil, uma vez que ainda tem muita gente longe dos  livros e da literatura.

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O Dia do Leitor é comemorado no Brasil anualmente  numa homenagem à fundação do jornal cearense “O Povo” criado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. Dentista, funcionário dos Correios e telégrafos, intelectual, deputado federal e jornalista combativo, ele ainda fundou, em 1929, a revista literária “Maracajá”.

Quando Demócrito Rocha fundou o jornal diário O Povo, que se transformaria numa espécie de cartão de visita do Ceará, o Maracajá passou a circular como um dos seus suplementos. Por um lado, O Povo combatia os desregramentos políticos da época, inclusive a corrupção, e por outro, o Maracajá abrigava a produção dos poetas e intelectuais da terra, onde o próprio Demócrito Rocha publicou a maioria de seus poemas, curiosamente sempre assinados com o pseudônimo de Antônio Garrido. Demócrito Rocha pertenceu à Academia Cearense de Letras, e morreu em Fortaleza no dia 29 de novembro de 1943

Um exemplo para as crianças

3g65A leitura desenvolve a imaginação, estimula o funcionamento da memória e nos faz conhecer mundos e ideias. Um bom livro pode nos levar a cenários, paisagens e países nunca antes visitados, assim como nos fazer refletir sobre variados assuntos, dos mais triviais aos complexos.

Uma obra que além de entreter ajuda as crianças a compreenderem a importância da leitura é “O Plano de Celeste”, de Telma Guimarães, ilustrações de Silvana Rando, Editora do Brasil. O livro é destinado aos leitores iniciantes e faz parte da coleção Coisas de Criança, que aborda diferentes situações do cotidiano da meninada. Esse é o segundo livro estrelado pela garotinha sapeca e curiosa, que a autora Telma Guimarães diz ter muito dela mesma.

Neste segundo livro da série, Celeste sabe por sua mãe que a biblioteca municipal será fechada porque tem poucos usuários. Depois de esclarecer com a mãe o que afinal significava “usuários”, mais do que depressa Celeste bola um plano para despertar o gosto pela leitura nos colegas.

A paulista Telma Guimarães nasceu em Marília e vive atualmente em Campinas (SP). Formada em Letras Vernáculas e Inglês pela Universidade de São Paulo (Unesp), foi professora de língua inglesa na rede estadual de Campinas de 1979 a 1995. Foi cronista do jornal Correio Popular e publicou seus primeiros livros infantis em 1988. No ano seguinte, conquistou o Prêmio de Melhor Autora em Literatura Infantil da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Desde então, já publicou mais de 170 títulos entre infantis e juvenis, em português, inglês e espanhol.

Os títulos da Editora do Brasil estão disponíveis por meio de seu e-commerce: (http://www.editoradobrasil.com.br/lojavirtual/) ou em sua loja física, em São Paulo (Rua Conselheiro Nébias, 891 – Campos Elíseos).

Vamos comemorar o dia do leitor em grande estilo? Vamos fazer como Celeste e incentivar nossos amigos a ler mais livros?

Celebrações são necessárias

Por mais que se celebre datas alusivas ao livro, o cenário de leitura no Brasil ainda exige muitos esforços: são 14 milhões de analfabetos, acima de 15 anos de idade, o que representa 8,7% da população. O que também não significa que os demais 93,7% alcançaram alfabetização plena: 44% não lê e 30% nunca comprou um livro, de acordo com os dados apurados na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Aos poucos, esta realidade vem se transformando. A pesquisa mostrou também que há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes.

Para 2017, o especialista Galeno Amorim acredita que chegaremos à marca de 1 bilhão de livros lidos no Brasil. Torcemos para que tal previsão se concretize.

Feliz 1 bilhão de livros

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil - Gráfico PublishNews

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – Gráfico PublishNews

O jornalista, escritor e presidente da Fundação Observatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim, em seu blog “Por um Brasil que lê mais”, mostra-se otimista com o progresso da leitura entre brasileiros  que ocorrerá neste ano. Segundo ele, “2017 começou com um prognóstico que permite, como quase tudo na vida, dois ou mais olhares. Dependendo de onde se olha, pode parecer pra lá de bom: durante os 365 dias do ano, os brasileiros vão ler nada menos do que 1 bilhão de livros. Isso dá uma média de quase 5 livros lidos por ano!”

“Mas para quem mirar a outra metade do copo, aquela vazia, os 206 milhões de conterrâneos estarão, por um olhar mais crítico, deixando de ler ao menos outro 1 bilhão, já que é razoável supor que, um dia, no futuro, ainda ultrapassaremos o número mágico dos 10 livros lidos por brasileiro/ano”.

O que provoca a disparidade? Galeno Amorim responde: “São as políticas públicas do livro e leitura. Elas precisam indicar rumos e propiciar condições mínimas e os caminhos para se chegar aos índices desejáveis”.

Livrômetro

O Livrômetro é uma atração típica do blog do Galeno e funciona como um relógio da leitura no Brasil. Esta projeção indica, segundo a segundo, quantos livros estão sendo lidos no país. O Livrômetro considera a projeção da população brasileira do IBGE para o ano (206,9 milhões de habitantes), multiplica pelo índice de 4,97 livros lidos por habitante/ano segundo a Retratos da Leitura no Brasil (Instituto ProLivro e Ibope) e, então, divide-se esse total pelo número de dias, horas, minutos e segundos que formam 2017).

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil - Gráfico PublishNews

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – Gráfico PublishNews

“Hooked”

Dois milhões de adolescentes estão viciados nesse inquietante aplicativo literário.

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“Hooked” é um aplicativo de smartphone que quer mudar nossa concepção de literatura. Pelo menos é o que dizem seus criadores.

Sua interface não poderia ser mais simples: uma tela branca onde vão aparecendo mensagens de texto – e quase diríamos que de WhatsApp – que nos permitem seguir uma inquietante narrativa.

Um pai diz à sua filha que veja uma criatura monstruosa no jardim; uma menina diz a seu amigo Jacob que acredita que acaba de ser sequestrada…

As histórias são thrillers reduzidos a uma estrutura que não é nem teatral nem novelística: é algo compatível com a geração Snapchat.

https://itunes.apple.com/br/app/hooked-chat-stories/id1024818709?mt=8

(Fonte: Xaime Martínez, Playground)

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Clube de Leitura Quindim

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“Quindim” é mais um clube de assinaturas de livros infantis para levar às famílias literatura infantil e juvenil de qualidade. O Quindim tem sede em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul e foi criado por Volnei Canônica. Quem seleciona os livros que serão oferecidos pelo clube, os curadores, são nomes de peso na literatura, como Roger Melo, Ziraldo, Marina Colasanti, Adriana Calcanhoto, Graça Lima, Ricardo Azevedo e Walcyr Carrasco.

Para participar do clube, o interessado precisa fazer a inscrição no site https://www.clubequindim.com.br/ e escolher uma das faixas etárias para quem os livros serão destinados: 0 a 3 anos, 3 a 6 anos, 6 a 9 anos e 9 a 12 anos. Os planos de assinatura podem ser para um trimestre ou semestre e ainda para receber um ou dois livros e os preços vão de R$ 37,90 a R$ 68,90. A partir de então, a criança receberá em casa (ou em outro lugar escolhido) periodicamente um pacote com os livros do mês, com o seu nome.

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Na primeira vez, também chegará o Diário do Leitor, material em que a criança sozinha ou com a ajuda de um adulto poderá registrar como foi sua leitura e os personagens que mais gostou, além de suas opiniões. A ideia é que o Diário seja uma ferramenta para os pais acompanharem o desenvolvimento leitor dos filhos.

O Clube é um desdobramento do trabalho realizado pelo Centro de Leitura Quindim, que desenvolve ações para divulgar e ampliar o acesso à literatura infantil e juvenil de qualidade no Brasil e no exterior. A experiência mostrou que a família tem um papel fundamental no estímulo à leitura. A leitura compartilhada e os momentos em família são essenciais para formar jovens leitores. Receber uma seleção de títulos no conforto de seu lar possibilita que você se concentre no mais importante: ler com a criança!