“Kiko e o resgate do tucano vermelho”

O escritor e ilustrador Caio Martinelli lança mais este livro, que já chega com duas boas notícias: passou pela curadoria do Clube Leiturinha e foi traduzido para o inglês.

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O lançamento de “Kiko e o resgate do tucano vermelho” vai ser neste sábado, 11/2, às 15 horas, na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Esta é a segunda aventura. A primeira foi contada no livro “Kiko e o coelho voador”.

Desta vez, o Kiko Coelho vai ajudar a resgatar um raro tucano de penas vermelhas que foi sequestrado da floresta e levado para uma cidade. Ele vai ter a ajuda de seus outros amigos bichos. Assim, Caio Martinelli deseja demonstrar para as crianças a importância de valores como a amizade e a cooperação, usando os personagens como exemplo.

“Uso os animais como protagonistas e os humanos estão sempre ocultos na trama. Eu quero também semear no público infantil uma reflexão sobre como o homem interage com a natureza e os animais,” explica o escritor.

“Depois de meses de trabalho bolando a história e os personagens, fazendo as ilustrações todas manualmente em aquarela e um período de espera até aparecer uma oportunidade de lançar a história em versão impressa pelo Clube Leiturinha, que selecionou o livro para oferecer para seus assinantes”, relata Caio Martinelli. O livro pode ser adquirido no clube de assinaturas.

Outra oportunidade que surgiu foi o lançamento da versão em inglês: “Harry Rabbit and the Red Toucan”. O livro foi traduzido por Gabriela Garcia e está disponível em e-book no Aplicativo Leiturinha digital: http://www.leiturinha.com.br/

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“Caderno alado, a passarada do Infinito em prosa e verso”

A Editora Barbatana lança este livro com textos e colagens de Cristina Porto e ilustrações de Ricardo Costa, no dia 11 de fevereiro, na Livraria NoveSete (Rua França Pinto, 97, em Vila Mariana), em São Paulo.

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Em seu novo livro, o primeiro de sua carreira em que também ilustra, a escritora Cristina Porto conta a história de 12 passarinhos que vão visitá-la em sua casa — onde nasceu e para onde voltou a morar anos depois — no bairro do Infinito, em Tietê, São Paulo: o bem-te-vi, o o canário-da-terra-verdadeiro, a garça-branca-pequena, o joão-de-barro, o pardal, o periquitão-maracanã, o pica-pau-do-campo, a pipira–vermelha, o sabiá-laranjeira, a saíra-amarela, o sanhaçu-cinzento e o tico-tico.

Para cada um deles, há um texto com as informações principais do passarinho (características físicas, hábitos, onde aparecem, dados biológicos, curiosidades), um poema, uma colagem feita por Cristina Porto e uma ilustração realista feita pelo ilustrador Ricardo Costa. Tudo isso em linguagem divertida, apaixonada e sintonizada com a curiosidade infantil.

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“Caderno alado”, 64 páginas, é um título que agradará às crianças de todas as idades, tendo tanto função informativa e escolar, como lúdica e também prática, de manual: são passarinhos que podem ser facilmente avistados não só no campo, mas também nas cidades. O livro em mãos permitirá sua identificação.

Voltado a crianças a partir de 7 anos, o que não impede que a leitura também seja recomendada para crianças menores, que realizem a leitura dos textos e imagens compartilhada com um adulto. Ou mesmo para nós, que somos bem maiores.

A autora

Cristina Porto é paulista de Tietê. Formou-se em Letras, pela Universidade de São Paulo. Desde o começo de sua carreira profissional, em 1971, sempre esteve ligada à criança: como professora de alfabetização, durante sete anos, em uma escola municipal da periferia de São Paulo; depois, como funcionária da Editora Abril, no departamento de publicações infantojuvenis, onde trabalhou para as revistas Recreio, Alegria e Corujoca, como colaboradora e editora; a partir de 1980, como escritora, estreando com o livro “Se, será, Serafina?”, editado pela Ática.

Entre 1981 e 1983, participou, como coordenadora geral, do projeto Taba: histórias e músicas brasileiras, criado e editado por Sonia Robatto e a equipe do estúdio que levava seu nome. Depois disso, passou a dedicar-se exclusivamente à literatura; tem, hoje, mais de 50 livros publicados por várias editoras, dentre os quais, os premiados “Serafina e a criança que trabalha” – prêmio de Melhor Livro Infantil Informativo conferido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), em 1996, e “O diário escondido de Serafina” – prêmio de Melhor Livro Infantil conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1997 _ ambos publicados pela Editora Ática.

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A autora explica:

“Voltei à terra das raízes e virei semente. No tempo certo, no cio da minha terra, fecundei, germinei, deitei brotos, virei planta. Raízes de todo o sempre, galhos novos, novas folhas me encorparam, devagar, no ritmo da natureza. Agora, nas veias corre seiva, sangue verde, revigorado pelo húmus da terra. Novo ciclo, em tanta vida já vivida.

alado 1Espero as flores, depois os frutos e a chegada de novas sementes. O novo fruto custou, mas chegou. Tive que passar por um novo tempo de maturação. Palavras já não faziam sentido diante das fantásticas imagens que eu via a cada dia com um novo olhar, uma nova luz, uma nova emoção. Era um verdadeiro mosaico de imagens! De repente, nem sei como, o papel foi para o papel: cortado, recortado, colado, sobreposto, encaixado… E então eu vi nessa composição ‘palavras’ jorrando, aos borbotões.

Desse processo maravilhoso nasceu o “Caderno alado”: uma nova linguagem, um novo tratamento, um novo caminho. A passarada do meu Infinito tratada com amor, em prosa e verso, acompanhada da beleza especial das ilustrações de Ricardo Costa. É só o primeiro fruto do novo ciclo.”

Preço do livro: R$ 38,00 – Onde comprar: http://www.bancatatui.com.br/categorias/livros/caderno-alado-a-passarada-do-infinito-em-prosa-e-verso/

O desafio da alfabetização

Mozart Neves Ramos (*)

Costumo dizer que a Educação brasileira é como um espadachim que deve esgrimir com os dois braços: um deles para resolver os problemas ainda não solucionados do século XX e o outro para trazer a agenda do século XXI para a escola! Dentre os problemas ainda não resolvidos está a alfabetização de nossas crianças. De acordo com os resultados do Programa de Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), de cada 100 crianças que concluem o ciclo de alfabetização, 50 delas não sabem ainda ler, escrever e contar adequadamente! O triste de tudo isso é que muitos desses estudantes são fortes candidatos a abandonar a escola, engrossando o grupo de quase 1 milhão de jovens brasileiros de 15 a 17 anos que nem estudam e nem trabalham. O futuro dessas crianças fica, assim, seriamente comprometido, tanto no campo pessoal, como social e profissional.

O Ceará mostrou ao país um caminho para enfrentar esse desafio, através do Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC). Este programa inspirou o governo anterior a implementar o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). A meu ver, seu desenho foi correto e os recursos envolvidos foram significativos, mas ele não teve o impacto esperado. Falhou em, pelo menos, dois aspectos: formação dos alfabetizadores e gestão dos resultados ao longo do processo de alfabetização.

Ciente de que a alfabetização adequada de nossas crianças está longe de ser alcançada, o atual Ministério da Educação (MEC) está propondo um novo programa para enfrentar esse desafio. Para vencer a questão da formação dos alfabetizadores, que hoje se encontra tão distante do chão de escola, o MEC pretende convidar instituições do terceiro setor para participar, já que possuem larga experiência no processo de alfabetização – como é o caso do Instituto Ayrton Senna. Também pretende implementar um forte processo de gestão e monitoramento – o que, a meu ver, está absolutamente correto.

A ideia é que, em sua primeira fase, o programa seja dirigido aos municípios com maiores taxas de crianças analfabetas e, portanto, com maior vulnerabilidade social e econômica. Com base nos números levantados pelo MEC, esses municípios estão principalmente localizados nas regiões Norte e Nordeste do país.

A proposta ainda está em discussão, mas, de imediato, alguns pontos podem ser melhorados, ou mesmo inovados. Um deles seria a criação de um Programa de Bolsas de Iniciação à Docência para alunos dos cursos de Pedagogia que, eventualmente, quiserem participar deste novo programa. As redes de ensino possuem alfabetizadores de larga experiência, mas que precisam de um maior reconhecimento e valorização. Na minha visão, qualquer programa de alfabetização só será estruturante se o país começar, de fato, a colocar o alfabetizador no lugar de destaque da Educação brasileira. Afinal, a alfabetização é a pedra angular de nossa educação! É preciso que o programa aponte nessa direção.

Outra questão importante é especificar, com clareza, o volume de recursos para o programa e o processo de credenciamento das instituições do terceiro setor participantes. Também falta uma melhor comunicação sobre quais serão suas próximas fases, sinalizando quais outros municípios serão atendidos – o que deverá ser articulado junto à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Eu diria, portanto, que é uma iniciativa louvável do MEC no sentido de vencer esse enorme desafio que a alfabetização ainda representa no País, mas ainda há pontos obscuros e que precisam ser mais bem explicitados e apresentados à sociedade.

* Publicado originariamente na “Revista Isto é”/”Blog do Galeno”.

Mozart Neves Ramos foi eleito pela revista “Época” como uma das cem pessoas mais influentes do Brasil, em 2008. É autor do livro “Educação sustentável” (Altana, 2006) e co-autor de “A urgência da educação” (Moderna, 2011). Foi Secretário de Educação de Pernambuco (2003-2006) e presidente-executivo do Todos Pela Educação (2007-2010). Trabalha nas áreas de Políticas Públicas da Educação e no Estudo de Estrutura de Moléculas. Foi reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) entre 1996 e 1999, e entre 2000 e 2003. Presidiu a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). É membro do Conselho Nacional de Educação. Foi Pró-Reitor Acadêmico da UFPE (1992-1995) e presidiu o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras (ForGRAD). Graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), doutorado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado em Química pela Politécnica de Milão – Itália. É professor da UFPE desde 1977.

“A bela e a fera”

O clássico de literatura infantil é tema de teatro neste fim de semana, em São Paulo, no Tietê Plaza Shopping. O Projeto Tietêatrinho abre sua 3ª temporada neste domingo, com mais uma história para as crianças.

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Neste domingo, 5 de fevereiro, o Projeto Tietêatrinho do Tietê Plaza Shopping, que teve 8 mil espectadores em 2016 e é um sucesso entre os clientes do Shopping, traz mais uma atração. Desta vez, os pequenos vão assistir à peça “A Bela e a Fera” que começa às 14h.

A história de “A bela e a fera” é um conto de fadas e sua primeira versão foi escrita em 1740 por Gabrielle-Suzanne Barbot, a Dama de Villeneuve. O conto ganhou outras versões e tem inúmeras adaptações para teatro, cinema e televisão.

TIETE_TIETEATRINHO_A-BELA-E-A-FERA_BANNER_450X315PO resumo da história é este: Bela é uma dama que vive em uma pequena aldeia, onde todos se conhecem. Ela é cortejada pelo garanhão da aldeia, Gaston, mas é a única que não se interessa por ele. Imagina entrar por acaso em um castelo assustador, onde todos os moradores e empregados foram transformados em objetos com vida e o príncipe, dono do castelo, foi transformado em Fera. Foi isso que aconteceu com a Bela! Enquanto procurava pelo seu pai que estava sumido, Bela acaba entrando em um castelo sombrio. Será que ela vai encontrar o seu pai? E a Fera, como vai reagir quando se deparar com a dama que entrou no seu castelo sem a sua permissão?

Mais informações: Tietêatrinho – Tietê Plaza Cultural – 2º Piso
Endereço: Marginal Tietê, entre as pontes Piqueri e Anhanguera – São Paulo
Fone: (11) 3201 9000