Dicas de bons livros

“O pequeno samurai”

13300753_resized_290x400Os samurais eram guerreiros japoneses que se destacavam pelo rigoroso código de conduta, defendendo a justiça, a coragem, a compaixão, a cortesia, a sinceridade, a lealdade e a honra. Em “O pequeno samurai”, Yuji narra como descobriu, com a ajuda de seu avô, que era um pequeno samurai e como isso o ajudou em sua longa jornada rumo ao Brasil. De forma sensível e emocionante, o menino descreve como foi a despedida de sua terra natal, a aventura de viajar de navio até o outro lado do mundo e a descoberta de que no Brasil também existiam samurais. O livro recebeu o Prêmio Nacional de Literatura Infantil João-de-Barro em 2009, com dupla menção honrosa, no Júri Infantil e Adulto.

Editora: FTD Educação – Autor: André Kondo

Número de páginas: 64 – Preço sugerido: R$ 48,50

Indicação: 7 anos

 

13300761_resized_286x400“Contos dos curumins guaranis”

Depois de mais de 500 anos de contato com os homens brancos, muitos povos indígenas perderam sua língua, suas terras e até foram extintos. Apesar desse longo convívio, o povo guarani mantém sua língua e suas cerimônias religiosas, que fazem parte do dia a dia nas aldeias. “Contos dos curumins guaranis” apresenta oito histórias que revelam um pouco do nhande reko (modo de vida) do povo guarani.

Editora: FTD Educação

Autores: Jeguaká Mirim e Tupã Mirin

Ilustrador: Geraldo Valério

Número de páginas: 48 – Preço sugerido: R$ 47,20

Indicação: 7 a 8 anos

Poesia em quatro atos

A escritora, doutora em Literatura Brasileira e consultora da Editora Positivo, Marta Morais da Costa, fala sobre poesia para as crianças, sugere e analisa alguns títulos.

A especialista Marta Morais da Costa comenta sobre o valor da poesia para as crianças - Foto: Divulgação

A especialista Marta Morais da Costa comenta sobre o valor da poesia para as crianças – Foto: Divulgação

“Crianças gostam de jogos verbais que brinquem com sonoridades e ritmos. A atração que exercem sobre os pequenos revela-se nas parlendas, nos trava-línguas e na poesia. O corpo das crianças é demonstração concreta desse prazer. O movimento da dança, o olhar fixo e brilhante, a boca sempre pronta a emitir sons cantarolados e a sorrir expõem claramente o quanto a provocação dos textos poéticos encontra seus interlocutores mais apropriados”, afirma a especialista Marta Morais da Costa.

Segundo ela, “a poesia para crianças atende aos mais diferentes objetivos, desde os fins escolares pedagógicos ao mais descompromissado poema lúdico; dos textos cívicos à poesia do cotidiano. Um projeto destinado à formação de leitores de literatura não pode ignorar a edição de obras poéticas”.

A Editora Positivo, onde Marta atua como consultora, criou uma série especial para estas obras, denominada “De fio a pavio”. Ela explica o nome dizendo que o mesmo “traz na marca da rima a evocação de poesia. Também o sentido dos substantivos (fio e pavio) aponta para a transformação da matéria prima em possibilidade de luz, de iluminação”.

Quanto aos títulos editados, segundo Marta, ela “atendem a diversidade, não apenas de autores ou assuntos, mas a diversidade de modos de tratar o fato poético e suas funções junto ao público leitor”. Das publicações dessa série foram selecionados alguns exemplos, sem demérito aos não mencionados.

Sugestões de leitura

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O primeiro livro escolhido foi “Viva voz!” (R$39,80), de Léo Cunha, com ilustrações de Flávio Fargas. O poema inicial já define uma proposta de leitura:

Leia este livro em viva voz,

deixe o estilo pra depois,

deixe a timidez na gaveta.

 

Solte a garganta sem medo,

que poesia é sopro e vento,

não é só papel e caneta.

“Para demonstrar a viva voz dos textos, os poemas curtos são rimados, geralmente em versos curtos de sete sílabas poéticas, que é o verso mais popular e musical da língua portuguesa. E os assuntos tratam de curativos e machucados de lobos e pinguins, de ioiô e dominós, de mistério, bagunça e piada. O que sobressai nas provocações dos poemas é um convite para a brincadeira com sons e palavras e, acima de tudo, propõe o diálogo do poeta com a criança, inteligente, alegre e livre”, explica a consultora da Positivo. Livre até para apontar defeitos no adulto: “Só gente grande consegue/ mentir sem piscar o olho.”

Retomando a tradição das adivinhas, Adriano Messias escreveu “Que bicho está no verso?” (R$39,80), com ilustrações de Cris Eich. “Desfilam nesse livro 15 animais, apresentados por uma quadrinha enigmática, cuja resposta aparece na página seguinte, no verso dos versos. E as apresentações se fazem por meio de imagens coloridas, de referências a situações do cotidiano infantil. A linguagem prima pela simplicidade e extrema oralidade, demonstrando que a poesia está em todo lugar e sua expressão verbal busca qualquer leitor, sem erudições”, ressalta Marta.

Nunca usou sapatinhos

e nunca teve chulé.

São mesmo muitos pezinhos.

Que bicho será que é?

Ela acrescenta que “é marcante neste livro a associação da poesia à natureza, criando um ambiente de leitura que aproxima texto e leitor, dada a reconhecida atração do público infantil por animais e plantas. Desta forma, o livro une a curiosidade, o conhecimento e a ligação dos leitores infantis com sua realidade e interesses”.

Marcos Bagno escreveu “O tempo escapou do relógio e outros poemas” (R$35,50), livro que Marilda Castanha ilustrou magistralmente. “São poemas direcionados a leitores mais amadurecidos. Por isso, têm maior extensão, metáforas mais complexas e profundidade de pensamento. Sua inspiração são cantigas de roda, parlendas e adivinhas e uma variedade de recursos poéticos que fazem da palavra – desenhada, sonora, lúdica – a matéria-prima do fazer poético”, continua.

“São poemas que investem em assuntos e situações desafiadores, como “Dia dos pais”, em que o menino homenageia seus dois pais, Pedro e João. Ou “Algazarra” em que a base é a montagem/desmontagem de palavras, para iluminar com novos sentidos cada vocábulo: “Algazarra é um tipo de alga?”, “Poesia é que tipo de pó?”, “Amargar é sofrer por amar?”. Ou o poema título em que o tempo ao fugir revoluciona o universo. Enfim, o jogo de palavras, a inovação e a provocação constituem o modo de apresentar a poesia para os leitores em formação”.

Em “Estações da poesia” (R$39,80), o poeta Luís Dill e as aquarelas de Rubens Matuck constroem pra os leitores infantis uma natureza poética entrevista nas quatro estações do ano. Marta analisa: “são poemas curtos, em três versos, de tradição japonesa e denominados haicais. O tratamento dado à natureza é delicado, metafórico, colorido e extremamente musical. Sem seguir à risca o molde dos poemas japoneses em relação ao tamanho dos versos, nem por isso os textos de Luís Dill perdem sua natureza de fotografias poéticas.

Telefone sem fio:

brisa que enche a luva

vira vento de chuva

………………..

Gato de rua

na poça d’água

bebe a lua

“São fragmentos de realidade que encantam os olhos, a imaginação e o pensamento. É força da poesia infantil a conquistar novos leitores e a dar continuidade à tradição poética milenar. Do fio das palavras à iluminação da sensibilidade e da apropriação do mundo”, conclui Marta Morais da Costa, que também é membro da Academia Paranaense de Letras, autora de “Mapa do mundo” (2006), “Palcos e jornais” (2009), “Sempre viva” (2009) e “Hoje tem espetáculo? Tem, sim, senhor!” (2016) entre outros. 

Filmes que retratam o mundo com os livros

Pedro Almeida (*) – Publishnews
literaturaXcinema-thumb-800x598-65451A relação livro-filme nunca esteve tão próxima como nos últimos anos. E não me refiro apenas do hoje: vem muito mais por aí. Como o mercado editorial internacional trabalha sempre com uma antecedência média de 24 meses, nós, editores, temos recebido cada dia mais informações sobre mais obras com os direitos vendidos para cinema e TV.

Antes, é preciso explicar algumas ideias alardeadas de senso comum:

1.Nem todo livro que tem direitos comprados para cinema ou série são transpostos para as telas. Menos da metade dos que tem os direitos comprados são realmente filmados.
2. Nem todo livro que tem os direitos comprados para filme ou série são bons ou passam a vender mais por conta desta notícia. A venda do roteiro para o cinema não é uma garantia de qualidade. Mas, sim, é um ótimo sinal de que o tema / história possui apelo para um grande público.
3. Nem todo livro que vira filme ou série consegue aproveitar a carona do filme ou série: dependerá de se tornar um grande blockbuster. Às vezes, o cinema ou a série destrói a venda do livro. Há alguns casos de um livro vender menos depois do lançamento nos cinemas.

Há inúmeras curiosidades acerca dessa relação – livro & filme. A meta de um editor que precisa recuperar o investimento na produção de um livro é encontrar um livro que una qualidade e muitos leitores em potencial. Por que isso? Porque há livros maravilhosos que não vendem por motivos diversos. Há autores geniais de alta literatura que, se forem lançados por pequenas casas ou produções independentes, não vão deixar de serem geniais mas passarão despercebidos por todos: imprensa de alta literatura, curadores de eventos, pelo público. É sempre um sofrimento para quem analisa não editar um livro pelo qual se apaixonou, encontrou valor e originalidade, mas que outros aspectos tornam a aposta arriscada.
Mas voltemos à transposição do livro para telas, que pode ter um elemento impulsionador imenso.
Sim. Ter um livro que vai virar filme é ótimo, mas como “pegar essa carona”?
Alguns estúdios são tão burocráticos que não liberam a capa para uso. Outros, cobram uma taxa pelo uso da imagem. Felizmente alguns entendem que o livro impulsiona o filme, as matérias, a boa publicidade etc.
O timming é outro ponto importante: numa regra geral o livro deve sair antes. Por quê? Porque o cinema massifica a informação. O livro deve abrir caminho. O cinema, fazer a informação explodir. Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer que quer ler o livro antes de assistir ao filme?
E, por último, as promoções. Promoções casadas são facílimas de se fazer. Muitos estúdios têm ingressos para distribuir gratuitamente. Que melhor caminho do que fazer essas promos com as editoras? E, depois que o filme ou série sai em DVD, há o caminho de fazer packs promocionais. Isto é um pouco mais complicado, mas se as duas empresas distribuidoras tiverem vontade, algo assim pode acontecer.
Aqui faço um rápido comentário sobre 3 filmes bem diferentes que chamaram a minha atenção por transitar pelo universo dos livros. Cada um a seu modo possui grandes qualidades.

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Capitão Fantástico

Conta a história de um casal que decide educar seus seis filhos distante do mundo capitalista e de uma dimensão de vida focada no consumo. Logo de cara pensei em Robinson Crusoe, mas em vez de uma ilha, uma propriedade rural bem no meio de uma floresta. Lá, eles criam seu pequeno universo numa cabana típica, e vivem sob com regras e ideologias que são postas à prova a todo momento. Cada hora o drama tende a levar os leitores para um lado, para uma posição política. No filme, a literatura está sempre presente. É extremamente interessante os diálogos em que o pai (interpretado pelo ator, Vigo Mortensen), pede uma análise crítica das obras que seus filhos estão lendo. A cena da filha explicando o drama contido em Lolita merecia ser mostrada nas salas de aula, nos cursos de literatura, porque é um belíssimo momento de como a leitura pode pertencer ao leitor. Essa cena me chamou tanto a atenção porque é rara na vida real, mesmo nos ambientes focados em literatura. O pai explora a análise pessoal do que a filha concluiu com o livro, reforçando o aspecto da arte da escrita, ou seja, o que a história provocou nela. Nada de exigir elaborações sobre questões teóricas e ideológicas do que leu.
Porque também é ótimo: nesses dias de guerrilha entre esquerda e direita, o filme cumpre um papel interessante, mostrando como a fuga de uma opressão (capitalista) pode criar um comportamento de tirania para o outro lado (socialista).
Ainda não se convenceu? Veja o que Montensen diz numa entrevista: “É um filme sobre mudar de opinião e aceitar pontos de vista. Não estamos tendo isso em canto nenhum. Não existe isso no Brasil e com certeza não existe nos Estados Unidos hoje em dia.”
Para os curiosos, o trecho de dois minutos da cena está aqui. http://migre.me/wdi7i

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Animais Noturnos

O livro como personagem – (Título do livro original: Tony and Susan, por Austin Wright)
E se você quisesse explicar a alguém o seu ponto de vista acerca de seu relacionamento? Algo que nunca teve oportunidade de fazer. Tentaria marcar uma conversa, um encontro, um jantar? Esse aqui decidiu escrever um livro.
Vinte anos depois do fim (e fracasso) de seu relacionamento, Susan (Amy Adams) recebe um manuscrito. Foi enviado por seu ex-marido (Jake Gilenhall), alguém com quem se casou muito jovem e, segundo sua mãe, o fizera por um capricho de adolescente rebelde e idealista. Nesse ponto, já se observa novamente, como o drama centra-se sobre a visão política. O ideal da contestação, mais forte na juventude, sendo testado pela ação do tempo. Mas esse texto inova, pois acontece uma grande reviravolta. É quando as crenças da maturidade são novamente testadas: será que foi acertada a opção por uma vida sem os mesmos ideais?
É o xeque mate do filme, como se a maturidade primeiro trouxesse a racionalidade e, depois, o excesso dela roubasse o melhor de cada um de nós.
O livro dentro do filme conta uma história fictícia, mas o que vemos dele na tela é a cena que acontece na cabeça da personagem, enquanto o lê. Ela quem faz as ligações e coloca o ex-marido como personagem e as visões que tinha dele. (Repare nas seguintes ideias: um homem que tem a esposa roubada por outro e a filha arrancada dele e morta – não se preocupe, não é spoiler). A originalidade deste foi alguém construir, por meio da ficção, os eventos e as emoções guardadas há 20 anos e foram elas que levaram a relação ao fracasso.
Mais uma obra que conversa com temas do nosso momento, de revisão de valores, de uma nova liberdade ideológica, de flexibilização. Uma ficção que fala sobre o presente, do hoje, e tão inovadora na sua forma. Forte, incômodo, intenso e que não traz respostas mas acrescenta boas reflexões.

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Um homem chamado Ove

(Livro de Fredrik Backman)
Como seria um romance de Nicholas Sparks se escrito por um sueco? Seria assim.
Uma linda história de amor, com todas as suas tristezas, contada nos intervalos de momentos muito específicos do personagem central: os primeiros segundos de suas tentativas (frustradas) de suicídio. Cada vez que ele tenta dar cabo da vida o flash back acontece. Acho bem divertido encontrar a genialidade onde menos se espera. Não existe inovação, criação artística genial apenas em material sofisticado. Acho muito mais fácil criar algo que pareça sofisticado num ambiente comum das artes. Por exemplo: qualquer cena ou drama parece mais nobre se dentro de um espaço de cultura, como um teatro e uma apresentação de balé do Cisne Negro. Tudo está preparado para criar essa atmosfera: figurino, falas, gestos, fotografia, música, drama. Num outro paralelo, os Oscars são dados invariavelmente a dramas, raramente à comédia, porque acredita-se que comédia, fazer rir, é mais simples ou exige menos esforço e inteligência ( do autor do texto, do público, de quem interpreta).
Mas este aqui teve a façanha de fazer arte, de criar algo muito interessante num filme romântico, numa história de amor. Tudo se passa nos anos de 1960, numa Europa devastada pela Guerra.
Aqui trago uma cena: Então Ove, o jovem rude, que cedo perdeu a mãe e fora criado apenas pelo pai, leva a garota por quem está interessado para jantar. Ela percebe que ele apenas beliscou a entrada, deixando-a livre para pedir um prato principal. Ao final, ela pergunta o motivo e ele se abre completamente: diz que comeu antes, em casa, para que ela pudesse pedir o que quisesse do cardápio; que é um simples ajudante de limpeza e que, agora, se sentia uma farsa. Iria levantar, pagar a conta e ir embora, pois não era nada do que deixou ela acreditar que fosse. Ao levantar para sair, a mulher o segura e impede: ela teve a certeza naqueles segundos de que não havia nada mais importante num homem que todos “aqueles defeitos”. Eles eram para ela o melhor que poderia querer. Sério. Não me recordo de ter visto uma cena romântica tão genial como essa recentemente. Até o charme de Casablanca perde pra essa. E há várias outras. O filme mostra flashes do passado, mas também os aspectos que fizeram Ove se tornar como nós o vemos no presente: um velho rabugento, mal humorado, de péssimo trato social. E acompanhamos a sua mudança a partir das pessoas que o cercam. Em especial, uma imigrante persa (que representa também os refugiados), que não se intimida com suas grosserias e avança sobre a casca grossa daquele velho.
O que isso tem a ver com o mercado editorial? Os temas. O mercado editorial reflete o mundo, as ideias de cada momento. Uma das propostas desta coluna é tratar sobre o olhar editorial, e sobre obras que possuem uma intensa relação com os temas do presente. Procurar aquelas que possam encontrar eco com nossas inquietações e, sempre que possível, inovar, é uma das principais tarefas dos editores.
São três belos exemplos de livros que viraram filmes e filmes que tem nos livros o seu argumento central.
Espero que tenham gostado. Se tiverem sugestões de filmes, novos ou antigos que tenham uma relação com o mercado editorial, não se reprimam. Mandem as sugestões.
* Pedro Almeida é jornalista e professor de literatura, com curso de Marketing pela Universidade de Berkeley. Autor de diversos livros, dentre eles alguns ligados aos animais, uma de suas paixões, trabalha no mercado editorial há 20 anos. Foi publisher em editoras como Ediouro, Novo Conceito, LeYa e Lafonte. Atualmente inicia uma nova etapa de sua carreira, lançando a própria editora: Faro Editorial.

 

Aplicação inteligente para tecnologia

Como o WhatsApp tem mudado o formato da relação entre escola e aluno.

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Com uma história de apenas 7 anos, o WhatsApp já atingiu a marca de 1 bilhão de usuários que enviam cerca de 42 milhões de mensagens por dia em todo o mundo. O Brasil é um dos países mais importantes para o WhatsApp e, por isso, já faz parte da forma de comunicação de diferentes setores da sociedade como hospitais, comércio, segurança pública tribunais de justiça, dentre outros. Um dos setores em que o uso do aplicativo está cada vez mais recorrente é a educação.

O aplicativo de mensagens instantâneas tem mudado a maneira como alunos se relacionam com as escolas e também com como os pais recebem e trocam informações sobre a vida escolar de seus filhos. A agilidade, a popularidade do app, em conjunto com a segurança da plataforma, fazem com que o WhatsApp seja um meio cada vez mais usado na comunicação que permeia as instituições educacionais. Diversas escolas já institucionalizaram o WhatsApp como meio de comunicação e incentivo aos estudos, como os casos abaixo:

Na Escola Estadual Filadélfia, em Salvador, os alunos usam o aplicativo para revisar e desenvolver seus conhecimentos em matemática, por meio do Projeto Tabuada, em que os alunos devem estudar as quatro operações matemáticas 20 minutos por dia em suas casas e depois acessar o aplicativo falar com os professores a fim de tirar dúvidas e também receber exercícios sobre o conteúdo estudado. O professor Humberto Lima, que idealizou o projeto, comenta que a praticidade oferecida pelo WhatsApp foi o motivo para sua escolha como finalidade pedagógica. “Foi uma forma de promover interação e fazer com que os estudantes tenham acesso ao conhecimento de maneira mais divertida. Agora, posso tirar as dúvidas de qualquer lugar”, afirmou o professor. Para ele, o mecanismo ainda ajuda o educador a perceber se o aluno está com alguma dificuldade específica.

Ainda em Salvador, a Escola Estadual Severino Vieira tem conseguido aumentar aproximação da família com a escola por meio do WhatsApp. O Programa denominado Educar para Transformar consiste na formação de grupos do WhatsApp de pais e responsáveis de alunos do 6º e 7º ano no turno integral da escola para que estes fiquem sabendo das atividades diárias e desempenho de seus filhos por meio do grupo. A participação da família e a dedicação dos alunos são estimulados por meio de uma premiação com medalhas Família Nota 10 e o Aluno 1000. A coordenadora pedagógica e psicopedagoga Vilma Beatriz Gonçalves, explica que com os grupos os pais têm participado mais da escola e, principalmente, ampliado o vínculo afetivo com os filhos. “O momento de integração da família com a escola favorece o entendimento e a internalização do sentimento de compreensão acerca da responsabilidade dos pais. Quando eles acompanham as atividades da escola e dos filhos, sistematizam um vínculo afetivo com eles”, considera.

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Já em São Leopoldo no Rio Grande do Sul, a professora de ciências Debora Marchry, sentiu a necessidade incentivar mais os alunos ao hábito da leitura e a partir daí identificou que poderia utilizar o celular como um parceiro nesta missão. Ela escreve artigos semanalmente para um jornal da cidade. Os artigos abordam os conteúdos trabalhados em aula. Após a publicação, ela tira foto da página do jornal e envia a imagem do texto para um grupo de alunos no WhatsApp para que eles leiam em casa pelo celular. A partir do envio do texto, a professora propõe alguns exercícios que envolvem a aplicação do tema, como o compartilhamento de fotos de animais que acharam curiosos e até a denúncia de entulhos de lixo. ” A participação no grupo é também um trabalho social. Dessa forma, eu sei que estão aplicando o conhecimento passado presencialmente.”

“A história de Pedro Coelho”

Com tradução da escritora Rosana Rios, Edições Barbatana lança o grande clássico da escritora britânica Beatrix Potter (1866-1943), “A história de Pedro Coelho”, sucesso publicado originalmente em 1902. A pré-venda acontece no site da editora (http://www.edicoesbarbatana.com.br/pd-426f70) até 29 de março, para entrega a partir de 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil. 

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Passados 150 anos de seu nascimento, Beatrix Potter é uma das vozes mais originais da literatura infantil, tendo realizado uma ruptura revolucionária ao tratar seus leitores sem condescendência nem qualquer vestígio de tatibitate ou concessão ao meloso”, como afirma a escritora Ana Maria Machado em seu livro “Como e por que ler os clássicos universais desde cedo” (Objetiva, 2002).

Como diz a importante escritora brasileira, “os animais na obra de Beatrix Potter são bem diferentes. Não são humanizados, embora vistam roupas. Mas comportam-se o tempo todo como os bichos que realmente são: a raposa quer comer a pata, o esquilo esquece onde enterrou as nozes para o inverno, o sapo que vai pescar e quase é comido por um peixe grande, o coelho invade uma horta para roubar cenoura e por pouco não leva uma surra ou é apanhado para ir para a panela”.

“O que encanta é justamente a ironia divertida que perpassa as histórias, obtida com esse contraste entre as encantadoras aquarelas da autora que pontuam quase cada frase (em livrinhos pequenos que cabem nas mãos infantis) e a absoluta recusa de qualquer sentimentalismo. Ler suas perturbadoras e atemporais histórias hoje (tão relevantes quanto há mais de cem anos), é um raro e prazeroso presente. Tão imenso quanto apreciar suas lindas e detalhadas pinturas”.

A autora

cc099a74636f8fa86ab2e45ce74ff64cHelen Beatrix Potter nasceu em nasceu em South Kensington, Middlesex (hoje Grande Londres), em 28 de julho de 1866, e morreu em 22 de dezembro de 1943, em Sawrey, Lancashire (hoje Cúmbria), também na Inglaterra.

Seu primeiro livro, “A história de Pedro Coelho” foi publicado em 1902 pela editora britânica Frederick Warne & Co, após várias tentativas frustradas por diversas editoras da Inglaterra, tornando-se rapidamente um estrondoso sucesso, ao qual se seguiram mais de 20 livros que se tornariam clássicos da literatura infantil inglesa, como “A história do esquilo Nutkin”, de 1903, que a Editora Barbatana também publicou em 2016.

Alessandra Visentin é a homenageada do dia

Dia 20 de março é o Dia Internacional dos Contadores de Histórias. E vai ter festa! Os contadores de histórias de todo o Brasil promovem hoje uma maratona de narração oral com 12 profissionais de diversas partes do país. Durante o evento, a mineira Alessandra Visentin vai receber o Troféu Baobá, prêmio concedido a pessoas que fortalecem a arte narrativa no Brasil.

Alessandra Visentin é a grande homenageada do Dia Internacional do Contador de Histórias - Foto: Pollyana Campos

Alessandra Visentin é a grande homenageada do Dia Internacional do Contador de Histórias – Foto: Pollyana Campos

Griot. Essa é a definição da cultura africana para a pessoa que assume o compromisso de preservar e contar histórias ao seu povo. Mais frequentes em outras eras, os griots transmitiam conhecimento em várias vertentes, como arte, música e demais pontos da cultura da região habitada. Contar histórias é o ofício praticado por Alessandra Visentin, atriz e psicóloga, formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Com mais de 200 apresentações, Alessandra é um dos principais nomes da prática em Minas Gerais e não à toa receberá, nesta segunda (20/3), o Troféu Baobá – prêmio concedido a pessoas que fortalecem a arte narrativa no Brasil.

Alessandra conta mais sobre a premiação: “Eu fico muito lisonjeada. É sempre bom conquistar alg,o quando é por uma atividade feita com amor, com dedicação. Garanto que o troféu vai ficar bem bonito lá em casa e já separei um espaço na estante (risos). Brincadeiras à parte, é uma premiação importantíssima, que reconhece o trabalho. Não só o meu, mas dos demais premiados também. Tenho certeza de que um evento como este vai atrair mais público e fortalecer mais a arte narrativa, que é um ponto importante na difusão da cultura brasileira e para estimular o hábito de leitura”.

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Mineira de Juiz de fora, a moça, que completa 40 primaveras neste ano, é atriz de teatro há mais de 24 anos, mas foi em 2011 que ela foi apresentada para o ofício que a levou por mais de 26 cidades para contar suas histórias para mais de 23 mil espectadores.

“Contar histórias é uma atividade fantástica! É uma ótima ferramenta de incentivo à leitura, uma vez que promove aproximação  entre a mensagem e o receptor. Mas não é moleza, requer muita concentração para absorver as emoções do relato, entender o perfil do público, o ambiente para que a atuação seja na medida exata e executada da melhor forma possível. E é gratificante ver o brilho no olho de uma pessoa que sai de uma sessão modificada de alguma forma. A narração oral me possibilitou conhecer vários lugares, pessoas incríveis, com trajetórias igualmente fabulosas e acho que é por isso que gosto tanto do que faço”, exaltou a moça.

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A entrega da primeira edição do Troféu Baobá integra a também debutante Maratona Celebrativa do Dia Internacional dos Contadores de Histórias da Cidade de São Paulo. O evento será dividido em três etapas: a primeira com narrações orais em escolas, maternidades e presídios; a segunda em bibliotecas e, por fim, à noite haverá a entrega do prêmio. A premiação acontece às 20h, de hoje, 20/3, dia em que se comemora o Dia Internacional dos Contadores de Histórias, no Auditório da Biblioteca Mário de Andrade, no bairro da Consolação, em São Paulo.

Cartas reais escritas por crianças para Deus

untitledO livro “Histórias para meditar” de autoria do professor Felipe Aquino (136 páginas, Editora Canção Nova) traz um texto que convida os leitores para meditarem. E quem disse que as crianças também não refletem sobre o que veem e sentem? Neste livro, o professor prova que sim. Ele apresenta 17 reflexões existenciais na forma de cartas redigidas pela meninada para o Supremo Deus. Esta matéria foi sugerida pelo leitor Daniel Donato. O livro pode ser adquirido no link http://loja.cancaonova.com/livro-historias-para-meditar#

 

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1- Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que eu vi o pôr-do-sol que Você fez terça-feira. Foi demais!

(Eugene).

  1. Querido Deus, você queria mesmo que a girafa se parecesse assim ou foi um acidente?

(Norma).

  1. Querido Deus, em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, por que você não mantém aquelas que Você tem agora?

(Jane).

 

  1. Querido Deus, quem desenha as linhas em volta dos países?

(Nancy).

  1. Querido Deus, eu fui a um casamento e eles beijaram dentro da igreja. Tem algum problema com isso?

(Neil).

  1. Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu orei por um cachorrinho.

(Joyce).

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  1. Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias e como meu pai ficou zangado! Ele disse algumas coisas sobre Você que as pessoas não deveriam dizer, mas eu espero que você não vá machucá-lo.

(Seu amigo – mas eu não vou dizer quem eu sou).

  1. Querido Deus, por favor, me mande um Pônei. Eu nunca te pedi nada antes, Você pode checar.

(Bruce).

  1. Querido Deus, eu quero ser igualzinho ao meu pai quando eu crescer, mas não com tanto cabelo no meu corpo.

(Sam).

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  1. Querido Deus, eu penso em Você de vez em quando, mesmo quando não estou orando.

(Elliott).

  1. Querido Deus, eu aposto que é muito difícil para você amar a todas as pessoas no mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo. (Nan)
  1. Querido Deus, de todas as pessoas que trabalharam para você, eu gosto mais de Noé e Davi.

(Rob).

  1. Querido Deus, meus irmãos me falaram sobre nascer de novo, mas soa muito estranho. Eles estão só brincando, não é?

(Marsha).

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  1. Querido Deus, se Você olhar para mim na igreja domingo, eu vou te mostrar meus sapatos novos.

(Mickey).

  1. Querido Deus, nós lemos que Thomas Edison fez a luz. Mas na escola dominical nós aprendemos que foi Você. Eu acho mesmo que ele roubou sua ideia. Sinceramente.

(Donna).

  1. Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor que Você. Bem, eu só quero que saiba que não estou dizendo isso porque Você já é Deus.

(Charles).

17. Querido Deus, talvez Caim e Abel não matassem tanto um ao outro se eles tivessem seu próprio quarto. Isso funciona com meu irmão.

(Eddie).

Encenação para “O pequeno príncipe”

Em Belo Horizonte, o Museu dos Brinquedos programou diversas atrações para o primeiro semestre de 2017. “O Pequeno Príncipe”, por exemplo, será homenageado na abertura da temporada de espetáculos, que começam nesta sexta-feira, dia 17/3.

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O Museu dos Brinquedos apresenta a programação para o primeiro semestre de 2017. Apoiado pelo Mercantil do Brasil, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o espaço dedicado ao resgate, divulgação e valorização das brincadeiras e brinquedos de diferentes gerações, inicia a agenda na sexta, 17 de março. Além das diversas atrações para toda a família, como espetáculos de teatro, musicais, contações de histórias, oficinas e exposições de brinquedos, o Museu tem outra novidade para 2017: a programação noturna.

A estreia noturna ocorre com o espetáculo “O Pequeno”, da A Patela Cia de Teatro e Dança, inspirado na história francesa de Antoine de Saint-Exupéry, “O Pequeno Príncipe”, e na obra “O menino e o mundo”, escrita e dirigida por Alê Abreu. A partir das 18 horas, acontecerão brincadeiras e uma oficina especial com o tema “O Pequeno Príncipe” em seu planeta com sua rosa. Ainda em março, o Museu dos Brinquedos oferece mais dois espetáculos. No dia 18, “A Caixinha de Papelão”, da Patela Cia de Teatro e Dança, e, no dia 25, “Histórias do Sítio do Picapau Amarelo”.

O mês de abril começa com musical. No dia 1º, Fernanda Sander e Bianca Luar trazem o “Brincar Comigo”. No segundo sábado, 8, é a vez de “Histórias da Arca” com Ana Cristina e banda. Nos dias 13,14 e 15, será exibido o espetáculo da Arca da Alegria: “Caça aos Ovos”. Para encantar o público, o espaço traz “Histórias Brasileiras”, com a Cia. Tricotando Palavras e Canções, 21 e 22, e “A mulher que sonhava em voltar a ser criança”, 29.

Em maio as atividades continuam. Dia 1°, feriado, “Brincar de Teatro” com Thaís Bicalho. Nos sábados, 6, 13, 20 e 27, serão: “A viagem de um Barquinho – Coletivo Itinerâncias”, “Ciência Maluca” – Arca da Alegria, “Canções dos bichos” – Grupo Quinto e “Se essa rua fosse minha…” – com oficinas, brincadeiras e teatro no quarteirão fechado da Rua Cláudio Manoel (atrás do Museu dos Brinquedos).

Finalizando o semestre, o Museu celebra o Mês do Meio Ambiente com a apresentação do espetáculo “Quando o Riachinho Virou Mar” – Casa de Lua, 3 de junho, e nos dias 10, 15, 16, 17 e 24: oficinas especiais sobre meio ambiente.

Durante a semana, de segunda a sexta-feira, o funcionamento é das 9h às 16h e nos sábados e feriados, de 10h as 17h. Mais informações podem ser acessadas no site http://museudosbrinquedos.org.br/

Valores: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia).

O Museu dos Brinquedos reúne coleções de brinquedos de várias épocas e tem como missão preservar, conhecer e difundir o patrimônio cultural lúdico da infância.

Serviço:

Localização: Av. Afonso Pena, 2564, Funcionários – Belo Horizonte/MG

Horário de funcionamento: das 9 às 16h (seg. a sex.); de 10 às 17h (sáb. e feriados)

Entrada: R$ 12,00 (meia) R$ 24,00 (inteira) – para permanência no local (toda a programação inclusa)

Mais informações: (31) 3261-3992 / 3146-9633

Aprenda a contar histórias

15578128_1557073984319214_5898670325995817803_oSeja para se tornar um profissional ou mesmo para atuar junto à família, oferecemos a dica do Instituto Cultural Aletria para o curso “A arte de contar histórias”. O instituto tradicionalmente oferece este curso e já formou muito contador que hoje faz sucesso entre as crianças. “Porque, aqui, brincadeira, livro infantil e contação de histórias são assuntos que a gente leva muito a sério”, diz o site do instituto.

 

“A arte de Contar Histórias” – Módulo I

Com Sandra Lane e Rosilda Figueiredo

Início: 21 de março (Terças-feiras)

Término: 20 de junho

Horário: das 16 às 19h

Programa: Preparação para a entrada no universo da narração oral: memória afetiva e encantamento das histórias de vida / Raízes do Conto Popular, Tradição oral brasileira (cirandas, cantigas, adivinhas, trava-línguas, quadrinhas, ditos populares, parlendas, fórmulas de início e encerramento dos contos) / História da narrativa no ocidente / Contos de Fada / Técnica de Memorização do conto tradicional / Exercícios de desinibição, expressão, respiração, voz, corpo e ritmo / Performance do Contador de Histórias / O repertório do contador de histórias / Elaboração do espetáculo de encerramento.

Espetáculo de Formatura (13/6): “Era uma vez outra vez” (presenças de Sandra Lane, Vilmar de Oliveira, Rosilda Figueiredo e Rosana Mont’Alverne)

Valor do curso: R$890,00 + R$90,00 de matrícula (o curso pode ser dividido em 4 parcelas)

Mais informações: aletria@aletria.com.br |Fone (31) 3296-7903

Pra começar a semana

1- Acessibilidade no mercado cultural

No Brasil e no mundo ainda existe muito desconhecimento sobre as pessoas com deficiência e seus direitos. Muitos consideram que a inserção da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da audiodescrição como um custo a mais para os projetos culturais, quando, na verdade, se trata da contemplação de direitos adquiridos pelas pessoas com deficiência.

Diante disso, nesta terça-feira, 14 de março, às 18h, o site do projeto Diversidade na Rua (http://www.diversidadenarua.cc/)  da empresa Mercur, realizará um debate online aberto ao público sobre os diversos desafios e possibilidades do mercado cultural e acessibilidade desses espaços. A mediação do debate, que terá como tema o “Mercado cultural e acessibilidade: desafios e possibilidades”, será com o consultor em audiodescrição e vice-presidente da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade), Felipe Mianes, que tem baixa visão desde a infância e enfrentou graves problemas de acessibilidade arquitetônica e atitudinal em sua formação e inclusão no mercado de trabalho.

Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do debate, basta acessar o site www.diversidadenarua.cc/debate. O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples.

Ministro Roberto Freire se reuniu  com representantes da Câmara Brasileira do Livro - Foto: Edson Leal/Ascom MinC

Ministro Roberto Freire se reuniu com representantes da Câmara Brasileira do Livro – Foto: Edson Leal/Ascom MinC

2- Parcerias em prol do livro

O incentivo às feiras de literatura e à abertura de livrarias fora dos grandes centros do País foi o principal assunto da reunião, semana passada, em Brasília (DF), entre o ministro da Cultura, Roberto Freire, e representantes da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Participaram o presidente da entidade, Luís Antonio Torelli, e a diretora-executiva, Fernanda Gomes Garcia. O secretário de Economia da Cultura do Ministério da Cultura (MinC), Mansur Bassit, também esteve presente.

Torelli explicou que a CBL, em parceria com o Sebrae e com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), pretende incentivar a abertura de livrarias fora dos grandes centros brasileiros e pediu parceria do MinC para o projeto. “Temos cerca de 1,3 mil livrarias para mais de 5 mil municípios. Não adianta haver política de fomento se não há onde comprar os livros. Queremos investir nisso”, afirmou.  Segundo ele, o Brasil tem uma carência enorme de livrarias e de pontos de venda e uma concentração enorme.

Outro ponto abordado foi o apoio do MinC para feiras literárias. “Temos uma experiência muito positiva (nesse quesito), não apenas para venda de livros, mas para a formação de leitores”, contou. “Ao trazer autores, tornamos o evento mais atrativo e capacitar professores da região estimula a formação de leitores”, exemplificou.