Top 10 da Leitura entre alunos brasileiros

Sala de leitura e biblioteca da EMEF, Escola Municipal de Ensino Lourdes de Oliveira Colnaghi. 13-06-2014

Os livros de contos, poemas e de literatura infantil em geral lideram o Top 10 dos Gêneros Literários mais lidos entre os alunos do Ensino Fundamental com idade entre cinco e 13 anos nas escolas brasileiras. Também aparecem na relação os livros escolares e os religiosos e a Bíblia, um traço comum em países católicos e de ascensão da população evangélica. Mas o que chama mais atenção é a presença dos livros de arte e dos científicos entre os mais procurados nessa faixa etária.

Os dados fazem parte de um estudo que está sendo preparado pela Fundação Observatório do Livro e da Leitura, com base nas informações coletadas pelo Ibope para o Instituto PróLivro para a quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, concluída em 2016. Para efeito da análise, a população foi dividida em dois grupos: um com crianças entre 5 e 10 anos, que cobre o primeiro ciclo do Ensino Fundamental, e o outro entre 11 a 13 anos de idade, que corresponde a três dos quatro anos do Fundamental 2.

“A análise indica um ligeiro crescimento da leitura e reforça, ao mesmo tempo, algumas preocupações com relação ao baixo estímulo em parte das escolas”, alerta o presidente da Fundação Observatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim, que coordenou a implantação da metodologia de medição que, atualmente, é utilizada pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Segundo ele, que já foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional e o responsável pela implantação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), torna-se ainda mais evidente a necessidade de as bibliotecas escolares se prepararem de forma mais adequada para assumirem papéis de maior relevância nos projetos pedagógicos para que os bibliotecários das escolas passem a atuar como uma espécie de consultores em leitura junto aos professores e coordenadores pedagógicos.

Principais resultados

Entre os alunos mais novos, as estatísticas indicam as seguintes preferências, pela ordem: 1) Livros Infantis; 2) Contos; 3) Bíblia; 4) HQ; 5) Livros Escolares; 6) Ciências; 7) Artes; 8) Poesia; 9) Religiosos; e 10) Romance. Já entre o segundo grupo, há uma inversão na ordem dos mais lidos: 1) Contos; 2) Bíblia; 3) Poesia; 4) Livros Escolares; 5) Livros Infantis; 6) Ciências; 7) HQ; 8) Juvenis; 9) Romance; e 10) Artes.

Os dados indicam que 67% das crianças de 5 a 10 anos são leitoras de livros, um número que cresce para 84% entre os alunos entre 11 e 13 anos. O dado preocupante, no caso, é o outro lado da moeda, que revelou que 16% no grupo mais velho admite não ser leitor, um indicador que chegou a alarmantes 33% entre os mais novos.

Nos dois grupos, a capa do livro é o fator que mais influencia na escolha da obra a ser lida, enquanto que as indicações de professores são responsáveis por 18% das leituras feitas entre os menores e por 11% entre os maiores. O tema, o título e o autor só vêm depois. A boa notícia é que, embora um entre cada quatro alunos reconheça que a principal razão para a leitura tenha sido a indicação feita pela escola, 45% deles afirmam que leram por gosto ou prazer.

O estudo também se dedicou a procurar entender as razões pelas quais os alunos do Ensino Fundamental avaliam tão bem as bibliotecas escolares. Além do atendimento em si, quase dois terços dos entrevistados disseram que encontraram nas bibliotecas de suas escolas todos os livros ou pelo menos boa parte das obras indicadas pelos professores. Só 7% não encontrou, enquanto 4% sequer procurou.

Embora a população estudantil – da Educação Infantil à Pós-Graduação – apresente índices de leitura muito acima daquele produzido pela população fora da escola (9,35 livros per capita lidos por ano, ante 3,35 do segundo grupo), a leitura continua longe de ser a atividade preferida entre os alunos das escolas brasileiras. Entre aqueles com Ensino Fundamental 1 completo, ela aparece em quinto lugar, enquanto que entre os que possuem o Fundamental 2 a leitura ocupa o penúltimo lugar entre os dez mais mencionados, atrás da TV, rádio, internet, conversa com os amigos, vídeos, WhatsApp e mídias sociais como o Facebook, Twitter e o Instagram.

Baixe aqui o PDF da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2016

A feira de Bolonha não decepcionou

Editores participantes da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que foi realizada de 3 a 6 de abril deste ano, estimam fechar US$ 337 mil em negócios nos próximos 12 meses. Leonardo Neto, em matéria do Publish News, mostra que o valor é menor do que o estimado no ano passado, mas acima da meta estipulada pelo Brazilian Publishers, projeto de incentivo à exportação de conteúdos editoriais brasileiros. Abaixo, leiam a matéria completa.

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Durante a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, cuja 54ª edição foi encerrada no último dia 6, 15 editoras brasileiras estiveram no estande coletivo do Brazilian Publishers (BP), projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro resultado da parceria entre Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Durante os dias do evento, as editoras participaram de 361 reuniões com empresas de 31 países e ainda de dois matchmakings, um com editores da América Latina e outro com editores dos Emirados Árabes (EAU).

Segundo estimativas do BP geradas a partir de declarações dos próprios participantes, essas reuniões e encontros redundarão em negócios na ordem de US$ 337 mil nos próximos 12 meses. A cifra está acima da meta estipulada pelo BP para esse ano, que foi de US$ 320 mil. No ano passado, a meta também foi superada. Antes da feira, o BP falava em US$ 300 mil, mas acabou fechando em US$ 470 mil em negócios nos 12 meses subsequentes ao evento.

“A queda na expectativa de negócios para os próximos 12 meses em relação a nossa participação no ano passado não é preocupante. Alteramos nossos principais mercados-alvo de atuação da Europa para América Latina e estamos focados também nos Emirados Árabes devido à homenagem que Sharjah [um dos emirados dos EAU] receberá na Bienal de São Paulo em 2018. Mudança e expectativa nem sempre são melhores amigas, mas estamos seguros de que o foco estratégico nesses mercados trará melhores frutos para o Brasil e para o mercado do livro no médio prazo”, disse Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, gerente de relações internacionais da CBL e do Brazilian Publishers.

Para Mariana Warth, editora da Pallas que vai a Bolonha há nove anos, foi uma edição surpreendente. “Foi uma feira muito melhor do que eu imaginava. Voltei com uma negociação avançada para venda de direitos de um livro para a França e outra engatilhada para a Alemanha. Não esperava um resultado tão bom”, disse ao PublishNews. Mariana pontua ainda a importância de sempre estar presente em eventos internacionais como o de Bolonha. “Quando você conquista parceiros no exterior, as pessoas jogam juntas com você. Agora mesmo, percebi que há um entendimento internacional de que o nosso país está em um momento difícil e há uma compreensão dessa conjuntura por parte dos nossos parceiros internacionais. E isso você só conquista se fazendo presente, indo lá, apertando a mão, mostrando planilhas, relatórios, jogando aberto”, finalizou.

Luiz Alvaro está de acordo com Mariana. “De maneira persistente, profissional e criativa, os editores do Brazilian Publishers estão conquistando cada vez mais espaço no mercado global do livro infantil”, concluiu.

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O trabalho do leitor crítico

Entre o escritor e a editora que recebe o original para publicação de um livro existe a figura do “leitor crítico” a quem, algumas vezes, cabe decidir se vale a pena ou não produzir e colocar a obra no mercado. Entre o mercado editorial e as bibliotecas também existe o trabalho deste profissional. Mas, afinal, que figura é esta e como atuam os leitores críticos?

Quem responde é Fabíola Farias, que é graduada em Letras, mestre e doutoranda em Ciência da Informação pela UFMG. É leitora-votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e coordena a rede de bibliotecas públicas e os projetos para a promoção da leitura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

Fabíola Farias e a análise de um texto literário

Fabíola Farias e a análise de um texto literário

Rosa Maria: O que é uma leitura crítica?

Fabíola Farias: Considero crítica uma leitura que consegue relacionar o texto lido com o mundo vivido. Mesmo em propostas mais experimentais, muitas vezes não-lineares, a busca permanente é pela ampliação de repertórios – linguístico, estético – que permitam aos leitores pensar sobre sua história, as relações e discursos que organizam e determinam suas vidas e projetos, individuais e coletivos.

Em resumo, críticas são aquelas leituras que nos permitem um afastamento do cotidiano para voltarmos a ele de maneira mais madura e questionadora. No caso das crianças muito pequenas, o desafio está na compreensão da escrita como um lugar de poder, que registra, produz e pode subverter conhecimentos e narrativas: uma palavra que serve para mandar pode também servir para perguntar…  A melodia, o ritmo e a brincadeira com as palavras em um poema, por exemplo, carregam um grande potencial de subversão. 

RM: Na literatura infantil, o que esta leitura persegue?

FF: Não faço distinção entre a literatura “adulta” e a “para crianças”.

RM: O que o texto para crianças precisa ter para ser aprovado por um leitor crítico?

FF: Como um texto “para adultos” precisa ser inteligente e inventivo, respeitando e convocando o leitor para a experiência que propõe. Sem regras.

RM: Onde atua o leitor crítico?

FF: Como atuação profissional, a leitura crítica se destina, principalmente, ao atendimento de demandas do mercado editorial. Há também profissionais que se dedicam à leitura de originais de escritores. No campo da pesquisa e da mediação da leitura, onde atuo, a leitura crítica é uma atividade de reflexão sobre o livro como um todo, com sua narrativa, texto e ilustrações, realizada em um projeto gráfico, com materiais e formatos que façam parte de um projeto, que chegue “inteiro” para seus leitores.

RM: Explique mais sobre sua atuação como leitora crítica.

FF:  Tenho duas frentes de trabalho nessa área, que se encontram e se ajudam mutuamente: a primeira como leitora-votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), seção brasileira do International Board on Books for Young People (IBBY), onde participo da avaliação da produção editorial brasileira “para crianças e jovens” a cada ano: os editores nos enviam seus livros, que lemos e analisamos de acordo com as categorias do Prêmio FNLIJ. Esse trabalho tem como resultado o selo Altamente Recomendável da FNLIJ, os livros premiados em suas categorias e os livros indicados para o Catálogo de Bologna. O trabalho que faço junto à FNLIJ, não remunerado, reverbera diretamente na minha atuação junto às bibliotecas públicas municipais de Belo Horizonte, tanto na escolha dos livros que compramos para os nossos acervos, feita coletivamente por um grupo interdisciplinar, quanto no atendimento diário aos leitores. As leituras feitas em função da FNLIJ me oferecem um panorama muito interessante da produção editorial brasileira. 

RM: Qual a diferença entre ser um leitor crítico e um revisor de texto?

FF: Acho que o leitor crítico se dedica ao texto como um texto como um todo, à sua narrativa, sua inventividade e, em alguns casos específicos, à sua fundamentação teórica. O revisor, entendo eu, se dedica a questões linguísticas.

RM: Onde funciona o seu escritório? Envie seus contatos.

FF: Quem quiser conversar sobre livros, participar de atividades de reflexão sobre o tema, pode procurar a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, que fica no Centro de Referência da Juventude, na Praça da Estação, em Belo Horizonte; 3277-8658. bpij.fmc@pbh.gov.br

Dia Mundial do Livro

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No dia 23 de abril é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em muitos países, inclusive o Brasil. Muitas livrarias fazem promoções e oferecem descontos nos preços dos livros para comemorarem a data.

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O Dia Mundial do Livro ou simplesmente o Dia do Livro é comemorado anualmente em 23 de abril e teve origem na Catalunha (Espanha) em 1926. Além de homenagear várias obras literárias e seus autores, o Dia do Livro também busca conscientizar as pessoas sobre os prazeres da leitura.

No Dia Mundial do Livro também é celebrado o dia dos Direitos de Autor. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) criou a data do “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor” para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem não só os prazeres da leitura como também a reconhecerem a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos.

Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

A Unesco escolheu a data do Dia Mundial do Livro em 1995, em Paris, durante o XXVIII Congresso Geral. O dia 23 de abril foi escolhido por ser a data da morte de três grandes escritores da história: William Shakespeare, Miguel de Cervantes, e Inca Garcilaso de la Vega.

23 de abril é também a data de nascimento ou morte de outros autores famosos, como Maurice Druon, Haldor K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Algumas atividades são típicas e sugeridas para o Dia Mundial do Livro:

Escreva uma história em grupo;

Leia um livro em voz alta;

Incentive as crianças a lerem versões infantis dos grandes clássicos da literatura;

Aproveite a oportunidade para contar a história dos grandes escritores do mundo;

Desenhe ou pinte desenhos sobre Dom Quixote ou de outros clássicos da literatura, por exemplo. (Fonte: Calendarr Brasil)

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Troca de livros

Neste domingo, 23 de abril, a Amazon comemora o Dia Mundial do Livro incentivando a troca de livros em uma biblioteca ao ar livre no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. É uma excelente oportunidade para liberar espaços na estante e pegar livros diferentes, sem custo algum. Os livros restantes serão doados a instituições sem fins lucrativos que promovem a leitura.

Além de promover a troca de livros, o evento propõe um dia de atividades relacionadas à leitura, com mediação de histórias para crianças, em um ambiente que também convida os participantes a apreciar um bom livro. As autoras Bianca Sousa, Camila Fernandes Ohl Ferreira, Karen Alvares, Keila Gon, Mari Scotti e Gisele Mibarai, vencedora do Prêmio Kindle, estarão entre os participantes que farão leituras de trechos de seus livros no parque. (Fonte: Inteligemcia)

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Assista a esse livro

Globo, Amazon.com.br e Companhia das Letras lançaram a iniciativa “Assista a Esse Livro”. Na prática, os clássicos da literatura brasileira serão disponibilizados em eBook e certos trechos terão links que direcionam o leitor para vídeos de séries e novelas da Globo que reproduzem a cena. Os livros digitais estão disponíveis na Loja Kindle, na Amazon.com.br. Para assistir aos vídeos, o dispositivo do usuário deve estar conectado à internet.

“Assista a Esse Livro” é uma experiência de leitura única, que une obras literárias e produções televisivas. Clicando no ícone “Play”, leitores poderão assistir às cenas correspondentes da produção para a TV enquanto estão conectados à internet. Todas os vídeos selecionados estão reunidos em uma lista ao final de cada eBook

Cada livro digital contém links de vídeos com duração de até 1 minuto. “Dois Irmãos”, por exemplo, tem 19 cenas da minissérie transmitida este ano pela Globo, com renomados atores como Cauã Reymond, Antônio Fagundes e Eliane Giardini. O livro foi escrito por Milton Hatoum e sai por R$ 19,90 na loja da Amazon.com.br.

Outros títulos que já estão disponíveis na sessão “Assista a Esse Livro” são: “Gabriela Cravo e Canela” (R$ 20,50), escrito por Jorge Amado e transformado em série por Walcyr Carrasco, “As Relações Perigosas” (R$ 16,90), de Choderlos de Laclos e adaptado por Manoela Dias, e “O Canto da Sereia” (R$ 27,90), escrito por Nelson Motta e transformado em série por George Moura e Patrícia Andrade.

Os eBooks do “Assista a Esse Livro” podem ser lidos em smartphones, tablets e computadores usando o aplicativo de leitura gratuito Kindle, disponível para Android e iOS. Para mais informações sobre a iniciativa, clique aqui. (Fonte: 33Giga)

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Livros mais baratos

Nos sites das livrarias, o leitor vai encontrar promoções de livros. Vamos destacar aqui a iniciativa da Saraiva, que também se une à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais neste 23 de abril, doando 1 real de cada livro vendido. A iniciativa faz parte do #LerFazBem que envolve diversas práticas, como o apoio ao projeto Ninho de Livros.

Segundo a Unesco no Brasil, o valor arrecadado com a iniciativa será destinado à promoção de publicações de conteúdo gratuito no país, de acordo com a política de acesso aberto da Organização que visa “reforçar seu compromisso de incentivar e proteger o acesso à informação e ao conhecimento, que é fundamental para o avanço de soluções inovadoras para os desafios do desenvolvimento internacional”. Esta iniciativa integrará o mapa mundial da Unesco que relaciona as celebrações ao redor do mundo no Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais de 2017.

Acompanhe as promoções da Saraiva: http://www.saraiva.com.br/promocoes/dia-mundial-do-livro

Projeto de incentivo à leitura

Vamos incentivar nossas crianças a lerem mais? Segunda edição de ação especial de incentivo à leitura conta com financiamento coletivo para ampliar seu alcance .

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Foi lançada a 2ª Edição do Projeto Dia Nacional do Livro Infantil (data comemorada no dia 18 de abril), que tem como objetivo fomentar a leitura em nosso país e contribuir para a formação de novos leitores, desde a fase de alfabetização.  E há muitos motivos para isso. Afinal, são inúmeros os benefícios da leitura: a criança que lê tem mais facilidade para aprender, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor. Por meio da leitura ela desenvolve a criatividade, desperta a imaginação e adquire repertório, cultura e conhecimento. Ler para uma criança contribui para formar leitores e reverter o baixo índice de leitura em nosso país.

Em 2016, junto com algumas parcerias, a equipe responsável pelo projeto Dia Nacional do Livro Infantil promoveu uma ação especial de incentivo à leitura, em uma escola da rede pública de Curitiba.  As crianças tiveram uma manhã dedicada a histórias, contos e poesias infantis e, ao final das atividades, cada uma recebeu de presente um exemplar de um livro infantil personalizado. Ao levar o livro para casa, cada aluno levou também uma lembrança do evento e ampliou a sua experiência, que foi dividida com a família e os amigos. Esta é uma maneira de manter aceso o interesse pela leitura além do ambiente escolar.

menino-lendoPor isso, neste ano, o projeto foi ampliado para atender mais escolas e impactar um número maior de crianças. Desta vez, a participação é aberta a sociedade, via a plataforma de financiamento coletivo Benfeitoria. Isso quer dizer que qualquer pessoa que se identificar com a causa pode colaborar com o projeto. O objetivo é engajar o maior número de pessoas para promoverem o hábito da leitura.

A ação é proposta a alunos da pré-escola e do 1º ano do Ensino Fundamental. Tanto as escolas, quanto os professores que serão beneficiados pela ação foram escolhidos por apresentarem práticas interessantes e que refletem um bom uso do material do TRILHAS (www.portaltrilhas.org.br), projeto de formação de iniciativa do Instituto Natura, que apoia docentes no trabalho com alfabetização.

Plataforma colaborativa

É o exercício da ideia de que juntos é possível conquistar um objetivo maior. É a velha “vaquinha” só que na forma virtual, e com o princípio da recompensa. Ou seja, quem contribui recebe algo em troca. Quem participar do Projeto Dia Nacional do Livro Infantil contribuirá com alunos de instituições públicas e apoiará também a disseminação da ideia, fomentando, assim, o desenvolvimento da leitura no país.

Para participar do projeto Dia Nacional do Livro Infantil basta acessar o site Benfeitoria por meio do link http://benfeitoria.com/DiaNacionalDoLivroInfantil

Na página do projeto, você encontrará todas as informações necessárias para colaborar com a ação. O projeto é capitaneado pela equipe APRENDER.digital, da editora eTrix, com o apoio de empresas parceiras, que cederam kits de recompensas para as contribuições. Entre elas, a CIA Infantil, Edições SM, Fundação SM e Savannah Kids.

Mais informações: info@aprender.digital

“Vozes Ancestrais”

18 e 19 de abril, respectivamente, dias Nacional do Livro Infantil e Dia do Indio.

A data do livro é uma homenagem ao maior dos escritores brasileiros de livros infantis, Monteiro Lobato (18 de abril de 1882/4 de julho de 1948 – São Paulo), que sempre exaltou a cultura nacional. Por isso, escolhemos o livro “Vozes Ancestrais”, lançamento da FTD Educação, 80 páginas, para comemorarmos as duas datas. O autor Daniel Manduruku, neste livro, reúne dez contos da tradição oral de diversos povos indígenas brasileiros.

 

livSegundo dados do IBGE, há no Brasil mais de 300 comunidades indígenas. Essa diversidade é ainda pouco conhecida, especialmente pelas crianças e jovens. Para aproximar seus leitores do universo da tradição oral indígena brasileira, a FTD Educação lança “Vozes ancestrais”, 80 páginas, de Daniel Munduruku. Reconhecido autor e professor brasileiro, Munduruku é natural do Pará e pertence à etnia indígena Munduruku. Ninguém melhor para levantar histórias, traços culturais e trajetórias desses importantes povos.

Esta edição reúne dez contos da tradição oral de diferentes povos indígenas de diversos estados brasileiros, de Norte a Sul: Paiter Suruí, Tikuna Magüta, Maraguá, Tabajara, Krenak, Kaingang, Nambikwara, Kadiwéu, Umutina e Kurâ-Bakairi. Entre as principais temáticas estão explicações para a origem do mundo, a relação entre ser humano e natureza e rituais sagrados.

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Na abertura dos contos, a obra apresenta fotografias de cada povo e, ao final, informações sobre sua localização, história e curiosidades. O livro conta, ainda, com um Suplemento de Leitura, que propõe atividades para trabalhar os diversos assuntos abordados na história em outras áreas do conhecimento.

Com o intuito de colaborar para a construção do conhecimento, a FTD Educação idealizou este projeto para valorizar a interdisciplinaridade e despertar o senso crítico do leitor, de modo que sua aprendizagem e seu comportamento estejam pautados na ética, no respeito às diferenças, para o desenvolvimento pleno do exercício de cidadania a que todos têm direito.

280x400_vozes “Não se esqueça: os povos indígenas contam histórias não só para se divertir mas também para ensinar. Nos contos estão presentes os sentidos da nossa existência. Quem souber ouvi-las assim, compreenderá a essência da vida”, diz Daniel Munduruku na apresentação da obra.

A obra conta ainda com  posfácio de Wilmar D’Angelis, linguista e indigenista, professor do Departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Daniel Munduruku carrega seu povo no nome, os Munduruku, do estado do Pará. Hoje, ele mora em Lorena, no interior de São Paulo, é professor de formação, com mestrado e doutorado em Educação. Iniciou sua carreira literária há 20 anos, e tem mais de 50 livros publicados. Ganhou diversos prêmios literários, entre eles o Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras e o da Unesco.

O livro custa R$ 46,00.

“Farmácia Literária”

A leitura como tratamento para diversas doenças de crianças e adultos é tema do livro que a Editora Verus lança no Brasil. São 376 páginas e o livro custa R$ 38,90 (Saraiva). Andre Biernath, da Editora Abril, informa a respeito da obra.
imagemImagine chegar ao consultório ou ao hospital com um incômodo qualquer e sair de lá com a prescrição de uma terapia intensiva de George Orwell, seguida de pílulas de Fernando Pessoa, emplastros de Victor Hugo e doses generosas de Monteiro Lobato. Você não leu errado: uma boa história ajuda a aliviar depressão, ansiedade e outros problemas que atingem a cabeça e o resto do organismo.

Quem garante esse poder medicamentoso das ficções são as inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil Farmácia Literária (Verus). Redigida no estilo de manual médico, a obra reúne cerca de 200 males divididos em ordem alfabética. Para cada um, há dicas de leituras.

As autoras se conheceram enquanto estudavam literatura na Universidade de Cambridge. Entre um debate sobre um romance e outro, viraram amigas e criaram um serviço de biblioterapia, em que apontam exemplares para indivíduos que procuram assistência. “O termo biblioterapia vem do grego e significa a cura por meio dos livros”, ressalta Ella.

O método é tão sério que virou política de saúde pública no Reino Unido. Desde 2013, pacientes com doenças psiquiátricas recebem indicações do que devem ler direto do especialista. Da mesma maneira que vão à drogaria comprar remédios, eles levam o receituário à biblioteca e tomam emprestados os volumes aconselhados.

A iniciativa britânica foi implementada com base numa série de pesquisas recentes que avaliaram o papel das palavras no bem-estar. Uma experiência realizada na Universidade New School, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com o hábito de reservar um tempo às letras costumam ter maior empatia, ou seja, uma capacidade ampliada de entender e se colocar no lugar do próximo. Outra pesquisa da também americana Universidade Harvard apontou que leitores ávidos são mais sociáveis e abertos para conversar.

E olha que estamos falando de ficção mesmo. No novo livro não vemos gêneros como autoajuda ou biografia. “Eles já tinham o seu espaço, enquanto as ficções eram um recurso pouco utilizado. É difícil lembrar-se de uma condição que não tenha sido retratada em alguma narrativa”, esclarece Susan.

As autoras acreditam que é possível tirar lições valiosas do que fazer e do que evitar a partir da trajetória de heróis e vilões. “Ler sobre personagens que experimentaram ou sentiram as mesmas coisas que vivencio agora auxilia, inspira e apresenta perspectivas distintas”, completa.

As sugestões percorrem praticamente todas as épocas e movimentos literários da humanidade. A obra mais antiga que integra o livro é a epopeia O Asno de Ouro, assinada pelo romano Lúcio Apuleio no século 2, que serve de fármaco para exagero na autoconfiança. Há também os moderníssimos Reparação, do inglês Ian McEwan (solução para excesso de mentira), e 1Q84, do japonês Haruki Murakami (potente para as situações em que o amor simplesmente termina).

Disponível em 20 países, cada edição de Farmácia Literária é adaptada para a cultura local, com a inclusão de verbetes e de literatos nacionais. “Nós precisamos contemplar as obras que formaram e moldaram o ideal daquela nação para que nosso ofício faça sentido”, conta Ella. No caso do Brasil, foram inseridos os principais textos de  Machado de Assis, Guimarães Rosa e Milton Hatoum, que fazem companhia aos portugueses Eça de Queirós e José Saramago.

Sinopse de Thaís Snape, do blog “Desbravador de Mundos”

Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. “Farmácia Literária” é um tributo a esse poder.

Mais de 400 livros para curar males diversos, de depressão e dor de cabeça a coração partido. Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse.

Estruturado como uma obra de referência, em “Farmácia Literária” os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração).

Está convencido de que tem sido covarde? Leia “O sol é para todos” e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em “Cem anos de solidão” para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? “Suíte em quatro movimentos”, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado.

Brilhante e encantador, “Farmácia Literária” pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios. Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

Dois registros para sua agenda

1-      Verdemar e o “Dia do Livro Infantil”

Dia NAcional do livro infantilNo próximo dia 18 de abril é comemorado nacionalmente o Dia do Livro Infantil. A data é uma homenagem ao nascimento do escritor Monteiro Lobato, que encantou infâncias com seus clássicos personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo. E é buscando encantar ainda mais crianças e contribuir com o seu desenvolvimento por meio da cultura que o Verdemar realizará uma campanha de arrecadação e doação de livros infantis.

De agora até o dia 20 de abril, todas as lojas Verdemar receberão em suas frentes de caixa (SAC), livros de literatura infantil que serão posteriormente doados a instituições de caridade de Belo Horizonte. Se você possui livros deste gênero, ociosos,  é a hora de tirar a poeira da capa e transformar a infância de uma criança.

 

2 – Aletria e as “Brincadeiras em Sala de aula”

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Novidade no calendário de cursos e oficinas da Aletria: na noite do dia 17, a contadora de histórias e brincante, Rosilda Figueiredo, irá ministrar a oficina “Brincadeiras em Sala de Aula”.  Indispensável para professores, pais, educadores, catequistas, brincantes e demais interessados no mundo fantástico das brincadeiras para os miudinhos da educação infantil, a oficina irá trabalhar repertórios práticos de brincadeiras tradicionais brasileiras em processos de ensino/aprendizagem. O princípio básico é a brincadeira, enquanto cultura, socialização e desenvolvimento cognitivo, fonológico e linguístico da criança. Informações: aletria@aletria.com.br | (31) 3296-7903

 

“Mimi: o gato que sabia falar chinês”

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Diz o Dicionário Houaiss que gato é um substantivo masculino que remete ao século 18 e nomeia um pequeno mamífero carnívoro, doméstico, da família dos felídeos (Felis catus), descendente do gato selvagem encontrado na África e sudoeste e cuja domesticação se deu no Egito, há cerca de 4.000 anos.

Mas existem muitas maneiras de se definir “gato”.

“Mimi: o gato que sabia falar chinês” reúne textos sensíveis e atentos sobre o dia a dia de Mimi, um lindo gato preto que chegou à casa da artista plástica chinesa Shu Lin para modificar sua rotina, acompanhados de pinturas em encáustica e óleo que o retratam em diferentes situações.

Com um olhar amoroso e infantil, fruto do contato direto com crianças há mais de 25 anos em sua Oficina de Arte, Shu produziu um livro delicado, colocando-se no ponto de vista de seu gato para captar a rotina atribulada dele.

Em um dos textos, Shu diz: “Os gatos não falam, mas se comunicam de diversas maneiras: pelo olhar, pelo miado, pela posição do rabo. Conhecer seus códigos proporciona uma infinidade de entendimentos. Isso ajuda no nosso relacionamento: Mimi conhece a dona dele e eu o conheço. Dá para imaginar, convivendo há tanto tempo com o Mimi, como nossa vida é sempre cheia de surpresas!”

Ao fim da leitura, fica a dúvida: o livro é sobre “Mimi, o gato que sabia falar chinês”, e a relação com a dona dele, Shu. Ou seria o contrário? Será que o dono seria ele? “Mimi: o gato que sabia falar chinês” é, antes de tudo, um livro sobre a importância da amizade e da observação e do entendimento do outro.

A autora

Shu Lin nasceu em Taiwan e imigrou para São Paulo em 1966. Estudou na FAAP, especializando-se em Arte-Educação pela ECA-USP nos anos 1980, quando trabalhou com arte para crianças em escolas como Vera Cruz e Espaço Brincar.

Em 1988, foi contemplada com uma bolsa de estudos pela Fundação Japão para cursar Arte-Educação na Universidade de Kobe. Quando retornou ao Brasil, em 1990, abriu sua Oficina de Arte para crianças, com método próprio de ensino, onde continua a dar aulas. Em paralelo a sua prática educativa, Shu desenvolve seu trabalho artístico, pesquisando a relação de elementos cotidianos a partir de desenhos e pinturas. Nos últimos anos, participou de diversas exposições individuais e coletivas. Atualmente é representada pela Galeria Sancovsky.

“Mimi: o gato que sabia falar chinês” é seu primeiro livro, desdobramento na escrita e na ilustração da pesquisa em seu ateliê.

Os textos de Shu Lin contêm um olhar aguçado e amoroso para com o cotidiano do seu gato Mimi e nos mostram — crianças das mais novas às mais velhas — a importância de cuidar bem e de buscar compreender um animal de estimação, que mais cedo ou mais tarde acabará se tornando nosso melhor amigo. É, antes de tudo, um livro sobre a importância da amizade.

Os 10 textos sobre o dia a dia de “Mimi, o gato que sabia falar chinês” são acompanhados da reprodução de 10 pinturas em encáustica sobre madeira e óleo sobre tela, feitos pela artista ao longo dos últimos 10 anos. Recentemente, seus trabalhos foram expostos na Galeria Sancovsky, em São Paulo, especializada em arte contemporânea.

O trabalho gráfico minucioso e a delicada encadernação manual, feita por Fabiane Sandes, do Atelier Estação Liberdade, realçam Mimi e reforçam sua característica principal: a de ser uma pequena joia. Como são as boas amizades.

Lançamento: Editora Barbatana – Preço:  R$ 38,00

http://www.edicoesbarbatana.com.br/pd-3e8654-mimi-o–gato-que-sabia-falar-chines.html?ct=&p=1&s=1

 

Personagens que ficaram de fora de Harry Potter

Que alguns personagens do universo de Harry Potter ficaram de fora dos filmes, isso todos sabemos. Ainda estamos tentando entender o porquê de terem tirado das telas Pirraça, o hilário poltergeist, que “assombrava” os corredores de Hogwarts, ou então Marietta Edgecombe, a grande dedo-duro da Armada de Dumbledore, que teve o que merecia graças à nossa bruxa favorita Hermione Granger.
Mas você provavelmente ainda desconhece as figuras que habitaram apenas a cabeça de J.K.Rowling, mas nunca conseguiram entrar nas páginas da saga do jovem bruxo. A MentalFloss reuniu alguns dos bruxos (e trouxas) que não sobreviveram às revisões e críticas dos editores e da própria autora.

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1 – O filho bruxo de Duda

Segundo Rowling, ela havia imaginado a última cena de As Relíquias da Morte com um pequeno e último plot twist: Duda Dursley teria tido um filho com sangue mágico. A criança iria para Hogwarts no mesmo dia que Alvo Severo, um dos rebentos de Harry. Mas a autora descartou a ideia, quando chegou à conclusão que qualquer gene mágico se desfaleceria ao entrar em contato com o DNA do tio Válter. Dessa forma, ela decidiu que um cartão de Natal por ano entre Duda e Harry seria contato o suficiente entre os dois primos.

2 – Pyrites, o capanga estiloso de Voldemort

Em seus rascunhos do primeiro capítulo da série, Rowling conta que havia imaginado vários cenários para a morte dos pais de Harry. Em um deles, um dos seguidores do Lorde das Trevas é enviado para encontrar Sirius Black. Pyrites, que quer dizer “ouro de tolo”, seria um comensal da morte extremamente estiloso e bem-vestido, sempre usando luvas brancas, as quais Rowling planejava manchar de sangue vez ou outra. Com o tempo, o personagem acabou tendo que ser cortado e a cena foi eliminada.

3 – Professor Trocar, o vampiro de Hogwarts

Apesar de a autora ter abandonado a ideia de trabalhar com vampiros na série, visto que o tema já havia sido exaustivamente explorado em outras publicações, Rowling havia considerado colocar um sugador de sangue no corpo docente da escola. Ela explicou que seu nome, Trocar, faria referência a um antigo instrumento usado para extrair fluídos corporais. O professor, porém, foi sendo abandonado com o tempo, nem mesmo chegando a ter uma matéria para ensinar.

4 – A irmã mais nova de Hermione

Rowling deu uma entrevista à BBC, em 2004, na qual revelou que sempre imaginou a bruxa mais brilhante de sua época tendo uma irmã caçula. Com o tempo, porém, a autora não mencionou em nenhum momento a quarta Granger, levando-a desistir da ideia por ser tarde demais para uma introdução de personagem.

5 – Mopsus, o vidente

A ideia de ter um bruxo cego com poderes premonitórios passou pela cabeça da autora da série, como ela comentou em uma entrevista coletiva de 2005. Seu nome seria baseado na mitologia grega e seus poderes extraordinários. Ele nunca sobreviveu aos primeiros rascunhos de A Pedra Filosofal, já que suas habilidades de prever o futuro atrapalhariam todo o enredo, desestabilizando o suspense criado durante a história. A professora Trelawney tomou seu lugar como grande vidente mais para frente, apesar de sua má fama de charlatã. Os traços de personalidade de Mopsus, no entanto, acabaram sendo transferidos para Olho-Tonto Moody.

6 – Mopsy, a velha louca dos cachorros

Ao contrário da Sra. Figg, a vizinha de Harry louca por gatos, Rowling considerava incluir uma personagem obcecada por cães no quarto livro da saga. Mopsy — cujo nome não possui nenhuma ligação com Mopsus — viveria nos arredores de Hogsmeade, o vilarejo localizado no perímetro do castelo de Hogwarts. A personagem seria a saída encontrada pela autora para dar um abrigo a Sirius quando ele estivesse tentando visitar seu afilhado. Transformando-se em cachorro, o animago seria abrigado pela bruxa, que o confundiria com um vira-lata qualquer. Mopsy, porém, foi cortada da história, já que o editor achou que ela não acrescentava muito à trama. O padrinho de Harry, então, acabou tomando como abrigo uma caverna da região.

7 – Mafalda, a Weasley sonserina

J.K.Rowling planejava incluir em O Cálice de Fogo uma rival para Hermione. Mafalda seria a filha de um dos primos de segundo grau do Sr. Weasley e seu objetivo seria infernizar a vida dos três amigos, enquanto eles estivessem indo assistir à Copa Mundial de Quadribol. Depois, a personagem teria um grande papel nas espionagens do trio. Por pertencer à Sonserina, ela conseguiria escutar as conversas dos filhos de Comensais da Morte e passaria toda informação para os amigos, na tentativa de impressioná-los. Além disso, Rowling explica que ela teria sido uma das únicas reais concorrentes de Hermione, sendo incrivelmente inteligente e, para completar, extremamente exibicionista. Apesar de gostar muito de Mafalda, a autora a descartou, já que tocar o enredo com ela mostrou-se desafiador. A autora a substituiu pela infame jornalista Rita Skeeter.

Fonte: Revista Galileu