“Mimi: o gato que sabia falar chinês”

15541842_1119711584745227_7198015650772549632_n

Diz o Dicionário Houaiss que gato é um substantivo masculino que remete ao século 18 e nomeia um pequeno mamífero carnívoro, doméstico, da família dos felídeos (Felis catus), descendente do gato selvagem encontrado na África e sudoeste e cuja domesticação se deu no Egito, há cerca de 4.000 anos.

Mas existem muitas maneiras de se definir “gato”.

“Mimi: o gato que sabia falar chinês” reúne textos sensíveis e atentos sobre o dia a dia de Mimi, um lindo gato preto que chegou à casa da artista plástica chinesa Shu Lin para modificar sua rotina, acompanhados de pinturas em encáustica e óleo que o retratam em diferentes situações.

Com um olhar amoroso e infantil, fruto do contato direto com crianças há mais de 25 anos em sua Oficina de Arte, Shu produziu um livro delicado, colocando-se no ponto de vista de seu gato para captar a rotina atribulada dele.

Em um dos textos, Shu diz: “Os gatos não falam, mas se comunicam de diversas maneiras: pelo olhar, pelo miado, pela posição do rabo. Conhecer seus códigos proporciona uma infinidade de entendimentos. Isso ajuda no nosso relacionamento: Mimi conhece a dona dele e eu o conheço. Dá para imaginar, convivendo há tanto tempo com o Mimi, como nossa vida é sempre cheia de surpresas!”

Ao fim da leitura, fica a dúvida: o livro é sobre “Mimi, o gato que sabia falar chinês”, e a relação com a dona dele, Shu. Ou seria o contrário? Será que o dono seria ele? “Mimi: o gato que sabia falar chinês” é, antes de tudo, um livro sobre a importância da amizade e da observação e do entendimento do outro.

A autora

Shu Lin nasceu em Taiwan e imigrou para São Paulo em 1966. Estudou na FAAP, especializando-se em Arte-Educação pela ECA-USP nos anos 1980, quando trabalhou com arte para crianças em escolas como Vera Cruz e Espaço Brincar.

Em 1988, foi contemplada com uma bolsa de estudos pela Fundação Japão para cursar Arte-Educação na Universidade de Kobe. Quando retornou ao Brasil, em 1990, abriu sua Oficina de Arte para crianças, com método próprio de ensino, onde continua a dar aulas. Em paralelo a sua prática educativa, Shu desenvolve seu trabalho artístico, pesquisando a relação de elementos cotidianos a partir de desenhos e pinturas. Nos últimos anos, participou de diversas exposições individuais e coletivas. Atualmente é representada pela Galeria Sancovsky.

“Mimi: o gato que sabia falar chinês” é seu primeiro livro, desdobramento na escrita e na ilustração da pesquisa em seu ateliê.

Os textos de Shu Lin contêm um olhar aguçado e amoroso para com o cotidiano do seu gato Mimi e nos mostram — crianças das mais novas às mais velhas — a importância de cuidar bem e de buscar compreender um animal de estimação, que mais cedo ou mais tarde acabará se tornando nosso melhor amigo. É, antes de tudo, um livro sobre a importância da amizade.

Os 10 textos sobre o dia a dia de “Mimi, o gato que sabia falar chinês” são acompanhados da reprodução de 10 pinturas em encáustica sobre madeira e óleo sobre tela, feitos pela artista ao longo dos últimos 10 anos. Recentemente, seus trabalhos foram expostos na Galeria Sancovsky, em São Paulo, especializada em arte contemporânea.

O trabalho gráfico minucioso e a delicada encadernação manual, feita por Fabiane Sandes, do Atelier Estação Liberdade, realçam Mimi e reforçam sua característica principal: a de ser uma pequena joia. Como são as boas amizades.

Lançamento: Editora Barbatana – Preço:  R$ 38,00

http://www.edicoesbarbatana.com.br/pd-3e8654-mimi-o–gato-que-sabia-falar-chines.html?ct=&p=1&s=1

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *