O livro infantil

O publicitário e escritor Maurilo Andreas - Foto: Divulgação

O publicitário e escritor Maurilo Andreas – Foto: Divulgação

Pais, professores e leitores de qualquer idade têm um bom motivo para se reunirem neste sábado, a partir das 13 horas da tarde: a oportunidade de conversarem com o publicitário e escritor Maurilo Andreas sobre o livro infantil e ouvir dele o significado do que é ler e escrever (com e) para as crianças. Esta conversa vai acontecer em Belo Horizonte, no bairro Mangabeiras, Rua Sebastião Dayrell de Lima, 80. Antes, porém, é preciso confirmar presença pelo email mauriloandreas@gmail.com

O blog conversou com Maurilo Andreas sobre o tema “O livro infantil, ler e escrever com as crianças”, uma questão que gera muita expectativa em pais e educadores que acreditam e adotam a literatura infantil como ferramenta de formação das crianças e futuros leitores. Eis a íntegra da entrevista com o escritor:

Rosa Maria: Comente sobre o tema de sua palestra.

Maurilo Andreas: O tema da conversa é sobre como o autor pensa em cada detalhe ao criar uma história para crianças. Como ele precisa se aproximar da visão delas de mundo, pensar na escolha de vocabulário, nos temas que interessam, se a obra tem a função de educar ou apenas entreter, a importância do ilustrador etc.

 

RM: Como entende o “ler e escrever com as crianças”?

MA: Esse não é um processo tranquilo (rsrsr). O trabalho é cheio de interrupções, inputs e, exatamente por isso, mais rico e mais confuso ao mesmo tempo.

 

RM: Por que não “ler e escrever para as crianças”?

MA: São as duas coisas: com e para. Com porque tenho projetos de escrita coletiva e para porque muitas vezes escreve-se sem a participação infantil, eles sendo apenas público mesmo.

 

RM: Quais as qualidade desejáveis para um livro infantil?

MA: Isso é muito pessoal. Para o MEC, é uma coisa; para mim podem ser outras. Para mim, o livro infantil não tem regra. Tanto pode pegar por ser próximo, quanto por ser totalmente distante e fantasioso. É meio tentativa e erro, mas sempre funciona melhor quando a gente mergulha no universo infantil, na linguagem e no mundo deles.

 

RM: Como a criatividade deve ser direcionada na literatura infantil?

MA: Humor, cores, o exagero e o absurdo são bem vindos na literatura infantil. Claro que há espaço para a sutileza, mas nunca para o insosso. O importante é ter algo que crie interesse pela linguagem, pela história ou pelo visual.

RM: Fale um pouco sobre sua trajetória na literatura infantil e os livros publicados.

MA: Comecei a escrever textos infantis em um blog, lá pelos idos de 2009. Meu primeiro livro saiu em 2010 justamente por pessoas que conheceram meus textos nos blogs. De lá pra cá, lancei mais de 10 livros por várias editoras e, mais recentemente, escrevi um com minha filha que deve sair agora em julho.

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