“A casa na árvore”

Passar a infância comendo fruta no pé foi a inspiração do autor Tino de Freitas para escrever esse livro infantil lançado pela Editora Melhoramentos, que celebra a união entre o homem e a natureza ao contar a história de hospitalidade dos moradores do Condomínio Bicharada.

image003Jornalista, escritor e contador de histórias, na infância, Tino Freitas vivia pendurado em árvores no quintal de sua casa. “Comi muita fruta no pé: goiaba, manga, jamelão, seriguela, umbu… acho que essa vida em contato com a natureza semeou esta história em mim. Em 2011, a semente frutificou e eu fui em busca de compor uma narrativa que exultasse essa boa convivência entre o homem e a natureza”, conta ele, referindo-se ao livro “A Casa na árvore”.

Um novo vizinho se instala no Condomínio Bicharada e os moradores preparam uma festa de boas-vindas. Com esse mote, Freitas promove um divertido passeio pela fauna e flora brasileiras.

Enriquecida com o talento de Lúcia Brandão, com suas ilustrações incríveis, a obra destaca, a cada dupla de páginas,  informações reais (o animal e a árvore onde mora) que culminam com um elemento fantástico (o presente que cada animal leva para o chá de casa nova do novo morador). “Gosto muito dessa mistura. De forma sutil, o livro ainda conduz o leitor para um final que valoriza a relação entre o homem e a natureza”, explica o autor.

Ao final do livro, um bônus: Tino, Lúcia e a Melhoramentos mergulharam num longo trabalho de pesquisa sobre a fauna e a flora brasileiras. O resultado é um pequeno glossário com informações curiosas sobre árvores como Araucária, Ingazeiro, Ipê-Rosa e Fieira. “Em meio a esse processo descobrimos, por exemplo, que o Pica-Pau Bufador é a espécime que dá nome àquele famoso sítio da literatura brasileira”, conta o escritor.

O livro tem 36 páginas e custa R$ 47,00.

O primeiro livro a gente nunca esquece

Paulo Tedesco (*)

Muitos coletam textos curtos publicados em Facebook e em seus blogs e, de imediato, começam a pensar num primeiro livro. Caso não tenham desenvolvido um bom número de leitores e seguidores, e que esse número seja averiguável, além de alguma qualidade literária ou jornalística, como espécie de salvo-conduto para as primeiras vendas de lançamento, esses candidatos a autor logo descobrem que uma editora dificilmente investirá numa obra desse gênero, o que os leva a decidir-se pela autopublicação.

Mas o que definirá a vida do livro é também o seu gênero e, em muitos dos livros lançados como primeira publicação de um autor, a crônica é gênero dos mais comuns e que tem os mais diferentes formatos, ou seja, crônicas de viagem, crônicas de política, crônicas de memória e também aquelas que muito se aproximam da ficção, onde uma historinha acaba configurando-se e servindo de escora para uma crônica de opinião do autor.

Ainda toma-se erroneamente por crônica ao que se chama de artigo de opinião, e que não passa de um ensaio de ideias, e onde entram muitos de autoajuda e até religiosos, outros, porém, ao contarem pequenas histórias rápidas, em verdade, estão a produzir o que pode ser encarado como um esquete, ou sketch, em inglês, que é um ensaio de uma cena ou um diálogo curto, sem necessariamente uma história de fundo a escorar, como no caso do conto.

Ao longo dos anos e, em especial no período dourado do jornalismo brasileiro, gente como Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, João Antonio, João Ubaldo Ribeiro, Luis Fernando Verissimo e tantos outros, não só nos desenharam o que seria a crônica brasileira, a ponto de se dizer que nossa crônica não encontra similar no mundo, como influenciaram gerações de bons autores que se iniciavam na literatura. E, dentre esses, não é difícil imaginar aqueles que também cometeram seus próprios crimes no primeiro livro.

Hoje, graças às facilidades de publicação e a novos ventos intelectuais, há certa tolerância com o primeiro passo e é aceitável que numa obra primeira cometamos erros, excessos, reduções e até imprecisões. Afinal, o suporte livro é uma conquista e tanto e, creio, merece constar na vida de todos os que valorizam as ideias e a escrita como um instrumento de afirmação cultural e, porque não, social.

Mas para se fazer carreira e prosseguir publicando, é preciso estudo e nos dedicarmos à muita, mas muita leitura. Há, junto desse esforço, que se procurar o mais acertado para nosso trabalho, seja com conversas com autores já experientes ou com o editor e consultor mais acessível para as dicas essenciais. Também é preciso atitude e autocrítica. E essa autocrítica só se constrói com o passar dos anos, o que, muitas vezes, faz pensar que um próximo livro precisa ser muito melhor do aquele primeiro, para que possamos seguir publicando e ganhando leitores.

* Paulo Tedesco é escritor de ficção, cronista e ensaísta, atua como professor e desenvolvedor de cursos em produção editorial e consultoria em projetos editoriais, também como orientador em projetos de inovação em diferentes setores. Trabalhou nos EUA, onde viveu por cinco anos, nas áreas de comunicação impressa, indústria gráfica e propaganda. É autor dos livros Quem tem medo do Tio Sam? Fumprocultura de Caxias do Sul, 2004); Contos da mais-valia & outras taxas (Dublinense, 2010) e Livros: um guia para autores (Buqui, 2015). Desenvolveu e ministra o curso de Processos Editorais na PUCRS e coordena o www.consultoreditorial.com.br atendendo autores e editores. Pode ser acompanhado pelo seu site, pelo Facebook ou pelo Twitter.

(Artigo publicado no Publishnews )

“VoVó inVenta palaVras”

Páginas Editora lança dia 10 de junho, de 11 às 13 horas, no Memorial Minas Gerais Vale (circuito cultural da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte) livro infantil que trata das relações familiares, especialmente  das crianças, com os idosos e as dificuldades naturais da idade. A história é baseada numa experiência real.

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Hoje, eu vou falar de um livro infantil de minha autoria. É o quarto livro, que estou lançando, desta vez com a Páginas Editora, fundada e comandada por Leida Reis. Esse eu escrevi baseando-me numa experiência real com a minha mãe Rosa Miguel Fontes.  Idosa, ela ensinou muitas lições para a família. Acredito que esta experiência possa ajudar filhos e netos, que amam pais e avós, mas muitas vezes não sabem mais como interagir com eles.

A vovó da minha história era alegre e sorridente, brincalhona, que gostava de cantar e dançar com os netos Leo e Júlia. Assim a personagem também é apresentada no livro ricamente ilustrado por Maurizio Manzo. Mesmo enfrentando os males da velhice, ela encontra novos meios de se comunicar com a família especialmente com a neta Júlia.

“Minha avó é meu tesouro, de onde vem toda a riqueza de sentimentos bons que aprendi, a alegria de viver cada dia, o sorriso e o abraço doados a cada momento que me aproximo dela mesmo sem eu pedir. Um avó assim só cabe num lugar: o coração. E coração não se engana. Por isso eu sinto que o tempo está tornando minha avó diferente. Meu irmão, o Leo, também acha.

_Vovó parece que está longe. Lá na Lua”

O que será que aconteceu com a vovó de Júlia?

… “Os pensamentos da vovó existem num lugar que não sei onde fica. Imagino que deve ser tão longe, tão longe, que ela até se esqueceu de mim”.

Esqueceu também das palavras. Mas não se esqueceu da alegria de viver.

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Sempre que os netos estavam por perto, cantava. Ou melhor, ela inventava palavras: “Ô pingolô, pingolô! Ô pingalá, pingalá”. Sua neta descobriu que “mesmo com os pensamentos bem longe e sem se lembrar quem eu sou, vovó gosta que eu brinque com ela”… E se diverte muito, quando inventamos uma música de improviso” naturalmente para embalar as palavras que inventava.

“Talvez seja essa a linguagem falada nesse lugar longe para onde viajam os seus pensamentos. Acho que para viver neste lugar é preciso voltar a ser criança”.

Diante da história desta vovó distante de sua realidade, revela-se a importância dos cuidados, do carinho e aconchego familiar para ajudar os idosos em suas deficiências. O livro é dedicado a uma geração de avós e netos que precisa ter coragem de descobrir formas de interação para continuar vivendo com amor e alegria.

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A autora e o ilustrador

Aqui, vou divulgar para vocês a forma como a Páginas Editora apresenta a mim e Maurizio Manzo neste lançamento:

Rosa Maria Miguel Fontes é Belo Horizonte, Minas Gerais. Desde a infância criava personagens e escrevia histórias que eram contadas por suas professoras em salas de aula. Chegou até a ser premiada num concurso de redação de âmbito estadual. Mais tarde, foi trabalhar como professora e continuou a produzir e contar histórias.

Neste livro, ela resolveu falar sobre um assunto muito importante. Quando as pessoas vão ficando velhinhas, elas passam a nos ensinar de diversas formas. Até mesmo com suas doenças e dificuldades. E quando essas pessoas são nossos amores como pais, avós, amigos aprendemos muito mais com elas. O coração nos guia. A história deste livro é um pouco do que ela aprendeu com sua mãe amada. Sorte a dela ter escolhido trabalhar com as palavras para poder falar deste assunto tão precioso.

Rosa Maria é jornalista e escritora. Atualmente, produz o blog sobre literatura infantil “Conta uma história”, que pode ser lido nos sites www.contaumahistoria.com.br  e http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/

Publicou seus primeiros livros “Hikôki e a mensageira do Sol” (2011) e “O abraço das cores” (2013) pela Editora Miguilim. Em seguida, publicou “A menina e o segredo da fadinha” (2016) pela Editora Pingo de Letra. Agora, veio o desafio de ser uma das primeiras autoras a publicar “VoVó inVenta palaVras” com Páginas Editora.

Maurizio Manzo, o ilustrador dessa vovó inventadora de palavras, começou a inventar desenhos desde pequenino. Foi crescendo, mas o menino continuava ali, desenhando, sonhando curioso. Assim, como viu que o tempo não pode parar, decidiu manter no seu interior algo da infância.

Já ilustrou diversos livros e recebeu muitos prêmios. Trabalha perto do sonho ou do que o faz sonhar e sonha com muitas coisas diferentes. O caminho de ilustrar é o de inventar histórias.capa - Cópia

“Pra que tomar banho?”

Essa é uma pergunta que muita criança faz. E quem vai respondê-la é o mestre das Histórias em Quadrinhos (HQ), João Marcos Parreira Mendonça, um dos roteiristas da Maurício de Sousa Produções e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Vale do Rio Doce. Em entrevista ao blog, ele comenta sobre o lançamento deste novo livro e analista a boa fase que os quadrinhos vivem no circuito literário brasileiro. Na opinião do mestre, seria muito difícil o meio literário ficar indiferente ao sucesso da produção atual entre os leitores e, principalmente, diante da qualidade dessa produção.

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Mendê e Telúria estão de volta num livro especial para os pequenos leitores. O Mendelévio sempre tem uma desculpa para não tomar banho. Dessa vez, algo diferente aconteceu. Vamos descobrir juntos? O livro “Pra que tomar banho?”, 24 páginas, é o segundo da coleção “Meu primeiro quadrinho”, da editora A Semente. Ele é voltado para o pré-leitor, entre 4 e 5 anos, e toda a linguagem visual e textual foi pensada para esse público.

Os irmãos Mendelévio e Telúria são personagens criados por João Marcos. A história do novo livro desta dupla apresenta as desculpas do Mendê pra não tomar banho depois de um dia de muitas brincadeiras. A cada desculpa, ele tem uma surpresa… O lançamento fala sobre uma característica muito comum entre as crianças em relação a essa situação e uma pergunta frequente nessa fase: pra que tomar banho?

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A entrevista

Além de roteirista do Maurício de Sousa, João Marcos é autor de diversos livros em quadrinhos como “20.000 Léguas Submarinas em quadrinhos”, em parceria com Will (Nemo); “Histórias tão pequenas de nós dois” (Abacatte Editorial), “O mundo mendelévio e o planeta Telúria”, “Sete histórias de pescaria de seu vivinho, em parceria com Fabio Sombra (Abacatte), entre outros.

18901075_1370154846394366_71956767_oRosa Maria: Como você avalia a atual fase das Histórias em Quadrinhos: cada vez mais presentes nos livros infantis; muito disputadas nos eventos literários e contempladas no Prêmio Jabuti?

João Marcos: Estamos vivendo um momento muito bom. Cada vez mais, os quadrinhos vêm ganhando espaço na educação, como uma linguagem importante na formação da criança, e isso abre espaço para a conquista de novos leitores. Entre o público em geral, os quadrinhos são vistos como uma possibilidade para se contar histórias para vários públicos. E boas histórias, diga-se de passagem. Além disso, temos um aumento significativo na produção, tanto em quantidade quanto na qualidade dos trabalhos publicados. As tecnologias de impressão e publicação também se tornaram mais acessíveis e hoje é muito mais fácil produzir uma publicação independente com o mesmo nível de qualidade de uma editora, por exemplo. Num meio onde a imagem tem papel fundamental na narrativa, isso faz toda a diferença. As editoras também têm investido muito mais na publicação de quadrinhos. Além disso, geralmente os quadrinistas são apaixonados pelo que fazem e usam essa paixão para fazer os livros chegarem até os leitores.

Diante desse cenário, temos uma produção de muita qualidade. Aos poucos, os quadrinhos vêm vencendo uma resistência que existia em relação a essa linguagem que é histórica. Existe uma quantidade enorme de estudos, em diversas áreas, que apontam no sentido oposto, da importância desse gênero em vários aspectos. Esse olhar diferenciado no meio acadêmico aliado à qualidade da produção atual fez com que os quadrinhos ganhassem espaço em eventos literários e prêmios importantes nessa área, como o Jabuti. Seria muito difícil o meio literário ficar indiferente ao sucesso da produção atual entre os leitores e, principalmente, diante da qualidade dessa produção. Vejo como um desdobramento natural a chegada ao Jabuti, até porque em anos anteriores algumas publicações em quadrinhos foram premiadas em outras categorias. Reconheço a importância da inclusão no prêmio que, de certa forma, chancela a importância dos quadrinhos no meio editorial.

 

RM: Quais conquistas ainda podem chegar?

JM: Acredito que a maior a conquista é sempre ganhar um novo leitor. Apresentar os quadrinhos e mostrar que aquela linguagem, com suas características próprias, pode contar uma boa história que emocione, divirta, faça dar gargalhadas ou provoque reflexões é a maior conquista que o meio pode ganhar.

 

RM: O que acha que ainda precisa acontecer para fazer juz a esse estilo literário _ digamos assim _ que tanto agrada ao público infantil?

JM: Fazer os livros chegarem até os leitores. Aos poucos, os quadrinhos estão ganhando espaço no circuito editorial (feiras de livros, bienais, prêmios literários) e todos esses espaços contribuem na formação de novos leitores. Entre o público infantil, as escolas têm papel fundamental.  Apesar de no Brasil os quadrinhos serem vistos como um meio voltado para o público infantil, temos poucos autores que se dedicam a esse público. Pouquíssimos. A maior parte da produção hoje é voltada para o público jovem e adulto, principalmente. E a formação de leitores começa na infância.

 

RM: Como os quadrinhos lhe ajudam a construir histórias e transmitir as mensagens que deseja para o seu público?

JM: A junção entre texto e imagens me ajuda a passar toda a ideia e informação que preciso pra contar uma história. Sempre penso nos roteiros com as imagens de cada cena, até no enquadramento da cena que vai ser desenhada. Não consigo pensar nas histórias de outra forma. Como disse o poeta Manoel de Barros, “as imagens são as palavras que nos faltaram”. Acho que quadrinhos são isso.

 

RM: Que características devem ser ressaltadas nas HQ?

JM: A união entre texto e imagens. Numa HQ, uma não tem sentido sem a outra. Esse casamento entre as duas linguagens em favor da narrativa é o grande desafio do quadrinista.

 

RM: Comente sobre suas atividades profissionais e relacione os livros que já lançou.

JM: Atualmente, sou professor no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Vale do Rio Doce e trabalho na produção de livros em quadrinhos para crianças, onde já tenho 10 livros publicados por editoras diversas (Abacatte, Nemo, Paulinas, A Semente). Tenho também um livro teórico sobre o uso dos quadrinhos na educação e outro de literatura infantil. Também trabalho na equipe de roteiristas da Mauricio de Sousa Produções, nas revistas infantis da Turma da Mônica e tenho um canal no Youtube onde dou dicas de desenhos para crianças, o Traça Traço.

Lançamento de livro infantil

Qual a melhor forma da família se comunicar com avós muito idosos? Embora não existam regras, o livro infantil “VoVó inVenta palaVras”, de minha autoria e ilustrado por Maurizio Manzo, em lançamento pela Páginas Editora, trata desta questão de forma positiva e muito divertida. O livro é uma forma de levar crianças a conviverem com a dificuldade dos idosos de forma alegre e descontraída. Editora Páginas lança o livro em duas datas.

Vejam as imagens com informações sobre cada data de lançamento:

 

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“Paz: Pessoas e Animais, Amizades legais”

untitledO escritor Paulo Roberto Drummond está em campanha de pré-venda para a sua coleção de livros chamada “Paz: Pessoas e Animais, Amizades legais” composta por seus livros ilustrados por Daniela Bonite. A campanha está no link

https://www.kickante.com.br/campanhas/pessoas-e-animais-amizades-legais-0

Essa campanha de pré-venda esta sendo realizada por meio do site de financiamento coletivo Kickante e aguarda colaboração financeira de quem se interessar pelo projeto do escritor.

Cada livro da coleção tem um conto inédito. Os contos tratam de amizades inusitadas, não comuns, propondo à criança uma experiência para uma percepção sensível em relação a si mesma e ao outro, na direção de um mundo mais pacífico e compartilhado.

Além de escritor, Paulo Roberto atua também como dramaturgo, diretor, ator e licenciado em filosofia. Ele é o fundador da Cia. Lúdica, companhia de teatro de São Paulo, SP, que existe há 24 anos. Já escreveu diversos textos teatrais para crianças e com essa coleção, ele estreia na literatura infantil.