“VoVó inVenta palaVras”

Páginas Editora lança dia 10 de junho, de 11 às 13 horas, no Memorial Minas Gerais Vale (circuito cultural da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte) livro infantil que trata das relações familiares, especialmente  das crianças, com os idosos e as dificuldades naturais da idade. A história é baseada numa experiência real.

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Hoje, eu vou falar de um livro infantil de minha autoria. É o quarto livro, que estou lançando, desta vez com a Páginas Editora, fundada e comandada por Leida Reis. Esse eu escrevi baseando-me numa experiência real com a minha mãe Rosa Miguel Fontes.  Idosa, ela ensinou muitas lições para a família. Acredito que esta experiência possa ajudar filhos e netos, que amam pais e avós, mas muitas vezes não sabem mais como interagir com eles.

A vovó da minha história era alegre e sorridente, brincalhona, que gostava de cantar e dançar com os netos Leo e Júlia. Assim a personagem também é apresentada no livro ricamente ilustrado por Maurizio Manzo. Mesmo enfrentando os males da velhice, ela encontra novos meios de se comunicar com a família especialmente com a neta Júlia.

“Minha avó é meu tesouro, de onde vem toda a riqueza de sentimentos bons que aprendi, a alegria de viver cada dia, o sorriso e o abraço doados a cada momento que me aproximo dela mesmo sem eu pedir. Um avó assim só cabe num lugar: o coração. E coração não se engana. Por isso eu sinto que o tempo está tornando minha avó diferente. Meu irmão, o Leo, também acha.

_Vovó parece que está longe. Lá na Lua”

O que será que aconteceu com a vovó de Júlia?

… “Os pensamentos da vovó existem num lugar que não sei onde fica. Imagino que deve ser tão longe, tão longe, que ela até se esqueceu de mim”.

Esqueceu também das palavras. Mas não se esqueceu da alegria de viver.

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Sempre que os netos estavam por perto, cantava. Ou melhor, ela inventava palavras: “Ô pingolô, pingolô! Ô pingalá, pingalá”. Sua neta descobriu que “mesmo com os pensamentos bem longe e sem se lembrar quem eu sou, vovó gosta que eu brinque com ela”… E se diverte muito, quando inventamos uma música de improviso” naturalmente para embalar as palavras que inventava.

“Talvez seja essa a linguagem falada nesse lugar longe para onde viajam os seus pensamentos. Acho que para viver neste lugar é preciso voltar a ser criança”.

Diante da história desta vovó distante de sua realidade, revela-se a importância dos cuidados, do carinho e aconchego familiar para ajudar os idosos em suas deficiências. O livro é dedicado a uma geração de avós e netos que precisa ter coragem de descobrir formas de interação para continuar vivendo com amor e alegria.

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A autora e o ilustrador

Aqui, vou divulgar para vocês a forma como a Páginas Editora apresenta a mim e Maurizio Manzo neste lançamento:

Rosa Maria Miguel Fontes é Belo Horizonte, Minas Gerais. Desde a infância criava personagens e escrevia histórias que eram contadas por suas professoras em salas de aula. Chegou até a ser premiada num concurso de redação de âmbito estadual. Mais tarde, foi trabalhar como professora e continuou a produzir e contar histórias.

Neste livro, ela resolveu falar sobre um assunto muito importante. Quando as pessoas vão ficando velhinhas, elas passam a nos ensinar de diversas formas. Até mesmo com suas doenças e dificuldades. E quando essas pessoas são nossos amores como pais, avós, amigos aprendemos muito mais com elas. O coração nos guia. A história deste livro é um pouco do que ela aprendeu com sua mãe amada. Sorte a dela ter escolhido trabalhar com as palavras para poder falar deste assunto tão precioso.

Rosa Maria é jornalista e escritora. Atualmente, produz o blog sobre literatura infantil “Conta uma história”, que pode ser lido nos sites www.contaumahistoria.com.br  e http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/

Publicou seus primeiros livros “Hikôki e a mensageira do Sol” (2011) e “O abraço das cores” (2013) pela Editora Miguilim. Em seguida, publicou “A menina e o segredo da fadinha” (2016) pela Editora Pingo de Letra. Agora, veio o desafio de ser uma das primeiras autoras a publicar “VoVó inVenta palaVras” com Páginas Editora.

Maurizio Manzo, o ilustrador dessa vovó inventadora de palavras, começou a inventar desenhos desde pequenino. Foi crescendo, mas o menino continuava ali, desenhando, sonhando curioso. Assim, como viu que o tempo não pode parar, decidiu manter no seu interior algo da infância.

Já ilustrou diversos livros e recebeu muitos prêmios. Trabalha perto do sonho ou do que o faz sonhar e sonha com muitas coisas diferentes. O caminho de ilustrar é o de inventar histórias.capa - Cópia

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