“A literatura como remédio”

downloadO jornalista e escritor Galeno Amorim, presidente da Fundação Observatório do Livro e da Leitura, promove em 31/7, às 20:00 horas, debate sobre o livro de Dante Gallian, “A literatura como remédio”. Quem quiser participar deve se inscrever no link http://conaler.org.br/webinario.

Antecipamos o tema e divulgamos uma entrevista com o autor Dante Gallian, assinada por Ana Holanda e originariamente publicada em Vida Simples, uma revista mensal sobre estilo de vida, sociedades melhores e relações mais éticas. A arte literária, assim como todas as artes, tem grande influência sobre as pessoas. O que é belo eleva, emociona, cura, alegra e faz mais feliz seus apreciadores.

 

Para o historiador Dante Gallian a prevenção para os males do corpo e o padecimento da alma está na leitura dos grandes clássicos. Ele pesquisa o poder disso há quase duas décadas e garante que Shakespeare, Machado de Assis ou Homero podem nos salvar de muitas maneiras.

Dante Gallian: "a literatura é um refúgio"

Dante Gallian: “a literatura é um refúgio”

Foi o avô, um ex-combatente da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), quem aflorou a paixão pelos livros no menino Dante. ‘Meu avô não terminou o curso primário, mas era um grande autodidata e um apaixonado pelos livros. A única coisa que ele conseguiu trazer da Espanha para o Brasil foi sua pequena biblioteca, com autores como Pablo Neruda, Antonio Machado, Cervantes e alguns poetas espanhóis’, conta Dante, que aos 13 anos – e por insistência do avô – leu Dom Quixote de La Mancha, um clássico escrito, no início do século 17, por Miguel de Cervantes. Foi a primeira de muitas outras obras, consideradas clássicos da literatura mundial, que lhe foram apresentadas e que moldaram seus gostos e também seu destino.

Dante se formou em história e foi trabalhar com educação. Acumulou um acervo de cerca de 3 mil exemplares – ele garante já ter lido mais de mil. Como professor universitário, recebeu o convite para dar aulas de história da medicina numa grande faculdade de São Paulo, onde incorporou ao dia a dia dos alunos a leitura de livros como Admirável Mundo Novo e Frankenstein. A bibliografia se transforma em material rico para ensinar, por exemplo, bioética aos futuros médicos. Foi desse jeito, colocando a literatura na rotina das pessoas, que o projeto cresceu – existe há quase 20 anos – e se transformou, entre outras coisas, em um laboratório de leitura. Essa experiência fez brotar no professor o interesse em entender o que nos livros era capaz de modificar a vida. Foi sobre isso que conversamos.

Como um historiador foi parar na faculdade de medicina?
Há mais de 16 anos recebi o convite para montar o Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde na Escola Paulista de Medicina (atual Unifesp), onde posteriormente fui dar aula de história da medicina. Só que os alunos não entendiam por que aprender história numa faculdade de medicina e chamavam minha aula de “sonoterapia”. Fiquei pensando sobre como chegar naquelas pessoas. E, então, tive a ideia de xerocar pequenos textos, clássicos da história da medicina como Hipócrates, para aproximar mais a história da vida deles. Era uma disciplina eletiva e poucos a escolhiam. Então eu colocava 20 alunos sentados em roda e perguntava o que eles achavam da leitura, que sentimento aquele texto provocava neles. E passávamos por cinco minutos de silêncio sepulcral. Porque os alunos, de maneira geral e independentemente do curso, não estão acostumados a serem perguntados sobre o que acham ou sentem. Quando são incitados a participar, ficam muito intimidados porque, afinal, nunca alguém lhes perguntou isso. Mas, por mais que estejamos passando por um processo forte de desumanização, quando você dá espaço para que o outro manifeste seus sentimentos, esse sentir vem com força. E as pessoas passaram a se surpreender com as opiniões que tinham. Quando terminou esse primeiro ano de curso, um grupo pequeno pediu para se reunir comigo, num horário extracurricular, para seguir com a leitura.

O que você aprendeu nessas aulas? 
Percebi que as pessoas se surpreendiam com o fato de terem uma opinião. E, aos poucos, iam perdendo o medo de se expor e se interessavam em falar. Costumo dizer que esse é o momento de descoberta em que as pessoas percebem que gostam de ouvir sua própria voz. Porque, no início, ouvir a própria voz numa sala de aula é quase um sacrilégio. É algo que o professor já corta na hora.

Mas depois esses encontros se transformaram em algo maior…
Sim. Passei a me reunir com esse pequeno grupo na hora do almoço e ele foi crescendo, aos poucos, pelo boca a boca, e se expandiu para alunos de outros cursos como biomedicina e enfermagem. No início, seguimos analisando os textos ligados à própria medicina, mas depois abrimos para artigos de jornal e ensaios filosóficos. Até que, um dia, um aluno sugeriu que discutíssemos uma tragédia grega: Antígona, de Sófocles. E a leitura dessa tragédia teve um impacto muito forte. As pessoas leram o texto e se emocionaram e começaram a ligar aquilo com a vida deles. Lembro de uma moça que estudava enfermagem e comentou como o enredo de Antígona era a história dela. Ela, então, começou a contar um problema que teve no ambulatório, em relação a um paciente que havia morrido. A partir disso, eu me dei conta que através dessas leituras eu poderia discutir temas éticos. Indo além: isso deveria sempre fazer parte da formação não só dos profissionais de saúde mas de todos nós. Essa experiência me ajudou a desenvolver uma linha de pesquisa sobre humanização e estética, que deu origem ao Laboratório de Humanidades, que funciona dentro da Unifesp. Hoje, ele é um espaço não apenas para alunos de graduação como também para aqueles da pós-graduação e funcionários. Tenho grupos com um médico aposentado de 70 anos e um menino de 18 que acabou de entrar na faculdade.

Dá para dizer que a leitura fez diferença na vida dessas pessoas?
Sim. Alguns anos depois da formação desse primeiro grupo, entrevistei alguns dos participantes para descobrir o que estavam fazendo e de que forma aquela experiência impactou a formação profissional e de vida deles. E todos responderam que aquelas reuniões foram fundamentais, porque despertaram neles o interesse pela leitura. Os cursos da área de saúde são muito focados nos aspectos físicos e biológicos, e o fator humano costuma ficar mais relegado. Todos disseram que a leitura deu a eles um diferencial. Primeiro, porque se tornaram leitores, e não eram. Além disso, se tornaram bons ouvintes, o que é incrível.

Todo livro é passível de ser lido? 
Um livro não é um clássico à toa. Autores como Homero, Cervantes, Machado de Assis não continuam sendo lidos, relidos e reeditados séculos depois porque têm uma boa assessoria de marketing. São obras que conseguem traduzir de maneira única o que está na alma das pessoas. Isso é um clássico. E o fator tempo é decisivo, porque os anos vão passando e a obra vai ficando.

Temos autores mais modernos que podem ser considerados clássicos?
Existem obras que apresentam marcas de que possivelmente se transformarão, ao longo dos anos, em um clássico. Acabei de ler um livro do escritor Valter Hugo Mãe, O Nosso Reino, que é de tirar o chapéu. É um livro muito perturbador.

Você já abandonou alguma leitura?
Já. Existem muitos livros que não valem a pena o tempo que você dispensa para a leitura. A opção pelo clássico é o caminho seguro, mesmo que às vezes seja difícil. A leitura guiada, nesses casos, ajuda muito. É isso que faço com meus grupos, vou mostrando o que deve ser observado em cada trecho do livro e como ele pede para ser lido.

Como um livro pede para ser lido? 
Uma vez, trabalhei com um grupo a leitura da obra Odisseia, de Homero. Ninguém gostou, a não ser por uma única aluna, que achou maravilhoso. Então ela contou o segredo: leu em voz alta. Num segundo encontro, todos estavam igualmente maravilhados. Isso tem a ver com o tal exercício da escuta, de aprender uns com os outros. Um livro, nesse sentido, tem um potencial extraordinário de nos aproximar. E a leitura em grupo também é benéfica porque deixa de ser solitária e favorece os vínculos e a necessidade de estar junto. Isso é de um poder terapêutico enorme.

Como isso saiu da faculdade de medicina? 
Os encontros do laboratório para mim eram um oásis. E passei a ser um leitor voraz. Deu um colorido à minha vida. Eu tinha sempre um livro embaixo do braço e ficava na expectativa do encontro para dividir as minhas descobertas e percepções. Isso se tornou algo prazeroso e necessário. Aos poucos comecei a perceber que isso era muito mais amplo e que podia sair dos muros da universidade. E comecei a testar fora, em escolas e empresas [Dante dá aulas regulares na Casa do Saber, em São Paulo]. Algumas pessoas, no entanto, passaram a pedir um acompanhamento. E seguimos nos reunindo na casa dos alunos, onde houvesse uma sala ampla disponível. Até que surgiu a Casa Arca, um espaço que funciona numa casa no bairro de Moema (SP), onde há grupos de leitura dos clássicos, abertos ao público [a Casa Arca foi fundada por Dante e a esposa, Beatriz. O lugar tem grupos regulares de estudo dos clássicos, além de outras aulas que envolvem literatura, escrita e artes, como pintura, costura e o cozinhar.

Os livros já o salvaram?
Diversas vezes, o tempo todo. A literatura é um refúgio. O mundo em que vivemos é violento e difícil. E o livro me ajuda a ampliar a perspectiva da realidade. Porque a realidade não se resume a crise econômica e política ou mesmo a violência. A literatura, nesse ponto, é um remédio, porque ela derruba essas paredes. Através de um livro você viaja na história, na geografia e principalmente na alma e descobre coisas maravilhosas. Eu costumo dizer que não tomo nenhum remédio. Meu único remédio é minha leitura diária.

50 anos de “O meu pé de laranja lima”

Um clássico da literatura brasileira, com adaptações para a televisão, cinema e teatro, “O meu pé de laranja lima” é desses livros que marcam época. Lançado em 1968, trata-se de uma história fortemente autobiográfica, que demonstra a mão de um escritor experiente, José Mauro de Vasconcelos, ciente do efeito que pode provocar nos leitores com suas cenas e a composição de seus personagens.

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Lançado em 1968, o livro “O meu pé de laranja lima”, de José Mauro de Vasconcelos, encantou gerações com a história de Zezé, “um meninozinho que um dia descobriu a dor…”, como revela o subtítulo do livro. Já adiantando as comemorações do cinquentenário da obra, a Editora Melhoramentos lança uma edição especial (FOTO), que inclui um suplemento de leitura assinado pelo escritor Luiz Antonio Aguiar. As ilustrações são de Laurent Cardon (capa) e Jayme Cortez (miolo).

Muitas gerações já se emocionaram com Zezé, o garotinho de seis anos de idade, muito sapeca, inteligente e cheio de imaginação, retratado por José Mauro de Vasconcelos no livro. E ele continua a encantar os leitores, embora toda a história se passe na longínqua década de 1920. Talvez porque aborde de uma forma delicada sentimentos universais. “A alegria e a tristeza não poderiam estar mais bem combinadas do que nestas páginas. E isso, se não explica, justifica a popularidade imensa alcançada pelo livro”, destaca o escritor Luiz Antonio Aguiar, ganhador de dois prêmios Jabuti, que assina o suplemento de leitura e as notas da edição comemorativa de 50 anos de “O meu pé de laranja lima”, que está sendo lançada pela Editora Melhoramentos.

A força do personagem principal também é outro ingrediente cativante. Nas palavras de Aguiar, “Zezé é um anjo meigo, uma criança que encanta o mundo à sua volta, seja pelo carinho que demonstra por seu irmão mais novo, Luís; pelo apego à irmã, Glória; pela invenção (se é que não foi mágica da vida!) do amigo Minguinho, o pé de laranja-lima que conversa com ele como um irmão mais velho, carinhoso, generoso, cúmplice; e finalmente pela capacidade imensa de amar, que o leva a abrir (ou iluminar) a vida do até então solitário e ranzinza Portuga”.

A história de Zezé se passa em um subúrbio modesto do Rio de Janeiro e tem um cunho autobiográfico. O autor, José Mauro Vasconcelos, nasceu em Bangu, em 1920, em uma família muito pobre. Logo no começo da trama, o leitor é apresentado às dificuldades financeiras da família de Zezé. Com o pai desempregado, eles são obrigados a trocar a casa grande e confortável onde moravam por uma mais modesta, onde o garoto vai encontrar seu grande amigo, o pé de laranja-lima.

Sucesso mundo afora

Esse universo tão modesto acabou ganhando o mundo. Nesses 50 anos, a obra exclusiva da Melhoramentos, vendeu mais de 2 milhões de exemplares só no Brasil, onde teve 150 edições nos mais variados formatos. Fez uma carreira invejável fora do País também: foi traduzida em 15 idiomas, entre eles, turco, coreano, catalão e mandarim. Foi publicada em 23 países, sendo que no Japão e na Coreia ganhou uma versão em forma de mangá (história em quadrinhos).

A história de Zezé também foi adaptada para a televisão, em três novelas: uma na Rede Tupi (1970) e duas na Rede Bandeirantes (1980 e 1988). Também mereceu transposição para as telas do cinema, em duas produções: uma em 1970, com direção de Aurélio Teixeira; em 2012, com direção de José de Abreu e Marcos Bernstein.

Edição comemorativa

Para a edição comemorativa de 50 anos, de 232 páginas, a Editora Melhoramentos entregou uma missão especial a Luiz Antonio Aguiar, escritor e tradutor, mestre em literatura brasileira e ganhador de dois prêmios Jabuti: traduzir para o leitor de hoje alguns termos comuns na época em que foi escrito a obra e elaborar um suplemento de leitura que dimensiona a importância do livro de José Mauro.

A primeira etapa de sua missão, Aguiar cumpre com capricho explicando os termos em notas de rodapé que ajudam a compreender melhor diversas passagens ao longo do livro. No suplemento, apresentado ao final do livro, além de destacar peculiaridades desse clássico, ele apresenta um panorama da época em que se desenrola a história de Zezé (1920 – 1930), destacando fatos históricos e culturais no mundo e no Brasil.

O leitor também fica sabendo que “O meu pé de laranja lima” teve duas continuações: os romances Doidão (1963), no qual Zezé é retratado com 19 para 20 anos, e Vamos Aquecer o Sol (1974), que retrata o menino aos 10 anos, vivendo com pais adotivos em Natal, Rio Grande do Norte.

O autor

Mais conhecido pelo livro “O meu pé de laranja lima”, José Mauro de Vasconcelos (1920 – 1984) tem uma história fascinante. Ainda menino, trocou Bangu, no Rio de Janeiro, pela cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, onde foi morar com os tios. Lá treinava natação no Rio Potengi e sonhava em ser campeão. Mas a vida o levou por muitos outros caminhos. Estudou Medicina, foi jornalista, radialista, pintor, treinador de boxe, pescador, garçom e até estivador. Jovem ainda viajou com os irmãos Villas-Boas, sertanistas e indigenistas brasileiros, em expedição no sertão do Araguaia, no Centro-Oeste do país. Com seu porte de galã, teve ainda uma atuação destacada como ator em diversos filmes e novelas.

Toda essa experiência contribuiu para sua produção como escritor, que inclui 22 livros, entre romances e contos, que tiveram destaque não só o Brasil, mas em outros países, como Hungria, Suíça, Alemanha, Holanda, Argentina e Noruega. Sua obra mais famosa, “O meu pé de laranja lima”, ela foi escrito em apenas 12 dias. “Porém, estava dentro de mim havia anos, havia 20 anos. Quando a história está inteiramente feita na imaginação é que começo a escrever. Só trabalho quando tenho a impressão de que o romance está saindo por todos os poros do corpo. Então, vai a jato”, costumava explicar José Mauro.

Há mais de 125 anos, a Editora Melhoramentos ocupa posição de destaque nas diversas áreas em que atua. É referência no mercado editorial com milhares de títulos publicados. À frente de seu tempo desde a fundação, ela se distingue pelo pioneirismo de suas obras, pelos autores e avanços editoriais aos quais se dedica. A edição especial custa R$ 52,00 e pode ser comprada no site da editora

https://livrariamelhoramentos.com.br/melhoramentos/o-meu-pe-de-laranja-lima-50-anos.html

 

Encontro com ilustradores

Ilustradores da obra de Murilo Rubião conversam com leitores em Belo Horizonte numa manhã de autógrafos, neste sábado, na Biblioteca Pública. Programação integra a mostra “Absurdus: Murilo Rubião 100 anos”.

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O centenário do nascimento do escritor mineiro Murilo Rubião – um dos principais representantes da literatura fantástica no Brasil –  inspirou o lançamento de uma trilogia ilustrada pela Editora Positivo. Os contos “Bárbara”, “O Edifício” e “Teleco, o Coelhinho” foram publicados em edições especiais e com a participação de grandes ilustradores brasileiros, cujos trabalhos interagem com o texto.

Para falar sobre este trabalho e homenagear o autor em seu centenário, os ilustradores Nelson Cruz, Marilda Castanha e Odilon Moraes (NA FOTO ACIMA) participam, dia 29, sábado, das 10 às 13h , da manhã de autógrafos e bate-papo com leitores na Biblioteca Pública de Minas Gerais, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. A entrada é gratuita.

O evento integra a exposição “Absurdus: Murilo Rubião 100 anos”, que pode ser vista no local até o final do mês. A mostra contempla, ainda, os originais das ilustrações dos artistas para a trilogia e mostra um pouco do seu processo criativo em aquarela, nanquim, giz e óleo sobre tela.

O projeto da trilogia partiu do mineiro Nelson Cruz, um dos mais reconhecidos ilustradores do país. Foi ele quem sugeriu a publicação de três livros ilustrados e também a participação dos outros artistas: a mineira Marilda Castanha e o paulista Odilon Moraes.  Os três tiveram a liberdade de escolher o conto conforme identificação pessoal.

Vendidos separadamente, os livros destacam-se, ainda, pelo acabamento em costura e pela riqueza das ilustrações em técnicas que passam pelo trabalho manual com nanquim, giz, aquarela, tinta acrílica, gesso, entre outros. A impressão e o acabamento são da Gráfica e Editora Posigraf.

Para Marilda Castanha, “a trilogia é uma forma de resgatar um autor que possui um texto primoroso com textos e personagens inesquecíveis”. Segundo ela, como este é um projeto que se destina tanto ao público adulto quanto ao adolescente, muitos irão descobrir e se encantar com o trabalho de Rubião. Odilon Moraes observa que o trabalho lhe trouxe uma “chance especial de confrontar sua leitura de hoje com a que teve na juventude”.

Três dicas de livros

Apresentamos três livros da Editora Melhoramentos, que os pais e familiares podem utilizar para criar momentos de leitura com as crianças.

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“A Rainha dos Estapafúrdios”, de José Eduardo Agualusa

Ana, uma filhote de perdiz muito inquieta e curiosa, quer uma roupa mais colorida do que aquela que a natureza lhe deu ao nascer. Só que,sem querer, vai parar, sozinha e desprotegida, no meio de animais selvagens.

Mas uma hiena esfomeada e um leão feroz não são problemas para ela. Descubra, nesta história com sabor e cheiro de África, como uma frágil filhotinha de perdiz transformou-se na rainha da savana.

 

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“Ulisses e a Odisseia em Versos de Cordel” – Mauricio de Sousa e Fábio Sombra

Mauricio de Sousa e Fábio Sombra trazem para seus jovens leitores, as aventuras vividas pelo corajoso Ulisses e seus bravos soldados no retorno à pátria amada, Ítaca. Com o fim da Guerra de Troia, Ulisses e seus soldados se puseram ao mar no retorno para casa. O que eles não imaginavam é que demorariam quase 10 anos para concluí-lo. Nessa longa jornada, Ulisses viveu aventuras, perigos e provações, mas nunca desistiu de retornar à sua casa e reencontrar a sua esposa, Penélope. Em poesia com sextilhas de cordel, a épica e famosa Odisseia é narrada com humor e encantamento e ilustrada com os queridos personagens da Turma da Mônica Jovem.

 

untitled“Meninas”, do Ziraldo

Pensando em contar e ilustrar à sua maneira o livro Alice no País das Maravilhas, Ziraldo se concentra em explicar quem é a menina, esse ser encantado que dura apenas dos 7 aos 11 anos. São as meninas que inventam amigos imaginários, que transformam suas lágrimas em rios de esperança, que perseguem coelhos brancos, que enfrentam rainhas loucas e que se apaixonam por gatos luminosos. Depois de ler mais de 100 exemplares diferentes da história de Alice, percebeu que o livro de Lewis Carroll é, além de uma narrativa onírica, uma ode em homenagem à menina. Para Ziraldo, Lewis traz à mostra um pequeno ser de tão curta permanência em nossas vidas que, ao final do seu tempo, se divide em duas e, juntas, menina e mulher, seguem em frente para desmentir quem afirma que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

Os escritores mais citados pelos brasileiros

Monteiro Lobato, Mauricio de Sousa, John Green _ escritores de livros infantis e juvenis _ estão entre os mais citados pelos brasileiros. Em homenagem ao Dia Nacional do Escritor, que será comemorado no dia 25 de julho, apresentamos uma pesquisa que revela os autores preferidos das crianças e adultos.

A Quarta Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que é considerado como o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro (promovido pelo Instituto Pró-Livro e aplicado pelo Ibope Inteligência), além de apresentar o perfil de leitores do país, aponta os autores mais lidos pelos leitores brasileiros.

Entre os escritores mais conhecidos e consequentemente os mais mencionados pelos entrevistados da última a pesquisa estão: Machado de Assis, Monteiro Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade.

Escritores mais conhecidos

Escritores mais conhecidos

Os autores (do último livro que o brasileiro leu ou que se está lendo) mais mencionados pelos entrevistados são: Augusto Cury, João Ferreira de Almeida, Zíbia Gasparetto e Padre Marcelo Rossi. A citação do autor pelos entrevistados não corresponde necessariamente ao autor do último livro lido, uma vez que nem todos lembram, no momento da entrevista, o nome do livro que está lendo atualmente, mesmo lembrando o nome do autor ou vice-versa.

Escritor do último livro lido ou que se está lendo

Escritor do último livro lido ou que se está lendo

Também existe divergência entre o último autor lido e os autores favoritos dos entrevistados. Os escritores de quem os entrevistados mais gostam citados nesta última edição da pesquisa foram: Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho e Maurício de Sousa.

Escritores de quem os entrevistados mais gostam

Escritores de quem os entrevistados mais gostam

 

Campanha “Ler ou Brincar” do McDonald’s

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O McDonald’s celebra a entrega de 500 mil livros, em todo o Brasil, pela campanha “Ler ou Brincar”, que oferece como opção a escolha de um livro ou um brinquedo como item do McLanche Feliz. Com menos de três meses, a distribuição dos seis livros com os personagens da Turma da Mônica é um sucesso.

“Esse volume expressivo nos mostra que o investimento no estímulo à criatividade por meio do brinquedo ou da leitura é assertivo. Por isso, vamos continuar com ações que incentivem a integração entre toda a família e gere bons momentos entre todos”, afirma João Branco, diretor de Marketing do McDonald’s no Brasil. Esta não é a primeira vez que a rede aposta no tema no Brasil.

O McDonald´s realizou uma análise pela Kantar TNS em três países da América Latina sobre os hábitos de leitura na infância, a sua relação com o mundo lúdico e o impacto familiar. De acordo com os resultados do relatório, mais de 90% dos entrevistados concordam que é importante incorporar hábitos de leitura desde a infância, pois é uma ferramenta fundamental para a formação integral: não só contribui para o vocabulário de aprendizagem e gramática, mas ajuda a estimular a imaginação e criatividade desde cedo.

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“Um bom desenvolvimento psicoafetivo é o ponto de partida para que possamos ter a oportunidade de exercitar a imaginação, sonhar e criar. Por isso, é fundamental oferecer oportunidades de alimentar essa imaginação. Ler, brincar e desenhar são formas de dar asas à imaginação”, afirma Leo Fraiman, psicoterapeuta, especialista em psicologia educacional.

Nesta linha, há quatro anos, em toda América Latina, o McDonald´s contribuiu para o desenvolvimento de novas gerações, criando coleções divertidas de livros que cativam a atenção dos pequeninos. Uma viagem ilustrada ao mundo dos dinossauros, histórias de autores brasileiros, livros de autoria de Vinicius de Moraes e Ana Maria Machado, além de contos de Ziraldo, Irmãos Grimmm e Julio Verne, foram algum dos temas dos livros já lançados. Com diferentes campanhas, a marca aproximou-se das famílias com alternativas novas e favoráveis, chegando a entregar mais de 5 milhões de livros na região.

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Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia McDonald’s do mundo, tanto em vendas totais do sistema como em número de restaurantes. A Companhia é a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe, com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios, incluindo Argentina, Aruba, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, Equador, Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica,
México, Panamá, Peru, Porto Rico, St. Croix, St. Thomas, Trinidad & Tobago, Uruguai e Venezuela. A Companhia opera ou franqueia mais de 2.100 restaurantes McDonald’s com mais de 90.000 funcionários e é reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no América Latina.

A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia visite a seção de Investidores de nosso site: www.arcosdorados.com/ir.

Retratos da Leitura, desta vez, o prêmio

Instituto Pró-Livro abre inscrições para a 2° edição do Prêmio Retratos da Leitura. Organizações Sociais; Mídia; Bibliotecas públicas e comunitárias e cadeia produtiva do livro, que promovem projetos de fomento a leitura, podem concorrer ao Prêmio e cadastrar e divulgar essas ações na Plataforma Pró-Livro.

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Estão abertas as inscrições para o 2º Prêmio Retratos da Leitura, organizado pelo Instituto Pró-Livro (IPL) http://prolivro.org.br. Motivado pela missão de transformar o Brasil em um país de leitores e pelo compromisso de investir em ações para melhorar os indicadores de leitura revelados pela pesquisa, o IPL lançou a Plataforma Pró-Livro com o objetivo de mapear, valorizar e difundir as iniciativas de incentivo à leitura que acontecem nos diversos rincões pelo Brasil afora. O Prêmio, lançado com a Plataforma, veio para coroar os melhores projetos, homenagear e estimular o intercâmbio de experiências promovidas por tantas entidades.

No ano passado foram contemplados projetos como Skoob; Expedição Vaga Lume; Companhia das Letras – Projeto Clube de Leitura com remição de pena; Rede Bibliotecas Parque Estadual do Rio de Janeiro e Globo News Literatura. Para a edição de 2017, as inscrições vão de 1° a 31 de agosto. Vale lembrar que é preciso fazer a inscrição para concorrer ao Prêmio, mesmo que já tenha cadastrado o projeto na Plataforma. Para fazer a inscrição ao prêmio, cadastrar ou atualizar o projeto cadastrado, é só acessar a Plataforma Pró-Livro (www.plataforma.prolivro.org.br), ler o regulamento e seguir as orientações.

Como no ano anterior, serão escolhidos projetos em quatro categorias: Empresas da cadeia produtiva do livro; Organizações Sociais; Mídia; Bibliotecas públicas e comunitárias. Uma equipe de especialistas fará uma seleção prévia dos finalistas e uma comissão de jurados elegerá três vencedores para cada uma das categorias. A entrega da segunda edição do prêmio ocorrerá em novembro de 2017.

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Além de ser um reservatório de projetos de incentivo à leitura, a Plataforma Pró-Livro também possibilita o intercâmbio de informações, pois oferece espaço para fóruns de discussões, acervo digital de estudos, teses, publicações e artigos voltados à leitura, alimentado pelos próprios usuários e também pela curadoria do IPL. Além de poder usufruir de notícias sobre o setor, acerca do prêmio e sobre outras inciativas da área de promoção de leitura, formação leitora e acesso ao livro.

“Esta ferramenta ainda é nova, mas tem muito a crescer e a acrescentar ao mercado, pois reconhece ações exitosas já em prática pelo Brasil e estimula mais instituições a incentivarem a leitura, alcançando um maior número de pessoas, para, em um futuro não muito distante, nos tornarmos uma sociedade que desfrute dos benefícios promovidos pela leitura”, completa Zoara Failla, coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil e gerente executiva do Instituto Pró-Livro.

“O prêmio visa incentivar e dar visibilidade às iniciativas exitosas e fazer do Brasil um país de leitores”, conclui Luis Antonio Torelli, presidente do Instituto Pró-livro (IPL).

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O Instituto Pró-Livro (IPL) foi criado no final de 2006 pelas entidades do livro – Abrelivros, CBL e SNEL_ com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro. Iniciou suas atividades em 2007. Atualmente é  mantido pelas entidades fundadoras e por contribuições voluntárias de editoras. As entidades do livro, representando a cadeia produtiva, fundaram o Instituto Pró-Livro assumindo o compromisso de responsabilidade social junto a representantes do governo e sociedade civil, para a promoção de ações de fomento à leitura, orientado pela missão de transformar o Brasil em um país de leitores.

O IPL realiza periodicamente a pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro para avaliar impactos, orientar políticas públicas do livro e da leitura, promover a reflexão e estudos sobre os hábitos de leitura do brasileiro e, desta forma, melhorar os indicadores de leitura e o acesso ao livro.

Clássicos infantis na programação de férias

Em Belo Horizonte, o Shopping Pátio Savassi anuncia uma programação inspirada nos clássicos da literatura infantil. São vários musicais que prometem entreter e encantar a meninada até o dia 30 de julho.

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O Pátio Savassi realiza uma programação de musicais na segunda quinzena do mês de julho. São 22 apresentações de clássicos infantis, de 15 a 30 de julho, no anfiteatro do shopping. O repertório vai contar com as peças: “Rapunzel”, “A Bela e a Fera”, “A Bela Adormecida”, “Peter Pan”, “Aladim”, “Mágico de Oz”, “O Pequeno Príncipe”, “Branca de Neve”, “Soldadinho de Chumbo” e ainda “Cinderela”.

Promovida pela companhia Cyntilante Produções, cada apresentação terá entre 30 e 50 minutos. Os espetáculos custarão R$ 22 inteira e R$ 11 a meia entrada.

A programação

Dias 17 e 24 – “A Bela Adormecida” – 16h

Um dos contos mais famosos, a versão mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, publicada em 1812. Conta a história de uma princesa enfeitiçada por uma maléfica feiticeira para cair num sono profundo até que um príncipe encantado a desperte com um beijo provindo-a de um amor verdadeiro.

Elenco: Raíssa Alves, Chris Geburah, Marina Clara, Ricardo Sabino

Direção: Fernando Bustamante

 

18 e 25/7 – “Rainha da Neve” – 16h

É um conto de fadas do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado pela primeira vez em 1844. A história gira em torno da luta entre o bem e o mal para quebrar o feitiço do inverno eterno.

Elenco: Henrique Moretzsohn, Raíssa Alves, Rafael Ventura, Raquel Carneiro

Direção: Fernando Bustamante

Peter Pan

19 e 26/7 – “Peter Pan”– 16h

Peter Pan é um personagem criado por J. M. Barrie para sua notória peça de teatro intitulada Peter and Wendy, que originou um livro homônimo para crianças publicado em 1911 e de várias adaptações para o cinema. A história do garoto que vive na Terra do Nunca e se recusa a crescer. Suas aventuras com a família Darling na Terra do Nunca é contada e cantada para a plateia de forma interativa.

Elenco: Alex Alves, Sheyla Barroso, Raquel Carneiro, Rafael Ventura, Ricardo Sabino

Direção: Fernando Bustamante

 

20 e 27/7 – “Aladim”– 16h

O conto de Aladim é um dos mais famosos da coletânea árabe “As Mil e Uma Noites”. Sabe-se, porém, que a história foi acrescentada à coletânea pelo orientalista francês Antoine Galland, responsável pela tradução que popularizou a obra no Ocidente. Quando descobre que há na lâmpada um gênio poderoso, que pode se transformar em qualquer pessoa ou coisa e que lhe concederá três desejos, Aladim planeja usá-los para conquistar a princesa, sem imaginar que um mago será o seu inimigo, que precisa ser detido.

Elenco: Alex Alves, Gil Guedes, Mariana Valentina, Ludmilla Caldeira, Paulo Victor

Direção: Fernando Bustamante

O Mágico de Oz

21 e 28/7 – “O mágico de Oz” – 16h

É considerado o primeiro conto de fadas genuinamente americano. Na história, após um tornado em Kansas, Dorothy vai parar na fantástica Oz, onde as coisas são coloridas, bonitas e mágicas. Porém, o seu maior desejo é retornar de volta para casa. Para isso ele deve encontrar um mágico, que lhe mostrará como realizar esse seu desejo. Para chegar até ele, contudo, Dorothy viverá uma aventura inesquecível através do caminho de tijolos amarelos.

Elenco: Raíssa Alves, Alex Alves, Rafael Ventura e Henrique Moretzsohn

Direção: Fernando Bustamante

 

22/7 – “O pequeno príncipe” – 16 e 17:30h

A clássica história  de um menino vindo de um lugar distante. Ele compartilha diversas experiências, como aprender com uma raposa e cuidar de uma única rosa num mundo de cabeça para baixo. Baseado no romance de Antoine de Saint-Exupéry.  

Elenco: Jai Baptista, Raíssa Alves, Bella Michielini

Branca de Neve

23/7 – “Branca de Neve” – 16h e 17:30h

É um conto de fadas originário da tradição oral alemã, que foi compilado pelos Irmãos Grimm e publicado entre os anos de 1812 e 1822. Uma rainha má e bela (que também é bruxa) resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada, Branca de Neve, a mais linda de todas. Mas o carrasco que deveria assassiná-la a deixa partir e, durante sua fuga pela floresta, encontra a cabana dos sete anões, que trabalham em uma mina e passam a protegê-la. Algum tempo depois, quando descobre que Branca de Neve continua viva, a Bruxa Má disfarça-se e vai atrás da moça com uma maçã envenenada, que faz com que Branca de Neve caia em um sono profundo por toda a eternidade.

Elenco: Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso

Direção: Fernando Bustamante

 

29/7 – “Soldadinho de chumbo” – 16h e 17:30h

Uma emocionante adaptação do conto de fadas escrito por Hans Christian Andersen e publicado pela primeira vez em 1838, que conta a história de um boneco que tem apenas uma perna e que se apaixona por uma bailarina que também é uma boneca.

Elenco: Ricardo Sabino, Jai Baptista, Rafael Ventura, Sarah Alves, Alex Alves

 

30/7 – “Cinderela” – 16h e 17:30h

Conto do escritor francês Charles Perrault, de 1697, baseada num conto italiano popular chamado La gatta cenerentola (“A gata borralheira”). Cinderela é uma jovem que é obrigada pela madrasta a vestir andrajos e forçada a trabalhar de empregada. A fada madrinha lhe dá um lindo vestido de presente, para que ela possa ir ao baile, mas a moça precisa estar de volta até a meia-noite, pois o encanto se desfaz. No palácio, Cinderela dança com o príncipe, que fica encantado com ela. Ao fugir do palácio na hora combinada, Cinderela perde um sapatinho de cristal e o príncipe faz de tudo para encontrar a dona daquele sapatinho.

Elenco: Raíssa Alves, Henrique Moretzsohn, Maria Tereza, Marina Clara

Direção: Fernando Bustamante

A programação de férias para Beagá

Shoppings da cidade e o Museu dos Brinquedos promovem diferentes atividades para o entretenimento das crianças nas férias de julho.

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Power Shopping Centerminas: “Mini Trânsito”

De 14 a 30 de julho, o “Mini Trânsito” invade o 2º piso do estacionamento do shopping para a criançada aprender mais sobre as normas de segurança no trânsito. O cenário temático terá itens que simulam o trânsito real, com quebra-molas, faixas de pedestre, ponte de madeira, posto de gasolina, borracharia, semáforo e até uma pracinha com playground. Para simular a circulação de veículos, haverá bicicleta mecânica, além de motos e carrinhos elétricos.

A atração é destinada a crianças de 5 a 12 anos, com direito a um circuito de meia hora. Os horários serão de segunda à quinta-feira, das 14h às 20h, sexta-feira e sábado, das 10h às 21h, e domingo, das 9h às 16h. O valor do ingresso pode ser consultado na bilheteria do evento.

Segundo o gerente de Marketing da MB Malls, administradora do Power Shopping Centerminas, João Víctor Saliba, a atração, além de entreter, desenvolve a coordenação motora e contribui para a conscientização dos pequenos sobre as leis de trânsito.

Mini Trânsito

Data: 14 a 30 de julho
Local: 2º piso do estacionamento do Centerminas, em frente à Decathlon – Av. Pastor Anselmo Silvestre, nº 1495 – União, Belo Horizonte

Horários: De segunda a quinta-feira, das 14h às 20h

Sexta-feira e sábado, das 10 às 21h

Domingos, das 9 às 16h

Destinado às crianças de 5 a 12 anos

Valor da entrada: consultar na bilheteria do evento.

Mais informações: (31) 3140-4195

Colônia de Férias Museu dos Brinquedos (4)

Museu dos Brinquedos: Colônia de Férias

Entre os dias 17 e 21 de julho e 24 e 28 de julho, das 13 às 17h30, crianças a partir de três anos vão embarcar num universo de brincadeiras, histórias e descobertas no Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte. São quase cinco horas diárias de atividades culturais e artísticas, onde as crianças permanecem sob os cuidados e atenção de uma equipe qualificada de pedagogos, artistas e educadores.

A atração especial deste ano fica por conta da atriz, contadora de histórias e brincante Adê Melo, que vai propor às crianças brincar de teatro a partir de um espetáculo interativo. As crianças vão ajudar a construir e representar uma história que, além de personagens, terá muita música, brincadeiras e improvisos. E não pense que todos os dias serão iguais, pois Adê Melo tem repertório variado de brincadeiras e músicas para entreter tanto os “coloninhos” que ficam durante toda a semana quanto aqueles que passam somente um dia no Museu. Além disso, a proposta desta atividade é justamente criar coletivamente uma história a cada dia.

A Colônia de Férias também conta com o Ateliê de Arte, onde os pequenos poderão aprender variadas técnicas de artes visuais. Todos os dias uma experiência artística diferente, passando por criar e diferentes tipos de pinturas, com direito a cavaletes, pincéis, aquarelas, tintas e diversos materiais inusitados.

A coordenadora de projetos do Museu dos Brinquedos, Tatiana de Azevedo Camargo, explica que a missão da entidade, em quase uma década de funcionamento, tem sido estimular e valorizar o ato de brincar. “Essa ludicidade espontânea é uma das características mais lindas da infância e, como o próprio nome sugere –criança– tem como essência o criar, o imaginar e o aprender. Por isso, acreditamos na importância de estimular a imaginação, o lúdico e as recreações para contribuir com o desenvolvimento de habilidades, como autoestima, segurança, autonomia e sociabilidade”, conta.

O valor da diária é R$ 65. Irmãos ganham 10% de desconto. Cada criança deve levar o seu lanche. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.museudosbrinquedos.org.br  ou pelo telefone (31) 3261-399.

A Colônia de Férias

Data: de 17 a 21 de julho e de 24 a 28 de julho (segunda a sexta-feira)

Faixa etária: A partir de 3 anos

Horário: 13h às 17h30

Local: Museu dos Brinquedos – Avenida Afonso Pena, 2564 – Funcionários

Entrada: R$ 65 por dia. R$ 280 por semana. Irmãos têm 10% de desconto

Cada criança deve levar seu lanche

Quem fechar a semana, ganha preço especial e KIT personalizado de artista

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DiamondMall: Oficinas de moda

O DiamondMall traz uma programação especial para as férias. De 18 a 30 de julho, o shopping promove o evento “Inventando Moda”. A atividade terá oficinas de estilo que apresentam para as crianças, de 4 a 12 anos, metodologias estéticas e consciência da própria roupa.

O cenário, especialmente preparado, fará alusão a um ateliê de costura, repleto de elementos coloridos, lúdicos, educativos e divertidos. Serão duas oficinas: customização de camisetas e bonecos de papel.

Segundo a gerente de Marketing do mall, Flávia Louzada, o evento foi desenvolvido para incentivar a criatividade, o contato com trabalhos manuais e, ao mesmo tempo, demonstrar a versatilidade e estética atemporal que as peças de roupa podem ter. “Vamos estimular as crianças a ter contato com a moda, a se expressarem e divertirem por meio da customização, criando uma identidade própria”, comenta.

A ação tem a curadoria da estilista mineira Tereza Santos – referência em “inovação de valor” pelo desenvolvimento de projetos nas áreas de design, moda e cultura – e será ministrado pelos profissionais do “Espaço Corre Cutia”, especializados em recreação infantil.

As inscrições são limitadas. Para participar é preciso se inscrever no Concierge (Piso L3) ou pelo telefone (31) 3330-8633. No dia da oficina, a criança deverá levar uma camiseta para doação.

Inventando Moda

Período: 18 a 30 de julho

Local: Piso L3 – DiamondMall – Av. Olegário Maciel, 1600, Lourdes

Idade: 4 a 12 anos

Horário: das 14h às 19h – duração de 1 hora

Inscrições gratuitas e limitadas no Concierge (Piso L3) ou 3330-8633

Importante: no dia da oficina, a criança deverá levar uma camiseta para doação

Os tapetes contadores de histórias

O blog da Aletria Editora tem uma matéria que eu não poderia deixar de recomendar: o uso dos tapetes entre os narradores de histórias. Imagens lindas e um texto precioso para contar sobre este hábito, que vai se transformar no próximo curso de formação de narradores, que será realizado ainda este mês.

abaf1f764ffabc9bb6752eb36266bc71A tapeçaria sempre foi muito utilizada na arte de contar histórias. Quem assiste aos espetáculos dos narradores sempre encontra um tapete compondo o cenário, onde eles se apresentam. Segundo a matéria, “criar e utilizar tapetes ou painéis de tecido como cenários para narração oral é uma manifestação popular recorrente em diversas culturas e em distintas épocas da história da humanidade (gabbehs iranianos, arpillería andina, quilts da tradição colonial norte-americana, estandartes de palha e pano do nordeste brasileiro)” _ como esse da foto ao lado.

“Desde a antiguidade, podemos encontrar narrativas que envolvem tapete e oralidade, têxtil e texto, como o mito grego de Filomena (séc V a.C.) que, raptada pelo cunhado e impedida de falar, tece um grande tapete para contar à irmã as maldades do marido e obter justiça.

Em 1998, na cidade do Rio de Janeiro, atores formandos pela Escola de Teatro da UniRio tiveram conhecimento desta prática a partir do contato com o diretor teatral, contador de histórias e artesão francês Tarak Hammam, responsável pelo projeto “Raconte-Tapis”, desenvolvido no interior da França desde 1987. Os atores fundaram o grupo “Raconte-Tapis – Os Tapetes Contadores de Histórias” e começaram a se apresentar em diversos espaços culturais do Rio de Janeiro, além de participar e produzir uma série de atividades e oficinas com Tarak Hammam. De início, o acervo do grupo era composto por tapetes criados pelo artista francês, que representam cenários de contos da África, Ásia e Europa.

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O que a Aletria Editora nos dá a oportunidade de conhecer, agora, é a experiência do ator de contador de Histórias, Warley Goulart (foto acima), coordenador do grupo carioca “Os Tapetes Contadores de Histórias”, para ministrar a oficina “Ateliê de Histórias”.

Data: de 17 a 20 de julho (seg a qui), das 19 às 22h

Carga-horária: 12h

Público-alvo: Jovens e adultos, a partir de 14 anos. Contadores de histórias, professores, artistas, arte-educadores, psicólogos, sociólogos, arte-terapeutas, pais e avós.

Ementa: Intercalando teoria e prática, Ateliê de Histórias é uma oficina de formação de contadores de histórias, onde os participantes passam por uma série de dinâmicas em torno das práticas narrativas, análise da estrutura e espacialidade dos contos e criação de suportes plásticos para contar histórias. Ministrada pelo artista e cofundador do grupo carioca Os Tapetes Contadores de Histórias, Warley Goulart, a oficina é um intensivo deste processo de 19 anos de projeto de arte e incentivo à leitura, cujas obras mesclam oralidade, teatro e artes visuais.

Professor: Warley Goulart é ator, contador de histórias e artista plástico, formado em Artes Cênicas pela UniRio e especialização em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF. Há 19 anos, participa e coordena o grupo carioca Os Tapetes Contadores de Histórias, referência no Brasil e exterior na arte de contar histórias. Desde 1998, o grupo cria e se utiliza de tapetes e outros recursos de tecido como cenários de contos populares de origens diversas e consagrados escritores nacionais. Sua pesquisa envolve o diálogo entre oralidade e artes visuais ,intersecções entre texto e têxtil e manifestações plásticas que os povos criam como cenários para suas narrativas.

Valor da inscrição: R$280,00 (duzentos e oitenta reais)

Informações: (31) 3296-7903