Os tapetes contadores de histórias

O blog da Aletria Editora tem uma matéria que eu não poderia deixar de recomendar: o uso dos tapetes entre os narradores de histórias. Imagens lindas e um texto precioso para contar sobre este hábito, que vai se transformar no próximo curso de formação de narradores, que será realizado ainda este mês.

abaf1f764ffabc9bb6752eb36266bc71A tapeçaria sempre foi muito utilizada na arte de contar histórias. Quem assiste aos espetáculos dos narradores sempre encontra um tapete compondo o cenário, onde eles se apresentam. Segundo a matéria, “criar e utilizar tapetes ou painéis de tecido como cenários para narração oral é uma manifestação popular recorrente em diversas culturas e em distintas épocas da história da humanidade (gabbehs iranianos, arpillería andina, quilts da tradição colonial norte-americana, estandartes de palha e pano do nordeste brasileiro)” _ como esse da foto ao lado.

“Desde a antiguidade, podemos encontrar narrativas que envolvem tapete e oralidade, têxtil e texto, como o mito grego de Filomena (séc V a.C.) que, raptada pelo cunhado e impedida de falar, tece um grande tapete para contar à irmã as maldades do marido e obter justiça.

Em 1998, na cidade do Rio de Janeiro, atores formandos pela Escola de Teatro da UniRio tiveram conhecimento desta prática a partir do contato com o diretor teatral, contador de histórias e artesão francês Tarak Hammam, responsável pelo projeto “Raconte-Tapis”, desenvolvido no interior da França desde 1987. Os atores fundaram o grupo “Raconte-Tapis – Os Tapetes Contadores de Histórias” e começaram a se apresentar em diversos espaços culturais do Rio de Janeiro, além de participar e produzir uma série de atividades e oficinas com Tarak Hammam. De início, o acervo do grupo era composto por tapetes criados pelo artista francês, que representam cenários de contos da África, Ásia e Europa.

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O que a Aletria Editora nos dá a oportunidade de conhecer, agora, é a experiência do ator de contador de Histórias, Warley Goulart (foto acima), coordenador do grupo carioca “Os Tapetes Contadores de Histórias”, para ministrar a oficina “Ateliê de Histórias”.

Data: de 17 a 20 de julho (seg a qui), das 19 às 22h

Carga-horária: 12h

Público-alvo: Jovens e adultos, a partir de 14 anos. Contadores de histórias, professores, artistas, arte-educadores, psicólogos, sociólogos, arte-terapeutas, pais e avós.

Ementa: Intercalando teoria e prática, Ateliê de Histórias é uma oficina de formação de contadores de histórias, onde os participantes passam por uma série de dinâmicas em torno das práticas narrativas, análise da estrutura e espacialidade dos contos e criação de suportes plásticos para contar histórias. Ministrada pelo artista e cofundador do grupo carioca Os Tapetes Contadores de Histórias, Warley Goulart, a oficina é um intensivo deste processo de 19 anos de projeto de arte e incentivo à leitura, cujas obras mesclam oralidade, teatro e artes visuais.

Professor: Warley Goulart é ator, contador de histórias e artista plástico, formado em Artes Cênicas pela UniRio e especialização em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF. Há 19 anos, participa e coordena o grupo carioca Os Tapetes Contadores de Histórias, referência no Brasil e exterior na arte de contar histórias. Desde 1998, o grupo cria e se utiliza de tapetes e outros recursos de tecido como cenários de contos populares de origens diversas e consagrados escritores nacionais. Sua pesquisa envolve o diálogo entre oralidade e artes visuais ,intersecções entre texto e têxtil e manifestações plásticas que os povos criam como cenários para suas narrativas.

Valor da inscrição: R$280,00 (duzentos e oitenta reais)

Informações: (31) 3296-7903

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