“Bruna, a tagarela”

untitled ppQualquer criança ao ler esse livro, vai se identificar de alguma forma: por gostar muito de falar ou, ao contrário, gostar mais de ouvir; por ter experimentado crítica ou por ser muito aplaudida ao superar essa crítica.

 

A Editora do Brasil lança “Bruna, a tagarela”, escrito pela mineira Mailza de Fátima Barbosa e ilustrado pela paranaense Paula Kranz, que o blog curtiu muito ler e, aqui, apresenta para o leitor com a recomendação de que vale a pena colocá-lo na lista de presentes de Natal.

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A menina Bruna Letícia assume que gosta muito de falar:

“Falo sobre tudo, qualquer assunto. Se acabo de conhecer alguém, procuro logo uma história para contar. Se me fazem uma pergunta, respondo sem vacilar, entro logo no assunto e disparo palavras no ar”.

Já imaginou alguém assim? Em casa, Bruna Letícia até se dava bem com sua tagarelice.

“Contava história pro meu pai, depois pra minha mãe, falava com minha irmã e falava e falava…”

“Quando meu primo me visitava, nós fazíamos da sala um estúdio de TV e eu era a entrevistada”…

“Depois de falar com todos na minha casa, eu ainda falava com meu cãozinho ou falava sozinha, sem problema nenhum”…

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Mas e na escola? Bruna falava muito também até que um dia alguém disse:

“Deixa a gente falar, Bruna tagarela”!

A menina se assustou com a palavra, que ela passou a ouvir sempre. Sentiu que os amigos não queriam mais ouvi-la falar.

“Comecei a ficar no meu cantinho, quieta, sozinha, sem falar muito pra não chatear ninguém”.

Inteligente, Bruna conseguiu sair dessa. Certo dia, a solução para esse problema chegou para ela. Não vou contar aqui. Mas ao ler o livro, certamente, você vai se surpreender com o que aconteceu com Bruna que, inclusive, foi muito aplaudida. História de final feliz.

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A autora Mailza explica que o livro ataca um dos problemas mais combatidos atualmente na escola e na sociedade: o bullying, que transforma muitas crianças em vítimas da hostilidade dos colegas. No caso de Bruna, por falar demais. De extrovertida, a menina se tornou isolada e passou a ficar calada na escola até descobrir um lugar para manifestar suas expressões naturalmente e se livrar do apelido que os colegas lhe deram: tagarela!

“Minha intenção é poder contribuir com profissionais da Educação com uma ferramenta para auxiliá-los na abordagem do tema, bem como mostrar à criança uma maneira de usar seus dons”, explica a escritora. “Precisamos entender a importância do respeito nas relações. Quando respeito ou sou respeitado mantenho boas relações e isto torna o mundo melhor”, conclui.

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O livro tem 24 páginas, custa R$ 33,20 no site http://www.editoradobrasil.com.br/. Também pode ser comprado nas livrarias em geral.

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