“Wink Poppy Midnight”

untitled ppUm dos melhores livros juvenis de 2016 chega às livrarias pela Galera Editora. Pode colocar na lista de presentes para o Natal.

 

 

 

“Duas garotas. Um rapaz. Três vozes que explodem nas páginas em capítulos curtos, afiados e hipnotizantes e que espiralam vertiginosamente em direção a algo terrível, complicado e extraordinário.” – Teen Vogue

“Hipnotizante e difícil de largar. Você vai se desesperar para chegar logo ao fim e descobrir o que é o que. E então você vai querer voltar e tentar descobrir como não percebeu as pistas. “Wink Poppy Midnight” é uma leitura rápida e deliciosa.” – The New York Daily News

wink-poppy-midnight

Indicado pela Teen Vogue e pelo Mashable como um dos melhores livros young adult de 2016, “Wink Poppy Midnight” é um thriller com doses equivalentes de suspense, fantasia e temas adolescentes, tudo embalado com uma atmosfera sombria e uma escrita fantástica que mergulha o leitor no universo criado pela autora April Genevieve Tucholke.

Midnight é um menino inseguro, doce e meio ingênuo, completamente apaixonado –  e manipulado – por Poppy, a típica garota malvada e popular da escola. Loira e linda, ela não poupa ninguém de sua crueldade. A dinâmica entre eles se altera quando Midnight se muda para a casa vizinha à da família de Wink, uma menina ruiva, misteriosa e meio esquisita, que parece habitar um mundo onde não se distingue ficção de realidade.

Os três protagonistas narram a história, que se alterna entre seus pontos de vista em capítulos bem curtinhos, deixando o leitor em dúvida sobre quem está de fato falando a verdade. Viciada em histórias de ficção, Wink tem certeza de que Midnight é o herói e Poppy é a vilã da trama que acaba envolvendo o trio. Mas nem tudo é o que parece.

dica-de-livro-Wink-Poppy-Midnight

Trecho do livro

“Wink

Toda história precisa de um Vilão.

O Vilão é tão importante quanto o Herói. Talvez até mais importante. Li uma porção de livros, alguns em voz alta para os órfãos, alguns só para mim mesma. E todos tinham um Vilão. A Feiticeira Branca. A Bruxa Má do Oeste. O Cavaleiro de Cabelos de Algodão. Bill Sykes. Sauron. Sr. Hyde. Sra. Danvers. Iago. Grendel.

Eu não precisava da leitura das folhas de chá da Min para saber quem era a Vilã da minha história. A Vilã tinha cabelo loiro e o coração do Herói na manga. Tinha dentes e garras e uma língua de prata como o demônio de fala mansa de Cinza e sombras.”

April Genevieve Tucholke é autora de “Between the devil and the deep blue sea” e “Between the spark and the burn”. Seus livros já foram publicados em trezes países, sendo bem recebidos pela crítica e indicados a várias premiações. Mora em Oregon com o marido. Mais informações em www.apriltucholke.com.

O livro tem 224 páginas e custa R$ 34,90.

Por que as crianças precisam da fantasia

Michele Muller  *

Quando fadas com suas varinhas mágicas, monstros e heróis invencíveis decidem invadir as escolas, eles provam que de fato têm superpoderes: ajudam na aprendizagem. O papel das histórias fantásticas na infância não se limita ao entretenimento. Elas trabalham a linguagem de forma mais eficaz que narrativas realísticas, aumentando a possibilidade de a criança fixar o novo vocabulário.

Pode parecer contraditório, mas justamente por conta da violação das expectativas, são também fundamentais para a compreensão das inúmeras possibilidades que a realidade apresenta.

Os efeitos do mundo do faz de conta sobre a cognição infantil vêm sendo investigados pela neurociência com resultados reveladores. No ano passado, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, constataram que as crianças assimilam melhor um vocabulário novo quando as palavras são introduzidas em meio a histórias fantásticas.

O estudo, liderado pela professora Deena Weisberg, do Instituto de Pesquisa em Ciências Cognitivas, avaliou dois programas educativos aplicados em 154 crianças em idade pré-escolar. Aquelas que tinham contato com os novos conceitos por meio de contos realísticos mostraram desempenho mais fraco na hora de explicar os significados dos vocábulos aprendidos.

Essa fascinação das crianças por acontecimentos extraordinários é evidente já nos primeiros meses de vida. Em 2015, pesquisadores da Universidade de John Hopkings, em Baltimore, testaram o efeito de eventos mágicos sobre a atenção e as brincadeiras de 110 bebês de 11 meses. Perceberam que tendem a olhar mais atentamente e por muito mais tempo para um objeto quando ele desafia as leis da física. A chance de ocorrer algo inesperado, que fere suas expectativas, naturalmente mantém as crianças mais atentas – o que explica, em parte, o sucesso das histórias fantásticas na aprendizagem.

Mas a experiência com bebês revelou que a ação da fantasia no imaginário infantil vai além do aspecto da atenção. Depois de assistirem a uma cena em que algo desaparece repentinamente ou flutua, os bebês tendem a investigar a realidade – deixando um objeto cair para testar a gravidade, por exemplo. Para Weisberg, pensar sobre possibilidades irrealistas pode também ajudar na criação de contrastes informativos que levam à compreensão das estruturas do mundo real.

A partir dessa perspectiva, as histórias ganham função fundamental na construção do senso de realidade – que pode começar com a certificação de que objetos não flutuam e bichos não falam e seguir por questionamentos bem mais sofisticados que necessitam de contrapontos para serem formados e esclarecidos.

Partindo da simples constatação da necessidade do contato com o absurdo para se reconhecer o real, podemos transferir para os heróis e vilões dos contos de fada uma nova responsabilidade: a de ensinar às crianças a administrar seus próprios medos.

Talvez isso explique a popularidade milenar das histórias universais carregadas de tragédias, bruxas malvadas e figuras assustadoras. Podem ter cumprido um importante papel no desenvolvimento das habilidades linguísticas das crianças, mas dificilmente tenha sido essa a intenção dos Andersen, irmãos Grimm e tantos outros que evitaram poupar seus leitores do contato com desgraças fantásticas.

A fascinação inata das crianças pelos horrores e aventuras que o mundo imaginário oferece pode nascer de uma necessidade de dar forma ao impossível para saber reconhecê-lo antes que ele se torne medo.

Ainda bem que a força das histórias populares é grande a ponto de sobreviver a uma época em que as crianças são protegidas de tudo: das brincadeiras que trazem um mínimo risco, dos objetos cortantes, das professoras bravas e de qualquer frustração e tristeza.

Muitos contos clássicos já ganharam versões suavizadas e muitos desenhos perderam seu humor negro para garantir que a infância aconteça toda no mundo cor-de-rosa. Mas se as crianças continuam buscando representações extremas do bem e do mal nas histórias fantásticas, não estranhem: instintivamente, elas buscam referências.

E muitas vezes encontram nas histórias mais extraordinárias e sombrias, que as mantêm atentas, que lhes ensinam as maravilhas da linguagem e lhes mostram o que muitos pais e professores ignoram: que é preciso conhecer para distinguir. É preciso descobrir o irreal para ter segurança no mundo real da mesma forma como o contato com a frustração é essencial para o reconhecimento da satisfação.

* Michele Müller é jornalista especialista em neurociências e neuropsicologia educacional, pesquisadora, escritora e mestre em ciências da educação.

Artigo originariamente publicado em HuffpostBrasil

Clássicos da literatura no teatro

Muitas histórias conhecidas através dos livros se transformam em peças teatrais gratuitas no Pátio Savassi de Belo Horizonte, como opção de lazer para o feriado e fim de semana.

branca-de-neve

A programação infantil do Pátio Savassi para este Natal está muito bacana. No primeiro fim de semana das apresentações das peças teatrais gratuitas, o empreendimento recebeu mais de três mil pessoas! Neste fim de semana prolongado, o shopping segue com as peças e as expectativas de público são as melhores.

No feriado, dia 8/12, será a vez da peça Cinderela, às 18h30. O espetáculo conta a história da filha de um comerciante rico. No entanto, quando o pai faleceu, sua madrasta malvada a obrigou a ser criada… mas uma fada madrinha aparece e ajuda a jovem.

No sábado, 9/12, a programação continua com a história de um boneco que tem apenas uma perna e que se apaixona por uma bailarina que também é uma boneca: Soldadinho de Chumbo, às 16h! E para fechar o fim de semana com chave de outro, no domingo, dia 10/12, às 16h, o tradicional conto de fadas A Bela e a Fera vai encantar a todos! As apresentações gratuitas serão realizadas na Praça de Alimentação do shopping.

Cinderela

Programação

Peça Datas Horários
Cinderela – Praça de Alimentação 8/12 18h30 às 19h30
Soldadinho de Chumbo –  Praça de Alimentação 9/12 16h às 17h
Bela e a Fera – Praça de Alimentação 10/12 16h às 17h
Branca de Neve – Praça de Alimentação 15/12 18h30 às 19h30
Rapunzel –  Praça de Alimentação 16/12 16h às 17h
Pequeno Príncipe – Praça de Alimentação 17/12 16h às 17h

 

“Verões verdes”

O escritor e ilustrador colombiano Dipacho ilustra com legumes e verduras um jogo divertido de palavras que começam com a letra V, nesse livro infantil lançado pela Editora do Brasil.

IMG_20171020_161506

Um livro cheio de tons de verdes.

A história é contada só com palavras iniciadas com a letra V. E começa assim:

“Verde”.

No meio do livro:

“Verão vendo verduras verdes”.

E prossegue. Na última página, a surpresa não se refere só ao texto de palavras com V, mas também à cor da página. Seria mais um tom de verde ou não?

IMG_20171020_161710

IMG_20171020_161732

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em “Verões Verdes”, o escritor e ilustrador Dipacho, faz uma abordagem divertida e colorida para ensinar, de modo lúdico o pequeno leitor a conhecer os vegetais e a brincar com a sonoridade da letra V, enquanto conhece, ao mesmo tempo, a importância de uma boa alimentação.

O autor chama a atenção do leitor para uma questão muito importante: tem veneno na comida e isso precisamos evitar urgentemente.

As ilustrações, em tinta látex, fazem uma abordagem visual que serve para complementar uma sequência de palavras que se iniciam pela letra V, cuja repetição mergulha o leitor no fluxo mágico da linguagem verbal. A intenção é que a divertida turma de legumes e verduras verdes, somada ao texto, produza um efeito significativo no raciocínio e imaginação do leitor. Com isso, a criança amplia seus conhecimentos e seu vocabulário.

image004Dipacho explica que “Verões verdes” surgiu como um jogo de palavras que começasse com a letra V, em uma sequência que fosse ficando cada vez maior, página por página, até quase virar um trava-língua. A sequência cumulativa, simples, se torna eficaz ao se encontrar com a mensagem visual.

“Como sou ilustrador, enquanto escrevia fui criando imagens nas quais procurava não repetir o que estava no texto, gerando uma leitura paralela com as ilustrações. No fim, a relação entre os textos e as imagens cria a história das verduras que andam e viajam de férias e têm um fim inusitado”, revela o escritor.

Dipacho é pseudônimo. Seu trabalho foi publicado por editoras do mundo hispânico e também na França, no País Basco, na Itália e no Brasil. Obteve reconhecimentos como o Prêmio “A la orilla del viento”, da editora Fondo de Cultura Económica; Menção Honrosa na Bienal de Ilustração de Bratislava; Prêmio CJ da Coreia; Prêmio White Ravens, da Alemanha; Menção Honrosa do Banco del Libro, Venezuela; Lista de Honra da IBBY; foi selecionado para expor na feira de Bolonha, entre outros.

A tradução foi feita por Heloísa Jahn. O livro tem 32 páginas e custa R$ 41,10. O título está disponível para comercialização por meio da loja virtual da Editora Brasil (http://www.editoradobrasil.com.br/lojavirtual/).