As novidades dos canais Disney

Disney Channel, Disney XD e Disney Junior contarão com estreias divertidas e especiais durante esse ano.
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Este é o ano dos fãs do Disney Channel! Com a a hashtag #EuSouFã, o canal celebra essa paixão e tudo o que é novo da programação de 2018.

Continuando a emocionante história de Luna Valente, Sou Luna, a novela teen favorita na América Latina, estreia uma nova temporada com muito mais emoção e dança sobre patins. Além disso, a produção original do Disney Channel Latin America volta com sua turnê, Sou Luna – O Show, totalmente reformulado, com novas músicas, coreografia, cenários impactantes e a experiência única de ver ao vivo os protagonistas da novela teen do Disney Channel.

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Também voltarão personagens clássicos à tela com a estreia de Ducktales – Os Caçadores de Aventuras, uma nova produção animada baseada na premiada série e adorada por uma geração de espectadores que narra as andanças do pato mais famoso e multimilionário, o Tio Patinhas, junto com os trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luizinho, entre outros personagens queridos.

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E depois dos sucessos de High School Musical, Descendentes e Descendentes 2, em 2018, uma nova produção original chega ao Disney Channel cheia de música e dança: Zombies.

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A nova temporada de O11ze, a série produzida regionalmente, traz novas participações e personagens: os youtubers Rezendeevil e o colombiano Daniel Patiño, conhecido como “Paisavlogs”.

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O Disney XD traz muitas novidades este ano. A série animada original da Disney Operação Big Hero estreia no canal. A produção continua as aventuras do filme e a amizade entre Hiro, o gênio da tecnologia de 14 anos, e Baymax, seu compassivo robô de última geração.

Além disso o canal traz novas temporadas de Picles e Amendoim, Mech-X4, Star vs. As forças do mal, A Lei de Milo Murphy, além de filmes como Star Wars: O Despertar da Força, Capitão América: Guerra Civil, Mogli – O Menino Lobo, Zootopia, entre outras estreias e especiais.

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Em Disney Junior as surpresas, a magia e os personagens favoritos das famílias chegam com novos amigos, séries e filmes. Este ano, Vampirina traz novas aventuras, o capitão Topa e sua tripulação do Junior Express continuarão a levar música e alegria a diversos lugares a bordo do monotrilho e Mickey Aventuras Sobre Rodas chega com toda velocidade com novos episódios.

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“A casa preta”

O luto pelo olhar das crianças. Livro infantil escrito por Fátima Geovanini e ilustrado por Juliana Pegas dá corpo às estratégias que os pequenos usam para lidar com a dor da perda. 

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A nova casa de Arthur seria parecida com todas as outras, não fosse um detalhe: ela é preta. Mas esquisito mesmo não é bem a cor da casa e sim a sensação de estar lá dentro sem sua irmã. De repente a família ficou menor. Agora são apenas Arthur, o pai e a mãe. Nesse novo lar, a Casa Preta, a saudade e a falta dividem espaço com monstros e fantasmas. O menino, porém, é corajoso e vai inventar mil e uma maneiras de enfrentá-los. 

“A Casa Preta” aborda, com originalidade e firmeza, um tema ainda envolto em sombras, um tabu de nossa época: o luto vivido pelas crianças. Ao corporificar a tristeza de Arthur pela morte da irmã, lança um olhar sensível à variedade com que os pequenos criam estratégias para lidar com a dor e a saudade. E faz isso sem resvalar no perigo de soluções fáceis ou de mensagens de otimismo. Em vez disso, neste livro para leitores mirins, a melancolia pela morte de uma pessoa amada é tratada por meio da fantasia e do lirismo — mas também com seriedade e respeito.   

Arthur, esse garoto audaz, encara a solidão e o olhar dos pais mais tristes do mundo, mas volta e meia acaba se perdendo, ele próprio, num mar revolto, todo lágrimas. Apenas o Tempo se revela um aliado poderoso. Elemento indispensável para construir a história de uma perda, restituindo ao mundo suas cores de direito.  

“Era uma casa como outra qualquer. Tinha janelas, portas, uma sala comprida e até um banheiro com banheira e tudo. 

Porém Arthur, que não era um menino qualquer, percebeu algo muito diferente ali. Antes morava em outra casa. Ele, sua irmã, a mãe e o pai. Mas tudo mudou e todos mudaram e se mudaram”. 

 Fátima Geovanini é psicóloga, psicanalista, doutora em bioética e especialista em cuidados paliativos. Há 25 anos se dedica a acompanhar crianças, adolescentes e adultos que, por diversas razões, enfrentam momentos de dificuldades, dor e sofrimento. 

Juliana Pegas é carioca, formada em design gráfico.  Este é o primeiro livro que ilustra. Para isso, desenhou com pincel e nanquim e depois coloriu digitalmente. 

O livro é um lançamento da Escrita Fina Edições. Tem 32 páginas e custa R$ 31,00.

‘Ler mais’ é uma das suas resoluções pra 2018?

Rodrigo Casarin *

Emagrecer. Melhorar a alimentação. Beber menos. Estas com certeza estão entre as principais resoluções para qualquer ano novo – e há décadas me acompanham a cada virada. Outra que costuma figurar na lista de muita gente é “ler mais”. Impressiona a quantidade de pessoas que reconhecem o valor da leitura, mas não dedicam tempo algum de seu dia – ou semana – à prática. Pensando nesse povo, eu listei as cinco dicas abaixo (que poderiam ser resumidas a “seja senhor das suas escolhas”).

Crie o hábito: ler exige algum esforço e concentração, então é preciso que se crie o hábito da leitura (não tem jeito, de algum modo a atividade terá que estar entre suas prioridades, se não sempre haverá alguma desculpa para não ler). Recomendo reservar uma parte do dia para estar a sós com um livro. Comece com metas modestas: que tal 20 minutos? Se falhar em um dia, compense lendo um pouco mais no outro (30 minutos, talvez).

E reserve um momento à atividade – de preferência um momento em que esteja bem desperto, não só na cama, antes de dormir, lutando para que os olhos não fechem. Claro que é possível ler um pouco também no metrô, parado no trânsito ou enquanto está no banheiro, mas a leitura não deve ser encarada apenas como mera distração para os minutos modorrentos.

Um livro por mês: ainda com relação às metas para que se desenvolva o hábito, estipule a quantidade de títulos que você deseja ler em determinado período – e, mais uma vez, vá com calma. Que tal começar lendo um livro por mês? Se todo dia você dedicar 20 minutos à leitura, provavelmente lerá cerca de 10 páginas por dia, o suficiente para dar conta de um volume de 300 páginas entre o dia 1º e o dia 30. Se for bem-sucedido aqui, devorará ao menos 12 livros ao longo do ano, mais do que o dobro da pífia média de leitura nacional (que não chega a 5 livros por ano).

Ah, Rodrigo, mas agora mesmo eu quero ler muito mais do que 12 livros. Eu sei, eu também. Aliás, quero ler muito mais do que mil livros, mas não tem como. Mesmo que você leia um livro por dia, ainda morrerá sem ter lido tudo o que gostaria, pode ter certeza. Então, aprenda a ser preciso nas escolhas.

Um ou vários? Isso que dizer que você deve ler apenas um livro por vez? Não necessariamente. Há quem se sinta entediado ao ficar muito tempo imerso em uma mesma história. Há também quem se confunda ao encarar várias narrativas simultaneamente. O que recomendo? O que acha de alternar um livro de ficção – um romance ou um volume de contos, por exemplo – com um de não ficção, como uma boa biografia?

O que ler: esqueça os tempos de escola, você não é obrigado a ler “Macunaíma” ou “Vidas Secas”, ainda que sejam livros ótimos. O importante é que identifique o que lhe agrada e vá em frente com as leituras. Gosta de ficção histórica? Beleza. Gosta de romances melosos? Sem problemas. Gosta de livros apimentados – seja com pimenta biquinho ou Carolina Reaper, a mais ardida do mundo? Beleza também. Saiba o que aprecia, isso ajudará a fomentar o hábito da leitura, que é o mais importante para esta resolução de ano novo.

Não faz nem ideia do que curte? Vá à livraria e dedique algum tempo à leitura breve de alguns livros ou baixe amostras de e-books (costumo fazer isso quando quero dar uma olhada no estilo de determinado autor). Também vale caçar dicas por aí e pegar livros emprestados com amigos.

Dessacralize a leitura: ler não pode ser um martírio. Claro que muitos livros se revelam aos poucos, exigem certa determinação do leitor, mas ninguém tem a obrigação de amar “Crime e Castigo” ou se identificar com as maluquices de “Dom Quixote” – ainda que eu recomende fortemente ambos. Começou a ler e não está gostando do livro? Pode largá-lo, sem dramas, mesmo que seja uma obra elogiada pelo mundo inteiro. Vá para a próxima história, amadureça enquanto leitor e, se você deixou clássicos pelo caminho, dê uma nova chance para eles em outro momento da vida. De minha parte, “Ulisses”, de James Joyce, terá outra oportunidade no futuro; na primeira tentativa, não rolou.

Fonte: Blog Página Cinco – 4/1/2018 http://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/

*  Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5. O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

Livros infantojuvenis da Editora do Brasil

O blog publica alguns lançamentos recentes para crianças e jovens como uma referência para os pais e educadores. Lembrem-se: férias também é época de leitura.

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“Claro, Cleusa. Claro, Clóvis”

 

Interessante a abordagem desse livro: o relacionamento entre os personagens é descrito com figuras geométricas. Isso faz de “Claro, Cleusa. Claro, Clóvis” um livro com linguagem visual criativa e lúdica, que possibilita ao leitor imaginar novas formas de construção de desenhos e de relações que a amizade proporciona para quem a cultiva .

O que as figuras geométricas de um quadrado, um triângulo e um círculo podem nos ensinar sobre a amizade e o relacionamento interpessoal? A escritora, ilustradora e designer gráfico, a premiada Raquel Matsushita, usa a movimentação e a criatividade de seus desenhos para demonstrar ao público infantil o benefício que a abertura de espaço para a união dos amigos pode causar.

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O livro conta a amizade de Cleusa, um triângulo; e Clóvis, um quadrado; que se completam perfeitamente, até o dia em que Clóvis fica doente e surge Catarina, uma nova personagem, na figura de um círculo. Inicialmente, a presença de Catarina incomoda, mas eles descobrirão que novas formas de construção da amizade podem surgir.

A união do trio geométrico abre infinitas leituras de imagens, que possibilitam ao leitor fazer sua própria interpretação para dar sentido às novas formas de amizade. Um livro, que de maneira divertida e criativa, vai ajudar as crianças a abrir espaço para os relacionamentos interpessoais.

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828253_ampliada“Que amores de sons”

Esse é um lançamento da Editora do Brasil em parceria entre o escritor português Alexandre Honrado e a escritora brasileira Penélope Martins. Uma narrativa sobre uma linda história de amor recheada de onomatopeias divertidas e diferentes, que trata de forma sensível sobre o encontro de dois personagens que amam os sons, a música e as coisas simples da vida.

Os cenários deslumbrantes criados pela ilustradora espanhola Nívola Uyá complementam a beleza desse livro feito para pequenos e grandes que amam singelas histórias de afeto.

 

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image010“O mar de Cecília”

Imagens e estrofes curtas revelam um mar em homenagem à poesia de Cecília Meireles, um dos grandes nomes da poesia em língua portuguesa. O livro é de autoria da escritora e ilustradora Rosinha, lançamento da Editora do Brasil. “Minha intenção é convidar o leitor a conhecer a obra de Cecília e homenageá-la com um poema visual”, conta Rosinha.

Cecilia-6-4-1Cecília escreveu três livros para os pequenos e foi considerada a responsável pela maturidade da poesia infantojuvenil. Rosinha leu um destes livros, “Isto ou Aquilo”, com nove anos de idade e, desde então, passou a conviver com os poemas de Cecília. Para a homenagem, Rosinha criou um conceito no qual expôs suas emoções usando estrofes curtas com referências da poetisa e ilustrações apaixonantes em grafite e lápis de cor sobre papel, que pudessem ser um labirinto para levar o leitor de uma página à outra.

O processo criativo fez com que a escritora, para chegar ao texto, lesse toda a obra e percebesse a importância do mar na poesia de Cecília. “A intenção foi apresentar para a criança, os poemas que me marcaram”, diz Rosinha, que fez o texto antes das ilustrações. “Depois desse mergulho na obra, busquei um conceito que juntasse meu sentimento dessa leitura com o que estava vivendo naquele momento de criação”, conta.

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Foi a partir daí que Rosinha passou a criar imagens como se fossem uma espécie de labirinto que se conecta com o texto. Segundo Rosinha, a última imagem de cada página tem uma ligação com a primeira da página seguinte, fazendo com que o leitor navegue, com suas visões, pelo Mar de Cecília. “Assim busquei criar um poema visual que não repetisse literalmente o texto, mas que criasse uma poética que possibilitasse a imaginação do leitor”, revela Rosinha, que deixa claro: “É uma visão muito particular da obra de Cecília”. “Faz parte do meu desejo de ilustrar alguns poetas que gosto e são importantes demais, sob meu ponto de vista. Cecília foi a primeira e espero conseguir homenagear outros”, diz a autora.

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“2por4, um encontro musical com palhaços”

O livro é de autoria do premiado Grupo Esparrama em parceria com a maestrina Ester Freire. Este primeiro título da nova coleção “Teatro em livro”, da Editora do Brasil, é uma mistura gostosa entre circo, música e, claro, teatro.

Os palhaços Batatinha e Nerdolino estão muito empenhados em reger um quarteto de cordas. Vivendo situações muito engraçadas e tendo como pano de fundo o universo musical, eles vão ensinar e aprender muita coisa relacionada ao som, ao ritmo e a outros elementos dessa arte.

 

oReiLeaoCareca-34vzmugq3v8bacs5jnd8ne“O rei leão careca”

A obra escrita por Maria Cristina Furtado conta a história de Arthur, um leãozinho muito esperto e curioso, que como futuro rei da Floresta do Sul, torna-se amigo de muitos animais e fica fascinado com a diversidade e a importância de cada um deles para a selva.

Mas tem algo que deixa Arthur muito triste: a desigualdade entre a realeza e o povo. Disposto a mudar isso, o leãozinho terá de enfrentar um desonesto Conselho Real e um argumento pra lá de injusto para ele não se tornar rei: a falta de uma juba!

O leitor vai descobrir que a aparência não é o mais importante nesta incrível história, que acompanha um CD com músicas divertidas e revela a importância do respeito, da amizade e da justiça.

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“O trem e outras histórias”

Obra de Mônica Guttmann, com ilustrações de Veruschka Guerra, apresenta cinco histórias para o público infantojuvenil. Lançamento da Paulus Editora.

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Tudo é grande, forte e real no mundo da criança.

A história do trem é a última do livro de Mônica Guttmann. Ela fala de  sonhos, possibilidades e impossibilidades na infância. A autora faz uma reflexão acerca da criança, que, muitas vezes, se torna madura antes do tempo, tendo a infância roubada pela guerra, pela perda e pela solidão.

A primeira história do livro, A árvore de sete galhos, aborda um tema semelhante: a importância da infância. Em O trem, os sonhos e esperanças foram depositados em um pequeno e único brinquedo: o trem. Em A árvore de sete galhos, o menino Samuel depositava sua confiança e ilusão em sua grande amiga que tinha sete galhos – uma amiga que só aparecia para quem não fugia da vida.

Histórias paralelas fala sobre a princesa que se apaixona por um ator plebeu. Eles têm uma filha que, ao nascer, ganha um livro de ouro. Autoestima e coragem para escrever a própria história são as mensagens deixadas pela autora. “Acorde, menina, já é tempo de viver… de se olhar… de escrever novas histórias… e principalmente de crescer. Não tenha medo. O tempo passa e o seu livro de ouro necessita ser preenchido”.

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Em A menina e o bruxo a autora traz a dúvida de uma menina sobre como se tornar mulher. E é com sabedoria que o bruxo a ajuda a desvendar esse mistério. A pedra é uma pequena história poética sobre a pedra que virou coração. O coração que virou estrela. A estrela que virou pedra…

Mônica Guttmann é psicóloga formada pela PUC-SP, em 1985. Ela é também arte-educadora, arteterapeuta e escritora. Em seu consultório, Mônica atende, como psicoterapeuta e arteterapeuta, crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. Em seu trabalho, ela oferece assessoria e supervisão para profissionais e instituições de saúde e educação. Mônica ministra palestras e cursos sobre criação literária, arteterapia, educação e psicologia no Brasil e no exterior; tem vários livros infantis publicados e escreve textos, artigos e crônicas em revistas e livros sobre arteterapia, psicologia e educação.

O livro tem 56 páginas e está sendo vendido no site da editora por R$ 25,00. Clique no link http://www.paulus.com.br/loja/o-trem-e-outras-historias_p_4665.html

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“Roupa de camaleão”

A expectativa de um camaleão apaixonado: o que acontece quando um lagarto, que vive mudando de pele, marca um encontro? Os preparativos podem virar uma farra de estampas e cores, narrada num livro cheio de bossa .

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Camaleão é um bicho engraçado, capaz de mudar de cor como quem troca de roupa. Tanta transformação ocorre para despistar os inimigos, dizem os cientistas. Mas decerto afirmam isso porque nunca se depararam com uma história como a de André Vargas e Luiz Silva, na qual um camaleão para lá de simpático experimenta o frio na barriga e a pergunta terrível que assola todo mundo, instantes antes do primeiro encontro: e agora? Que cor de roupa eu vou me vestir?

Pois estampas e coloridos não faltam ao adorável protagonista de Roupa de camaleão”. Com esmero e vaidade, ele capricha nos preparativos. Põe gravata borboleta e se mira no espelho calmo do rio, indagando se está mais para jacaré ou para crocodilo… Um camaleão, afinal, pode se transformar em qualquer coisa. Difícil é controlar a ansiedade. Ainda mais quando um golpe do destino antecipa o rumo dos acontecimentos.   

Com versos divertidos e ilustrações vibrantes, cheias de bossa, “Roupa de camaleão” celebra o prazer e a graça dos encontros, essa sensação de “caçada de sabores”, onde “o começo nunca tem fim”. Com isso, sela também a amizade de dois artistas, dois jovens talentos do texto e das imagens. Uma parceria que comprova o vigor da literatura infantil brasileira — ela própria camaleônica, cheia de novidades.

André Vargas é poeta e compositor. Natural de Cabo Frio e graduando em Filosofia pela UFRJ, já publicou “Caraminholas – Poesias do fundo da cachola”, pela editora Multifoco. Luiz Silva nasceu na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em 1988. É formado em Gravura pela Escola de Belas Artes, da UFRJ. Utiliza, além das técnicas de gravura, o desenho e a pintura como meios de expressão.  

Um trechinho do livro para você:

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Que cor pôr em meu corpo 

Compondo a roupa do encontro? 

Encontro todas as cores do mundo 

E, em um segundo, estou pronto. 

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Não quero uma cor qualquer. 

Bem me queira! Pois vou estampado! 

Tampado de cores vibrantes, 

Antes colorido que apagado. 

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O livro tem o selo da Escrita Fina Edições. São 24 páginas. O preço é R$ 25,90.

A obra infantojuvenil de Carlos Heitor Cony

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O jornalista Carlos Heitor Cony, reconhecido como um dos maiores escritores brasileiros e membro da Academia Brasileira de Letras, morreu, ontem, aos 91 anos. Mas sua obra permanece. O blog destaca seus livros infantojuvenis e algumas de suas adaptações dos clássicos infantis como forma de homenagear o grande autor e premiar o leitor.

 

 

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1965 – Quinze Anos

1977 – Uma História de Amor

1979 – Rosa, Vegetal de Sangue

1979 – O Irmão que tu me deste

1986 – A Gorda e a Volta por Cima

1989 – Luciana Saudade

2002 – O Laço Cor-de-rosa

 

Adaptações

1971 – Ben-Hur – de Lew Wallace

1972 – A Ilha Misteriosa – de Júlio Verne

1972 – As Maravilhas do Ano 2000 – de Emilio Salgari

1972 – O Leão de Damasco – de Emilio Salgari

1972 – Os Meninos Aquáticos – de Charles Kingsley

1972 – Ali Babá e os Quarenta Ladrões – de As Mil e uma Noites

D_Q_NP_535825-MLB25524671749_042017-Q1972 – Simbad, o Marujo – de As Mil e uma Noites

1973 – Um Capitão de Quinze Anos – de Júlio Verne

1973 – Tom Sawyer Detetive – de Mark Twain

1974 – As Viagens de Tom Sawyer – de Mark Twain

1974 – O Diário de Adão e Eva – de Mark Twain

1974 – Taras Bulba – de Nikolai Gogol

1978 – Pinóquio da Silva – de Carlo Collodi

1980 – A Máscara de Ferro – de Alexandre Dumas, pai

1983 – O Livro dos Dragões – de Edith Nesbit

1983 – Crime e Castigo – de Fiódor Dostoiévski

1985 – Um Ianque na Corte do Rei Artur – de Mark Twai

1987 – O Califa de Bagdá – de As Mil e Uma Noites

1987 – Aladim e a Lâmpada Maravilhosa – de As Mil e Uma Noites

1989 – O Roubo do Elefante Branco – de Mark Twain

1998 – O Ateneu – de Raul Pompeia

1998 – O Primo Basílio – de Eça de Queirós

2000 – Memórias de um Sargento de Milícias – de Manuel Antônio de Almeida_d2cbeac153185650a80333a0ee741d8353950ce6

2002 – A Dama das Camélias – de Alexandre Dumas, filho

Sem Data – Moby Dick – de Herman Melville

Sem Data – Viagem ao Centro da Terra – de Júlio Verne

Sem Data – As Aventuras de Tom Sawyer – de Mark Twain

Sem Data – Huckleberry Finn – de Mark Twain

Sem Data – O Capitão Tormenta – de Emilio Salgari

Sem Data – O Grande Meaulne – de Alain-Fournier

Fonte: Wikipedia

Celebre o seu dia, leitor querido

7 de Janeiro é o Dia do Leitor. Prepare-se para comemorar em grande estilo: escolha um bom livro e comece a leitura para curtir a sua data.

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O Dia do Leitor é comemorado no Brasil anualmente numa homenagem à fundação do jornal cearense “O Povo” criado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. Dentista, funcionário dos Correios e telégrafos, intelectual, deputado federal e jornalista combativo, ele ainda fundou, em 1929, a revista literária “Maracajá”.

Quando Demócrito Rocha fundou o jornal diário O Povo, que se transformaria numa espécie de cartão de visita do Ceará, o Maracajá passou a circular como um dos seus suplementos. Por um lado, O Povo combatia os desregramentos políticos da época, inclusive a corrupção, e por outro, o Maracajá abrigava a produção dos poetas e intelectuais da terra, onde o próprio Demócrito Rocha publicou a maioria de seus poemas, curiosamente sempre assinados com o pseudônimo de Antônio Garrido.

untitledA biografia de Demócrito Rocha explica que ele escreveu uma poesia de forte cunho telúrico, senão regionalista. Para quem praticou tal arte pelo final da década de 20, a ousadia do poeta se revela nos seus versos livres, com uma dicção discursiva e vocabulário numa mistura de requinte e simplicidade. Lamentam ainda hoje os cearenses que a obra poética de Demócrito Rocha não tenha sido recolhida em livro, em edição sistemática e estudo analítico. Pelo menos um de seus poemas, O Rio Jaguaribe, ganhou foros de imortalidade, aparecendo em várias antologias. Pelo menos um de seus poemas, O Rio Jaguaribe, ganhou foros de imortalidade, aparecendo em várias antologias.

Demócrito Rocha pertenceu à Academia Cearense de Letras e morreu em Fortaleza no dia 29 de novembro de 1943.

Ficam os versos de “O Rio Jaguaribe”. Leia para você. Leia para uma criança. Bom Dia do Leitor!

“O Rio Jaguaribe é uma artéria aberta

por onde escorre / e se perde / o sangue do Ceará.

O mar não se tinge de vermelho

porque o sangue do Ceará / é azul …

Todo plasma / toda essa hemoglobina

na sístole dos invernos

vai perder-se no mar.

Há milênios… desde que se rompeu a túnica

das rochas na explosão dos cataclismos

ou na erosão secular do calcário

do gnaisse do quartzo da sílica natural …

E a ruptura dos aneurismas dos açudes…

Quanto tempo perdido!

E o pobre doente — o Ceará — anemiado,

esquelético, pedinte e desnutrido —

a vasta rede capilar a queimar-se na soalheira —

é o gigante com a artéria aberta

resistindo e morrendo

resistindo e morrendo

resistindo e morrendo

morrendo e resistindo…

(Foi a espada de um Deus que te feriu

a carótida

a ti — Fênix do Brasil.)

E o teu cérebro ainda pensa

e o teu coração ainda pulsa

e o teu pulmão ainda respira

e o teu braço ainda constrói

e o teu pé ainda emigra

e ainda povoa.

As células mirradas do Ceará

quando o céu lhe dá a injeção de soro

dos aguaceiros —

as células mirradas do Ceará

intumescem o protoplasma

(como os seus capulhos de algodão)

e nucleiam-se de verde

— é a cromatina dos roçados no sertão…

(Ah, se ele alcançasse um coágulo de rocha!)

E o sangue a correr pela artéria do Rio Jaguaribe…

o sangue a correr

mal que é chegado aos ventrículos das nascentes …

o sangue a correr e ninguém o estanca…

Homens da pátria — ouvi:

— Salvai o Ceará!

Quem é o presidente da República?

Depressa / uma pinça hemostática em Orós!

Homens — o Ceará está morrendo,

está esvaindo-se em sangue …

Ninguém o escuta, ninguém o escuta

e o gigante dobra a cabeça sobre o peito

enorme,

e o gigante curva os joelhos no pó

da terra calcinada,  e

— nos últimos arrancos — vai

morrendo e resistindo

morrendo e resistindo

morrendo e resistindo.”

“Leitores para sempre”

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Estou conhecendo mais uma proposta muito bem estruturada de Clube de Leitura, denominada “Leitores para sempre”, voltada para “orientar o adulto a aproximar-se da literatura infantil e a aproveitar ao máximo esse momento de leitura com a criança”.

Parabéns para Marta Pinto Ferraz e Clô Ferreira, idealizadoras do projeto, que todos podem conhecer e pertencer se visitar o site www.leitoresparasempre.com.br Além delas, sete curadores atuam na seleção dos livros que chegarão mensalmente às mãos dos assinantes. Cada obra é escolhida de acordo com a idade e a fase de desenvolvimento do pequeno leitor, informada no ato da assinatura.

É um convite para os familiares lerem a história em voz alta para as crianças. “No caminho para a formação de “Leitores para Sempre”, a leitura mediada é fundamental. O adulto traz o seu saber para despertar a curiosidade e a imaginação da criança e estabelecer uma relação afetiva com o texto literário e o ato de ler. É também por meio dos livros que a criança embarca em fabulosas aventuras, conhece lugares incríveis, amplia seus horizontes e descobre novas palavras. Além disso, ler ajuda a crescer, melhora a concentração e as habilidades de comunicação”.

criancasO clube contempla os pequenos leitores desde a vida intrauterina até o início da puberdade (10 anos). “Estabelecemos dentro desse período quatro fases distintas de desenvolvimento físico e sociocognitivo, com diferentes interesses e níveis de compreensão. Vale lembrar, no entanto, que esses limites não são rígidos e cristalizados, pois cada criança se desenvolve de maneira particular dependendo dos estímulos que recebe e do seu temperamento”.

Junto com o livro, o assinante recebe uma folha intitulada Primeira Página, um marcador de página e, na primeira entrega, um Diário de Leitura.

Primeira Página: folha destinada ao adulto leitor com uma apresentação e algumas informações básicas sobre o livro recebido e chamando a atenção para alguns aspectos da obra que podem tornar a leitura mais viva.

Diário de Leitura: Na primeira entrega de cada assinatura e a cada renovação, você recebe um Diário para registrar as descobertas, as impressões e comentários que o texto suscitou. Para cada livro lido, o diário tem um espaço para anotações, desenhos e fotos que registrem aquele momento, construindo assim uma história de leitura.

logoRodapeTodo assinante tem ainda acesso a vídeos com dicas e exemplos para tornar a leitura do livro de mês mais prazerosa e produtiva.

As assinaturas funcionam de forma semelhante às de jornais e revistas. Você paga uma mensalidade e recebe o livro em sua casa. São três planos: o plano avulso no valor de R$ 63,00 para um livro; o plano semestral de R$ 59,00 por mês para um livro a cada mês e o plano anual no valor de 12 parcelas de R$ 55,00 para ter direito a um livro a cada mês.

Outras informações por email contato@leitoresparasempre.com.br ou Whatsapp 11 99517 5970

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“Os chifres de Filomena”

Um dos livros, que compõem o catálogo de “Leitores para sempre”, está o clássico de David Small, lançado pela Companhia das Letrinhas (2007) “Os chifres de Filomena”. Uma delícia de história para ser contada em voz alta, em meio a brincadeiras, o que vai tornar a sessão de leitura bem divertida para as crianças.

A história é assim:

Numa quinta-feira, a menina Filomena acordou com longos chifres. E aí?

“Foi difícil por a roupa e passar pelas portas virou um problema”.

Mas os problemas não foram apenas esses.

“A mãe de Filomena desmaiou”. “O médico apertou e escutou e coçou o queixo. Não conseguia entender”.

E o diretor da escola? E o irmão de Filomena? E a empregada e cozinheira da casa? O que pensaram dos chifres da menina? Será que o caso tinha solução?

Claro que sim. Mas só no dia seguinte. Aliás, Filomena provou que era mesmo uma menina aventureira e, além dos chifres, conseguiu arrumar mais uma confusão…

Quer conhecer essa história? Peça o livro em “Leitores para sempre” e boa leitura!

A importância da literatura infantil

Ilustrações: Toninho Hashitomi

Ilustrações: Toninho Hashitomi

Em 2018, vamos continuar trabalhando pela literatura infantil, um segmento precioso para formação de cidadãos do bem e da verdade. Um leitor é formado na infância. Aliás, a infância é a base de toda a construção (ou desconstrução) dos futuros adultos e, acredito, ninguém duvida da contribuição dos livros na formação das pessoas que desejamos ver impulsionando o mundo.

No entanto, é preciso saber que para chegar às mãos dos pequenos leitores, o livro infantil percorre uma cadeia produtiva com várias etapas, que começa com uma criteriosa seleção de originais e produção dentro das editoras. Do lado de fora, é impulsionada por ações como as políticas de aquisição e circulação do livro do Ministério da Educação (MEC), o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), os selos de recomendação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), eventos literários, premiações, editais, concursos literários, entre os principais.

A literatura infantil se movimenta basicamente assim, no Brasil. O blog Conta uma História, desde 2011, vem informando e destacando essa movimentação. Nosso país, cada vez mais, anseia por cidadãos bem construídos, daqueles bem ao estilo recomendado por Vargas Llosa: “um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que, alguns, fazem passar por ideias.”

Portanto, para encontrarmos as tais pessoas dignas de pertencerem a esse público, precisamos dar a devida importância à literatura infantil e conquistar número crescente de crianças de posse de bons livros.

Menina com a Fada Madrinha - CópiaA 4ª Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro e Ibope Inteligência, com dados de 2015, destaca que apenas um em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura, escrita e matemática.

“Os resultados da pesquisa reforçam a análise de que o hábito de leitura é uma construção que vem da infância, bastante influenciada por terceiros, especialmente por mães e pais, uma vez que os leitores, ao mesmo tempo em que tiveram mais experiências com a leitura na infância pela mediação de outras pessoas, também promovem essa experiência às crianças com as quais se relacionam em maior medida que os não leitores”.

Ainda segundo as considerações da pesquisa, “apenas um terço dos brasileiros teve influência de alguém na formação do seu gosto pela leitura, sendo que a mãe ou responsável do sexo feminino e o professor foram as influências mais citadas. E a pesquisa indica que essa influência tem impacto no fato do indivíduo ser ou não leitor, uma vez que, enquanto 83% dos não leitores não receberam a influência de ninguém, o mesmo ocorre com 55% dos leitores. No entanto, a pesquisa também indica que o potencial de influenciar o hábito de leitura dos filhos está correlacionado à escolaridade dos pais – filhos de pais analfabetos e sem escolaridade tendem menos a ser leitores que filhos de pais com alguma escolaridade.”

“Da mesma forma, enquanto 57% dos leitores viam suas mães ou responsáveis do sexo feminino lendo sempre ou às vezes, 64% dos não leitores nunca viam essas figuras referenciais lendo (embora com diferentes proporções, o mesmo se dá em relação à figura do pai ou responsável do sexo masculino.)”

Em 2015, semelhante ao observado nas edições anteriores da pesquisa, “pouco menos de um terço dos brasileiros declara que gostam muito de ler. Ao contrário, pouco menos de um quarto não gostam. A proporção de leitores que gostam muito de ler é significativamente maior que a proporção de não leitores, grupo composto por 43% de indivíduos que não gostam de ler.”

“Gostar muito de ler é mais característico das crianças menores (mesma proporção encontrada para ‘gostar um pouco’, sendo que os adolescentes e adultos declaram em maior proporção que gostam um pouco de ler, indicando uma mudança importante na relação com a leitura a partir do ingresso no Ensino Fundamental II. No entanto, entre os indivíduos que atingiram escolaridade superior, a proporção dos que gostam muito de ler ultrapassa a metade desse grupo. Da mesma forma, quanto mais alta a renda, maior a proporção dos que declaram que gostam muito de ler, em relação aos que gostam um pouco ou não gostam.”

Onde achar os livros?

Nas livrarias, naturalmente.

Mas esse não é o local onde o leitor brasileiro busca pelos livros. “Cerca de metade dos entrevistados indicaram o empréstimo, seja com parentes ou conhecidos, seja em bibliotecas ou outros locais, como principal meio de acesso ao livro”, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O segundo meio de acesso mais citado na pesquisa, sim, foi a compra seja em lojas _ física ou virtual.

  • 30% dos entrevistados afirmaram nunca terem comprado um livro;
  • Tema é o aspecto que mais influencia quem compra livros no momento da escolha do livro que irá comprar;
  • Em geral, quanto maior a escolaridade e a classe, maior a proporção de compradores de livros. No entanto, chama atenção que cerca de metade dos estudantes e metade dos leitores não são compradores de livros.
  • A principal ideia associada com a leitura na percepção dos brasileiros é a de que a “leitura traz conhecimento”. Já representações negativas da leitura, como ocupar muito tempo, ser cansativa e obrigatória são mencionadas em proporções significativamente inferiores do que as representações positivas.

Deste espaço, vamos continuar sinalizando para o mercado, para os pais e educadores, onde estão os bons livros infantis que precisam chegar às escolas e nas mãos das crianças; informar sobre o que acontece na literatura infantil e apontar as melhores alternativas para que, cada vez mais, cresça o número de crianças leitoras, dos futuros cidadãos capazes de tornar o Brasil e o mundo melhor de se viver.