“Filhote de Cruz-Credo”

Bertrand Brasil, editora do Grupo Editorial Record, lança nova edição do livro infantil, que fala em tom bem humorado de temas delicados como bullying e autoestima:  história em tom autobiográfico do escritor Fabricio Carpinejar.

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“Sou feio, feio de nascença, mais feio do que você possa desenhar.” É assim que começa o livro “Filhote de Cruz-Credo”, de Fabricio Carpinejar. Considerado um dos nomes mais relevantes da poesia contemporânea, o escritor gaúcho foi vítima de bullying na infância. Num relato autobiográfico, ele conta como usou o bom humor e a inteligência para recuperar a autoestima.

Fabricio teve uma série de apelidos: panqueca, cavalinho de pau, cara de morcego e até placenta. Um dia, quando tomou um banho gelado e o espelho não embaçou, analisou minuciosamente seu rosto e foi correndo para a mãe perguntar se era feio. Como ela já havia perdido a paciência com o menino, que não acreditava ser bonitinho, disse por fim que ele era feio, sim.

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A partir desse episódio em casa, Fabricio chegou à conclusão de que o jeito era aceitar as brincadeiras e fugir delas quando tinha escolha. Por isso, atravessava a rua para não cruzar com as pessoas e ficava o recreio todo dentro da sala para não encarar os colegas da escola.

Até que um dia, foi chamado de panqueca pela primeira vez. Resolveu revidar, caçoando dos cabelos na orelha da menina que lhe deu o apelido. “Panqueca” e “Orelha cabeluda” acabaram se aproximando e namoraram. E, com o tempo, o menino aprendeu a se sentir bonito do seu jeito.

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O autor Fabrício Carpinejar nasceu em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, mudou-se para Porto Alegre onde estudou jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, se graduando em 1995.  Estreou na literatura com o livro de poesias “As Solas do Sol” (1998), que foi finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 1999, Secretaria Municipal de Porto Alegre (RS), categoria poesia, e recebeu o Prêmio Nacional Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (RJ), na categoria Revelação e Estreia, em 2000.

image005Entre outros livros do autor destacam-se: “Cinco Marias” (2004), “O Amor Esquece de Começar” (2006), “Meu Filho, Minha Filha” (2007), “Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus” (2012), “Espero Alguém” (2013), “Para Onde Vai o Amor?” (2014) e “Felicidade Incurável” (2016).

A ilustradora Sandra Lavandeira é argentina, mas mora no Brasil desde 2011. Estudou Belas-Artes na Escola Nacional Prilidiano Pueyrredón de Buenos Aires e técnicas de quadrinhos com o mestre Alberto Breccia. Lá, em 1994, fundou, junto com outros colegas, a revista em quadrinhos El Tripero.

Ela ilustra tanto livros para crianças e jovens, quanto histórias em quadrinhos.  Suas ilustrações já foram publicadas em editoras da Argentina, Brasil, Portugal, Estados Unidos, México, Nicarágua, Colômbia, Equador e Costa Rica.

Em seu blog, a ilustradora fala sobre o livro de Fabricio Carpinejar. Segundo ela, foi mais um desafio: “o livro é a triste história do autor, quando era criança, como ele mesmo sub-titula: “a triste história alegre de meus apelidos”.

O livro foi eleito o melhor infantojuvenil pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 2012 e inspirou duas peças de teatro, além de ter gerado uma campanha educacional do Governo do Estado do Rio Grande do Sul contra o bullyng, em 2014.

“Filhote de Cruz-Credo”, 40 páginas, chega às livrarias neste fim de janeiro como valor de R$ 39,90.

 

Instituto inicia contação de história em Beagá

Projeto “Era Uma Vez – Oficina de Contação de Histórias” do Instituto Gil Nogueira começa no dia 4 de fevereiro e será realizado, sempre aos domingos, das 14h às 15h, no Piso 1 do Minas Shopping.

No dia 4 de fevereiro, o Minas Shopping, em parceria com o Instituto Gil Nogueira (IGN), inicia o projeto “Era Uma Vez – Oficina de Contação de Histórias”, que será realizado sempre aos domingos (exceto feriados), das 14h às 15h, no Piso 1, em frente à loja Leitura. Essa é mais uma ação da parceria do IGN com o Minas Shopping para estimular a leitura. Na oficina, as crianças e seus pais ou responsáveis vão interagir com os contadores. Toda a programação é gratuita, com vagas limitadas.

De acordo com Carmen Lima, gerente geral do IGN, cinco contadores vão se revezar a cada domingo, sempre contando duas histórias por dia. “O Minas Shopping mantém uma parceria conosco para ampliar a divulgação do projeto do Instituto Gil Nogueira de contação de histórias, oferecendo toda a estrutura para a realização do projeto; nós selecionamos e disponibilizamos os contadores parceiros”, explica. Para o “Era Uma Vez”, foram convidadas Aline Medeiros, Roberta Cohen, Fátima Lopes, Daniela Oliveira e  a Cia Arte de Contar Histórias.

O Instituto Gil Nogueira é uma ONG qualificada pelo Ministério da Justiça como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Foi constituída, em 2006, com o objetivo de reduzir o analfabetismo funcional por meio da leitura, desenvolvendo ações junto à sociedade, como o projeto “Ler é Viver”, que já beneficiou mais de 50 mil crianças do ensino fundamental da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais. Ao longo dos seus 11 anos, mais de 1 milhão de livros foram lidos e interpretados em 50 escolas.

“Moby Dick” e a terceira versão em quadrinhos

“Moby Dick” é um romance do autor estadunidense Herman Melville. O nome da obra é o do cachalote enfurecido, uma espécie de baleia, que mesmo ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu destruí-los. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, Herman Melville viu sua popularidade foi decair ao longo dos anos. Faleceu quase completamente esquecido e sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance “Moby Dick”, alcançaria no século XX. O livro, dividido em três volumes, foi publicado pela primeira vez, em 1851, com o título de  A baleia e não obteve sucesso de crítica, tendo sido considerado o principal motivo para o declínio da carreira do autor. Essa famosa obra ganhou mais uma versão em quadrinhos desenhados em 2014 pelo francês Christophe Chabouté e, em 2017, publicada no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim. Leia a matéria do JC Online, abaixo.

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O crítico literário Harold Bloom, em seu Cânone Americano, erige, ao lado de Walt Whitman, Herman Melville como o mais “ambicioso e sublime” escritor norte-americano. Em sua época, contudo, Melville (1819-1891) foi tido como um mero escriba de romances náuticos. Morreu soterrado pelo ocaso na cova rasa em que a crítica deposita os corpos dos ditos escritores medianos. Melville só iniciou sua escalada ao posto de um dos baluartes do tal “grande romance americano” quando, passadas três décadas de sua morte, foi resgatado por autores como William Faulkner e D.H Lawrence, que buscavam terreno fértil para fincar as raízes literárias americanas além dos versos de Henry Wadsworth Longfellow e do fugere urbem de Henry David Thoreau.

Foi então que a percepção de seus romances mudou drasticamente e as adaptações de suas obras espraiaram-se pelas mais diversas mídias. Peter Ustinov filmou Billy Budd, O Marinheiro em 1962 para refletir as tensões da guerra fria.

Bartleby, o Escrivão, adaptado em 1970 por Anthony Friedman e em 2001 por Jonathan Parker, foi enfim reconhecido como a pérola niilista-burocrata-corporativa que é, cada dia mais atual em um mundo globalizado e robotizado. Nada mais justo que sua obra-prima, Moby Dick, levada mais de dez vezes à televisão e ao cinema (desde 1926, em um filme dirigido por Millard Webb), seja homenageada também nos quadrinhos.

A história da baleia branca já havia sido quadrinizada, entre muitos outros, pelo italiano Dino Battaglia (1967), pelo francês Paul Gillon (1983) e pelos norte-americanos Bill Sienkiewicz (1990) e Will Eisner (2001), sendo este o autor de The Spirit (1940) e um dos maiores estetas da história dos quadrinhos, responsável por inovações gráficas que perduram até hoje no formato. A investida mais recente, de 2014, é do francês Christophe Chabouté, publicada agora no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim.
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Estética

Logo no início de Moby Dick, o traço fino e bastante definido de Chabouté se faz notar, lembrando outro mestre francês, Moebius. A modulação da espessura do traço, embora tímida, está lá dando volume aos objetos e criando um dos mais belos efeitos marítimos dos quadrinhos. Por mais que boa parte da trama se passe em alto-mar, a paisagem nunca fica monótona graças à ambientação detalhada dos cenários em planos abertos. Para focar a atenção do leitor, Chabouté economiza traços nos planos médios e closes, alternando as angulações de plongée e contra-plongée.

Como o autor desenha em preto e branco, sem o uso de retículos ou degradê, as imagens são sempre chapadas, trabalhando em cima do forte contraste entre luz e sombra. Em alguns momentos, a cena só é visível a partir da ausência de luz; em outros, o Sol parece ofuscar o leitor. Há diversas sequências de vinhetas em planos abertos nas quais somente a silhueta do navio ou dos personagens é visível ou uma pretensa câmera se mantém fixa enquanto a ação transcorre de um canto a outro em silêncio.

Este, aliás, é um elemento muito bem utilizado pelo quadrinista: o silêncio. Embora boa parte do texto original tenha sido mantido – citações do livro abrem cada capítulo, não é pequeno o desafio de transmitir sem palavras essa atmosfera inicialmente leve, até cômica, que vai ganhando tons mais sombrios e épicos à medida que o drama se desenrola.

Talvez alguém que não seja iniciado na linguagem dos quadrinhos não consiga aproveitar o ritmo cadenciado e os longos silêncios beckettianos que Chabouté imprime para tentar se aproximar da verve filosófica da prosa de Melville. O francês deixa de lado a tradicional sequência frenética “ação a ação” dos quadrinhos ocidentais e assume o contemplativo estilo “perspectiva a perspectiva”, mais característico dos mangás japoneses.

É uma excelente solução, mas é claro que a linguagem de Melville é insubstituível, como ocorre com qualquer adaptação. Por isso, a dramaticidade de alguns momentos, especialmente os mais próximos do final, acaba comprometida com a ausência de palavras.

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Trabalhos de Chabouté

untitledMoby Dick é um dos melhores trabalhos de Chabouté, cuja primeira aparição foi em Les Récits (1993), uma antologia sobre o poeta Arthur Rimbaud, mas não é sua primeira adaptação de um clássico literário: o quadrinista de 50 anos, até então inédito no País, publicou Construire un Feu (2007), inspirado em To Build a Fire, de Jack London.

Um de seus destaques é a trilogia Purgatoire (2003-2005), uma biografia em quadrinhos de Henri Désiré Laundru, serial killer e uma espécie de Barba Azul da França, responsável por 11 assassinatos entre 1915 e 1919, mencionado por Marcel Proust em sua obra Em Busca do Tempo Perdido e inspiração de Charles Chaplin em Monsieur Verdoux.

Tão injustiçado em vida, Melville foi tratado como subproduto cultural, tal como, em outros tempos, o jazz, o romance em prosa e a fotografia. Não é por acaso que sua obra tenha sido retratada com tamanha excelência por outra manifestação artística relegada à margem durante muito tempo: os quadrinhos.

O ebook custa R$69,90 e o livro em papel, capa dura, R$ 85,03. À venda na Amazon.com

 

“Miló, o gatinho que não fazia miau”

Miló em breve

O livro infantil que apresentamos hoje é uma produção independente do escritor Alexandre da Fonseca Cesário, mineiro da cidade de Bom Despacho. “Miló, o gatinho que não fazia miau” foi lançado na Biblioteca Pública da cidade com a presença de estudantes e professores da rede municipal de ensino.

A história escrita por Alexandre Cesário é muito interessante e bem ilustrada por Vinícius César, que também é de Bom Despacho. Em 23páginas eles contam as aventuras de Miló, que desejava fazer amizades com outros bichos e não conseguia. Nenhum bicho que se aproximava dele, permanecia ao seu lado. O gatinho não entendia o motivo da rejeição.

“Andava sozinho com os olhos bem abertos, o rabinho em pé e o coração apertado”…

“Rolava sempre no chão, debaixo daquela árvore gigante na beira da estrada, onde o vento levantava poeira e trazia esperanças”.

O primeiro que apareceu por aquelas bandas foi uma cachorrinha.

“Os dois começaram a rolar entre as folhas secas no chão. Miló quase explodia de tanta felicidade! A cachorrinha suja de terra latiu alto. Foi quando Miló deu alguns passos para trás e latiu baixinho. Neste momento, a cachorrinha ficou surpresa com o latido do gatinho e saiu correndo… Aquela amizade durara pouco”.

Mas não foi a única. Depois da cachorrinha veio o pato. Mas na hora que a ave fez quá, quá, quá e viu Miló repetir o mesmo, ela também foi embora, deixando o gatinho triste novamente.

O mesmo aconteceu após o ronc, ronc, ronc de um porquinho de rabinho em forma de biscoito e do béééé, béééé, béééé de um bezerrinho branco que também correram de Miló.

Por que todos fugiam dele?

Certa noite, ele foi surpreendido com a chegada de cinco gatinhos que miavam desesperadamente. Com os bichanos ele descobriu algo importante.

Mas essa não é a única surpresa do final dessa história. Miló ainda descobriu outra coisa, que o leitor vai gostar de saber ao ler o livro, que está registrado na Biblioteca Nacional. O preço é R$20,00 mais o frete e pode ser solicitado pelo telefone 37 99923-0777 ou pelo email: institutoeuqueropaz@yahoo.com.br.

Alexandre da Fonseca Cesário já lançou outros 9 livros infantis. O escritor é diretor do Instituto “Eu quero paz”, membro fundador da Academia Bom-Despachense de Letras, bacharel em serviço social, pós-graduado em educação especial e inclusiva.

O escritor Alexandre da Fonseca Cesário no lançamento do livro na Biblioteca Pública de Bom Despacho com estudantes e professores da rede municipal de ensino

O escritor Alexandre da Fonseca Cesário no lançamento do livro na Biblioteca Pública de Bom Despacho com estudantes e professoras da rede municipal de ensino

“Oscar Mundial do Circo”

São Paulo será palco pela primeira vez do inédito espetáculo circense. As produções estreiam em maio de 2018, no Anhembi, com a participação de artistas do Brasil e diversos países do mundo.

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A capital paulista é escolhida para ser palco de duas grandes produções circenses internacionais confirmadas para 2018: 1st Cirque International Festival of Brazil Contest e espetáculo “Reverie”. A primeira, conhecido como o “Oscar” do mundo circense, será realizado de 2 a 6 de maio de 2018 pela primeira vez no Brasil, seguindo os moldes do festival de Monte-Carlo. O objetivo do evento é fomentar a atividade circense no País, conectando artistas e empresários do meio, através de entretenimento qualificado e novas experiências.

“O Festival é uma tradição mundial para o circo. E sinto muita honra de trazer para o Brasil. O evento é uma grande oportunidade de intercâmbio com os maiores líderes do circo no mundo, que estarão avaliando o desempenho artístico de participantes vindos de diversos países, além de incentivar as maiores escolas de circo do País para inscreverem seus talentos”, explica Jeferson, da La Force Productions, uma das empresas responsáveis pela produção.

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Criado pelo Príncipe Rainier III em 1974 com o nome de Monte-Carlo International Circus Festival, o festival tornou-se o maior e mais importante do segmento no mundo. Já foi realizado nas principais cidades cosmopolitas -Paris, Kiev, Latina, Zhuhai, China, entre outras-. Em 2006, a Princesa Stéphanie de Mônaco assumiu a presidência do Festival e proporcionou ainda maior projeção. Serão 70 artistas participantes de todo o mundo, que trabalham nas mais diversas categorias de artes circenses. Os requisitos principais para a seleção artística prévia são: novidade, originalidade e habilidades de alto desempenho. E todos os participantes serão premiados com um certificado da La Force – Cirque International Festival of Brazil Contest.

O júri também merece destaque, composto por profissionais de arte de circo de diversos países, líderes mundialmente famosos, presidentes dos Festivais de Circo Internacionais e especialistas no campo da arte circense. Entre os convidados, está Eugene Chaplin, da Suíça: Presidente do Festival Internacional de Cinema de Comédia de Vevey; dirigiu o documentário “Charlie Chaplin: A Family Tribute”, produzido por Jarl Alé de Basseville; criou o musical “Smile”, narração da vida de Charlie Chaplin através de sua música.

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Outra produção

Na sequência, de 11 de maio a 12 de agosto, acontecerá o “Reverie”, um espetáculo internacional inédito baseado numa história em que o imaginário se transforma em realidade provando que tudo é possível, basta acreditar. Uma verdadeira experiência perceptiva e alucinante do início ao fim, com direção artística de Mathieu Laplante.

As atrações contam a história de um simples homem que, através de um sonho, passa a viver num turbulento mundo governado pelo estranho feiticeiro, enfrentando obstáculos e dificuldades para provar seu amor a uma bela princesa. E para que esse sonho se torne realidade, precisará acreditar nesse novo mundo, readquirindo sua verdadeira identidade de força e poder, libertando todos os seres dominados pelo “Reverie” (Devaneio), trazendo liberdade, esperança e, finalmente, conquistando o seu grande amor.

A aposta no País é da La Force Productions, empresa que atua há 16 anos no mercado internacional de entretenimento criando e produzindo grandes espetáculos, já tendo passado por mais de 10 países. A empresa é comandada pelo produtor internacional Jeferson Alexandre, reconhecido como um grande artista do circo mundial, detentor dos direitos para a realização do festival em território nacional.

“Em relação ao festival, o Brasil será o primeiro País da América Latina a sediar esse projeto circense grandioso, sob uma das maiores lonas já vistas aqui, englobando também a nova produção “Reverie”, que terá um formato único no Brasil”, ressalta o produtor Jeferson.

As produções também estão associadas à Spacial Cultural e Entretenimento, da empresária Marlene Querubim, conhecida como a primeira dama do circo brasileiro. “Este projeto é aguardado por nós há mais de 15 anos. Será um acontecimento memorável para o circo brasileiro”, ressalta Marlene.
Os ingressos para assistir ao 1st Cirque International Festival of Brazil Contest e ao espetáculo Reverie já estão à venda pelo Ingresso Rápido: www.ingressorapido.com.br.

 

“Biduzidos”: mascotes da Turma da Mônica

Com vídeos quinzenais no Youtube, cada episódio da websérie mostrará como Bidu, Mingau, Floquinho, Chovinista e Giselda se comportam em seu mundo particular.

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Os apaixonados por pets já podem comemorar: o primeiro episódio da animação Biduzidos chegou aos canais da Maurício de Sousa Produções. A nova websérie é focada nos mascotes da Turma da Mônica em situações divertidas e dinâmicas que somente os bichinhos mais queridos das histórias em quadrinhos poderiam se meter.

v-biduzidos-396x222Com lançamentos quinzenais, cada episódio mostrará como Bidu, Mingau, Floquinho, Chovinista e Giselda se comportam em seu mundo particular. O público poderá conhecer melhor a personalidade de cada um e perceber que eles podem ser muito diferentes do que os donos imaginam. Descubra em www.youtube.com/turmadamonicaTV. Confira o episódio “Hora do Banho” pelo link www.youtube.com/watch?v=nzHvPWWEAb8&feature=youtu.be

vem-ai-biduzidos-nova-animacao-da-msp-teaser-youtube-thumbnailA Mauricio de Sousa Produções (MSP) é a maior empresa de produção de histórias em quadrinhos do Brasil, com mais de 50 anos de atuação, e responsável pela criação de Turma da Mônica, que possui o reconhecimento de mais de 90% dos brasileiros.

Na área editorial, a empresa detém um dos maiores estúdios do setor no mundo e já assinou mais de 450 títulos até hoje, com mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais de um bilhão de revistas, e que são importantes para cerca de 80% dos brasileiros pelo incentivo à leitura e pela alfabetização informal das crianças.

A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.

 

As novidades dos canais Disney

Disney Channel, Disney XD e Disney Junior contarão com estreias divertidas e especiais durante esse ano.
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Este é o ano dos fãs do Disney Channel! Com a a hashtag #EuSouFã, o canal celebra essa paixão e tudo o que é novo da programação de 2018.

Continuando a emocionante história de Luna Valente, Sou Luna, a novela teen favorita na América Latina, estreia uma nova temporada com muito mais emoção e dança sobre patins. Além disso, a produção original do Disney Channel Latin America volta com sua turnê, Sou Luna – O Show, totalmente reformulado, com novas músicas, coreografia, cenários impactantes e a experiência única de ver ao vivo os protagonistas da novela teen do Disney Channel.

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Também voltarão personagens clássicos à tela com a estreia de Ducktales – Os Caçadores de Aventuras, uma nova produção animada baseada na premiada série e adorada por uma geração de espectadores que narra as andanças do pato mais famoso e multimilionário, o Tio Patinhas, junto com os trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luizinho, entre outros personagens queridos.

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E depois dos sucessos de High School Musical, Descendentes e Descendentes 2, em 2018, uma nova produção original chega ao Disney Channel cheia de música e dança: Zombies.

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A nova temporada de O11ze, a série produzida regionalmente, traz novas participações e personagens: os youtubers Rezendeevil e o colombiano Daniel Patiño, conhecido como “Paisavlogs”.

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O Disney XD traz muitas novidades este ano. A série animada original da Disney Operação Big Hero estreia no canal. A produção continua as aventuras do filme e a amizade entre Hiro, o gênio da tecnologia de 14 anos, e Baymax, seu compassivo robô de última geração.

Além disso o canal traz novas temporadas de Picles e Amendoim, Mech-X4, Star vs. As forças do mal, A Lei de Milo Murphy, além de filmes como Star Wars: O Despertar da Força, Capitão América: Guerra Civil, Mogli – O Menino Lobo, Zootopia, entre outras estreias e especiais.

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Em Disney Junior as surpresas, a magia e os personagens favoritos das famílias chegam com novos amigos, séries e filmes. Este ano, Vampirina traz novas aventuras, o capitão Topa e sua tripulação do Junior Express continuarão a levar música e alegria a diversos lugares a bordo do monotrilho e Mickey Aventuras Sobre Rodas chega com toda velocidade com novos episódios.

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“A casa preta”

O luto pelo olhar das crianças. Livro infantil escrito por Fátima Geovanini e ilustrado por Juliana Pegas dá corpo às estratégias que os pequenos usam para lidar com a dor da perda. 

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A nova casa de Arthur seria parecida com todas as outras, não fosse um detalhe: ela é preta. Mas esquisito mesmo não é bem a cor da casa e sim a sensação de estar lá dentro sem sua irmã. De repente a família ficou menor. Agora são apenas Arthur, o pai e a mãe. Nesse novo lar, a Casa Preta, a saudade e a falta dividem espaço com monstros e fantasmas. O menino, porém, é corajoso e vai inventar mil e uma maneiras de enfrentá-los. 

“A Casa Preta” aborda, com originalidade e firmeza, um tema ainda envolto em sombras, um tabu de nossa época: o luto vivido pelas crianças. Ao corporificar a tristeza de Arthur pela morte da irmã, lança um olhar sensível à variedade com que os pequenos criam estratégias para lidar com a dor e a saudade. E faz isso sem resvalar no perigo de soluções fáceis ou de mensagens de otimismo. Em vez disso, neste livro para leitores mirins, a melancolia pela morte de uma pessoa amada é tratada por meio da fantasia e do lirismo — mas também com seriedade e respeito.   

Arthur, esse garoto audaz, encara a solidão e o olhar dos pais mais tristes do mundo, mas volta e meia acaba se perdendo, ele próprio, num mar revolto, todo lágrimas. Apenas o Tempo se revela um aliado poderoso. Elemento indispensável para construir a história de uma perda, restituindo ao mundo suas cores de direito.  

“Era uma casa como outra qualquer. Tinha janelas, portas, uma sala comprida e até um banheiro com banheira e tudo. 

Porém Arthur, que não era um menino qualquer, percebeu algo muito diferente ali. Antes morava em outra casa. Ele, sua irmã, a mãe e o pai. Mas tudo mudou e todos mudaram e se mudaram”. 

 Fátima Geovanini é psicóloga, psicanalista, doutora em bioética e especialista em cuidados paliativos. Há 25 anos se dedica a acompanhar crianças, adolescentes e adultos que, por diversas razões, enfrentam momentos de dificuldades, dor e sofrimento. 

Juliana Pegas é carioca, formada em design gráfico.  Este é o primeiro livro que ilustra. Para isso, desenhou com pincel e nanquim e depois coloriu digitalmente. 

O livro é um lançamento da Escrita Fina Edições. Tem 32 páginas e custa R$ 31,00.

‘Ler mais’ é uma das suas resoluções pra 2018?

Rodrigo Casarin *

Emagrecer. Melhorar a alimentação. Beber menos. Estas com certeza estão entre as principais resoluções para qualquer ano novo – e há décadas me acompanham a cada virada. Outra que costuma figurar na lista de muita gente é “ler mais”. Impressiona a quantidade de pessoas que reconhecem o valor da leitura, mas não dedicam tempo algum de seu dia – ou semana – à prática. Pensando nesse povo, eu listei as cinco dicas abaixo (que poderiam ser resumidas a “seja senhor das suas escolhas”).

Crie o hábito: ler exige algum esforço e concentração, então é preciso que se crie o hábito da leitura (não tem jeito, de algum modo a atividade terá que estar entre suas prioridades, se não sempre haverá alguma desculpa para não ler). Recomendo reservar uma parte do dia para estar a sós com um livro. Comece com metas modestas: que tal 20 minutos? Se falhar em um dia, compense lendo um pouco mais no outro (30 minutos, talvez).

E reserve um momento à atividade – de preferência um momento em que esteja bem desperto, não só na cama, antes de dormir, lutando para que os olhos não fechem. Claro que é possível ler um pouco também no metrô, parado no trânsito ou enquanto está no banheiro, mas a leitura não deve ser encarada apenas como mera distração para os minutos modorrentos.

Um livro por mês: ainda com relação às metas para que se desenvolva o hábito, estipule a quantidade de títulos que você deseja ler em determinado período – e, mais uma vez, vá com calma. Que tal começar lendo um livro por mês? Se todo dia você dedicar 20 minutos à leitura, provavelmente lerá cerca de 10 páginas por dia, o suficiente para dar conta de um volume de 300 páginas entre o dia 1º e o dia 30. Se for bem-sucedido aqui, devorará ao menos 12 livros ao longo do ano, mais do que o dobro da pífia média de leitura nacional (que não chega a 5 livros por ano).

Ah, Rodrigo, mas agora mesmo eu quero ler muito mais do que 12 livros. Eu sei, eu também. Aliás, quero ler muito mais do que mil livros, mas não tem como. Mesmo que você leia um livro por dia, ainda morrerá sem ter lido tudo o que gostaria, pode ter certeza. Então, aprenda a ser preciso nas escolhas.

Um ou vários? Isso que dizer que você deve ler apenas um livro por vez? Não necessariamente. Há quem se sinta entediado ao ficar muito tempo imerso em uma mesma história. Há também quem se confunda ao encarar várias narrativas simultaneamente. O que recomendo? O que acha de alternar um livro de ficção – um romance ou um volume de contos, por exemplo – com um de não ficção, como uma boa biografia?

O que ler: esqueça os tempos de escola, você não é obrigado a ler “Macunaíma” ou “Vidas Secas”, ainda que sejam livros ótimos. O importante é que identifique o que lhe agrada e vá em frente com as leituras. Gosta de ficção histórica? Beleza. Gosta de romances melosos? Sem problemas. Gosta de livros apimentados – seja com pimenta biquinho ou Carolina Reaper, a mais ardida do mundo? Beleza também. Saiba o que aprecia, isso ajudará a fomentar o hábito da leitura, que é o mais importante para esta resolução de ano novo.

Não faz nem ideia do que curte? Vá à livraria e dedique algum tempo à leitura breve de alguns livros ou baixe amostras de e-books (costumo fazer isso quando quero dar uma olhada no estilo de determinado autor). Também vale caçar dicas por aí e pegar livros emprestados com amigos.

Dessacralize a leitura: ler não pode ser um martírio. Claro que muitos livros se revelam aos poucos, exigem certa determinação do leitor, mas ninguém tem a obrigação de amar “Crime e Castigo” ou se identificar com as maluquices de “Dom Quixote” – ainda que eu recomende fortemente ambos. Começou a ler e não está gostando do livro? Pode largá-lo, sem dramas, mesmo que seja uma obra elogiada pelo mundo inteiro. Vá para a próxima história, amadureça enquanto leitor e, se você deixou clássicos pelo caminho, dê uma nova chance para eles em outro momento da vida. De minha parte, “Ulisses”, de James Joyce, terá outra oportunidade no futuro; na primeira tentativa, não rolou.

Fonte: Blog Página Cinco – 4/1/2018 http://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/

*  Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5. O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

Livros infantojuvenis da Editora do Brasil

O blog publica alguns lançamentos recentes para crianças e jovens como uma referência para os pais e educadores. Lembrem-se: férias também é época de leitura.

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“Claro, Cleusa. Claro, Clóvis”

 

Interessante a abordagem desse livro: o relacionamento entre os personagens é descrito com figuras geométricas. Isso faz de “Claro, Cleusa. Claro, Clóvis” um livro com linguagem visual criativa e lúdica, que possibilita ao leitor imaginar novas formas de construção de desenhos e de relações que a amizade proporciona para quem a cultiva .

O que as figuras geométricas de um quadrado, um triângulo e um círculo podem nos ensinar sobre a amizade e o relacionamento interpessoal? A escritora, ilustradora e designer gráfico, a premiada Raquel Matsushita, usa a movimentação e a criatividade de seus desenhos para demonstrar ao público infantil o benefício que a abertura de espaço para a união dos amigos pode causar.

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O livro conta a amizade de Cleusa, um triângulo; e Clóvis, um quadrado; que se completam perfeitamente, até o dia em que Clóvis fica doente e surge Catarina, uma nova personagem, na figura de um círculo. Inicialmente, a presença de Catarina incomoda, mas eles descobrirão que novas formas de construção da amizade podem surgir.

A união do trio geométrico abre infinitas leituras de imagens, que possibilitam ao leitor fazer sua própria interpretação para dar sentido às novas formas de amizade. Um livro, que de maneira divertida e criativa, vai ajudar as crianças a abrir espaço para os relacionamentos interpessoais.

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828253_ampliada“Que amores de sons”

Esse é um lançamento da Editora do Brasil em parceria entre o escritor português Alexandre Honrado e a escritora brasileira Penélope Martins. Uma narrativa sobre uma linda história de amor recheada de onomatopeias divertidas e diferentes, que trata de forma sensível sobre o encontro de dois personagens que amam os sons, a música e as coisas simples da vida.

Os cenários deslumbrantes criados pela ilustradora espanhola Nívola Uyá complementam a beleza desse livro feito para pequenos e grandes que amam singelas histórias de afeto.

 

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image010“O mar de Cecília”

Imagens e estrofes curtas revelam um mar em homenagem à poesia de Cecília Meireles, um dos grandes nomes da poesia em língua portuguesa. O livro é de autoria da escritora e ilustradora Rosinha, lançamento da Editora do Brasil. “Minha intenção é convidar o leitor a conhecer a obra de Cecília e homenageá-la com um poema visual”, conta Rosinha.

Cecilia-6-4-1Cecília escreveu três livros para os pequenos e foi considerada a responsável pela maturidade da poesia infantojuvenil. Rosinha leu um destes livros, “Isto ou Aquilo”, com nove anos de idade e, desde então, passou a conviver com os poemas de Cecília. Para a homenagem, Rosinha criou um conceito no qual expôs suas emoções usando estrofes curtas com referências da poetisa e ilustrações apaixonantes em grafite e lápis de cor sobre papel, que pudessem ser um labirinto para levar o leitor de uma página à outra.

O processo criativo fez com que a escritora, para chegar ao texto, lesse toda a obra e percebesse a importância do mar na poesia de Cecília. “A intenção foi apresentar para a criança, os poemas que me marcaram”, diz Rosinha, que fez o texto antes das ilustrações. “Depois desse mergulho na obra, busquei um conceito que juntasse meu sentimento dessa leitura com o que estava vivendo naquele momento de criação”, conta.

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Foi a partir daí que Rosinha passou a criar imagens como se fossem uma espécie de labirinto que se conecta com o texto. Segundo Rosinha, a última imagem de cada página tem uma ligação com a primeira da página seguinte, fazendo com que o leitor navegue, com suas visões, pelo Mar de Cecília. “Assim busquei criar um poema visual que não repetisse literalmente o texto, mas que criasse uma poética que possibilitasse a imaginação do leitor”, revela Rosinha, que deixa claro: “É uma visão muito particular da obra de Cecília”. “Faz parte do meu desejo de ilustrar alguns poetas que gosto e são importantes demais, sob meu ponto de vista. Cecília foi a primeira e espero conseguir homenagear outros”, diz a autora.

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“2por4, um encontro musical com palhaços”

O livro é de autoria do premiado Grupo Esparrama em parceria com a maestrina Ester Freire. Este primeiro título da nova coleção “Teatro em livro”, da Editora do Brasil, é uma mistura gostosa entre circo, música e, claro, teatro.

Os palhaços Batatinha e Nerdolino estão muito empenhados em reger um quarteto de cordas. Vivendo situações muito engraçadas e tendo como pano de fundo o universo musical, eles vão ensinar e aprender muita coisa relacionada ao som, ao ritmo e a outros elementos dessa arte.

 

oReiLeaoCareca-34vzmugq3v8bacs5jnd8ne“O rei leão careca”

A obra escrita por Maria Cristina Furtado conta a história de Arthur, um leãozinho muito esperto e curioso, que como futuro rei da Floresta do Sul, torna-se amigo de muitos animais e fica fascinado com a diversidade e a importância de cada um deles para a selva.

Mas tem algo que deixa Arthur muito triste: a desigualdade entre a realeza e o povo. Disposto a mudar isso, o leãozinho terá de enfrentar um desonesto Conselho Real e um argumento pra lá de injusto para ele não se tornar rei: a falta de uma juba!

O leitor vai descobrir que a aparência não é o mais importante nesta incrível história, que acompanha um CD com músicas divertidas e revela a importância do respeito, da amizade e da justiça.

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