O MEC, as bibliotecas e os livros de literatura

Segundo o Censo Escolar 2017, muitas deficiências continuam presentes nas escolas brasileiras e metade delas ainda não possui bibliotecas. A notícia boa é: para este ano, há previsão do MEC voltar a comprar livros de literatura.

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Nota do Conselho Regional de Biblioteconomia, 6ª Região, analisa o Censo Escolar 2017 lançado no final de janeiro pelo Ministério da Educação (MEC), apontando as principais deficiências de infraestrutura das escolas brasileiras. O dado com relação às bibliotecas preocupa. Pouco mais de metade das instituições de ensino (54,3%) possui biblioteca ou sala de leitura voltada para os alunos.

Outros problemas também são visíveis ao se analisar a pesquisa. Apenas 41,6% das escolas possuem sistema de esgoto e outras 52,3% utilizam fossa como sua principal fonte de descarte de resíduos. Em 10% das instituições não há sequer água, energia ou rede de esgoto. Também faltam parques, berçários e banheiros adequados às faixas etárias atendidas.

Com relação ao acesso à tecnologia, menos da metade das escolas (46,8%) possui laboratório ou sala de informática. Apesar disso, 65,6% possuem conexão com a internet, sendo 53,5% dos acessos via banda larga.

Garantir padrões mínimos de qualidade de ensino é, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, dever do Estado. Em entrevista à Agência Brasil, a ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que 23% do orçamento da União são destinados à educação, porém, ainda há problemas a serem contornados.

“A infraestrutura das escolas é muito desigual, isso já está revelado por todos os estudos do Inep e não obrigatoriamente está relacionada a recursos. Há municípios que recebem o mesmo montante de recursos pelo Fundeb que outro município vizinho e um funciona melhor e o outro não funciona tão bem do ponto de vista da infraestrutura das suas escolas”, afirma a gestora.

Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, tem um ponto de vista divergente da ministra. Para ele, os governos não têm dado prioridade ao financiamento do setor. “É claro que bibliotecas, acesso à internet e laboratórios de ciências são imprescindíveis à educação hoje, isso para não falar no básico do básico, que é a garantia de água e esgoto.”

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MEC deve comprar livros de literatura

Entre os meses de fevereiro e março, o Ministério da Educação e Cultura vai publicar o edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2020 com as regras de aquisição de volumes para os anos iniciais do Ensino Fundamental (6º ao 9º anos). Segundo o site PublishNews, “uma das grandes novidades para esse edital será a inclusão da compra de livros de literatura. A inovação já estava prevista desde julho do ano passado, quando o presidente Temer assinou um decreto que refundou o PNLD, rebatizando o programa como Programa Nacional do Livro e do Material Didático e incluindo no seu escopo a compra de obras literárias.

De acordo ainda com a matéria de Leonardo Neto , a previsão é que sejam escolhidos dois tipos de acervos: um que vai compor as bibliotecas escolares e outro que prevê a entrega de dois livros para cada aluno. Os quantitativos estão sendo definidos pelo MEC junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável pelas compras de livros. Mas mais do que isso, durante a audiência pública, Rossieli Silva, secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) anunciou que deverá ser lançado ainda em 2018 um edital “transitório” para a compra de livros de literatura.

“A gente tem um passivo de entrega de livros de literatura”, reconheceu o secretário. Lembrando aqui que o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) foi descontinuado no fim do governo Dilma e definitivamente cancelado com o decreto presidencial de 2017. “Temos a intenção de lançar um edital para obras que serão distribuídas ao longo de 2018 de acordo com a disponibilidade orçamentária”, completou o secretário.

A previsão é que esse edital seja lançado ainda em fevereiro. Segundo Rossieli, a compra prevista nesse edital deverá ser para todas as etapas da Educação Básica.

A melhor forma de incentivar a leitura

Gislene Naxara *

Forçar uma criança a ler pode atrapalhar seu desenvolvimento natural. Mas infelizmente isso acontece com frequência, pois algumas famílias costumam antecipar essa situação. Um aluno na fase de Educação Infantil ou de séries iniciais do Fundamental está em processo de alfabetização, que acontece desde seu ingresso na escola. Esse desenvolvimento é muito espontâneo. O pequeno tem uma motivação, que é interna, e tem todo estímulo externo, trazido pela escola e família. Porém, temos que respeitar o tempo de cada um, pois a aprendizagem é individual. Não podemos pular alguma etapa desse desenvolvimento. Nesse sentido, a escola é que sabe dessa caminhada e entende o processo. Por não ser especialista na área, muitas vezes a família pode não compreender e tomar um direcionamento errado. Portanto, a ajuda por parte dos pais é mostrar para a criança a importância da leitura e qual a sua função social, mas sem obrigá-la a ler.

Pai e mãe tornam-se bons exemplos sendo leitores. O segredo é motivar e não exigir. De que forma? Ler para seus filhos, levá-los à biblioteca, à livraria e ter um ambiente letrado em casa. Esses são fatos que ajudam muito mais que atitudes formais de estudo. É a escola que vai orientar a família. Com mais de 30 anos na área de educação e também atuando como coordenadora pedagógica da Educação Infantil no Colégio Salesiano Santa Teresinha, situado na Zona Norte de São Paulo, eu percebi que se houver qualquer necessidade de um acompanhamento diferente, é a instituição que vai dar a orientação. Por isso, os pais devem tomar cuidado, porque às vezes uma expectativa grande acaba atrapalhando a criança, que passa por várias fases que precisam ser respeitadas. Se a família as antecipa, o filho pode se prejudicar, pois fica inseguro e frustrado ao não conseguir corresponder aos anseios.

A unidade escolar tem autoridade nesse processo, que tem de acontecer de maneira espontânea, com o pequeno estudante construindo seu saber de forma participativa, resultando no sucesso e desenvolvimento adequados. Mas, afinal, qual é a melhor forma de incentivar a leitura? Como inseri-la no dia a dia? É importante que seja um hábito diário e, sempre que possível, motivador, envolvente e prazeroso. Em casa, a família deve cuidar para que esses momentos não sejam didáticos, pois competem à escola.

A família não pode trazer para casa atitudes ou atividades formais escolares, mas ela pode incentivar, valorizar e motivar. A simples atitude de ir até uma banca de jornal com o filho (a) comprar uma revista ou um jornal – algo que está ficando raro por conta da tecnologia – e deixar a criança pegar uma história em quadrinhos ou outro tipo de publicação infantil, por exemplo, é uma forma muito boa de estimular, pois a insere nessa rotina. Deixá-la folhear revistas, gibis, livros e outros veículos de acordo com a faixa etária. Ler e trazer toda aquela magia da história ajuda muito, ou seja, fazer atividades lúdicas e motivadoras, como sentar e ler os livrinhos dela. Não é levar o pequeno em um cantinho da leitura e deixá-lo lá enquanto faz outras coisas, é estar com ele.

Sempre que possível, o momento de leitura deve ser compartilhado. Além dos materiais didáticos, atualmente as editoras de ótimos livros infantis investem em publicações recreativas, coloridas e informativas, recheadas de interatividade, com belas ilustrações e muitos detalhes do nosso cotidiano. Mas vale lembrar que bom senso é a palavra certa, ou seja, não é recomendável deixar a criança com pouco tempo livre para seu lazer, pois isso também pode prejudicar o desempenho escolar.

O pequeno não deve ter muitas atividades extras, que preencham todo o seu dia. Ele tem que ter o tempo para brincar, descansar ou assistir a um desenho. Ele pode até adorar a leitura, mas também precisa ter uma rotina com outras atividades para participar. Portanto, é necessário regrar o tempo livre entre os livros, os momentos de estudar e de escolher com o que ele vai brincar e o que vai fazer. Afinal, o lúdico faz parte da infância.

* Gislene Naxara é coordenadora pedagógica da Educação Infantil e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha, Gislene Maria Magnossão Naxara atua na área de educação há 32 anos. Formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia pela Mackenzie, ela cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem cooperativa com novas tecnologias na Rede Salesiana.

Artigo publicado originariamente no jornal O Estado de São Paulo

Neste domingo, tem histórias para a meninada

A ONG Instituto Gil Nogueira prepara uma tarde especial, 18/2, para as crianças brincarem de histórias, no Minas Shopping, em Beagá, através do Projeto Era uma vez… Além disso, a ONG estende sua atuação até o Norte de Minas e cerca de 400 alunos de quatro escolas municipais serão beneficiados com 30 livros por semestre.

Foto: Mayra Goulart - Divulgação

Foto: Mayra Goulart – Divulgação

O contador de histórias Mário Alves e a cantora, compositora e multi-instrumentista Andressa Versi participam, neste domingo (18 de fevereiro), do Projeto “Era Uma Vez – Oficina de Contação de Histórias”, mais uma ação da parceria do Minas Shopping com o Instituto Gil Nogueira (IGN) para incentivar a leitura. O projeto será realizado, das 14h às 15h, no Piso 1, em frente à loja Leitura. Duas histórias serão contadas: “O bicho mais poderoso”, conto de origem africana, e “A vitória da esperança”, conto da tradição judaica, adaptado pelo próprio Mário Alves. Na oficina, as crianças e seus pais ou responsáveis vão interagir com os contadores. Toda a programação é gratuita, com vagas limitadas.

Pós-graduado em História pela UFMG e formado em contação de histórias pelo Instituto Cultural Aletria, a atuação de Mário Alves foi destaque em diversos projetos do setor educativo. Em 2013, criou “A arte de compartilhar histórias”, empresa especializada no desenvolvimento de pessoas, líderes e equipes a partir de linguagens artísticas. Desde setembro de 2015 é responsável pelo projeto “Canto do Conto” e, desde agosto de 2017, passou a fazer parte do projeto “Ler é Viver”, do Instituto Gil Nogueira. Já Andressa Versi é cantora, compositora, multi-instrumentista e musicoterapeuta formada pela UFMG. Integra o grupo “Xicas da Silva” e possui um duo de piano e voz com a pianista Ana Rossoni. Desde 2013, se apresenta em vários palcos de Minas e do Brasil e é destaque na cena autoral de BH.

Diversos contadores de história vão se revezar aos domingos, sempre contando duas histórias durante o Projeto Era Uma Vez. O shopping fica na Avenida Cristiano Machado, 4000 – Bairro União – Belo Horizonte. Telefone: (31) 3429-3500.

Foto Beto Heterovick - Divulgação

Foto Beto Heterovick – Divulgação

Norte de Minas

A ONG Instituto Gil Nogueira desenvolve ações de leitura junto à sociedade, como o projeto “Ler é Viver”, que já beneficiou mais de 50 mil crianças do ensino fundamental da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais. Ao longo dos seus 12 anos, mais de 1 milhão de livros foram lidos e interpretados em 50 escolas. O Instituto está anunciando uma parceria para estender o projeto “Ler é Viver Viajando” ao Norte de Minas.

Quatro escolas municipais das cidades de Várzea da Palma, Buritizeiros e Olhos D´Água serão as primeiras a receber o “Ler é Viver Viajando”, novo formato de difundir a literatura entre alunos da rede pública de Belo Horizonte e interior de Minas. Cerca de 400 alunos serão beneficiados, a partir de 5 de março, com o projeto, resultado da parceria firmada em dezembro de 2017 entre a Rima Industrial e o IGN de incentivo à leitura em escolas municipais instaladas em zonas urbanas, como as de Buritizeiro e Várzea da Palma e rurais, como as duas de Olhos D’Água.

Carmen Lima, gerente-geral do Instituto Gil Nogueira, explica que o novo formato do projeto terá uma redução da quantidade de livros na caixa de 50 para 30 livros, duas unidades de cada obra literária. Essa redução atende a pedidos de pais, alunos e professores que alegavam que o prazo para a leitura de 50 livros em um semestre era muito curto.

Os estudantes das escolas beneficiadas pelo projeto “Ler é Viver Viajando” terão um passaporte com dados pessoais e foto que será preenchido com a ficha cadastral de cada livro lido e o carimbo de um avião. No final do ano, ele será premiado de acordo com o número de aviões conquistados.

Outra novidade do IGN para o projeto “Ler é Viver Viajando”, para valorizar ainda mais o esforço do aluno, é o retorno da premiação com medalhas: de 9 a 11 carimbos, ele ganha uma estrela e medalha de bronze; de 12 a 14 carimbos, duas estrelas e medalha de prata, e o prêmio maior, três estrelas e a medalha de ouro vai para aquele que ler 15 livros. Os livros são enviados diretamente às escolas no início de cada semestre, recolhidos ao final e trocados por outras obras literárias, possibilitando a leitura de mais títulos. Cada sala de aula recebe um kit, facilitando o acesso das crianças.

As crianças são estimuladas a ler e a interpretar os livros a partir de incentivos como oficinas semanais de contação de histórias e a premiação semestral para aqueles com melhor desempenho na interpretação dos livros lidos, de acordo com uma avaliação pedagógica.

Dois eventos paulistas

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Microsoft patrocina Bienal de São Paulo

A 25ª edição  da  Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), que acontecerá entre os dias 3 e 12 de agosto de 2018, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, já conta com 70% de suas áreas de exposição vendidas oito meses antes de sua realização. Esse ano, os editores terão a opção de adquirir seus estandes por setorização, o que guiará o visitante pelos principais temas de seus interesses, tanto para o encontro com as editoras e autores, como para os espaços culturais.

Grandes empresas já estão na lista de patrocinadores do evento. A Microsoft Brasil é a patrocinadora Master, pela primeira vez na Bienal do Livro. A empresa chega para enriquecer e surpreender com um espaço para professores e alunos no setor educacional. “A Microsoft assumiu o compromisso de apoio à jornada de educação e empreendedorismo e, na Bienal do Livro, teremos uma grande oportunidade de mostrar como a tecnologia pode trazer experiências inovadoras que transformam a prática de ensino e aprendizado. Também vamos estimular o contato dos visitantes com as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), frentes que acreditamos serem fundamentais para preparar os estudantes para a nova dinâmica do mercado de trabalho”, afirma Antonio Moraes, diretor de educação da Microsoft Brasil.

O Itaú Cultural, que é um grande incentivador da leitura no País, também está confirmado na lista de patrocinadores da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Marcas importantes como BIC, Suzano Papel e Celulose e Lupo também já garantiram a presença no maior evento literário do Brasil renovando suas participações como patrocinadoras. Além disso, o SESC repete a parceria bem-sucedida e assina a programação cultural do Salão de Ideias.

A 25ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo já começou a ser vivenciada pelo mercado editorial. Editoras como Ciranda Cultural, Companhia das Letras, Harper Collins, Melhoramentos, Moderna, Record e Sextante são algumas das empresas que já confirmaram a participação no evento. Conheça mais sobre a Bienal no link www.bienaldolivrosp.com.br/.

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Leitura na primeira infância

Notícia do Publishnews anuncia seminário de especialistas em leitura na primeira infância. O Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195 – São Paulo /SP) recebe, de 13 a 15 de março, a primeira edição do Seminário Internacional Arte, Palavra e Leitura na Primeira Infância. O evento — organizado pelo Instituto Emília e pela Comunidade Educativa Cedac em parceria com o Sesc São Paulo e a Fundação Itaú Social — vai reunir renomados especialistas nacionais e internacionais em um intercâmbio de experiências e reflexões, visando a composição de um panorama teórico e prático contemporâneo sobre o lugar da cultura na infância.

A programação se estrutura em oficinas com especialistas, na parte da manhã, e com mesas-redondas e apresentações de experiências, na parte da tarde. As atividades da tarde são gratuitas (mediante inscrição prévia), mas as oficinas são pagas. Entre os painelistas do evento estão os brasileiros José Castilho Marques Neto, Marina Colasanti, Rodrigo Lacerda e Stela Barbieri e os estrangeiros Beatriz Sanjuán (Espanha), Eva Martínez (Espanha), Lucas Ramada Prieto (Espanha), Maria Emilia López (Argentina), Paloma Valdivia (Chile), Sara Bertrand (Chile) e Yolanda Reyes (Colômbia).

Clique aqui para conferir a programação completa. As inscrições já estão em Lista de Espera.

Interpretação de textos

Trabalhar a compreensão leitora com diferentes gêneros textuais é o que nos ensina Larissa Teixeira, da Nova Escola.

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Saber ler e interpretar um texto corretamente é uma habilidade que as crianças precisam adquirir desde cedo, já que será algo importante tanto para o estudo das outras disciplinas escolares quanto para as atividades do dia a dia.

Para que elas pratiquem a compreensão leitora, o professor pode propor a leitura e a reflexão sobre diversos gêneros textuais, como poemas, fábulas, notícias e textos científicos. Assim, além de identificar o sentido dos textos e estudar determinados temas com mais profundidade, elas aprenderão sobre as características específicas de cada um dos gêneros.

Para isso, as atividades de leitura precisam estar inseridas no cotidiano. Confira, abaixo, exemplos de questões de prova que podem ser utilizadas para estimular a interpretação de texto com alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, todas disponíveis na nova área de Questões de Nova Escola no link https://novaescola.org.br/.

Poema

A ideia desta questão é verificar se os alunos reconhecem o gênero poema e se conseguem compreender o sentido do texto. Além disso, eles irão reconhecer o uso das locuções adjetivas e identificar regularidades ortográficas em situações de leitura e análise linguística.

Fábula

Agora, as crianças lerão uma fábula para responder algumas perguntas sobre o texto. Elas perceberão, assim, que a fábula tem como função criticar um determinado comportamento, provocando uma reflexão por meio da moral que apresenta.

Texto científico

Ao ler sobre a importância do sono, a turma reconhecerá as características de um texto de divulgação científica, identificando que seu objetivo é informar sobre assuntos relacionados às descobertas científicas, de maneira acessível, ao público em geral.

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Nesta questão, os alunos serão desafiados a ler um texto sobre casos de dengue no Rio de Janeiro, identificando o gênero textual notícia. Com isso, elas entenderão que seu objetivo é informar sobre um fato, um evento ou outra informação relevante de interesse dos leitores.

As bibliotecas comunitárias

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Frequentar bibliotecas com as crianças é um ótimo hábito. Normalmente, são locais próximos de casa, espaços de convivência, onde o leitor vai encontrar bons livros e a orientação de profissionais e/ou voluntários.  A Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, atuante nas principais cidades brasileiras, está indicando alguns livros infantis que certamente vão agradar muito a meninada.

“Vovô Verde”, de Lene Smith

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A história é narrada com o olhar do bisneto contando a trajetória de vida do seu bisavô, que viveu sua infância em uma fazenda, adorava ler sobre jardins encantados, mágicos e marias-fumaças. Uma ótima leitura para viajarmos pelo mundo encantado dos avós.

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“Sr. Laranjeira”, de Filipe Firian

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É uma história divertida e informativa. Tem como personagem o sabiá- laranjeira, a ave símbolo do Brasil. Vai ser bom conhecer o dia a dia do Sr. Laranjeira especialmente  seus cantos e contos.

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“Belizbel”, história e ilustrações de Luciano Pontes 

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Uma narrativa recheada de sonhos e esperanças sobre três irmãos, que viviam perambulando pelos lugares. Dentre os irmãos há um que era um sonhador e catava papéis para sobreviver.

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“Ouvindo as conchas do mar”, do escritor Luciano Pontes e ilustrador de André Neves

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O livro conta a história do Caíque, um menino que morava em uma ilha e seu pai era pescador e vivia os dias no mar. O menino recebeu de presente uma concha para lhe fazer companhia. Mas Caíque queria ir junto com o pai para descobrir os encantos do mar.

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Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias

Criada em 2015, a Rede Nacional atua na promoção do livro e da leitura com mais de 110 Bibliotecas Comunitárias espalhadas por nove estados: Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Ceará.

Visite a página da Rede Nacional https://www.rnbc.org.br/

Procure por Integrantes da RNBC e veja onde estão localizadas as bibliotecas da região onde mora. Esses espaços têm atividades para todos os públicos com um ambiente aconchegante e um acervo diversificado.

Matéria do Publishnews informa que as ações da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) e do Programa Prazer em Ler foram reconhecidas na 2ª edição do Prêmio IPL – Retratos do Brasil 2017, do Instituto Pró-Livro, ao vencer na categoria de bibliotecas.

“Esse foi um ano de muitas ações. Organizamos três encontros nacionais: em São Luís, no Pará e em Recife em São Luís, Belém e Recife. Além disso, as bibliotecas da Rede realizaram seminários e ações voltadas para políticas públicas do livro e da leitura em seus municípios. Findar o ano com esse prêmio nos fortalece e evidencia o belíssimo trabalho das bibliotecas comunitárias do Brasil: de resistência, força e união”, afirmou Rodrigo Pita, integrante do Conselho Gestor da RNBC.

Desde a sua formação, a Rede Nacional tem como objetivos influenciar políticas públicas com orçamento para as bibliotecas comunitárias, promover o livro e a literatura como um direito humano.

“Seguimos potencializando as bibliotecas na luta pela democratização do livro e do acesso à literatura no país e para a manutenção de nossos espaços. Em 2018, a RNBC está engajada para agregar mais bibliotecas, dialogar com outros atores na área do livro e da leitura, ocupando cada vez mais as plenárias das câmaras e os espaços públicos, as ruas e as vielas na resistência pelas bibliotecas e para a promoção da leitura no país”, afirmou Rodrigo.

“A Química”

Tomorrow Studios anunciou a produção de uma série baseada em “The Chemist” ou “A Química”, o novo livro da escritora de ‘Crepúsculo’, Stephenie Meyer.

32940867“A Química” já vendeu quase um milhão de cópias nos EUA e seu lançamento também aconteceu em outros 35 países, inclusive no Brasil, onde foi lançado pela Intrínseca Editora. A trama troca os romances sobrenaturais pelo thriller de espionagem.

A personagem principal é uma química, especializada em tortura, que passa a ser perseguida pela agência governamental, que contratava seus serviços, após ser considerada um embaraço perigoso. Quando seu antigo encarregado lhe oferece uma saída, ela passa a lidar com informações que tornam sua situação ainda mais complicada.

“Stephenie é uma dos autoras mais prolíficas do nosso tempo, com seu retrato único de heroínas que ressoam com leitores e telespectadores em todo o mundo, e estamos ansiosos para trabalhar com ela para levar ‘A Química’ à televisão”, disse o produtor Marty Adelstein, em comunicado.

O projeto será uma co-produção entre o Tomorrow Studios de Adelstein e a Fickle Fish, produtora de Stephenie Meyer, que já lançou a comédia indie “Austenland” (2013) e este ano estreia o suspense “Down a Dark Hall”, com Anna Sophia Robb e Uma Thurman.

Por sua vez, o Tomorrow Studios é responsável pelas séries “Good Behavior” e a vindoura “Snowpiercer”, no canal pago TNT, além de uma série baseada no filme “Hanna” (2011), em desenvolvimento para a Amazon. “The Chemist” (título original) ainda não tem canal definido nem previsão de estreia.

A informação vem de Marcel Plasse, do blog Pipoca Moderna.

Resenha da Livroterapias

Para conhecerem mais a respeito do livro, o blog publica a resenha de Thyaly Diniz divulgada no blog de literatura Livroterapias. Thyaly é fã da autora, que ela chama de titia Stephenie, mas admite que o livro lhe causou muitas curiosidades.

Leiam a análise dela:

meyer-chemist“Preparados para conhecerem uma personagem tão lacradora que vai fazer você viajar no mundo da espionagem? Eu preciso confessar que, quando vi o lançamento do livro, quase fiquei histérica. Por quê? Porque sou uma fã crepuscólica de carteirinha e fiquei muito apaixonada quando Stephenie lançou o novo livro. Fazia tanto tempo! E eu amo a forma como ela faz nos apegarmos aos personagens, independente das circunstâncias.

Também preciso confessar, com extrema sinceridade, que o começo do livrou não me agradou muito. O começo me pareceu muito técnico e é óbvio que a titia Steph pesquisou bastante e isso eu aplaudo de pé, pois os ricos detalhes me fizeram aprender um pouco mais, mesmo com toda a tecnicidade que há digna de um relatório policial. Depois me ocorreu que talvez tenha sido essa a estratégia da autora e, caso tenha sido, isso foi genial.

Preciso relatar também que o começo é meio confuso, onde as mudanças de nome com frequência e da narração onde não se deixa avisado essa mudança de identidade pode confundir o leitor. Porém, as coisas clareiam com o decorrer das páginas. A personagem é muito bem construída e de uma frieza implacável. Ela é dona de uma paranoia que pode ser irritante, mas que faz sentido devido às circunstâncias. O problema é quando essa paranoia parece ser esquecida justamente nas situações principais, porque a personagem está apaixonada.

untitled 2O único problema desse livro é o romance que surge nele. Preciso mostrar minha sinceridade que esse romance foi muito difícil de engolir devido às circunstâncias. É bizarra a forma como esse romance surge, parecendo não encaixado e do nada. Principalmente a forma como o mocinho da história passa a defendê-la numa mudança brusca que dura cerca de horas, onde, em horas, ele já está apaixonado e, em dias, a amando. 

O problema é a forma como tudo isso surge, depois que ele passa por uma situação degradante e desumana nas mãos dela e ele ignora tudo isso, todas as reações e surge o romance. Principalmente quando ele se volta para outro personagem crucial na vida dele por causa dela. Fica mais difícil de engolir ainda quando “síndrome do Estocolmo” é descartada, pois o romance perde o sentido e passa a ser tranquilo, como um romance qualquer, como se ignorasse as circunstâncias ao qual todos estão, de uma perseguição implacável onde todos podem morrer.

Infelizmente é como se o romance não se encaixa nas devidas circunstâncias que aparece no livro. Se não fosse isso, seria maravilhoso.

Uma coisa que eu não consegui evitar de relacionar foi, no começo do livro, a questão do “monstro” que ela seria, que “o monstro dela estava livre agora”, algo do tipo, que fica impossível não comparar com Edward Cullen. Principalmente a dinâmica onde ela é perigosa e o mocinho é só um mocinho bom sem nenhum defeito e ela precisa salvá-lo.

Foi um começo difícil de livro. Mas, foi quando minha vontade ressurgiu como uma fênix. Stephenie tem o dom de nos fazer apegarmos aos personagens, como já citei. Eu me vi presa na história, numa curiosidade louca onde eu precisava saber o que iria acontecer com meus personagens queridos.

4cc48Stephenie me deu vários sustos ao longo da história, me deixando com o coração na mão e recuperando a minha emoção de praticamente entrar nas páginas do livro e me perder no tempo e nas palavras para saber o que iria acontecer. Não vou dizer que foi de tirar o fôlego, ou que me surpreendeu com as descobertas, mas a curiosidade ficou plantada dentro do meu peito de uma forma que só saciou quando terminei de ler. Não disse muitos detalhes para não dar spoiler, pois alguns podem ser cruciais na sua vontade de ler. Pode perceber que não falei muito de cada personagem, sequer os citei. Foi exatamente por isso, falar sobre eles é spoiler.

Os personagens são tão incríveis que eu senti vontade de entrar no livro e ser amiga de todos, assim como dos cachorros que aparecem, pois eu senti vontade de adotar todos. É um livro gostoso de ler e, mesmo com as notas que disse sobre o romance, quando você menos perceber, estará torcendo pelo romance, por mais improvável que ele seja.

Obrigada por voltar a ativa, titia Steph, senti sua falta. Espero que gostem da resenha leitores e, acreditem, vale muito a pena dar uma chance a esse livro. Vocês irão se divertir e sentirão a emoção à flor da pele”.

O livro “A Química” tem 496 páginas, custa R$ 19,90 e quem quiser comprar, clica no link da editora https://www.intrinseca.com.br/livro/698/ para pesquisar onde encontrá-lo no formato papel e eletrônico.

“O peru de Natal”

Quem não é folião e prefere curtir os dias de folga com uma boa leitura, deixo aqui uma sugestão: contos de Mário de Andrade no formato Histórias em Quadrinhos desenhados por Francisco Vilachã. Não estranhe, mas vou lhe oferecer “O peru de Natal” em pleno Carnaval. O livro faz parte da Coleção HQ da Editora do Brasil e traz vários contos do escritor modernista.

 

“O peru de Natal”

“Será o Benedito”!

“Vestida de preto”

“Caim, Caim e o resto”

Esses são os contos escritos por Mário de Andrade e reunidos no livro com o título “O peru de Natal”. Todos foram transformados em Histórias em Quadrinhos por Francisco Vilachã, que detalha o seu processo de criação: primeiro, eu começo lendo o conto e escolho o que é mais relevante para a adaptação. Normalmente, a parte descritiva é eliminada de cara. Nos diálogos e legendas, procuro ser o mais fiel possível ao texto original. Depois de decupada as cenas em closes, plano geral e médio, trabalho a arte final com caneta e digitalizo os originais em alta definição. As cores são todas aplicadas de forma digital.

Pela explicação do quadrinista, o leitor já percebe que, quando um conto é adaptado dessa forma, se torna necessária duas leituras: o texto em si e mais a expressão dos personagens e os cenários, as cores empregadas e outros detalhes que são acrescentados nos quadrinhos para destacar situações da história.

Mário de Andrade sempre é citado como um autor perspicaz para falar de certos comportamentos do povo brasileiro. Como age o brasileiro no Natal, na ceia, na distribuição de presentes? E se esse brasileiro, então, vai viver um Natal com sua família, logo após o falecimento de seu pai? Acredite, Mário de Andrade fez desse tema uma história genial.

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O Natal há muito tempo ficou longe de se prender às comemorações do nascimento de Jesus Cristo, a confraternização e o amor entre as pessoas. Junte-se a isso, o fato do patriarca da família também não ser uma pessoa tão animada, como era de se esperar. Com sua morte, seria possível mudar o sentimento dos familiares naquele Natal? De que forma?

O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres”.

O filho estava disposto a fazer algo para acabar com a hipocrisia familiar no momento de se assentar à mesa para a ceia de Natal. Queria mais amor, mais entusiasmo, mais sinceridade de todos: mãe, tia solteirona e irmãos. Por isso, foi logo, avisando que ia fazer mais uma de suas loucuras.

“Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes…), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas loucuras”:

— Bom, no Natal, quero comer peru.”

Mesmo diante de uma família perplexa pela loucura do rapaz de preparar uma ceia tão festiva em dias de luto, todos acabaram participando.

Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado: assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.”

Em seu conto, Mário de Andrade fez questão de falar dos detalhes de como cada um saboreou o peru, especialmente a matriarca, que foram tão ricamente percebidos e desenhados por Vilachã.

O leitor não tem apenas um peru para saborear. As outras histórias dessa obra têm a mesma riqueza literária de Mário de Andrade e a beleza editorial proporcionada pelos quadrinhos.

Volta às aulas

Algumas crianças já voltaram à rotina escolar. Outras estão apenas esperando o dia de voltar para a escola, rever professores e amigos. E outras nem sabem onde vão estudar, por que os pais ainda estão escolhendo a nova escola. Embora a maioria das escolas particulares já tenha dado início às aulas, a rede pública varia e cada local tem uma data para iniciar o calendário escolar. Belo Horizonte, por exemplo, marcou para o dia 15/2. Neste caso, o blog apresenta dicas de especialistas: da ‘coach’ familiar Valéria Ribeiro e da psicóloga Ana Paula de Rezende Bartolomeo, diretora da Trilha da Criança Centro Educacional.

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Escolher uma escola para o filho. Missão impossível?

Muitas mães e pais têm muitas dúvidas sobre como escolher uma escola para o filho, seja a primeira escola ou quando há necessidade de trocar. Há muitas maneiras dos pais saberem se a escola desejada será boa ou não para o seu filho, tais como olhar no site da escola, perguntar para outros pais que tenham filhos que lá estudam ou até mesmo perguntar para as crianças que lá estudam. Se for uma escola de ensino médio, há possibilidade de olhar o ranking no INEP sobre o desempenho no ENEM. Os pais também podem olhar os cursos extracurriculares, a metodologia de ensino e se é próximo da casa.

Todas essas questões são importantes. De certo modo, isso dá segurança para saber se o filho estará qualificado para enfrentar o mundo quando adulto. Mas, a pergunta que fica: isso é importante? Somente isso basta? Será que colocar o filho na melhor escola irá garantir que ele será uma pessoa bem-sucedida no futuro? De acordo com a ‘coach’ familiar Valeria Ribeiro, a resposta para essas perguntas é não. “De tudo que tenho visto posso dizer com firmeza que não. A melhor escola pode não estar de acordo com os valores da família, pode não ter o perfil da criança, bem como pode gerar alguns danos em seu filho.” Assim afirma a profissional.

Valéria Ribeiro: "A melhor escola pode não estar de acordo com os valores da família, pode não ter o perfil da criança, bem como pode gerar alguns danos em seu filho."

Valéria Ribeiro: “A melhor escola pode não estar de acordo com os valores da família, pode não ter o perfil da criança, bem como pode gerar alguns danos em seu filho”

Valéria Ribeiro retrata um caso recente na vida dela que pode exemplificar a situação. No começo do ano passado, ela matriculou o seu filho em uma escola renomada, no entanto, a qualidade de ensino não supria as situações de bullying que o filho passava. “A questão é que meu filho sofreu bullying o ano todo naquela escola. Sabe por quê? A educação que dava para meu filho, os valores, que nós ensinávamos para ele eram diferentes dos valores praticados naquela escola. A professora me disse: ‘seu filho é inteligente, cooperativo, procura sempre ajudar os amigos e os professores, é educado e respeita a todos, por isso ele é diferente’. Bem! Isso era o que eu ensinava em casa, esses eram valores que eu gostaria que ele tivesse. Mas, para aquela escola isso não servia. Era uma escola competitiva e o que valia era ser o mais “esperto”. Ao final daquele ano o que fiz foi trocar ele de escola.”

Ao trocar o filho de escola, Valeria afirma que buscou compreender não só a estrutura física da escolha, qualificação dos professores e as matérias, mas também a formação sócio-emocional que a escola propunha. “Fui saber quais eram os valores ensinados no dia a dia da escola (disciplina, organização, cooperação, inclusão, aceitação, desenvolvimento cognitivo e intelectual), como essas coisas todas eram ensinadas. Os pais precisam ficar atentos nesses fatores também. A adaptação dos filhos faz diferença na sua trajetória de sucesso.”

Atualmente, há a compreensão de que a escola se limita a ensinar as matérias básicas na construção do cidadão. Em outras palavras, a escola só teria o papel de ensinar português, matemática, história e assim por diante. No entanto, Valeria Ribeiro afirma que a escola precisa agir como reforço da educação de casa, logo compreender se os valores da escola condizem com o seu é de suma importância. “A escola precisa ser uma continuidade do que se ensina em casa. Precisa ser uma parceira na educação dos filhos.”

Outro fator importante é considerar o perfil ou personalidade da criança, se ela é tímida, mais expansiva, gosta de montar coisas, competitiva ou colaborativa por exemplo. A coach especializada em desenvolvimento humano, retrata que “tudo isso pode indicar qual a linha pedagógica da escola que melhor se adequa ao seu filho. Há diferentes métodos pedagógicos: Tradicional, Socioconstrutivista, Construtivista, Comportamentalista, Montessoriana, Waldorf, Freinet, Freiriana, Optmistic, Progressista Humanista, entre outras.”

O essencial não é falar que o seu filho está no melhor colégio ou no mais caro, mas sim que ele está feliz e se desenvolvendo da melhor forma possível. Assim, as crianças passam a ter alegria em ir à escola e principalmente, adquirem o prazer de estudar. Cabe destacar que o MEC define o currículo que todas as escolas devem cumprir, logo, a felicidade do seu filho precisa estar no primeiro parâmetro nessa escolha.

“E aí quais são os parâmetros de uma escola para seu filho? Defina antes de procurar qualquer escola, pois sem essa definição qualquer uma pode servir ou você pode se encantar com características que talvez não seja adequada ao perfil do seu filho.” Essas são as dicas de um profissional.

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Volta à rotina escolar

Especialista explica como passar pela fase de adaptação e readaptação à rotina escolar sem traumas.

As famílias se preparam para readaptação à rotina escolar. É  um momento muito especial  para as crianças, familiares e educadores. Início de um novo ano, novas experiências e descobertas, que podem gerar sentimentos de euforia, ansiedade e insegurança. E mesmo para as crianças que já frequentam a escola, a volta às aulas requer uma adaptação, pois no período de férias as crianças mudam a rotina.

Após as férias, como retornar para uma nova rotina com tranquilidade e segurança? A psicóloga e diretora da Trilha da Criança Centro Educacional, Ana Paula de Rezende Bartolomeo, explica que adotar uma rotina de horários na semana anterior ao início das aulas é positivo, principalmente para as crianças que estudam pela manhã se acostumarem a dormir e acordar mais cedo.

“A família deve sempre incentivar as crianças a pensarem na escola de forma positiva, como um local de novos aprendizados e convivência com os amigos”, afirma. Outra forma de estimular a volta às aulas com menos é envolver a criança na preparação com o uniforme e o material escolar. “É importante que essa preparação seja feita em conjunto, afinal, a volta às aulas mexe com a rotina de toda a família.”

Para os pais, é fase de expectativas e receio. Confira abaixo algumas dicas e cuidados da psicóloga Ana Paula Bartolomeo para orientá-los nesse processo.

p000004775Vínculo de confiança

Dizer para o seu filho que você vai sentir a falta dele é carinhoso e verdadeiro. Mas também é preciso dizer que a escola é um lugar bacana, em que você confia muito e ressaltar o lado bom de estar ali. De preferência, deixe que a criança entre andando e se despeça com naturalidade. Evite voltar em caso de choro ou necessidade de passar recado. O ideal é utilizar sempre a agenda. Se necessário, telefone ou aguarde na pracinha da escola para falar presencialmente. Também é recomendável evitar perguntas ou comentários na presença da criança.

Ajuste os horários

Readapte os horários gradualmente. Se a criança vai para a escola pela manhã, acorde-a 40 minutos antes do horário regular. No dia seguinte, 30 minutos, depois, 20, 10, até chegar á hora certa. Para as crianças que estudam à tarde, vale fazer o mesmo processo, só que para ajustar o almoço.

Pontualidade e assiduidade

Seja pontual, tanto na chegada quanto na hora de buscar a criança. Esse cuidado é essencial, especialmente se já possui vínculo com os colegas, o que pode estimular e facilitar a readaptação. É muito importante também não ceder ao pedido de não ir à escola.

Presença parcial dos pais

Em casos específicos, é possível o acompanhamento dos pais durante a adaptação ou readaptação. Converse com a Coordenação sobre essa necessidade.

RunningLateforSchoolNa ausência da mãe

Deixe que a criança leve um objeto ou brinquedo significativo (objeto transicional) para que ela possa buscar conforto e segurança.

Vá com calma

Mudanças bruscas devem ser evitadas durante o período de adaptação e readaptação, como retirada de fraldas, bico ou mamadeiras. O mais importante é respeitar o ritmo de cada criança. Seguindo essas recomendações, é possível fazer dessa experiência uma memória positiva para toda a família.

A próxima novela das seis

“Orgulho e Paixão”, da Rede Globo, está baseada em quatro obras da escritora britânica Jane Austen.

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Essas obras são os romances: “Orgulho e Preconceito” (1797), “Lady Susan” (escrito em 1781 e publicado em 1871), “Razão e Sensibilidade” (1797) e “A Abadia de Northanger” (1818) escritas por Jane Austen. Essa escritora firmou um novo tipo de romance, que diferia dos demais nos temas que abordava. Seus romances contêm uma mensagem instrutiva, assinalam o bom comportamento e mostram uma espécie de experiência fictícia, mas sempre mantendo os princípios de estarem de acordo com a realidade.

O autor e diretor da novela Marcos Bernstein criou os personagens da novela com base num ou outro livro. “Lady Susan”, por exemplo, foi sua inspiração para ele criar Suzana, a vilã, que será interpretada por Alessandra Negrini. Empregada de Julieta (Gabriela Duarte), uma mulher que enriqueceu por meio do cultivo de café, Suzana sente uma inveja doentia da patroa e fará de tudo para chegar onde ela chegou.

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Outra personagem, Mariana, interpretada por Chandelly Braz, saiu de “Razão e Sensibilidade”: jovem romântica, ingênua e também algo espevitada, que será vítima de uma grande desilusão amorosa.

A trama dos anos 20

Nathália Dill e Thiago Lacerda protagonizarão a história, que está marcada para estreiar no dia 13 de março deste ano (terça-feira), acompanhados de atores como Vera Holtz, Tato Gabus Mendes, Gabriela Duarte, Ary Fontoura, Chandelly Braz, Mariana Rios, Isabella Santoni, Malvino Salvador, Murilo Rosa  e Maurício Destri.

De um lado, uma jovem camponesa que precisa aprender a se entregar à paixão. Do outro, um aristocrata que precisa vencer o orgulho e acreditar que o amor pode superar as diferenças sociais. Mas ela é uma jovem com desejos de liberdade e não de casamento — comportamento que bate de frente com os planos de sua mãe, interpretada pela atriz Vera Holtz.

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Mãe de cinco meninas, Ofélia quer ver todas com matrimônio marcado e fará de tudo para conseguir bons partidos para as herdeiras interpretadas pelas atrizes Chandelly Braz, Pamela Tomé, Anaju Dorigon, Bruna Griphão e a própria Nathalia Dill.

Milionário e de bons modos, o galã Darcy vai se sentir contrariado com a presença da camponesa Elisabeta, que além de não sonhar com casamento, é dona de um comportamento espontâneo.

Além da trama central focada no romance entre uma mulher libertária e um homem conservador, a novela traz questões atuais como feminismo e crise financeira.

Gravada nas cidades de Vassouras e Valença, no interior do Rio de Janeiro, a novela traz os casarões das fazendas de café do século passado. Na história, as localidades receberam o nome fictício de Vale do Café.

A informação foi divulgada por Patrícia Kogut e pelo blog do Galeno Amorim.

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A escritora

Jane Austen (1775-1817) foi uma escritora inglesa, considerada uma das maiores romancistas da literatura inglesas do século XIX. Ela nasceu em Steventon, Hampshire, na zona rural da Inglaterra, no dia 16 de dezembro de 1775. Filha de George Austen, um reverendo anglicano, e de Cassandra Austen era a segunda menina entre sete irmãos. Cresceu em meio a um pequeno grupo social formado por uma classe abastada e religiosa. Com oito anos de idade, foi mandada para um colégio interno em companhia de sua irmã Cassandra, que se tornou sua melhor amiga por toda a vida.

Ainda na adolescência, já mostrava seu talento para as letras. A biblioteca da família era seu lugar preferido quando regressava do colégio interno. Com 17 anos, escreveu sua primeira obra “Lady Susan”, uma novela onde expõe as relações pessoais dos que viviam naquele tempo. Em 1797, Jane Austen já havia escrito mais dois romances, “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito”. Os textos foram oferecidos por seu pai a um editor, mas foram rejeitados.

jane-austen-2-lEm 1801 a família mudou-se para Bath ponto de encontro da aristocracia britânica. Em 1805, após a morte do pai, Jane, sua irmã e sua mãe se mudaram para a vila inglesa de Chawton, onde um de seus irmãos lhes cedeu uma propriedade. Suas obras anteriormente recusadas pela editora, só foram publicadas em 1811 e 1813 respectivamente, sob o pseudônimo de “Uma Senhora”. Posteriormente, as obras se transformaram em clássicos da literatura inglesa.

Jane Austen publicou ainda: “Mansfield Park” (1814) e “Emma” (1816). Com um texto carregado de ironia sutil, os romances de Jane buscavam retratar a sociedade provinciana da época e a busca das mulheres por um casamento como a única forma de ascender socialmente. Com seu poder de observação do cotidiano reuniu material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras com uma aguda percepção psicológica e uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa.

Jane Austen publicou ainda “Mansfield Park” (1814) e “Emma” (1816). No ano seguinte a sua morte, foi publicado “Persuasão”. Seu primeiro livro, “Lady Susan” só foi publicado em 1871. As obras “Os Watsons” e “Sanditons” que foram deixadas inacabadas foram completadas e publicadas, posteriormente, por um sobrinho da escritora, em 1871. A casa onde Jane, sua irmã e sua mãe moraram, hoje abriga uma casa-museu. O único retrato conhecido de Jane Austen (veja a imagem) é um esboço feito por sua irmã Cassandra, que se encontra na Galeria Nacional de Arte em Londres.

Jane Austen faleceu em Winchester, Inglaterra, no dia 18 de julho de 1817.