“A garota que bebeu a lua”

Uma fábula sobre aceitação, amadurecimento, opressão e conformidade.

a-garota-que-bebeu-a-lua

Vencedor de 2017 da Medalha Newbery por sua contribuição à literatura infantojuvenil americana, “A garota que bebeu a lua”, de Kelly Barnhill, é hábil em utilizar uma trama de fantasia povoada por bruxas, dragões e monstros para abordar temas como política, opressão, conformidade e amadurecimento. O título, que chega às prateleiras pela Editora Galera Record, arrebatou uma série de prêmios em 2016, quando foi lançado lá fora: foi escolhido como melhor livro do ano nas bibliotecas públicas de Nova York e Chicago e foi também eleito o melhor do ano nas listas da Publishers Weekly e Kirkus Review.

Na trama, todo ano o povo do local conhecido como Protetorado deixa um bebê como oferenda para a bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade. É um povo triste, que vive isolado e protegido por muros, sem grandes distrações ou ambições. A lenda da bruxa se estende há anos, criada pelos Anciãos, os donos da cidade , mas eles sabem que não existe bruxa má nenhuma. Para os Anciãos, os bebês deixados ali acabam morrendo, comidos pelos bichos selvagens da floresta. Mas a crença da população na lenda ajuda a mantê-los sob rédea curta, e é isso que importa.

O que ninguém sabe é que de fato existe uma bruxa que mora na floresta. Mas Xan não é nada má. Todo ano ela pega o bebê deixado pelo povo do Protetorado – sem entender exatamente por que eles abandonam suas crianças – e faz uma longa viagem para entregá-lo a uma família nas Cidades Livres, que cuida com carinho dos pequenos. Mas em uma das ocasiões ela sente uma conexão forte com o bebê da vez. E sem querer – ou talvez um pouco de propósito – alimenta a menina durante a viagem com a luz da lua, substância dotada de magia extraordinária, o que acaba “embruxando” a garota.

Assim, Xan decide criar ela mesma aquela criança, a quem dá o nome de Luna. Mas seus poderes mágicos são excepcionais e, quando se aproxima o aniversário de 13 anos da garota, as coisas começam a sair do controle e colocar em perigo a sua vida e a dos outros. Enquanto isso, um jovem no Protetorado começa a fazer muitas perguntas. Ele não consegue se conformar com o ritual de sacrifício dos bebês e está disposto a acabar com esse costume mesmo que tenha que encontrar e matar a bruxa má com suas próprias mãos.

Trecho do livro

“Deixaram a menina ali sabendo que certamente não existia bruxa alguma. Nunca existira uma bruxa. Havia apenas a floresta perigosa e uma única estrada e um controle tênue de uma vida da qual os Anciãos gozaram por gerações. A Bruxa – ou melhor, a crença de que ela existia – tornou o povo aterrorizado e subjugado, um povo submisso, que vivia a vida em um nevoeiro de tristeza, e as nuvens de sua tristeza adormeciam seus sentidos e encharcavam suas mentes. Era terrivelmente conveniente para um governo livre e desimpedido dos Anciãos. Era desagradável também, mas isso não poderia ser evitado.

Ouviram a criança chorar enquanto caminhavam por entre as árvores, mas o choro logo desapareceu entre os suspiros do pântano e o canto dos pássaros e o estalar das árvores pela floresta. E cada um dos Anciãos sentiu uma certeza plena de que aquela criança não sobreviveria até o dia seguinte, e de que eles nunca mais ouviriam falar dela, nem a veriam, nem pensariam nela.

Acreditaram que ela desapareceria para todo o sempre.

Mas estavam errados, é claro.”

 A autora

Kelly Barnhill já foi professora, bartender, garçonete, ativista, guarda-florestal, secretária, conselheira e guitarrista de igreja. Seu romance de estreia, “O filho da feiticeira”, também publicado pela Galera, lhe rendeu diversos prêmios, incluindo o Livro do Ano do jornal Washington Post. “A garota que bebeu a lua” é seu segundo livro.

blog

“Histórias da Bíblia para pequeninos”

Editora Mundo Cristão lança livro infantil de Max Lucado e Joseé Masse: a história sagrada contada de um jeito que as crianças vão amar.

imagem_release_1201834_mediumA Editora Mundo Cristão lança a obra “Histórias da Bíblia para pequeninos”, uma novidade que papais e mamães não podem perder. Ilustrado por Joseé Masse e prefaciado por Max Lucado e Randy Frazee, o livro traz 31 narrativas bíblicas que revelam o profundo amor de Deus pela humanidade e as lições transmitidas por ele nas Escrituras, tudo por meio de uma publicação cuidadosamente elaborada para o público infantil.

Do Antigo ao Novo Testamento, o livro revisita fatos importantes da trajetória do povo de Deus sobre a Terra e traz à tona verdades maravilhosas que edificarão o coração dos pequenos. Da criação às profecias sobre a vinda de Cristo, do nascimento do Salvador até a promessa de seu retorno, relembrar essas histórias milenares será uma aventura ainda mais divertida para toda a família.

Este livro conta a maior e mais comovente história de todos os tempos: a história de um Deus verdadeiro que ama seus filhos, que criou para eles um meio de salvação e providenciou uma rota para a eternidade. Cada uma destas 31 histórias revela o Deus da graça — o Deus que fala, o Deus que age, o Deus que escuta, o Deus cujo amor por seu povo culminou com o sacrifício de Jesus, seu único Filho, para reparar os pecados da humanidade.

Histórias da Bíblia Para Pequeninos mostra às crianças que o mesmo Deus que guiou os israelitas no deserto guia cada ser humano na jornada da vida. Singelo e tocante, o livro encoraja quem está começando a caminhada a escrever a própria história com fé e coragem, de acordo com os princípios cristalinos da fé cristã.

“A Lei da Atração para crianças”

Terapeuta Cristina Longhi lança livro que destaca a importância de pensar positivo e, através dele, ensina a garotada como ser bem sucedida.

Capa livro A Lei da Atração paracrianças - Baixa

Com 21 anos de experiência, Cristina Longhi, terapeuta, programadora neurolinguista, hipnoterapeuta e escritora lança oficialmente para todo o Brasil o livro “A Lei da Atração para Crianças” através da Nova Senda Editora. Com técnicas desenvolvidas para o público infantil, o livro ajuda os pais a aprimorar seus conhecimentos ajudando no crescimento emocional e psicológico das crianças.

Inspirada na Lei da Atração, a obra mostra como o pensamento positivo pode ser benéfico para uma vida mais feliz com resultados práticos, inclusive, despertando bons sentimentos  como bondade, felicidade,  amor, confiança, autoconhecimento além de ensinar sobre as leis metafísicas que regem o Universo.

Através de uma linguagem didática, as crianças aprendem a fazer sua parte para serem bem-sucedidas e alcançarem seus objetivos na vida. Tudo, contado por meio de uma linda história muito antiga chamada “Segredo da Arvore da Sabedoria”, que era passada para as crianças da Polinésia.

image001O “Segredo” era na verdade sobre o conhecimento das coisas do mundo, coisas de todos os tipos. Eles acreditavam e estavam certos de que tudo o que você quiser, você pode conseguir! Que você pode ser tudo aquilo que quer ser. Basta saber o jeito certo, como fazer. Existia um modo todo especial de ensinar isso as crianças através da imaginação. As crianças aprendiam a criar pensamentos e sentimentos através da história que elas contavam.

Cristina Longhi tem 21 anos de experiência profissional e desenvolveu um método eficaz e rápido para mudanças concretas na vida das pessoas ajudando nas questões relacionadas à baixa autoestima, medos, ansiedade, traumas e assuntos relacionados a “travas” em geral. Realiza também vivências e treinamentos de desenvolvimento pessoal voltados aos relacionamentos, comunicação, realização pessoal e mudanças  emocionais concretas. Através de viagens terapêuticas, promove  transformação interior  e  autoconhecimento pelo mundo afora. Cristina é autora dos livros “Anjos e Mentores”, “A Melhor Versão de Você” e, agora, “A Lei da Atração para Crianças”.

Chapeuzinho Vermelho em exibição

O Trem Companhia de Teatro apresenta releitura de Chapeuzinho Vermelho nos dias 24 e 25 de fevereiro e 4 de março. Espetáculo gratuito em praças públicas de Beagá, Betim e Contagem é atração da 44ª Campanha de Popularização.

Chapeuzinho Vermelho - Divulgação

Com a proposta de ocupar os principais teatros de Belo Horizonte com 132 espetáculos dos mais diversos gêneros, a Campanha de Popularização Teatro & Dança também oferece peças em praças públicas na região metropolitana de Belo Horizonte. Nesse fim de semana, o grupo O Trem Companhia de Teatro irá se apresentar na Praça de Jabuticaba, em Contagem, e na Praça Floriano Peixoto, em Belo Horizonte, nos dias 24 e 25 de fevereiro, respectivamente. Na semana seguinte, no dia 4 de março é a vez da Praça Milton Campos, em  Betim, ser palco do espetáculo gratuito Chapeuzinho Vermelho.

A apresentação faz uma releitura da história clássica da menina que vai para a floresta levar doces para a avó e acaba se encontrando com o lobo mau. A diferença é que nesta versão, os atores da trupe apresentam o ponto de vista de cada um dos personagens, afinal, todos querem sair como heróis na história. Com música e criatividade, a adaptação repleta de músicas e criatividade é uma opção de lazer para toda a família.

Para Rômulo Duque a iniciativa de levar a campanha para espaços públicos é importante para reforçar o teatro como uma possibilidade de programação cultural. “Além do espetáculo ser gratuito, as apresentações acontecem em locais de fácil acesso e com alta circulação de pessoas. Dessa forma, levamos a arte onde a população está”, comenta o presidente do Sinparc.

Chapeuzinho Vermelho – Entrada gratuita

Em Contagem:

Data: 24/2 – Horário: 16h – Local: Praça da Jabuticaba – Nossa Senhora do Carmo

Em Belo Horizonte:

Data: 25/2 – 10h – Local: Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia

Em Betim:

Data: 4/3 – 11h – Local: Praça Milton Campos – Centro
Chapeuzinho Vermelho 2 - Divulgação

E-book ensina a contar histórias

A Fundação Abrinq está oferecendo gratuitamente um e-book para pais e educadores estudarem a melhor forma de contar histórias para as crianças e tornar esse momento inesquecível.

contacao_de_historias_-_o_professor_leitor_e_a_concepcao_escolar_da_leitura_gratuito

Pais, educadores e cuidadores já podem contar com uma ajuda especial na hora de contar histórias para as crianças e tornar este momento cada vez mais interessante. A Fundação Abrinq acaba de lançar o ebook Viaje sem sair de casa – Guia para contação de histórias”, que fala sobre os muitos benefícios dessa atividade para uma infância saudável, que vão desde o desenvolvimento da linguagem, da criatividade e da escuta, até o reforço do vínculo afetivo entre os participantes.

Por meio do material é possível aprender como preparar o momento e o ambiente para a contação; e também como conduzir a atividade, envolvendo os mais novos e permitindo, inclusive, que a criança interaja e contribua com as narrativas.

A Fundação Abrinq acredita que as histórias possuem um papel fundamental na construção do conhecimento e têm o poder de encantar gerações, por isso, promove em suas iniciativas ações que fortalecem essa prática tão importante.

O material gratuito pode ser baixado AQUI http://conteudo.fadc.org.br/ebook-contacao-de-historias

ABRINQ

Criada em 1990, a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes. Tem como estratégias: o estímulo à responsabilidade social; a implementação de ações públicas; o fortalecimento de organizações não governamentais e governamentais para prestação de serviços ou defesa de direitos de crianças e adolescentes.

O MEC, as bibliotecas e os livros de literatura

Segundo o Censo Escolar 2017, muitas deficiências continuam presentes nas escolas brasileiras e metade delas ainda não possui bibliotecas. A notícia boa é: para este ano, há previsão do MEC voltar a comprar livros de literatura.

biblioteca1

Nota do Conselho Regional de Biblioteconomia, 6ª Região, analisa o Censo Escolar 2017 lançado no final de janeiro pelo Ministério da Educação (MEC), apontando as principais deficiências de infraestrutura das escolas brasileiras. O dado com relação às bibliotecas preocupa. Pouco mais de metade das instituições de ensino (54,3%) possui biblioteca ou sala de leitura voltada para os alunos.

Outros problemas também são visíveis ao se analisar a pesquisa. Apenas 41,6% das escolas possuem sistema de esgoto e outras 52,3% utilizam fossa como sua principal fonte de descarte de resíduos. Em 10% das instituições não há sequer água, energia ou rede de esgoto. Também faltam parques, berçários e banheiros adequados às faixas etárias atendidas.

Com relação ao acesso à tecnologia, menos da metade das escolas (46,8%) possui laboratório ou sala de informática. Apesar disso, 65,6% possuem conexão com a internet, sendo 53,5% dos acessos via banda larga.

Garantir padrões mínimos de qualidade de ensino é, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, dever do Estado. Em entrevista à Agência Brasil, a ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que 23% do orçamento da União são destinados à educação, porém, ainda há problemas a serem contornados.

“A infraestrutura das escolas é muito desigual, isso já está revelado por todos os estudos do Inep e não obrigatoriamente está relacionada a recursos. Há municípios que recebem o mesmo montante de recursos pelo Fundeb que outro município vizinho e um funciona melhor e o outro não funciona tão bem do ponto de vista da infraestrutura das suas escolas”, afirma a gestora.

Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, tem um ponto de vista divergente da ministra. Para ele, os governos não têm dado prioridade ao financiamento do setor. “É claro que bibliotecas, acesso à internet e laboratórios de ciências são imprescindíveis à educação hoje, isso para não falar no básico do básico, que é a garantia de água e esgoto.”

novoslivros2

MEC deve comprar livros de literatura

Entre os meses de fevereiro e março, o Ministério da Educação e Cultura vai publicar o edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2020 com as regras de aquisição de volumes para os anos iniciais do Ensino Fundamental (6º ao 9º anos). Segundo o site PublishNews, “uma das grandes novidades para esse edital será a inclusão da compra de livros de literatura. A inovação já estava prevista desde julho do ano passado, quando o presidente Temer assinou um decreto que refundou o PNLD, rebatizando o programa como Programa Nacional do Livro e do Material Didático e incluindo no seu escopo a compra de obras literárias.

De acordo ainda com a matéria de Leonardo Neto , a previsão é que sejam escolhidos dois tipos de acervos: um que vai compor as bibliotecas escolares e outro que prevê a entrega de dois livros para cada aluno. Os quantitativos estão sendo definidos pelo MEC junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável pelas compras de livros. Mas mais do que isso, durante a audiência pública, Rossieli Silva, secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) anunciou que deverá ser lançado ainda em 2018 um edital “transitório” para a compra de livros de literatura.

“A gente tem um passivo de entrega de livros de literatura”, reconheceu o secretário. Lembrando aqui que o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) foi descontinuado no fim do governo Dilma e definitivamente cancelado com o decreto presidencial de 2017. “Temos a intenção de lançar um edital para obras que serão distribuídas ao longo de 2018 de acordo com a disponibilidade orçamentária”, completou o secretário.

A previsão é que esse edital seja lançado ainda em fevereiro. Segundo Rossieli, a compra prevista nesse edital deverá ser para todas as etapas da Educação Básica.

A melhor forma de incentivar a leitura

Gislene Naxara *

Forçar uma criança a ler pode atrapalhar seu desenvolvimento natural. Mas infelizmente isso acontece com frequência, pois algumas famílias costumam antecipar essa situação. Um aluno na fase de Educação Infantil ou de séries iniciais do Fundamental está em processo de alfabetização, que acontece desde seu ingresso na escola. Esse desenvolvimento é muito espontâneo. O pequeno tem uma motivação, que é interna, e tem todo estímulo externo, trazido pela escola e família. Porém, temos que respeitar o tempo de cada um, pois a aprendizagem é individual. Não podemos pular alguma etapa desse desenvolvimento. Nesse sentido, a escola é que sabe dessa caminhada e entende o processo. Por não ser especialista na área, muitas vezes a família pode não compreender e tomar um direcionamento errado. Portanto, a ajuda por parte dos pais é mostrar para a criança a importância da leitura e qual a sua função social, mas sem obrigá-la a ler.

Pai e mãe tornam-se bons exemplos sendo leitores. O segredo é motivar e não exigir. De que forma? Ler para seus filhos, levá-los à biblioteca, à livraria e ter um ambiente letrado em casa. Esses são fatos que ajudam muito mais que atitudes formais de estudo. É a escola que vai orientar a família. Com mais de 30 anos na área de educação e também atuando como coordenadora pedagógica da Educação Infantil no Colégio Salesiano Santa Teresinha, situado na Zona Norte de São Paulo, eu percebi que se houver qualquer necessidade de um acompanhamento diferente, é a instituição que vai dar a orientação. Por isso, os pais devem tomar cuidado, porque às vezes uma expectativa grande acaba atrapalhando a criança, que passa por várias fases que precisam ser respeitadas. Se a família as antecipa, o filho pode se prejudicar, pois fica inseguro e frustrado ao não conseguir corresponder aos anseios.

A unidade escolar tem autoridade nesse processo, que tem de acontecer de maneira espontânea, com o pequeno estudante construindo seu saber de forma participativa, resultando no sucesso e desenvolvimento adequados. Mas, afinal, qual é a melhor forma de incentivar a leitura? Como inseri-la no dia a dia? É importante que seja um hábito diário e, sempre que possível, motivador, envolvente e prazeroso. Em casa, a família deve cuidar para que esses momentos não sejam didáticos, pois competem à escola.

A família não pode trazer para casa atitudes ou atividades formais escolares, mas ela pode incentivar, valorizar e motivar. A simples atitude de ir até uma banca de jornal com o filho (a) comprar uma revista ou um jornal – algo que está ficando raro por conta da tecnologia – e deixar a criança pegar uma história em quadrinhos ou outro tipo de publicação infantil, por exemplo, é uma forma muito boa de estimular, pois a insere nessa rotina. Deixá-la folhear revistas, gibis, livros e outros veículos de acordo com a faixa etária. Ler e trazer toda aquela magia da história ajuda muito, ou seja, fazer atividades lúdicas e motivadoras, como sentar e ler os livrinhos dela. Não é levar o pequeno em um cantinho da leitura e deixá-lo lá enquanto faz outras coisas, é estar com ele.

Sempre que possível, o momento de leitura deve ser compartilhado. Além dos materiais didáticos, atualmente as editoras de ótimos livros infantis investem em publicações recreativas, coloridas e informativas, recheadas de interatividade, com belas ilustrações e muitos detalhes do nosso cotidiano. Mas vale lembrar que bom senso é a palavra certa, ou seja, não é recomendável deixar a criança com pouco tempo livre para seu lazer, pois isso também pode prejudicar o desempenho escolar.

O pequeno não deve ter muitas atividades extras, que preencham todo o seu dia. Ele tem que ter o tempo para brincar, descansar ou assistir a um desenho. Ele pode até adorar a leitura, mas também precisa ter uma rotina com outras atividades para participar. Portanto, é necessário regrar o tempo livre entre os livros, os momentos de estudar e de escolher com o que ele vai brincar e o que vai fazer. Afinal, o lúdico faz parte da infância.

* Gislene Naxara é coordenadora pedagógica da Educação Infantil e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha, Gislene Maria Magnossão Naxara atua na área de educação há 32 anos. Formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia pela Mackenzie, ela cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem cooperativa com novas tecnologias na Rede Salesiana.

Artigo publicado originariamente no jornal O Estado de São Paulo

Neste domingo, tem histórias para a meninada

A ONG Instituto Gil Nogueira prepara uma tarde especial, 18/2, para as crianças brincarem de histórias, no Minas Shopping, em Beagá, através do Projeto Era uma vez… Além disso, a ONG estende sua atuação até o Norte de Minas e cerca de 400 alunos de quatro escolas municipais serão beneficiados com 30 livros por semestre.

Foto: Mayra Goulart - Divulgação

Foto: Mayra Goulart – Divulgação

O contador de histórias Mário Alves e a cantora, compositora e multi-instrumentista Andressa Versi participam, neste domingo (18 de fevereiro), do Projeto “Era Uma Vez – Oficina de Contação de Histórias”, mais uma ação da parceria do Minas Shopping com o Instituto Gil Nogueira (IGN) para incentivar a leitura. O projeto será realizado, das 14h às 15h, no Piso 1, em frente à loja Leitura. Duas histórias serão contadas: “O bicho mais poderoso”, conto de origem africana, e “A vitória da esperança”, conto da tradição judaica, adaptado pelo próprio Mário Alves. Na oficina, as crianças e seus pais ou responsáveis vão interagir com os contadores. Toda a programação é gratuita, com vagas limitadas.

Pós-graduado em História pela UFMG e formado em contação de histórias pelo Instituto Cultural Aletria, a atuação de Mário Alves foi destaque em diversos projetos do setor educativo. Em 2013, criou “A arte de compartilhar histórias”, empresa especializada no desenvolvimento de pessoas, líderes e equipes a partir de linguagens artísticas. Desde setembro de 2015 é responsável pelo projeto “Canto do Conto” e, desde agosto de 2017, passou a fazer parte do projeto “Ler é Viver”, do Instituto Gil Nogueira. Já Andressa Versi é cantora, compositora, multi-instrumentista e musicoterapeuta formada pela UFMG. Integra o grupo “Xicas da Silva” e possui um duo de piano e voz com a pianista Ana Rossoni. Desde 2013, se apresenta em vários palcos de Minas e do Brasil e é destaque na cena autoral de BH.

Diversos contadores de história vão se revezar aos domingos, sempre contando duas histórias durante o Projeto Era Uma Vez. O shopping fica na Avenida Cristiano Machado, 4000 – Bairro União – Belo Horizonte. Telefone: (31) 3429-3500.

Foto Beto Heterovick - Divulgação

Foto Beto Heterovick – Divulgação

Norte de Minas

A ONG Instituto Gil Nogueira desenvolve ações de leitura junto à sociedade, como o projeto “Ler é Viver”, que já beneficiou mais de 50 mil crianças do ensino fundamental da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais. Ao longo dos seus 12 anos, mais de 1 milhão de livros foram lidos e interpretados em 50 escolas. O Instituto está anunciando uma parceria para estender o projeto “Ler é Viver Viajando” ao Norte de Minas.

Quatro escolas municipais das cidades de Várzea da Palma, Buritizeiros e Olhos D´Água serão as primeiras a receber o “Ler é Viver Viajando”, novo formato de difundir a literatura entre alunos da rede pública de Belo Horizonte e interior de Minas. Cerca de 400 alunos serão beneficiados, a partir de 5 de março, com o projeto, resultado da parceria firmada em dezembro de 2017 entre a Rima Industrial e o IGN de incentivo à leitura em escolas municipais instaladas em zonas urbanas, como as de Buritizeiro e Várzea da Palma e rurais, como as duas de Olhos D’Água.

Carmen Lima, gerente-geral do Instituto Gil Nogueira, explica que o novo formato do projeto terá uma redução da quantidade de livros na caixa de 50 para 30 livros, duas unidades de cada obra literária. Essa redução atende a pedidos de pais, alunos e professores que alegavam que o prazo para a leitura de 50 livros em um semestre era muito curto.

Os estudantes das escolas beneficiadas pelo projeto “Ler é Viver Viajando” terão um passaporte com dados pessoais e foto que será preenchido com a ficha cadastral de cada livro lido e o carimbo de um avião. No final do ano, ele será premiado de acordo com o número de aviões conquistados.

Outra novidade do IGN para o projeto “Ler é Viver Viajando”, para valorizar ainda mais o esforço do aluno, é o retorno da premiação com medalhas: de 9 a 11 carimbos, ele ganha uma estrela e medalha de bronze; de 12 a 14 carimbos, duas estrelas e medalha de prata, e o prêmio maior, três estrelas e a medalha de ouro vai para aquele que ler 15 livros. Os livros são enviados diretamente às escolas no início de cada semestre, recolhidos ao final e trocados por outras obras literárias, possibilitando a leitura de mais títulos. Cada sala de aula recebe um kit, facilitando o acesso das crianças.

As crianças são estimuladas a ler e a interpretar os livros a partir de incentivos como oficinas semanais de contação de histórias e a premiação semestral para aqueles com melhor desempenho na interpretação dos livros lidos, de acordo com uma avaliação pedagógica.

Dois eventos paulistas

bienal-capa

Microsoft patrocina Bienal de São Paulo

A 25ª edição  da  Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), que acontecerá entre os dias 3 e 12 de agosto de 2018, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, já conta com 70% de suas áreas de exposição vendidas oito meses antes de sua realização. Esse ano, os editores terão a opção de adquirir seus estandes por setorização, o que guiará o visitante pelos principais temas de seus interesses, tanto para o encontro com as editoras e autores, como para os espaços culturais.

Grandes empresas já estão na lista de patrocinadores do evento. A Microsoft Brasil é a patrocinadora Master, pela primeira vez na Bienal do Livro. A empresa chega para enriquecer e surpreender com um espaço para professores e alunos no setor educacional. “A Microsoft assumiu o compromisso de apoio à jornada de educação e empreendedorismo e, na Bienal do Livro, teremos uma grande oportunidade de mostrar como a tecnologia pode trazer experiências inovadoras que transformam a prática de ensino e aprendizado. Também vamos estimular o contato dos visitantes com as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), frentes que acreditamos serem fundamentais para preparar os estudantes para a nova dinâmica do mercado de trabalho”, afirma Antonio Moraes, diretor de educação da Microsoft Brasil.

O Itaú Cultural, que é um grande incentivador da leitura no País, também está confirmado na lista de patrocinadores da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Marcas importantes como BIC, Suzano Papel e Celulose e Lupo também já garantiram a presença no maior evento literário do Brasil renovando suas participações como patrocinadoras. Além disso, o SESC repete a parceria bem-sucedida e assina a programação cultural do Salão de Ideias.

A 25ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo já começou a ser vivenciada pelo mercado editorial. Editoras como Ciranda Cultural, Companhia das Letras, Harper Collins, Melhoramentos, Moderna, Record e Sextante são algumas das empresas que já confirmaram a participação no evento. Conheça mais sobre a Bienal no link www.bienaldolivrosp.com.br/.

DVniEY0VAAA6uH7

Leitura na primeira infância

Notícia do Publishnews anuncia seminário de especialistas em leitura na primeira infância. O Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195 – São Paulo /SP) recebe, de 13 a 15 de março, a primeira edição do Seminário Internacional Arte, Palavra e Leitura na Primeira Infância. O evento — organizado pelo Instituto Emília e pela Comunidade Educativa Cedac em parceria com o Sesc São Paulo e a Fundação Itaú Social — vai reunir renomados especialistas nacionais e internacionais em um intercâmbio de experiências e reflexões, visando a composição de um panorama teórico e prático contemporâneo sobre o lugar da cultura na infância.

A programação se estrutura em oficinas com especialistas, na parte da manhã, e com mesas-redondas e apresentações de experiências, na parte da tarde. As atividades da tarde são gratuitas (mediante inscrição prévia), mas as oficinas são pagas. Entre os painelistas do evento estão os brasileiros José Castilho Marques Neto, Marina Colasanti, Rodrigo Lacerda e Stela Barbieri e os estrangeiros Beatriz Sanjuán (Espanha), Eva Martínez (Espanha), Lucas Ramada Prieto (Espanha), Maria Emilia López (Argentina), Paloma Valdivia (Chile), Sara Bertrand (Chile) e Yolanda Reyes (Colômbia).

Clique aqui para conferir a programação completa. As inscrições já estão em Lista de Espera.

Interpretação de textos

Trabalhar a compreensão leitora com diferentes gêneros textuais é o que nos ensina Larissa Teixeira, da Nova Escola.

untitled

Saber ler e interpretar um texto corretamente é uma habilidade que as crianças precisam adquirir desde cedo, já que será algo importante tanto para o estudo das outras disciplinas escolares quanto para as atividades do dia a dia.

Para que elas pratiquem a compreensão leitora, o professor pode propor a leitura e a reflexão sobre diversos gêneros textuais, como poemas, fábulas, notícias e textos científicos. Assim, além de identificar o sentido dos textos e estudar determinados temas com mais profundidade, elas aprenderão sobre as características específicas de cada um dos gêneros.

Para isso, as atividades de leitura precisam estar inseridas no cotidiano. Confira, abaixo, exemplos de questões de prova que podem ser utilizadas para estimular a interpretação de texto com alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, todas disponíveis na nova área de Questões de Nova Escola no link https://novaescola.org.br/.

Poema

A ideia desta questão é verificar se os alunos reconhecem o gênero poema e se conseguem compreender o sentido do texto. Além disso, eles irão reconhecer o uso das locuções adjetivas e identificar regularidades ortográficas em situações de leitura e análise linguística.

Fábula

Agora, as crianças lerão uma fábula para responder algumas perguntas sobre o texto. Elas perceberão, assim, que a fábula tem como função criticar um determinado comportamento, provocando uma reflexão por meio da moral que apresenta.

Texto científico

Ao ler sobre a importância do sono, a turma reconhecerá as características de um texto de divulgação científica, identificando que seu objetivo é informar sobre assuntos relacionados às descobertas científicas, de maneira acessível, ao público em geral.

Notícia

Nesta questão, os alunos serão desafiados a ler um texto sobre casos de dengue no Rio de Janeiro, identificando o gênero textual notícia. Com isso, elas entenderão que seu objetivo é informar sobre um fato, um evento ou outra informação relevante de interesse dos leitores.