Uma delícia de história para você

Do-Re-Mi-Fa-Dona-Galinha-e-o-Ovo-de-Pascoa-371341“Dona galinha e o ovo de Páscoa”

Autora: Eliana Sá
Coleção: Do-Ré-Mi-Fá
Editora: Scipione
Ilustrador: Roberto Caldas
– Que dia gostoso de sol quentinho – D. Galinha até pensou:

– Hoje está bom para dar um passeio!

Empurrou o portão do galinheiro com o bico e saiu para dar uma voltinha.

Cisca daqui, cisca dali… Dona galinha deu de cara com uma coisa brilhante, muito estranha. Parecia um ovo! O ovo mais bonito que ela já vira em toda a sua vida…

untitled– Que ovo mais enfeitado! Só pode ser um ovo de Pavão!

Na verdade, D. Galinha não sabia que era domingo de Páscoa. E que alguém, havia deixado cair um ovo de chocolate no quintal.

Ainda muito desconfiada D. Galinha tocou, escutou, cheirou o ovo e criou coragem:

– Vou levar esse pobre enjeitado para casa.

E lá se foi D. Galinha com o ovo pelo bico toda contente. Colocou-o num canto escondido do galinheiro e começou a pensar:

– Como vou chocá-lo?

A essa altura, todo o galinheiro já comentava a história. O Sr. Papagaio, que havia enxergado tudo lá do seu poleiro, dava a notícia aos quatro cantos do terreiro:

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– Alô? Atenção para uma notícia chocante: encontrado um ovo enfeitado com laço de fita amarela, filho de pais desconhecidos. Mais informações com D. Galinha, no fundo do quintal!

E foi aquele corre, corre… Todos queriam ver o tal ovo. Ele era mesmo bonito, diferente, mas, meio esquisito. D. Galinha que tinha achado o ovo dizia ser direito seu chocá-lo, mas D. Perua, d. Galinha d’Angola, D. Pata, D. Gansa também queriam chocá-lo.

Pronto! A confusão estava armada! Deixar que outra tivesse a glória de chocar o lindo ovo? Nem pensar! D. Galinha queria para si todas as honras.

– Se quiser comadre – disse D. Gansa – eu posso chocá-lo.

– Eu também estou quase sem serviço em casa – retrucou D. Perua.

– Eu ajudo!

– Eu quero!

– Eu preciso!

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– Calma, calma, senhoras. Não se incomodem, porque eu mesma vou chocar esse ovo. Quero ter o prazer de ver o lindo bebê que sairá de dentro dele.

As comadres cansaram de tanto insistir, mas ainda esperaram algum tempo pra ver se ao menos teriam alguma chance de trocar com D. Galinha a vez de chocar o ovo.

Que nada! Não tiveram essa chance! D. Galinha, mais do que depressa, se colocou em cima do ovo. Ajeitou-se, abriu as asas para deixá-lo bem quentinho.
O tempo foi passando, o calorzinho aumentando e nem sinal do bebê.

Às vezes, as comadres apareciam para saber notícias do ovo e para dar palpites:

– Como é comadre, já nasceu? – perguntou D. Carijó.

– Senta mais pra frente, comadre, uma pontinha do ovo está de fora – Falou D. Galinha d’Angola.

– Abra mais as asas, quem sabe, adianta – exclamou D. Pavoa.

– Levante um pouco para descansar – disse D. Gansa.

De repente… D. Galinha sentiu algo se mexer debaixo dela. É claro! Só podia ser o bebezinho finalmente!

Saiu de lado e olhou para baixo de si:

– Não entendo… Ao invés de quebrar, o ovo encolheu!

Do ninho ao lado, a D. Pata gritou:

– Comadre, comadre. Desista. Isso não vai dar certo.

A Galinha pensou, pensou e… para não dar o braço a torcer, saiu devagar e sem jeito de cima do ovo. Resolvida a escondê-lo das amigas, carregou-o até a cerca e colocou-o em cima de uma pilha de adubos.

– Já que eu não consigo, ninguém mais toca no meu ovo. Amanhã quem sabe, tento de novo.
Voltou para o seu ninho e recomeçou a chocar os seus próprios ovinhos, esquecidos até agora.

– Com o tempo que perdi, teria chocado uma porção!

Assim, sempre disfarçando, D. Galinha deixou o tempo passar e não contou pra ninguém que desistira do lindo ovo.

O dia continuou quase igual a todos os outros.

À tardinha, como de costume, Pedro apareceu para recolher os ovos dos ninhos espalhados pelo quintal. Naquele dia, Pedro demorou mais… Fuça daqui, fuça dali… Todo o galinheiro acompanhava com os olhos:

– O que será que ele procurava?

As aves começaram a desconfiar. Muito espertos, D. Galinha d’Angola e o Sr. Papagaio já tinham descoberto tudo!

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E, então, começaram a dar pistas pra Pedro:

– Tá fraco! Tá fraco! – gritava D. Galinha d’ Angola, quando ele estava longe da cerca.

– Tá forte! Tá forte! – ajudava o Sr. Papagaio, quando Pedro se aproximava dos sacos de adubo.

De repente…

– Mãe! Mãe! Achei, achei! – Pedro gritou feliz e correndo em direção a casa, carregando na mão o ovo colorido e enfeitado.

– Mãe, achei o ovo que o Coelhinho da Páscoa escondeu pra mim. Só que tá meio murcho!

– Coelho? Páscoa? Mas… coelhos não botam ovos!

A Galinha entendeu tudo, tudo. Como evitar que todos soubessem o que realmente havia acontecido?

Mas agora era tarde, pois o galinheiro em peso olhava fixo pra ela. D. Galinha tonta de vexame e vermelha que nem tomate apenas conseguiu falar:

– Só mesmo uma boba como eu para chocar ovo de chocolate!

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“O meu pé de laranja lima”, 50 anos

image006Neste ano, o livro que encantou gerações com a história de Zezé, “um meninozinho que um dia descobriu a dor…”, completa 50 anos. “O meu pé de laranja lima”, de José Mauro Vasconcelos, foi lançado pela Editora Melhoramentos em 1968 e, desde então, conta com mais de 150 edições no Brasil e 2 milhões de exemplares vendidos. É o livro brasileiro com o maior número de traduções para outras línguas, totalizando 15 idiomas e estando presente em 23 países.

Para celebrar seus 50 anos, a obra está de roupa nova: uma edição especial de capa dura e novo projeto gráfico, com ilustração de capa de Laurent Cardon. Informações sobre o livro, o autor e o contexto histórico da narrativa são novidades, bem como as notas de rodapé elaboradas pelo escritor Luiz Antonio Aguiar. Sucesso atemporal, “O meu pé de laranja lima  promete continuar encantando as próximas gerações.

Muitas gerações já se emocionaram com Zezé, o garotinho de 6 anos, muito sapeca, inteligente e cheio de imaginação, retratado por José Mauro de Vasconcelos no livro “O meu pé de laranja lima”. E Zezé continua a envolver os leitores, embora toda a história se passe na longínqua década de 1920.

Talvez porque aborde de uma forma delicada sentimentos universais. “A alegria e a tristeza não poderiam estar mais bem combinadas do que nessas páginas. E isso, se não explica, justifica a popularidade imensa alcançada pelo livro”, destaca o escritor Luiz Antonio Aguiar, ganhador de dois prêmios Jabuti, que assina o suplemento de leitura e as notas da edição comemorativa de 50 anos.

A força do personagem principal também é outro ingrediente cativante. Nas palavras de Aguiar, “Zezé é um anjo meigo, uma criança que encanta o mundo a sua volta, seja pelo carinho que demonstra por seu irmão mais novo, Luís, pelo apego à irmã, Glória, pela invenção (se é que não foi mágica da vida!) do amigo Minguinho, o pé de laranja-lima que conversa com ele como um irmão mais velho, carinhoso, generoso, cúmplice… E finalmente pela capacidade imensa de amar, que o leva a abrir (ou iluminar) a vida do até então solitário e ranzinza Portuga”.

A história de Zezé se passa em um subúrbio modesto da cidade do Rio de Janeiro e tem um cunho autobiográfico. O autor, José Mauro Vasconcelos, nasceu em Bangu, em 1920, em uma família muito pobre. Logo no começo da trama, o leitor é apresentado às dificuldades financeiras da família de Zezé. Com o pai desempregado, eles são obrigados a trocar a casa grande e confortável onde moravam por uma mais modesta, onde o garoto vai encontrar seu melhor amigo, o pé de laranja-lima.

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Edição comemorativa 

Para a edição comemorativa de 50 anos, de 232 páginas, a Editora Melhoramentos entregou uma missão especial a Luiz Antonio Aguiar, escritor e tradutor, mestre em literatura brasileira e ganhador de dois prêmios Jabuti: traduzir para o leitor de hoje alguns termos comuns na época em que foi escrito a obra e elaborar um suplemento de leitura para dimensionar a importância do livro de José Mauro.

A primeira etapa de sua missão, Aguiar cumpre com capricho explicando os termos em notas de rodapé que ajudam a compreender melhor diversas passagens ao longo do livro. No suplemento, apresentado ao final do livro, além de destacar peculiaridades desse clássico, ele apresenta um panorama da época em que se desenrola a história de Zezé (1920-1930), destacando fatos históricos e culturais no mundo e no Brasil.

O leitor também fica sabendo que “O meu pé de laranja lima” tem duas obras complementares: os romances Doidão (1963), no qual Zezé é retratado com 19 para 20 anos, e Vamos Aquecer o Sol (1974), que retrata o menino aos 10 anos, vivendo com pais adotivos em Natal, Rio Grande do Norte.

O autor

ze-mauro-005Mais conhecido pelo livro “O meu pé de laranja lima”, José Mauro de Vasconcelos (1920 – 1984) tem uma história fascinante. Ainda menino, trocou Bangu, no Rio de Janeiro, pela cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, onde foi morar com os tios. Lá, treinava natação no Rio Potengi e sonhava em ser campeão. Mas a vida o levou por muitos outros caminhos. Estudou Medicina, foi jornalista, radialista, pintor, treinador de boxe, pescador, garçom e até estivador. Jovem ainda viajou com os irmãos Villas-Boas, sertanistas e indigenistas brasileiros, em expedição no sertão do Araguaia, no Centro-Oeste do Brasil. Com seu porte de galã, teve ainda atuação de destaque como ator em diversos filmes e novelas.

Toda essa experiência contribuiu para sua produção como escritor, que inclui 22 livros, entre romances e contos, que tiveram destaque não só o Brasil, mas em outros países, como Alemanha, Argentina, Holanda, Hungria, Inglaterra, Suíça e Noruega. Sua obra mais famosa, “O meu pé de laranja lima”, foi escrita em apenas 12 dias. “Porém, estava dentro de mim havia anos, havia 20 anos. Quando a história está inteiramente feita na imaginação é que começo a escrever. Só trabalho quando tenho a impressão de que o romance está saindo por todos os poros do corpo. Então, vai a jato”, costumava explicar José Mauro.

O maior evento de literatura infantil

Bologna Children´s Book Fair ou a 55ª Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha está acontecendo na Itália desde o dia 23 de março e prossegue até nesta sexta-feira, dia 29/3. O link para acompanhar a feira é esse: www.bookfair.bolognafiere.it/home/878.html. Ontem, foram apresentados ao público os vencedores da maior láurea da literatura infantil: a escritora japonesa Eiko Kadono e o ilustrador russo Igor Oleynikov, que receberam o Prêmio Hans Christian Andersen. Várias editoras, escritores e ilustradores brasileiros participam do evento. A China é o país “convidado de honra”.

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Segundo matéria do portal de notícias Publishnews, “teve um pouquinho de Brasil iá iá no Hans Christian Andersen”. Uma das vencedoras do Prêmio, considerado o Nobel da Literatura Infantil e Juvenil, morou no Brasil e sobre essa experiência escreveu um livro que ainda está inédito por aqui.

Em 2018, o Brasil esteve muito bem representado entre os indicados ao Hans Christian Andersen, um dos mais importantes prêmios da literatura infantojuvenil do mundo. Marina Colasanti e Ciça Fittipaldi concorreram, mas não chegaram aos finalistas. Mas, se serve de consolo, o Nobel da Literatura Infantojuvenil teve um tiquinho de Brasil. Os vencedores foram anunciados ontem, na Itália, onde acontece e Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. Os vencedores foram o ilustrador russo Igor Oleynikov e a escritora japonesa Eiko Kadono, que já morou no Brasil nos anos 1960 e dessa experiência surgiu o livro “Brazil and my friend Luizinho”, baseado na história de um garoto brasileiro que amava dançar samba. Nenhum dos dois ganhadores têm livros nos catálogos ativos das editoras brasileiras.

Eiko nasceu em Tóquio, em 1935. Aos dez anos, teve que fugir da cidade, rumo ao Norte, por conta da Guerra. As memórias dessa época formaram a base de uma de suas histórias mais conhecidas Rasuto ran (2011). A autora que, quando tinha 25 anos, passou dois anos morando no Brasil, publicou cerca de 200 trabalhos originais, entre livros ilustrados, de fantasia, além de antologias e ensaios. É ainda tradutora de mais de 100 obras para o japonês, dentre os quais se destacam Raymon Briggs e Dick Bruno.

“A literatura de Kadono é preenchida com personagens peculiares, dotados das virtudes e fraquezas dos seres humanos em todos os lugares. E seu estilo melodioso é permeado de capricho e humor”, diz o perfil dela na candidatura ao prêmio.

Cerimônia de anúncio dos vencedores do Hans Christian Andersen aconteceu na manhã de ontem em Bolonha | © Carlo Carrenho / Publishnews

Cerimônia de anúncio dos vencedores do Hans Christian Andersen aconteceu na manhã de ontem em Bolonha | © Carlo Carrenho / Publishnews

Já o russo Igor Oleynikov nasceu em Lyubersty, cidade próxima a Moscou em 1953. Estudou Engenharia Química. Em 1979, ele começa a trabalhar no estúdio de animação Soyuzmultfilm e mais tarde no Christmas Film Studios. Em 1986, dá início à carreira como ilustrador de periódicos infantis e de projetos gráficos de livros. Na sua candidatura, a organização do prêmio destaca que ele é “muito prolífico e suas ilustrações são muito dinâmicas com personagens incomuns, muitas vezes apresentados como cenas de cinema”. Ele tem no seu currículo mais de 80 livros para crianças e jovens, incluindo muitos contos de fadas clássicos.

Participação brasileira

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O segmento de livros infanto-juvenis é um dos pilares da produção editorial nacional. A maioria das editoras que trabalha com CYA (Children and Young Adults) tem a preocupação de adequar os conteúdos ao mercado internacional, ganhando cada vez mais visibilidade e força no exterior.

Esses esforços fazem do Brasil um dos destaques na Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha.  O estande coletivo brasileiro tem a participação de 17 editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers (BP), projeto de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro, uma parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para este ano, a expectativa de negócios é em torno de 340 mil dólares em exportações de direitos autorais e livros físicos realizados durante o evento e previstos para os próximos 12 meses.

BCBF18-testata-desktop-centrale “Sabemos que a literatura infanto-juvenil brasileira é conhecida internacionalmente, pois há autores e ilustradores publicados em vários países há alguns anos. Mas podemos ampliar cada vez mais essa visibilidade. Estamos na maior feira mundial do livro infanto-juvenil e estão aqui mais de 100 países abertos para conhecer novas obras e novos autores”, afirma Luís Antonio Torelli, presidente da CBL. Além disso, as empresas apoiadas pelo Brazilian Publishers participarão de dois matchmakings; um deles com países da América Latina e o outro com países dos Emirados Árabes, dando prosseguimento às ações de aproximação entre o Brasil e o Mundo Árabe, com vistas à homenagem ao Emirado Árabe de Sharjah na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O estande coletivo também contará com uma área reservada para exposição de livros vencedores do Prêmio Jabuti de 2017. Editoras presentes: Girassol Brasil, Editora Bom Jesus, FTD Educação, Melhoramentos, Editora do Brasil, Todolivro, Editora Projeto, Carochinha, DSOP Financial Education, SESI-SP Editora, Pallas Editora, Grupo Companhia das Letras, Callis Editora, Cortez Editora, Editora IMEPH, Cria Editora e Trilha Editora.

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Os livros brasileiros

Anualmente e desde 1974, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) produz um catálogo em que reúne obras relevantes produzidas pelas editoras associadas e leva para a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. A capa da edição de 2018 reproduz a de Flicts, de Ziraldo, que completou 85 anos em 2017. O catálogo traz informações de 82 títulos lançados ao longo de 2017; uma homenagem à ilustradora Angela Lago, morta em outubro do ano passado; um excerto do livro Uma ideia toda azul, de Marina Colasanti, já traduzido para o inglês, além de um perfil de Ana Maria Machado. Os livros selecionados para o catálogo farão parte de uma exposição no estande da FNLIJ em Bolonha. Depois do fim da feira, os livros serão doados à Biblioteca Internacional Juvenil de Munique, na Alemanha.

O catálogo, em inglês e a 4 cores, com o projeto gráfico do Estúdio Versalete, foi impresso pela FTD, em apoio à Fnlij. A versão em PDF está no site https://www.fnlij.org.br/site/publicacoes-em-pdf/catalogos-de-bolonha/item/932-cat%C3%A1logo-fnlij-para-feira-de-bolonha-2018.html

A novidade para a divulgação do catálogo no exterior é que os participantes da Feira de Bolonha também tiveram acesso à publicação antes do início do evento, quando a Fnlij distribuía o impresso. Este ano, a versão em PDF foi enviada para todo o mailing da Feira, adiantando o seu conteúdo para os editores e especialistas.

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Como todos os anos, a Fnlij antecipa a seleção para Bolonha dos livros produzidos em 2017 de autores brasileiros, que chegaram à Fundação até final de outubro. Este ano, o número de selecionados é menor, refletindo a crise do setor quando o número de títulos novos ainda está reduzido. A seleção apresenta os 82 títulos de autores brasileiros cujos os títulos estão divididos pelas categorias: Ficção para crianças (32), Ficção para jovens (17), Não Ficção (3), Poesia (6), Livros de imagem (1) e Reconto (10). Os livros de texto sobre literatura infantil e juvenil (6), bem como novas edições (7) são mencionados, em uma lista, sem a apresentação de capas e resumos.

Antecedendo à seleção da produção de 2017, os livros vencedores do Prêmio Fnlij 2017 – Produção 2016 também fazem parte da publicação, com as capas ilustrando a lista. Há uma homenagem à Angela Lago, falecida em outubro de 2017; as últimas reedições de Monteiro Lobato pela editora Globo; as autoras indicadas para o prêmio Hans Christian Andersen de 2018, Marina Colasanti e Ciça Fittipaldi, e os livros selecionados pela Fnlij para a Lista de Honra do IBBY de 2018. A candidatura da escritora Ana Maria Machado para o prêmio Astrid Lindgren Memorial Award – Alma de 2018 também está na publicação, bem como a participação do ilustrador Roger Mello no estande da Fnlij-MRE da feira para receber ilustradores que queiram mostrar seus portfólios, atividade realizada pela primeira vez ano passado, com grande sucesso.

Para homenagear Ziraldo, o catálogo apresenta o autor, sua obra e a resenha de Flicts. (Com Publishnews e Jornal Fnlij)

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“Pedro Coelho”: livro infantil estreia no cinema

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“Pedro Coelho” ou, no original, “Peter Rabbit” é o personagem de um famoso livro infantil escrito e ilustrado lindamente pela inglesa Beatrix Potter. É uma divertida história sobre coelhinhos, que vivem se metendo em confusões; camundongas velhotas cheias de truques e mais parecem a avó ou bisavó que todo mundo teve um dia; gatos sorrateiros, que não merecem muita confiança e um fazendeiro rabugento chamado Seu Gregório, que, ancinho na mão, vive correndo atrás dos coelhos, gritando ‘Pára aí, seu ladrão’.

Também há a Dona Gregória que, de vez em quando, perde a paciência, chama o marido de velho maluco e logo, logo, um repolho sai voando pela janela da cozinha, além de passarinhos amigos, que não podem ver um coelho com medo sem vir correndo mostrar o caminho de volta à paz lá do bosque _ paz essa que parecia perdida_ e dos espantalhos, que não assustam ninguém.

Agora, o personagem sai do livro para o cinema. A comédia “Pedro Coelho” estreou no Brasil (incluindo Belo Horizonte) nesse final de semana A eterna disputa entre o intrépido Pedro e o Sr. McGregor (Domhnall Gleason) pelo tesouro em vegetais, que está enterrado em seu jardim proibido, fica ainda mais intensa por que os dois passam a brigar também pela atenção da vizinha bondosa e amante dos animais (Rose Byrne).

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O filme

Vamos ler o que o cineasta brasileiro Daniel Bydlowski fala sobre seu filme numa matéria do jornal Diário de Pernambuco:

“Pedro Coelho” pode ser um daqueles filmes infantis que poucos prestam atenção, seja por que é similar a muitas outras obras produzidas nos últimos anos, ou por não ter feito muito sucesso na bilheteria, como o caso de Paddington, dirigido com bastante sucesso por Paul King que também mistura live action e animação por meio de seres humanos que interagem com animais falantes. Porém, o longa mostra mudanças no que diz respeito a obras dirigidas às crianças nos últimos tempos e um dos modos mais fáceis de perceber essas alterações é entendendo clichês de produções infantis.

“Pedro Coelho” é baseado no livro britânico “Peter Rabbit”, escrito e ilustrado por Beatrix Potter, publicado em 1902. Assim como o Pernalonga da Looney Tunes, a obra mostra um coelho levado, sendo precursor deste tipo de animal arteiro que causa confusão. Enquanto o Pernalonga desobedece a todos, fazendo o que quer, Pedro é um pouco mais inocente e, neste caso, não obedece a sua mãe. Esta característica demonstra uma obra infantil que preza por mostrar a dinâmica da família em primeiro lugar.

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Na história, como o pai de Pedro foi colocado em uma torta de carne de coelho, depois de visitar o jardim do senhor McGregor, sua mãe pede que todos os seus filhos evitem o lugar. Porém, o levado animal não obedece. O senhor McGregor o caça e Pedro tem dificuldade de escapar. Quando finalmente consegue voltar para casa depois de muita correria, o coelhinho fica doente. Sua mãe, então, dá chá para que Pedro melhore, enquanto suas irmãs, que tinham obedecido, comem uma comida deliciosa.

Tanto o tipo de arte, quanto a trama, que tem uma clara moral (quem obedece aos pais e se comporta bem é presenteado no final), fizeram do livro um sucesso para as crianças, especialmente como história para dormir. O filme, pelo contrário, traz um estilo diferente e mostra como muitos produtores atuais reinterpretam contos infantis, muitas vezes mudando o que é esperado pelo gênero.

Os primeiros 10 minutos de “Pedro Coelho” lembram a história do livro. Porém, logo que o senhor McGregor consegue pegar o coelhinho, ele tem um ataque cardíaco e morre. Pedro, a princípio confuso, logo festeja e finge que ele mesmo causou o trágico acontecimento, em uma suposta luta contra o idoso. Isto mostra um coelho não tão inocente (talvez nada inocente, e que se comporta mais como adolescente do que como criança.

Mesmo que McGregor seja uma pessoa ranzinza, que não gosta dos animais que visitam seu jardim, o comportamento de Pedro faz com que seja mais difícil de se identificar com o personagem. Quando ele relembra seu pai em uma triste cena, fica então clara a falta de empatia do coelhinho para com os outros.
Para superar a falta de identificação com o personagem, o longa traz referências a músicas e danças populares, algo que virou clichê em filmes infantis.

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Personagens dançam ao ritmo de músicas contemporâneas, enquanto fazem uma incrível bagunça, com o único intuito de fazer a plateia rir de maneira rápida e fácil. E isto se torna muitas vezes eficaz: é realmente engraçado ver animais dançando como humanos. Mas logo depois disso, fica a pergunta: o que sobra em um filme, onde o personagem principal não é tão fácil de se identificar?

Se a moral do livro é a recompensa que vem com a obediência aos pais, a produção para cinema destaca mais a aceitação de Pedro em formar uma nova família com o neto de McGregor. O foco desta reinterpretação da obra antiga, então, deixa de ser a família, para se tornar a acolhimento de amigos e estranhos que, a princípio, pareciam antagonizar o personagem. Embora esta moral possa ainda ser interessante para o público infantil, é mais complexa e difícil de entender entre os mais jovens.

Revista Planeta Azul

Personagens de história em quadrinhos transmitem aos leitores experiências reais vividas por alunos e professores nas escolas, em família e na sociedade. Essas histórias se transformam em argumentos para a formação das crianças com o apoio da equipe de Planeta Azul.

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Acabo de receber o planejamento editorial da Revista Planeta Azul para 2018. Em formato de história em quadrinhos, a revista é produzida pela Fundação Mokiti Okada e circula principalmente nas escolas. Interessante é saber que os quadrinhos publicados são baseados em fatos reais vividos pelos alunos na escola, em família ou na sociedade. Eles enviam seus relatos para a equipe da revista e esses, então, são adaptados aos personagens e transformados em roteiros.

Planeta Azul circula com oito edições anuais, correspondentes aos meses do ano letivo. Em 2018, os temas a serem abordados são os seguintes: Amor (Março), Gratidão (Abril), Solidariedade (Maio), Responsabilidade (Junho), Amizade (Agosto), Respeito (Setembro), Alegria (Outubro), União (Novembro). Professores que desejarem publicar experiências dos alunos devem enviar os relatos escritos pelos alunos para Rua Morgado de Mateus, 77 – Vila Mariana – São Paulo/SP – CEP: 04015-050 – A/C Revista Turma do Planeta Azul.

482Este exercício favorece estímulos cognitivos, como o raciocínio lógico-operatório, a estrutura do pensamento, o ensino-aprendizagem, bem como auxilia no desenvolvimento da linguagem oral e escrita, compreensão de texto, vocabulário, interesse pela leitura, entre outros.

Os objetivos da revista são muitos, entre eles, desenvolver valores e ações que promovam a formação individual e coletiva em relação ao respeito à vida, à justiça, à solidariedade e à harmonia social e ambiental, contribuindo para a formação de um ser humano íntegro, honesto e útil à sociedade, em prol da construção de um mundo melhor.

Despertar nos alunos a prática do altruísmo nas suas ações do dia a dia; criar e motivar um ambiente propício para a realização de atividades que incentivem as capacidades individuais do aluno, dentro de um contexto coletivo em que se trabalhe para o bem do grupo; aumentar a capacidade de o aluno compreender, além dos conceitos sobre sustentabilidade, a gratidão à Grande Natureza, além de explorar os benefícios de uma alimentação saudável e o consumo de produtos da agricultura natural e orgânica.

Cada edição acompanha um “Ponto de Apoio”, que é um material produzido para os educadores. Nele, são sugeridas atividades, reflexões e abordagens a serem desenvolvidas na Educação Infantil e/ou no Ensino Fundamental para cada uma das histórias publicadas nas revistas da Turma do Planeta Azul. A aplicação do conteúdo pode ser adaptada e desenvolvida pelo professor, conforme a faixa etária do aluno e a rotina escolar. As atividades são diversificadas, porém, outras fazem parte constante do material, as quais denominamos atividades permanentes.

26070351_1401848733259334_6959405676036620288_nSão elas: a Campanha do Obrigado, atividade que pode despertar a crianças para a prática de boas ações e o amor ao próximo. Observar o quanto é valioso receber “obrigado”, estimulando, desse modo, uma postura atenta e prestativa em relação ao meio em que se vive. Outra atividade sugerida é a preparação de arranjos florais por alunos e professores com o objetivo de desenvolver a sensibilidade e o equilíbrio necessários à boa convivência. Enquanto preparam os arranjos florais, alunos e professores são levados a refletir sobre a beleza das flores e a missão que elas possuem em nossas vidas.

Outra atividade de apoio é a horta, que conscientiza o aluno a respeito da qualidade dos produtos consumidos no dia a dia e apresenta uma possibilidade mais saudável para cultivá-los, através do método da agricultura natural. Esta proposta propicia o contato com a natureza e desperta na criança o desejo de preservar a vida. Mesmo sem espaço na escola para a elaboração da horta em canteiros, é possível realizar essa atividade em oficinas que são sugeridas ao longo do ano letivo.

A Cozinha Experimental, o Relaxamento e um Pensamento da Semana também são sugeridos e a equipe da Revista Planeta Azul orienta os professores para a realização dentro das escolas. Finalmente, o Livro de Aprendizagem sugere o registro diário de uma aprendizagem ou acontecimento relevante no dia de trabalho da turma. O próprio grupo decide o mecanismo de produção, que pode ser uma dissertação, um desenho, uma técnica artística ou qualquer forma de expressão e comunicação que revelem a emoção e o sentimento dispensados durante a realização da atividade. Cabe ao grupo, ainda, definir o critério de seleção do aluno que fará o registro do dia: sorteio, ordem alfabética etc bem como selecionar, dentre as atividades propostas, a que será impressa no material para futuras publicações na Revista Planeta Azul.

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“Uma vida no coração”

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Falar da morte para as crianças é sempre delicado. A autora Julieta de Lucena Henriques Lima, entretanto, encontrou uma alternativa inteligente para contar a história de amor entre a vovó Lindaura e o neto Augusto e, assim, conduzir o leitor para o momento em que o personagem precisa ser informado da separação definitiva entre eles.

O livro “Uma vida no coração”, ilustrado por Virgínia Froes e lançado pela Cora Editora, em suas 49 páginas, conjuga texto e ilustrações para explicar como era o dia a dia entre avó e neto, destacar as lições de vida ou o conhecimento que o menino herdou e num compasso capaz de intrigar, por que é preciso descobrir aos poucos de quem o menino Augusto está falando e, ainda mais, por que aquele dia amanheceu tão diferente do costume da família.

A autora não fala de imediato que se trata da avó. Nem que ela morreu. A ilustradora, por sua vez, utiliza de ilustrações em preto e branco nas páginas em que o texto evidencia a ausência da avó, durante os relatos do neto, e só emprega cores nas ilustrações que narram os casos da fase em que ela estava viva.

“(Augusto) Correu para o jardim na expectativa de encontrá-la por lá, à sua espera. Sentia-se preparado para ouvir o que já estava acostumado:

_ Meu menino, já ganhei horas do meu dia! Levantei cedo e já aproveitei muito! Você é muito dorminhoco! Dá me um beijo e um abraço de bom dia!

Entretanto, ela não estava lá. E ele, então, pensou:

_ Que maravilha! Quem vai ganhar o dia hoje sou seu!”

O menino tinha 9 anos de idade e, desde os três anos, teve a companhia da avó que morava com a família dele. Ela lhe ensinou uma dinâmica de vida que, além do despertar cedo, ainda o ensinava a se alimentar corretamente e práticas saudáveis como cuidar das plantas e da horta, colher os ovos no galinheiro e as hortaliças, além de alimentar os animais da casa.

“Ele, atentamente, tinha seguido os conselhos e adiantado todos os deveres, que foram realizados com muito gosto. Todas as vezes que fazia suas tarefas, recordava que ela sempre lhe dizia que o maior bem que podemos ter na vida é o conhecimento:

_ O conhecimento ninguém tira da gente e, quanto mais conhecimento temos, mais descobrimos que precisamos saber mais.

Ouvindo isso, Augusto às vezes se inquietava e perguntava:

_ Mas o conhecimento não tem fim?

E ouvia a resposta:

_ Não. Sempre temos algo novo para aprender. E mesmo depois de aprender podemos ampliar esse aprendizado.”

untitledEmbora animado com o fato de que, naquele dia, tinha acordado primeiro do que a avó e, assim, conseguir iniciar as tarefas antes dela, o menino começou a perceber que tudo estava diferente: almoçou sem a avó e outra pessoa preparou seu lanche da escola. Mas onde estava o guardanapo? Esqueceram de colocar na lancheira. E o bilhete carinhoso, que ele sempre encontrava junto com o guardanapo? Vovó esqueceu de escrever?

Ao chegar à sua casa, a realidade começou a dar as caras. Até o momento de o menino conhecer a verdade. E como foi a reação dele? Augusto reagiu de uma forma muito bonita. Com base no conhecimento que sua avó lhe proporcionou e que a autora deixou florir estrategicamente em cada página do livro.

“Uma vida no coração” pode ser comprado por R$ 35,00 no site da Cora Editora: https://www.coraeditora.com/catalogo

 

A arte de contar histórias

Foto: Portal do MEC

Foto: Portal do MEC

A data de 20 de março é dedicada a comemorar o Dia Internacional do Contador de Histórias. A cada ano, a atividade vem ganhando mais espaço na literatura, na educação, na cultura e nas artes e, em 2018, pode ficar mais forte ainda ao se tornar uma profissão regulamentada, o que atualmente está sendo debatido na Câmara dos Deputados, segundo a Agência de Notícias.

Durante uma sessão em homenagem aos contadores, semana passada, na Câmara, a deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou que o elemento lúdico de se contar uma história estimula o reconhecimento da beleza e da riqueza cultural do País. “Nós queremos introduzir a contação de histórias em todas as políticas públicas. Primeiro, pela importância dela como um saber de um Brasil muitas vezes esquecido, de um Brasil profundo. Segundo, porque é um exercício de recontar nossas próprias vidas e histórias”, justifica.

Nas comemorações do Dia Internacional do Contador de Histórias, o escritor, ilustrador, professor e narrador Celso Sisto foi premiado em Brasília pelo Grupo Gwaya, da Universidade de Goiás, pela sua trajetória profissional - Foto: FB

Nas comemorações do Dia Internacional do Contador de Histórias, o escritor, ilustrador, professor e narrador Celso Sisto foi premiado em Brasília pelo Grupo Gwaya, da Universidade de Goiás, pela sua trajetória profissional – Foto: FB

A necessidade da adoção de políticas públicas específicas para contadores de histórias, através das secretarias de cultura, também foi destacada pela contadora Edvânia Braz, de Goiânia. “O contador de histórias trabalha com incentivo à leitura, com a interpretação dos textos e a reformulação desse texto naquela perspectiva que a criança ou o adulto recebeu. É uma reconstrução do texto literário a partir da viagem que você faz, a percepção dos personagens e a proposta do autor”.

O escritor, ilustrador e professor de literatura Celso Sisto, convidado do evento, destacou a importância da oralidade como forma de transmissão e valorização da cultura e da afeição, além de ajudar na formação de leitores. “Os contadores de histórias fazem esse trabalho de abrir algumas portas como mediadores de leitura para que as crianças, os adultos, os idosos, as pessoas, enfim, que têm a possibilidade de se encantarem pela arte da palavra, possam depois, por elas mesmas, descobrirem outros caminhos a partir do estímulo inicial do contador de histórias”.

Em Brasília e por todo o Brasil, hoje, serão realizados vários eventos para comemorar o Dia Internacional do Contador de Histórias. As malinhas mágicas, de onde os contadores retiram objetos encantados para ilustrar suas narrações e envolver a plateia, vão viajar de norte a sul e de leste a oeste, para levarem arte e literatura para adultos e crianças.

Em Belo Horizonte, as comemorações começaram cedo. No último fim de semana, foi realizada uma maratona de 12 horas ininterruptas de histórias no 1° Encontrão de Contadores de BH, evento apoiado pelo McDonald´s. No Sesc Palladium, participaram 86 profissionais que apresentaram dezenas de histórias infantis para uma plateia tão animada quanto os narradores.

A data

Em BH, os contadores de histórias Pierre André e Beatriz Myrrha promoveram uma maratona de 12 horas ininterruptas de histórias - Foto: FB

Em BH, os contadores de histórias Pierre André e Beatriz Myrrha promoveram uma maratona de 12 horas ininterruptas de histórias – Foto: FB

29315230_1657386037630664_5231220022784819200_nAs raízes dessa data são de 1991, na Suécia, e a data chamava-se “Dia de Todos os Contadores de Histórias”. O evento prosseguiu em 1992, mas após isso foi perdendo força. Em 1997, contadores de histórias em Perth, Austrália Ocidental, coordenaram uma celebração durante uma semana, comemorando 20 de março como o Dia Internacional de Narradores Orais. Ao mesmo tempo, no México e outros países da América do Sul, 20 de março foi celebrado como o Dia Nacional de Narradores.

Em 2001, a rede escandinava de contadores de histórias deu um novo impulso ao 20 de março e, a partir do ano seguinte, o evento espalhou-se da Suécia para a Noruega, Dinamarca, Finlândia e Estónia. Em 2003, a ideia chegou ao Canadá e outros países. Assim, o evento tornou-se conhecido internacionalmente como o Dia Mundial do Contador de Histórias. A França iniciou em 2004 e no ano seguinte já eram 25 países em 5 continentes.

Em 2007 aconteceu um festival em Newfoundland, Canadá. Em 2008, a Holanda participou com um grande evento chamado Vertellers no de Aanval’ e três mil crianças ficaram surpresas com a aparição repentina de contadores de histórias em sala de aula. Em 2009, houve eventos na Europa, Ásia, África, América do Norte, América do Sul e Austrália.

Não é de hoje que a prática de contar histórias existe. Muito pelo contrário, podemos dizer que a evolução da humanidade está diretamente ligada a arte de contar histórias. Cada um de nós carrega um contador, pois estamos sempre dispostos a narrar casos, aventuras, histórias.

Leitura recomendada

esseO livro “Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias”, de Celso Sisto, lançado pela Aletria Editora, é recomendado para quem deseja conhecer mais sobre a profissão. Para quem gosta de contar histórias ou quer se aperfeiçoar nessa arte, para aqueles que desejam se tornar contadores de histórias ou para os educadores que querem ampliar seu instrumental pedagógico em sala de aula.

Desde “A arte de ler e contar histórias”, de Malba Tahan, não se via um manual tão bem escrito e repleto de referências bibliográficas, roteiros de oficinas e dicas literárias como este livro do premiado autor Celso Sisto. Uma obra definitiva para educadores, pedagogos, bibliotecários, estudantes, artistas e promotores de leitura. Essa semana, o livro está em promoção no site da editora com 50% de desconto, ou seja, custa só R$ 23,00. Clique para comprar: https://www.aletria.com.br/apoio-ao-educador/Textos-e-pretextos-sobre-a-arte-de-contar-historias

 

Credo do Contador de Histórias

“Creio no contador, como memória viva do amor, e creio em seu filho e no filho de seu filho, e no filho de seu filho, porque eles são a estirpe da voz, os criadores da terra e do céu das vozes: voz das vozes. Creio no contador, concebido nos espelhos da água, nascido humilde, tantas vezes negado, tantas vezes crucificado, porém, nunca morto, nunca sepultado, porque sempre ressuscitou dos vivos congregando-os a ser: xamã, fabulista, contador de histórias…

Creio na magia que na entrada das cavernas acendeu o primeiro fogo que reuniu como estrelas: o assombro, o tremor, a fé. Creio no contador, que desde os tempos tribais a todos antecedeu para alcançar-nos por que é. Creio em suas mentiras fabulosas que escondem fabulosas certezas, no prodígio de sua invenção, que vaticina realidades insuspeitas, e também creio na fantasia das verdades e nas verdades da fantasia, por isso creio nas sete léguas das botas, na serpente que antes foi inofensiva galinha e no gato único no mundo, aquele gato que ao miar lançava moedas de ouro pela boca.

Creio nos contos de minha mãe, como minha mãe acreditou nos contos de minha avó, como minha avó acreditou nos contos de minha bisavó e recordo a voz que me contava para afastar a enfermidade e o medo, a voz que recordava os conselhos entesourados pela mãe para passá-los ao filho:— Não te desvies do teu caminho; Nunca faças de noite o que possas te envergonhar pela manhã.

Creio no direito da criança escutar contos. E mais: creio no direito das crianças vivas dentro dos adultos de voltar a escutar os contos que povoaram sua infância. E mais: creio nos direitos dos adultos, desde sempre e para sempre de escutar contos, outros novos contos.

Creio no gesto que conta, porque em sua mão desnuda, despojadamente desnuda, está o coelho. Creio no tambor que redobra, porque o que haveria sido do mundo se não tivesse sido inventado o tambor, se a poesia não reinventasse o mundo dentro de nós, se o conto, ao improvisar o mundo, não o reordenasse, se o teatro não desvelasse a cerimônia secreta das máscaras e por isso…
Por que creio, narro oralmente.

Creio que contar é defender a pureza, defender a sabedoria da ingenuidade, defender a força da indagação. Creio que contar é compartilhar a confiança, compartilhar a simplicidade como transparência da profundidade, compartilhar a linguagem comum da beleza. Creio que contar é amor.”  (Garzón Céspedes)

Contadoras de Histórias que se apresentam na área infantil da Biblioteca Pública de Minas Gerais

Grupo de Contadoras de Histórias que se apresenta na área infantil da Biblioteca Pública de Minas Gerais – Foto FB

Pai empreendedor cria escola para seus filhos

Talvez você ainda não conheça Elon Musk, o pai ao qual me refiro na manchete. Se conhece ou não, aconselho a acompanhar de perto esse cidadão do mundo, nascido na África do Sul, que pretende revolucionar nossas vidas. E a dos filhos dele também. Pra começar, Elon Musk decidiu criar a própria escola, em Los Angeles, Estados Unidos, para educar seus 5 filhos: a Ad Astra. Hoje, vamos falar sobre como está funcionando a escola, que tem metodologia e filosofia bem diferentes das que encontramos nas demais escolas espalhadas pelo mundo.

Elon Musk: o empreendedor mais ousado de todos os tempos

Elon Musk: o empreendedor mais ousado de todos os tempos

Mas quem é Elon Musk? Para quem não conhece, sugiro ler a biografia lançada no Brasil, em português, pela Editora Intrínseca: “Elon Musk: Tesla, Space-X, and the Quest of a Fantastic Future”. Segundo a editora, Elon Musk é o empreendedor mais ousado de nosso tempo. Uma mistura de Thomas Edison, Henry Ford, Howard Hughes e Steve Jobs, ele é o homem por trás dos cobiçados esportivos elétricos da Tesla Motors, dos painéis e baterias de energia solar popularizados pela SolarCity e dos foguetes espaciais da SpaceX, construídos do zero com recursos privados e muito mais baratos que qualquer versão já lançada pelas agências governamentais. Entre as próximas metas de Musk está a colonização de Marte.

51C21GGzrML__SX347_BO1,204,203,200_Na biografia, o experiente jornalista de tecnologia Ashlee Vance apresenta um olhar inédito sobre a vida e as realizações inacreditáveis do homem mais audacioso do Vale do Silício. Fundamentado em mais de cinquenta horas de conversas com Musk e entrevistas com mais de trezentas pessoas ligadas a ele, Vance investiga em detalhes a trajetória muitas vezes instável e controversa das empresas de Musk e traça um retrato impressionante do personagem complexo que renovou a indústria com uma série de inovações de enorme impacto político e econômico, num vislumbre do que pode vir a ser o futuro encabeçado pelo progresso de seus negócios visionários.

Em uma época como a atual, em que a maioria das empresas prefere o lucro fácil ao risco de desenvolver tecnologias radicalmente novas, Musk se destaca como o único empresário com dinamismo e visão suficientes para comandar — e revolucionar — três indústrias ao mesmo tempo. Se ele é simplesmente um lunático ou a mente mais brilhante a ter posto os pés neste planeta, só o tempo dirá, mas sua biografia, hoje, já é parte relevante da história.

Agora, que o leitor já conhece Elon Musk, vamos falar da escola que ele criou para educar seus filhos, a Ad Astra. A repórter Tainá Freitas assina a matéria publicada na revista eletrônica StartSe News e que reproduzimos a seguir:

Na infância, Elon Musk era uma criança considerada excêntrica até mesmo por seus pais, por viver imerso em livros, conforme relatado na biografia “Elon Musk: Tesla, Space-X, and the Quest of a Fantastic Future”. Os livros lidos eram principalmente sobre o espaço e hoje Musk revoluciona o setor através da SpaceX.

0x600 - CópiaEm 2015, Musk confirmou que não acreditava na escola tradicional e na educação que seus filhos estavam recebendo. Como empreendedor, criou a solução: a própria escola chamada de “Ad Astra” (“Para as estrelas”, em latim). Antes da Ad Astra, os filhos de Musk estudavam na escola Mirman, para crianças superdotadas, em Los Angeles. Quem iniciou o projeto foi um professor da própria escola, contratado pelo empreendedor.

Segundo a BBC,  a Ad Astra é uma escola privada aberta em julho de 2015. Em setembro do mesmo ano, a escola possuía 20 alunos; hoje o número aumentou para 40. Os cursos da escola são destinados a crianças de 7 a 14 anos. “Foi dito, em algum momento, que a Ad Astra era destinada a filhos dos funcionários da SpaceX, mas não está claro para quais trabalhadores a oferta é feita nem a quantos ou em que condições”, disse Christina Simon, autora do livro “Beyond the Brochure: An Insider’s Guide to Private Elementary Schools in Los Angeles”, especializado nas escolas primárias e privadas da cidade.

Se depender da própria escola, o mistério sobre sua admissão e funcionamento continuará. A BBC Mundo tentou entrar em contato para pedir mais informações sobre a escola diversas vezes e, em alguma das tentativas, a Ad Astra permitiu uma visita informal na qual apenas alguns detalhes seriam esclarecidos. Um dos mitos que giravam em torno da Ad Astra é que era necessário um teste de QI. Na verdade, as crianças que desejam estudar na escola de Musk fazem visitas e interagem com a equipe, que aprova a participação ou não. Pelo processo seletivo não ser algo aberto, é difícil saber o que a Ad Astra procura nos estudantes.

Uma coisa é certa: alguns filhos de funcionários da SpaceX realmente estudam na escola, que fica localizada perto da sede da empresa e os estudantes que não são filhos de funcionários da empresa espacial de Musk são indicados por conhecidos. Segundo a BBC, a escola afirmou que se tornará mais aberta e, assim, os pais poderão demonstrar o interesse em matricular seus filhos através de um formulário na internet. O início da admissão de alunos através de formulários da internet deverá trazer o site da Ad Astra de volta a vida. No início, havia um portal no qual os responsáveis dos alunos poderiam acessar, mas o site não está mais disponível.

Didática

Ad_Astra_Apr_2017Mas afinal, além de ser criada por um empreendedor bilionário, o que a Ad Astra possui de diferente? O próprio Musk respondeu, em 2015: “A maior diferença em relação às outras escolas é que na Ad Astra não há cursos determinados pelo método tradicional. Algumas pessoas adoram o inglês ou os (outros) idiomas; outras, a matemática; outras, a música… São habilidades diferentes. O mais sensato é que a educação se adapte às suas habilidades e aptidões”.

Seguindo essa filosofia, a resolução de problemas na escola é feita de forma diferente e muito mais inovadora. Elon Musk utilizou o exemplo de entender o funcionamento de um motor: para ensinar como funciona, é mais eficaz desmontá-lo e aprender passo a passo do que “iniciar um curso completo de chaves de fenda”.

Essa forma de aprendizado permite que os alunos se concentrem na essência do problema, buscando resolvê-lo independente das ferramentas existentes. Essa filosofia traz um ponto chave para a educação se tornar disruptiva e atemporal, pois novas ferramentas são inventadas todos os dias e, ao aprender o funcionamento, trazendo uma resolução do problema e não dependendo de uma ferramenta específica, a solução nunca ficará ultrapassada.

Outras filosofias presentes no currículo da Ad Astra são a ética e a moral. O ensinamento desses conceitos nos traz novamente à infância de Musk, no qual afirma ter sofrido bullying e, por isso, ter odiado a escola.

Como os outros empreendimentos de Musk, a Ad Astra carrega uma grande responsabilidade: a autora Christina Simon, especialista em escolas privadas, afirma receber e-mails e questões dos pais que desejam matricular seus filhos, mas não sabem como fazê-lo. “Eles não se importam com o que é a escola, quantos professores ela tem ou como funciona, informações que você normalmente deseja saber antes de escolher a escola de seus filhos. Só que se trata de Elon Musk”, afirmou.

“Da Vinci, a exibição”

As crianças vão se interessar muito por Leonardo Da Vinci e suas invenções, além das pinturas famosas. O Shopping Cidade oferece uma rica exposição, que já foi aclamada por mais de 100 mil pessoas em várias cidades do mundo e do Brasil. Agora chegou a vez de Belo Horizonte e do público local se aproximar de Da Vinci como artista plástico, poeta, músico, engenheiro e dono de outros talentos. A exposição traz importantes fatos e curiosidades da história e da obra do gênio renascentista: desenhos de anatomia humana e projetos de tanques de guerra, helicópteros e paraquedas. Uma das mais famosas pinturas é a Mona Lisa, que se apresenta na exposição com uma réplica, além de outras telas como A última ceia, O batismo de Cristo e Anunciação.

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Está aberta no Shopping Cidade (Rua Tupis, 337 – Centro – Piso 5), a exposição “Da Vinci – A Exibição” que traz para os mineiros um pouco da vida e obra de Leonardo Da Vinci, considerado um dos artistas mais importantes da arte. Ele se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta, músico, entre outros talentos. Durante a mostra, o público confere um pouco de cada uma destas faces deste extraordinário gênio.

A mostra “Da Vinci – A Exibição” já foi vista por mais de 100 mil pessoas desde que iniciou sua turnê pelo Brasil. Chega a Belo Horizonte a pedidos de escolas e educadores. Ela será montada no Shopping Cidade, Piso G5, que foi adaptado e transformado num verdadeiro museu com uma área de 600 metros quadrados. Na exposição, o público poderá conferir mais de 60 peças, sendo 40 destas interativas, criadas em colaboração com artesãos italianos responsáveis por interpretar o antigo dialeto florentino.  “Recebemos muitos e-mails e pedidos para a exposição vir a Belo Horizonte. E quando surgiu a oportunidade, não pensamos duas vezes de vir para BH”, enfatiza Erico de Angelis, curador da exposição.

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Além das invenções, a exposição ainda traz as mais importantes pinturas do artista, entre elas as réplicas de Monalisa, a Anunciação e a Santa Ceia. A exposição estará dividida por áreas de estudos: mecânica, hidráulica, geometria, militar e voo. Ela já passou por Las Vegas, Manila, Buenos Aires, Cidade do México, Santiago de Chile, Quito, Bogotá, Montevidéu e outras importantes cidades do mundo.

Segundo Lucio Oliveira, da Smart Mix Brasil/Artbhz, responsável por trazer a mostra para Belo Horizonte, o objetivo é promover a educação massiva, utilizando o entretenimento de qualidade, no qual as famílias são o grande foco. “Nosso objetivo é mostrar ao público o que o ser humano é capaz e encorajá-los a ir além. Ao realizar o evento, incentivamos a cultura e formação através da vida e obra de um gênio da humanidade, e também fazemos os visitantes refletir sobre a importância que cada um tem e pode exercer na sociedade”, reforça Lucio.

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A mostra segue no mesmo local que recebeu outra exposição internacional, Corpo Humano, e com isso consolida o Shopping Cidade como importante espaço cultural em eventos de alto nível para nossa cidade. Para Anna Emília Gaetani, empreendedora do mall, a partir de iniciativas como esta o Shopping Cidade torna-se uma excelente opção de lazer e conhecimento para toda a família. “Ao longo dos últimos anos, o Shopping Cidade trouxe a Belo Horizonte várias exposições e eventos muito relevantes. Nossa localização central favorece o acesso dos moradores de toda a região metropolitana, e com essas iniciativas esperamos levar a cultura a todos”, comenta a empreendedora.

Projeto Escola

A mostra possui um caráter social de incentivo à cultura, que visa também beneficiar alunos da rede pública. Para isto terá um setor inteiramente dedicado às visitas de grupos e escolas. Visitas monitoradas para escolas, faculdades e grupos podem ser agendadas. A visitação tem duração de 1h10. Educadores foram especialmente treinados para explorar aspectos do pensamento e vida de Da Vinci.

As invenções podem ser manuseadas pelos estudantes com o auxílio dos monitores, tendo seus conceitos desvendados com riqueza de detalhes, em um ambiente interativo, informativo e lúdico. Os agendamentos devem ser realizados com a área de grupos, pelo e-mail  projetoescola@lojadoshow.com.br e pelos telefones (31) 4104-3031 e 99457-7855.

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Visitação

Com classificação etária livre, o público já pode conferir as obras da exposição em curta temporada, de segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 11h às 19h, até o dia 22 de abril. As escolas que fizerem o agendamento com antecedência poderão visitar a exposição também no período da manhã.

Ingressos

De segunda a sexta feira: Meia  entrada: R$25,00 – Inteira R$ 50,00

Sábado, domingo e feriados: Meia Entrada: R$ 30,00 – Inteira R$60,00

Pacote família – Ingresso especial para grupos de 3 a 5 pessoas, desde que entrem na exposição juntos:

De segunda a sexta

  • 3 pessoas =R$ 75,00 – • 4 pessoas = R$ 100,00 – • 5 pessoas = R$ 125,00

Sábado e domingo e feriados

  • 3 pessoas=R$ 90,00 – • 4 pessoas =R$ 120,00 – • 5 pessoas = R$ 150,00

Estas promoções não são cumulativas com outras já existirem ou vierem a existir.

Projeto Escola

Valor único por pessoa: R$ 20,00

Venda de ingressos especiais para grupos de no mínimo 30 pessoas. Visitas em horários diferenciados mediante agendamento prévio pelos telefones (31) 4104-3031 | 994577855 e email projetoescola@lojadoshow.com.br .

“O fantástico livro de receitas dos pequenos chefs”

Quem quer se tornar um cozinheiro de verdade e aprender receitas de dar água na boca? “O fantástico livro de receitas dos pequenos chefs”, livro de Anderson Clayton, lançado pela Editora Melhoramentos, mostra que a combinação cozinha e crianças pode gerar uma deliciosa experiência.

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O intuito do livro é tornar o ato de cozinhar uma atividade prazerosa e divertida para os pequenos. Com mais de 40 deliciosas receitas vai ser fácil aprender a fazer tortas, bolos, docinhos, massas, sucos e lanchinhos para levar para a escola. Todas as receitas trazem grau de dificuldade, rendimento, tempo de preparo e um passo a passo bem detalhado do modo de fazer. Além disso, o livro apresenta dicas e curiosidades sobre os alimentos, belíssimas fotos dos pratos, e fotos dos ingredientes e dos utensílios que deverão ser utilizados na realização de cada receita.

O personagem Guinho, criado por Anderson Clayton e presente durante anos na TV aberta e fechada, principalmente ao lado da apresentadora Palmirinha, interage na obra junto a uma turminha de chefs durante o preparo das receitas. Mel, Fred, Guga, Farofa e Vovó informam até quando uma receita precisa do auxílio de um adulto.

Para estimular os pequenos a entrar no clima, o livro vem acompanhado de um avental da turma dos Pequenos Chefs, tornando a experiência na cozinha ainda mais especial.

Os diretos autorais deste livro serão doados ao Instituto Chefs Especiais, que promove a inclusão social de portadores de Síndrome de Down por meio da gastronomia.

Oficina culinária

image002Neste sábado, dia 17 de março, às 14 horas, no Shopping ABC (Piso 1 – Clube ABC Gourmet – Av. Pereira Barreto, 42 – Vila Gilda, Santo André- São Paulo),  Anderson Clayton, autor do livro e criador do famoso boneco da Tv Guinho, mostra que cozinhar pode ser uma grande brincadeira.

A Oficina Culinária será realizada no Clube ABC Gourmet quando Clayton e Guinho prepararão com as crianças algumas das 40 receitas deliciosas apresentadas no livro. Com explicações claras e o passo a passo bem detalhado na obra, vai ser fácil preparar tortas, bolos, doces, salgados, massas, sucos e até mesmo lanchinhos para levar para a escola.

Para participar da oficina, é necessário apresentar o próprio livro, adquirido na hora ou adquirido anteriormente. Pode ser comprado nas principais livrarias do país, inclusive, pela internet.