“Que amores de sons”

Lançamento da Editora do Brasil tem ilustrações belíssimas e uma história de amor.

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Ao abrir o livro de Alexandre Honrado e Penélope Martins, logo somos arrebatados pelas belíssimas imagens criadas pela ilustradora espanhola Nívola Uyá. À medida que folheamos, o texto dos autores nos envolve pela criatividade de uma personagem capaz de ouvir a natureza e os barulhinhos ao seu redor, os quais geram ricas onomatopeias.

“Era uma mulher que gostava de barulhinhos”…

Quando andava, seus passos eram assim: zzzzuuut, toc toc toc, toc toc toc zuc

Quando cantava, era assim: zuca bazaruca, zás cataprás

E quando cozinhava? Era assim que seu fogão fazia: crispiti flacti crispiti crect

Gostava de apanhar o “que andava caído e que a natureza já não usava”.

“Agarrou umas pétalas coloridas e pôs na cabeça. Mais uns raminhos de silva _ e pôs na cabeça. E umas folhas secas, uma cebola madura, meia melancia que estava na beira da estrada… Fez um penteado lindo. Olhou para a sua imagem numa pocita de água”.

Sentiu-se enfeitada e bonita.

No caminho, surge outro personagem que também gostava dos barulhinhos. Um homem nem “magro, nem gordo, nem bonito, nem feio”. Que cantava e batucava, escrevia poemas. E que num certo momento se encontrou com a mulher.

Feitos um para o outro. Mas como seria reunir duas pessoas de tantos sons e de tantas cantorias?

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De acordo com a autora, a utilização dos recursos onomatopeicos é uma forma de expressar a singularidade dos personagens sem se atentar apenas aos estereótipos e características físicas. “Nossos barulhinhos são nosso jeito de expressar ideias, de rir, de deixar a tristeza vir para fora, de contar nossas histórias. Nesse território do sentir, somos iguais: nem altos, nem baixos, nem velhos, nem moços; somos humanos”, acredita Penélope Martins.

Ela conta que a criação do personagem surgiu a partir da tentativa de descrever uma mulher que conheceu e que a tocou profundamente por sua forma particular de estar com no mundo. “A singularidade de cada um de nós. Senti-me observadora daquela estranha que me emocionara, por isso descrevi um homem a observando e mandei para o Alexandre Honrado (que é de Lisboa), com o desejo de que continuássemos a história do encontro dos personagens, cada qual ao seu modo e os dois dispostos a contemplar os pequenos milagres da vida”, detalha.

Para emoldurar a narrativa e contemplar a singela história de afeto, cenários deslumbrantes foram criados pela ilustradora Nívola Uyá. “Ela veio com um olhar poético, de largo horizonte, fundindo culturas e atravessando gerações. Nívola conseguiu, com suas imagens, colorir o som do vento percorrendo os cabelos daquela mulher já madura”, completa Penélope.

“Que amores de sons” tem 40 páginas, custa R$ 47,30 e pode ser comprado nas principais livrarias do Brasil.

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Como incentivar a leitura através dos ‘games’

Você já ouviu falar em Gamificação? Esse termo é originado da palavra inglesa Gamification, que mescla o design de games com a ideia de trabalhar princípios utilizados nos jogos para criar engajamento em diversos contextos – entre eles, a leitura. Débora Garofalo, Gislaine Batista Munhoz, da Nova Escola, nos ensinam a respeito dessa arte.

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As estratégias de gamificação permitem que crianças e adolescentes atuem como protagonistas e também autores. Essa metodologia ativa ajuda a promover o protagonismo e engajamento. Considerando que o objetivo seja promover a leitura, você pode começar com narrativas curtas, que explorem uma fábula. Após promover a leitura do texto, explique aos alunos que há elementos da história espalhados pela escola e que a missão deles é encontrar as pistas que levarão ao objetivo final.

Ao participar de uma ação gamificada, que faz uso de QRCodes, por exemplo, os alunos terão de decifrar pistas e missões escondidas nesses códigos. De forma lúdica, os estudantes são incentivados não somente a ler, mas encontrar sentido no que leem, inserindo essa leitura num contexto maior que é o enredo da própria gamificação.

Esse é apenas um exemplo: poderia ser outra disciplina, outra ideia nem utilizar QRCodes. O importante é apresentar uma atividade em que os alunos possam explorar os espaços da escola em busca de pistas a serem decifradas. As pistas podem ser colocadas em cartas, caixas de papelão ou até mesmo objetos. O formato pode ser de uma caça ao tesouro ou de pequenas missões, que exigiriam primeiro uma pesquisa na internet ou livros da escola. Percebeu como funciona? O tempo todo os alunos são instigados a trocar ideias com os colegas, rever o objetivo do jogo, ver se a pista encontrada faz sentido.

Assim como ler não é somente decodificar, participar de uma atividade que faz uso de gamificação não é apenas desvendar pistas: é preciso contextualizar o que está sendo proposto, entender o todo. A vantagem é que na gamificação isso é feito de forma lúdica, divertida, promovendo imersão, protagonismo e autoria.

Quem não se sente motivado a descobrir a solução para um mistério? A gamificação incentivará alunos a vivenciar essa lógica da experimentação e descoberta, que podem ter como suporte narrativas, textos curtos ou longos, dependendo da proposta e da intenção do processo.

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Confira a seguir algumas dicas para gamificar em sala de aula

1- Referências: É importante que o professor traga referências de jogos, desenhos animados, filmes e histórias para ampliar a imaginação e criatividade dos estudantes.

2- QRCode: É um código de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado, a partir de programas gratuitos adquiridos nas lojas de aplicativos para celulares e/ou tablets. Esse código é convertido em texto (interativo). Você pode esconder pistas e propor aos alunos que usem seus celulares para descobrir o significado oculto em cada QRCode. Imagine, por exemplo, que você esteja trabalhando algum ponto da história do Brasil. Mostre aos alunos uma imagem desse período e aponte em qual ponto da imagem estará o QRCode para desvendar uma pista que compreenda o entendimento do tema. O mesmo pode ser feito para trabalhar o enredo de uma história, utilizando a própria ilustração da obra.

3- Objetivos: É importante determinar qual o objetivo para a aplicação do jogo, definindo uma lista com as habilidades e competências que se pretende alcançar com o processo. No caso de uma narrativa de leitura, explore repertório, conhecimento sobre o assunto, inferências e os aspectos que não estão implícitos, mas que fazem toda a diferença para compreensão de um enredo.

4- Tema: Junto aos estudantes escolha um tema, ideia, desafio ou narrativa de leitura, que será utilizada até o final do processo de aprendizagem, amarrando bem todas as etapas.

5- Jogo: Realize um roteiro com a estrutura do jogo, desde o seu início, até as atividades práticas. Por exemplo: se você escolheu uma fábula para trabalhar com os estudantes, repasse as informações necessárias e deixe que cada equipe produza um tabuleiro com um formato de trilha. Ao cair em determinada casa, o jogador deverá responder perguntas sobre a fábula ou resolver alguma questão sobre o assunto.

6- Materiais: Explore os mais diferentes tipos de materiais, que vão de cartolina, papelão, canetinha, massinha de modelar, material de sucata e o que mais vier. O importante é vivenciar uma aprendizagem criativa.

7- Aprendizagem: Converse com os estudantes sobre as atividades de aprendizagem, realizando conexões com a narrativa ou currículo estudado. Você deve determinar o que é necessário ser lembrado e tratar das questões que vão facilitar a compreensão do grupo.

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8- Grupo: Trabalhar com a gamificação é estimular a cooperação entre os alunos, trabalhando questões como igualdade, ética e resolução de problemas.

9- Espaços: Você e seus alunos podem ocupar espaços variados da escola. Dessa forma, você criará um vínculo de pertencimento, além de oferecer liberdade no processo de construção da aprendizagem.

10- Gamificação na Educação: Esse e-book aborda vários aspectos da gamificação na educação. A organização é de Luciane Maria Fadel, Vania Ribas Ulbricht, Claudia Batista e Tarcísio Vanzin.

11- Objetivo da aula: Defina o objetivo da aula e o que pretende alcançar com a gamificação. Por exemplo: você pode unificar as áreas do conhecimento com uma caça ao tesouro, desenvolvendo o senso de colaboração entre os alunos. Com os estudantes divididos em grupos, eles vão pensar de forma colaborativa e desenvolver habilidades e competência crítica, cognitiva, integrando as áreas do conhecimento.

12- Acolhimento: Diga aos alunos para formarem grupos e explique como serão as missões que eles terão de cumprir, se serão pistas ou se você dará dicas. As pistas poderão estar expostas ou ocultas dentro de caixas. Procure utilizar recursos tecnológicos, como QR Code, celular e ou papel. A cada pista desvendada poderá ser dado um parte do avatar/personagem para montar. Ganhará a gamificação o grupo que conseguir resolver as questões e montar o seu avatar.

13- Avatar/Personagem: Crie personagens ou avatares com os alunos. Você pode sugerir personagens da obra ou tangram.

14- Roteiro: Estabeleça o roteiro a ser cumprido  juntamente com a as missões a serem desvendadas pelos estudantes. A ideia é despertar a curiosidade, aguçando e correlacionando o objeto de ensino a ser estudado.

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Depois de experimentar uma experiência de gamificação, os alunos normalmente ficam mais curiosos e se sentem motivados a criar suas próprias atividades. Para quem assiste de fora, esses enredos poderão parecer estranhos por não contarem com um repertório que conhecemos (histórias fantásticas de filmes, desenhos, animações, jogos).

O importante é não perder de vista esse primeiro insight criativo. Deixe que a garotada escreva, faça “tempestades de ideias” na lousa, esquemas em papeis. Incentive os alunos a criar de maneira colaborativa. Para aqueles que ainda não dominam com desenvoltura a escrita incentive o uso de desenhos para expressar ideias. Vale até registro em áudio e você pode pedir que eles escolham alguém do grupo para fazer esse registro.

À medida que o texto vai sendo escrito, você poderá ajudá-los a perceber se o projeto faz sentido. Ensine a turma a revisar e dê dicas para que eles possam vivenciar estratégias diferentes de gamificação. Com isso, as pistas ganharão mais complexidade e os alunos aumentarão seu repertório e vivência.

“Jeremias – Pele”

Personagem de Mauricio de Souza ganha uma especial história em quadrinhos para falar do preconceito racial.

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Uma das graphic novels nacionais mais aguardadas do ano está chegando às bancas e livrarias pela Panini Comics. Trata-se de “Jeremias – Pele”, o 18º título do prestigiado selo Graphic MSP, que estreou em 2012 e se tornou referência no segmento, reunindo o melhor do traço nacional em Histórias em Quadrinhos produzidas pelos mais diversos artistas em estilos tão ousados quanto lindos.

Em uma reinterpretação ousada, porém necessária, como enaltece Mauricio de Sousa, em seu prefácio, o roteirista Rafael Calça e o desenhista Jefferson Costa dão vida a uma história forte, dura, emocionante, na qual Jeremias lidará, pela primeira vez, com o preconceito por causa da cor de sua pele. A história é recheada de dor, superação, aprendizado e preparação para a vida. A publicação, de 96 páginas, chega nas tradicionais versões capa dura, com preço de capa R$ 41,90, e brochura, por R$ 31,90.

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Muito do que Jeremias e seus pais vivem em Pele veio das experiências pessoais de Rafael e Jefferson, o que torna a história ainda mais especial. “Logo que o roteiro e os esboços me iam sendo apresentados, tive uma sensação: os dois colocaram o coração naquelas cenas”, escreve Mauricio de Sousa em seu prefácio. “Pele me ajudará, inclusive, a corrigir uma injustiça histórica: apesar de ser um de meus primeiros personagens, o Jeremias nunca havia protagonizado uma revista sequer. E o faz, agora, em grande estilo.”

O belíssimo e emocionado texto da quarta capa é assinado pelo rapper Emicida: “A ausência de referências positivas nos rouba o direito de imaginar, estabelece um teto para nossos sonhos. Minhas lágrimas correram pelo rosto ao ler “Jeremias – Pele”. Eu a vivi inteira tantas vezes…”

Os extras da edição trazem ideias, estudos e esboços do visual dos personagens e as diversas etapas do processo de desenho e cor, que Jefferson Costa faz totalmente no digital. Estudos da capa, um histórico dos personagens e a biografia dos autores complementam o material.

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Graphic MSP é uma linha de publicações que derivou do projeto MSP 50 – Mauricio de Sousa Por 50 Artistas, que começou em 2009, para comemorar o cinquentenário de carreira do criador da Turma da Mônica. O sucesso de público e crítica foi tamanho, que vieram mais dois livros: MSP + 50 – Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas (2010) e MSP Novos 50 – Mauricio de Sousa Por 50 Novos Artistas (2011).

Previews_Jeremias Pele_011_bxComo ficou claro que os personagens de Mauricio de Sousa permitiam voos ainda mais ousados, surgiu o projeto Graphic MSP. A primeira Graphic MSP foi Astronauta – Magnetar, de Danilo Beyruth, lançada em outubro de 2012. Na história, o personagem criado por Mauricio de Sousa ganha uma releitura ousada, em que fica “náufrago” no espaço e luta, não apenas pela sua sanidade mental, mas principalmente pela vida.

A segunda, que saiu em junho de 2013, foi Turma da Mônica – Laços, de Vitor e Lu Cafaggi. Na trama, o Floquinho, o cachorro do Cebolinha, desaparece, deixando o garoto deprimido. É quando Cascão, Mônica e Magali decidem encontrar o cão. Juntos, eles vivem uma aventura em que superarão diversos perigos graças à amizade que os une.

Depois, vieram Chico Bento – Pavor Espaciar, de Gustavo Duarte; Piteco – Ingá, de Shiko; Bidu – Caminhos, de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho; Astronauta – Singularidade, de Danilo Beyruth; Penadinho – Vida, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko; Turma da Mônica – Lições, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi; Turma da Mata – Muralha, de Artur Fujita, Roger Cruz e Davi Calil; Louco – Fuga, de Rogério Coelho; Papa-Capim – Noite Branca, de Marcela Godoy e Renato Guedes; Mônica – Força, de Bianca Pinheiro; Bidu – Juntos, de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho; Astronauta – Assimetria, de Danilo Beyruth; Chico Bento – Arvorada, de Orlandeli; Capitão Feio – Identidade, de Magno Costa e Marcelo Costa; e Turma da Mônica – Lembranças, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi.

Todas foram sucesso de público e crítica e, em 2013, Astronauta – Magnetar foi publicado, pela Panini, em cinco países da Europa: Itália, França, Espanha, Portugal e Alemanha. Em 2017, Bidu – Caminhos e Penadinho – Vida foram lançados na França pela Vents D’Ouest e pela Glénat, respectivamente. Além disso, Turma da Mônica – Laços está sendo adaptada para o cinema em longa-metragem em live-action dirigido por Daniel Rezende (Bingo – O rei das manhãs) e o Astronauta das Graphics MSP ganhará uma série animada, que foi anunciada na Comic Con Experience, em dezembro de 2017.

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“A mamãe é punk: crônicas da adolescência”

Após o sucesso do best-seller “A mamãe é rock”, a jornalista Ana Cardoso dá uma guinada para o universo adolescente e, de forma divertida e com muita informação, convida as mães e pais a entenderem e lidarem da melhor forma possível com essa fase que exige nervos de aço.

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A mamãe é rock, o papai é pop e as meninas estão crescendo. Depois de vender mais de 200 mil livros falando sobre as suas filhas, o casal Ana Cardoso e Marcos Piangers tem um novo desafio pela frente: a adolescência de sua primogênita. Anita está com 13 anos e, assim como milhões de outros nessa fase, começa a ter suas crises de mau humor, preguiça, sono exagerado, se fechar no quarto. Para encarar da melhor forma possível o que vem pela frente, a escritora Ana Cardoso mergulhou de cabeça em livros de neurociência, conversou com especialistas e entrevistou mais de cem mães. O resultado é “A Mamãe é Punk”, publicado pela editora Belas Letras, que chega às principais livrarias nesse mês de abril: um guia divertido e muito útil para quem tem filhos que não lêem mais gibis da Mônica, os maiores de 12 anos.

O livro deve seguir o caminho de sucesso dos anteriores: já foi lido e recomendado pelos pais mais influentes do Brasil na atualidade: Marcos Piangers, do Papai Pop; Helen Ramos, Hel Mother, Thaiz Leão, do Mãe Solo, e Thiago Queiróz, do Paizinho Vírgula. O prefácio é assinado pela escritora Clara Averbuck.

“Não estava nos meus planos escrever mais um livro sobre maternidade, mas me dei conta que meus textos sobre a pré-adolescência da Anita aguçavam muito a curiosidade de pais que estão vivendo esta fase”, conta a jornalista e socióloga, que nasceu em Curitiba, morou em Florianópolis, passou 10 anos em Porto Alegre com o marido Marcos Piangers e as filhas Anita e Aurora, e agora vive pra cima e pra baixo dando palestras e envolvida com projetos de educação e feminismo.

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Entre os assuntos abordados estão temas que muitas mães têm dificuldade de conversar com os filhos, como a relação com drogas, sexo, envio e compartilhamento de nudes, abuso sexual e o respeito entre os pares, independente do gênero. A autora também dá dicas de como entender e ganhar a confiança dos filhos e ensina que, às vezes, tudo se resolve num simples abraço. Sem muitos termos técnicos, explica o funcionamento do cérebro dos adolescentes, mostrando, entre outras coisas, que aquele papo de que os jovens são multitarefas é balela: a televisão, o videogame e o celular juntos com a lição de casa não funcionam.

Ana Cardoso nasceu em Curitiba, graduou-se na PUC-PR, morou em Florianópolis, formou-se mestre em Sociologia Política na UFSC. É escritora, autora de três livros, entre eles o best-seller “A Mamãe é Rock”, é fundadora e coordena o projeto cultural Bonne Chance, trabalha na startup Canal Bloom, uma plataforma socioeducacional voltada à primeira infância, escreve para a revista Pais&Filhos, palestrou duas vezes no TEDx e está sempre inventando moda nos poucos minutos livres. www.anaemiliacardoso.com

“A mamãe é punk: crônicas da adolescência” tem 112 páginas e custa R$ 34,90.

Estudos sobre Monteiro Lobato

Quatro colégios mineiros lançam o projeto “Minha leitura da leitura” para estudar obras de autores consagrados da literatura infantojuvenil, começando por Monteiro Lobato por ser o patrono do livro infantil.

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Em integração com uma importante plataforma online chamada “Árvore de Livros”, que já rendeu prêmios para alunos do Colégio Franciscano Sagrada Família, em Belo Horizonte, a Rede Clarissas Franciscanas, que abrange também o Colégio Franciscano Santo Antônio (Curvelo/MG), Colégio Franciscano Regina Pacis (Sete Lagoas/MG) e Colégio Franciscano Imaculada Conceição (Governador Valadares/MG) lança agora o projeto “Minha leitura da leitura”, tendo como base a obra “Doze trabalhos de Hércules”, um clássico nacional do escritor taubateano Monteiro Lobato.

A iniciativa, que visa promover o intercâmbio literário entre as unidades da Rede é direcionada para alunos do 5º e 6º anos do Ensino Fundamental, objetivando o incentivo à leitura, as habilidades de interpretação textual e apropriação da narrativa. Para a realização do projeto, os alunos irão produzir trabalhos diferentes que conversem com a obra sugerida, no qual a criatividade será o grande desafio. Desenhos, fotografias, músicas, performances, entre outros tipos de releituras, serão especialmente bemvindos, desde que contenham interação com o livro. As criações serão expostas na “Mostra Cultural” que será realizada no segundo semestre de 2018 nas escolas da Rede.

imagesAinda no decorrer do projeto, os alunos participarão de uma videoconferência mediada pela coordenadora da Árvore de Livros, com o intuito de compartilhar experiências de interpretações e também realizarão uma pesquisa sobre os temas que atravessam a obra tais como Mitologia e os famosos personagens criados por Monteiro Lobato como Pedrinho, Narizinho e Emília.

Para Ilton de Oliveira Chaves, Gestor Pedagógico da Rede Clarissas Franciscanas, o projeto “Minha leitura da leitura” é mais uma iniciativa que desperta o interesse das crianças e adolescentes pela leitura, valorizada pela rede em todas suas vertentes, desde a descoberta do livro no infantil até a importância da mesma para a redação no Enem, compartilhando com a opinião da escritora Alexandra de Almeida que afirma que a leitura não pode ter um engessamento habitual, sendo necessária a liberdade pela brincadeira com as palavras para recriar o universo simbólico das mentes criativas das crianças.

As novidades para o fim de semana

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Lançamento: “O mistério da figurinha dourada” – São Paulo

Hoje, 6 de abril, às 19h, a Panda Books lança na Livraria Leitura do shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos, 500 – Jardim Santa Genebra, em Campinas), “O mistério da figurinha dourada”, do escritor Marcelo Duarte. Conhecido por assinar a coleção O Guia dos Curiosos e ser um louco por futebol, o jornalista traz uma curiosa história repleta de aventura e com um tema bastante presente na vida de crianças e adolescentes brasileiros: a febre dos álbuns de figurinhas na época da Copa do Mundo.

“O mistério da figurinha” dourada é estrelado por um simpático grupinho de pré-adolescentes que adora colecionar figurinhas. O novo álbum da Copa do Mundo trazia uma promoção especial: quem encontrasse a figurinha dourada ganharia uma viagem para assistir aos jogos de graça! Não tardou para que a preciosa figurinha aparecesse nas mãos de um felizardo, mas… em um instante, ela foi roubada. Para desvendar esse mistério, os amigos fizeram uma lista de suspeitos e deram início à investigação. O culpado, porém, estava mais próximo do que eles imaginavam.

image009Marcelo Duarte faz uma homenagem a esse lúdico hobby que passa de geração para geração. Ele, que completou seu primeiro álbum de figurinhas de Copa do Mundo em 1970, quando tinha quase seis anos, tem guardado todos os álbuns de Copas de lá para cá. Agora a curtição é colecionar os cromos com seu filho mais novo, o Antonio, que nasceu na primeira rodada da Copa de 2006, e que virou personagem desta história.

Com linguagem leve e leitura rápida, próprias de um autor experiente em escrever para o público jovem, o texto é, ao mesmo tempo, divertido e intrigante – difícil parar a leitura até que o mistério central seja solucionado. Aos mais atentos, sobram referências a clássicos infantojuvenis, como A Fantástica Fábrica de Chocolates, de Roald Dahl, e O Gênio do Crime, de João Carlos Marinho, a quem o livro é dedicado.

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Lançamento “Vivendo Uma Vida Autêntica 2” – Belo Horizonte

Chega às principais livrarias e lojas do país o mais recente livro do youtuber Marco Túlio: “AuthenticGames – Vivendo Uma Vida Autêntica 2” (Editora Astral Cultural, 112 páginas). O livro é uma sequência da obra em que o youtuber narra a história de criação do canal. De lá para cá, foram muitas aventuras e conquistas, como a turnê pelo Brasil e a chegada aos 10 milhões de inscritos. No novo livro, os bastidores dessa trajetória são contados “em um papo aberto e direto com os fãs”.

Marco TúlioO lançamento em Belo Horizonte do livro “AuthenticGames – Vivendo Uma Vida Autêntica 2” será, amanhã, 7 de abril, a partir das 15 horas, na Escola Happy Code By AuthenticGames (Avenida Professor Mário Werneck, 1550, Buritis). Para a segurança dos fãs, a escola em parceria com a livraria Leitura, vão distribuir 500 senhas (pulseiras) para quem adquirir o livro com antecedência na escola e no dia do evento. As pulseiras dão direito a um autógrafo, são pessoais, numeradas e intransferíveis. Fotos de celular e câmeras pessoais serão permitidas no momento do autógrafo, desde que realizadas por pessoa indicada pela organização do evento, selfies e gravações de áudio na mesa de autógrafos não serão permitidas.

A expectativa da editora Astral Cultural, responsável pela distribuição, é que a obra acompanhe o desempenho dos outros cinco livros publicados, que já ultrapassaram a marca dos 600 mil exemplares vendidos. A tiragem inicial é de 50 mil exemplares, com preço sugerido de R$ 30,00.

Aos 21 anos de idade, o mineiro Marco Tulio, sempre apaixonado por games, se tornou um fenômeno da internet com o Canal AuthenticGames no You Tube. Marco Túlio também é um sucesso em outros segmentos. Artista da Sony Music, seu DVD em desenho animado “AuthenticGames e seus amigos” foi “disco de ouro” na pré-venda e está, desde o lançamento, entre os três DVDs mais vendidos do Brasil. A marca ainda possui linha de roupas de cama, bonecos, uma escola de programação em Belo Horizonte  e, recentemente, assinou contrato com a Caras para o lançamento de uma série de revistas em quadrinhos.

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Passeio Trilha da Criança  – Belo Horizonte

Uma manhã de alegria e muitas brincadeiras. Essa é a proposta da Trilha da Criança Centro Educacional para a atividade gratuita que será realizada amanhã, 7 de abril, no Parque JK (Av. dos Bandeirantes, 240 – Sion, Belo Horizonte). Das 9h às 12h, a programação terá brincadeiras diversas, capoeira, música e a participação do Quintal da Guegué, com contação de histórias e diversão.

“É uma oportunidade para que pais, crianças e educadores tenham um momento prazeroso e de interação, no espaço acolhedor que é o Parque JK. Atividades como estas são extremamente positivas para o desenvolvimento social, criativo e emocional das crianças e para que a comunidade escolar fique cada vez mais integrada”, afirma a diretora da Trilha da Criança, Ana Paula Bartolomeo.

Foto de Guto Muniz – Divulgação

Foto de Guto Muniz – Divulgação

Teatro –  “Branca de Neve” – Belo Horizonte

O clássico infantil é tema novamente do teatro, através da Cyntilante Produções, e ficará em cartaz em Belo Horizonte, no período de 8 a 29 de abril, aos sábados e domingos, de 1h às 17:30h, no auditório do Pátio Savassi (Avenida do Contorno, 6061, Piso L3, Savassi).

Esta é mais uma adaptação do conto de fadas originário da tradição oral alemã, que foi compilado pelos Irmãos Grimm e publicado entre os anos de 1812 e 1822.

A apresentação de 40 minutos é perfeita para agradar a todas as faixas etárias. Os personagens sairão dos livros de histórias para contar, cantar e encantar o público. De maneira interativa, as crianças também são convidadas para ajudarem a contar a história, fazendo da apresentação um momento de muita diversão.

As músicas são cantadas ao vivo pelos artistas, o que promete também muita emoção para os adultos. Uma maneira inovadora de revitalizar os clássicos da literatura e garantir o entretenimento das crianças!

Adaptação, direção e iluminação de Fernando Bustamante. No elenco: Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso. O cenário é de Cynthia Dias e o figurino de Ricca Costumes.

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Espetáculo “A viagem do barquinho” – Belo Horizonte

Em uma viagem emocionante atrás de seu barquinho, o menino, uma lavadeira e toda a peça conseguem ensinar e repassar valores sobre amizade, tempo e, principalmente, sobre as mudanças que ocorrem na vida de todos. O espetáculo infantojuvenil “A viagem do barquinho” conta com vários personagens incríveis e uma história que prenderá o espectador por todo decorrer da peça. Sua apresentação acontecerá no dia 7 de abril, às 16h, no Museu dos Brinquedos, Av. Afonso Pena, 2564.

Por trás deste espetáculo está o grupo Coletivo Itinerâncias, que já passou por Belo Horizonte com a mesma peça em 2015, 2016 e 2017 e também por outras cidades como Juiz de Fora, Contagem, Sabará e Feira de Santana, na Bahia. O grupo está sempre buscando atingir todos os tipos de públicos e busca sempre levar diversão e ao mesmo tempo o resgate de valores e sentimentos. Entrada: R$ 24 (inteira) R$ 12 (meia) para permanência no local.

Além da peça, durante todo o horário de funcionamento do Museu (das 10h às 17h) é possível conferir a exposição histórica de brinquedos do acervo do Museu; exposição itinerante “Gambiogame – História e desafios dos jogos eletrônicos”; pátio de brinquedos e brincadeiras; oficinas de brinquedos tradicionais; e brinquedoteca.

“Precisamos de professores leitores!”

O blog do Galeno Amorim publicou uma entrevista com a educadora Pilar Lacerda, que já foi ex-secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, e que merece a atenção de todos que se preocupam com a formação das crianças. Hoje, vamos publicar essa entrevista e você vai ler que a educadora enfatiza uma preocupação geral e recorrente: “o pulo do gato para se formar uma geração de novos e bons leitores passa, necessariamente, pela formação do professor. O problema, diz, é que a maior parte dos professores não é leitor”. Leiam a entrevista.

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Para a educadora Pilar Lacerda (fotos), Diretora da Fundação SM Brasil, o grande problema para formar uma geração de novos e bons leitores é que a maior parte dos professores não é leitor. Com a experiência de professora de sala de aula, ex-secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, ex-presidente da Undime (União de Dirigentes Municipais de Educação) e ex-responsável no MEC pela Educação Básica no país, Pilar faz uma avaliação contundente e reforça o coro: “precisamos de professores leitores”.

Depois de ter passado desde a sala de aula até o comando das políticas públicas, tanto no âmbito local quanto no nacional, qual é, na sua opinião, o pulo do gato para a escola brasileira conseguir formar leitores que gostem de ler mesmo depois de estarem distantes dos bancos escolares?

Pilar Lacerda: A primeira questão a pontuar é a formação do professor. Precisamos ter professores leitores para que essa atividade em sala de aula seja prazerosa e a maior parte dos professores não é leitor. O segundo ponto importante é ter programas de leitura nas escolas, o que não significa leitura obrigatória e preenchimento de fichas. Entre as experiências que tenho visto que dão certo, destaco as escolas que têm programas de leitura que envolvem horas livres, ler em outros lugares que não a sala de aula, música ambiente, além do envolvimento de todos o setores. Conheci uma escola no Nordeste que tinha uma boa nota no IDEB, em que terça-feira todo mundo parava por uma hora para ler. A coordenação colocava cestas com jornais, revistas, quadrinhos, livros, e todo mundo lia – merendeira, professor, porteiro, criança… Isso não acontece espontaneamente, não acontece obrigatoriamente, mas acontece com planejamento. A importância da leitura, de formar leitores e de ter uma comunidade leitora tem que fazer parte do Projeto Pedagógico da escola.  Na Fundação SM, temos um programa de fomento à leitura, o Myra, que visa apoiar o aprimoramento das competências leitoras de estudantes de escolas públicas. Na prática, promove encontros de leitura, com uma hora de duração cada, em que um voluntário lê com uma criança, estabelecendo uma relação de um para um e construindo diversos diálogos entre o texto, outros livros e vivências. Entre os resultados do Programa, chama a atenção que 79% dos estudantes atendidos pelo Myra tiveram melhoria de desempenho acima da média de suas turmas.

Como se forma professores leitores que já chegaram à escola sem muita familiaridade e gosto pela leitura literária?

PL: O professor também tem que ter um tempo de leitura na sua formação – mas que seja uma leitura de sua escolha. É importante respeitar o gosto do professor. Existe uma tendência a desqualificar o best seller, a Bíblia, o livro didático ou de autoajuda e, muitas vezes, essa pode ser a porta de entrada para outras leituras. Eu penso que é mais importante ter um professor que leia o que quiser, mas que entenda o que lê, do que um professor que lê aquilo que, entre aspas, é considerado “bacana, de qualidade, profundo” e não se envolve. Se ele não gosta ou não entende o que lê, não vai persistir nesse processo. Também é interessante lembrar que  existem outras formas de leitura, lembrar do cinema como leitura, do teatro como leitura, da arte com leitura. Um projeto que eu conheci – e que eu sei que funciona com professores – levou alunos do ensino médio para a exposição do Picasso, depois exibiu um filme sobre a vida do artista, propôs uma pesquisa sobre o que foi Guernica, estimulou a busca por biografias. Com isso, os meninos e os professores passam a ver e a ler coisas que interessam. Estabelecer vínculos com outras leituras também é muito importante.

pilar-lacerdaSetores expressivos de educadores brasileiros têm manifestado preocupação diante do modo com que a novíssima Base Curricular Nacional chegou. Na sua opinião, ela traz boas ou más notícias para a prática da leitura literária nas escolas?

PL: Eu não acho que a Base Nacional Comum Curricular vai operar milagres, ela em si não provoca transformação. No entanto, há um dado preocupante que é a obrigatoriedade da alfabetização até o segundo ano, diminuindo um ano no processo, o que pode provocar mais reprovação, mais tensão em sala de aula, e menos atenção com esta alfabetização mais aprofundada e mais reflexiva. Existe uma preocupação com o desenvolvimento de competências, como a de explicar o mundo, de entender o mundo, isso tudo passa pela reflexão e formação do leitor. Pode-se trabalhar a alfabetização como um processo que não termina no final do segundo ano, a alfabetização e o letramento como processos mais reflexivos, de interpretação e crítica, e não simplesmente de decifração de códigos, porque a alfabetização é mais do que isso. É importante envolver o prazer da leitura no processo de alfabetização. A leitura não pode andar perto de fracasso, perto de reprovar a criança, perto de tratá-la como uma pessoa incompetente, incapaz. Precisamos ter cuidado com a alfabetização até o final do segundo ano, principalmente em relação a uma grande massa que vem de famílias não leitoras, a professores que também não são leitores muito reflexivos, para não punir a parte mais frágil dessa historia inteira que é a criança de 6 e 7 anos, que está entrando na escola.

O MEC acaba de anunciar a padronização dos livros de literatura que voltará a comprar, a partir de 2019. Isso é um problema para a prática da leitura ou somente para o mercado editorial?

PL: Anunciar que vai voltar a comprar livro de literatura é muito bom, porque as crianças precisam ter acesso ao livro, a escola tem que ter um acervo bom. Mas a padronização é ruim para a prática da leitura. A leitura literária, principalmente a infantil e juvenil, pressupõe vários formatos. A decisão não vai atrapalhar o mercado editorial, porque o mercado editorial vai adaptar a obra, no entanto, a obra que foi pensada para ter um formato x ou y terá que ser enquadrada em três formatos definitivos. Isso pode tornar o processo mais barato, pode tornar mais acessível, com a compra de imensas quantidades, mas há uma perda da qualidade literária.

Programa Myra: http://programamyra.org

Vamos ouvir histórias da Turma da Mônica

Agora é a vez dos audioquadrinhos. 90 histórias podem ser baixadas e ouvidas em vez de lidas. Primeiro volume da série está disponível gratuitamente no Ubook.

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Um dos artistas mais atuantes do País, Mauricio de Sousa, agora também inova e apresenta seu conteúdo em formato áudio via streaming. A novidade é que 90 audioquadrinhos da Turma da Mônica passam a integrar o catálogo do Ubook, maior plataforma de audiolivros por streaming da América Latina, que funciona como o Netflix para vídeos ou o Spotify para música: por um valor mensal é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo da plataforma.

O lançamento acompanha tendência mundial. Recentemente, a Marvel foi um dos novos players que aderiu ao formato, que só tem crescido nos últimos anos. Na primeira quinzena de março, a empresa lançou “Wolverine: The Long Night”, uma série em dez episódios na plataforma Stitcher Premium. O podcast foi escrito pelo autor de quadrinhos Ben Percy. E tem o ator Richard Armitage, como Wolverine. A ideia foi inserir o mesmo personagem, mas em um ambiente diferente.

Na produção brasileira, quem dá voz aos personagens são os mesmos atores que dublam as histórias da turminha nos desenhos animados: Mônica, Magali, Cebolinha, Chico Bento e Cascão. “Isso com certeza irá encantar as crianças, assim como os personagens as cativam nos filmes”, explica Eduardo Albano, diretor de conteúdo do Ubook. Mas não são apenas os pequenos que podem se deliciar com esta novidade. Afinal, a Turma da Mônica e todos os demais personagens criados por Mauricio de Sousa estão há quase 60 anos alegrando gerações. Por isso, a novidade promete enfatizar o vínculo da família. “É um conteúdo que todos podem ouvir e se divertir juntos”, comenta Albano.

“A Turma da Mônica sempre gostou de se divertir e é super antenada com todas as novidades tecnológicas que surgiram neste caminho. Por isso, nada melhor do que apresentar essas histórias no formato de áudio, que vem ganhando cada vez mais adeptos no mundo todo”, celebra Mauricio de Sousa.

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Os 90 audioquadrinhos, que trazem histórias da turma toda, foram produzidos para celebrar os 80 anos de Mauricio de Sousa, mas é a primeira vez que seu conteúdo será disponibilizado no formato streaming e estará presente na categoria Kids do Ubook. “Essa função permite que os pais possam deixar o celular, tablet, ou mesmo o computador, na mão dos filhos, sem correr o risco de a criança entrar na categoria de audiolivros para adultos. É mais uma segurança para que os pais possam acompanhar os conteúdos que os pequenos têm acesso”, esclarece o executivo.

Para o lançamento desta parceria, Ubook e Mauricio de Sousa irão disponibilizar a revista número um da coleção, gratuitamente, para todos que acessarem a plataforma. Uma fanpage também foi criada especialmente para esta iniciativa. Entre os 90 audioquadrinhos, há obras que variam entre a duração de dois a dez minutos.

Criado em 2014, o Ubook é uma startup 100% brasileira já considerada a maior plataforma de audiolivros por streaming da América Latina. São mais de 15 mil títulos disponíveis no catálogo, entre livros, revistas, podcasts, cursos e palestras. O conteúdo pode ser acessado pelo website ou pelos aplicativos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone. O Ubook também tem parceria com todas as operadoras de telefonia móvel do Brasil, por meio das quais é possível fazer a assinatura semanal do serviço. Encontre mais informações sobre o Ubook em www.ubook.com.

Mensagem do ano para a literatura infantil

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A cada ano, abril chega celebrando datas especiais para o livro e a literatura infantil e juvenil: no dia 2, o Dia Internacional do Livro Infantil (DILI), em homenagem ao nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen; no dia 18, o Dia Nacional do Livro Infantil, em reconhecimento a Monteiro Lobato nascido nessa data e ainda o dia 23 de abril, quando são homenageados William Shakespeare e Miguel de Cervantes, na data da morte de ambos, com o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.

Hoje, vamos falar do Dia Internacional do Livro Infantil com base numa pesquisa feita no jornal da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, de janeiro de 2018.

A cada ano e desde 1967, um representante nacional do International Board on Books for Young People (IBBY), entidade máxima da literatura infantil, patrocina uma mensagem para a comemoração da data, selecionando um escritor e ilustrador para criação do texto e imagem de um pôster, além de ficar encarregado da produção do material e divulgação para todos os demais representantes do IBBY no mundo.

Em 2018, o representante é a Letonia, país europeu banhado pelo Mar Báltico. O tema da mensagem é “O pequeno e grande num livro” e os criadores são a poeta, escritora e editora Inese  Zandere, que analisa o poder do livro infantil no imaginário das crianças, e o ilustrador Reinis Petersons. A sugestão é que mensagem criada para o Dia Internacional do Livro Infantil seja motivo de reflexão e estudo por parte dos professores e profissionais do livro.

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A mensagem

“O pequeno é grande num livro”

As pessoas são atraídas pelo ritmo e pela regularidade assim como a energia magnética organiza tiras de metal num experimento de física e assim como um floco de neve cria cristais da água. Num conto de fadas ou poema, as crianças apreciam repetições, refrães e motivos universais, porque eles podem ser reconhecidos de uma nova forma a cada vez – eles trazem regularidade ao texto. O mundo ganha, assim, uma bela ordenação.

Eu lembro até hoje como, quando criança, eu me esforçava para trazer justiça e simetria, direitos iguais para a direita e para a esquerda: se fazia uma batida na mesa, contava quantas vezes cada dedo se mexia para que os outros dedos não se ofendessem. Eu tendia a bater palmas, indo da mão direita para a esquerda. Mas, então, pensei que era injusto e aprendi a fazer da maneira oposta, da esquerda para a direita. Esse desejo instintivo pelo equilíbrio é engraçado, claro, mas mostra a necessidade de evitar que o mundo se torne desigual. Eu tinha a sensação de que eu era a responsável pelo equilíbrio de tudo.

A atração das crianças pelos poemas e histórias advém de sua necessidade de trazer regularidade ao caos do mundo. A partir da indeterminação, tudo se orienta em direção à ordem. Cantigas de ninar, cantigas populares, jogos, contos de fadas, poesia… todas essas formas de existência, organizadas de maneira rítmica, ajudam os pequenos a estruturarem sua presença nesse grande caos. Eles criam uma noção instintiva de que a ordem é possível no mundo e de que todo mundo tem seu espaço singular nele.

Tudo trabalha para esse objetivo: a organização rítmica do texto, as sequências de letras e a diagramação da página, a impressão do livro como um todo bem estruturado. O grande é revelado no pequeno e reproduzimos isso nos livros para crianças mesmo se não estamos pensando em Deus ou em fractais. Um livro infantil é uma força milagrosa que incentiva o desejo e a habilidade de ser dos pequenos. O livro incentiva a coragem de viver da criança.

Em um livro, o pequeno é sempre grande, de maneira instantânea, e não apenas quando se chega à vida adulta. Um livro é um mistério no qual algo inesperado pode ser descoberto ou, então, algo além de nosso alcance. Aquilo que os leitores de certa idade não conseguem apreender com o raciocínio permanece em sua consciência como uma marca e continua a agir mesmo se não completamente compreendido.

Um livro de imagem pode funcionar como um baú do tesouro em conhecimento e cultura até para adultos assim como crianças podem ler um livro de adulto e encontrar sua própria história, uma pista sobre sua vida em desenvolvimento. O contexto cultural forma as pessoas ao preparar o terreno para impressões que chegarão no futuro, assim como acontece com as experiências ruins pelas quais as pessoas terão que passar para se manter íntegras.

Um livro infantil significa o respeito pela grandeza do pequeno. Significa um mundo criado de novo a cada vez, uma seriedade bela e brincalhona sem a qual tudo, incluindo a literatura infantil, é apenas uma ocupação vazia.

Em resumo: o livro faz com que a criança intua que a ordem no mundo é possível e que todos têm um lugar singular nele. Tudo funciona para esse objetivo: a organização rítmica do texto, as sequências de letras, a diagramação da página, a impressão do livro como um todo bem estruturado. O grande é revelado no pequeno e nós reproduzimos isso nos livros infantis. O livro é um mistério no qual algo inesperado pode ser encontrado ou algo além de nosso alcance. O livro infantil significa respeito pela grandeza do pequeno. (Tradução do inglês de Mariana Elia).

Os criadores

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Inese Zandere nasceu em Dobele, Letonia, em 1958. Vinda de uma família de professores, Zandere se tornou poeta e escritora, além de ser editora da Liels um Mazs. Formada em filosofia pela Universidade da Letonia, ela já trabalhou como pesquisadora, editora e roteirista para diversos jornais, revistas, editoras e estúdios de cinema. Escreveu mais de 30 livros para crianças e jovens e, nos últimos 20 anos, se envolveu em projetos relacionados à literatura infantil e educação cultural.

Zandere é uma das fundadoras da premiação Annual Baltic Sea Region Jānis Baltvilks International Prize in Children’s Literature and Book Art. Seu livro Māsa un Brālis (Irmã e irmão, em tradução livre) ganhou o prêmio e foi selecionado para a lista de honra do IBBY 2008.

58fe0988a3fe2468196668Reinis Pētersons nasceu em 1981 e trabalha como ilustrador e animador gráfico em Riga, capital da Letonia. Estudou na Escola Superior de Arte Jana Rozentāls Riga e no estúdio de fotografia Andrejs Grants. Ele é formado no Departamento de Comunicação Visual da Academia de Arte da Letonia. Ao longo de sua carreira, Reinis ilustrou dezenas de livros infantis e jogos de tabuleiro.

Atualmente, ele trabalha no estúdio de animação Atom Art e dirigiu Ursus, um curta-metragem animado, vencedor de vários prêmios internacionais. Foi candidato ao Prêmio Hans Christian Andersen em 2014 e ao Prêmio Memorial Astrid Lindgren nos últimos cinco anos.

Aqueles que desejarem conhecer mais sobre o trabalho do IBBY, o link é http://www.ibby.org/awards-activities/activities/international-childrens-book-day/?L=0

O representante brasileiro é a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: www.fnlij.org.br