“Heroínas”

Clássicos da literatura ganham da Editora Galera versão contemporânea dedicada aos jovens. Como ficaram as tradicionais histórias conhecidas por terem homens como heróis:

“Mosqueteiros”?

“Távola redonda”?

“Robin Hood”?

 

image005Em um mundo não tão distante, três mulheres escreviam suas próprias histórias. Daniela d’Artagnan, Marina Artiaga e Roberta Horácio têm algo em comum:  elas são heroínas, mas não dessas com super poderes. Dentro de suas próprias realidades, elas estão dispostas a ocupar seus lugares de  fala e a fazer a diferença no mundo.

Este mês está chegando às livrarias “Heroínas”, obra que dá uma outra roupagem a clássicos da literatura conhecidos por terem homens no papel principal. Nesta versão contemporânea e feminista, três autoras da nova geração da literatura nacional assinam os contos: Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares.

Em “Heroínas”, as mulheres são protagonistas e conseguem empunhar o escudo para defender os animais, enquanto precisam conciliar as provas do terceiro ano e os estudos para o ENEM. Esse é o caso de Daniela d’Artagnan no conto “Uma por todas e todas por uma”, de Laura Conrado. Nele, “Mosqueteiros” é uma conceituada ONG de defesa dos animais e as veterinárias voluntárias do projeto são apelidadas de “mosqueteiras”. Laura cresceu em uma chácara cheia de bichos e adora tomar conta deles, assim como sua mãe. Seu sonho é ser uma mosqueteira e após uma tentativa frustrada de entrar para a ONG, ela conhece Agnes, uma das voluntárias. E é assim que três mosqueteiras ganham a ajuda de mais uma mulher que não hesita em defender os animais.

A “Távola redonda” de Pam Gonçalves é organizada por Marina Artiaga, líder da comissão de formatura da escola pública Professor José Carlos Ramos. É ela que irá desembainhar sua espada para fazer a festa de fim do Ensino Médio acontecer, mesmo com o sumiço do dinheiro para o evento. A escola foi assaltada e o dinheiro que os pais haviam investido com tanto sufoco, desapareceu. Mas a coragem e o senso de justiça de Marina serão fortes aliados nessa missão.

O “Robin Hood” de Ray Tavares, na verdade, se chama Roberta Horácio, uma habilidosa hacker que invade sistemas para corrigir algumas injustiças. Entre outros crimes cibernéticos, ela desviou R$ 3 milhões de parlamentares, empresários e religiosos, incluindo o senador Arnaldo Nevada, aspirante ao cargo de Presidente da República. O dinheiro é sempre desviado para ONGs. O arco e flecha de Roberta são seu mouse e o teclado. Dessa forma, ela pode ajudar quem precisa sem deixar de pensar nas consequências dos próprios atos.

“Heroínas” é escrito por mulheres para que outras mulheres alcancem o seu protagonismo no dia a dia e percebam que juntas é possível salvar o dia.  Laura Conrado é jornalista, pós-graduada em Educação, Criatividade e Tecnologia. Vencedora do Prêmio Jovem Brasileiro como destaque na Literatura em 2012, Laura é presença constante em eventos literários e escolas.

Pam Gonçalves é autora de “Boa Noite” e “Uma História de Verão”, escorpiana, nascida e criada em Tubarão/SC, se formou em Publicidade e Propaganda e atualmente divide seu tempo entre escrever, manter um canal no Youtube para inspirar as pessoas com recomendações de livros e dicas de escrita. E Ray Tavares tem 25 anos, é formada em Gestão de Políticas Públicas pela USP e sonha em mudar a realidade do Brasil. Sempre amou ler, mas quando começou a escrever fanfics de McFLY aos 13 anos, apaixonou-se por criar histórias e nunca mais parou. Em 2017, publicou o seu primeiro livro pela Galera Record, “Os 12 Signos de Valentina”, que atingiu a marca de mais de 2 milhões de leituras no Wattpad.

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