Domingo, a festa é de São Inácio

Em Belo Horizonte, a XIX Festa de São Inácio será realizada dia 5/8, durante todo o domingo. No espaço dedicado às crianças, a contadora de histórias, Alessandra Visentin, vai apresentar o espetáculo “Brincar de morar em livro” seguida da alegria circense da dupla Palhacita e Palhaço Guga da Trupe Gaia. A Festa de São Inácio é uma oportunidade para toda a família se divertir, comer bem e assistir a shows de alto nível com a alegria de saber que está contribuindo para uma causa nobre: as obras da Paróquia de Santo Inácio que cuida, em suas creches, de quase 200 crianças em estado de vulnerabilidade social.

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Neste domingo, 5 de agosto, durante todo o dia, será realizada a tradicional Festa de Santo Inácio, nas imediações da Paróquia, na Cidade Jardim, Rua Bernardo Mascarenhas, 187. Além de uma variada oferta de comidas típicas e atrações musicais para o público em geral, também estão programados dois grandes espetáculos para as crianças, no Espaço Kids. O ponto de encontro da meninada com a contadora de histórias Alessandra Visentin e os palhaços da Trupe Gaia está marcado para o Museu Abílio Barreto, enquanto a outra parte da festa acontece na rua da Paróquia.

Às 11 horas, Alessandra Visentin começa o espetáculo “Brincar de morar em livro” criado por ela com o objetivo de conduzir as crianças para uma vivência interativa do “Era uma vez”…  Na primeira parte do espetáculo, Alessandra narra uma história de autoria de Lygia Bojunga sobre uma menina que usava os livros para construir casas numa homenagem a essa escritora brasileira, cujos méritos literários são reconhecidos dentro e fora do País, ao ponto de ter sido a primeira autora, fora do eixo Estados Unidos e Europa, a receber a mais importante láurea mundial de literatura infantil, o Prêmio Hans Christian Anderson.

“O livro para ela era como tijolos. Se ela colocasse em pé, fazia as paredes da casa – quantas ela quisesse.

Se ela colocasse deitados, um sobre o outro, sempre deixando uma beiradinha, ela fazia os degraus de uma escada.

Às vezes, longa; outras vezes, bem curtinha. Mas sempre do tamanho que ela achava que precisava”.

Este é um trecho da história que Alessandra Visentin vai narrar na Festa de São Inácio.

Foto: Klivia Borges

Foto: Klivia Borges

Na segunda parte de “Brincar de morar em livro”, ela convida as crianças para entrarem nessa casinha formada por livros e especialmente confeccionada para a ocasião. Lá dentro, elas vão encontrar títulos de outras histórias para escolherem. As crianças entregam os cartões para a narradora que prossegue com o espetáculo, narrando as histórias escolhidas pelas crianças sempre com o acompanhamento musical, voz e violão, de João de Ana.

Segundo Alessandra Visentin, “as histórias guardadas na casinha de livros são predominantemente de tradição oral e priorizam valores, ensinamentos, diversão e aprendizado. São histórias pensadas e escolhidas pela beleza e simplicidade”.

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Trupe Gaia

Logo após a apresentação de Alessandra Visentin, ainda no Espaço Kids, a Festa de São Inácio prossegue com outro espetáculo infantil. Entra em cena a alegria de Palhacita e do Palhaço Guga, da Trupe Gaia. Essa dupla apresenta brincadeiras do circo, fazem teatro e também contam histórias.

A Trupe Gaia tem o poder de deixar tudo mais colorido e vibrante. Qualquer lugar vira palco, quando essa dupla de palhaços, malabaristas, músicos, escritores, atores e poetas se junta. A cada espetáculo, uma surpresa. Qual será a de domingo? O que Palhacita e Palhaço Guga estão preparando para a Festa de São Inácio? Seja lá o que for, com certeza, teremos pais e crianças descontraídos e ouviremos muitas gargalhadas.

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A partir das 12:00 horas, a programação da festa continua nas proximidades da Paróquia de São Inácio de Loyola com oferta de comidas típicas e realização de variados espetáculos culturais e musicais.

12h – Apresentação de música instrumental com Célio Balona e Projeto Brasil
13h30 – Intervenção da Cia Athletica com Yoga
14h – Apresentação de música instrumental com a Banda Bios do Corpo de Bombeiros
15h – Apresentação de teatro com o grupo Osquindô
16h – Apresentação de música instrumental com a Orquestra AMOS
17h30 – Intervenção da Cia Athletica com Yoga
17h – Show da Banda Rádio Caos

A Festa de São Inácio tem a parceria do Hermes Pardini num desdobramento do seu projeto “Meu Vizinho Pardini”, ação de relacionamento com o entorno das unidades do laboratório. Realizar a programação da festa, com um dia inteiro de atividades para um público diverso, foi consequência dos bons resultados que apareceram, quando empresa e vizinhos começaram a conversar e a conviver. Surgiu daí o desejo de conectar mais pessoas a esse movimento e fazer da boa vizinhança uma bandeira a ser levantada por toda a cidade.

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Turma da Mônica lança 13 livros na Bienal

A 25ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo se aproxima. Sexta-feira, 3/8, começa o evento literário. Mas hoje mesmo, aqui, quem apresenta suas novidades é Mauricio de Sousa Produções. Em parceira com várias editoras, serão lançados 13 livros e o desenhista participará de sessões de autógrafos e palestras com outros autores, entre eles, Ziraldo e Mario Sergio Cortella.

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A Mauricio de Sousa Produções (MSP) vai fazer 13 lançamentos com nove editoras diferentes na 25ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 3 a 12 de agosto, no Pavilhão do Anhembi, num espaço que ganhou o nome de “A Fantástica Fábrica de Sonhos”. Além disso, o desenhista Mauricio de Sousa terá cinco participações dentro da programação oficial do evento.

Quem estiver na Bienal também terá a chance de conhecer o pai da Turminha. Mauricio conversará sobre os lançamentos e fará sessões de autógrafos em várias editoras. A relação completa de dias e horários estará disponível, em breve, no site da Turma da Mônica (turmadamonica.com.br).

A primeira aparição de Mauricio na programação oficial da Bienal será no sábado, dia 4 de agosto, às 15h. Ele estará, ao lado de Ziraldo, em um bate-papo, com mediação de Manuel Filho, que assina o texto do livro “Mônica e o Menino Maluquinho na Montanha Mágica” da Editora Melhoramentos. No dia 10, às 11h00, o desenhista estará no Espaço Infantil para conversar sobre lendas brasileiras. A partir das 13h30, o desenhista conversará com as autoras Babi Dewet, Melina Souza, Carol Christo e Pam Gonçalves sobre o livro “Uma Viagem Inesperada”.

No dia 11, a partir das 11 horas, na Arena Cultural, também participará do lançamento do livro “Vamos Pensar + um Pouco?” da Editora Cortez e a segunda parceria com o professor, filósofo e escritor, Mario Sergio Cortella. No último dia do evento, às 16h, Mauricio, juntamente com Padre Luís Erlin Gomes Gordo, CFM, Luis Hu e Padre Richarde Guerra, estará presente na mesa de discussão sobre tolerância religiosa.

Mauricio de Sousa é o terceiro autor com mais obras vendidas no Brasil no ano passado. É primeiro lugar no segmento infantojuvenil. Em 2017, foram vendidos mais de dois milhões e 300 mil livros, representando um crescimento de 48% em relação ao ano anterior. Em 59 anos de carreira, Mauricio criou cerca de 400 personagens, sendo 70 fixos.  Ele é o primeiro autor de quadrinhos no mundo que entrou para uma Academia de Letras – a Academia Paulista de Letras.

Lançamentos na Bienal

image003“Turma da Mônica – Dia a Dia com Jesus”

Sétimo livro publicado pela Editora Ave-Maria em parceria com Mauricio de Sousa, “Dia a Dia com Jesus” conta com textos do autor best-seller Pe. Luís Erlin e ilustrações de Mauricio de Sousa. A obra é voltada para o público infantil, incentivando as crianças a orarem e a se aproximarem de Jesus, conversarem com Ele como se conversa com o melhor amigo. Com apenas cinco minutos por dia, com orações para cada um dos 365 dias do ano, as crianças vão desenvolver o hábito da oração e reflexão diária e ainda aprenderão muitas coisas sobre a Palavra de Deus de um jeito muito divertido, na companhia da Turma da Mônica. (224 páginas | R$ 29,20.)

image005“Turma da Mônica – Allan Kardec – Princípios e Valores”

Mônica, Cebolinha e seus amigos viajam para a França, onde conhecem os ensinamentos do codificador do espiritismo. Na história, lançada pela Boa Nova Editora, durante um almoço descontraído, as crianças questionam sobre assuntos como: caridade, honestidade, bondade e espiritualidade. André, primo do pai do Cascão, começa a tirar algumas das dúvidas que a turminha possui em relação à vida sempre usando os princípios luminosos de Allan Kardec para os pequenos. Passeando com as crianças pelos pontos turísticos como a Torre Eiffel, Palácio de Versalhes e Museu do Louvre, o leitor pode acompanhar as novas aventuras da Mônica e sua turma. (Autores: Luis Hu Rivas, Ala Mitchell e Mauricio de Sousa | 64 páginas | R$ 31,90).

image007“Vamos pensar + um Pouco? – Lições Ilustradas com a Turma da Mônica”

Mauricio e Cortella  já fizeram isso em “Vamos pensar um pouco?” e a experiência foi tão gostosa, que deu vontade de fazer de novo. Por isso, a pergunta agora é: “Vamos pensar + um pouco?”, um lançamento da Cortez Editora. É assim mesmo: quando começamos a passear pelo mundo das ideias, sempre dá vontade de ficar mais nessa ciranda do pensamento. Pensamos um pouco, depois mais um pouco, mais um pouquinho, um tantinho mais… E assim vamos crescendo! Pensar é fundamental. Basta reparar que tudo o que existe no mundo, afora os efeitos da Natureza, existiu antes na cabeça de alguém. (Autores: Mauricio de Sousa e Mario Sergio Cortella | 80 páginas |R$ 39,90).

image009“Turma da Mônica – Uma Aventura no Limoeiro”

O best-seller “Uma aventura no Limoeiro” foi transformado em livro de colorir especialmente para Bienal do livro 2018, possibilitando que qualquer criança entre no encantado mundo criado por Mauricio de Sousa. Nessa aventura superdivertida, as crianças viverão momentos inesquecíveis com os personagens da turminha. O livro da Editora Dentro da História, personalizado, traz a possibilidade de estimular as crianças a pensar sobre questões importantes, como identidade, diversidade, criatividade e convívio social.  Autor: Mauricio de Sousa Produções |32 páginas | Valor: Na compra de um exemplar de Conhecendo a Turma da Mônica, a edição especial para colorir poderá ser adquirida por mais R$ 10,00).

image011“Conhecendo a Turma da Mônica”

No livro “Conhecendo a Turma da Mônica”, cada criança participa de um desafio ao desenhista Mauricio de Sousa: será que na turminha há pelo menos um personagem para cada letra do alfabeto? De forma divertida e lúdica, seu pequeno vai poder associar cada letra a diversos objetos e palavras conhecidas de seu dia a dia e também a personagens da Turma da Mônica. Toda brincadeira na historinha é conduzida pelo próprio Mauricio de Sousa, em um maravilhoso livro capa dura com ilustrações lindas e de cores vibrantes. (36 páginas | R$ 50,00).

image013“O poder da ação para crianças”

Paulo Vieira pediu a ajuda da turminha mais famosa do Brasil para mostrar a todas as crianças que a vida pode e deve ser incrível, completa e cheia de conquistas. A chave para isso é formada por três conceitos importantes: a autorresponsabilidade, a gratidão e o foco. Mônica, Cascão, Magali, Cebolinha e outros moradores do Bairro já aprenderam como usar essas três palavras no dia a dia e convidam você a fazer o mesmo, acompanhado de muita diversão e amizade. (Autores: Paulo Vieira e Mauricio de Sousa | Gente Editora /96 páginas | R$ 39,90).

image015“Do Fundo do Coração”

Este livro da Girassol Editora traz histórias sensíveis, delicadas e bem-humoradas, interpretadas pelos queridos personagens da Turma da Mônica, que tocarão os corações das crianças – e também dos adultos. São cinco histórias incríveis – Caraminholas na cachola, Era uma vez uma nuvenzinha…, Circuito Aventura, Para sempre no meu coração e A grande festa – para rir e se emocionar com a turminha mais amada do Brasil! (Autor: Mauricio de Sousa | 168 páginas |R$ 89,90).

image017“Mágico de Oz”

A doçura de Doroti, a inteligência do Espantalho, a coragem do Leão e o coração do Homem de Lata encantam leitores de todas as idades há muitas gerações. Agora, a história ganha uma nova versão belamente ilustrada na coleção Grandes Clássicos da Turma da Mônica. Mônica é Doroti, acompanhada por seu fiel escudeiro Totó, interpretado por Bidu. Em vez da busca pelo plano perfeito para derrotar a Mônica, Cebolinha e Cascão agora buscam coragem e um coração, dando vida ao Leão e ao Homem de Lata. Chico Bento deixa a roça de lado, mas não tanto assim, e incorpora o Espantalho. E Mauricio de Sousa, criador do universo mágico da Turma da Mônica, interpreta o Mágico de Oz, nesta aventura emocionante! (Autor: Mauricio de Sousa | 48 páginas |R$ 49,90).

image019“Turma da Mônica Jovem – Os Três Mosqueteiros”

A clássica história Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, está agora disponível aos jovens leitores em uma adaptação interpretada pelos personagens da Turma da Mônica Jovem, de Mauricio de Sousa. D’Artagnan é um rapaz que sonha se tornar um mosqueteiro. Ele parte para Paris para se encontrar com o senhor de Tréville, amigo de seu pai, que poderá ajudá-lo. Mas, antes mesmo do que imaginava, se envolve em algumas ciladas com os agentes do Cardeal Richelieu. Na corte de Luís XIII da França, o que não faltam são intrigas. (Autores: Alexandre Dumas e Mauricio de Sousa | 48 páginas |R$ 29,90).

image021“Uma Viagem à América Latina”

Passando por México, Cuba, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Peru, Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina, Uma Viagem à América Latina conta com onze capítulos, cada um deles contendo crônicas e verbetes em português-espanhol, entre palavras e expressões da língua. Eles são organizados a partir de uma crônica de viagem em cada país, acrescida de curiosidades, textos literários e um mapa. A turma viajante é composta por um grupo seleto de personagens: Mônica, Cebolinha, Cascão, Cascuda, Magali, Franjinha, Jeremias, Dorinha, Luca, Do Contra, Nimbus e até Bidu, Floquinho e Mingau. Lançamento da Imeph. (Autores: Mauricio de Sousa e José Santos |96 páginas |R$ 60,00).

image023“Mônica e Menino Maluquinho na Montanha Mágica”

A Mônica e o Menino Maluquinho encontram em suas barras de chocolate os desejados bilhetes dourados que dão direito a um prêmio incrível: visitar a Montanha Mágica! Os sortudos ainda podem convidar quatro amigos para viajar com eles e conhecer esse lugar fantástico! A Mônica escolhe seus melhores amigos: Cebolinha, Cascão, Magali e Franjinha, que leva também o Bidu. O Menino Maluquinho, para não ter encrenca, faz um sorteio. Os ganhadores são: Julieta, Bocão, Junim e Lúcio. As duas turmas se encontram e vivem uma grande aventura, enfrentando perigos, fazendo grandes descobertas e selando uma amizade eterna. Mas a grande surpresa, como em todo bom livro, ficará mesmo para o final. Editora Melhoramentos. (Autores: Manuel Filho, Mauricio de Sousa e Ziraldo | 80 páginas).

image025“Turma da Mônica Jovem – O Japão nosso de cada dia”

A história é em homenagem ao jovem casal youtuber brasileiro, Prit e Lohgann, que vive no Japão há mais de 10 anos e mostra a todos como amam esse país em seu canal Japão Nosso de Cada Dia. Como eles se tornaram youtubers famosos? Será que Mônica e Cebola tiveram algo a ver com isso? Entre parques, museus e robôs gigantes, os casais vivem momentos inesquecíveis nas histórias desta edição da Turma da Mônica Jovem, Editora Panini. (Autores: Mauricio de Sousa Produções | 128 páginas / R$ 9,50).

image027“Horácio – Mãe”

O carismático filhote de Tiranossauro Rex, considerado uma espécie de alter ego de Mauricio de Sousa, é a estrela da nova graphic novel “Horácio – Mãe” assinada por Fabio Coala. A obra é o 19º álbum lançado pelo selo Graphic MSP, no qual autores brasileiros são convidados para reimaginar os clássicos personagens de Mauricio, em seus próprios estilos. Neste livro, Fabio Coala dá uma nova roupagem para o clássico personagem comedor de alface criado por Mauricio em 1961. (Autor: Fabio Coala / 96 páginas |R$ 41,90 – capa dura; R$ 31,90 – brochura).

Uma criança é um livro sendo escrito

Gilberto G. Pereira *

Quem quer escrever para criança precisa consultar a criança dentro de si. Esse tipo de escrita, em Goiás, vem crescendo de uns 15 anos para cá, porque houve maior interesse das escolas pela produção local.

O que é uma criança? É muito mais que um prefácio de adulto. A criança é um livro sendo escrito, um livro que já traz consigo os próprios procedimentos criativos, de ritmo, figuras de linguagem, tensão dramática, riso e luz, espaço e tempo. Uma criança são muitos personagens que se olham e agem. É um livro que qualquer autor precisa ler para depois escrever o seu, olhando para dentro e ao redor de si mesmo.

Até quando se quer escrever numa linguagem distanciada de adulto, é preciso consultar a criança dentro de nós, ligar a máquina do tempo e buscar o ser primoroso da criação, dizem alguns escritores. É imperioso consultar a esplêndida e régia riqueza, “esse tesouro de recordações”, diz Rainer Maria Rilke. Tem-se de recorrer à infância, aconselha Milton Hatoum, porque a criança guarda a chave da emoção pura, a emoção verdadeira, aquela que deve ser pescada no rio de sentidos do adulto.

A criança se interessa por tudo, desde que os códigos estejam alinhados a sua alta capacidade voltaica de assimilação, porque uma criança é tudo, são cinco sentidos determinados a construir um mundo, tentáculos da percepção pescando significados, criando, desfazendo, recriando, malabares de imaginação, filósofos do lúdico.

Não é à toa que a criança é comparada ao filósofo. É porque mantém a alma acesa diante do mundo, absorvendo-o e se espantando com o que o mundo oferece. Toda a obra de Monteiro Lobato se apoia nessa premissa. Tudo que os personagens fazem é se aventurarem, admirantes e atuantes, pelas correntes de fenômenos, de invenções, de criações maravilhosas, da mitologia grega ao folclore brasileiro, discutindo questões fundamentais como poder, amizade, amor, inveja, medo, opressão, liberdade, vida e morte.

Não é à toa que entre os personagens mais fascinantes de Lobato estão dois bonecos, um dotado de saber erudito, carregado de leituras, e outra que é pura sagacidade intuitiva, capaz de roubar o fogo dos deuses para insuflar na alma humana, só por diversão e desafio. Os dois, Visconde de Sabugosa e Emília, não deixam de ser dois filósofos, cada um a seu modo, um do lado de Apolo, outro do lado de Dioniso.

Ambos não só se espantam com o mundo e o questionam, como nos fazem espantarmo-nos também, e por isso nos encantam. Por isso as crianças são fascinadas por eles, porque são seus iguais.

O escritor norueguês Jostein Gaar­­den, esse viking conquistador de imaginários, disseminador de sonhos, escreveu um livro intitulado “O Mundo de Sofia”, em que um misterioso professor de filosofia diz à adolescente Sofia que, assim como as crianças, o filósofo “jamais se acostuma com o mundo”, porque o mundo é “algo novo, que causa estranhamento”, e ambos se entregam a ele com a alma aberta.

As crianças se encantam com o mundo é assim, como filósofos espontâneos. Como quando uma certa Penélope, uma menina que conheço muito bem, observou o balão e disse “o balão estoura porque se assusta”, e entre o espanto e a intriga também perguntou “a tartaruga tem bochecha?”.

Não é à toa que Marcelo, personagem de Ruth Rocha, fica espantado com o mundo e seu funcionamento, por isso questiona a chuva, o mar, os animais, as palavras e as coisas, as atribuições de sentidos, porque naquele momento ele mesmo quer construir o seu próprio universo semântico, enquanto vai entendendo a complexidade das convenções humanas.

Elaborações

Compreender a qualidade plural do mundo interior de uma criança é uma aula. Uma criança é capaz de qualquer coisa, como o menino do livro de Cláudia Machado, “A Invenção de João”, que foi inventando os artifícios da existência até que aprendeu a gostar da vida.

Quando uma criança sonha, a cidade se alegra, como no livro “O Movimento das Cores”, de Yêda Marquez, em que dois irmãos, no meio de uma noite chuvosa, veem latas de tintas caírem no chão e o líquido escorrer pelas ruas de Goiânia. Eles correm atrás e observam uma cidade cinza, que deve ser pintada, e na aventura descobrem os pintores goianienses.

Ao mesmo tempo que é elaboradora de mundos, a criança também é uma esponja que suga com facilidade os mundos já criados, elaborados ou remodelados pelos adultos, pelos valores sociais, pelas relações intersubjetivas.

Neste sentido, os preconceitos são dispositivos que entram na alma e se instalam, e a literatura pode ajudar a criança a combatê-los e a descobrir novas maneiras de elaboração do mundo ou de se relacionar com o que já existe, como a garotinha, personagem de Valéria Belém no livro “O Cabelo de Lelê”, que descobriu no seu cabelo os fios que tecem sua própria identidade e a riqueza que é a cultura de seus ancestrais.

Herança

A história da literatura infantil no Bra­sil chega ao seu centenário agora nas primeiras décadas do século 21. Segundo Laura Sandroni, no livro “30 Anos de Literatura para Crian­ças e Jovens”, organizado por Eliza­beth D’Angelo Serra (Mercado de Letras, 1998), nas duas décadas iniciais do século 20 surgiram os livros pioneiros para crianças de autores brasileiros, como “Através do Brasil”, de Manoel Bonfim e Olavo Bilac, e “Contos Pátrios”, de Bilac.

Mas nessa época, a maioria da publicação para esse público ainda era traduzida. Foi José Bento Monteiro Lobato que mudou as feições da literatura infanto-juvenil para sempre no país do Jeca Tatu.

Ao avaliar a qualidade dos livros traduzidos, Lobato teria dito em carta a um amigo: “Pobres crianças brasileiras! Que traduções galegais! Temos de refazer tudo isso – abrasileirar a linguagem.” Obvia­mente, ele fez mais do que isso, ao publicar “A Menina do Narizinho Arrebitado”, em 1921, dando início à verdadeira tradição da literatura para crianças e jovens no Brasil, deixando uma herança que até hoje forma escritores, como todas as autoras goianienses entrevistadas pelo Jornal Opção para a reportagem a seguir (páginas B2 e B3).

* Jornalista – Artigo publicado no portal do Jornal Opção, Goiás

“Como enlouquecer seu professor de Física”

Imagine uma professora de Física diante do desafio de conduzir uma turma de adolescentes que não quer saber de encarar a disciplina? Este lançamento da Editora do Brasil trata de uma experiência real dessa professora, a autora do livro, Elika Takimoto, que topou revolucionar a forma de ensinar Física para conquistar o interesse dos seus alunos pela ciência.

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A carioca Elika Takimoto (na foto acima) explica no livro as razões de ter escrito “Como enlouquecer seu professor de Física”, uma leitura fácil e rápida com seu texto jovem e articulado, alegre, bem-humorado:

“Sou professora no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) desde 2006. Em 2014, depois de uma enorme pesquisa e metamorfoses de pensamentos e conceitos, não mais consegui dar uma aula de Física dentro dos padrões que encontramos na maioria das escolas. Virei, digamos assim, a mesa e as carteiras. Como exatamente ocorreu essa revolução é difícil de dizer. Mas em “Como enlouquecer seu professor de Física”, percebe-se bem no que hoje me transformei. Hideo e o professor Inácio são o meu alter ego, sendo, o último, de dez anos atrás”.

A autora vive ao mesmo momento o professor e o aluno, dois personagens centrais da narrativa, respectivamente, Inácio e Hideo. O professor de Física de uma escola de pré-vestibulandos tem a mesma metodologia de ensino dos demais professores até encontrar Hideo, um aluno inteligente que, a princípio, só queria enrolar o professor para que ele não passasse o conteúdo das aulas.

fisicaEssa era a trama do aluno e o drama do professor apresentadas em vários capítulos como acontece no de número 5:

“O professor Inácio havia recuperado o fôlego depois de muito expor seus conhecimentos interessantíssimos e superirrefutáveis sobre a ciência _ como ele mesmo afirmava. Está tudo aqui, ali e acolá provado e, se a gente quiser confirmar, é só olhar direito.

É. Não tinha mesmo jeito. A aula iria começar.

_Mas, professor… Se eu seguir a lógica sempre, nem sempre eu me darei bem!

O quê? Hideo ainda não havia desistido? Não há mais como enrolar, meu filho! O professor Inácio encheu os pulmões de ar e os esvaziou bem devagarzinho. Ficou olhando para o aluno só esperando para ver se ele falaria mais alguma coisa.

_No ano passado, eu estive um Itajubá, no Sul de Minas. Minha mãe morava lá.

Ai, gente! Para tudo! Fala sério! O nosso amigo é um mutante praticamente! Fruto da união de um japonês com uma mineira. Que legal! Quase um Goku mesmo!”…

“Hideo estaria satisfeito? Teria como Hideo duvidar e questionar tudo isso que dito de forma tão clara?”

“Correria risco de perder mais seguidores em suas redes sociais? Como Hideo poderia salvar o Universo-turma-cento-e-três-da-Nata-do-Saber do tsunami das equações que viriam?”

Ao tratar das famosas Leis de Newton, no entanto, começa a acontecer uma mudança em sala de aula fictícia. O questionamento de Hideo faz o professor Inácio buscar as respostas, colocar em dúvida o padrão de ensino das escolas e a mudar sua própria técnica de dar aulas. O aluno acusa o ensino de ser antiquado e não propiciar a formação de cidadania ali substituída por uma abordagem baseada unicamente no esforço para passar no vestibular.

Dessa forma, o livro denuncia e discute os ensinamentos da Física e da Ciência no ensino fundamental e médio. Critica o fato de serem baseados em cálculos matemáticos e sem correlação com a realidade. Logo, o que poderia ser uma troca de diálogo num debate sobre a matéria de Física se transforma em discussão sobre o ensino no país.

Na vida real, as respostas da professora sobre a forma correta de ensinar a disciplina vieram nas suas pesquisas de doutorado em Filosofia no ano de 2014. Quem ler “Como enlouquecer seu professor de Física” vai encontrar a nova abordagem entre professor e aluno. Elika Takimoto é professora de Física, doutora em Filosofia e mestre em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela UFRJ.

O livro tem 164 páginas com o anexo Curiosidades da Ciência, onde são oferecidas as descobertas dos maiores gênios da humanidade: Aristóteles, Ptolomeu, Copérnico, Galileu Galilei, Kepler, Isaac Newton e Albert Einstein. As ilustrações são da paulista Ana Matsuaki.

Paraty e sua festa literária

De hoje até domingo, 25 a 29/7, acontece a Festa Literária Internacional de  Paraty. A cidade carioca recebe leitores, escritores, educadores e artistas de todo o Brasil e do mundo para o grande evento literário. Paralelamente é realizada um edição especial para as crianças, a Flipinha, e outra para os jovens, a FlipZona, de 26 a 30/7: debates, oficinas, atividades lúdicas e educativas dentro e fora das escolas, além de cortejos pelas ruas e leituras nos Pés de Livros.

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A Flipinha está ativa desde maio. A programação infantil começa bem antes da Festa Literária, dentro e fora das escolas da cidade. As crianças de Paraty já estão vivendo a Flipinha intensamente. Alunos das escolas públicas receberam as maletas pedagógicas (com vários livros, máquina fotográfica e filmadora, binóculo e lupa) e com a orientação dos professores desenvolveram várias atividades literárias. Também aprenderam sobre a autora homenageada da festa deste ano, Hilda Hilst. Nos dias de Flipinha, essas crianças se tornam protagonistas  e passam a apresentar seus trabalhos para os visitantes da festa.

Todas as atividades da Flipinha são gratuitas e acontecem em uma tenda montada naPpraça da Matriz, no centro histórico da cidade, espaço de encontro de diferentes gerações com os autores e ilustradores convidados, como Lúcia Hiratsuka, Nelson Cruz, Gabriela Romeu, Penélope Martins, Gregório Duvivier, Xico Sá, Maria Ribeiro entre outros. A praça também é o ponto de partida dos Cortejos Literários, novidade da edição de 2018.

As árvores, como nos anos anteriores, serão habitadas por Pés de livro, com atividades de mediação de leitura conduzidas por jovens paratienses que passaram pelo programa de Formação de Mediadores de Leitura. Veja na foto abaixo.

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No Auditório da Praça, as mesas do Território Flip | Flipinha discutem a vivência local a partir das sabedorias ancestrais, as identidades e relações de cor nos países lusófonos e o olhar para o mundo por meio da literatura. Haverá também um acervo de literatura infantil e infantojuvenil disponível para leitura. Para os pais e cuidadores que vão assistir às mesas da Flip, é possível acompanhar os pequenos durante o dia e, à noite, participar da programação adulta.

A programação infantil da Flip visa promover a identificação da criança com os livros e os autores, e promover a democratização da leitura. A Casa LIBRE & Nuvens de Livros é um dos destaques das casas parceiras. Organizada pelo Clube Quindim, a programação vai falar de mediação de leitura na era digital, ilustração e outros assuntos, com autores como Roger Mello, Anna Claudia Ramos e Patrícia Auerbach. Mas essa não será a única casa parceira e a festa também recebe contribuições de mais 21 outras casas que desenvolvem programação para o público infantil, juvenil e adulto.

No caso da programação para os jovens, FlipZona, a Casa da Cultura é o espaço para diálogos e conexões entre outras formas de educar e criar no mundo contemporâneo. Exibição de filmes e minidocumentários seguidos de debates, mesas literárias sobre novas formas de linguagem e rodas de conversa destacando a leitura como um direito humano.

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Programação da Flipinha e FlipZona

 

26, quarta

10h | sessão de cinema | Casa da Cultura

Kiriku, os Homens e as Mulheres

Anim.,França, 2012, 82 min.

Exibição de filme seguida de debate

 

13h | roda de conversa | Casa da Cultura

Leitura: um direito humano

mediação:Bernadete Passos

 

15h30 | sessão de cinema | Casa da Cultura

Jonas e o Circo sem lona

Doc.,Brasil, 2016, 82 min.

Exibição de filme seguida de debate

 

27, quinta

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça

Mesa Zé Kleber – Aldeia

Álvaro Tukano

Ivanildes Kerexu Pereira da Silva

Laura Mariados Santos

 

10h | sessão de cinema | Casa da Cultura

Waapa

Doc.,Brasil, 2017, 22 min.

Meninos e Reis

Doc.,Brasil, 2015, 16 min.

Disque Quilombola

Doc.,Brasil, 2012, 13 min.

Curtas do Território do Brincar

Doc.,Brasil, 2012, 12 min. Exibição de filmes seguida de debate

 

11h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Julián Fuks

 

13h | roda de conversa | Casa da Cultura

Pacto pela leitura

mediação: Pilar Lacerda

 

14h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Ovídio Poli Jr.

 

15h30 | sessão de cinema | Casa da Cultura

A família Dionti

Fic., Brasile Ingl., 2015, 96 min.

Exibição de filme seguida de debate

 

28, sexta

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça

A pele que habito

Joana Gorjão Henriques

Lázaro Ramos

 

10h | sessão de cinema | Casa da Cultura

Minidocs Paraty

mediação:Rodrigo Fonseca

comentários:Lucas Paraizo

 

11h15 | páginas anônimas | Casa da Cultura

Prosa: a literatura que o Brasil faz e você desconhece

Evanilton Gonçalves

Geovani Martins

Paloma Amorim

mediação:Antonio Prata

 

11h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Flávio de Araújo

 

13h30 | Central Flipinha

Meditação guiada

Arte de viver

 

14h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Djaimilia Pereira de Almeida

 

15h | mesa literária | Casa da Cultura

Literatura em todas as plataformas

Anderson França

Cássio Aguiar

Cris Salles

mediação:Cauê Fabiano

 

17h | páginas anônimas | Casa da Cultura

Música: a literatura que o Brasil faz e você desconhece

Ana Frango Elétrico

Blackyva

Matheus Torreão

mediação: Rodrigo Fonseca

 

19h | Casa da Cultura

Pocket show

Ana Frango Elétrico

Blackyva

Matheus Torreão

 

29, sábado

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça

Ler o mundo

Edimilson de Almeida Pereira

Prisca Agustoni

 

10h | páginas anônimas | Casa da Cultura

Poesia: a literatura que o Brasil faz e você desconhece

Caio Carmacho

João Pedro Fagerlande

Maria Isabel Lorio

mediação:Bianca Ramoneda

 

11h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Noemi Jaffe

 

12h | Praia do Pontal

Regata INP Flipinha

 

12h | mesa literária | Casa da Cultura

Assista a esse livro

Fernanda Torres

Jorge Furtado

Maria Camargo

mediação:Edney Silvestre

 

13h30 | Central Flipinha

Meditação guiada

Arte de viver

 

14h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Paloma Amado

 

15h | sessão de cinema | Casa da Cultura

Minidocs Paraty

 

16h | Praia do Pontal

Premiação da Regata INP Flipinha

 

16h15 | mesa literária | Casa da Cultura

Corpo: artigo indefinido

Beatriz Resende

Gabriela Moura

Jaqueline Gomes de Jesus

mediação: Bianca Ramoneda

 

30, domingo

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça

Todas as idades

Ana Miranda

Maria Valéria Rezende

 

11h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Jacques Fux

 

13h30 | Central Flipinha

Cortejo literário

Prisca Agustoni

 

 

Começa a festa !

Dando início às comemorações de 60 anos, a Mauricio de Sousa Produções abre as portas para o público. Os bastidores do estúdio brasileiro de maior prestígio poderão ser desbravados pelos fãs do Brasil e do mundo, a partir do dia 7 de agosto.

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Imagine conhecer os bastidores do universo criado por Mauricio de Sousa, onde nascem as histórias em quadrinhos, desenhos animados, filmes, livros, design de produtos, espetáculos musicais, eventos temáticos interativos, aplicativos, games, web séries, encontros com personagens, parques de diversões e até um balão!

Agora isso é possível, para a alegria de milhares de fãs.

A Mauricio de Sousa Produções (MSP), abrindo as comemorações dos seus 60 anos, está pronta para receber o público. A visita guiada proporcionará uma viagem pela linha do tempo deste que é um dos maiores estúdios do mundo, além de passagem pela área de live experience do grupo, pelos setores de criação e design, projetos temáticos e editorial. E ainda proporciona a oportunidade de conhecer de perto os processos de criação de uma história em quadrinhos.

As visitas à sede da MSP, que ocupa mais de 3.000 m² de um moderno complexo empresarial localizado no bairro da Lapa, em São Paulo, será sempre às terças, quartas e quintas-feiras, das 10h00 às 11h30 e das 14h30 às 16h00, e poderão ser agendadas a partir do dia 7 de agosto. O novo destino turístico de São Paulo é voltado às famílias, estudantes, fãs em geral e excursões para grupos.

Cada visitação terá 90 minutos de duração e capacidade para receber simultaneamente 40 pessoas. Os ingressos custam a partir de R$ 75,00 (meia-entrada), R$ 150,00 (inteira) e há ainda a opção de combo desconto para famílias ou grupos.  Desconto de 30% para pagamento com o Cartão Porto Seguro.

Os mais de 400 personagens da Turma da Mônica habitam o universo de todas as crianças. Com esse enorme sucesso, é natural que fãs de todas as partes tenham interesse em conhecer tudo o que acontece nos bastidores. Por isso, estamos honrados em abrir as portas da nossa casa para o público. Um sonho que era de todo mundo, agora é possível para o mundo inteiro”, comemora Mauricio de Sousa.

O projeto conta com a operação da Forma Conhecer, empresa especializada no ramo de viagens de estudo e trabalhos de campo, e tem como parceria institucional a Porto Seguro Cartões (Meio de pagamento preferencial) e a realização da Mauricio de Sousa Produções.

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A grandeza do MSP

Ao chegar aos Estúdios, os visitantes terão em vídeo um breve resumo do que é a Mauricio de Sousa Produções e das áreas que compõem a empresa. A Mauricio de Sousa Produções foi criada em 1959 e é um dos maiores estúdios de Histórias em Quadrinhos do Mundo. Somos líderes com cerca de 80% do mercado de quadrinhos no Brasil. São mais de 400 funcionários produzindo conteúdo de alto valor, atingindo um público qualificado e formador de opinião. Uma marca sem rejeição, independentemente de gênero, faixa etária, renda ou região. Uma marca que fala de A a Z.Uma Empresa que mantém inovação e criação em seu DNA. Nossa tradição traz confiança na marca, agregada a valores como Amizade e Respeito. E nossa constante inovação garante a proximidade com crianças e famílias de todas as gerações”, comenta Mauro Sousa.

Durante o vídeo, algumas informações importantes serão reveladas a todos, como:

Atualmente, 29 editoras publicam livros da MSP para crianças, jovens e adultos;

Foram 400 livros publicados nos últimos 5 anos;

Somente em 2017, 2,3 milhões de exemplares de livros foram vendidos;

Mauricio de Sousa é um dos três autores mais lidos do Brasil;

Mais de 1.500 páginas de histórias em quadrinhos são produzidas por mês.

São 8 revistas mensais (Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem e Chico Moço), 5 Almanaques Bimestrais, 3 Almanaques Trimestrais e mais Almanacão, Saiba Mais, Um Tema Só e Clássicos do Cinema.

Cerca de 30 milhões de exemplares de revistas especiais com temas voltados à cidadania e direitos humanos já foram distribuídos gratuitamente nos últimos 10 anos;

No digital, a MSP vem somando números bastante expressivos e algumas lideranças, como o Youtube, por exemplo:

– Facebook Turma da Mônica: 659.322 seguidores

Turma da Mônica Jovem: 649.557 seguidores

Mauricio de Sousa Produções: 157.603 seguidores

-YouTube Turma da Mônica TV: + de 8 milhões de inscritos

– Youtube Mónica y sus Amigos (Espanhol): + de 420 mil inscritos

-Youtube Mônica Toy Official (inglês, com opção para japonês): + de 415

mil inscritos

(Em 5 anos, o canal no Youtube já somou mais de 8,7 bilhões de visualizações)

– Instagram: 190 mil seguidores

No estúdio de som são criadas trilhas, músicas e efeitos para as séries Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, Turma do Chico Bento, Neymar Jr, filmes, comerciais, shows e espetáculos musicais;

As experiências Ao Vivo trazem desde Parques de Diversões – Parque da Mônica – o maior Parque coberto da América Latina, espetáculos musicais, espaços temáticos interativos, eventos gastronômicos, esportivos e corporativos, encontros com personagens, decorações de Natal, áreas temáticas em hotéis & resorts e restaurante temático;

São mais de 3.000 de produtos licenciados por mais de 150 empresas;

Exposições pelo mundo: a primeira foi em 1970. Estados Unidos, Portugal, Coreia do Sul e Itália fazem parte constante do itinerário que soma mais de 200 exposições. Uma delas, “Histórias em Quadrões”, já somou mais de 1 milhão de visitantes.

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O passo a passo da visita

Exposição: O grupo será conduzido ao auditório, passando pela exposição Linha do Tempo de Mauricio de Sousa e da Mauricio de Sousa Produções, que mostrará aos visitantes um pouco da história da Turma da Mônica, por meio de objetos históricos.

Auditório: Depois da exibição de um vídeo de boas-vindas do criador deste universo, o grupo conhecerá processos de produção de HQs, livros, desenho animado, design de produtos, eventos temáticos, além de entender como são feitas as dublagens e músicas.

Estúdio: A terceira parada é no Estúdio de Arte, o coração da Mauricio de Sousa Produções.

Pracinha: A quarta e última parada do trajeto é um espaço temático com atrações interativas.

Informações e vendas de ingressos no site: www.visitamauriciodesousa.com.br ou www.turmadamonica.com.br/visitamsp.

Política de Leitura agora é lei

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O jornalista Galeno Amorim, editor do blog “Por um Brasil que lê mais”, acompanhou de perto o passo a passo de um projeto que, este mês, formalizou um documento amplamente esperado pelos setores da educação e cultura. “O projeto de lei de autoria da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), agora é a Lei 13.696, publicada no Diário Oficial da União, 13/07, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE). A nova legislação estabelece estratégias para contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas. Não houve nenhum veto. Segundo a lei agora aprovada, o Estado brasileiro se compromete, a cada dez anos, criar um novo Plano traçando e estabelecendo metas e ações para o livro, leitura, literatura e bibliotecas no País. A Lei tem ainda em seu bojo o objetivo de fortalecer o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, promovendo as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, entre outros objetivos.

O primeiro passo rumo à institucionalidade foi em 2006, com uma portaria interministerial do Ministério da Cultura e MEC, assinadas pelos então ministros Gilberto Gil e Fernando Haddad. Já em 2011, a presidente Dilma Rousseff ampliou essa institucionalidade, ao assinar o decreto que instituiu o PNLL como estratégia permanente de planejamento, apoio, articulação e referência para a execução de ações voltadas para o fomento da leitura no Brasil. O Plano estabelece quatro eixos estratégicos: (1) Democratização do acesso, (2) Fomento à leitura e à formação de mediadores; (3) Valorização institucional da leitura e do seu valor simbólico e (4) Fomento à cadeia criativa e à cadeia produtiva do livro”.

Para maior entendimento do leitor a respeito dessa importante questão, divulgamos aqui um artigo de Fernanda Garcia, diretora executiva da Câmara Brasileira do Livro, que analisa a nova política e responde: PNLE, afinal de contas, o que virou lei?

fernanda garcia“O setor do livro muito comemorou na semana passada. É que no dia 12 de julho foi sancionada a Lei 13.696/2018 que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita, originada por um projeto de lei de autoria da Senadora Fátima Bezerra que tramitou cerca de dois anos no Congresso Nacional. Considerando os últimos anos, em que foram formuladas poucas políticas públicas para o Livro e a Leitura e que a aquisição de livros pelas esferas governamentais diminuíram drasticamente, de fato, há muitas razões para comemorar. Há mais de 12 anos iniciou-se o processo de discussão de PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) que foi bastante amplo e envolveu diversos segmentos do Setor Público e da Sociedade Civil.

Quantos de nós não escutamos o professor José Castilho (a quem tem sido atribuído o nome da lei: “Lei Castilho”) defender a necessidade de uma política de estado para o Livro e para a Leitura?  Mas afinal de contas, o que significa isso em termos práticos? Significa que ao ser instituído na forma de Decreto que é ato do Poder Executivo, o Plano ficaria sujeito à decisão de cada governo sobre sua implantação ou não, sem a obrigação normativa por parte do Estado. Com a sanção da lei, a elaboração e execução deste Plano torna-se uma imposição legal ao Poder Executivo.

Outro ponto a ser comentado é o seguinte: o PNLE e o PNLL são a mesma coisa? Vamos lá: São disposições intimamente relacionadas, mas são instrumentos diferentes. O PNLL foi um documento elaborado detalhadamente para estabelecer eixos, metas e pormenores para a implantação das políticas de livro e leitura no país.  Já o PNLE, lei sancionada que tanto comemoramos na semana passada, tem um texto mais simples, mas dispõe de instrumento que permite à sociedade cobrar do Poder Executivo a elaboração de um plano com o objetivo de instituir políticas claras e efetivas para o livro e a leitura.

Trocando em miúdos, a Lei 13.696/2008, fixa a regra para que o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação elaborem em colaboração o Plano Nacional do Livro e Leitura com os objetivos previstos em seu texto, devendo ser ouvidos o Conselho Nacional de Educação (CNE), o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e representantes de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de educação, a sociedade civil e o setor privado. Nos primeiros seis meses do mandato do Presidente, estes ministérios deverão elaborar o plano que permanecerá válido para os próximos 10 (dez) anos, período este em que deverá ser implantado e executado.

Há, portanto, muitos motivos para comemorar, mas, há ainda mais motivos para que o setor do livro e da leitura se organize, participe e exija uma política séria e ações eficazes. O trabalho é árduo e demanda muita articulação. O momento é de engajamento e mobilização para exigir o cumprimento da regra colocada. Nos próximos dias já começam os debates sobre o assunto durante a FLIP (Festa Literária de Paraty, de 25 a 29/7), em uma mesa promovida pela LIBRE, e na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 3 a 12/8, no Espaço Papo de Mercado, onde ouviremos e discutiremos a experiência do Chile e do México na mesa Sucessos e Desafios nos Planos Nacionais de Leitura, no dia 4 de agosto às 11h30”.

clube-leitura-galeno-1O jornalista Galeno Amorim destacou os pontos mais relevantes da Lei, que divulgamos a seguir:

Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.

Implementação | A Política Nacional de Leitura e Escrita será implementada pela União, por intermédio do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e com a participação da sociedade civil e de instituições privadas.

Regulamentação | Ato conjunto do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação regulamentará o disposto nesta Lei.

Plano Nacional |  Para a consecução dos objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita, será elaborado, a cada decênio, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que estabelecerá metas e ações, nos termos de regulamento.

  • Prazo:Será elaborado nos 6 primeiros meses de mandato do chefe do Poder Executivo, com vigência para o decênio seguinte.
  • Competência:Será elaborado em conjunto pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério da Educação de forma participativa, assegurada a manifestação do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e de representantes de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de educação, da sociedade civil e do setor privado.
  • Acessibilidade:Deverá viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência, observadas as condições de acessibilidade e o disposto em acordos, convenções e tratados internacionais que visem a facilitar o acesso de pessoas com deficiência a obras literárias.

Planos estruturantes | A Política Nacional de Leitura e Escrita observará, no que couber, princípios e diretrizes de planos nacionais estruturantes, especialmente do:

  • Plano Nacional de Educação (PNE);
  • Plano Nacional de Cultura (PNC);
  • Plano Plurianual da União (PPA).

Objetivos | São objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita:

  • Ampliação de acervos físicos e digitais: Democratizar o acesso ao livro e aos diversos suportes à leitura por meio de bibliotecas de acesso público, entre outros espaços de incentivo à leitura, de forma a ampliar os acervos físicos e digitais e as condições de acessibilidade;
  • Formação continuada:Fomentar a formação de mediadores de leitura e fortalecer ações de estímulo à leitura, por meio da formação continuada em práticas de leitura para professores, bibliotecários e agentes de leitura, entre outros agentes educativos, culturais e sociais;
  • Campanhas:Valorizar a leitura e o incremento de seu valor simbólico e institucional por meio de campanhas, premiações e eventos de difusão cultural do livro, da leitura, da literatura e das bibliotecas;
  • Aquisição de acervos, feiras e eventos: Desenvolver a economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao fortalecimento da economia nacional, por meio de ações de incentivo ao mercado editorial e livreiro, às feiras de livros, aos eventos literários e à aquisição de acervos físicos e digitais para bibliotecas de acesso público;
  • Pesquisa e Intercâmbio: Promover a literatura, as humanidades e o fomento aos processos de criação, formação, pesquisa, difusão e intercâmbio literário e acadêmico em território nacional e no exterior, para autores e escritores, por meio de prêmios, intercâmbios e bolsas, entre outros mecanismos;
  • Qualificação das bibliotecas:Fortalecer institucionalmente as bibliotecas de acesso público, com qualificação de espaços, acervos, mobiliários, equipamentos, programação cultural, atividades pedagógicas, extensão comunitária, incentivo à leitura, capacitação de pessoal, digitalização de acervos, empréstimos digitais, entre outras ações;
  • Indicadores e estatísticas:Incentivar pesquisas, estudos e o estabelecimento de indicadores relativos ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas, com vistas a fomentar a produção de conhecimento e de estatísticas como instrumentos de avaliação e qualificação das políticas públicas do setor;
  • Capacitação: Promover a formação profissional no âmbito das cadeias criativa e produtiva do livro e mediadora da leitura, por meio de ações de qualificação e capacitação sistemáticas e contínuas;
  • Planos Locais:Incentivar a criação e a implantação de planos estaduais, distrital e municipais do livro e da leitura, em fortalecimento ao SNC; e
  • Ações educativas: Incentivar a expansão das capacidades de criação cultural e de compreensão leitora, por meio do fortalecimento de ações educativas e culturais focadas no desenvolvimento das competências de produção e interpretação de textos.

Diretrizes | São diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita:

  • A universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas;
  • O reconhecimento da leitura e da escrita como um direito, a fim de possibilitar a todos, inclusive por meio de políticas de estímulo à leitura, as condições para exercer plenamente a cidadania, para viver uma vida digna e para contribuir com a construção de uma sociedade mais justa;
  • O fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), no âmbito do Sistema Nacional de Cultura (SNC);
  • A articulação com as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, especialmente com a Política Nacional do Livro, instituída pela Lei nº 10.753/03;
  • O reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distributiva e mediadora do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas como integrantes fundamentais e dinamizadoras da economia criativa.

Prêmio | Cria também o Prêmio Viva Leitura, que será concedido no âmbito da Política Nacional de Leitura e Escrita com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas, nos termos de regulamento.

Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação (13/7)

“Contos de amor dos cinco continentes”

O autor Rogério Andrade Barbosa sempre nos surpreende e, dessa vez, mais ainda com este lançamento primoroso da Editora do Brasil. Cinco contos mostram para os jovens leitores a força do amor por meio de histórias folclóricas tradicionais da Oceania (Austrália), África (Burkina Faso), Ásia (Tailândia), Europa (Suécia) e América do Norte (Estados Unidos) cada uma ilustrada por um profissional do país de origem da trama.

Aqui estão várias imagens do livro: contra-capa e capa (alto,esq), seguidas das páginas de abertura de cada conto, além de fotos e referências do autor e ilustradores (dir)

Aqui estão várias imagens do livro: contra-capa e capa (alto,esq), seguidas das páginas de abertura de cada conto, além de fotos e referências do autor e ilustradores (dir)

Além de enaltecer o amor, o livro “Contos de amor dos cinco continentes” conduz o leitor para um passeio pelo folclore e mitos dos cinco continentes do planeta. Mostra a força do amor dos casais enamorados, que buscam superar os obstáculos da natureza, do tempo, da morte, das diferenças sociais e do preconceito para ficarem juntos.

Para cada conto foi escolhido um ilustrador do país da história, o que confere o livro uma diversidade artística. Para criar a capa e alguns elementos ao longo do livro, foi escolhido um ilustrador brasileiro: Mauricio Negro.

“Nerida e Birwain”,conto da Austrália, do continente Oceania , é o primeiro conto. É uma narrativa do povo Wiradjuri, uma das nações dos aborígenes, que ocupava a ilha antes da chegada dos europeus e narrava várias histórias da existência de um monstro, Wahwee, um anfíbio assustador com corpo de serpente e cabeça de sapo. O conto fala do amor entre Nerida e Birwain, o casal que desafiou a força Wahwee, morreu abençoado e se transformou nos lírios e juncos dos lagos da Austrália. Este conto foi ilustrado por Daniel Gray-Barnett.

“Yennenga, a mulher soldado”, conto de Burkina Faso, do continente África, é o segundo conto do livro que trata da cultura do povo Mossi, na região de Burkina Faso, a terra altaneira, colonizada por franceses. Yennenga, a mulher guerreira, tornou-se conhecida não só por suas vitórias, mas também por sua luta em busca do amor. Depois de ser expulsa de casa, ela encontra o parceiro ideal, Riale, e se casa com ele com a missão de ser o casal ancestral de todo o povo Mossi. O ilustrador deste conto africano é de Gana e se chama Setor Fiadzigbey.

imagemNa sequência do livro, é a vez de “Os pássaros do arroz e a flor de lótus”, da Tailândia, continente Ásia. Num país, onde quase a totalidade dos habitantes é budista, o conto trata da reencarnação e revela a ideia de que os pássaros poderiam renascer em seres humanos e, então, recuperar o amor perdido na vida passada. Assim é o conto da princesa e do colhedor de arroz, que voltam a se encontrar em outra vida depois de terem sido separados na vez da encarnação de pássaros. O ilustrador é Suntur e ele é de Bangkok.

O quarto conto “Flor de Salgueiro e Nuvem Branca” vem do povo Tewa, indígenas do continente americano. Mais uma vez, o autor destaca o amor de um casal separado pela morte. A mulher deveria partir para sempre, mas o homem luta para trazê-la de volta, desrespeitando os costumes do seu povo. Mesmo assim, um xamã decide ajudá-los, porém, enviando os dois aos Céus para que pudessem se encontrar e viver para sempre, pelo menos, no plano espiritual. Nas noites de muitas estrelas, os nativos olham para duas delas, que estão próximas, reconhecendo ser Flor de Salgueiro e Nuvem Branca. Quem ilustrou este conto foi Brooke Smart, de Salt Lake City, Estados Unidos.

Para encerrar, o conto da Suécia, continente Europa, “Os pinheiros de Ugerup”, ilustrado por Elisabet Ericsson, de Estocolmo. Ugerup é o marido de Thale, que para mostrar o seu amor para a esposa, planta sementes de pinheiros por toda a região de Skane. Thale e Ugerup foram separados pela condenação do homem à prisão. Ele tenta enganar o rei com uma esperteza para viver com a amada. A história pertence aos tradicionais contos escandinavos, herdeiros da tradição nórdica ou germânica, de cuja mitologia vem os deuses Odin, Thor, Loki e outros venerados vikings.

Como eu gostaria de ver um final feliz para todas as histórias. Afinal, o amor merece. O livro “Contos de amor dos cinco continentes” tem 56 páginas e custa R$ 54,80.

“O nascimento de Benjamin”

Livro.

A idealizadora do projeto Santa Leitura, que há dez anos reúne pessoas em torno do livro nas comunidades de Belo Horizonte, Estella Cruzmel anuncia o lançamento do infantil “O nascimento de Benjamin”, dia 22 de julho, das 10h às 13h, na Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários), incluindo a contação de histórias por Mercês Simões, que estará acompanhada do músico Agnaldo Sousa.

A autora decidiu apresentar a sua escrita para as crianças contando a história do nascimento do neto em seu primeiro livro. “Nasci em uma fazenda no interior de Mariana, em Minas, e só conheci um livro aos 10 anos de idade. Porém, em 2010, quando iniciei o “Santa Leitura”, nasceu uma grande paixão e nunca mais consegui ficar longe desse mundo maravilhoso da literatura. Espero que o livro agrade ao público e que colabore com o incentivo à leitura para as crianças”, comenta Estella.

A história conta o corre-corre da chegada de um bebê ao mundo e a movimentação das famílias de várias partes do Brasil que viajaram para os Estados Unidos, onde moram os pais do bebê. Todos da família muito ansiosos  com a chegada de Benjamin, o primeiro neto das duas famílias.

Embora o livro seja para a faixa etária de quatro a sete anos, a história remete, inconscientemente, à obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. A mãe de Benjamin foi fazer um intercâmbio de seis meses nos Estados Unidos, vendo a possibilidade de uma vida melhor, mas acabou não voltando para o Brasil.  “A história nos mostra que “Vidas Secas” continua sendo um livro bem atual. Os pais de Benjamim vivem longe d0 Brasil, ou seja, em cada família tem um Fabiano, se deslocando  em busca de melhores oportunidades”, descreve Estella.

Para a realização dessa obra, Estella Cruzmel contou com a colaboração de várias pessoas como Rochelle Haase Alves, que criou toda a ilustração do livro. Já a capa e contracapa ficaram a cargo de Lília Araujo Cruz, mãe do protagonista do livro, Benjamin Pádua Cruz,  e  do padre Márcio Ribeiro de Souza. A revisão foi feita pela educadora Márcia Luzia da Silva e cuidadosamente editado pela Páginas Editora.

O livro será vendido no dia do evento e em livrarias como Leitura, Quixote e Ouvidor. Parte da venda do livro será revertida ao Lar das Idosas, localizado no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. “O nascimento de Benjamin” também estará na Festa Literária Internacional de Paraty 2018 (FLIP 2018), no Rio de Janeiro. Posteriormente, o livro também será lançado na Comunidade Sagrada Família, bairro Novo Taquaril, em Belo Horizonte, no dia 12 de agosto; na cidade de Mariana, durante a 7ª Semana de Arte Aldravista, e na cidade de Myrtle Beach, Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em dezembro.

“Diário de uma garota nada popular” vol 12

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O mais recente lançamento da série trata de “Histórias de um crush nem um pouco secreto”.

 

 

Os expressivos 13 milhões de livros vendidos fazem da série “Diário de uma garota nada popular”, de Rachel Reneé Russell, fenômeno mundial e referência na literatura juvenil. As aventuras bem humoradas protagonizadas por Nikki, uma menina bem longe dos holofotes do colégio, já tiveram seus direitos cinematográficos vendidos para a Lionsgate’s Summit Entertainment e, no Brasil, alcançaram a marca de 1,2 milhão de exemplares vendidos.

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O sucesso é tão grande que a série chegou ao seu décimo segundo volume, lançamento recente da Verus Editora, do grupo editorial Record. Ao longo dos livros, os leitores acompanharam Nikki em diversas situações. Desde a mudança de colégio, passando pelos embates com sua arquiinimiga MacKenzie, até a conquista do seu intercâmbio estudantil.

Agora, a menina está em contagem regressiva para o fim do ano letivo, enquanto lida com grandes questões sobre como vai passar as férias de verão. Ela também enfrenta uma situação inesperada: há um novo (e lindo) garoto interessado nela, mas a última coisa que ela quer é magoar Brandon, aquele por quem Nikki sempre foi apaixonada.

Neste livro, ela precisa lidar com um drama inédito em sua vida e acertar as coisas com seus dois crushes antes que isso se torne uma catástrofe.

A autora Rachel Renée Russell é advogada, mas prefere escrever livros a processos. Ela vive no norte da Virgínia, Estados Unidos, e mantém um blog sobre a coleção: www.dorkdiaries.com . “Diário de uma garota nada popular” já teve os direitos vendidos para mais de 35 países.

O livro foi traduzido por Carolina Caires Coelho e ilustrado por Karin Paprocki. Tem 272 páginas e custa R$ 39,90.