Lançamentos da Bienal de São Paulo

1- Gibi “Khalil” mostra que todos somos iguais, independentemente da religião

khalil

Khalil é um pré-adolescente brasileiro que adora jogar futebol e se divertir com os amigos do bairro. Descendente de árabes, o menino é muçulmano, e segue o que sua religião professa com bastante alegria. No entanto, nem todos os amigos entendem o que é o Islam. Outros, nem tão amigos assim, não perdem a oportunidade de ofendê-lo nos momentos de conflito, fazendo o uso de termos islamofóbicos, que tanto chateiam Khalil. Um acontecimento inesperado, porém, mostrará à turma que o preconceito religioso é uma grande cilada.

A ideia de falar sobre islamofobia para crianças e pré-adolescentes nasceu na Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, que contou com o talento do roteirista Rogério Mascarenhas e da ilustradora marroquina radicada no Brasil, Malika Dahil, para transformá-la num gibi. É o lançamento mais especial que a entidade preparou para sua sexta participação na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece até o dia 12 de agosto na capital paulista, no Centro de Convenções do Anhembi.

“O caminho que adotamos para combater estereótipos, preconceito e desinformação sobre o Islam é disseminar informações de qualidade”, explica Ali Zoghbi, vice-presidente da entidade. “E nada melhor do que utilizar a linguagem do gibi – tão popular e divertida – para abordar o assunto com crianças e pré-adolescentes”.

2- Adolescente mineira, de 16 anos, é autora de livro sobre multiculturalismo religioso

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Ana Clara Gonçalves Sampaio é uma adolescente mineira de 16 anos. Aos 14, ela recebeu, na escola, a proposta de participar de um debate sobre o Islam, o terrorismo e os estereótipos envolvendo o Islam e decidiu usar a rede social Twitter para pedir a muçulmanos e não muçulmanos que mandassem seus depoimentos para ajudá-la no trabalho escolar. Ana Clara decidiu reunir os depoimentos no formato de um livro, já que o conteúdo foi tão impressionante que desfez na menina e em sua turma da escola qualquer preconceito que havia contra o povo muçulmano.

A ideia do livro de Ana Clara chegou à Federação das Associações Muçulmanas do Brasil e a entidade decidiu apoiar o projeto, lançando a obra durante a 25ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento que está acontecendo na capital paulista. “Eu espero que esses 40 depoimentos e o desdobramento deles possam realmente mudar a imagem que as pessoas têm do Islam e dos muçulmanos porque essa experiência mudou minha vida”, diz a jovem autora.

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