A preferência pelos audiolivros

A tecnologia tem vindo a alterar inúmeros hábitos a nível de lazer e educacional também. Que implicações trazem tais alterações?

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Áudio Companhia: o selo dos audiobooks da Companhia das Letras

O Grupo Companhia das Letras acaba de lançar o seu selo Áudio Companhia, dando início à comercialização de títulos de seu catálogo em audiobook. A publicação selecionada para a estreia é 21 lições para o século 21, de Yuval Noah Harari, autor que já vendeu mais de 12 milhões de cópias no mundo, e tem narração de Sérgio Meneguello. Pela primeira vez no Brasil, um lançamento é publicado ao mesmo tempo nos três formatos: livro físico, e-book e audiobook.

A edição em áudio está sendo comercializada por R$ 39,90 e está disponível para compra com exclusividade no Google Play Store e Google Play Livros, a livraria on-line do Google, para dispositivos Android e também web. O livro também pode ser reproduzido em iPhones e iPads pelo aplicativo para iOS. A compra, porém, deve ser feita pelo computador ou dispositivo Android.

Penetração da tecnologia

Matéria publicada recentemente em “Notícias do mundo” mostra que, segundo a revista “Forbes, 37% da população a nível mundial admite optar por livros em áudio por ser uma forma mais prática que permite acompanhar a literatura ao mesmo tempo em que pratica outras atividades como treinar ou passear o cão.

É o avanço da tecnologia a substituir as formas mais tradicionais com o intuito de facilitar ou evitar a ‘perda de tempo’. Mas numa altura em se vive em constante agitação e todo o tempo parece ser pouco para o que se pretende fazer, que repercussões surgem a nível da saúde?

Se se apontar aspetos como enriquecimento intelectual, satisfação emocional e entretenimento, então, sim, pode-se dizer que a alternativa é igualmente benéfica. Contudo, vale a pena esclarecer que, com um livro em áudio, mais facilmente o indivíduo se distrai com outras coisas e mais dificilmente retém a informação principalmente se os livros em questão forem de temas mais densos.

Embora existam ainda poucos estudos sobre o tema, especialistas apontam que ler e escrever são atividades bastante semelhantes em termos de vantagem para as capacidades cognitivas do ser humano; enquanto ouvir não se equipara a tais atividades. A forma como cada indivíduo interpreta e retém a informação retida, seja lida ou ouvida, dependerá da sua capacidade de concentração e foco. Quando tais níveis são elevados, será mais fácil equiparar os dois tipos de livros.

Por outro lado, quem tem dificuldades de concentração, sentirá mais dificuldade com livros áudio, pois a tendência para realizar outras tarefas será, obviamente, maior. Ainda assim, muitos são os especialistas que defendem que tais são atividades incomparáveis. “ouvir um podcast é bom, mas não pode ser comparado ao prazer de ler um livro”, lê-se na Forbes.

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