Dia Nacional do Livro: 208 anos de histórias

29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. A escritora infantojuvenil Camila Piva comenta sobre a importância do incentivo à leitura na data comemorativa à literatura nacional

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O Dia Nacional do Livro é uma homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do livro criada em 1810 pela Coroa Portuguesa. Na vinda de D. João VI para o Brasil, milhares de peças da Real Biblioteca Portuguesa foram incluídas no acervo do país, formando o princípio da Biblioteca Nacional do Brasil. Ainda, em 1808, as terras brasileiras já editavam suas próprias obras graças à Imprensa Régia fundada pelo monarca, com o primeiro título editado no país sendo a poética “Marília de Dirceu”, do escritor Tomaz Antônio Gonzaga.

Uma memória tão recente e, ao mesmo tempo importante, para a cultura nacional, a data é um marco para o mercado literário do país. É o início de grandes mudanças na arte brasileira, com nomes como Álvares de Azevedo, José de Alencar, Castro Alves e muitos outros surgindo e criando as obras-primas da literatura brasileira. Desde então, as publicações brasileiras entram em crescimento, mas só viram o cenário mudar em 1925, com a fundação da Companhia Editora Nacional, por Monteiro Lobato. No século XXI, as publicações brasileiras chegam a mais de meio milhão por ano, segundo o Censo do Livro de 2010.

São 208 anos de história, cultura e arte em terras brasileiras, que culminam no incentivo à leitura e educação dos mais jovens. Camila Piva, autora das obras “Viva este livro” e “Quero ser uma Youtuber” (esta última escrita em conjunto com a estrela mirim Julia Silva) revela a importância das letras na vida das crianças e adolescentes, sempre contextualizando, se adaptando e evoluindo para integrar as mais diversas preferências da juventude no país.

“Precisamos incentivar a leitura, transformando o momento do leitor em um hábito. Através da literatura crianças, jovens e adultos, compreendem melhor seus sentimentos, desenvolvem empatia e senso crítico. Ler mais é uma das chaves para alcançarmos uma sociedade mais fraterna, justa e capaz de refletir sobre as diversas perspectivas humanas.”, revela a escritora Camila Piva.

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Vale comentar sobre os dois livros da autora. “Quero ser uma youtuber” (Editora Ciranda Cultural 160 páginas, R$ 14,90) traz a história de uma garota. Um diário. Um sonho. Ludmila, mais conhecida como Mila, é fã da Julia Silva e sonha em ser uma youtuber famosa. Mas ela vai descobrir que isso não é tão fácil quanto ela imagina. Com a ajuda da família e dos amigos, Mila vai em busca de seu sonho. Mas, entre brinquedos, novelas, desafios e gnomos, as coisas nem sempre saem conforme o esperado. Será que ela vai conseguir realizar seu sonho de ficar famosa?

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Em “Viva este livro” (Editora Ciranda Cultural, 128 páginas, R$ 29,90), Camila Piva escreve  mais do que momentos de criatividade e propõe uma grande aventura: uma viagem rumo ao eu do leitor. Ao realizar as ações, será possível conhecer mais sobre si, compartilhar emoções e sentimentos, encontrar a felicidade em pequenas coisas. Além de garantirem momentos lúdicos, as ações propostas aguçam a experimentação libertária do leitor.

Camila Piva (foto abaixo) nasceu em São Paulo. Atua como autora, designer, empresária e cursa psicanálise. Atualmente mora em Santana de Parnaíba com seu marido e sua gata (Craco). Ama livros e admira pessoas que acreditam no inacreditável. Tem como missão viver a vida de uma maneira leve e criativa, manifestando suas ideias e ideais com delicadeza pelo mundo. Acredita que todos nós somos únicos e especiais. Não existe no mundo sequer uma única pessoa igual à outra. Para ela, a vida é como um sonho, talvez, um grande game simulador em que a gente aprende jogando. O objetivo é aprendizado e compartilhamento. O equilíbrio entre o dar e o receber.

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