“O menino que virou caramujo”

Lindíssimo esse lançamento da Escrita Fina, de autoria de Alexandre Azevedo, que conta em poesia a infância do grande poeta brasileiro Manoel de Barros e bem do jeito que ele gosta… O livro foi ilustrado por Graça Lima.

 

14afa4d4-4086-480c-abfc-e332c0524915Manoel de Barros é um dos mais aclamados poetas da contemporaneidade. Nascido em Cuiabá, capital do Mato Grosso, ele viveu de 1916 a 2014. Quase, quase chegou aos 100 anos de idade. Modernista, lançou seu primeiro livro em 1937, mas só conheceu o sucesso após 60 anos de idade. Manoel de Barros criou uma maneira sua de escrever e fazer poesia. Num de seus poemas, ele afirma que “a poesia é a infância da língua”. Noutro, que “as coisas que não têm nome são mais pronunciadas por crianças”.

O poeta parecia se entender muito bem com o universo infantil tanto que sempre se utilizou dessa meninice em muitos dos seus poemas. Agora, Alexandre Azevedo retribui nos versos que assina para contar a história de vida de Manoel de Barros:

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“Era um menino que gostava de brincar / No fundo do quintal de sua casa… /

E, lá no fundo, bem no fundinho, / Era que sua imaginação ganhava asa!”

“Para ele, aquele pedacinho de chão / Era muito mais que um quintal,/

Era maior que o mundo inteiro / Muito maior que o pantanal!”

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“O menino que virou caramujo” mergulha no universo de insetos e pássaros, flores e árvores, liberdade e fabulação para buscar a trama de insignificâncias que deu origem à veia poética do menino que viria a ser poeta. No fundo de quintal, perdido na exuberância de um mundo de asas e folhas, o garoto apreende a exuberância onírica de borboletas e dálias, insetos e ipês. A descoberta de que rio é, para alguns, enseada e que o olhar de pássaro é diferente de olhar de cidade.

“Gostava mais dos insetos / Do que de helicóptero ou avião…/

Gostava mais de corrida de tartarugas / Do que de carros de competição!”

“Quando alguém corrigia os seus olhares / É que ele ficava triste de verdade…/

É que ele tinha um olhar de pássaro / E não aquele de gente da cidade!”

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Os versos de Alexandre Azevedo, autor de 120 livros, dialogam com os poemas do próprio Manoel de Barros. O livro a meu ver tem dupla missão: a de encantar os leitores com a beleza da poesia do autor e de certamente conduzi-los para os versos do poeta de “Meu quintal é maior do que o mundo” esse mesmo Manoel de Barros. As belas ilustrações de “O menino que virou caramujo” são de Graça Lima e transmitem com arte e beleza esse “quintal”, essa atmosfera da vida do poeta.

“Esse menino, na verdade, era mágico / Já que era dotado de muitos capazes…/

Por exemplo, interrompia o voo dos pássaros,/Botando um ponto final nas frases!”

“Quando os vaga-lumes acendiam / As luzes do seu quintal, /

Sentava-se na beirada do rio / À espera de um recital!”

A ideia de escrever “O menino que virou caramujo dessa forma nasceu da lembrança de uma conversa entre Alexandre de Azevedo e o próprio Manoel de Barros, que aconteceu há alguns anos. Na ocasião, os dois poetas se expressaram de forma bem parecida com o estilo poético desse lançamento.

O livro tem 48 lindas páginas, custa R$ 38,90 e está à venda na livraria virtual Fokaki no link www.fokaki.com.br

Cartas de amor aos livros

content_393_thumbLuiz Schwarcz *

O livro no Brasil vive seus dias mais difíceis. Nas últimas semanas, as duas principais cadeias de lojas do país entraram em recuperação judicial, deixando um passivo enorme de pagamentos em suspenso. Mesmo com medidas sérias de gestão, elas podem ter dificuldades consideráveis de solução a médio prazo. O efeito cascata dessa crise é ainda incalculável, mas já assustador. O que acontece por aqui vai na maré contrária do mundo. Ninguém mais precisa salvar os livros de seu apocalipse, como se pensava em passado recente. O livro é a única mídia que resistiu globalmente a um processo de disrupção grave. Mas no Brasil de hoje a história é outra. Muitas cidades brasileiras ficarão sem livrarias e as editoras terão dificuldades de escoar seus livros e de fazer frente a um significativo prejuízo acumulado.

As editoras já vêm diminuindo o número de livros lançados, deixando autores de venda mais lenta fora de seus planos imediatos, demitindo funcionários em todas as áreas. Com a recuperação judicial da Cultura e da Saraiva, dezenas de lojas foram fechadas, centenas de livreiros foram despedidos e as editoras ficaram sem 40% ou mais dos seus recebimentos, gerando um rombo que oferece riscos graves para o mercado editorial no Brasil.

Na Companhia das Letras sentimos tudo isto na pele, já que as maiores editoras são, naturalmente, as grandes credoras das livrarias, e, nesse sentido, foram muito prejudicadas financeiramente. Mas temos como superar a crise: os sócios dessas editoras têm capacidade financeira pessoal de investir em suas empresas, e muitos de nós não só queremos salvar nossos empreendimentos como somos também idealistas e, mais que tudo, guardamos profundo senso de proteção para com nossos autores e leitores.

Passei por um dos piores momentos da minha vida pessoal e profissional quando, pela primeira vez em 32 anos, tive que demitir seis funcionários que faziam parte da Companhia há tempos e contribuíam com sua energia para o que construímos no nosso dia a dia. A editora que sempre foi capaz de entender as pessoas em sua diversidade, olhar para o melhor em cada um e apostar mais no sentimento de harmonia comum que na mensuração da produtividade individual, teve que medir de maneira diversa seus custos, ou simplesmente cortar despesas. Numa reunião para prestar esclarecimentos sobre aquele triste e inédito acontecimento, uma funcionária me perguntou se as demissões se limitariam àquelas seis. Com sinceridade e a voz embargada, disse que não tinha como garantir.

Sem querer julgar publicamente erros de terceiros, mas disposto a uma honesta autocrítica da categoria em geral, escrevo mais esta carta aberta para pedir que todos nós, editores, livreiros e autores, procuremos soluções criativas e idealistas neste momento. As redes de solidariedade que se formaram, de lado a lado, durante a campanha eleitoral talvez sejam um bom exemplo do que se pode fazer pelo livro hoje. Cartas, zaps, e-mails, posts nas mídias sociais e vídeos, feitos de coração aberto, nos quais a sinceridade prevaleça, buscando apoiar os parceiros do livro, com especial atenção a seus protagonistas mais frágeis, são mais que bem-vindos: são necessários. O que precisamos agora, entre outras coisas, é de cartas de amor aos livros.

Aos que, como eu, têm no afeto aos livros sua razão de viver, peço que espalhem mensagens; que espalhem o desejo de comprar livros neste final de ano, livros dos seus autores preferidos, de novos escritores que queiram descobrir, livros comprados em livrarias que sobrevivem heroicamente à crise, cumprindo com seus compromissos, e também nas livrarias que estão em dificuldades, mas que precisam de nossa ajuda para se reerguer. Divulguem livros com especialíssima atenção ao editor pequeno que precisa da venda imediata para continuar existindo, pensem no editor humanista que defende a diversidade, não só entre raças, gêneros, credos e ideais, mas também a diversidade entre os livros de ambição comercial discreta e os de ambição de venda mais ampla. Todos os tipos de livro precisam sobreviver. Pensem em como será nossa vida sem os livros minoritários, não só no número de exemplares, mas nas causas que defendem, tão importantes quanto os de larga divulgação. Pensem nos editores que, com poucos recursos, continuam neste ramo que exige tanto de nós e que podem não estar conosco em breve. Cada editora e livraria que fechar suas portas fechará múltiplas outras em nossa vida intelectual e afetiva.

Presentear com livros hoje representa não só a valorização de um instrumento fundamental da sociedade para lutar por um mundo mais justo como a sobrevivência de um pequeno editor ou o emprego de um bom funcionário em uma editora de porte maior; representa uma grande ajuda à continuidade de muitas livrarias e um pequeno ato de amor a quem tanto nos deu, desde cedo: o livro.

*  Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras

“No mundo da Luna”

Livro juvenil de Carina Rissi ganha novo projeto gráfico e mais um conto que ficou de fora da história original. A autora já vendeu mais de 500 mil exemplares, tem livros publicados em 12 países e projetos em andamento para adaptação cinematográfica de seus dois maiores sucessos “Perdida” e “Procura-se um marido”.

thumbnail_image003Duas mulheres que amam escrever e que sonhavam em seguir carreira no jornalismo. Uma, em um golpe de sorte, conseguiu uma vaga temporária na coluna de horóscopo de um jornal. A outra lançou um livro de forma independente e virou best-seller nacional. Essa é a diferença entre Carina Rissi e Luna Braga, protagonista de “No mundo da Luna”, livro que já vendeu mais de 50 mil exemplares e, neste mês de novembro, ganhou edição com nova capa e com o conto exclusivo “A entrevista”, que mostra como a personagem conseguiu a tão sonhada vaga de emprego na Fatos & Furos.

Luna sempre sonhou em escrever em um grande jornal, porém, o mais perto disso que conseguiu foi o trabalho de recepcionista na Fatos&Furos, cujo redator-chefe é ninguém menos que Dante Montini, referência quando o assunto é jornalismo.

Quando a responsável pela coluna do horóscopo avisa que aceitou a proposta de outro veículo, Dante fica furioso e precisa arranjar alguém que possa cobri-la com urgência. O jeito foi colocar Luna temporariamente no setor. Além de recém-formada em jornalismo, ela é neta de cigana, mas não acredita em nada de misticismo. Desesperada para se manter na coluna, a personagem compra um baralho “mágico” em uma loja esotérica qualquer, sorteia uma carta por dia e inventa a sorte de cada signo baseado no que ela acha que a imagem pode significar. Por algum motivo, que talvez só os astros possam explicar, a coluna vira um sucesso estrondoso e surpreendentemente Luna parece acertar todas as previsões que escreve. Mesmo assim, ela continua cética quanto à veracidade da astrologia.

A vida de Luna segue em frente para além de sua coluna de horóscopos. Quando marca um encontro com um fotógrafo, mas leva um bolo, Luna acaba esbarrando com Dante, seu chefe. No dia seguinte, ela tenta se convencer de que dormir com o chefe foi um erro que nunca mais voltará a se repetir. Mas ela e Dante se encontram muitas outras vezes. E, nessa disputa, sem saber se  amam ou se odeiam, a única verdade é que eles não conseguem mais ficar longe um do outro.

Fenômeno na literatura nacional e consagrada como referência do gênero chick lit, Carina Rissi não coleciona apenas fãs – que só no Instagram são mais de 60 mil – mas recordes de venda. Seus livros já venderam cerca de 500 mil exemplares. Vinda da publicação independente, a escritora já tem 12 livros publicados e uma carreira internacional com traduções para Portugal, Rússia, Ucrânia e Itália.

O livro é lançamento da Verus Editora, Grupo Record, tem 504 páginas e custa R$ 44,90.

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No cinema

“Perdida” é a série de maior sucesso de Carina Rissi e os fãs também poderão conferir a história de Ian, Sofia e Elisa nos cinemas. “Perdida- o filme” terá Carina Rissi como co-roteirista. O longa será produzido pela Filmland, mesma produtora de “O vendedor de sonhos”, em parceria com a Warner Bros.  Em 2016, os direitos cinematográficos de “Procura-se um marido” também foram adquiridos, desta vez, pela Framboesa Filmes em parceria com a FOX.

“Que presente maravilhoso”

Lançamento da Paulus Editora mostra a alegria de uma criança ao receber o material escolar e suas expectativas perante os amigos que a acompanharão durante todo o ano escolar.

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 “Quis tocar, apertar, sentir o peso e o cheiro de todos eles.

Que alegria! Que presente maravilhoso”.

Livro infantil “Que presente maravilhoso”, de Jonas Ribeiro, apresenta a alegria de um pequenino ao receber os seus novos amigos: o material escolar: borracha, lápis, caneta, apontador, tesoura, tubo de cola, lápis de cor, canetinhas coloridas, giz de cera, caderno, régua etc.

Com texto simples e enriquecido com as ilustrações de Amanda Freitas, o livro mostra toda a preparação da família para a chegada das aulas. Com o material em mãos, o pequeno estudante sonha com o dia em que estará brincando e correndo com as cores, os números e as letras.

“Fiquei um tempão olhando para os meus novos amigos. Com eles, aprenderia a ler e escrever. Juntaria as letras para formar as palavras. Faria contas difíceis e desenhos bonitos. Não via a hora de ir para a escola”.

“Um livro dedicado para todas as pessoas que trabalham em escolas e fazem a magia do aprendizado acontecer”, Jonas Ribeiro. Este escritor é autor de mais de 100 livros. Levou a contação de histórias para mais de mil escolas. Pela Paulus lançou diversos títulos, entre eles: “Uma dúzia de histórias divertidas”, “Óculos de biscoito” e  “A árvore dos meus dois quintais”.

O livro tem 21 páginas e custa R$ 32,oo.

 

 

“A fada que bordava na seda”

Sábado, dia 24/11, às 10:00 horas, tem lançamento de livro em Belo Horizonte. A Crivinho Editora, da Crivo Editorial, apresenta sua nova produção no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal localizado no circuito cultural da Praça da Liberdade.

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O poder para resgatar a sensibilidade perdida, por meio da simplicidade e empatia para com o próximo. Essa é uma das várias lições que “A fada que bordava na seda” traz no novo livro de Beth Timponi, que foi ilustrado por Walter Lara.

“A fada – esta personagem que borda na seda – talvez, por cuidar de cada minúsculo ponto, detém o poder do olhar atento que perdemos. A partir de pequenos detalhes que vê, ela coloca em ação um plano engenhoso e delicado para trazer sua vizinha de volta à vida” – são as palavras da própria autora.

Beth Timponi, psicanalista, fez sua estreia na literatura infantil com o exitoso título “O sabiá e a menina”, também lançado pela Crivinho. Aliás, muito bem recebido pelos pequenos e grandes leitores. A literatura infantil tem se revelado, na vida da autora, um novo encontro.

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“O livro ‘A fada que bordava na seda’ é uma história emocionante: um retrato vivo do nosso tempo. Um quadro evidente de uma mulher que se perde em meio aos turbilhões da vida e que é resgatada pela capacidade sensível do olhar (e do coração) de outra mulher, a fada que borda na seda, que enxerga o humano no outro.” – eis uma breve leitura do editor Lucas Maroca de Castro.

As ilustrações do livro são do artista Walter Lara: “O livro contará com um padrão de imagens mais clássicas e sóbrias exatamente como desejou a escritora. O traço do Walter Lara tem muito a ver com o livro: convida, a meu ver, à sobriedade do olhar” – reforça ainda, o editor.

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Para a divertida manhã de autógrafos, o espaço estará pronto e dedicado às crianças: com pipocas, almofadas e pufes espalhados pelo chão. Está previsto ainda uma breve exibição de um vídeo poético sobre o livro e o universo da costura, além de projeções das ilustrações do livro.

Abram bem os olhos: o livro é um convite a enxergar o real da vida!

Beth Timponi é formada em Psicologia e Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais; é psicanalista e mora em Belo Horizonte. Participar da literatura infantil tem se revelado, em sua vida, um novo encontro.

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A paixão do leitor

Evento promove encontro entre professores, estudantes de Letras e profissionais do mercado editorial.

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No dia 24 de novembro, sábado, de 9 às 21 horas, acontecerá no Galpão Paraíso o evento A Paixão do Leitor promovido pela Páginas Editora. O objetivo é aproximar o mercado editorial e os cursos de Letras, discutindo sobre a relevância das obras contemporâneas no meio acadêmico e a formação de novos leitores. Além disso, o evento vai debater os desafios dos escritores e editoras na produção do livro e no caminho que ele percorre até chegar às mãos do leitor.

A parte da manhã será voltada para o público infantil, com oficinas, lançamento de livros ilustrados e contação de história. O contato das crianças com escritores é uma forma de estimular a leitura dos pequeninos e incentivá-los também a escreverem as próprias histórias.

À tarde, a programação contará com nomes importantes do meio acadêmico como Flávia Denise, mestre em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG, fundadora da “Revista Chama” e do blog “Livro Livre”, projeto experimental da graduação de Jornalismo que teve como tema os livros, o mercado editorial e a Literatura. Flávia será mediadora na mesa que também terá Ana Elisa Ribeiro, poeta e professora do CEFET-MG, e Maíra Nassif, da Editora Relicário. Leida Reis, editora-chefe da Páginas Editora, mediará a mesa “Literatura Contemporânea na Sala de Aula: a paixão do estudante” da qual participarão Lisley Nascimento, professora da UFMG, com pós-doutorado em Letras e Ciências Sociais, Denise Borille, doutora em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC-Minas e Anelito de Oliveira, escritor e doutor em Literatura Brasileira pela USP e criador e editor do “Jornal Não.

Representantes de editoras, livrarias e distribuidoras participarão da mesa de debate que discutirá temas ligados aos novos rumos do mercado editorial brasileiro. Dentre eles, Rosana Mont’Alverne, presidente da Câmara Mineira do Livro, Wallison Gontijo, da editora Impressões de Minas e Marcos Roberto do Nascimento, da MRN Editora.

O escritor independente Zeca Machado, autor da série de sucesso “A Chave dos Mundos” fará um bate-papo com Nathan Mattos, da Editora Moinhos, contando sobre sua trajetória e como conseguiu vender mais de dez mil livros sem a ajuda de uma editora.

À noite acontecerá um sarau com apresentações dos músicos Cláudio Costal Val e Emídio Oliveira. Além disso, poetas mineiros compartilharão seus trabalhos com o público. Durante todo o evento haverá uma livraria no local e também lanchonete.

Outras informações: E-mail: contato@paginaseditora.com.br –  Telefone: (31) 99138-8423

Casa com adolescente deve ter pelo menos 80 livros *

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Você já contou quantos livros tem em casa? Deveria.

Um estudo da Universidade Nacional da Austrália afirma que crescer em um lar que tenha pelo menos 80 livros aumenta a chance de ser bem sucedido.

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou homens e mulheres de 25 a 65 anos. A pesquisa pediu às pessoas que tentassem se lembrar de quantos livros tinham em casa durante a adolescência.

Em seguida, os cientistas analisaram as habilidades dessas mesmas pessoas em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos.

Depois de cruzar todos os dados, os pesquisadores chegaram a um número: 80. Essa é a quantidade mínima de livros que você deve ter em casa, durante a adolescência, para que as suas habilidades

O interessante é que esse número, 80, era constante. Se a pessoa tivesse essa quantidade de livros em casa, suas habilidades cognitivas sempre melhoravam, independentemente do grau de educação que ela havia recebido.

“Crescer em casas com bibliotecas aumenta as habilidades dos adultos nas áreas estudadas, indo além dos benefícios atrelados à educação parental, escolar e ocupações posteriores”, diz o estudo.

Outro ponto curioso é que, conforme a quantidade de livros aumentava, o desempenho dos voluntários também.

No entanto, existe um teto  máximo: 350 livros. Mais do que isso não melhorou a habilidade cognitiva.

*  Fonte: Super Interessante – Felipe Germano

“Your name” ou “Kimi no Na wa”

Fenômeno dos animes já está nas livrarias. Livro de belíssimas imagens inspirado no filme homônimo, “Your name” ou  o original japonês “Kimi no Na wa”, de Makoto Shinkai, narra a vida de uma jovem do interior do Japão que faria qualquer coisa para conhecer Tóquio.

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O ditado “cuidado com o que deseja” se encaixa perfeitamente na trama de “Your name”, animação japonesa que virou fenômeno mundial, faturou dezenas de prêmios, como o Japan Awards e o 42° Prêmio da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, e ainda ganhou também as livrarias brasileiras pela Verus Editora, do Grupo Editorial Record.

A personagem Mitsuha é uma jovem que mora no interior do Japão, mas faria qualquer coisa para conhecer Tóquio. Sua cidade é tão pequena, que está fora da área de previsão do tempo e mal é reconhecida pelo Google Maps. Não há nenhuma livraria, dentista ou McDonald’s. Durante uma visita ao templo, Mitsuha desabafa sua insatisfação em morar no vilarejo e afirma que “preferia ser um cara bonito em Tóquio na próxima vida”. De certa forma ela consegue o que queria.

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Em um sonho estranho, a garota acorda no corpo de um rapaz desconhecido e vive aquele dia como ele pelas ruas de Tóquio, o que significa correr para o colégio, fazer social com os amigos, que ela nem sabe o nome, e depois ir para o trabalho em um restaurante de massas. É assim que ela percebe o quanto o ritmo da vida na cidade pode ser diferente do que ela está acostumada a viver quilômetros dali.

Mas Mitsuha não é a única a ter esse sonho tão vívido. Bem longe do dia-a-dia no campo, Taki, um adolescente da capital japonesa, também passou por situação semelhante. No caso do rapaz, ele sonhou que era uma garota de uma cidade nas montanhas.

Esse é só começo da história de dois jovens compartilhando corpos, relacionamentos e vidas. Eles não sabem como esse fenômeno acontece, mas Taki e Mitsuha estão intrinsecamente ligados.

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livro-your-name-pre-venda-D_NQ_NP_948881-MLB28331804745_102018-FO livro foi traduzido por Karen Hayashida Kazumi, tem 192 páginas e custa R$ 29,90.

“Your name” traça uma linha tênue entre o sobrenatural e a realidade, conforme acompanha as inquietações dos protagonistas que estão determinados a fazer parte da vida um do outro. O livro já vendeu mais de 3,4 milhões de exemplares e teve os direitos vendidos para 13 países. O anime esta disponível na Netflix.

Nascido em Nagano, no Japão, em 1973, Makoto Shinkai despontou no mundo da animação em 2002, com o curta “Vozes de uma estrela distante”, que ele produziu praticamente sozinho. “Your name”, sua animação mais recente, foi sucesso de crítica e público e se tornou o anime de maior bilheteria da história do Japão. Este romance foi escrito durante a produção do filme de mesmo título.

 

Clube de Leitura nas escolas públicas

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A poeta Roseana Murray  (foto) se destaca na literatura de muitas formas: a qualidade de seus livros, o encanto de seus poemas, sua sensibilidade artística, a notável generosidade para com as pessoas, especialmente os seus leitores, mas também por várias iniciativas muito bem sucedidas e voltadas para a formação de leitores e incentivo aos professores, como o evento “Café, pão e texto” que realiza periodicamente em sua casa, em Saquarema, Rio de Janeiro, para falar de literatura para alunos e professores das escolas da região.

Esta semana, Roseana Murray lançou uma ideia em sua página do Facebook que imediatamente ganhou adeptos, inclusive eu, que achei a sua proposta genuína: a criação de Clubes de Leitura nas escolas públicas como recurso para a formação de leitores. Vale lembrar que nos últimos anos surgiram inúmeros clubes de leitura voltados para as crianças, iniciativas particulares, que têm acertado em cheio com seus planos de adesão e indicação de livros.

O que Roseana Murray propõe é que os professores estudem alternativas para as escolas públicas, que devem criar seus próprios Clubes de Leitura. Em seu primeiro post no Facebook, ela pediu “ajuda aos amigos artistas, aos amigos escritores, aos professores, para uma ideia que tive agora, simples e eficiente: e se as escolas públicas fizessem um Clube de Leitura para todos? Já pensaram em muitas escolas públicas com Clubes de Leitura? Escolas com Clubes de Leitura manterão as Salas de Leitura a todo vapor. E se não tiver sala de Leitura um carrinho de supermercado serve, uma mala, uma geladeira velha… É urgente formar leitores. Quem acha que pode ajudar? Compartilhem, conversem, é um corpo a corpo. Um Clube de Leitura onde se lê e discute um livro é um passaporte para as luas de Saturno. Posso ajudar com ideias. Basta me procurar”.

Em seguida, a poeta gravou um vídeo e também publicou na rede social. Aqui, publicamos na íntegra a sua fala com a esperança que surjam mais adeptos para essa proposta tão acertada, além de novas ideias que podem se somar as de Roseana Murray. Parabéns, poeta, por essa iniciativa e por tantas outras contribuições à literatura.

“Eu lancei no Facebook uma ideia: de fortalecer as escolas públicas com literatura a partir da criação de clubes de leitura. Claro que as regras serão feitas pelos professores que criarão os clubes nas suas escolas.

Mas eu tenho algumas ideias muito simples. Por exemplo: é quase impossível que todos os alunos inscritos no clube leiam o mesmo livro, por que não haverá cópias para todos. Por isso, cada aluno poderia escolher um livro, ter um tempo para ler, talvez, um mês no mínimo ou de dois em dois meses, e aí se faria uma grande festa nesta reunião da discussão. Não será, na verdade, uma discussão, e sim cada aluno vai apresentar o livro que leu, vai ler um trechinho, vai falar um pouco da temática do livro e do que sentiu.

Essa é uma porta aberta para o pensamento, as discussões, concordâncias, discordâncias, convencimentos e assim a gente estará fortalecendo o pensamento dentro da escola pública. E cada pessoa que tenha alguma ideia, alguma ideia ou alguma dúvida, me procure, por que estou super disponível para a gente conversar. Um beijo para todos vocês, professores maravilhosos, que sabem que a formação de um leitor é o maior prêmio que há.”

 

“Pepa & Keca, quem viu rimas por aí?”

Brasileira moradora dos Emirados Árabes estreia na literatura infantil com poemas rimados. O livro de Wiana Aguiar nasceu do que a maternidade lhe trouxe e da convivência com suas duas filhas, no caso, Pepa e Keca.

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Amor de mãe só provoca coisas boas. No caso da autora Wiana Aguiar, produtora de conteúdos web, inspirou versos. Antes mesmo de a primeira filha nascer, ela já escrevia:

“Quem é essa menina / Que brinca dormindo / Que dá cambalhotas / Que escuta baixinho.

Quem é essa menina? / De cabelo ralinho / De pele lisinha / Que vive sorrindo.

Quem é essa menina? / Que alegra sem saber / Que vive a crescer / Que espera nascer”.

Depois que suas duas filhas nasceram, os versos não pararam mais até caberem nesse livro “Pepa & Keca- quem viu rimas por aí?” , que é a sua estreia na literatura. Wiana Aguiar nasceu no Ceará, viveu a infância no Pará e sem ter acesso aos livros lia o que aparecia, Há 11 anos mora em Dubai.

O título do livro nasceu das experiências da mãe com as meninas Pietra e Carla, de 11 e 6 anos, respectivamente. “Aos oito anos já escrevia poemas numa caderneta que se perdeu com o tempo. Depois, com a primeira gravidez, aos 30, voltei a escrever. O primeiro poema do livro, ‘Quem é essa menina’ _ que reproduzimos no início da matéria _ é desse período”, conta  a autora.

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Pepa Pavão / Keka Leão

Brincam, cochicham e se esfregam no chão / Sobem na árvore e soltam balão / Embalam-se na rede e cochilam um montão.

Escrevem com as mãos e desenham um coração / Pintam um avião, um macaco e um alazão / Apagam um dado e desenham um traço.

Pepa e Keka / Cortam e recortam um grande camaleão / Colam e retocam um bravo dragão / Dobram e desdobram uma casa de papelão”.

As crianças gostam muito de ouvir histórias  narradas em versos. Tenho certeza que esse livro vai agradar meninas e também meninos, pois são experiências reais das crianças que a autora destaca. Os versos do livro descrevem o “quarto das duas garotinhas, quarto de flores, amarelo que te quero” / a “gata feiona tinhosa não gosta de rosa” / “a borboleta leta leta vai pro lado e vai em frente zuzuzu zazazá” /o “girasol gira e gira o mundo” / o “banhozinho e banhozão, vamos lavar o pé, vamos tirar o chulé” /o “cabelo enrolado, enroladinho, crespinho, lavo devagarinho”…

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Para não esquecer do Ceará e marcar a cultura do emirado, tem também versos para o camelo e para o caranguejo, além dos versos para os avós, tias, amigos e até anjo da guarda. O fato de morar em Dubai permite o intercâmbio cultural, como os versos do livro dedicados ao camelo, personagem que a autora encontrou ao pedalar no deserto, e os versos da Tia Magaly, uma professora brasileira que trabalha a língua e cultura tupiniquins no emirado.

A mãe autora também estimulou as filhas a desenharem o que liam, fazendo nascer, assim, o sonho da publicação. Os desenhos das meninas também estão reproduzidos no final do livro, que foi ilustrado mesmo pela designer carioca Ana Souza.

No final, o livro ainda convida o leitor a se tornar um padrinho  do projeto “Fraternidades em fronteiras”, que trabalha para alimentar crianças em Moçambique. Metade do valor de cada exemplar de “Pepa & Keca Quem viu rimas por aí” (que custa R$ 39,00) beneficia a cerca 10 mil crianças africanas órfãs que fazem parte desse projeto. “Um livro feito para crianças ajudando outras crianças”, defende a autora.

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“É hora de conhecer Pepa pavão e Keca Leão!
Duas meninas, um deserto, mundo árabe por certo

Elas estão crescendo / a mãe vê o tempo passar,
segura o lápis e papel / compõe rimas a granel

Na casa tem jardim / borboletas a voar
aqui só se pensa em rimas / e histórias a contar

Pepa desenha e Keca quer pintar
as memórias da família que este livro vem mostrar”.

O livro lançado pela AMEI Editorinha pode ser comprado na Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/hnlivros/wiana-aguiar-pepa-e-keca-em-quem-viu-rimas-por-ai-1350031495