“Petrina”

                       Livro infantil usa a prosa poética para narrar a dura realidade do sertão.

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Recente lançamento o da Páginas Editora: o livro infantil “Petrina” escrito por Lindomar da Silva, que narra a luta da família da menina Petrina para sobreviver na dura realidade do sertão nordestino, tão castigado pela seca, onde “rios morrem de sede; animais morrem de fome; plantas morrem queimadas de sol”.

Petrina é a caçula da família e tem aquela felicidade ingênua das crianças que conseguem brincar e sorrir ainda que o cenário seja desolador. Ela “foi crescendo e se enchendo de vida sem sentir o cheiro de terra seca molhada de chuva”.

Com uma escrita que mistura prosa e poesia, “Petrina” é um convite à reflexão sobre a água, bem natural precioso para a vida, cuja escassez obriga muitas famílias a abandonarem suas casas rumo à cidade grande, enquanto outras permanecem à espera do milagre de um milagre.

Lindomar é formado em História e Filosofia e atua como diretor de escola da rede pública municipal de Belo Horizonte.

Informações e venda do livro: (31) 3412-5669

 

“Em algum lugar do mundo”

A todo o momento e em vários locais do mundo existem crianças cheias de fantasias e vivendo muitas emoções. Crianças imaginam, inventam, acreditam que tudo é possível. Por que não? Esse é o tema de “Em algum lugar do mundo”,   recente lançamento da Editora do Brasil, de autoria de Anna Claudia Ramos, que em entrevista ao Blog Conta uma História explicou como surgiu a ideia de escrever essa história e a contribuição que a mesma oferece às crianças, pais e educadores.

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Era uma vez, uma menina inventadeira, que sonhava ser escritora para poder criar muitos mundos e assim morar e viajar cada dia mais longe … Essa menina, de fato, se transformou na escritora Anna Claudia Ramos, a autora de “Em algum lugar do mundo” e de outras dezenas de livros infantis. Como era uma criança inventadeira cresceu com a sensibilidade de perceber outras crianças assim e ainda descobriu a importância de respeitar os sentimentos e projetos de vida mesmo se revelados na infância.

Anna Claudia escreveu “Em algum lugar do mundo” para dar voz às crianças e mostrar para todos como elas pensam e são capazes de planejar coisas incríveis. Nas 37 páginas do livro encontramos 26 personagens, que cabem em todos os cantos do planeta, com seus nomes universais, suas histórias, sonhos e desejos guardados no fundo de cada coração.

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“Neste momento, em algum lugar do mundo, há uma criança pensando no que acontece por dentro dela, em sua casa, sua família, sua escola, no local onde mora.

Muitos adultos nem imaginam que isso possa acontecer. Não entendem os silêncios das crianças. E, menos ainda, seus pensamentos.

Crianças adoram inventar coisinhas, são meio poetas, meio cientistas e, quase sempre, investigadoras.

É o caso da menina Yasmim. Gostam do nome? Ela quer ser investigadora para desvendar o que acontece quando as pessoas crescem. Outro personagem é Kenzo, que está criando um aspirador de pesadelos e um robô-espanta monstros e fantasmas para não ter mais sonhos ruins nem ter medo quando todos da casa estão dormindo. E Stéfano?

“Stéfano quer inventar a cura para a saudade e para as doenças que levam as pessoas queridas embora. Mas enquanto não consegue achar a solução, ficaria feliz em ter uma bola de cristal para prever o futuro, assim pelos menos a tristeza não pegaria ninguém de surpresa”.

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O que os pensamentos de meninos e meninas revelam, através do livro, é muita sensibilidade perante o lugar, as pessoas e o modo como vivem. Os inocentes projetos de vida revelam um jeito simples, sincero e espontâneo de ser e viver tal como se espera da infância. Indicado para crianças a partir de 8 anos de idade, “Em algum lugar do mundo” foi ilustrado pelo espanhol Jacobo Muñiz e faz parte da coleção Mil e uma Histórias, da Editora do Brasil. A coleção reúne  autores renomados, ilustrações encantadoras e narrativas cativantes. As obras refletem a cultura universal e a infância, mostrando a realidade de um jeito diferente, de modo a levar o pequeno leitor a pensar sobre suas atitudes e o mundo que o cerca.

O depoimento da autora

Anna Claudia Ramos é carioca, formada em Letras pela PUC-Rio e Mestre em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela atua como escritora e professora de Oficinas Literárias. Também viaja pelo mundo fazendo palestras sobre sua rica experiência com leitura, bibliotecas comunitárias e escolares e como escritora e especialista em literatura infantil/juvenil.

Anna Claudia foi responsável de 2009 a 2016 pelo Manual de participação dos autores da Flipinha.  Para conhecer mais a respeito dessa premiada escritora e seus livros, visite o site www.annaclaudiaramos.com.br

Anna Cláudia Ramos: “Eu sou feita de histórias”

Anna Cláudia Ramos: “Eu sou feita de histórias”

Aqui, a autora fala de seu novo livro:

“Em algum lugar do mundo” nasceu da minha vontade de falar sobre as crianças, porque eu acho que nem sempre os adultos respeitam os sentimentos das crianças. Tem muito adulto que não entende criança querer fica quieta, criança querer ficar sozinha… não respeita a dor da criança, seu sentimento.

Eu dediquei esse livro a Janusz Korcsak, que foi um médico pediatra polonês (1878-1942). Na Segunda Guerra Mundial, ele cuidou de muitos órfãos e morreu num campo de extermínio junto com as crianças. Foi essa pessoa que mais me ensinou o respeito à alma infantil. Ele tem um livro chamado “Quando eu voltar a ser criança” que me fez entender muito a infância. Tanto que eu dedico “Em algum lugar do mundo” a ele mesmo que nunca tenha me conhecido e nem vai me conhecer pelo fato de não estar mais aqui entre nós.

Eu queria mostrar esses sentimentos das crianças, os sonhos das crianças, e tudo nasceu, porque fui ouvindo falas de determinadas pessoas, algumas até adultas,que diziam: quando eu era criança, eu sonhava com isso; eu sonhava com aquilo. Aí, fui registrando algumas dessas histórias e inventando outras, mas todas a partir do meu olhar para o mundo, para as crianças, para o entorno e fui criando todos os personagens do livro. Os nomes dos personagens foram baseados numa grande pesquisa para que pudessem caber em qualquer lugar do mundo, quer dizer, representam nomes que existem em diversos lugares do mundo. Eu queria isso para que o maior número de crianças se sentisse representada”.

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A autora continua: “Acho que o ilustrador, Jacobo Muñiz, foi incrível. A minha maior preocupação era quem iria ilustrar esse livro, porque não queria legenda do texto, não queria que a ilustração mostrasse o que o texto já está falando. Eu também não fazia ideia do que poderia ser e o ilustrador foi incrível, porque ele criou cenários onde os personagens estão espalhados e só no final ele nomeia as crianças. Então, você tem vontade de voltar e começar a procurar essas crianças no livro para ver que história está sendo contada ali. Ele criou um livro dentro do livro e eu achei isso sensacional.

Dá para o leitor uma possibilidade imensa de leituras e, além disso, eu acho que vai colocar as crianças falando sobre o que elas sentem, uma vez que eu começo mostrando que os adultos nem sempre conseguem entender os silêncios ou os pensamentos das crianças e isso é muito verdade, por isso espero que esse livro desperte esse olhar nos pais, nos educadores, para que tentem entender cada vez mais aquela criança que está ali diante de cada um deles, porque cada um é extremamente singular, cada um tem as suas necessidades e a gente tem que aprender a entender, respeitar para poder educar de uma forma mais saudável.

Eu sou mãe de um casal. Meus filhos são totalmente diferentes um do outro. Fisicamente até que não, mas em termos de personalidade eles são muito diferentes. Então, eu tive que aprender a cuidar de cada um deles de um jeito muito singular. Eu gostaria que esse livro despertasse esse sentimento nos adultos”.

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“Presépio e outros contos de Natal”

Organizada por Luiz Ruffato, essa coletânea reúne grandes nomes da literatura brasileira.

 

c19ed3be-024b-466f-aea3-a6bb40e0e84aLançado pela SESI-SP Editora, o livro “Presépio e outros contos de Natal” trata dos momentos em que, em meio à alegria natalina, aparecem a solidão, a tristeza e outros dramas humanos.

Os 17 contos escolhidos para compor esta obra vão desde os clássicos de Machado de Assis e Lima Barreto a autores contemporâneos, como Marçal Aquino e Lygia Fagundes Telles. Com projeto gráfico especial, o livro traz, ainda, histórias de Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade, Rachel de Queiroz e Rubem Braga.

Nesta obra, o leitor é desafiado a abandonar, por momentos, sua vida cotidiana para vivenciar os dramas propostos, exercitando assim, radicalmente, a empatia por meio do outro que existe do nosso lado, invisível, porém latente.

A coletânea com 160 páginas, organizada por Luiz Ruffato, procura resgatar o espírito reflexivo do Natal. Um momento de esperança em dias melhores alicerçado em histórias exemplares.

Luiz Ruffato é  jornalista, poeta, contista e romancista graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O livro Eles eram muitos cavalos, editado em 2011, é um grande sucesso que revelou o escritor e já foi publicado na França, Itália, Portugal, Alemanha, Colômbia e Argentina. Ele recebeu prêmios literários da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e Fundação Biblioteca Nacional.

“Presépio e outros contos de Natal” está em pré-venda na Amazon.

“Natalino”

Esse lançamento da Escrita Fina Edições, pertencente ao Grupo Editorial Zit, traz um emocionante conto de Natal escrito por Eliandro Rocha ao narrar a ansiedade de um menino, que ainda não conhece Papai Noel. As belas e originais ilustrações de Alexandre Rampazo conduzem o leitor a ‘enxergar’ outro ambiente natalino, bem diferente do que já estamos acostumados. Numa entrevista especial para o Blog Conta uma História, o ilustrador explica essa surpresa e analisa a força que a ilustração dá ao livro infantil.

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O Natal é um período carregado de emoções e a literatura nos conduz a interagir, compartilhar e vivenciar muitas delas. Entre tantas emoções uma parece ser insuperável: a expectativa das crianças pela chegada do Papai Noel com o presente que pediram. Ou o contrário: a tristeza de se sentirem esquecidas pelo bom velhinho.

O livro “Natalino” trata desse tema. Alexandre Rampazo, ilustrador do livro, explica que se trata de “uma história que acontece no Brasil com um personagem dentro de uma realidade carente de recursos, mas de muito afeto familiar”.

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A história do menino “Natalino” começa no dia de Natal.

“Ontem foi uma noite de muita ansiedade. À tarde, perguntei para minha mãe se, neste ano, Papai Noel viria nos visitar e trazer algum presente para mim e para meus dois irmãos. E, mais uma vez, ela contou a mesma história:

_ Ele não virá, meu filho! Temos muitos cachorros em casa e eles podem mordê-lo”.

O menino não gostou nada de ouvir essa resposta mais uma vez e pensou:

“Às vezes, tenho vontade de morder meus cães. Mas gosto deles”.

Qual criança não se sentiria assim, não é mesmo?

Já conhecendo essa alegação, o irmão mais velho de Natalino encontrou a solução:

_ “Pronto! Amarrei todos os cachorros nas árvores do quintal. Agora ele pode entrar _ disse triunfante o herói”.

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Caminho livre para Papai Noel.

Será? A mãe de Natalino sentiu-se muito triste. E Natalino, com um nome carregado de significados, continuou ansioso com a aproximação da noite de Natal.

Haverá um presente de Natal? Qual será o melhor presente de Natal? Será uma noite feliz para aquela família?

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“Natalino” é um livro delicado. Ao ler, fiquei feliz ao constatar que ele aponta uma solução criativa e otimista para manter o encanto do Natal dentro da família. A felicidade de Natalino vem de um caminho diferente, porém, capaz de alegrar a ele e aos irmãos.

O livro tem 48 páginas, custa R$ 29,80 e pode ser comprado na loja virtual Fokaki www.fokaki.com.br

A entrevista com o ilustrador

Alexandre Rampazo, formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, é ilustrador e autor de livros infantis. Durante muito tempo atuou como diretor de arte para publicidade e também desenvolveu capas de livros e projetos editoriais. Ilustrou alguns livros esporadicamente, mas somente a partir de 2007 começou a se dedicar integralmente à literatura infantil e tem seu nome associado aos principais prêmios destinados a este segmento. Foi uma vez finalista e de outra vez vencedor do Prêmio Jabuti, recebeu o Selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e teve ilustrações selecionadas para o Catálogo FNLIJ da Feira de Bolonha, foi selecionado para o Prêmio da Bienal da Ilustração de Bratislava, além de conquistar o disputado Prêmio Cátedra Unesco de Leitura.

Alexandre Ramapazo: “Cada vez mais será entendido que autor da narrativa verbal e autor da narrativa visual se complementam” – Foto: Divulgação

Alexandre Ramapazo: “Cada vez mais será entendido que autor da narrativa verbal e autor da narrativa visual se complementam” – Foto: Divulgação

Rosa Maria: Como o ilustrador define técnicas e o tipo de desenho e criação para uma história? Como foi esse processo para o livro “Natalino”?

Alexandre Rampazo: Acredito que cada história pede um tipo de narrativa visual, que não é necessariamente a ilustração em si, mas o todo da narrativa, o conceito narrativo que irá permear a história, que passa pelo projeto gráfico, formato, etc… Em “Natalino”, queria uma atmosfera que contasse um pouco da realidade simples do protagonista e fosse percebida na escolha do papel, no tipo de tratamento da ilustração…

RM: Que tipo de ilustração mais agrada as crianças?
AR:
Não penso num “tipo de ilustração” que atraia mais ou menos uma criança leitora. Uma boa narrativa visual, uma boa história são caminhos pra cativar o pequeno leitor.

RM: Ao folhear “Natalino”, percebi que as cores e os desenhos não são nada convencionais com as imagens que costumamos associar ao Natal. Por quê?

AR: Porque a associação imagética que temos de Natal é totalmente estadunidense: cenário invernal, famílias abastadas… e é justamente o oposto da história do “Natalino”. Uma história que acontece no Brasil, com um personagem dentro de uma realidade carente de recursos, mas de muito afeto familiar.

RM: Você se inspirou em alguém especial para criar o menino, personagem da história?
AR:
Não e sim… Não é ninguém em especial, mas ao mesmo tempo é toda criança que tem um desejo de ser presenteada ou abraçada pela figura do Papai Noel e não tem esta oportunidade.

RM: Qual o peso que a ilustração tem para um livro infantil?
AR
: Estamos em um momento onde o ilustrador passou a ter uma relevância, a ilustração deixou de ser apenas decorativa. A narrativa visual ganhou mais peso e importância e a coautoria do ilustrador é reconhecida cada vez mais. Particularmente, em “Natalino”, o texto belo e generoso do Eliandro Rocha possibilitou que eu explorasse a narrativa ilustrada do livro e oferecesse algo além da narrativa verbal, como, por exemplo, explorar a possibilidade em narrar a história em dois tempos distintos. Cada vez mais será entendido que autor da narrativa verbal e autor da narrativa visual se complementam.

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“Escola dos Dinos”

Dinossauros ou simplesmente Dinos costumam ser os melhores amigos das crianças, como é o caso de Martin, 5 anos de idade, filho da escritora gaúcha Letícia Möller. A mãe criou uma história a pedido do menino, mas foi ele que deu o título: “Escola dos Dinos”.

A escritora Letícia Möller e seu filho Martin: “Aqui em casa temos um grande fã de dinossauros. Desde bem pequeno, o Martin coleciona bonecos e livros, muitos livros de dinos. Paixão que me contagiou também... Enfim, querido Martin, demorou um pouco, mas teu livro chegou, todo ilustrado, colorido e divertido. Com tiranossauro rex, estegossauro, pterodáctilo, tricerátopo e outras de nossas espécies preferidas! Querendo ganhar o teu coração e o de muitos leitores”.

A escritora Letícia Möller e seu filho Martin: “Aqui em casa temos um grande fã de dinossauros. Desde bem pequeno, o Martin coleciona bonecos e livros, muitos livros de dinos. Paixão que me contagiou também… Enfim, querido Martin, demorou um pouco, mas teu livro chegou, todo ilustrado, colorido e divertido. Com tiranossauro rex, estegossauro, pterodáctilo, tricerátopo e outras de nossas espécies preferidas! Querendo ganhar o teu coração e o de muitos leitores”.

No livro, o editor Fernando Franco, da Franco Editora, (instalada na cidade mineira de Juiz de Fora), explica a parceria entre mãe e filho: “Como Martin é fã de dinossauros, desde que se entende por gente, sabe muitas coisas sobre eles. Juntos, mãe e filho leram diversos livros sobre dinos e estudaram as espécies. No livro, uniram alguns de seus favoritos com diferentes características corporais, de alimentação e hábitos variados, e imaginaram como cada um seria como aluno de uma escola: dedicado, bagunceiro, bom amigo, esportista, sonhador… E como seriam os professores também”.

Toda a escrita é em versos rimados, o que torna a leitura mais interessante ainda. A história começa assim:

“Era uma vez, há milhões de anos, / uma escola diferente da escola dos humanos, / onde alunos e professores eram um pouco estranhos”.

“Quem quisesse estudar, era só chegar. / Você também pode entrar, se no tempo viajar. / E sabe o que vai encontrar?”

“Dinossauros de todo tipo e tamanho, / do mais incrível ao mais tacanho. / E também uns dinos que não tomam banho”.

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Indicado para crianças de 2 a 8 anos de idade, o livro brinca com as características de algumas espécies de dinos para criar a personalidade e as habilidades de cada aluno e professor desta escola jurássica. As aventuras ficam por conta dos seguintes personagens: a doce professora Laura, a maiassaura; o zangado professor Pedro, o pterodáctilo; o temido aluno Alex, o T-rex; o estudioso Mauro, o estegossauro; a pescoçuda atleta Pipoca, a diplodoca; o músico Fofo, o parassaurolofo; e finalmente o bruto Otto, o tricerátopo.

As ilustrações coloridas e divertidas de Amanda Freitas enriquecem a história, dando forma e detalhes aos personagens. Ao final do livro, o leitor encontra a seção “Os dinos por eles mesmos”, onde todos  se apresentam. Neste espaço, a autora informa sobre cada uma das espécies, que deram origem aos personagens ao relatar sobre as suas principais características. A criança vai ter uma aula sobre dinossauros e aprender muito sobre eles.

“Na escola dos Dinos, não há lugar pra tristeza. / Todos se divertem que é uma beleza. / Não há teto nem paredes, há somente a natureza.”

“Venha com os dinos estudar e se divertir. / Fica um pouco aqui com a gente, você pode até rugir. / Vamos juntos curtir até a hora de partir”.

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“Escola dos Dinos” estimula a criança a conhecer um pouco mais sobre estes animais fascinantes. Em que época viveram? Como era o seu habitat? O que significa ser carnívoro? E herbívoro? O que é um quadrúpede? Existiam dinossauros bípedes, como nós humanos? A história provoca a criança a pensar nessas e em outras questões, estimulando-a a aprofundar seus conhecimentos.

A criança identifica as diferenças entre cada personagem, suas características e personalidades, podendo perceber que, assim como os dinos são diferentes uns dos outros, as pessoas também não são iguais. Essa diversidade é muito bonita e interessante.

O livro tem 23 páginas, custa R$ 36,00 e pode ser comprado no site da editora: http://www.francoeditora.com.br/pd-5c2b78-escola-dos-dinos.html?ct=&p=1&s=1

Lançamentos para jovens

Dois clássicos de Willian Shakespeare são lançados pela Editora do Brasil: “Sonho de uma noite de verão” e “Romeu e Julieta” foram traduzidos e adaptados por Fernando Nuno, que deu uma linguagem desenvolta para as obras.

A Editora do Brasil lança “Sonho de uma noite de verão” e “Romeu e Julieta”, duas famosas obras de Willian Shakespeare, traduzidas e recontadas em prosa pelo consagrado escritor brasileiro Fernando Nuno. Os livros fazem parte da Coleção Biblioteca Shakespeare, que apresenta os clássicos desse autor de maneira leve, em forma de romance, e proporcionando uma leitura mais espontânea. Porém, respeitando todas as ações e profundidade dos diálogos presentes nos originais do autor.

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“Romeu e Julieta” é o mais famoso clássico de Shakespeare. A história de um casal apaixonado que vive um amor impossível, pois suas famílias são inimigas. O trágico final é conhecido por todos, mas a emoção de ler essa história em texto integral é única e desfrutá-la em linguagem atualizada certamente encantará os jovens leitores.

Já “Sonho de uma Noite de Verão” relata três tramas: Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena e suas confusões amorosas; o rei dos elfos, Oberon, e a rainha das fadas, Titânia, e seus desentendimentos e magias; e Pedro Marmelo e sua trupe, que estão ensaiando uma peça. As histórias se amarram com o casamento do duque Teseu e a rainha das amazonas Hipólita. Com este delicioso texto, repleto de magia, confusões e humor, os leitores poderão fazer um primeiro contato com esta divertida peça, uma das mais célebres obras de Shakespeare, em linguagem modernizada. A adaptação, conduzida com maestria por Fernando Nuno, é um presente para todos.

Fernando Nuno é autor de 15 livros. Todas as suas adaptações de clássicos da literatura receberam o Altamente Recomendável da FNLIJ. Estudou História da Arte no Instituto Dante Alighieri de Florença e Mitologia nos sítios arqueológicos gregos, pela Viking Students, de Atenas. Foi o editor do Círculo do Livro e fez Jornalismo e Letras na USP. Também dirigiu a redação do conteúdo do site brasileiro da Encyclopaedia Britannica.

As obras foram ilustradas por Daniel Araújo que conseguiu harmonizar de forma perfeita com o texto. Daniel Araujo formou-se em arquitetura (FAU-USP) e é ilustrador, desde então. Já colaborou com revistas e livros, tanto de ficção quanto de arquitetura e pesquisa. Faz animações e ilustrações para publicidade e já trabalhou com restauração de filmes clássicos brasileiros.

Vovô Índio, nosso bom silvícola

 M.R.Terci *

Pouca gente sabe, mas na década de 1930, o bom velhinho foi banido do Brasil.

Sim, meus bons, Papai Noel foi execrado e sumariamente expulso do território nacional. História difícil de acreditar, não é mesmo? Afinal, esse heroico idoso de alvas barbas se esforçava tanto. No Natal de todo santo ano, partia do Polo Norte, em seu trenó percorrendo o mundo todo numa noite e distribuindo presentes à todas as crianças que se comportaram bem.

Não bastava, porém, todo esse esforço hercúleo para abrandar a tormenta do movimento integralista que de todos os lados rebentava furiosa.

A chamada Ação Integralista Brasileira, corrente política ultranacionalista que, para muitos, flertava com o fascismo, ganhou partidários e voz entre os folcloristas, poetas e artistas nacionais. Contudo, ampliando suas preocupações para fora do campo político, os intelectuais da época tinham especial preocupação em banir todas as influências estrangeiras que ameaçavam a valorização e a preservação de elementos históricos culturais brasileiros.

Nesse aspecto, o Papai Noel, tipicamente europeu, era pouco apropriado à realidade brasileira. Estrangeirismos à parte, o personagem foi julgado antinacionalista; afinal de contas, aquele sujeito gordo, branquelo, com grossa vestimenta e cercado de renas, pinheiros e neve nada tinha a ver com nossa realidade.

Após 1931, suas características estrangeiras foram ainda mais reforçadas na campanha publicitária da Coca-Cola, que na tentativa de promover o consumo do refrigerante no inverno, contratou um publicitário para recriar o personagem. Basicamente o Noel foi inspirado na versão do cartunista alemão Thomas Nast, versão essa que conhecemos até os dias de hoje. Mas o aspecto genial da campanha foi a utilização das cores da marca na roupa do personagem. Meus bons, vocês não tinham notado?

Fato é que colocaram o velhote para fora.

Mas buraco no pano de fundo precisa ser tapado, caso contrário, se acaba a magia, fina-se o espetáculo e toda cenografia não valeu nada. A lacuna precisaria ser preenchida. Talvez reconhecendo isso, os integralistas criaram aquele que deveria ser o substituto perfeito. Seu nome era Vovô Índio, cuja função era a mesma do Papai Noel, entreter as crianças, contando histórias e distribuindo brinquedos desde que a procedência destas e daqueles fosse genuinamente brasileira.

De modo a reforçar o apelo nacional, criaram uma lenda para as origens do Vovô Índio. Filho legítimo de nossa sacramentada democracia racial, o emblemático personagem era filho de um escravo africano com uma índia, no entanto, foi criado por uma família branca e graças a benevolência de seus irmãos ficou livre da condição de escravo.

Assim, os partidários do integralismo viram na figura de um silvícola a possibilidade de substituir o protagonista invasor. Já tínhamos o protagonista, havia a sua lenda, faltava a reputação. A honra do encargo deveria ser sustentada por mil feitos de bravura e coragem, e por atos de abnegação e patriotismo verdadeiramente heroicos.

Mas o presidente do país queria muito mais. Getúlio Vargas achou por bem torná-lo símbolo nacional.

Em dezembro daquele ano, o presidente promoveu uma espécie de espetáculo de estreia do novo herói natalino tropical. Mandou abrir os portões do estádio de São Januário, campo do Vasco da Gama, para receber todo o povo. As arquibancadas ficaram lotadas, na maior parte por imenso número de crianças. Palco armado, plateia no lugar, abre a cortina. Entra o nosso herói. A figura idosa de cocar, tanga, tacape entra carregando um imenso saco de presentes. As crianças ficaram extremamente assustadas, olhos arregalados, gritaria e choro.

De súbito, alguém ali no meio – talvez um gnomo infiltrado em meio à turba inimiga – puxou um coro: “Queremos Papai Noel de volta! Queremos Papai Noel de volta! ”  Murmúrios no gramado, confusão entre os organizadores, o coro cresceu e cresceu e para tristeza dos integralistas, o fracasso monumental sacramentou a morte do bom silvícola.

E comumente, desde então, Papai Noel chega em grande estilo, ora pousando a bordo de um helicóptero no meio de – pasmem, meus bons – um campo de futebol, ora saltando de paraquedas de uma avião, tal soldado de infantaria invasora que invade o coração de todos e conquista o sorriso das crianças.

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M. R. Terci é escritor, roteirista e poeta.  Antes de se dedicar exclusivamente a escrita, foi advogado com especialização em Direito Militar e mestrado em Direito Internacional, Ciência Política, Economia e Relações Internacionais. É o criador da série O Bairro da Cripta, lançada anteriormente pela LP-Books e que reforçou seu nome como um dos principais autores brasileiros de horror da atualidade. Com base em fatos históricos, Terci substitui os castelos medievais pelos casarões coloniais, as aldeias de camponeses pelas cidadezinhas do interior, os condes pelos coronéis e as superstições por elementos de nosso folclore e crendices populares, numa verdadeira transposição do gótico para a realidade brasileira. Seus livros não são apenas para os fãs do gênero horror. Seu penejar é para quem aprecia uma narrativa envolvente, centrada na experiência subjetiva dos personagens mediante as possibilidades que o contexto sobrenatural de suas histórias permite.