Mensagem 2019 do livro infantil

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2 de abril é comemorado em todo o mundo o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil pela entidade máxima IBBY (International Board on Books for Young People) representada no Brasil pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). A data foi escolhida em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen, dia do seu nascimento, na Dinamarca.

 

 

 

essaA cada ano, um país representante do IBBY (International Board on Books for Young People) torna-se responsável por criar uma mensagem e, através dela, comemorar ao redor do mundo o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil no dia 2 de abril.

Em 2019, coube à Lituânia divulgar tema e mensagem para serem estudados e desenvolvidos em prol do desenvolvimento da literatura infantil. O tema escolhido foi “Livros nos ajudam a dar uma pausa” e a mensagem foi escrita pelo escritor e ilustrador Kęstutis Kasparavičius. A tradução foi feita por Karla Japôr.

No Brasil, a FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) traduziu e preparou o material que divulgamos a seguir.

A mensagem

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“Livros nos ajudam a dar uma pausa”

Eu estou com pressa!… Eu não tenho tempo!… Adeus!… Nós escutamos palavras semelhantes quase todos os dias, não somente na Lituânia, que está localizada bem no centro da Europa, mas também em muitos outros lugares do mundo. Mais frequentemente, escutamos que estamos vivendo em uma época de abundância de informações, de pressa e de precipitação.

Mas se você pegar um livro em suas mãos, imediatamente, sentirá a mudança. Parece que os livros possuem esta maravilhosa qualidade: eles nos ajudam a dar uma pausa. Tão logo você abre um livro, e submerge em suas tranquilas profundidades, não sentirá medo da velocidade enlouquecedora em que as coisas acontecem ao seu lado e não verá nada.

De repente, você começará a pensar não ser preciso lançar-se como um louco em tarefas de pequena importância. Nos livros, as coisas acontecem de forma quieta e em uma ordem precisa. Talvez porque as páginas são numeradas, talvez porque sussurram suavemente enquanto você as folheia. Nos livros, os acontecimentos do passado calmamente encontram os eventos que ainda virão.

O universo do livro é amplo, felizmente mistura a realidade com a imaginação e a fantasia. E, às vezes, você se pergunta se foi no livro ou na vida que você notou de que maneira tão bela as gotas de neve derretidas caem do telhado ou como é agradável para os olhos o muro do vizinho coberto de musgos. Foi em um livro ou na vida real que as bagas de sorveira * não são apenas bonitas, mas também amargas? Foi em um livro ou na vida real que você experimentou estar deitado na grama, durante o verão, ou sentado com suas pernas cruzadas, vendo as nuvens passando pelo céu?

Os livros nos ajudam a não ter pressa, livros nos ensinam a observar as coisas e nos convidam ou até mesmo nos fazem sentar por instantes. Nós geralmente lemos sentados, com um livro em nossa mesa ou em nossas mãos, não é?

E você não experimentou outro milagre: quando você lê um livro, o livro lê você? Sim, com certeza, livros também podem ler. Eles leem sua testa, sobrancelhas, as curvas de seus lábios, que ora descem, ora sobem e, sobretudo, os livros leem os seus olhos. E pelos olhos eles entendem, eles veem… Bem, você mesmo sabe o que!

Eu tenho certeza que os livros nunca são entediantes quando estão em suas mãos. Alguém que aprecia ler – seja criança ou adulto – é muito mais interessante que uma pessoa que não se importa com os livros e que sempre corre contra o relógio, alguém que nunca tem tempo para sentar, que não percebe muito do que o rodeia.

Este é o meu desejo para todos nós no Dia Internacional do Livro Infantil: que existam livros interessantes para leitores e interessantes leitores para livros!

* “As sorveiras ou sorvas brasileiras são diversas e bastante comuns em toda a região amazônica, onde são frequentes, especialmente, em terras dos Estados do Amazonas, do Pará, do Amapá e de Rondônia, chegando até às Guianas, à Colômbia e ao Peru”. Fonte: wikipedia.org

O autor

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Kestutis Kasparavičius (nascido em 1954) é um aclamado escritor e ilustrador de livros para crianças da Lituânia. Sua trajetória no mundo dos livros de literatura infantil começou de forma indireta. Após estudar regência de orquestra na National M. K. Ciurlionis School of Art por 10 anos, ele percebeu que gostaria de vincular o seu futuro ao desenho.

Então, ao terminar a universidade, ele iniciou o curso de design na Vinicius Academy of Art. As ilustrações de Kasparavičius são facilmente reconhecidas através dos objetos retratados em seu único e realístico estilo, interiores animados e convincentes perspectivas. Kasparavičius já publicou mais de 60 livros, alguns deles escritos por ele mesmo. Seus livros são lidos por crianças de todo o mundo – do Japão a América – em 27 línguas.

O artista realizou cerca de 20 exposições individuais; seus trabalhos foram exibidos na Feira Internacional do Livro de Bolonha por 13 vezes e ganhou inúmeros prêmios de arte em livros por todo o mundo. Mais de uma vez, a seção da Lituânia no IBBY nomeou Kasparavičius para o prêmio Hans Christian Andersen e para o prêmio Astrid Lindgren Memorial Award.

Saudações da Lituânia

book-weekSerá que realmente precisamos anunciar que no dia 2 de abril estamos celebrando o Dia Internacional do Livro Infantil? Criado pelo International Board on Books for Young People (IBBY), ele será comemorado pela terceira vez! Será que realmente precisamos lembrar que o dia 2 de abril também é o aniversário do renomado escritor dinamarquês Hans Christian Andersen? Desde 1967, essas duas ocasiões são motivos para grandes celebrações. Ambas são queridas pelos membros da Seção da Lituânia, no IBBY, e por leitores desse mesmo país. Temos uma especial ligação com o Andersen. As margens da Lituânia e da Dinamarca são banhadas pelo mar Báltico e os leitores lituanos apreciam ler a obra de Andersen na língua lituana desde o final do século XIX.

Ah, e você sabia que o lituano é uma das mais antigas línguas Indo-europeias e que capturou as belezas dos contos de fadas de Andersen? Nos últimos anos, o lituano tem sido utilizado para capturar o espírito e as ideias do melhor e mais famoso autor de livros para crianças e jovens, fazendo a Lituânia orgulhosa de sua quantidade e variedade de traduções. Nós estamos verdadeiramente abertos para outras culturas com muitos livros sendo traduzidos de suas línguas originais. Algumas vezes dizemos que não há uma língua do mundo que não seja falada por pelo menos um lituano.

imagesNão menos importante é também dizer que estamos orgulhosos de ter muitas crianças escritoras e ilustradoras talentosas. Ficamos contentes em saber que seus trabalhos estão ganhando destaque e reconhecimento em todo o mundo. Kęstutis Kasparavičius é um dos escritores e ilustradores mais talentosos da Lituânia. Pareceu-nos muito natural pedi-lo para criar o pôster do Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil (DILI) e que interagisse com os leitores.

DILI_2018O nosso país está geograficamente localizado em uma área muito central da Europa e algumas vezes dizemos que ele está na “encruzilhada” da história europeia. Nossa própria história é muito longa e, sem dúvida, muito complexa. Tentar descrever essa complexidade em curtas frases seria imprudente e até prudente. Basta dizer que, no ano passado, a Lituânia marcou 100 anos de independência restaurada. E vamos acrescentar que um dos acontecimentos mais felizes em nossa história moderna foi nos juntarmos ao IBBY em 1993.

Estamos expandindo nossas atividades a cada ano e à medida que crescemos a comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil está se tornando maior, melhor e mais criativa. É nosso prazer e privilégio sermos patrocinadores deste dia em 2019. Vamos celebrar juntos!

“Pula, pulga!”

Mais um lançamento encantador da Escrita Fina Editora (Grupo Editorial Zit) dedicado às crianças. O casal de consagrados escritores, Andrea Viviana Taubman e Marcelo Pellegrino, transformam a rotina de cuidados com a cachorrinha da família numa história divertida, curiosa, escrita em versos que beiram à musicalidade. Na matéria de hoje, vamos falar do livro e ainda publicar uma entrevista com Andrea Taubman, que conta como surgiu a história, os personagens e destaca as propostas do novo livro.

 

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Todo mundo sabe que as pulgas pulam para todos os lados e onde se instalam provocam uma coceirinha danada. Sabia que elas também sentem coceira? Como será que elas fazem para se coçarem?  As pulgas têm braços mãozinhas e dedinhos para se coçarem?

“Pula, pulga”! mostra como duas pulgas, espertas e rechonchudas, pulam por todas as partes do peludo cachorro Plínio, provocam nele aquela coceira sem fim  e ainda se aproveitam das coçadinhas carinhosas que ele recebe da vovó Berna para se coçarem também. São 24 páginas de puro coça, coça, coça.

“Paula, a pulga, / pula que pula / nos pelos de Plínio.

 

Coça que coça / e não alcança / com braços curtos / nem as costas / nem a pança.

 

Raspa as costas / nas costas de Plínio / que rabeja, estica / encolhe, rasteja”.

 

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Não bastasse o pula-pula da sapeca Paula entra na história outra pulga, a Petúnia, para complicar ainda mais a coceira de Plínio.

“Plínio sobe no sofá, / dá a pata pra avó, / geme com olhar de dó: / _ Me coce, por favor!

 

A avó com agulha de tricô, / retirada do novelo bordô, / começa a esfregar o pelo.

 

Paula esperta, aproveita / a ponta estreita, eita! / pra aliviar sua coceira.

 

A pulga Petúnia / assiste a cena / e quer entrar / na brincadeira.”

 

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E agora? Pobre cachorrinho! Se lutar contra uma pulga já estava difícil com duas, então, como será? Vovó Berna vai dar conta de coçar tantos bichinhos?

O livro foi ilustrado por Camila Carrossine. Com um colorido especial, os personagens esbanjam carisma. O livro custa R$ 29,80 e pode ser comprado nas principais livrarias ou diretamente da Escrita Fina https://editorazit.commercesuite.com.br/infantil/pula-pulga

 

O casal de consagrados escritores, Andrea Viviana Taubman e Marcelo Pellegrino, transformam a rotina de cuidados com a cachorrinha da família numa história muito divertida

O casal de consagrados escritores, Andrea Viviana Taubman e Marcelo Pellegrino, transformam a rotina de cuidados com a cachorrinha da família numa história muito divertida

Entrevista – Andrea e Marcelo: propagadores da cultura da empatia

Acredito que a empatia é algo que combina maravilhosamente com a literatura. Quer coisa melhor do que a empatia dos autores com os leitores e vice versa? O casal de escritores Andrea Viviana Taubman e Marcelo Pellegrino adota essa prática sempre que apresentam suas histórias para as crianças. No caso de “Pula, pulga!” os autores criaram uma brincadeira para os pequenos leitores sentirem na pele as dificuldades das pulguinhas Paula e Petúnia, quando elas queriam se coçar.

Andrea explica: “Propus nessa interação com as crianças, que elas prendessem o cotovelo no corpo, botassem as mãozinhas no ombro e, então, tentassem se coçar tal como as pulgas da história, que têm braços curtinhos”. Dá para imaginar como essa proposta foi bem recebida pelas crianças, que sempre querem descobrir coisas novas. A prática da empatia, com certeza, encaminha experiências interessantes  e desafiadoras para a formação das crianças.

Andrea Viviana Taubman concedeu entrevista para o blog e comenta como sua cachorra Belinha inspirou o casal para escrever o novo livro infantil.

 

Rosa Maria: Como foi que surgiu a ideia da história de “Pula, pulga”?

Andrea Taubman: Marcelo Pellegrino e eu somos namorados e adotamos a vira-lata Belinha em 2012, após as chuvas de abril de Teresópolis. Marcelo é professor de ciências e biologia e leciona de uma forma lúdica, com muito bom humor. Eu sou muito “mãezona” e cuido da cachorrinha como se fosse um bebê e ele vive me perturbando por causa disso. Um dia, no meio a tantas piadinhas que ele faz com meu excesso de zelo, ele viu a cachorrinha coçando a orelha e disse que ela devia estar com pulgas. Eu “zanguei” com ele, porque sempre dou o remédio no prazo certo, e ele, para contornar a saia justa, saiu com essa ideia inusitada de que seria a pulga que estaria sentindo coceira. O resto, você já pode imaginar: horas de gargalhadas imaginando e escrevendo o texto!

 

RM: De onde surgiram os personagens? O que mais destaca neles?

AT: Plínio é, basicamente, o alter-ego da nossa Belinha (que nunca teve pulgas desde que veio morar conosco, que fique bem claro!) e a vó Berna tem inspiração nas avós da nossa geração, muito diferentes das avós atuais. Afinal, os 60 anos de agora equivalem aos 40 anos de quando eu fui criança. Minhas avós não eram muito de  crochê e tricô, mas as avós do Marcelo foram bem habilidosas nessas artes. Dona Vilna, mãe dele, que já passou dos 80, continua fazendo crochê e presenteando os netos e bisnetos com colchas feitas por ela mesma. As pulgas foram criadas 100% na nossa imaginação, mas é evidente que a inspiração vem da observação do comportamento de pessoas dissimuladas que sempre estão aprontando e jogando a culpa nos outros. Quem não teve na infância um coleguinha de escola que jogava bolinha de papel na cabeça do professor e apontava para o companheiro da carteira ao lado para que levasse a bronca em seu lugar? Plínio e Vó Berna têm uma relação de companheirismo e acolhimento, exatamente o que nós, autores, acreditamos que toda relação entre humanos, animais e plantas deveria ser.

 

thumbnail_Pula-pulga_CAPA_assessoriaRM: Qual a principal proposta do livro?

AT: Primeiramente, o encantamento pela narrativa literária e a sonoridade das palavras. A seguir, o reforço dos laços afetivos entre humanos e os outros seres vivos, bem como chamar a atenção das crianças em relação à adoção de animais (Plínio é um clássico vira-latinha).

 

RM: Como tem sido a interação das crianças com o livro?

AT: A interação com a criançada tem sido surpreendente. Em uma das visitas escolares que fiz agora em março, o Colégio Santa Mônica, do Rio de Janeiro, (que adotou o livro para pré 2), o Eduardo (5 anos) pediu o microfone e contou o livro da primeira à última palavra: ele tinha decorado o texto todo, com entonação perfeita! Fiquei de queixo caído, claro! De um modo geral, todos querem contar sobre seus bichinhos de estimação (reais ou imaginários: o João disse que cria duas calopsitas – uma azul e outra vermelha – e 4 jacarés bebês). Eu acredito imensamente na potência desses encontros (autores e leitores) e da literatura infantil na vida das crianças. Quem dera todas as escolas proporcionassem aos alunos – e a nós, autores – oportunidades como essa que tive!

“Um lugar para imaginar”

Sábado de manhã, 30/3, em Belo Horizonte, tem lançamento da Crivinho Editora.  Momento de diversão e aprendizado para as crianças.

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Há limites para a imaginação de uma criança? Quantos universos possíveis uma criança pode imaginar? Como expressar esta imaginação? 

A Crivo Editorial, em parceria com a Fábrica do Desbrinquedo, apresenta “Um lugar para imaginar”, um convite à imaginação no qual a criança é convidada a dar o seu tom à história por meio de suas próprias ilustrações.  

Para Maíra Gomes, idealizadora do livro, o objetivo da obra é trabalhar o protagonismo da criança assim como a sua autonomia e individualidade criativa. Em um período no qual as crianças são bombardeadas de imagens, vídeos e informações, as capacidades de criação e de imaginação podem ser tornar limitadas. Um lugar para imaginar vai na direção contrária e convoca a criança a assumir os caminhos de sua própria inventividade. 

“Não existe um único castelo, um único jardim, ou uma única casa. Estes são tão diversos e infinitos como a imaginação de cada uma das pessoas que ouve a história. Como na Fábrica do Desbrinquedo, eu trabalho com o protagonismo infantil e, justamente, com o ato de colocar a criança como o centro do processo de criação” explica Maíra Gomes, a autora do livro. 

Em “Um lugar para imaginar”, o leitor é quem transforma o livro. Qual é o seu lugar imaginário? O mundo da imaginação toma, assim, forma e o leitor (inclusive os adultos) pode reencontrar antigos lugares da infância. 

Lembramos que, para a manhã de autógrafos, o espaço estará pronto e dedicado às crianças: com pipocas, almofadas e pufes. E com um convite mais do que certo: o de soltarmos, todos, a nossa imaginação.  

A Fábrica do Desbrinquedo tem como função oferecer produtos que “abrem” a mente para criação. Nenhum objeto é uma solução pronta, mas sim uma possibilidade, uma ideia que se torna efetiva a partir da interação da criança.

A Crivo Editorial, em sua proposta de dar voz às crianças, por meio do Selo Crivinho encontrou nesta parceria uma grande oportunidade de estimular e valorizar o universo infantil em toda a sua expressão.  

“Estrelinha torta”

Este é o novo livro infantil que Páginas Editora lança em Belo Horizonte, neste sábado. A história de Guilherme Brasil destaca a superação e autoestima.

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thumbnail_1553604959501026_609655232 - Cópia (2)No próximo dia 30 de março, das 9h às 12h, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, o autor Guilherme Brasil lança o livro infantil Estrelinha torta” pela Páginas Editora. A história, que tem ilustrações de Mariana Tavares, aborda temas relevantes, como diversidade, discriminação, superação e autoestima.

Em 32 páginas e com uma linguagem poética e rimada, o autor fala sobre uma estrelinha que tinha as pontas tortas e vivia isolada, apagada por sentir vergonha da própria aparência diante das outras estrelas. Um dia, ela consegue vencer os medos que a limitavam, tornando-se inspiração para todas as estrelinhas que se sentiam diferentes.

Guilherme Brasil é jornalista e atua na área educacional desde 2009. Escreveu o livro inspirado na filha, Clara, com o objetivo de trazer a reflexão sobre a capacidade que cada um tem de brilhar.

Mariana Tavares é publicitária e artista plástica. Apaixonada por ilustração de livros infantis, foi revelada pela Páginas Editora e, além de “Estrelinha torta”, já tem quatro trabalhos publicados pela editora.

“A turma do Planeta Azul”

A revista de histórias em quadrinhos circula especialmente nas escolas, uma vez que seus temas são baseados em casos reais vividos pelas crianças dentro e fora das escolas.

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1Em formato de história em quadrinhos, a revista Planeta Azul é publicada pela Fundação Mokiti Okada todos os anos em oito edições correspondentes aos meses do ano letivo. Cada edição é composta por argumentos de histórias verídicas, vividas pelos alunos em sala de aula, em suas famílias e/ou na sociedade e adaptadas aos personagens da Turma do Planeta Azul.

As narrativas abordam temas como: cidadania; preservação do meio ambiente; formação do caráter altruísta; bondade; cortesia; respeito; limpeza e organização; alimentação saudável; arte etc.

3As experiências chegam à redação da revista por meio de centenas de cartas enviadas aos personagens bem como são obtidas por intermédio de acompanhamento e/ou visita às escolas. Aquelas que se encaixam dentro da proposta anual são transformadas em roteiros e produzidas em novas histórias publicadas nas respectivas edições.

Por esta razão, é importante que o professor fique atento à prática de boas ações dos alunos e, dentro do possível, estimule a elaborar o roteiro ou o relato de suas histórias a fim de enviá-las à redação da revista pelos meios de comunicação disponíveis no expediente.

2Este exercício favorece estímulos cognitivos, como o raciocínio lógico-operatório, a estrutura do pensamento, o ensino-aprendizagem, bem como auxilia no desenvolvimento da linguagem oral e escrita, compreensão de texto, vocabulário, interesse pela leitura, entre outros.

 

 

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Temas de 2019

6Paz – Março

Amor – Abril

Altruísmo- Maio

Respeito – Junho

Gratidão – Agosto

Cooperação – Setembro

Cidadania – Outubro

Solidariedade – Novembro

 

4O principal objetivo da publicação é o de “desenvolver valores e ações que promovam a formação individual e coletiva em relação ao respeito à vida, à justiça, à solidariedade e à harmonia social e ambiental, contribuindo para a educação e formação de pessoas íntegras, honestas e úteis à sociedade em prol da construção de um mundo melhor”, explica a coordenadora Carla Rosa Rocha.

 

Atividades permanentes

Cada edição acompanha um Ponto de Apoio, quer dizer um material produzido para os educadores. “Nele, sugerimos atividades, reflexões e abordagens a serem desenvolvidas na Educação Infantil e/ou no Ensino Fundamental para cada uma das histórias publicadas nas revistas da Turma do Planeta Azul”, acrescenta Carla.

66A coordenadora ainda informa que “a aplicação do conteúdo pode ser adaptada e desenvolvida pelo professor (a), conforme a faixa etária do aluno e a rotina escolar. As atividades são diversificadas, porém, outras fazem parte constante do material e são denominadas de atividades permanentes”, que são:

Campanha do Obrigado: consiste em estimular a criança e professores para a prática de boas ações e o amor ao próximo. Observar o quanto é valioso receber “obrigado” por essas ações. Desse modo, é possível agir sempre com uma postura atenta e prestativa em relação às pessoas ao meio em que se vive.

22 - CópiaIkebana: A missão da flor é alegrar a vida bem como elevar o ser humano por meio do Belo. Assim, o projeto Planeta Azul sugere a preparação de arranjos florais por alunos e professores com o objetivo de desenvolver a sensibilidade e o equilíbrio necessários à boa convivência

Horta: O trabalho da horta conscientiza o aluno a respeito da qualidade dos produtos consumidos no dia a dia e apresenta uma possibilidade mais saudável para cultivá-los pelo método da Agricultura Natural. Esta proposta propicia o contato com a natureza e desperta na criança o desejo de preservar a vida. Mesmo sem espaço na escola para a elaboração da horta em canteiros, é possível realizar essa atividade em oficinas que são sugeridas ao longo do ano letivo.

planeta-azulAs outras atividades de caráter permanente são: Cozinha experimental, Relaxamento, Livro da aprendizagem e Pensamento da semana.

As edições da revista Planeta Azul podem ser compradas no site da Fundação Mokiti Okada http://www2.fmo.org.br/planetaazul#edicoes

Contatos: facebook.com/projetoplanetaazul ou pelo email da coordenadora carla.rocha@fmo.org.br

“O que eu vou ser quando crescer”

                     Aprender com as experiências das crianças é uma grande oportunidade.

 

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Apesar da pouca idade, a atriz Letícia Braga, de 13 anos, tem um currículo que impressiona. Além do sucesso na TV e no cinema como a Detetive Sol de D.P.A.(Detetives do Prédio Azul), série do Gloob, ela já está com um novo projeto saindo forno. Agora, Letícia lança o livro “O que eu vou ser quando crescer”, pela editora HarperCollins.

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Na obra, a atriz conta que já se imaginou exercendo diversas profissões – até astronauta ela já foi em suas brincadeiras. Letícia também quis ser professora, jardineira, cozinheira e muito mais. O livro mostra esse divertido faz de conta por meio de diversas fotos da atriz com seus looks Alphabeto interagindo com ilustrações de Carla Irusta.

21 de março é o Dia Mundial da Poesia

“Poesia: a alma dos poetas”

Mauro Felippe *

A poesia é uma das sete artes tradicionais pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos. É um texto onde o autor expressa diretamente sentimentos e visões pessoais e do mundo. A voz que se manifesta na poesia, ou seja, o sujeito poético e fictício, criado pelo escritor, é chamado de eu-lírico, onde as reflexões, sentimentos, sensações e emoções de um sujeito é discursado em primeira pessoa (Eu).

A poesia está entre as mais antigas formas de arte literária, havendo registro de textos poéticos em hieróglifos no Egito, 25 séculos antes de Cristo. Na poesia moderna, uma das mais importantes ferramentas é a metáfora – e outras figuras de linguagem. Ela combina palavras, significados e qualidades estéticas. Na poesia, prevalece a estética da língua sobre o conteúdo, de forma que o autor utiliza de diferentes dispositivos fonéticos, sintáticos e semânticos.

Autor do artigo: Mauro Felippe - Foto: Divulgação

Mauro Felippe (Foto Divulgação)

Como a poesia é a alma dos poetas, nada mais justo do que ter uma data especial só para ela. O ‘Dia Mundial da Poesia’ é comemorado no dia 21 de Março e a data foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO, em 16 de Novembro de 1999, com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia.

Engana-se quem acredita que a poesia é usada apenas para expressar sentimentos e emoções. Quando aliada ao estudo, a redação poética auxilia na construção do processo criativo e crítico de alunos e alunas, levando-os a refletir e questionar valores e questões da vida e da sociedade, contribuindo para a criação de uma geração mais atuante e menos alienada.

Esta data comemora a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias por meio das palavras, da inovação, visando a importância da reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento cultural e das habilidades criativas de cada pessoa. Isso porque a poesia contribui para a diversidade, como dito, inferindo na nossa percepção e compreensão do mundo.

Mais do que isso, a poesia contribui para a reflexão em diversos campos da vida humana, além de incutir valores dignos ao ser humano como a justiça, o amor, a verdade, a beleza, a solidariedade e a liberdade. É o poeta, como um verdadeiro guia, que lança luz e convida o leitor à contemplação de diversos âmbitos da vida e evidencia a importância e o sentido de cada um deles. Poesia é sinônimo de pensar, meditar. É um eterno convite a descobrir e entender um significado maior no existir.

*   Autor das coletâneas poéticas Nove, Humanos, Espectros e Ócio, já preencheu diversos cadernos em sua infância e adolescência com textos e versos, dos simples aos elaborados (a predileção pelo segundo evidente em sua escrita). As temáticas de suas obras são extraídas de questões existenciais, filosóficas e psicológicas que compreende no dia a dia, sendo que algumas advêm dos longos anos da advocacia, atendendo a muitas espécies de conflitos e traumas.

“O perigo atual vem da censura”

A afirmação é de Alexandre de Castro Gomes, autor e presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), em entrevista ao blog. Ainda segundo ele, até os desafios de ordem econômica, que já balançaram fortemente o mercado editorial, tendem a passar. O fantasma da censura, no entanto, continua a rondar editoras, escritores, ilustradores e outros.

É muito bom ter à disposição livros de qualidade promovendo o interesse de crianças pela leitura, mas é preciso saber que por trás de um belo e bom livro existe uma engrenagem de profissionais e instituições para lutar e garantir a melhor literatura infantil e juvenil. Alexandre de Castro Gomes ou simplesmente Alex Gomes é um deles seja como escritor ou presidente da associação de escritores e ilustradores.

Leia a entrevista, conheça mais de perto essa importante associação e pode fazer um “Control C Control V”, depois “Copiar”, da relação de alguns dos mais de 30 livros de autoria de Alex Gomes cita na entrevista para ter como sugestão de leitura altamente recomendada para as crianças.

 

Alex Gomes: “Periga perdermos várias conquistas dos últimos anos por causa de uma perseguição ideológica medieval” - Fotos: Divulgação

Alex Gomes: “Periga perdermos várias conquistas dos últimos anos por causa de uma perseguição ideológica medieval” – Fotos: Divulgação

 

Rosa Maria: Fale sobre o papel da AEILIJ, a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, e a que público está destinada.

Alex Gomes: A AEILIJ é a mais importante entidade de representação de autores de literatura infantil e juvenil do país. Temos coordenações regionais em vários estados e, em junho de 2019, completaremos 20 anos de atividades. Entre elas:

  • Produzimos antologias literárias e anuários com os trabalhos dos associados;
  • Criamos um prêmio de alcance nacional;
  • Realizamos trabalhos solidários em escolas públicas e em bibliotecas;
  • Todos os anos mantemos um estande no Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens;
  • Montamos mesas de debates sobre literatura em eventos literários;
  • Fomos, diversas vezes, à Brasília para defender os interesses dos autores de literatura infantil e juvenil;
  • Formamos parcerias com outras entidades ligadas ao livro;
  • Passamos dicas a novos autores;
  • Redigimos documentos em defesa de programas de leitura;
  • Montamos exposições de ilustradores;
  • Produzimos seminários;
  • Criamos campanhas em defesa da LIJ;
  • Apoiamos eventos com a presença de autores de LIJ;
  • No ano passado conversamos com a FNLIJ e com a CBL para valorizar a LIJ no Prêmio Jabuti;
  • Mantemos site/blog/página e grupo no Facebook/canal no Youtube/lista de discussões em e-mails.

São três os objetivos primordiais da AEILIJ:

1) Defender os interesses dos associados e da categoria.

2) Gerar e participar de campanhas e ações pelo incentivo à leitura, e, com isso, ampliar o alcance e a divulgação do livro de literatura infantil e juvenil.

3) Acolhimento de novos autores, mantendo canais de comunicação para trocas de ideias.

RM: Por que a criação dessa instituição?

AG: Quando a AEILIJ foi criada em 1999, não havia, no Brasil, redes sociais virtuais como o Facebook ou os grupos de Whatsapp. Para se ter uma ideia, o popular Orkut nasceu somente em 2004. Sendo assim, os autores só se comunicavam quando se encontravam em eventos. Alguns trocavam e-mails, mas nem todos participavam das conversas. Muitos colegas que residiam em cidades de pequeno e médio porte não conseguiam acompanhar as notícias do mercado. Um grupo de escritores e ilustradores de literatura infantil e juvenil, a partir de conversas informais, constatou que, apesar de sermos uma das forças mais importantes do mercado editorial, não tínhamos uma Associação que servisse como nossa porta-voz, um espaço onde pudéssemos dialogar e debater. Vieram as reuniões preliminares em quatro estados, trocaram e-mails com autores que estavam mais “isolados” e elegeram o Rogério Andrade Barbosa como seu primeiro presidente. Logo surgiu o primeiro boletim impresso e os primeiros e-mails de grupo.

RM: Quais são os principais projetos da AEILIJ para este ano?

AG: Esse é um ano de eleições para a diretoria. Minha gestão se encerra no dia 30 de junho e não sei o que a nova diretoria irá criar para a gente. Mas posso garantir que ainda teremos o anúncio dos vencedores do Prêmio AEILIJ, a criação de uma nova Expo Cores e Formas e a assembleia de passagem de bastão. Provavelmente outra edição do Discussões AEILIJ também, além do apoio institucional, com exibição da exposição de ilustrações, ao evento Conversa Literária Edição Especial do próximo dia 18 de abril, na Biblioteca Parque do Rio de Janeiro.

RM: Quais são as condições exigidas para filiação?

AG: Isso pode ser encontrado em nosso site (www.aeilij.org.br), mas posso adiantar que é preciso ter um livro publicado em editora comercial (não vale antologia), além do pagamento de uma anuidade que se mantém em 25% do salário mínimo do ano anterior à entrada na associação. Entendemos como editora comercial aquela que tem selo próprio, publica o livro com ISBN e cuida da edição, divulgação e venda dos livros. A condição serve tanto para escritores quanto para ilustradores.

 

“Não existe regulamentação, uma vez que a profissão não é reconhecida, mas uma lei que reconhece o trabalho do ilustrador como uma atividade intelectual”

“Não existe regulamentação, uma vez que a profissão não é reconhecida, mas uma lei que reconhece o trabalho do ilustrador como uma atividade intelectual”

 

RM: Gostaria que comentasse a respeito dos principais desafios atuais para o ilustrador de LIJ.

AG: Bem, não sou ilustrador, mas sou casado com uma e aproveitei para perguntar.
Segundo a Cris Alhadeff, alguns desafios são: valorizar a narrativa visual; lutar contra a censura; sempre estudar novas técnicas e aperfeiçoar as que já tem; apresentar a ilustração como um trabalho intelectual e não como serviço; negociar contratos e remuneração justos, afinal não é um hobby; explicar a toda hora que, em literatura infantil, todo livro tem dois autores: o escritor e o ilustrador.

RM: Existe alguma regulamentação para essa atividade? Qual órgão é responsável?

AG: Não existe regulamentação, uma vez que a profissão não é reconhecida. Nem o MEI a considera. O que existe é uma lei que reconhece o trabalho do ilustrador como uma atividade intelectual. E por incrível que pareça, a lei dos direitos autorais (9610/98) ainda precisa ser defendida e explicada pelos próprios ilustradores.

RM: Fale sobre seu trabalho.

AG: Eu só escrevo. Ainda. Mas pretendo ilustrar em breve. Aguardem novidades!

Lancei meu primeiro livro em 2008 e de lá pra cá já são 30 obras, algumas publicadas na Espanha, na China e na América Latina. Tive livros selecionados para programas de compras de governos e ganhei alguns prêmios.

Organizei alguns livros de autoria coletiva, entre eles a obra “Filhos de Peixe”, com contos e ilustrações de dez filhos e netos de autores de literatura infantil e juvenil.

Participei, como convidado palestrante, das maiores feiras de livros do país (FLIP, Jornada Literária de Passo Fundo, FLIPORTO, Feira do Livro de Porto Alegre, Bienal do Livro de São Paulo, Salão FNLIJ, FLUPP, LER, Feira do Livro de Caxias do Sul e outros), viajo o Brasil com as oficinas literárias “Quero Ser Autor”, dou palestras em escolas e em eventos literários e administro

site (www.alexandredecastrogomes.com),

blog (http://alexandredecastrogomes.blogspot.com),

Instagram (www.instagram.com/alexandre_de_castro_gomes) e

página no Facebook (www.facebook.com/alexandredecastrogomes).

Sou o atual presidente da AEILIJ,Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, eleito e reeleito para os períodos 2015-2017 e 2017-2019. Através da Associação, entre outras coisas, idealizei e fui curador do Prêmio AEILIJ, fui o editor dos cinco primeiros Anuários AEILIJ, idealizei e organizei a Blitz Literária, atividade que levou 30 autores de LIJ para escolas públicas municipais do Rio, e organizei por volta de 10 mesas de discussões sobre temas relacionados ao mercado literário.

 

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RM: Poderia citar alguns de seus livros?

AG: “O livro que lê gente” foi ilustrado pela Cris Alhadeff e publicado pela Editora Cortez. Ele conta a história de um livro que é colocado na prateleira mais alta de uma biblioteca, longe do alcance das crianças, e de lá ele inverte os papéis e aprende a ler os frequentadores do local. Essa obra ganhou o Selo de Distinção Cátedra 10, da Cátedra da UNESCO/PUC-Rio, como um dos 10 melhores livros de 2016, e foi vendida para editoras da Espanha e da China.

“Quem matou o Saci?”, ilustrado pela Cris Alhadeff e publicado pela Escarlate, narra a investigação em torno do assassinato do Saci Perereira, tendo como suspeitos outros seres do folclore brasileiro. O livro foi selecionado para o PNLD Literário 2018 e também recebeu um selo da Cátedra da UNESCO/PUC-Rio, desta vez em 2017.

“A bola ou a menina?” ou “La pelota o la niña?”, ilustrado pelo Sergio Magno e publicado pela Melhoramentos, reserva uma surpresa para o leitor. A história pode ser lida de trás para frente ou vice-versa. Cada sequência de leitura reserva um final diferente. O livro foi uma das quatro obras nacionais recomendadas pelo Catálogo do Prêmio Fundación Cuatrogatos 2017.

A trilogia “Condomínio dos Monstros”, “O porteiro do Condomínio dos Monstros” e “Tem visita no Condomínio dos Monstros”, os três ilustrados pela Cris Alhadeff e publicados pela RHJ/Baobá, fazem muito sucesso entre as crianças e nas escolas, especialmente por volta do Dia das Bruxas. Imaginem um prédio aonde moram a Bruxa, o Drácula, o Frankenstein, o Fantasma, o Lobisomem, o Saci, a Mula sem Cabeça, o Bicho-Papão, o Esqueleto e a Múmia. Só podia dar confusão, não é? Pois é. O primeiro foi selecionado para o PNBE 2012, o PNAIC 2013 e pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo para compor o Kit literário 2010 do Programa Minha Biblioteca. O terceiro foi selecionado para o PNLD Literário 2018.

“Folclore de Chuteiras”, ilustrado pelo Visca e publicado pela Peirópolis, apresenta a narração de uma partida de futebol entre o time nacional do folclore contra um combinado de monstros do resto do mundo. Os gols e lances “monstruosos” são espetacularmente descritos pelo locutor Carlos Cosme.

“Os 12 trabalhos de Severino”, ilustrado pela Camila Fudissaku e publicado pelo SESI-SP, é uma adaptação dos 12 trabalhos de Hércules. Ao invés dos monstros da mitologia grega, Severino precisa lidar com monstros do folclore nacional. A obra ganhou o terceiro lugar na categoria juvenil dos Prêmios Literários da Biblioteca Nacional (Prêmio Glória Pondé).

“O menino que coleciona guarda-chuvas”, ilustrado pela Bruna Assis Brasil e publicado pela Globo Livros, conta a história de Chico, um menino com uma imaginação incrível que tem o guarda-chuva como o seu brinquedo favorito. Contado em versos, o livro foi um dos oito títulos selecionados para o programa “Minha Primeira Biblioteca” (2014) da Prefeitura do Rio de Janeiro.

“O julgamento do Chocolate”, ilustrado pela Conceição Bicalho e publicado pela RHJ, foi o meu primeiro livro publicado. Nele, o Chocolate é o réu em um tribunal, acusado pela frutas verduras e legumes de fazer mal às crianças. Entre outras seleções, o livro foi comprado pela FDE, através do Programa Ler e Escrever 2008, do Governo do Estado de SP. Essa obra foi transformada em peça de teatro por diversas escolas no país inteiro, fazendo com que eu a reescrevesse em forma de teatro, sob o título “Em cena: O julgamento do Chocolate”.

“Motim das Letras”, ilustrado pelo Luiz Maia e publicado pela Globinho, conta a história do navio pirata Alfabeto Romano, e de seu capitão “C”, traído por “K”, o líder de um motim em alto mar. O livro foi selecionado para o PNLD Literário 2018.

“Eu sou uma lagartixa!, ilustrado por Cris Alhadeff e publicado pela Editora do Brasil, apresenta um mistério para crianças pequenas. Por que a lagartixa não consegue subir pela parede?

RM: Como você analista o cenário da LIJ, Literatura Infantil e Juvenil?

AG: O cenário só não é o pior dos últimos 10 anos, talvez mais, porque o PNLD Literário 2018 dará algum fôlego para as editoras que tiveram livros selecionados. Agora, quando esse dinheiro será pago, é outra história.

O mercado de livros está na pior desde que as compras de governo foram interrompidas em 2014. De lá pra cá, editoras faliram, muita gente foi mandada embora, livrarias fecharam, feiras literárias foram canceladas, alguns autores desistiram de escrever e de ilustrar, a produção despencou e o mercado só não foi pro beleléu por causa de modismos como os livros de colorir e os livros de youtubers. Mas até essas modas passam.

O perigo atual vem da censura. Recentemente um clube de leitura colocou em seu edital que não aceitaria livros com bruxas, fadas e duendes para não ofender a religião de determinadas famílias. Uma colega autora já me disse que lhe pediram um livro de saci sem cachimbo. Aliás, muitas editoras estão evitando publicar livros que contem histórias sobre seres mágicos, por alguns considerados demoníacos. Nem sacis, nem fantasmas, nem unicórnios, nem obras que tragam crenças africanas, nem seres do folclore. E pensam que é só religião? No ano passado, um grupo de pais reclamou de um livro adotado no Colégio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro. “Meninos sem pátria”, de Luiz Puntel, conta a história de uma família de exilados da ditadura militar. O tema incomodou algumas famílias que exigiram que ele fosse retirado da relação de livros a serem lidos. A escola acatou o pedido, mas, por sorte, alunos do próprio colégio defenderam a obra em uma manifestação no meio da rua, e a instituição voltou atrás. Em dezembro do ano passado, pais de alunos de uma escola de Brasília pediram a retirada do livro “A semente do Nicolau: Um conto de Natal” das leituras recomendadas, porque o autor é um professor e político filiado ao PSOL.

Resumindo, periga perdermos várias conquistas dos últimos anos por causa de uma perseguição ideológica medieval.

Quem quiser entrar em contato pode me acessar através do meu site www.alexandredecastrogomes.com ou pelo Facebook em www.facebook.com/alexandredecastrogomes.

Fim de semana de muitas histórias

Neste sábado e domingo, Belo Horizonte vai viver o 2° Encontrão de Contadores de Histórias com 148 apresentações gratuitas, que vão oferecer para as crianças e adultos o melhor da literatura infantil.

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O 2° Encontrão de Contadores de Histórias será realizado nos dias 16 e 17 de março, neste sábado e domingo, das 9h às 21h, no Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420), em Belo Horizonte, com entrada franca.

Vai ser uma maratona de apresentações de 148 contadores de histórias que se dedicam a esta atividade e realizam o evento em homenagem ao Dia Internacional dos Contadores de Histórias, comemorado a cada dia 20 de março.

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A  programação é muito variada e você pode conferir na página do 2° Encontrão de Contadores de Histórias que vai lhe informar sobre cada um dos contadores e as respectivas histórias que eles vão interpretar.

O link é esse: https://www.facebook.com/pg/Encontr%C3%A3o-de-Contadores-de-Hist%C3%B3rias-de-BH-2198339520494941/photos/?tab=album&album_id=2231648770497349

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“Para gostar de ler”

vzZjtr7a_400x400Leiturinha lança e-book gratuito, que ensina como incentivar a leitura entre crianças de até 10 anos. Material escrito pela equipe de curadoria do clube auxilia pais, mães e educadores sobre como criar o hábito de ler entre as crianças, de acordo com cada idade, até mesmo numa rotina corrida.

 

A leitura é um dos passos mais importantes para o desenvolvimento infantil, pois estimula a interpretação de texto, a criatividade, melhora a escrita e aumenta o vocabulário. O hábito também incentiva o pensamento crítico nas crianças e a maior percepção do mundo ao seu redor. Mas qual a melhor forma de fazer isso? A Leiturinha, maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil, acaba de lançar um e-book gratuito com dicas para os familiares e educadores incentivarem os pequenos a criar este hábito.

O conteúdo foi montado pela Equipe de Curadoria da Leiturinha, formada por mães, psicólogas e pedagogas que analisam os melhores conteúdos de acordo com a faixa etária. O Guia, chamado “#ParaGostarDeLer”, mostra o passo a passo da introdução à leitura e dicas para fazer com que as crianças gostem da prática.

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Uma das dicas do material é deitar junto ao pequeno que está iniciando sua jornada na leitura e deixar com que ele veja o livro e o que está sendo lido, enquanto muda a entonação da voz para diferenciar os personagens da história. “É importante que este momento seja visto como uma brincadeira pela criança e mostrar as imagens, a fim de aguçar a imaginação. Isso é essencial para que os adultos desenvolvam desde cedo os pequenos, o que facilitará o gosto deles pela leitura”, ressalta Cynthia Spaggiari, Coordenadora de Curadoria da Leiturinha.

O e-book é dividido em faixas etárias, de acordo com cada etapa do desenvolvimento infantil dos 0 aos 10 anos, para captar as principais particularidades de cada fase e utilizá-las como oportunidade de ganhar a atenção e o interesse dos pequenos.

Para baixar este conteúdo grátis, acesse: http://leiturinha.com.br/ebook

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