O renascimento da obra de Monteiro Lobato

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Em comemoração ao Mês do Livro, Abril, e em especial ao Dia Nacional do Livro Infantil, 23/4, o clube de assinatura Leiturinha traz duas obras que celebram o aniversário de nascimento do grande autor Monteiro Lobato. Vale lembrar que este ano, toda a produção deste pioneiro da literatura infantil passou a ser de domínio público.

Abril pode ser considerado especial para os amantes da literatura, uma vez que as datas mais importantes dedicadas ao tema acontecem ao longo do mês. No dia 18 de abril comemora-se o aniversário do escritor Monteiro Lobato, um dos nomes importantes da literatura nacional infantil. Devido à sua influência e contribuição para o universo literário, em seu aniversário é celebrado o Dia Nacional do Livro Infantil.

Pensando nisso, em homenagem à data, a Leiturinha, clube de assinatura de livros infantis, lançou uma coleção de livros especiais com títulos sobre o escritor. Na obra “Turma da Mônica – Narizinho Arrebitado”, Maurício de Souza recria, de maneira colorida e divertida, as ilustrações do livro “Narizinho Arrebitado”. Já o livro “Crianças Famosas – Pequenos Escritores” traz um pouco da história de Monteiro Lobato e conta como lembranças da infância podem servir de inspiração para a escrita.

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Monteiro Lobato iniciou sua carreira na literatura infantil em 1921 ao publicar “Narizinho Arrebitado”. Nascido em Taubaté, em 1822, o interesse do escritor pelos livros infantis começou desde cedo. Em 1904, formado em Direito, muda-se para o Vale do Paraíba, onde atuava como promotor. Sem nunca deixar sua paixão pela literatura de lado, publica diversas cartas e artigos em importantes jornais da região até que, em 1918, lança seu primeiro livro “Urupês”, que reúne contos e crônicas.

Leiturinha procura incentivar o hábito da leitura desde a primeira infância e conta com uma equipe especializada de curadoria formada por mães, pedagogas e psicólogas, que fazem a escolha dos melhores conteúdos de acordo com a faixa etária de desenvolvimento infantil.

“Crianças que possuem contato com a leitura desde cedo são beneficiadas em muitos sentidos, pois além de desenvolver sua criatividade, curiosidade e imaginação, elas adquirem valores e conhecimentos importantes para seu crescimento”, explica Cynthia Spaggiari, Coordenadora de Curadoria Offline da PlayKids.

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“Turma da Mônica – Narizinho Arrebitado”

Todo mundo, em algum momento da vida, viu ou ouviu alguma história escrita por Monteiro Lobato. Dentre suas criações a mais conhecida: “O Sítio do Picapau Amarelo” fez, e ainda faz, parte do imaginário de crianças e adultos através de gerações.

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Neste livro, Maurício de Souza recria as ilustrações de maneira colorida e divertida, dando vida ao livro “Narizinho Arrebitado”, primeira obra destinada ao público infantil escrito por Monteiro Lobato no início da década de 30. Esta obra é indicada para todas as idades, por meio da leitura compartilhada e também pela leitura autônoma.

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“Crianças Famosas – Pequenos Escritores”

De onde vem a inspiração pra escrever? Sabemos que o poder da imaginação dos pequenos pode transformar um simples objeto em algo mágico. As nuvens ganham formas muito mais ricas e os detalhes que muitas vezes nos passam despercebidos para eles podem se tornar grandes experiências fantásticas.

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Será que perdemos essa habilidade quando crescemos? Cecília Meireles e Monteiro Lobato nos fazem questionar sobre. Ao conhecer um pouco mais sobre a história destes escritores podemos perceber que muitas memórias se mantiveram ou, ao menos, foram resgatadas da infância, trazendo para a escrita toda inspiração que um dia já existiu.

Leiturinha é o maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil e um dos produtos oferecidos pela PlayKids. Criada em 2014, ela promove o hábito da leitura compartilhada para mais de 150 mil famílias, distribuídas em mais de 5.100 cidades brasileiras. A atuação da Leiturinha se baseia no incentivo à leitura e na curadoria dos livros, para proporcionar experiências de aprendizado e diversão em família.

Monteiro Lobato mais livre do que nunca

A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania preparou um rico material para explicar um importante registro da literatura infantil no Brasil: as obras do pioneiro Monteiro Lobato entraram para o domínio público. A proteção aos direitos autorais de um escritor é válida por 70 anos e termina a partir do primeiro dia do ano seguinte. Como Lobato morreu em 4/7/1948, os tais direitos já terminaram desde o dia 1° de janeiro de 2019.

Ele nasceu no dia 18/4/1882, em Taubaté, São Paulo. Nesta data, o Brasil comemora o Dia Nacional do Livro Infantil em homenagem a ele e esse ano, nessa ocasião, a questão do domínio público mereceu novos debates. No texto abaixo, preparado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria, você vai saber o que muda e quais as repercussões esse fato poderá ter na relação dos leitores com as obras do escritor.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizado com 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré (Foto: Divulgação)

Monteiro Lobato em foto do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) localizada no Rio de Janeiro, onde também estão 28 arquivos digitalizados sobre o escritor, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré (Foto: Divulgação)

“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. “Isso, na prática, significa que as obras de Monteiro Lobato agora podem ser livremente exploradas, comercialmente”, completa. A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.

Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. “Não só as editoras podem investir comercialmente em livros sem gastar com direitos autorais, mas autores podem investir na recriação de suas obras sem pedir licença para a família a respeito disso”, afirma. “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições, e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.

Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.

Um dos principais exemplos dessa irreverência é a personagem Emília. A boneca de pano falante está sempre cheia de ideias e, com seu gênio forte, causa uma série de confusões para sua dona, a menina Lúcia, mais conhecida como Narizinho, prima de Pedrinho e neta de Dona Benta, que é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Esses personagens, além de renderem dezenas de livros, séries de TV, animações, bonecos e um conjunto de produtos para o público infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças brasileiras desde a década de 1930.

Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.

Múltiplas facetas

Na vida profissional, Lobato atuou em várias frentes. Formou-se em Direito. Foi promotor público no interior paulista. Escreveu artigos, críticas de arte, fez ilustrações e caricaturas para jornais e revistas. Traduziu e fez adaptações para o português de importantes obras literárias, como Minha vida e minha obra, de Henry Ford, Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, Robson Crusoé, de Daniel Defoe, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, entre outros. Também cuidou de uma propriedade rural, que herdou do avô.

Fundou uma editora, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato. Foi adido comercial em Nova York, nos Estados Unidos, e fez prospecção de petróleo por meio da Companhia Petróleos do Brasil. Suas obras foram traduzidas para mais de 10 idiomas e publicadas no exterior. Conquistou, em 1936, a cadeira 39 da Academia Paulista de Letras, mas não conseguiu uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

Casou-se com Maria da Pureza de Castro Natividade, com quem teve quatro filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Suas principais paixões eram escrever, desenhar e fotografar.

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Polêmico

Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília, é especialista na obra de Monteiro Lobato. Aos olhares dos dias de hoje, muitas das falas de seus personagens podem ser consideradas racistas. No entanto, o racismo, ou melhor, a discriminação por raça e cor só foi tida como crime no Brasil há 30 anos, em 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716.

“Aquela obra foi produzida em tempos pretéritos, quando a filosofia era a admissibilidade do racismo como política pública. Hoje, isso não mais existe. Então, a melhor forma de se lembrar de Lobato é você pegar e contextualizá-lo no período em que ele escreveu”, resume o pesquisador Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).

O pesquisador sustenta que esta polêmica deveria servir de debate entre os professores e os alunos em sala de aula. Neste caso, os professores deveriam ter um preparo para falar sobre o assunto. Em paralelo, ele defende que os novos livros de Lobato deveriam conter notas explicativas que contextualizem o período em que vivia Lobato e aproveitem para desconstruir qualquer estímulo ao racismo.

“A minha defesa é que você trabalhe a educação das relações étnico-raciais dentro do livro. Quando você trabalha na desconstrução do racismo, você agrega porque tem que trabalhar a questão de gênero, a questão de diversidade, de reconhecimento de cultura. A política étnico-racial valoriza o quilombola, valoriza a origem africana e é isso que eu quero, que a gente valorize uma cultura de povos formadores da nossa nação”, afirma Costa Neto.

Exposição Brasil: incontáveis linhas, incontáveis histórias, que mostra ilustrações brasileiras originais de 55 autores na Biblioteca Nacional. Na foto, capas de livros de Monteiro Lobato (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Exposição Brasil: incontáveis linhas, incontáveis histórias, que mostra ilustrações brasileiras originais de 55 autores na Biblioteca Nacional. Na foto, capas de livros de Monteiro Lobato (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Acervo

As obras de Lobato estão acessíveis em boa parte das bibliotecas de todo o País. Há, no entanto, alguns itens curiosos relacionados a ele que estão disponíveis em entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania.

No Banco de Conteúdos da Cinemateca Brasileira é possível encontrar fotos de filmes feitos com base em seus trabalhos, como O Saci, de Rodolfo Nanni (a primeira adaptação cinematográfica de Monteiro Lobato para o cinema); O Comprador de Fazendas, de Alberto Pieralis (baseada no conto homônimo); e Jeca Tatu, de Milton Amaral, entre outros.

Ainda na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no Centro de Documentação e Pesquisa, é possível consultar bibliografia sobre o tema e agendar um horário para assistir filmes como Monteiro Lobato, da cineasta Ana Carolina (documentário de 1971); Jeca Tatu, de 1959, de Milton Amaral; e O Comprador de Fazendas, de 1951, de Alberto Pieralisi.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizado com 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré.

Já a Fundação Nacional de Artes (Funarte) produziu, em 2012, um programa especial com canções que falam dos personagens de Lobato, com roteiro assinado por Cláudio Felício e apresentação de Paulo César Soares. O Estúdio F é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Funarte, lançado em novembro de 2006.

Familiares de Monteiro Lobato também criaram um portal em que é possível ver detalhes sobre a vida e obra do autor, além de fotos e imagens no endereço: http://www.monteirolobato.com.

No site, inclusive, há uma observação importante com relação às mudanças que o domínio público acarreta para o uso da obra dele. “Somente a obra original (o texto da maneira exata como foi escrito) por Monteiro Lobato pode ser reproduzida e utilizada sem que haja penalizações. As ilustrações não fazem parte da obra, foram criadas por outros artistas como J.U. Campos (Jurandir Ubirajara Campos), Nino, Andre Le Blanc, Belmonte, Jean Gabriel Villin, Voltolino, Kurt Wiese, entre outros e não caíram em domínio público ainda”, resume.

Vamos brincar de histórias

Os livros Dona Baratinha, O Bonequinho Doce e A Bonequinha Preta inspiraram o grupo teatral Casa de Lua para um espetáculo muito especial.

Narração da história Bonequinho Doce - Foto: Patricia de Sá/Divulgação

Narração da história Bonequinho Doce – Foto: Patricia de Sá/Divulgação

O Museu dos Brinquedos, um dos principais espaços culturais de Belo Horizonte inteiramente dedicado às crianças e ao brincar, oferece, hoje e amanhã (19 e 20/4), boas atrações culturais.

Além da nova exposição “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”, onde o público poderá apreciar o acervo de mais de 150 brinquedos que contam a história dos brinquedos e sua relação com a história da sociedade, tem ainda oficinas temáticas, brincadeiras, brinquedoteca e espetáculos. O espaço funciona das 10h às 17h, com ingressos a partir de R$ 12 (meia).

As oficinas temáticas acontecem das 11h às 15h e trazem sempre o tema da história do dia. Às 16h, o Grupo Teatral Casa de Lua apresenta os espetáculos Dona Baratinha, O Bonequinho Doce e A Bonequinha Preta baseados nos livros de mesmo nome. O primeiro deles é um clássico da literatura infantil muito querido pelas crianças e os dois últimos  foram escritos pela mineira Alaíde Lisboa. Para contar essas mágicas histórias, o grupo mistura brincadeiras e canções, convidando o público para muitas interações.

Em Bonequinho Doce, Lucinha e Lalá querem um irmãozinho pra brincar e, sapecas que são, resolvem construí-lo com farinha, açúcar e água. Brincadeiras tradicionais dão a cara dessa apresentação, que também conta com a manipulação do Bonequinho Doce dando o tom de aventura e suspense que toda história merece.

Bonequinha Preta, escrita por Alaíde Lisboa de Oliveira há mais de 70 anos, é o xodozinho de muitas crianças. De uma forma bem-humorada e totalmente brincante, o grupo reconta essa famosa história e revive a emoção que também sentíamos quando crianças ao ouvir uma boa história.

Em Dona Baratinha, a Casa de Lua convida as crianças a participarem de forma ativa dentro dessa história que é musical do início ao fim, acompanhando de perto a saga de uma Baratinha à procura do noivo ideal. Famosa em várias gerações, a história encanta adultos e crianças.

Espetáculo de Dona Baratinha - Foto: Patricia de Sá/DivulgaçãoFotografia

Espetáculo de Dona Baratinha – Foto: Patricia de Sá/Divulgação

Programação –  19 e 20 de abril

10h às 17h: Nova exposição de brinquedos “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”

10h às 17h: Pátio de brincadeiras e brinquedoteca

11h e 15h: Oficinas temáticas: bonequinho de jornal, e dona baratinha e bonequinho com massinha caseira.

16h: Espetáculos Bonequinha Preta, Dona Baratinha, O Bonequinho Doce com Grupo Casa de Lua

Museu dos Brinquedos: Avenida Afonso Pena, 2564 – Fone: 3261-3992 – Belo Horizonte

Leitura dentro e fora do ambiente escolar

 Para marcar o Dia Nacional do Livro Infantil, escolas professores e orientadores usam a criatividade para estimular o interesse dos pequeninos em leitura, como é o caso do Colégio Objetivo de Brasília na foto abaixo.

 

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Já dizia Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. O escritor brasileiro é considerado uma das maiores vozes da literatura infantil. Sua principal obra, o Sítio do Pica-pau Amarelo, faz parte da infância de milhares de pessoas. Lobato valorizava e defendia o hábito da leitura desde cedo e afirmava que “Quem mal lê, mal ouve, mal fala e mal vê”.

As travessuras do Saci Pererê, a esperteza da boneca Emília, o cuidado da vovó Benta, as aventuras de Pedrinho e Narizinho, os bolinhos de chuva da Tia Nastácia, estes e outros personagens são conhecidos por adultos de todas as idades e até hoje encantam e preenchem a imaginação de crianças e adolescentes. O criador dos personagens, Monteiro Lobato, nasceu no dia 18 de abril.

Para homenagear o escritor e destacar sua contribuição à literatura brasileira, o dia 18 de abril passou a ser o Dia Nacional do Livro Infantil. A data serve para nos lembrar da importância de adquirir o hábito da leitura, indispensável na formação do ser humano, como destaca a psicopedagoga e orientadora educacional do Colégio Objetivo de Brasília, Ângela Lombardi.

“´É necessário o estímulo do ensino e da leitura com afeto. Ensinar com afeto é abrir a portas dos sentimentos, é colocar-se no lugar do outro. É percorrer o caminho da literatura trocando o medo pela segurança, e a leitura tem essa capacidade, de moldar nossa imaginação, nossos princípios, nosso caráter”, afirma a orientadora.

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Dia do livro é todo dia

No Colégio Objetivo de Brasília, atividades como peças de teatro baseadas nos clássicos da literatura infantil e rodas de contação de histórias são comuns, e fazem parte do processo de aprendizagem e valorização da leitura desde a primeira infância. As atividades estimulam ainda o desenvolvimento imaginativo e a criatividade dos pequeninos.

Para festejar o Dia Nacional do Livro Infantil, outras atividades também podem realizadas junto aos estudantes, como o incentivo para que eles escrevam seus próprios contos infantis, ou caso não saibam escrever, podem ser incentivados a contarem uma história inventada por eles mesmos.

Lombardi explica que além de incentivar o hábito da leitura e despertar o interesse dos pequeninos em conhecer novas histórias e personagens, além de estimular a imaginação, os professores devem incentivá-los a fazerem parte da história contada.

“Docentes capazes de inspirar-se nos personagens, e viajar com as crianças nos contos, fábulas e histórias. Essa família consegue transformar ‘os felizes para sempre’ em ‘sou feliz para sempre’, finaliza a psicopedagoga.

Dia Nacional do Livro Infantil

18 de abril, dia do nascimento de Monteiro Lobato, é a data escolhida para os brasileiros comemorarem o livro e a leitura. Um desses brasileiros, o professor Parahuari, desde 2016, coordena um projeto de incentivo à leitura e a criatividade digital a partir da oferta de várias soluções educacionais. Acompanhe, abaixo, a entrevista com o professor para conhecer o projeto.

 

Parahuari é apaixonado pela área de educação. Ele tem mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para a aprendizagem. Ao longo desses anos, Parahuari teve a oportunidade de desempenhar diferentes papéis como professor, programador, autor, designer instrucional, gerente de projetos e pesquisador. Parau, como também é chamado, desenvolveu várias soluções educacionais, que vão de portais educativos, livros didáticos digitais, simulações a jogos. Agora ele está envolvido na pesquisa e desenvolvimento de soluções que incentivam a leitura e promovem a criatividade digital. Parahuari acredita que melhorar a educação é também melhorar o mundo.

 

Parahuari: "Queremos reforçar a importância da leitura no desenvolvimento cultural e na formação de um cidadão crítico" - Foto: Divulgação

Parahuari: “Queremos reforçar a importância da leitura no desenvolvimento cultural e na formação de um cidadão crítico” Foto: Divulgação

Rosa Maria: Está sendo organizado um movimento em torno do Dia Nacional do Livro Infantil. Quais os objetivos desse movimento?

Parahuari: Abril é um mês em que muitos educadores dedicam maior atenção à leitura. Neste mês são comemorados o Dia Internacional do Livro Infantil (2/4), Dia Nacional do Livro Infantil (18/4) e Dia Mundial do Livro (23/4). Isso gera um sem número de ações voltadas  à valorização da leitura organizadas por centros culturais, bibliotecas e escolas.

Para ampliar o esforço em prol da leitura, desde 2016, apresentamos para a comunidade uma proposta de trabalho para o incentivo à leitura. O nosso trabalho é direcionado as crianças em fase de alfabetização. Desenvolvemos e utilizamos ferramentas tecnológicas que ajudem a despertar nos pequenos o interesse pela leitura.

O nosso trabalho tem por objetivo estimular o gosto pela leitura desde a alfabetização, contribuir na formação de um público leitor e estimular outras pessoas a serem multiplicadores dessa iniciativa. Queremos ajudar a construir um Brasil de leitores.

 

RM: De quem é a iniciativa?

P: É um projeto que comecei a organizar tendo como base a experiência que tive trabalhando com professoras e professores no uso da tecnologia da informação em atividades voltadas a alfabetização.

 

RM: Qual é o público alvo deste movimento?

P: Estamos na 4ª edição do projeto. Este ano o nosso foco é o professor alfabetizador.

 

RM: Qual o alcance geográfico e de número de pessoas que estão participando?

P: O projeto usa a internet como canal de comunicação. Então, virtualmente, todos podem participar.

 

RM: O que está sendo preparado para este importante dia?

P: Nesta 4ª Edição, o projeto mantém a proposta de incentivar os professores a usarem livros com histórias personalizadas. Entretanto, estabelecemos uma meta ousada: promover a autonomia tecnológica do professor para a construção e geração de livros personalizados. Para atingir este objetivo, trabalhamos para viabilizar que o próprio educador seja capaz de construir e publicar um livro personalizado. Este livro pode ser usado pelos alunos na sua forma digital ou impressa. Pode conter uma história de autoria do próprio professor, dos seus alunos ou de autores parceiros do projeto.

 

RM: O que são livros personalizados?

P: Os livros personalizados permitem que a própria criança se torne parte da história, reconhecendo o seu nome e se identificando como um personagem, com suas características e dentro de um contexto ligado à sua realidade.

As histórias personalizadas, além de complementarem atividades de alfabetização envolvendo o reconhecimento do próprio nome, dos colegas, familiares ou mesmo identificação de palavras favoritas, também funcionam como um elemento de atração e motivação. Quando as crianças identificam o seu nome na história, elas ficam mais interessadas pela leitura.

 

RM: Os professores estão receptivos à proposta?

P: Sim. O retorno dos professores tem sido muito positivo. Apresentam muito interesse em trabalhar a proposta com seus alunos.

 

RM: E os familiares dos alunos e a sociedade em geral? Como as crianças estão participando?

P: Estamos trabalhando junto com os professores para incentivar a família dos seus alunos a fazerem leitura compartilhada, ou seja, lerem um livro infantil junto com a criança em casa.

 

RM: Qual a importância da data?

P: O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002 registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato (18/abril/1882) como o dia oficial da literatura infantojuvenil.  Lobato deixou um enorme legado para a literatura infantojuvenil, já que mais da metade de seus livros foram dedicados a esse público.

 

RM: O que você acha que é importante realizar anualmente?

P: Queremos reforçar a importância da leitura no desenvolvimento cultural e na formação de um cidadão crítico, é uma visão de futuro e por isso a ação não pode acabar em si mesma. A cada ano temos conseguido ampliar o alcance do projeto e levar essa ideia adiante. O retorno dado pela comunidade tanto nos ajuda como nos inspira a aprimorar o Dia Nacional do Livro Infantil a cada edição.

“Como preparar filho para estudar no Japão”

Que tal o intercâmbio de estudos no arquipélago? Pensando nisso, Mauricio de Sousa e autoridades da cidade japonesa de Hamamatsu, que conta com 9.355 brasileiros vivendo lá, estão lançando a revista Turma da Mônica para ajudar na preparação dos candidatos ou as crianças que já estão estudando nas escolas do Japão.

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A fim de preparar as crianças brasileiras para uma melhor integração na sociedade japonesa e para que elas não sejam interpretadas como crianças sem uma educação correta ou com atrasos no desenvolvimento por conta das diferenças culturais, a Fundação Internacional de Hamamatsu (HICE), em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, fará o lançamento da revistinha “Turma da Mônica – Como preparar seu filho para estudar no Japão”, com a presença especial do desenhista Mauricio de Sousa, representantes da embaixada do Brasil em Tóquio, dos cônsules-gerais do Brasil em Hamamatsu, Nagoia e Tóquio e do prefeito de Hamamatsu. O evento será realizado no dia 20 de abril, das 18h30 às 20h30, em Hamamatsu-shi, Naka-ku, Hayauma-cho 2-1, Prédio CREATE Hamamatsu 2º andar – Japão.

O conteúdo da publicação foi supervisionado por um especialista em educação infantil, prof. Naoya Hosoda, da Universidade Christopher, e a expectativa é que a revista se torne um material de referência aos brasileiros sobre como os pais japoneses educam seus filhos durante os primeiros anos de vida.

A revista será distribuída nas creches brasileiras e japonesas, no Centro Intercultural de Hamamatsu, Centro de Apoio ao Estudo para Estrangeiros de Hamamatsu, consulados, conselho de educação, e demais entidades de apoio aos estrangeiros.

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Como tudo começou

Quando, em 2017, a HICE realizou uma pesquisa voltada aos pais estrangeiros e aos professores japoneses, percebeu-se certa carência de conhecimento de ambas as partes relativas às diferenças na educação infantil.

Assim, nasceu a ideia de criar um material de referência aos brasileiros e japoneses (há versão em idioma japonês) para as crianças brasileiras que ingressarem nas escolas japonesas, estejam melhor preparadas para acompanhar os estudos. Na mesma época, Ricardo Okino, representante da Mauricio de Sousa Produções no Japão, participou como júri do XIII Concurso de Oratória em Língua Portuguesa, realizado pela HICE e o Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu. E, durante uma conversa informal, após o Concurso de Oratória, o representante do Instituto disse a coordenadora da HICE, Lissa Kikuyama, que teria interesse em criar projetos sociais para a comunidade brasileira no Japão. Assim, nasceu a grande parceria com o apoio das autoridades brasileiras e japonesas.

A Fundação Internacional de Hamamatsu (HICE) é um órgão municipal incumbido de planejar, executar e apoiar projetos voltados para a integração social dos estrangeiros, é reconhecida pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações como uma entidade para a internacionalização regional. Em parceria com a imigração, ordem dos advogados, associação de despachantes administrativos, centro de bem-estar e apoio psicológico, dentre outras organizações pertinentes a estrangeiros, a HICE atua em diversas áreas para melhor apoiar os estrangeiros no seu cotidiano.

Com 9.355 brasileiros residentes, a cidade de Hamamatsu possui a maior concentração de brasileiros em todo o Japão.

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“A bailarina de pano”

thumbnail_1554297086390000_382697296Em linguagem teatral, esse lançamento de Páginas Editora reforça valores como amizade e persistência.

 

Uma turma de amigos muito especial está chegando às mãos dos leitores. Uma bonequinha, um soldadinho, um ursinho e um palhaço são os personagens de “A bailarina de pano”, história escrita por Sterlayni Duarte em linguagem teatral. É o primeiro volume da coleção “Histórias em Cena”, criada pela autora para publicar textos que podem ser encenados no teatro.

Nesse novo livro, voltado ao público infantojuvenil, Sterlayni Duarte, que já publicou outras quatro obras, conta a história de uma boneca de pano que nunca desistiu dos próprios sonhos, e, para realizá-los, ela conta com o apoio fundamental dos amigos. A obra traz uma bela mensagem sobre a importância da amizade, da persistência, da esperança e, claro, dos sonhos.

A escritora constrói o livro em formato teatral, oferecendo ao público leitor, além da experiência de leitura, a possibilidade de desenvolver a expressão cênica, a criatividade, a interação, o contato com os expectadores e outras vivências permitidas pelo teatro.

Outras obras de Sterlayni Duarte: Quem será o rei? (2008), O elefante elegante (2011), Brincadeiras na mata tropical (2016) e Aqui, ali e acolá… Histórias em todo lugar! (2018), este último lançado também pela Páginas Editora.

Informações e vendas: Páginas Editora – (31) 3412-5669

“O pequeno papa-sonhos” e “Um ursinho bem velhinho”

A Editora Salamandra apresenta dois novos livros do renomado autor alemão Michael Ende: “O pequeno papa-sonhos” e “Um ursinho bem velhinho”. Os dois volumes revelam uma atmosfera de contos de fadas, de narrativas míticas e reflexões sobre a existência.

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“O pequeno papa-sonhos”, com ilustrações de Annegert Fuchshuber, fala sobre a pequena princesa chamada Sonolinda. A garota vivia no reino de Sonolândia, onde os habitantes acreditavam que o sono está diretamente ligado a vida e a saúde das pessoas. Tudo começa quando a menina deixa de dormir devido a pesadelos recorrentes, o que se transformou em uma vergonha nacional. A situação era tão grave que a princesa ficou doente.

Após consultar os principais especialistas do país, o rei, pai de Sonolinda, parte para encontrar a cura para os pesadelos de sua querida filha. Ele viajou milhas e milhas, conversou com bombeiros, feirantes, taxistas, chineses centenários, esquimós, até que conseguiu encontrar uma criatura curiosa: o Papa-sonhos, um pequeno ser que parecia um pedacinho de lua prateado, tinha braços, pernas e cabeça parecidos com a de um ouriço ou um porco-espinho, além de ter um rosto cheio de rugas sorridentes e uma boca gigantesca que se alimentava de pesadelos.

O Papa-sonhos revelou um encantamento que a filha do rei deveria ler todas as vezes que sentisse medo antes de dormir, convidando-o a devorar seus sonhos assustadores. Para mais informações sobre o livro: clique aqui

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Já a obra “Um ursinho bem velhinho”, que é apresentada com as ilustrações de Cornélia Haas, fala sobre a busca do ursinho de pelúcia Washable pelo sentido da vida. Após sua dona ter crescido e deixá-lo de lado, foi indagado por uma mosca sobre qual o motivo de ele existir. Não sabendo a resposta, o urso, então, resolveu procurar e encontrou alguns insetos e animais.

São eles: o camundongo, que é esperto e vive à procura de comida para alimentar sua família; uma apressada abelha conta que existe para colher mel, construir colmeia e servir ao bem-estar da coletividade; para o Cisne, o sentido da vida é a beleza; o Cuco avisa ao ursinho que o legal da vida é enumerar, contar tudo o que existe: árvores, folhas, pinhas, dias, horas, tudo; um bando de macacos na selva responde que o objetivo da existência é fundar alguma coisa: uma associação, um clube, um comitê, um partido, alguma comunidade para que se estabeleça ordem de hierarquia, uma ordem. “Senão vira bagunça”, dizia o macaco-chefe.

Ele também encontrou os elefantes, que refletiam profundamente sobre a questão, mas que não conseguiram ajudar. Por fim, uma borboleta falou de suas diferentes fases de transformações, explicando para ursinho que viemos ao mundo para nos aprimorarmos. Os animais não conseguiram compreender o pequeno urso, já que só conseguiam utilizar suas próprias vidas como modelo ideal para a vida dos outros. Para mais informações sobre o livro: clique aqui

Com a tradução de Cláudia Cavalcanti, as obras de Michael Ende são indicadas para crianças a partir dos 7 anos. Os dois livros têm 32 páginas e custam R$ 45,00.

O autor Michael Ende nasceu em 1929 e faleceu em 1995 na Alemanha. Ele ficou mundialmente conhecido com livros como a A história sem fim e Mom. Hoje, é um dos mais conhecidos escritores alemães graças aos seus talentos para escrever para diversos públicos. Além de livros infantis e juvenis, também escreveu livros poéticos ilustrados, livros adultos e peças teatrais. Muitos de seus livros foram adaptados para o cinema ou para o rádio ou a TV. Recebeu inúmeros prêmios alemães e internacionais pela sua obra. Seus livros já venderam, em todo o mundo, mais de 20 milhões de exemplares e já foram traduzidos em cerca de quarenta línguas.

“Os guardiões do ser”

O que os animais podem nos ensinar?Esse lançamento da Alaúde Editora fala sobre as lições espirituais ensinadas por nossos cães e gatos de forma muito divertida.

 

Eckhart Tolle, autor do livro O poder do agora, e Patrick McDonnell, criador da aclamada história em quadrinhos Mutts, se uniram para o lançamento de “Os guardiões do ser”, obra que apresenta as várias lições que nossos amigos de quatro patas nos ensinam diariamente com uma linguagem delicada e profunda.

Eckhart Tolle já ajudou inúmeras pessoas em todo o mundo a encontrar paz interior e mais satisfação na vida. Nesse lançamento da Editora Alaúde, Tolle aborda o mindfulness (um estado mental de controle sobre a capacidade de se concentrar nas experiências, atividades e sensações do presente) de forma fácil e divertida, pois incentiva o leitor a observar cães, gatos e a natureza para aprender jeitos de se conectar consigo mesmo e com os outros.

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Em uma história reconfortante e reflexiva, a dupla de autor e cartunista provoca sorrisos e desperta contemplações sobre a vida e as relações que ela constrói. Mais do que uma coleção de desenhos espirituosos e encantadores, o livro transmite, em suas 128 páginas, um profundo amor à natureza, aos animais e aos seres humanos. “Os guardiões do ser” celebra a unicidade de todas as formas de vida e ensina, a qualquer um que esteja disposto a aprender, a aplicação de mindfulness na rotina.

O autor Eckhart Tolle nasceu na Alemanha, onde passou os primeiros 13 anos de sua vida. Depois de se formar pela Universidade de Londres, tornou-se pesquisador e supervisor da Universidade de Cambridge. Quando tinha 29 anos, uma profunda transformação espiritual mudou o curso de sua vida de forma radical. Os anos seguintes foram dedicados ao entendimento, à integração e ao aprofundamento desta transformação, que marcou o início de uma intensa jornada interior. Nos últimos anos ele tem atuado como conselheiro e mestre espiritual, trabalhando com pequenos grupos na Europa e na América do Norte.

O ilustrador Patrick McDonnell é autor best-seller do New York Times e criador da tirinha Mutts, publicada em mais de 700 jornais em todo o mundo. Já recebeu inúmeros prêmios internacionalmente, incluindo a maior honraria da National Cartoonists Society, o Reuben. Atualmente, está desenvolvendo um longa-metragem de animação para a Twentieth Century Fox.

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Com mais de dez anos de tradição no mercado editorial, a Alaúde vem desenvolvendo um catálogo sólido e diversificado, com títulos de destaque na área de gastronomia, saúde, filosofia prática, espiritualidade, automobilismo, desenvolvimento pessoal e profissional.

O livro custa R$ 39,90 e pode ser comprado no site da editora: www.alaude.com.br

Bibliotecários, eis a era da transformação

Lucimara Soriano *

 

Vivendo na era digital com acesso a tantas informações diárias, o bibliotecário necessita sair da sua zona de conforto e passar a vivenciar outras experiências e contatos para que a biblioteca seja um lugar de trocas, de pesquisas e de atendimento a necessidades coletivas.

Para isso, é preciso saber utilizar a tecnologia a favor da biblioteca para o fortalecimento e crescimento da sua demanda. Se as redes sociais, como Facebook e Instagram, são a “bola da vez”, por que não utilizá-las? Por meio das redes, o bibliotecário pode fazer propaganda de livros, da biblioteca, de ações temporárias, além de promover clubes de livros e disseminar a informação.

A razão de ser de uma biblioteca é facilitar o acesso aos livros e ao conhecimento. Mas se ninguém souber o que existe lá dentro, ela morre! Nos tempos modernos, o bibliotecário tem à sua disposição vários canais de divulgação que não existiam no passado. O YouTube, por exemplo. Por que não o bibliotecário atuar como um Youtuber, apresentando uma sinopse de livro, um autor, ou até mesmo lendo o trecho de uma obra para que os leitores tenham curiosidade de ver como a história continua? É preciso lembrar que a propaganda “é a alma do negócio”, e esse slogan não serve apenas para a área de marketing.

O bibliotecário do futuro precisa ser atuante, pensar o presente e, principalmente, fazer ouvir a sua voz. Não basta fazer uma bela catalogação, esmiuçar sua indexação, se ninguém procurar por ela. A biblioteca precisa ter vida e o bibliotecário precisa criar diferentes estratégias para tornar seu acervo cada vez mais visível e acessível.

Em uma biblioteca escolar, esse universo do livro e da cultura pode ser ainda mais rico e convidativo e a leitura é a chave para isso, pois ela funciona como um fator de transformação. Podemos criar um mundo de sonhos para as crianças, deixando as bibliotecas atraentes, alegres, criando espaços divertidos, propiciando momentos de descontração e de lazer. E entrando no mundo dos adolescentes pelos canais que lhes são mais familiares e caros, usando a tecnologia como aliada a nosso favor.

Nesse sentido, vale mostrar como algumas atividades de incentivo à leitura têm dado certo.

Escolher alguns livros e divulgar uma pequena sinopse por meio das redes sociais e por e-mail aos professores. Assim, é possível que muito mais pessoas procurem pelos livros e pela biblioteca. Quanto mais divulgação, melhor.

Inteirar o público do que está acontecendo ou virá a acontecer na biblioteca. As práticas precisam ser mostradas. Vivemos constantemente a era da comunicação, em especial, por imagens.

Promover concursos e atividades que envolvam os alunos ativamente na biblioteca. Por exemplo, desde 2005, desenvolvemos no Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré o Projeto: “Amigo Livro e Saiba Como Pesquisar”, uma atividade com alunos do 6º ano que trata de maneira lúdica e criativa o processo de aprender brincando.

Estes são apenas alguns exemplos do que é possível fazer com ideias inovadoras que incentivam os usuários a frequentarem cada vez mais a biblioteca da escola e a utilizarem os vários suportes como ferramentas de consulta e de pesquisa.

É muito importante, nos dias atuais, que a biblioteca se mantenha conectada com esta nova geração, e saiba interagir cada vez mais com eles. Afinal, ela também faz parte da Educação, razão de ser de uma escola.

*  Bibliotecária do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré, São Paulo.