Importância da leitura para a criança *

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O contato com os textos literários constitui a primeira aproximação de bebês e crianças muito pequenas com os textos narrativos mais complexos. Neste primeiro momento, o mais importante é o contato com a língua, com a sonoridade, sua musicalidade e a riqueza da construção de nossa linguagem verbal. Todas as crianças, sem exceção, gostam de ouvir histórias lidas por outras pessoas, porque fica mais fácil entrar na história ouvindo a leitura do livro do que lendo sozinhas.

Por outro lado, a leitura em voz alta implica em transmitir as imagens da história e a emoção da pessoa que lê. Por esse motivo, pode ser dito que a hora de leitura em voz alta de um livro é um momento para a despertar a imaginação, para vivenciar a tranquilidade e uma excelente oportunidade para estreitar vínculos interpessoais tanto para as crianças que não sabem ler como para as que já começaram sozinhas na leitura.

Além do desenvolvimento motor, a criança deve ser instigada à capacidade cognitiva, ou seja, a capacidade de interpretar os estímulos do ambiente para tomada de decisões. Por isso, é importante introduzir a leitura logo cedo.

É nesta fase que os livros tornam-se fortes aliados dos pequenos, ajudando-os a perceber a realidade que os cercam, ter contato com diversas experiências, aprender vocabulários e a ativar a imaginação. Nesse primeiro período, devido a criança ainda não ser capaz de entender o que está escrito, é necessário realizar a leitura passiva, ou seja, em voz alta. Dessa forma, os adultos irão intermediar o acesso dos pequenos aos livros por meio da fala, do diálogo, da interação e atividades lúdicas. Então conversem bastante, eles irão adorar.

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Para tanto, é interessante separar um momento e espaço para leitura.

O local deve ser silencioso, confortável e sem muitos objetos que possam tirar a atenção, principalmente quando se trata de bebês.

Esse tempo deve ser divertido e instigante para a criança, ela está conhecendo o mundo por meio das palavras.

Por isso, tenha cuidado para a “leitura” não se tornar “obrigação”, caso contrário, não lhe despertará o gosto pelos livros.

Faça do momento uma oportunidade para intensificar a relação da família com o pequeno. Aproveite para estimular o convívio social.

E se lembre de escolher materiais ilustrativos e descritivos. Deixe a criança tocar e apreciar o material, a fim dela se familiarizar com o livro.

Estimule sensações e demonstre entusiasmo com a leitura.

A contação de história é um momento de lazer, então crie vozes para os personagens e o narrador.

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 Mais dicas

Confira algumas dicas simples que poderão contribuir para tornar a prática de ler para uma criança uma atividade agradável:

  1. Procure ler com frequência para a criança em casa;
  2. Estimule brincadeiras sobre o livro lido, como desenhar a cena que mais gostou ou utilizar bonecos para reproduzir a história;
  3. Utilize a história do livro para associar à vivência da criança, durante um passeio ao parque ou chamando a atenção para algo que apareceu no livro, como uma flor, ou um trem, para incentivar uma conversa sobre o assunto e explorar o conhecimento que adquirido pelo aluno com aquela leitura;
  4. Não force a criança a ler. Mesmo quando ele já está conhecendo algumas palavras é importante cultivar o momento da leitura com as crianças;
  5. Escolha livros com um conteúdo pelo qual as crianças se interessem, para proporcionar um momento prazeroso em família.

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A especialista  (veja abaixo *) ainda ressalta que é normal a criança pedir para os pais lerem o mesmo exemplar mais de uma vez.

O fato das crianças desejarem que o mesmo livro seja relido várias vezes é porque se sentem felizes e desejam vivenciar repetidamente a mesma experiência.

Reler para a criança faz com que o cérebro dela trabalhe ativamente e assimile o vocabulário mais facilmente.

*  As dicas foram preparadas por Mariana Bruno Chaves formada em Letras pela Universidade de São Paulo com pós-graduação em Arte-educação e Psicopedagogia e diversos cursos na área de Educação. Também é especializada em Literatura infantojuvenil e é responsável pelo desenvolvimento de material didático de Língua Pátria do Kumon.

“Pé de pipa”

Neste livro de imagem, que será lançado no sábado (27/4), pela Crivinho Editora, o leitor tem espaço para a criação, podendo acrescentar ao desenho da história o seu próprio olhar.

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Ao pé de uma árvore, crianças de todas as cores, nacionalidades e culturas se reúnem para construir pipas. Não demora muito e o céu logo se enche com os tons vibrantes das pipas e rabiolas, que atravessam as nuvens. Da belíssima savana africana à cidade mais iluminada; do alto de um dourado templo chinês ao topo de um morro carioca, as pipas invadem o horizonte…

Essa pode ser uma das várias possibilidades de “Pé de Pipa”, o novo lançamento da Crivo Editorial pelo selo Crivinho, que será neste sábado, dia 27/4, de 10:00h às 13:00 horas, no Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

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Neste lindo livro de imagem, dos autores Juliana Galvão e Maurizio Manzo, o leitor (observador) tem espaço para a criação e para a oralidade, podendo acrescentar ao desenho da história o seu próprio olhar.

Sob a sombra do Pé de Pipa, todas as culturas compreendem-se numa só linguagem: diversão na diversidade. A ausência de palavra potencializa a comunicação, reforçando uma leitura singular e repleta de possibilidades, independentemente de idade, gênero ou nacionalidade.

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“O Pé de Pipa pode representar muitas coisas: o ponto de encontro de milhares de crianças, a fonte comum dos sonhos, ou um portal que leva para todos os lugares do mundo!”, explica o editor Lucas Maroca de Castro.

“Mas não há dúvida de que o Pé de Pipa é o ponto de partida para inúmeras histórias que, para muito além das palavras, podem ser contadas, reinventadas e contadas várias vezes”.

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Juliana Galvão é formada em Letras, com mestrado em Estudos Literários. Atua como editora de textos há mais de dez anos, preparando e revisando livros acadêmicos, institucionais e de ficção.

Maurizio Manzo é formado em design gráfico com especializações em design editorial e em arte e cultura mineira. Já ilustrou vários livros e este, em particular, o fez lembrar da sua infância, quando fazia pipas com seus amigos.

Vida longa ao livro

Por Vitor Tavares – presidente da Câmara Brasileira do Livro

O Dia Mundial do Livro, comemorado ontem, 23/4, é a ocasião perfeita para fazermos uma reflexão sobre a sua importância, sobre os desafios do setor e também para celebrarmos as conquistas.

Antes de qualquer coisa, precisamos ter claro que o livro é um objeto de democratização e cidadania. Por isso, é fundamental que a leitura seja encarada com seriedade e responsabilidade.

O livro e a leitura se tornam fortes e permanentes em um ambiente economicamente saudável, de segurança jurídica e de liberdade de pensamento. Por isso, devemos aproveitar o momento para rever modelos, pensar em alternativas e fortalecer toda cadeia produtiva e criativa do livro.

Todos os setores da economia vivem um momento de transformação. Neste cenário, a atualização de modelos de negócios, em especial do livro, é urgente. O fato é que os diversos produtos da indústria criativa disputam o tempo das pessoas. Na última edição da pesquisa Retratos da Leitura (2016), o hábito da leitura fica em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre, atrás de assistir TV, ouvir música, acessar a Internet, entre outros.

O livro é em sua essência um objeto de várias possibilidades e ainda pode chegar ao leitor em diversos formatos: no tradicional formato impresso, já tão querido e aceito pelos leitores; no formato digital, que facilita a portabilidade ; em audiolivro, que permite o acesso ao conteúdo do livro durante outras atividades. As possibilidades estão aí, mas é necessário entender o desejo do leitor e oferecer o livro da forma esperada.

O momento é instigante: Ao passo que devemos superar obstáculos, o terreno é fértil para criar novas oportunidades. Rever modelos tradicionais que temos praticado há muito tempo, repensar a consignação, ampliar os canais de distribuição, incentivar a criação de novos pontos de vendas e atualizar a experiência de compra nas livrarias é tarefa fundamental agora.

A situação pela qual o setor livreiro passa me faz lembrar uma antiga campanha das padarias de São Paulo: “Pão se compra na padaria”. Claro que o comportamento do consumidor não é estabelecido por uma simples frase, acontece que juntamente com a frase quebraram-se vários paradigmas. A padaria passou a ser um local de convivência, com mais possibilidades e mais atenta às necessidades de seus clientes.

Todo o varejo, em seus diversos segmentos tem buscado uma fórmula parecida, na qual o ponto de venda não fique restrito à venda do produto, mas se torne um ponto de contato com as pessoas, com atendimento ágil e qualificado, transformando-se em um amplificador de vendas. Para isso, é importante que o relacionamento entre loja e publico se dê de forma rápida e sem ruídos. Na experiência da loja, seja ela virtual ou presencial é que o cliente se tornará sua melhor propaganda ou seu pesadelo.

Temos uma grande missão: tornar o mercado forte e exigir do poder público a priorização da educação e a formação de leitores para, quem sabe, no futuro, possamos ter um país que ofereça oportunidades para todos, repleto de profissionais preparados para o seu desenvolvimento.

Que o livro, instrumento para transformação de pessoas, nos inspire a transformar o mercado.

O renascimento da obra de Monteiro Lobato

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Em comemoração ao Mês do Livro, Abril, e em especial ao Dia Nacional do Livro Infantil, 23/4, o clube de assinatura Leiturinha traz duas obras que celebram o aniversário de nascimento do grande autor Monteiro Lobato. Vale lembrar que este ano, toda a produção deste pioneiro da literatura infantil passou a ser de domínio público.

Abril pode ser considerado especial para os amantes da literatura, uma vez que as datas mais importantes dedicadas ao tema acontecem ao longo do mês. No dia 18 de abril comemora-se o aniversário do escritor Monteiro Lobato, um dos nomes importantes da literatura nacional infantil. Devido à sua influência e contribuição para o universo literário, em seu aniversário é celebrado o Dia Nacional do Livro Infantil.

Pensando nisso, em homenagem à data, a Leiturinha, clube de assinatura de livros infantis, lançou uma coleção de livros especiais com títulos sobre o escritor. Na obra “Turma da Mônica – Narizinho Arrebitado”, Maurício de Souza recria, de maneira colorida e divertida, as ilustrações do livro “Narizinho Arrebitado”. Já o livro “Crianças Famosas – Pequenos Escritores” traz um pouco da história de Monteiro Lobato e conta como lembranças da infância podem servir de inspiração para a escrita.

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Monteiro Lobato iniciou sua carreira na literatura infantil em 1921 ao publicar “Narizinho Arrebitado”. Nascido em Taubaté, em 1822, o interesse do escritor pelos livros infantis começou desde cedo. Em 1904, formado em Direito, muda-se para o Vale do Paraíba, onde atuava como promotor. Sem nunca deixar sua paixão pela literatura de lado, publica diversas cartas e artigos em importantes jornais da região até que, em 1918, lança seu primeiro livro “Urupês”, que reúne contos e crônicas.

Leiturinha procura incentivar o hábito da leitura desde a primeira infância e conta com uma equipe especializada de curadoria formada por mães, pedagogas e psicólogas, que fazem a escolha dos melhores conteúdos de acordo com a faixa etária de desenvolvimento infantil.

“Crianças que possuem contato com a leitura desde cedo são beneficiadas em muitos sentidos, pois além de desenvolver sua criatividade, curiosidade e imaginação, elas adquirem valores e conhecimentos importantes para seu crescimento”, explica Cynthia Spaggiari, Coordenadora de Curadoria Offline da PlayKids.

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“Turma da Mônica – Narizinho Arrebitado”

Todo mundo, em algum momento da vida, viu ou ouviu alguma história escrita por Monteiro Lobato. Dentre suas criações a mais conhecida: “O Sítio do Picapau Amarelo” fez, e ainda faz, parte do imaginário de crianças e adultos através de gerações.

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Neste livro, Maurício de Souza recria as ilustrações de maneira colorida e divertida, dando vida ao livro “Narizinho Arrebitado”, primeira obra destinada ao público infantil escrito por Monteiro Lobato no início da década de 30. Esta obra é indicada para todas as idades, por meio da leitura compartilhada e também pela leitura autônoma.

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“Crianças Famosas – Pequenos Escritores”

De onde vem a inspiração pra escrever? Sabemos que o poder da imaginação dos pequenos pode transformar um simples objeto em algo mágico. As nuvens ganham formas muito mais ricas e os detalhes que muitas vezes nos passam despercebidos para eles podem se tornar grandes experiências fantásticas.

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Será que perdemos essa habilidade quando crescemos? Cecília Meireles e Monteiro Lobato nos fazem questionar sobre. Ao conhecer um pouco mais sobre a história destes escritores podemos perceber que muitas memórias se mantiveram ou, ao menos, foram resgatadas da infância, trazendo para a escrita toda inspiração que um dia já existiu.

Leiturinha é o maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil e um dos produtos oferecidos pela PlayKids. Criada em 2014, ela promove o hábito da leitura compartilhada para mais de 150 mil famílias, distribuídas em mais de 5.100 cidades brasileiras. A atuação da Leiturinha se baseia no incentivo à leitura e na curadoria dos livros, para proporcionar experiências de aprendizado e diversão em família.

Monteiro Lobato mais livre do que nunca

A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania preparou um rico material para explicar um importante registro da literatura infantil no Brasil: as obras do pioneiro Monteiro Lobato entraram para o domínio público. A proteção aos direitos autorais de um escritor é válida por 70 anos e termina a partir do primeiro dia do ano seguinte. Como Lobato morreu em 4/7/1948, os tais direitos já terminaram desde o dia 1° de janeiro de 2019.

Ele nasceu no dia 18/4/1882, em Taubaté, São Paulo. Nesta data, o Brasil comemora o Dia Nacional do Livro Infantil em homenagem a ele e esse ano, nessa ocasião, a questão do domínio público mereceu novos debates. No texto abaixo, preparado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria, você vai saber o que muda e quais as repercussões esse fato poderá ter na relação dos leitores com as obras do escritor.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizado com 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré (Foto: Divulgação)

Monteiro Lobato em foto do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) localizada no Rio de Janeiro, onde também estão 28 arquivos digitalizados sobre o escritor, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré (Foto: Divulgação)

“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. “Isso, na prática, significa que as obras de Monteiro Lobato agora podem ser livremente exploradas, comercialmente”, completa. A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.

Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. “Não só as editoras podem investir comercialmente em livros sem gastar com direitos autorais, mas autores podem investir na recriação de suas obras sem pedir licença para a família a respeito disso”, afirma. “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições, e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.

Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.

Um dos principais exemplos dessa irreverência é a personagem Emília. A boneca de pano falante está sempre cheia de ideias e, com seu gênio forte, causa uma série de confusões para sua dona, a menina Lúcia, mais conhecida como Narizinho, prima de Pedrinho e neta de Dona Benta, que é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Esses personagens, além de renderem dezenas de livros, séries de TV, animações, bonecos e um conjunto de produtos para o público infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças brasileiras desde a década de 1930.

Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.

Múltiplas facetas

Na vida profissional, Lobato atuou em várias frentes. Formou-se em Direito. Foi promotor público no interior paulista. Escreveu artigos, críticas de arte, fez ilustrações e caricaturas para jornais e revistas. Traduziu e fez adaptações para o português de importantes obras literárias, como Minha vida e minha obra, de Henry Ford, Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, Robson Crusoé, de Daniel Defoe, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, entre outros. Também cuidou de uma propriedade rural, que herdou do avô.

Fundou uma editora, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato. Foi adido comercial em Nova York, nos Estados Unidos, e fez prospecção de petróleo por meio da Companhia Petróleos do Brasil. Suas obras foram traduzidas para mais de 10 idiomas e publicadas no exterior. Conquistou, em 1936, a cadeira 39 da Academia Paulista de Letras, mas não conseguiu uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

Casou-se com Maria da Pureza de Castro Natividade, com quem teve quatro filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Suas principais paixões eram escrever, desenhar e fotografar.

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Polêmico

Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília, é especialista na obra de Monteiro Lobato. Aos olhares dos dias de hoje, muitas das falas de seus personagens podem ser consideradas racistas. No entanto, o racismo, ou melhor, a discriminação por raça e cor só foi tida como crime no Brasil há 30 anos, em 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716.

“Aquela obra foi produzida em tempos pretéritos, quando a filosofia era a admissibilidade do racismo como política pública. Hoje, isso não mais existe. Então, a melhor forma de se lembrar de Lobato é você pegar e contextualizá-lo no período em que ele escreveu”, resume o pesquisador Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).

O pesquisador sustenta que esta polêmica deveria servir de debate entre os professores e os alunos em sala de aula. Neste caso, os professores deveriam ter um preparo para falar sobre o assunto. Em paralelo, ele defende que os novos livros de Lobato deveriam conter notas explicativas que contextualizem o período em que vivia Lobato e aproveitem para desconstruir qualquer estímulo ao racismo.

“A minha defesa é que você trabalhe a educação das relações étnico-raciais dentro do livro. Quando você trabalha na desconstrução do racismo, você agrega porque tem que trabalhar a questão de gênero, a questão de diversidade, de reconhecimento de cultura. A política étnico-racial valoriza o quilombola, valoriza a origem africana e é isso que eu quero, que a gente valorize uma cultura de povos formadores da nossa nação”, afirma Costa Neto.

Exposição Brasil: incontáveis linhas, incontáveis histórias, que mostra ilustrações brasileiras originais de 55 autores na Biblioteca Nacional. Na foto, capas de livros de Monteiro Lobato (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Exposição Brasil: incontáveis linhas, incontáveis histórias, que mostra ilustrações brasileiras originais de 55 autores na Biblioteca Nacional. Na foto, capas de livros de Monteiro Lobato (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Acervo

As obras de Lobato estão acessíveis em boa parte das bibliotecas de todo o País. Há, no entanto, alguns itens curiosos relacionados a ele que estão disponíveis em entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania.

No Banco de Conteúdos da Cinemateca Brasileira é possível encontrar fotos de filmes feitos com base em seus trabalhos, como O Saci, de Rodolfo Nanni (a primeira adaptação cinematográfica de Monteiro Lobato para o cinema); O Comprador de Fazendas, de Alberto Pieralis (baseada no conto homônimo); e Jeca Tatu, de Milton Amaral, entre outros.

Ainda na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no Centro de Documentação e Pesquisa, é possível consultar bibliografia sobre o tema e agendar um horário para assistir filmes como Monteiro Lobato, da cineasta Ana Carolina (documentário de 1971); Jeca Tatu, de 1959, de Milton Amaral; e O Comprador de Fazendas, de 1951, de Alberto Pieralisi.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizado com 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré.

Já a Fundação Nacional de Artes (Funarte) produziu, em 2012, um programa especial com canções que falam dos personagens de Lobato, com roteiro assinado por Cláudio Felício e apresentação de Paulo César Soares. O Estúdio F é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Funarte, lançado em novembro de 2006.

Familiares de Monteiro Lobato também criaram um portal em que é possível ver detalhes sobre a vida e obra do autor, além de fotos e imagens no endereço: http://www.monteirolobato.com.

No site, inclusive, há uma observação importante com relação às mudanças que o domínio público acarreta para o uso da obra dele. “Somente a obra original (o texto da maneira exata como foi escrito) por Monteiro Lobato pode ser reproduzida e utilizada sem que haja penalizações. As ilustrações não fazem parte da obra, foram criadas por outros artistas como J.U. Campos (Jurandir Ubirajara Campos), Nino, Andre Le Blanc, Belmonte, Jean Gabriel Villin, Voltolino, Kurt Wiese, entre outros e não caíram em domínio público ainda”, resume.

Vamos brincar de histórias

Os livros Dona Baratinha, O Bonequinho Doce e A Bonequinha Preta inspiraram o grupo teatral Casa de Lua para um espetáculo muito especial.

Narração da história Bonequinho Doce - Foto: Patricia de Sá/Divulgação

Narração da história Bonequinho Doce – Foto: Patricia de Sá/Divulgação

O Museu dos Brinquedos, um dos principais espaços culturais de Belo Horizonte inteiramente dedicado às crianças e ao brincar, oferece, hoje e amanhã (19 e 20/4), boas atrações culturais.

Além da nova exposição “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”, onde o público poderá apreciar o acervo de mais de 150 brinquedos que contam a história dos brinquedos e sua relação com a história da sociedade, tem ainda oficinas temáticas, brincadeiras, brinquedoteca e espetáculos. O espaço funciona das 10h às 17h, com ingressos a partir de R$ 12 (meia).

As oficinas temáticas acontecem das 11h às 15h e trazem sempre o tema da história do dia. Às 16h, o Grupo Teatral Casa de Lua apresenta os espetáculos Dona Baratinha, O Bonequinho Doce e A Bonequinha Preta baseados nos livros de mesmo nome. O primeiro deles é um clássico da literatura infantil muito querido pelas crianças e os dois últimos  foram escritos pela mineira Alaíde Lisboa. Para contar essas mágicas histórias, o grupo mistura brincadeiras e canções, convidando o público para muitas interações.

Em Bonequinho Doce, Lucinha e Lalá querem um irmãozinho pra brincar e, sapecas que são, resolvem construí-lo com farinha, açúcar e água. Brincadeiras tradicionais dão a cara dessa apresentação, que também conta com a manipulação do Bonequinho Doce dando o tom de aventura e suspense que toda história merece.

Bonequinha Preta, escrita por Alaíde Lisboa de Oliveira há mais de 70 anos, é o xodozinho de muitas crianças. De uma forma bem-humorada e totalmente brincante, o grupo reconta essa famosa história e revive a emoção que também sentíamos quando crianças ao ouvir uma boa história.

Em Dona Baratinha, a Casa de Lua convida as crianças a participarem de forma ativa dentro dessa história que é musical do início ao fim, acompanhando de perto a saga de uma Baratinha à procura do noivo ideal. Famosa em várias gerações, a história encanta adultos e crianças.

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Espetáculo de Dona Baratinha – Foto: Patricia de Sá/Divulgação

Programação –  19 e 20 de abril

10h às 17h: Nova exposição de brinquedos “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”

10h às 17h: Pátio de brincadeiras e brinquedoteca

11h e 15h: Oficinas temáticas: bonequinho de jornal, e dona baratinha e bonequinho com massinha caseira.

16h: Espetáculos Bonequinha Preta, Dona Baratinha, O Bonequinho Doce com Grupo Casa de Lua

Museu dos Brinquedos: Avenida Afonso Pena, 2564 – Fone: 3261-3992 – Belo Horizonte

Leitura dentro e fora do ambiente escolar

 Para marcar o Dia Nacional do Livro Infantil, escolas professores e orientadores usam a criatividade para estimular o interesse dos pequeninos em leitura, como é o caso do Colégio Objetivo de Brasília na foto abaixo.

 

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Já dizia Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. O escritor brasileiro é considerado uma das maiores vozes da literatura infantil. Sua principal obra, o Sítio do Pica-pau Amarelo, faz parte da infância de milhares de pessoas. Lobato valorizava e defendia o hábito da leitura desde cedo e afirmava que “Quem mal lê, mal ouve, mal fala e mal vê”.

As travessuras do Saci Pererê, a esperteza da boneca Emília, o cuidado da vovó Benta, as aventuras de Pedrinho e Narizinho, os bolinhos de chuva da Tia Nastácia, estes e outros personagens são conhecidos por adultos de todas as idades e até hoje encantam e preenchem a imaginação de crianças e adolescentes. O criador dos personagens, Monteiro Lobato, nasceu no dia 18 de abril.

Para homenagear o escritor e destacar sua contribuição à literatura brasileira, o dia 18 de abril passou a ser o Dia Nacional do Livro Infantil. A data serve para nos lembrar da importância de adquirir o hábito da leitura, indispensável na formação do ser humano, como destaca a psicopedagoga e orientadora educacional do Colégio Objetivo de Brasília, Ângela Lombardi.

“´É necessário o estímulo do ensino e da leitura com afeto. Ensinar com afeto é abrir a portas dos sentimentos, é colocar-se no lugar do outro. É percorrer o caminho da literatura trocando o medo pela segurança, e a leitura tem essa capacidade, de moldar nossa imaginação, nossos princípios, nosso caráter”, afirma a orientadora.

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Dia do livro é todo dia

No Colégio Objetivo de Brasília, atividades como peças de teatro baseadas nos clássicos da literatura infantil e rodas de contação de histórias são comuns, e fazem parte do processo de aprendizagem e valorização da leitura desde a primeira infância. As atividades estimulam ainda o desenvolvimento imaginativo e a criatividade dos pequeninos.

Para festejar o Dia Nacional do Livro Infantil, outras atividades também podem realizadas junto aos estudantes, como o incentivo para que eles escrevam seus próprios contos infantis, ou caso não saibam escrever, podem ser incentivados a contarem uma história inventada por eles mesmos.

Lombardi explica que além de incentivar o hábito da leitura e despertar o interesse dos pequeninos em conhecer novas histórias e personagens, além de estimular a imaginação, os professores devem incentivá-los a fazerem parte da história contada.

“Docentes capazes de inspirar-se nos personagens, e viajar com as crianças nos contos, fábulas e histórias. Essa família consegue transformar ‘os felizes para sempre’ em ‘sou feliz para sempre’, finaliza a psicopedagoga.

Dia Nacional do Livro Infantil

18 de abril, dia do nascimento de Monteiro Lobato, é a data escolhida para os brasileiros comemorarem o livro e a leitura. Um desses brasileiros, o professor Parahuari, desde 2016, coordena um projeto de incentivo à leitura e a criatividade digital a partir da oferta de várias soluções educacionais. Acompanhe, abaixo, a entrevista com o professor para conhecer o projeto.

 

Parahuari é apaixonado pela área de educação. Ele tem mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para a aprendizagem. Ao longo desses anos, Parahuari teve a oportunidade de desempenhar diferentes papéis como professor, programador, autor, designer instrucional, gerente de projetos e pesquisador. Parau, como também é chamado, desenvolveu várias soluções educacionais, que vão de portais educativos, livros didáticos digitais, simulações a jogos. Agora ele está envolvido na pesquisa e desenvolvimento de soluções que incentivam a leitura e promovem a criatividade digital. Parahuari acredita que melhorar a educação é também melhorar o mundo.

 

Parahuari: "Queremos reforçar a importância da leitura no desenvolvimento cultural e na formação de um cidadão crítico" - Foto: Divulgação

Parahuari: “Queremos reforçar a importância da leitura no desenvolvimento cultural e na formação de um cidadão crítico” Foto: Divulgação

Rosa Maria: Está sendo organizado um movimento em torno do Dia Nacional do Livro Infantil. Quais os objetivos desse movimento?

Parahuari: Abril é um mês em que muitos educadores dedicam maior atenção à leitura. Neste mês são comemorados o Dia Internacional do Livro Infantil (2/4), Dia Nacional do Livro Infantil (18/4) e Dia Mundial do Livro (23/4). Isso gera um sem número de ações voltadas  à valorização da leitura organizadas por centros culturais, bibliotecas e escolas.

Para ampliar o esforço em prol da leitura, desde 2016, apresentamos para a comunidade uma proposta de trabalho para o incentivo à leitura. O nosso trabalho é direcionado as crianças em fase de alfabetização. Desenvolvemos e utilizamos ferramentas tecnológicas que ajudem a despertar nos pequenos o interesse pela leitura.

O nosso trabalho tem por objetivo estimular o gosto pela leitura desde a alfabetização, contribuir na formação de um público leitor e estimular outras pessoas a serem multiplicadores dessa iniciativa. Queremos ajudar a construir um Brasil de leitores.

 

RM: De quem é a iniciativa?

P: É um projeto que comecei a organizar tendo como base a experiência que tive trabalhando com professoras e professores no uso da tecnologia da informação em atividades voltadas a alfabetização.

 

RM: Qual é o público alvo deste movimento?

P: Estamos na 4ª edição do projeto. Este ano o nosso foco é o professor alfabetizador.

 

RM: Qual o alcance geográfico e de número de pessoas que estão participando?

P: O projeto usa a internet como canal de comunicação. Então, virtualmente, todos podem participar.

 

RM: O que está sendo preparado para este importante dia?

P: Nesta 4ª Edição, o projeto mantém a proposta de incentivar os professores a usarem livros com histórias personalizadas. Entretanto, estabelecemos uma meta ousada: promover a autonomia tecnológica do professor para a construção e geração de livros personalizados. Para atingir este objetivo, trabalhamos para viabilizar que o próprio educador seja capaz de construir e publicar um livro personalizado. Este livro pode ser usado pelos alunos na sua forma digital ou impressa. Pode conter uma história de autoria do próprio professor, dos seus alunos ou de autores parceiros do projeto.

 

RM: O que são livros personalizados?

P: Os livros personalizados permitem que a própria criança se torne parte da história, reconhecendo o seu nome e se identificando como um personagem, com suas características e dentro de um contexto ligado à sua realidade.

As histórias personalizadas, além de complementarem atividades de alfabetização envolvendo o reconhecimento do próprio nome, dos colegas, familiares ou mesmo identificação de palavras favoritas, também funcionam como um elemento de atração e motivação. Quando as crianças identificam o seu nome na história, elas ficam mais interessadas pela leitura.

 

RM: Os professores estão receptivos à proposta?

P: Sim. O retorno dos professores tem sido muito positivo. Apresentam muito interesse em trabalhar a proposta com seus alunos.

 

RM: E os familiares dos alunos e a sociedade em geral? Como as crianças estão participando?

P: Estamos trabalhando junto com os professores para incentivar a família dos seus alunos a fazerem leitura compartilhada, ou seja, lerem um livro infantil junto com a criança em casa.

 

RM: Qual a importância da data?

P: O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002 registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato (18/abril/1882) como o dia oficial da literatura infantojuvenil.  Lobato deixou um enorme legado para a literatura infantojuvenil, já que mais da metade de seus livros foram dedicados a esse público.

 

RM: O que você acha que é importante realizar anualmente?

P: Queremos reforçar a importância da leitura no desenvolvimento cultural e na formação de um cidadão crítico, é uma visão de futuro e por isso a ação não pode acabar em si mesma. A cada ano temos conseguido ampliar o alcance do projeto e levar essa ideia adiante. O retorno dado pela comunidade tanto nos ajuda como nos inspira a aprimorar o Dia Nacional do Livro Infantil a cada edição.

“Como preparar filho para estudar no Japão”

Que tal o intercâmbio de estudos no arquipélago? Pensando nisso, Mauricio de Sousa e autoridades da cidade japonesa de Hamamatsu, que conta com 9.355 brasileiros vivendo lá, estão lançando a revista Turma da Mônica para ajudar na preparação dos candidatos ou as crianças que já estão estudando nas escolas do Japão.

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A fim de preparar as crianças brasileiras para uma melhor integração na sociedade japonesa e para que elas não sejam interpretadas como crianças sem uma educação correta ou com atrasos no desenvolvimento por conta das diferenças culturais, a Fundação Internacional de Hamamatsu (HICE), em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, fará o lançamento da revistinha “Turma da Mônica – Como preparar seu filho para estudar no Japão”, com a presença especial do desenhista Mauricio de Sousa, representantes da embaixada do Brasil em Tóquio, dos cônsules-gerais do Brasil em Hamamatsu, Nagoia e Tóquio e do prefeito de Hamamatsu. O evento será realizado no dia 20 de abril, das 18h30 às 20h30, em Hamamatsu-shi, Naka-ku, Hayauma-cho 2-1, Prédio CREATE Hamamatsu 2º andar – Japão.

O conteúdo da publicação foi supervisionado por um especialista em educação infantil, prof. Naoya Hosoda, da Universidade Christopher, e a expectativa é que a revista se torne um material de referência aos brasileiros sobre como os pais japoneses educam seus filhos durante os primeiros anos de vida.

A revista será distribuída nas creches brasileiras e japonesas, no Centro Intercultural de Hamamatsu, Centro de Apoio ao Estudo para Estrangeiros de Hamamatsu, consulados, conselho de educação, e demais entidades de apoio aos estrangeiros.

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Como tudo começou

Quando, em 2017, a HICE realizou uma pesquisa voltada aos pais estrangeiros e aos professores japoneses, percebeu-se certa carência de conhecimento de ambas as partes relativas às diferenças na educação infantil.

Assim, nasceu a ideia de criar um material de referência aos brasileiros e japoneses (há versão em idioma japonês) para as crianças brasileiras que ingressarem nas escolas japonesas, estejam melhor preparadas para acompanhar os estudos. Na mesma época, Ricardo Okino, representante da Mauricio de Sousa Produções no Japão, participou como júri do XIII Concurso de Oratória em Língua Portuguesa, realizado pela HICE e o Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu. E, durante uma conversa informal, após o Concurso de Oratória, o representante do Instituto disse a coordenadora da HICE, Lissa Kikuyama, que teria interesse em criar projetos sociais para a comunidade brasileira no Japão. Assim, nasceu a grande parceria com o apoio das autoridades brasileiras e japonesas.

A Fundação Internacional de Hamamatsu (HICE) é um órgão municipal incumbido de planejar, executar e apoiar projetos voltados para a integração social dos estrangeiros, é reconhecida pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações como uma entidade para a internacionalização regional. Em parceria com a imigração, ordem dos advogados, associação de despachantes administrativos, centro de bem-estar e apoio psicológico, dentre outras organizações pertinentes a estrangeiros, a HICE atua em diversas áreas para melhor apoiar os estrangeiros no seu cotidiano.

Com 9.355 brasileiros residentes, a cidade de Hamamatsu possui a maior concentração de brasileiros em todo o Japão.

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“A bailarina de pano”

thumbnail_1554297086390000_382697296Em linguagem teatral, esse lançamento de Páginas Editora reforça valores como amizade e persistência.

 

Uma turma de amigos muito especial está chegando às mãos dos leitores. Uma bonequinha, um soldadinho, um ursinho e um palhaço são os personagens de “A bailarina de pano”, história escrita por Sterlayni Duarte em linguagem teatral. É o primeiro volume da coleção “Histórias em Cena”, criada pela autora para publicar textos que podem ser encenados no teatro.

Nesse novo livro, voltado ao público infantojuvenil, Sterlayni Duarte, que já publicou outras quatro obras, conta a história de uma boneca de pano que nunca desistiu dos próprios sonhos, e, para realizá-los, ela conta com o apoio fundamental dos amigos. A obra traz uma bela mensagem sobre a importância da amizade, da persistência, da esperança e, claro, dos sonhos.

A escritora constrói o livro em formato teatral, oferecendo ao público leitor, além da experiência de leitura, a possibilidade de desenvolver a expressão cênica, a criatividade, a interação, o contato com os expectadores e outras vivências permitidas pelo teatro.

Outras obras de Sterlayni Duarte: Quem será o rei? (2008), O elefante elegante (2011), Brincadeiras na mata tropical (2016) e Aqui, ali e acolá… Histórias em todo lugar! (2018), este último lançado também pela Páginas Editora.

Informações e vendas: Páginas Editora – (31) 3412-5669