Os erros e acertos da nova geração

Erika Linhares *

Costuma-se dizer que a geração atual é sempre pior que a geração anterior. Quando os jovens crescem e com eles chegam suas ideias inovadoras ou revolucionárias, a grande maioria dos adultos tem dificuldade de compreender (outro problema geracional). No entanto, com cada vez mais acesso à informação, a atual geração de jovens nunca foi tão debatida e até rejeitada.

É claro que essa geração tem sim problemas, como todas as outras que já vieram antes, mas isso faz parte da evolução natural das pessoas e da sociedade. Não acredito que exista uma geração “estragada” e essa também tem muitas características positivas e muitas coisas a nos ensinar. Uma delas é que os jovens de hoje se engajam por propósito.

Eles trabalham para “ser”: ser bem-sucedido, ser competente, ser respeitado e deixar um legado. Ao contrário da minha geração e dos meus pais, por exemplo, que foi adaptada a trabalhar para ter: ter um carro, ter uma pós-graduação, ter uma casa, ter dinheiro para a faculdade do filho.

Também temos muito o que aprender com a nova geração sobre ser feliz durante a jornada e não apenas no final. Eles não ficam pensando “tenho que trabalhar, isso é um fardo, é muito ruim, mas não tem problema porque no fim da vida vou ter o que quero”. Não! Os jovens querem ser felizes hoje e conquistar agora. Uma frase que sempre costumo dizer é “gente feliz não enche o saco” e sua empresa tem que estar preparada para isso!

Outra característica positiva é que eles adoram o novo! A minha geração foi educada pela escola, pelos pais e pela Barsa e, por isso, existiam paradigmas pré-estabelecidos dessa educação. Nós temos restrições ao novo porque “sempre fizemos assim”. Já esses jovens nasceram no mundo da internet, eles têm acesso a tudo que o mundo todo está pensando na palma da mão e, assim, têm uma cabeça muito mais aberta a novidade. Na verdade, a mesmice até chateia.

Por outro lado, da mesma forma como não existe uma geração “estragada”, também não existe uma geração perfeita e os jovens têm que estar preparados para ouvir que têm sim defeitos. Essa é uma oportunidade de melhorar e evoluir!

O primeiro ponto, que até popularizou essa geração, como a do “mimimi”, é a grande dificuldade em lidar com a objeção, problema que, inclusive, foi criado pela geração anterior. Quem nunca ouviu de um pai “aquilo que não tive vou prover para o meu filho?”. O fato de terem sido muito protegidos na infância faz com que quando cheguem ao mercado de trabalho tenham dificuldade de entender que não são perfeitos e muito menos são a “última bolacha do pacote”. Por isso, não compreendem quando o chefe diz que o trabalho feito não está da forma como deveria e que vão cometer erros. Eles precisam aceitar que podem ensinar com o novo ao mesmo tempo em que aprendem com a experiência.

Porém, paciência também não é uma característica dessa geração. Eles acabam de chegar na empresa e já querem ser promovidos e ganhar muito dinheiro. São os famosos imediatistas: se não tiver resultados, fico desmotivado; não posso ser contrariado, porque sou um funcionário excelente e assim por diante.

Tudo o que se fala toma uma projeção maior e eles não pensam simples: se o chefe gritou é simplesmente porque ele está nervoso naquele dia e ponto final. O fato é que, independente da idade, sempre precisamos plantar para depois colher.

Todas as gerações têm lados negativos e positivos, erros e acertos e cabe a nós ajudarmos os ruins e aprender com os bons. O novo movimenta a cabeça, o novo faz a gente aprender coisas novas. A nova geração sabe disso muito bem e vive essa adrenalina!

*  Erika Linhares é fundadora da B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em mudança de comportamento humano nas empresas

Ilustradores brasileiros no festival da Sérvia

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8ª Edição do Festival Internacional de Ilustração de Livros BookILL Fest, da Sérvia

1.700 ilustrações participantes

27 países

120 ilustrações selecionadas

Entre os trabalhos escolhidos pelo júri do festival, estão os ilustradores brasileiros Maurizio Manzo, Taline Schubach e Marcelo Pimentel.

Destaque muito especial para Maurizio Manzo que foi selecionado nas quatro últimas edições do BookILL Fest. Seus trabalhos foram selecionados nas edições de 2016, 2017, 2018 e 2019.

Os livros ilustrados pelos três selecionados no concurso de  2019 são, respectivamente:

“Tudo tem cor”, Editora Massangana, Recife, escrito por Sandro Sayão – ainda não foi lançado.

“Os medos de Bel”, Editora Lago de Histórias, Rio de Janeiro, escrito por Helena Lima.

“A flor do mato”, Editora Positivo, Curitiba, escrito por Marcelo Pimentel.

Coincidentemente, esses três consagrados profissionais, que ilustram ricamente livros infantis, também foram selecionados na edição do mesmo festival do ano de 2016.

Confira a lista de selecionados e premiados 2019: http://bit.ly/2ZWjJEQ.

“Tudo tem cor” – Ilustrado por Maurizio Manzo

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Esse livro ainda não foi lançado. Faz parte da coleção “Travessias”, que está em produção na editora e será lançada prioritariamente em Cabo Verde, na África, país de língua portuguesa.

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O livro é mais de imagem do que texto, é dirigido para crianças mais novas e fala da relação das cores com o mundo. “No fundo, no fundo, tudo tem cor”, afirma Maurizio Manzo.

E o ilustrador explica: a cor do céu, da terra… a cor muda conforme o horário do dia e do tempo; as cores dos bichos, as cores das coisas, das pessoas. Enfim, agora, só dá para adiantar que o livro também entra no tema da diversidade.

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As imagens cedidas por Maurizio Manzo para publicação no blog mostram a beleza do livro, o encanto da arte deste ilustrador nascido na Itália e felizmente adotado por Minas Gerais.

“A flor do mato” – Texto e ilustrações de Marcelo Pimentel

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A Editora Positivo lançou recentemente o segundo trabalho autoral do ilustrador e designer gráfico carioca Marcelo Pimentel. Em “A flor do mato”, o autor traz uma história da Zona da Mata nordestina, reinterpretando grafismos do Maracatu Rural – manifestação cultural com estampas florais e arabescos multicoloridos, de grande personalidade e impacto visual, com forte presença no interior de Pernambuco.

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A obra infantil de 48 páginas conta o mistério de uma figura feminina que habita as matas e as protege, uma crença de algumas áreas rurais do Nordeste principalmente na Paraíba, Pernambuco e Ceará. Traiçoeira, a menina, conhecida como “Flor do Mato”, pode tanto ajudar como prejudicar as pessoas que adentram a mata sem lhe pedir a devida licença.

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Pimentel já ilustrou aproximadamente trinta livros infantojuvenis, recebeu duas vezes o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e a menção The White Ravens, da Biblioteca Internacional da Juventude, em Munique. Nesse mês, foi selecionado para o BookILL Fest da Sérvia.

“Os medos da Bel” – Ilustradora Taline Schubach

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O livro conta a história de uma criança de mente inquieta que quer encontrar explicações para tudo. A narrativa traz à tona o imaginário infantil e suas várias nuances.

Bel é uma menina em constante conflito consigo mesma, que luta para superar os sentimentos angustiantes despertados pelos medos que sente. Essa menina vive intensamente as dúvidas sobre os limites existentes entre a realidade e a fantasia e procura por sua força interior.

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Aos poucos, Bel começa a despertar a coragem adormecida dentro dela. Uma virtude de força incalculável, inerente a todo ser humano, mas que desconhecia por completo. Ao longo da história, a personagem Bel encanta, diverte, aprende e ensina. Uma história repleta de passagens engraçadas e divertidas, apesar da seriedade da temática abordada ao longo de suas páginas.

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Outra premiada ilustradora, Taline nasceu no Rio de Janeiro, onde se graduou pela Escola de Belas Artes da UFRJ e, desde 2009, está fora do Brasil: foi buscar novos conhecimentos sobre a arte de ilustrar para infância na Itália e na Espanha e escolheu Barcelona como atual lar e estúdio.]

 

“Poli escolhe”

                          Casal estreia na literatura com livro sobre as escolhas das crianças

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Ela escreveu, ele desenhou.

Foi assim que nasceu “Poli escolhe”, livro que o casal Cláudia Rezende (autora) e Douglas Cardoso (ilustrador) lançaram no último fim de semana, em Belo Horizonte. O texto, que fala das escolhas — ou não escolhas — que partem das crianças, foi escrito há dois anos, quando, curiosamente, a autora estava grávida da primeira filha do casal.

Para abordar a temática da escolha das crianças, a autora, que é jornalista, pensou em uma situação muito comum entre as gerações, que é a definição de qual vai ser o time de futebol do coração do filho. Assim, a partir de um encontro num parquinho, a dúvida se estabelece na protagonista, e o enredo se desenvolve, com Poli muitas vezes colocando os adultos contra a parede.

A ideia, conforme a jornalista, é propor a reflexão sobre as interferências que os pais fazem nas escolhas dos filhos e a possibilidade de proporcionar a estes o desenvolvimento da autonomia do pensar já desde a infância. O livro não deixa também de levar uma mensagem de paz entre as torcidas, já que a rivalidade deve ser mesmo só nos gramados, certo?

Assim que escreveu o texto, Cláudia o enviou para o esposo, que gostou da história. Depois, ela fez o convite para que ele, que é formado em Matemática e atua na área de tecnologia, fizesse as ilustrações.

“Ele já tinha me mostrado desenhos e até um jogo infantil que tinha criado e desenhado há muitos anos. Então, achei que seria a melhor pessoa para, naquele momento, embarcar nesse projeto comigo. Acabou dando certo, porque ele entendeu a personagem”, conta a autora.

O lançamento é da Páginas Editora: (31) 3412-5669

“Meu querido vovô Romano”

Lançamento da Editora Lago de Histórias traz de volta o hábito das cartas escritas a mão com letra firme e cursiva. Vovô Romano e a neta, por alguns anos, trocaram 86 correspondências durante as vezes em que esperavam por mais um encontro nas praias de Guarapari, que sempre acontecia nas férias anuais da menina.

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A autora de “Meu querido vovô Romano”, Thaís Velloso, no meio do livro, explica como a neta se preparava para escrever suas cartas. Deparar com essa página foi tão bom que prefiro começar meu comentário por essa parte:

“Tenho lembranças de ir à feira de domingo para escolher um papel de carta especial para o vovô, mesmo sob protestos da mamãe. Ela não compreendia que papel de carta é como roupa: depende do humor e da ocasião. Aquele era um ritual mágico, mas que levava tempo. Em média, minha resposta levava quase uma semana para ficar pronta. Eu selava o envelope com minha ansiedade e entregava aquele retângulo precioso para mamãe”.

A mesma ansiedade que a menina sentia ao receber a carta do avô, que trazia respostas para todas as suas dúvidas e cobranças afetivas. É justamente assim que começa essa bela história de amor entre avó e neta:

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“Quando a primeira carta do vovô Romano chegou, foi uma euforia só. Eu havia esperado tempo demais, muito além do que meus dedos dos pés e das mãos pudessem ajudar a contar. Preocupada que meu entusiasmo rasgasse a mensagem junto com o envelope, mamãe abriu e me entregou o que eu tanto havia desejado naquelas últimas semanas”.

O leitor não precisa ficar ansioso, por que eu garanto que vai poder ler boa parte dessa correspondência fictícia, pois ela está transcrita no livro.

Nas ocasiões em que a menina não era capaz de suportar tantas saudades e tamanha ansiedade, ela recorria ao telefone para lembrar o vovô Romano que precisava apressar a escrita e envio de mais uma carta. Com todo o carinho possível a um avô distante da neta tão amada, ele providenciava mais uma correspondência.

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Se quando telefonava, a neta sentia como se o avô estivesse no cômodo ao lado, ao receber as cartas, ela era capaz de identificar cheiros, sons, sensações e imagens a partir daquelas letras tão bem desenhadas.

“E quando nenhuma reflexão me ajudava a esperar com um pouco de paciência e um mês já havia sido riscado do calendário, eu pegava o telefone e cobrava do vovô uma posição. Minha curiosidade sabia que a demora do lado de lá viria em forma de notícias frescas até o lado de cá. Acontecia de tudo dentro e fora daquele casarão Romano.

Mesmo ao telefone, a voz do vovô era tão presente que não me assustaria caso o encontrasse no quarto ao lado, brincando de esconde-esconde comigo. Ele me saudava com uma gargalhada larga e alguma piada tirada do bolso. Ríamos, dividíamos saudades e alguma piada tirada do bolso. Ríamos, dividíamos saudades e eu então perguntava pela minha carta”.

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“Meu querido vovô Romano” foi ilustrado por Luciana Grether, professora, e ilustradora de mais de 30 livros infantis, alguns deles premiados. É o segundo livro da escritora Thaís Velloso, que na infância e adolescência também era fã dos Correios. O livro tem 29 páginas e o interessado em adquiri-lo pode se informar pelo telefone 21 3518-5549 ou email contato@lagodehistorias.com.br

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“O leão humilde”

História do poeta cearense Pereira Lima, surpreende ao mostrar um personagem bem diferente do que as crianças estão acostumadas a encontrar. Ele é um leão que age sem a menor pretensão de assustar, devorar outros animais ou humanos e ainda experimenta o ideal de que todos os leões de seu bando se tornem dóceis como ele. O lançamento é da Escrita Fina, do Grupo Editorial Zit.

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Com certeza, o livro proporciona um debate bem interessante com os leitores. “O leão humilde” nos transporta para a selva de humanos que precisa urgentemente de pessoas capazes de ceder, de se preocupar com o bem estar de terceiros e de criar condições para uma vida mais harmoniosa. Acredito que o pensamento de todos que leem esse livro viaja para essa questão.

Na floresta, como vivem os leões? Eles são ferozes, lutam com estardalhaço, urram bem alto e com força, assustam outros animais, são rápidos na caça e devoradores impiedosos, impondo suas presenças como os verdadeiros reis da selva.

E o nosso personagem? Como agia o leão humilde?

 “O leão humilde ficava no meio dos outros e não urrava, pois ninguém percebia a falta de um urro em meio a tantos outros”.

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Quando o bando dos demais leões sai em correria para capturar suas presas, o leão humilde se esconde por trás da poeira e das árvores. Quando todos se juntam ao cair da tarde, para rugir em uníssono no topo do penhasco, ele apenas disfarça e fica em silêncio e bem quieto. Ele acredita que ninguém percebe a falta de um urro em meio a tantos outros.

Será?

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“Um dia, uma tempestade isolou os leões dum lado dum rio e do outro ficaram o leão rei e o leão humilde.

Quando foram caçar, ele _ que sempre se escondia, nunca alcançava os veadinhos e na hora de urrar nem sabia emitir um rosnado, pois há muito tempo sem treino não sabia mais agir como leão _ foi interpelado pelo rei.

_ Por que não te portas como um verdadeiro leão? Teu urro parece mais um miado de gato.

_ Majestade, para que urrar atemorizando toda a natureza se a nossa simples presença já basta para assustar todos os bichos?

_ Temos todos os dias que fazê-los nos respeitar. E eles só respeitam a força”.

Os dois leões defenderam seus pontos de vista. Duas opiniões bem radicais. O rei não abria mão da tradição de vida na selva. O humilde sentia necessidade de mudar este estilo de vida e lançava novas propostas: em vez de caçar e matar animais inocentes ou mesmo humanos, seria melhor se valer de folhas e frutos, que caem das árvores. Qual a graça de ambicionar tanto poder?

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Por pensar e agir diferente, o leão humilde foi expulso do bando acusado pelo rei de desonrar a classe. Ele foi viver noutro lado da floresta, sozinho. Muitos animais fugiram dele, mesmo diante de sua mansidão. A não ser uma coruja igualmente revolucionária, que lhe ensinou uma grande lição de vida.

images (4)É possível viver diferente ou não?

Quem estava certo: o rei leão ou o leão humilde?

Como agir, quando se sente diferente de todos os dos demais?

“Ser quem se é ou ser quem os outros esperam que sejamos? Qual a melhor opção?

Através da coruja, que agia de modo bem parecido com o leão humilde, o autor mostrou um caminho para o personagem. Acredito que o leitor vai gostar de conhecer a resposta dela. Por isso, convido à leitura do livro. Vale a pena conhecer o final dessa história.

O livro tem 40 páginas ricamente ilustradas por Andrei Marani.

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“Não me toca, seu boboca!”

Este livro infantil escrito por Andrea Viviana Taubman e ilustrado por Thais Linhares foi lançado, em 2017, pela Aletria Editora para tratar de um assunto sério e muito delicado com as crianças: o abuso e violência sexual. Hoje ele é um  sucesso editorial premiado e que, a cada dia, ganha mais importância na sociedade.

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Aletria Editora destaca que maio é o mês do Enfrentamento ao Abuso e Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e, entre outros livros do seu catálogo, que também tratam do tema, indica a leitura de “Não me toca, seu boboca” cuja história é conduzida pela personagem Ritoca.

“Ritoca tem uma história para contar, meio difícil de entender, muito difícil de falar. O encontro com um tio gentil e sorridente acaba se tornando um pesadelo, do qual Ritoca e seus amigos, felizmente, conseguem escapar.

‘Se for de um jeito suspeito, ninguém deve tocar na gente!’, ela logo reconhece. De maneira lúdica, o livro ‘Não me toca, seu boboca!’ mostra a todas as crianças o que é a situação de violência sexual e o que fazer para evitá-la. Uma forma de oferecer segurança e informação às crianças sem perder o encantamento próprio da literatura’.

O livro de 40 páginas, custa R$ 35,00 e pode ser adquirido no site da editorahttps://www.aletria.com.br/Nao-me-toca-seu-boboca

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Neste mês, a autora Andrea Viviana Taubman (foto) vem debatendo o tema do livro e contando a história de Ritoca para escolas e várias instituições, além de se apresentar na TV e conceder muitas outras entrevistas para alertar pais, educadores e a sociedade em geral para essa triste realidade, que é o abuso sexual das crianças, que precisam ser orientadas para se defenderem e denunciarem.

Segundo a Agência Brasil, dados do Disque 100 mostram que, no ano passado, foram registradas um total de 17.093 denúncias de violência sexual contra menores de idade. A maior parte delas é de abuso sexual (13.418 casos), mas há denúncias também de exploração sexual (3.675). Nos primeiros meses deste ano, o governo federal registrou 4,7 mil novas denúncias. Os números mostram que mais de 70% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Em mais de 70% dos registros, a violência foi cometida na casa do abusador ou da vítima.

Muitos eventos promovidos com o mesmo propósito neste mês de maio, têm se utilizado do livro para falar especialmente para as crianças e famílias. O blog da Leiturinha afirma que a literatura pode ser grande nesse enfrentamento. “Por meio da vivência dos personagens, os pequenos aprendem a nomear suas próprias experiências, conseguindo, assim, identificar os limites do seu próprio corpo. Pensando nisso, a autora Andrea Taubman, depois de muito estudo e trabalho, publicou o livro infantil “Não me toca, seu boboca!”, que aborda o tema do abuso sexual de forma simples, leve e natural. O livro, que levou sete anos para ser desenvolvida, recebeu o Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, uma iniciativa do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes”.

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Andrea Taubman conta que “Não me toca, seu boboca!” foi seu 12º livro publicado, porém, foi o quarto a ser escrito. “Nasceu de um desejo de minha alma. Fui voluntária em abrigo temporário para crianças em situação de risco social, vítimas de maus-tratos. Foi lá que conheci crianças que tinham sido vítimas de abuso sexual. O olhar delas, tão desesperançado, me mobilizou muito. Sou mãe de dois meninos e essa questão era aflitiva. Como falar de algo tão horrível para as crianças? Foi por essas duas razões, principalmente, que escrevi esta história. Pelo desejo sincero de ajudar as famílias (e a sociedade como um todo) a abrir esse diálogo para que isso não aconteça com nenhuma delas e para, de alguma forma, acolher aquelas que já tenham passado por esse flagelo”.

Este mês, a autora tem informado sobre sua agenda com o livro e  apresentado vários apelos à sociedade através de suas páginas nas redes sociais:

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“Amo contar ‘Não me toca, seu boboca!’para plateia só de adultos e observar o impacto que a voz de Ritoca e sua narrativa produzem neles. Vamos precisar de todo mundo: o combate à violência sexual infantil é dever de todos nós – sociedade, família e Estado. Maio é o mês dedicado ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”.
“Sim, o assunto é repugnante. Sim, só de pensar dá um nó no peito. Sim, a gente gostaria que isso não existisse…mas existe e de uma forma bem diferente daquela que geralmente alertamos nossos filhos. O abusador, em mais de 70% dos casos notificados, é conhecido da vítima. A forma mais eficiente de combater esse crime é oferecer às crianças informação com afeto e delicadeza. Foi para isso que ‘Não me toca, seu boboca!’ veio ao mundo. Para que os pequenos possam se fortalecer com a história de Ritoca e sua turma”.

Leitura na era digital

Janaína Spolidorio *

 

Embora saibamos o quanto é importante ler e levantemos estandartes fortes estimulando os pais a incentivarem a leitura e também os professores a usarem mais em sala de aula, na verdade, ela permanece uma espécie de incógnita na educação tanto domiciliar quanto escolar.

A leitura fica ali, escondida no cérebro, e é difícil de avaliar. A leitura em voz alta não é a mesma leitura que temos em silêncio. O nível de entendimento é diferente, porque cada tipo de leitura (e não há apenas essas duas, há muito mais! )precisa de um treinamento diferente.

Não é porque uma pessoa esteja alfabetizada, que ela saiba ler. Ler envolve muito mais do que codificar. Precisa de memória de trabalho, atenção, conhecimentos prévios, vocabulário e uma lista tão extensa de requisitos, que daria vários capítulos de escrita.

A leitura é algo abstrato e pessoal. Só conseguimos avaliar o que podemos observar e ela fica ali, escondidinha. Poucos são os professores e pais que conseguem desvendá-la com sinais que a criança dá, porque ainda não temos instrumentos próprios para estimular a leitura ou mesmo para avaliá-la. Isso, porque pouco se estuda sobre ela na área da educação.

No ano 2007, a pesquisadora Maryanne Wolf lançou seu livro sobre história e ciência por trás do cérebro que lê. Quando o fez, olhou ao seu redor e notou que algo faltou em sua edição. O mundo estava ficando cada vez mais digital, mas ela não tinha considerado o impacto do digital na leitura e uma nova jornada começou para ela.

Atualmente, M. Wolf é uma das poucas especialistas no assunto de leitura que merecem a leitura. E não é porque o seja, que a leitura de seus livros é fácil! Ela entra fundo no assunto, inclusive do ponto de vista neurológico. Sua nova jornada para pesquisar sobre a leitura na era digital levou quase uma década e finalmente, em 2018, ela lançou seu livro sobre o assunto, que agora recebe traduções em vários idiomas, inclusive para o português.

O livro “O cérebro no mundo digital” (original “Reader, come home”: The Reading Brain in a Digital World) traz assuntos muitíssimo pertinentes como o que acontecerá com a geração nascida imersa em um mundo digital, o quanto a criança pode ser exposta aos aparelhos e o impacto do tempo que ela fica, o que muda na educação e muito mais. Destaque para o capítulo seis, que fala sobre o uso de aparelhos desde quando somos bebês até os cinco anos de idade e o que muda no cérebro por causa desta exposição ao eletrônico.

É uma obra de dois Cs: completa e complexa. Traz estudos que ela fez e considerações e exemplos pessoais bem interessantes e vale muito a leitura de quem se interessa pelo assunto.

Só para entender melhor, cada leitor é próprio e único. Quando uma pessoa lê, ela desenvolve circuitos novos de leitura em seu cérebro, que mexem com elementos como a multitarefa, a rapidez na leitura e o lidar com as distrações. Os aparelhos interferem no modo como a leitura era processada até antes de seus estímulos e, em um adulto, o efeito é diferente das crianças.

No período de infância, até os cinco ou seis anos, a criança sempre viveu em dois mundos: um real e um imaginário. Atualmente, ela lida com um terceiro mundo, que é o digital.

Segundo estudos, o uso de aparelhos em excesso pode interferir em um ou dois mundos da criança. O mais preocupante, do ponto de vista leitor, é que o uso exagerado de telas tenha o poder de inibir o desejo natural das crianças de explorar o mundo ao seu redor.

O mais preocupante em tudo isso, é que cria nelas um tipo diferente de aborrecimento que elas não tinham antes da era digital. Este novo aborrecimento, ainda em fase de pesquisas, por ser tão recente, inibe algo importante e que faz parte de nossa humanidade: a criatividade.

Criança que não brinca explorando mundos imaginários tem sua capacidade de criar comprometida. Nos aparelhos tudo já está pronto. Dá ideias às crianças sim, mas de modo superficial e o digital não é real: nem sempre aplicável à realidade.

A capacidade de criar impacta em várias áreas, mas no caso da leitura, ajuda com a profundidade. Há níveis dentro da leitura que são adquiridos ao longo da vida. Parte deles se dá devido ao poder que temos no cérebro de imaginar. O imaginar permite ir além do que se lê e criar estratégias leitoras como a inferência, por exemplo.

Segundo Maryanne Wolf, ainda há a necessidade de usar os livros impressos com os pequenos, porque eles causam experiências táteis importantes e que irão contribuir para eles como futuros leitores. Não é questão de tirar o aparelho dos pequenos, mas sim de saber dosar. Durante várias vezes no livro ela afirma que não é contra o uso das telas, mas é preciso saber as consequências e ter consciência do quanto pode prejudicar ou ajudar.

No Brasil temos dificuldades imensas já com a leitura impressa. Devemos nos voltar mais para a questão leitora, agregando também conhecimentos sobre a leitura na era digital, mas com moderação! A leitura digital engloba habilidades diferentes da analógica e, portanto, irá precisar de novas estratégias de intervenção das escolas. Esta é uma questão nossa, porque cada idioma tem suas necessidades e particularidades, inclusive, no quesito leitura.

Questões sobre como a leitura digital influencia na leitura analógica ou até na forma biológica de processar a leitura, sobre como estimular e avaliar a leitura nas escolas, sobre como balancear leituras de modo saudável para o cérebro leitor são importantes para desenvolver bons trabalhos em sala de aula. Também para um começo de questionamento das famílias sobre o quanto a criança fica exposta ao digital.

A leitura é uma espécie de ferramenta que desenvolvemos ao longo dos séculos entre os humanos. Embora pouco explorada, pode ter sua capacidade muito ampliada, inclusive, com o estímulo digital. O livro de Maryanne Wolf nos norteia para o assunto e traz, com certeza, questões que antes não eram consideradas.

Nos resta, agora, começar a virar o olhar mais para a leitura de nossas pequenas futuras grandes pessoas, em processo de aprendizagem em aula, e além de incentivar, pensar também na qualidade de estímulos que estão recebendo e o quanto estamos contribuindo para sua formação real.

Decodificar não é ler, passar os olhos não é entender. Antes pensávamos em letramento, que é a capacidade de ler interpretando socialmente os textos e imagens. Hoje, talvez, tenhamos um neologismo para esta capacidade, que é o biletramento, ou seja, a capacidade de ler analógica e digitalmente textos e imagens.

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*   Pedagoga.

O artigo foi baseado no livro “O cérebro no mundo digital” da pesquisadora Maryanne Wolf, Editora Contexto

“Era uma vez”

Neste domingo, 19/5, o Projeto de contação de histórias, que busca incentivar a leitura entre as crianças, vai apresentar uma fábula de Rubem Alves.

Foto/Divulgação: Athos Martins

Foto/Divulgação: Athos Martins

O projeto “Era Uma Vez – Oficina de Contação de Histórias”, realizado todos os domingos no Minas Shopping, vai apresentar, no dia 19 de maio, as histórias “A menina e o pássaro encantado” e “O Palhaço”. O público irá conferir uma apresentação recheada de musicalidade, além de brincadeiras e contos cheios de confusões e surpresas, com o contador de histórias Mário Alves e a cantora, compositora e multi-instrumentista Andressa Versi, ambos da Cia Arte de Compartilhar Histórias.

A contação é fruto da parceria entre o Minas Shopping e o Instituto Gil Nogueira (IGN) para incentivar a leitura, em um mundo que se torna cada vez mais digital. A dupla irá se reunir com as crianças e seus responsáveis a partir das 14h, no Piso 1, em frente à Leitura. Toda a programação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

“A menina e o pássaro” narra a história de uma menina que tinha como seu melhor amigo um pássaro, que era livre, e justamente por ser livre ela não sabia quando ele voltaria novamente. A menina sentia muita falta do amigo e, à medida que sua saudade aumentava, ele ficava cada vez mais encantado. A cada retorno do pássaro ele trazia uma porção de histórias. O conto, que foi a primeira história infantil escrita por Rubem Alves, fala sobre emoções e momentos presentes na vida de todas as pessoas.

Já a segunda história, “O Palhaço”, narra a trajetória de um palhaço que não gostava do próprio nariz até que um dia ele descobre o país da Narizolândia. Na apresentação do conto, a dupla traz uma contação recheada de musicalidade, em que as crianças são envolvidas no universo mágico do circo. Ao mesmo tempo em que se divertem, os pequenos também aprendem, e isso tudo com o acompanhamento dos pais ou responsáveis.

Minas Shopping – Avenida Cristiano Machado, 4000 – União – Belo Horizonte

Telefone: (31) 3429-3500 – Site: www.minasshopping.com.br

A hora e vez do Jabuti

Estão abertas as inscrições abertas para a 61ª edição do mais tradicional e prestigiado prêmio literário do Brasil.

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Até o dia 28 de junho, editores e autores brasileiros poderão inscrever suas obras na 61ª edição do Prêmio Jabuti. Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e principalmente dos leitores. Serão 19 categorias e um vencedor do Livro do Ano.
Nesta edição, os quatro eixos permanecem organizados em: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Algumas atualizações foram realizadas para que o Prêmio seja cada vez mais abrangente e alinhado ao leitor e ao mercado:

  • As categorias Infantil e Juvenil foram separadas.
    • Livros de documentário e reportagem passam a ser inscritos junto à categoria Biografia, e não mais na de Humanidades.
    • A categoria Tradução, alocada no eixo Literatura em 2018, a partir desta edição passa para o eixo Livro.
    • A categoria que foi lançada como Formação de Novos Leitores ganha novo nome, a partir desta edição, Fomento à Leitura, para abranger projetos que vão além formação, mas para todas as atividades de promoção da Leitura.
    • Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro – Capa, Ilustração, Impressão, Projeto Gráfico e Tradução – e Inovação – Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
    • Outra novidade é que o Prêmio Jabuti passa a ter duas listas fases de finalistas. Na primeira, serão divulgados pela CBL os dez finalistas para cada uma das 19 categorias. Em um segundo momento, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas.
    • Os primeiros colocados em cada categoria, como ocorre desde o ano passado, serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação. Apenas a auditoria Ecovis Pemon terá acesso aos resultados.

A estrutura de eixos e suas categorias para este ano

Eixo Literatura (sete categorias): Conto; Crônica; HQ; Infantil; Juvenil; Poesia e Romance.
Eixo Ensaios (cinco categorias): Artes; Biografia, Documentário e Reportagem; Ciências; Economia Criativa e Humanidades;
Eixo Livro (cinco categorias): Capa; Ilustração; Impressão; Projeto Gráfico e Tradução;
Eixo Inovação (duas categorias): Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

O vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2019 será escolhido entre as obras vencedoras dos eixos Literatura e Ensaios.
O formato de envio para obras concorrentes nas categorias dos eixos Literatura e Ensaios permanece em arquivo PDF. Apenas para o eixo Livro, será necessário o envio de exemplares físicos, conforme instruções descritas no Regulamento.

Valor das inscrições para obras individuais

• R$ 285,00 para associados da CBL;
• R$ 327,00 para autor independente, ou seja, autor (Pessoa Física) que se autopublica e não está abrigado por nenhum selo de editora ou quaisquer Pessoas Jurídicas;
• R$ 370,00 para associados de entidades congêneres;
• R$ 430,00 para não associados.
Valor das inscrições para coleções:
• R$ 440,00 para associados da CBL;
• R$ 457,00 para autor independente;
• R$ 475,00 para associados de entidades congêneres;
• R$ 515,00 para não associados.

Premiações

Cada um dos autores e editoras vencedoras recebem a estatueta do Prêmio Jabuti.
Ao autor, caberá também uma premiação em dinheiro:
Vencedor de cada uma das 19 categorias: R$ 5.000 (Cinco Mil Reais)
Vencedor do Livro do Ano: R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais).
“Entendemos que o prêmio pode ampliar o seu alcance sempre, como um farol sobre a melhor literatura produzida no país e ter reforçado seu caráter de mediador, de fomentador da leitura, nos mais diversos aspectos, gêneros e gostos. Quis formar um conselho de editores que se complementam nas múltiplas experiências: acadêmica, literária, infantil, juvenil, em tradução e edição dos gêneros que compõem o escopo editorial do Prêmio”, comenta Pedro Almeida, Curador do Prêmio Jabuti.

Ao lado de Almeida, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2019
Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial)
Mariana Mendes (Canal Bondelê)
Cassius Medauar (Editor -Editora JBC)
Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial)

Indicação de Jurados

O mercado editorial e os leitores podem fazer indicações ou se candidatar para integrar o júri de cada categoria da premiação. O Conselho Curador será responsável pela verificação, seleção e complementação do corpo de jurados. O corpo de jurados terá 57 integrantes, sendo três para cada categoria. Cada jurado deverá escolher 13 obras e terá dois meses para análise e atribuição das notas. O período de Consulta Pública para indicação de jurados é de 16 de maio a 16 de junho.

Como concorrer

Poderão concorrer ao Prêmio Jabuti obras inéditas com ISBN e Ficha Catalográfica, impressas ou digitais, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

Na categoria Fomento à Leitura, podem ser inscritas iniciativas realizadas por pessoa física ou jurídica. O período da ação a ser analisado pelos jurados será de 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

A autoria da obra deverá ser de autor(es) brasileiro(s) nato(s), naturalizado(s), ou estrangeiro(s) com residência permanente no País.
Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro e Inovação.
As inscrições vão de 16 de maio a 28 de junho de 2019 e podem ser feitas por meio do site www.premiojabuti.org.br

www.premiojabuti.com.br (onde está disposto o regulamento completo da premiação).

 

Homenagem ao clássico autor infantil Dr. Seuss

O “Family Day 2019”, da escola canadense Maple Bear, em Belo Horizonte, terá como tema “Celebrating Dr. Seuss”. Para o dia serão realizadas diversas oficinas, leituras dinâmicas e exposição dos trabalhos dos alunos para os visitantes. A comemoração visa estreitar os laços com a família e trabalhar a imaginação e a criatividade com o suporte das obras de Theodor Seuss Geisel.

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No “Family Day 2019”, a Maple Bear Canadian School homenageia um dos mais importantes autores infantis do mundo com o tema “Celebrating Dr. Seuss”. O evento, destinado a alunos e seus familiares, acontece no dia 18 de maio, nas três unidades de Belo Horizonte e Nova Lima e tem como objetivo trazer a família para dentro do ambiente escolar de modo dinâmico, abordando o universo mágico da literatura e personagens de Dr. Seuss.

O autor norte-americano Theodor Seuss Geisel, ou simplesmente Dr. Suess, como é conhecido, lançou mais de 50 livros infantis, sendo reconhecido no mundo todo pelas rimas criativas e engraçadas. No Brasil, seus livros mais conhecidos ganharam o coração das crianças e as prateleiras das bibliotecas. Os mais conhecidos são “Horton choca o ovo”, “Como o Grinch roubou o Natal” e “O Gatola da cartola”, três obras que foram adaptadas ao cinema, ganhando uma popularidade ainda maior.

Com oficinas diversas, leituras dinâmicas e exposição dos trabalhos dos alunos aos visitantes, o Family Day é uma oportunidade para que os pais conheçam um pouco mais do dia-a-dia das crianças, da metodologia canadense perpetuada pela Maple Bear e do trabalho do escritor. “A família e a escola formam uma equipe. Deste modo, através do Family Day temos a oportunidade de passsar o trabalho de um autor tão influente, que trouxe muita diversão e conhecimento para os nossos alunos, além de conseguir levar um pouco dessa magia para as famílias também” explica a coordenadora Marina Muzzi.

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A Maple Bear despontou no cenário mineiro há pouco mais de uma década e já se consolidou como uma das melhores escolas do estado, com duas unidades em Belo Horizonte, uma no Santa Lúcia e outra no Gutierrez, além de uma em Nova Lima, no Alphaville – Lagoa dos Ingleses. A escola adota a metodologia canadense, referência em todo o mundo, e oferece a educação trilíngue, na qual as crianças são alfabetizadas em duas línguas, o português e o inglês, e, a partir do sexto ano, também têm aulas de francês, como terceiro idioma. A Maple Bear segue o calendário brasileiro e os programas educacionais brasileiro e canadense, contemplando todos os conteúdos programáticos da educação brasileira até o 9º ano do ensino fundamental.

Endereços da escola em Belo Horizonte

Unidade Santa Lúcia: Rua Dr. Armando Duarte, 61

Unidade Infantil Cônego Rocha – Rua Cônego Rocha, 197 – Gutierrez

Unidade Alphaville Lagoa dos Ingleses – Av. Regent, 400 – Nova Lima (foto)