Pacote de férias para Beagá

Projeto itinerante gratuito do Museu dos Brinquedos leva o mundo mágico das marionetes para a Esplanada do Mineirão. O grande artista dos bonecos, Paulinho Polika, vai divertir a garotada a partir deste domingo, 21/7. Esse espetáculo e outras atividades também estão previstas num pacote de férias que vai até 22/8.

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Ainda dá tempo de aproveitar as férias escolares para visitar o Projeto Itinerante do Museu dos Brinquedos no Museu Brasileiro do Futebol, localizado no Mineirão (Av. Coronel Paschoal s/n – Pampulha). E neste domingo, dia 21 de julho, a atração na Esplanada do Mineirão, das 11 às 12 horas, é o Espetaclim, Espetáculo de Marionetes, com Paulinho Polika. A apresentação tem entrada gratuita sem a necessidade de retirada de ingresso.

Conduzida pelo artista plástico, ator e fabricante de bonecos Paulinho Polika, Espetaclim vai encantar o público com bonecos de fio, vara, luva e balcão que, manipulados por um palhaço bonequeiro, contarão histórias de maneira dinâmica, divertida e interativa acompanhados por uma trilha musical original.

A programação gratuita da itinerância prossegue no mesmo museu até o dia 22 de agosto. Tem diversão e descobertas para a família inteira com exposição, brincadeiras e oficinas. Para os educadores, pais, familiares e a comunidade em geral ainda estão abertas as inscrições para os cursos de formação, que podem ser feitas pelo link http://bit.ly/4cursoformacaomuseu. As vagas são limitadas.

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O Projeto Itinerante do Museu dos Brinquedos busca ampliar o acesso do público à cultura e educação e, para tanto, ocupa diferentes espaços de Belo Horizonte. A itinerância conta com o apoio cultural do Museu Brasileiro do Futebol, do Mineirão e do Movimento BH pela Infância e o patrocínio das Gasmig, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Importante: somente as atividades do Projeto Itinerante do Museu dos Brinquedos é gratuita. A visita aos bastidores do Mineirão e às salas do Museu Brasileiro do Futebol custam R$20, com meia entrada, conforme legislação vigente.

Atrações

A Exposição “Tempo Será – histórias e memórias do brincar” apresenta 150 brinquedos de diferentes épocas e culturas que contam a história da sociedade, valorizando a importância do brincar e ressignificando o consumo de brinquedos.

A mostra pode ser visitada de terça à sexta-feira, de 9 às 17 horas; aos sábados e domingos, de 9 às 13 horas. Os horários, no entanto, estão sujeitos a alterações devido a jogos e eventos no Mineirão. As visitas serão conduzidas por educadores do Museu dos Brinquedos. Visitas em grupo devem ser agendadas pelos telefones 99953-6020 e 3261-3992.

A garotada também pode aprender, descobrir e se divertir nas Oficinas de Construção de Brinquedos, que estimulam crianças a montar brinquedos a partir de materiais reciclados e de baixo custo. E no Espaço de Brincadeiras, conhecer a diversão em brinquedos de antigamente, como perna de pau, perna de lata, pula corda, elástico, amarelinha, peteca, Cama de Gato, Jogo da Velha, Futebol de prego, jogos de tabuleiros e outras brincadeiras coletivas. Tudo gratuito e conduzido pela equipe do Museu dos Brinquedos.

Atividades Formativas

O Museu Brasileiro do Futebol recebe ainda cursos e atividades formativas, visando não só a diversão, mas também contribuir com formação cidadã. Os interessados poderão se inscrever gratuitamente pelo link http://bit.ly/4cursoformacaomuseu. As vagas são limitadas.

No dia 7 de agosto (quarta-feira), de 14 às 17 horas, será realizada a “Oficina Vivências lúdicas: o despertar do ser brincante”. A oficina tem como objetivo a reflexão sobre o universo lúdico infantil por meio de jogos, brincadeiras, música, ritmo do movimento corporal e da construção de brinquedos. O conteúdo da oficina permite a educadores e demais interessados a busca de novas formas educativas para incentivar o desenvolvimento da infância de forma plena.

A atividade será ministrada por Rodrigo Libanio Christo, grande defensor da infância, educador e brincante há mais de quarenta anos. Idealizador do projeto Voluntários Brincantes, possui um canal no YouTube que reúne brincadeiras, canções tradicionais da cultura popular e seus jogos educativos confeccionados com material reaproveitado.

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No dia 8 de agosto (quinta-feira), de 14 às 17 horas, será realizada a “Oficina Tempo da infância: o brincar como linguagem principal da criança”. A proposta da oficina é promover um diálogo sobre o tempo e o espaço do brincar na vida das crianças e os benefícios das atividades em grupo, na natureza e nos espaços públicos, destacando o papel da família e dos educadores na garantia de uma infância plena a partir da brincadeira.

A atividade será ministrada por Fernanda Clímaco, mestre em Educação, Gestão Social e Desenvolvimento Local pela UNA. Pedagoga, graduada na PUC/MG e especialista em Construtivismo e Educação na FLACSO/Argentina, em parceria com a UAM (Universidade de Madrid);pós-graduada em Infância, Cultura e Práticas Formativas, na universidade FUMEC; diretora da EPI (Escola de Professores da Infância).

No dia 12 de agosto (segunda-feira), de 14 às 17 horas, o Mineirão receberá a Oficina “Todas as infâncias: o pensar e o agir pela diversidade e por uma sociedade inclusiva”. O tema será apresentado pela escritora e ativista da inclusão Mariana Rosa. A oficina aborda a vulnerabilidade e a deficiência como características inerentes à natureza humana e convida ao reconhecimento e à valorização da diversidade para uma educação na perspectiva inclusiva. Incentiva um olhar sensível para a transformação da cidade em um espaço acessível para todas as infâncias.

Mariana Rosa é jornalista e escritora, graduada em Comunicação Social pela UFMG e pós-graduada em Responsabilidade Social pela PUC-Minas. É embaixadora mineira da ONG Prematuridade e facilitadora de grupos de acolhimento de famílias de pessoas com deficiência, além de ativista da inclusão e autora do blog e do livro Diário da Mãe da Alice.

E no dia 13 de agosto (terça-feira), de 14 às 17 horas, acontece a última atividade formativa: a Oficina “A criança e a cidade: pela transformação do espaço urbano”, que será desenvolvida pela jornalista e ativista da infância Desirée Ruas. A oficina incentiva a reflexão sobre a forma como o espaço público dialoga com a infância e como deve ser uma cidade que entende as necessidades das crianças. Discute também as formas de mobilização para que a cidade seja interessante, acessível e segura para todas as crianças.

Desirée Ruas é graduada em Comunicação Social pela UFMG, especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade e multiplicadora em Educação para o Consumo; jornalista e integrante do grupo de mobilização da Rede Brasileira Infância e Consumo (Rebrinc) e do núcleo Aliança pela Infância em Belo Horizonte. É co-idealizadora do movimento BH pela Infância e ativista pelos direitos das crianças.

 

Espetaclim-246x370Projeto Itinerante do Museu dos Brinquedos

Atração cultural – às 11 horas – na Esplanada do Mineirão

21/7 – domingo: Espetaclim – Espetáculo de Marionetes com Paulinho Polika

 

Exposição “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”, oficinas e brincadeiras

– Terça à sexta-feira, de 9 às 17 horas, com permanência até as 17 horas*

– Sábados e domingos, de 9 às 13 horas, com permanência até as 13 horas*

*Horário sujeito a alteração devido a jogos e eventos no estádio

Período: Até 22 de agosto

 

Atividades formativas – “Tempo da Infância – Encontros para pensar a criança”

 

Oficina 1: Vivências lúdicas: o despertar do ser brincante

Palestrante: Rodrigo Libanio Christo – educador, brincante e artista

7 de agosto – quarta-feira – de 14 às 17 horasMUSEU DOS BRINQUEDOS

 

 

Oficina 2: Tempo da infância: o brincar como linguagem principal da criança

Palestrante: Fernanda Clímaco, pedagoga

8 de agosto – quinta-feira – de 14 às 17 horas

 

Oficina 3: Todas as infâncias: o pensar e o agir pela diversidade e por uma sociedade inclusiva Palestrante: Mariana Rosa, escritora e ativista da inclusão

Palestrante: Mariana Rosa, escritora e ativista da inclusão

12 agosto – segunda-feira – de 14 às 17 horas

 

Oficina 4: A criança e a cidade – A invisibilidade e os desafios da infância no espaço urbano

Palestrante: Desirée Ruas, jornalista e ativista da infância

13 agosto – terça-feira – de 14 às 17 horas

Informações: (31) 99953 6020 e 3261 3992 – museudosbrinquedos.org.br

Amigos de outro planeta

Junto com as férias vem o Dia do Amigo, data que a Disney Channel escolheu para lançar no Brasil a série “Nivis, Amigos de outro planeta”. O elenco é liderado por Vinícius Campos e dublagem de Tiago Abravanel como um dos Nivis. A série tem 40 episódios e estreia dia 20 de julho, às 18 horas.

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A trama da nova produção para o canal de TV Disney Junior combina ‘live action’ (atuação de atores reais) com animação 3D e conta a história dos Nivis: uma família do planeta Nivilux que acaba ‘caindo’ na Terra após sua nave se chocar acidentalmente na janela de Amadeo (Gustavo Masó), que vive com seu filho Felipe (Vinícius Campos) e sua neta Isabella (Lourdes Errante).

A família dos Nivis, por sua vez, é composta por um garoto chamado Blink, seus pais Nika e Baldo e seu pet Nox. Ao longo da série, os amigos de outro planeta se tornarão parte da família humana e assim passarão a compartilhar momentos divertidos nessa troca dos dois mundos, trazendo diferenças que deixam lições às crianças.

O personagem Felipe é interpretado pelo ator brasileiro Vinícius Campos, que concedeu uma entrevista exclusiva sobre a série e destaca um dos seus principais atributos: abordar a diversidade e inclusão.

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Como surgiu a possibilidade de fazer parte do elenco de “Nivis, amigos de outro mundo”?
Depois de ter sido co-anfitrião do Parquinho por três anos para o Disney Junior Brasil, senti a necessidade de fazer uma mudança e explorar outras possibilidades na televisão. A Disney trabalhou durante vários anos no projeto e estava interessada em mim para interpretar Felipe. SP_CRIANCAS_PASSEIOS-nivis7

O que significa para você fazer parte do elenco?
É um orgulho muito grande. O projeto começou muito pequeno e cresceu rapidamente dentro da Disney até chegarmos ao que vemos hoje. Tenho orgulho porque marca a “primeira vez” em muitos aspectos para a empresa: é a primeira vez que a Disney trabalha com animação 3D na América Latina e é a primeira vez que uma produção original da América Latina apresenta uma família protagonista, que quebra o molde tradicional e tem um elenco muito diversificado. Este projeto tem uma mensagem muito forte de tolerância e respeito pela diversidade e isso sempre foi muito importante para mim. Além disso, “Nivis, amigos de outro mundo” é o primeiro passo da minha carreira na América espanhola, já que eu estava sempre na tela no Brasil. Isso me permite me tornar conhecido entre um novo público.

Como você descreveria seu personagem? O que você mais gosta nele?
Felipe é um personagem maravilhoso, cheio de amor e fantasia. Ele tem sua “criança interior” muito à flor da pele e uma grande imaginação. Ele é um grande pai, muito presente, dedicado e amoroso. Eu gosto de tudo sobre ele!

nivis-010O que você e seu personagem têm em comum?
Compartilho com Felipe essa impressão lúdica, sua paixão por contar histórias e brincar com a imaginação. Esse é o meu grande ponto de contato com ele.

Como você se preparou para interpretá-lo?
Houve uma grande evolução no desenvolvimento do personagem. O piloto do Felipe é muito diferente daquele que vemos hoje. Juntamente com Emiliano Larre, o diretor da série, trabalhamos para dar a forma que gostamos. Antes de gravar nós ensaiamos juntos por um mês e fomos capazes de experimentar, jogar, testar, corrigir… Assim, chegamos a uma série de características que são muito dele. Encontramos seu jeito de ser e reagir a situações diferentes. Fisicamente, por outro lado, desde o começo, decidi interpretá-lo com total liberdade e facilidade. Isso me fez sentir muito confortável em sua pele e totalmente relaxado no set.

Como você viveu a experiência das gravações? Qual parte do processo você mais gosta?
O que eu mais gosto é gravar. É o momento em que me sinto mais capaz. Eu sou um mau ator de ensaio!

Confiram-Pata-Pata-o-primeiro-vídeo-musical-de-Nivis-Amigos-de-Outro-Mundo-Nika-Sobre-FavoritosA série aborda questões como diversidade e inclusão, que hoje têm grande relevância em todo o mundo. Quais conversas você gostaria que a série inspirasse em torno desses temas?
Eu adoraria que a série ajudasse os pais a educar seus filhos na tolerância e respeito pelo que é diferente. Seria ótimo contribuir para aceitar a ideia de que ser diferente é bom e que o mundo é muito mais divertido quando somos todos diferentes. Eu acho que a grande contribuição da série é apresentar personagens e situações plurais a partir da normalidade. Se isso leva a criança a conviver com os diferentes naturalmente a meta já é mais do que satisfeita.

Se você tivesse um amigo de outro mundo: o que você diria a ele sobre o planeta em que vivemos?
Eu diria que o melhor que temos são pessoas, que somos um planeta com habitantes incríveis.

Confiram-Pata-Pata-o-primeiro-vídeo-musical-de-Nivis-Amigos-de-Outro-Mundo-Nox-Sobre-FavoritosQual você acha que será a marca que “Nivis, amigos de outro mundo” vai deixar para o público do Disney Junior?
Eu acho que vai marcar o público com uma avaliação positiva do diferente. Por sua vez, acho que vai inspirar futuros programas e produções para conversar com os pequenos com inteligência e bom conteúdo. É possível falar de muitos tópicos, abordando-os com coragem e amor.

“Eu ainda preciso de tudo isso”

Editora Sesi-SP lança história alemã, que nos surpreende com uma encantadora experiência entre pai e filho num momento e ambiente pouco convencionais dos que normalmente encontramos na literatura infantil: hora de lavar roupa lá na área de serviço.

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“Hoje é dia de lavar roupa. De novo.

E Jim quer ajudar a separar as roupas sujas. Como sempre.

O pai está no meio da lavanderia, feito um guarda de trânsito, mostrando que roupa vai para cada montinho”…

Assim começa a história escrita por Petra Postert, ilustrada por Jens Rassmus e traduzida por Hedi Gnädinger.

O interesse do menino Jim não era sem motivo: no momento que o pai começa a conferir os bolsos das suas calças, encontra uma chave, um botão e uma pedra.

“Um pouco de areia escorre entre os dedos do pai.

_Mas podemos jogar tudo isso fora _ sugere.

_Não! _ retruca Jim. _Eu ainda preciso de tudo isso!”

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Intricado, o pai observa atentamente os objetos achados e de um jeitinho bem especial começa a provocar o filho para ele contar como conseguiu cada um deles.

Primeiro, foi a chave. O menino Jim explica que “é a chave de um armário. De uma mala enorme. Do tamanho de um armário… que pertence a um feiticeiro”… E aí começa uma extraordinária história. O menino dá asas à sua fantasia e, então, explica a respeito daquela chave, daquela mala e daquele feiticeiro.

O curioso pai se surpreende com a criatividade da criança. Mas parece gostar e, assim, continua a provocar as fantasias, desta vez, com o botão:

“E qual é a deste botão? _ pergunta o pai, girando o botão entre os dedos como se fosse uma pedra preciosa.

_É o botão do paletó de um capitão _ responde Jim. _Dá até para reconhecer pela âncora”.

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Outra história na ponta da língua do menino, que conta as aventuras do capitão de um navio, que já deu volta ao mundo. Mas e aquele botão: como foi parar nas mãos do menino? Onde Jim encontrou o botão do famoso capitão? O contador de histórias responde com detalhes e seu pai fica ainda mais animado a prosseguir a investigação:

“Agora só tinha sobrado a pedra na mão do pai.

_ E isto aqui? _ perguntou o pai. _É mesmo uma bela peça.

_ O cume de uma montanha! _ exclama Jim.

_Uau, um pico!

_A montanha tinha 5 mil metros de altura.

_ Não me diga!”

O menino narra mais uma grande proeza para o ouvinte, que mal pode acreditar.

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Três pequenas histórias criadas dentro do imaginário daquela criança. Mas que tiveram o poder de envolver o pai. Ao terminar a história da pedra, Jim resolve ir embora. Seu pai, no entanto, continua limpando o bolso de uma de suas calças e também encontra um objeto. Ele chama o filho, que espera um pouco mais para ouvir o que seu pai tem a lhe dizer:

_”Veja só o que eu achei!

E Jim pergunta:

_ O que é? Ué, você não sabe?…”

O pai bem que sabia que objeto ele achou, mas continuava provocando a imaginação do filho. Será que esperava ouvir mais uma história? E Jim: teria mais uma aventura para entreter o pai?

O leitor vai encontrar as repostas no final do livro. Com certeza, vai gostar e se surpreender.

“Eu ainda preciso de tudo isso” tem capa dura. É um belo livro, que adorei ler. Pode ser adquirido nas livrarias virtuais ou no site da editora por R$ 39,90. Veja no link https://www.sesispeditora.com.br/produto/eu-ainda-preciso-de-tudo-isso/

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A tradução

Como falamos no início da matéria, essa é uma história alemã traduzida para o português. As traduções são comuns na literatura. As editoras, muitas vezes, até preferem publicar obras estrangeiras, por isso perguntamos para Tania Mano, uma das responsáveis pela edição e lançamento do livro, por que a editora decidiu publicar essa história alemã. Ela explicou que a Editora Sesi-SP dedica uma atenção toda especial ao seu público infantojuvenil.

“Por isso, buscamos diferentes temas, pontos de vista, panoramas e autores  com o intuito de criar um catálogo amplo e divertido para crianças e jovens das mais diversas realidades. Valorizamos muito os autores nacionais, cujos livros são abundantes em nosso catálogo, porém, estamos sempre de olho nas boas histórias também da literatura estrangeira. Dessa forma, é possível trazermos realidades e autores que ampliam a visão e ao mesmo tempo divertem o nosso público infantojuvenil brasileiro.

Segundo Tania Mano, o livro “Eu ainda preciso de tudo isso” mostra que “a imaginação infantil pode ir além de todos os limites e que todas as crianças do mundo têm algo em comum. Toda criança merece e precisa ouvir, ler e ver histórias reais, lendas, contos de fadas… enfim, todo tipo de história, para criar seu imaginário e lidar com as ricas questões do dia a dia”.

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Clube personalizado de livros infantis

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A startup Dentro da História está lançando o primeiro clube personalizado de livros infantis, que vai oferecer às crianças experiências únicas e inesquecíveis, de acordo com o seu momento de desenvolvimento. A cada mês, o Clube Dentro da História enviará uma nova aventura com os pequenos como protagonistas, além de brincadeiras que trazem aprendizados ao lado dos personagens que eles mais amam.

O modelo funciona como uma “Netflix dos livros”, porque usa tecnologia para recomendar títulos a cada criança, de acordo com seu perfil. Um dos parâmetros que influenciam nas sugestões é a idade. Até os 2 anos, os pequenos aprendem a interagir com o mundo por meio de gestos e repetições. De 3 a 5 anos, a fase é de aprender palavras. Entre os 6 e os 8 anos, é hora de ampliar os horizontes, de sentir-se mais independente e resolver problemas. E dos 9 aos 12, a criança já compreende ideias abstratas e faz questionamentos morais e éticos. As histórias do Clube Dentro da História ajudarão crianças e pais a superarem esses desafios.

Como funciona

Ao assinar o Clube, os pais respondem a um questionário em que também indicam qual personagem desejam receber no primeiro mês, os que não podem faltar nos meses seguintes e os temas que querem desenvolver com seus filhos. São 24 temas possíveis, entre eles: clássicos do folclore, trabalho em equipe, super-heróis, hábitos de rotina, contos de fada, resiliência e adaptação. Com base em todas essas informações definidas pela família, o algoritmo da Dentro da História indica um kit para cada pequeno a cada mês.

Todo o material terá o mesmo modelo de personalização da plataforma online da Dentro da História, onde é possível criar um personagem de acordo com as características da criança (tom de pele, cabelo, estilo de roupa, óculos, acessórios, cadeira de rodas). O personagem vira protagonista de um livro físico, que pode ser encomendado e entregue em casa.

No Clube Dentro da História, a experiência vai além, porque acompanha as mudanças que acontecem com o tempo: se a criança cortou o cabelo, por exemplo, basta escolher na plataforma o novo estilo de cabelo do pequeno para receber o próximo livro já atualizado.

Através do clube, a Dentro da História amplia o modelo de personalização que já produziu mais de 350 mil livros vendidos online de forma avulsa. “Agora poderemos ser ainda mais parceiros dos pais na educação dos seus filhos, porque estaremos juntos escolhendo o melhor conteúdo para cada criança”, diz André Campelo, CEO da Dentro da História. “Unimos tecnologia e pedagogia para auxiliar no desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos sempre de forma personalizada.”

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Kit para crianças e pais

O kit mensal do clube inclui um livro personalizado, uma carta de boas vindas (no primeiro mês), um manual do protagonista (também no primeiro mês, para que cada leitura seja registrada em desenhos ou textos), duas figurinhas com o personagem da criança daquele mês, um guia de atividades e uma brincadeira surpresa personalizada.

Dentro da História também pensou nos pais: cada kit traz um guia para a família sobre os aprendizados e competências que podem ser desenvolvidos a partir de cada leitura.

Os títulos oferecidos pelo Clube Dentro da História incluem os personagens mais amados pelas crianças, como Peppa Pig, O Show da Luna!, Turma da Mônica, Masha e O Urso, Sésamo, Patrulha Canina, Galinha Pintadinha Mini, Smilinguido e Dora, A Aventureira. Neles, a criança também vira protagonista das histórias e interage, por exemplo, com Mônica e Cebolinha para aprender o alfabeto, ou com Luna para soltar a imaginação. Também há conteúdos originais, que falam sobre educação financeira e inteligência socioemocional, entre outros temas. Ao todo, são 60 títulos à disposição.

O catálogo inclui livros com todas as princesas da Disney e o primeiro será Cinderela. Histórias com Branca de Neve e Jasmine (de Aladdin) serão as próximas. “São clássicos que agora as crianças podem curtir como se estivessem dentro da história, vivendo aquelas aventuras que até hoje só tinham acompanhado como espectadoras”, diz André, da Dentro da História.

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Impacto social

Cada associado ao Clube Dentro da História ainda vai apoiar, junto com a startup, o incentivo à leitura em lugares que mais precisam. Isso, porque o valor equivalente a 0,5% de cada assinatura será doado todo mês ao Instituto Omunga, que constrói bibliotecas e leva conhecimento a crianças que vivem em regiões distantes e isoladas.

Graças à atuação do Omunga, cerca de 4 mil crianças do sertão do Piauí e de Angola, na África, já foram beneficiadas. A parceria da Dentro da História com o Instituto permitirá que os pais que participarem do clube contribuam não só com a educação de seus filhos, mas também com a de crianças que raramente têm acesso a livros. E os assinantes receberão notícias de como mais crianças estão sendo impactadas graças à parceria.

Com menos de 3 anos de vida (nasceu em 2016, em Campinas), a empresa já vendeu mais de 350 mil livros personalizados. Nesse período, foi considerada uma das mais relevantes startups de educação do Brasil, segundo a lista 100 Startups to Watch. Também fez parte do programa Endeavor Scale Up, com destaque entre as startups que mais crescem no país.

Em novembro de 2018, Dentro da História foi listada como um dos 30 negócios que fazem bem ao Brasil pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios por incentivar o hábito da leitura desde a primeira infância. Desde o fim do ano passado, Dentro da História opera na Europa com a marca Playstories, braço de expansão internacional da startup.

Clube Dentro da História
Indicado para crianças de 0 a 12 anos
R$ 59,90 para o plano trimestral e R$ 54,90 o semestral
Pagamento com boleto ou cartão de crédito
Disponível para personalização em www.dentrodahistoria.com.br
Entregue no endereço de escolha, com prazo a partir de 7 dias úteis

Festival inclui animações para crianças

O Anima Mundi, um dos maiores festivais de animação do mundo, chega a sua 27ª edição. A programação, que acontece de 17 a 21 de julho no Rio de Janeiro, e de 24 a 28 de julho, em São Paulo, contará com mais de 300 filmes de mais de 40 países, incluindo mais de 80 produções ou coproduções do Brasil, mostrando o vigor e a criatividade do crescente mercado de animação no país.

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Nesta edição do Anima Mundi, 186 filmes participam das mostras competitivas: Curtas (79 filmes), Curtas-metragens documentário (6), Curtas infantis (33), Galeria (19 filmes experimentais), Portfólio (26 filmes publicitários ou feitos sob encomenda) Longa- metragem (4), Longa-metragem infantil (4) e Realidade virtual (15). Os filmes trazem a infinidade de técnicas que compõem o universo da animação e discutem desde questões existenciais – como o amor e a morte; sociais – como a violência, o racismo, o abuso infantil – e contemporâneas, como a conectividade e questões de gênero.

Já nas mostras não-competitivas 116 filmes serão distribuídos entre as mostras: Panorama Internacional (27 curtas internacionais que apresentam diversas tendências dentro da animação), Animação em Curso (36 trabalhos finais das melhores escolas de animação do mundo), Olho Neles! (24 curtas nacionais que merecem atenção) e Futuro Animador (29 filmes que utilizam as linguagens da animação para experiências educativas).

Na programação infantil, curtas e longas vão discutir a superação dos medos, a importância de se fazer escolhas e ser você mesmo, desenvolvimento sexual, amizade e poluição. Oficinas de massinha e zootrópio também fazem parte da programação, além da exibição especial de “Playmobil – O Filme”, de Lino DiSalvo, que já trabalhou em animações de sucesso como “Frozen – Uma Aventura Congelante” e “Enrolados”. Exibido no Annecy, maior festival de animação do mundo, o longa leva pela primeira vez para as telonas o universo dos famosos bonecos.

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A programação inclui ainda as oficinas do Estúdio Aberto e o Papo Animado, que este ano conta com a presença de Fernando Miller, diretor de “Calango Lengo – Morte e Vida Sem Ver Água” e “Furico e Fiofó”, que se inspira no universo Tom e Jerry e animações da década de 1920. Quem tiver um projeto de animação original poderá participar de um laboratório intensivo de séries e concorrer a uma consultoria da Boutique Filmes. Já o Anima Forum, que esse ano será sediado em São Paulo, apresenta uma programação voltada ao fomento, profissionalização e internacionalização do mercado de animação.

O festival contará também com os paineis Séries brasileiras e animação infantil e infanto- juvenil nas plataformas digitais, A formação de um animador no Brasil, Educação e animação, Festivais de Cinema como agentes estruturantes de mercado e Acessibilidade no audiovisual. Mais detalhes dessas programações serão divulgados em breve.

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A Curadoria

“A beleza plástica que as imagens dos filmes apresentam nesta edição é impressionante. Percebemos os animadores com um total domínio dos softwares, utilizando-os como ferramenta para simular perfeitamente os mais variados materiais artísticos, ultrapassando os limites impostos pelo universo digital. Observamos esses destaques durante o processo de seleção, uma das primeiras etapas da pré-produção que nesta edição ocorreu dentro da normalidade possível, já que ainda não tínhamos o quadro de patrocínio definido e não podíamos esperar o final da campanha de financiamento coletivo para isto. E agora vamos conseguir realizá-lo dentro da data prevista”, explica Aída Queiroz, uma das diretoras fundadoras do festival ao lado de Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, responsáveis pela curadoria do Festival desde 1993, data de sua criação.

“Uma das categorias mais originais e significativas do festival, a meu ver, é a que se chama Futuro Animador. São programas gratuitos nos quais a gente se contagia com o frescor e o entusiasmo de crianças, jovens e educadores, independentes ou participantes de diversas iniciativas de todo o mundo, que descobrem o quanto a linguagem da animação pode ser transformadora. É uma tendência que vem crescendo em número e qualidade. Este ano temos filmes interessantíssimos feitos em escolas e oficinas não profissionalizantes do Brasil, Argentina, Bélgica e Portugal, por exemplo”, conta Marcos Magalhães.

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“Também estamos com uma excelente competição de longas metragens de animação, refletindo o aumento da produção deste formato em todo o mundo. Vale ressaltar os longas para adultos, uma tendência de mercado cada vez mais forte. Nesta categoria teremos grandes filmes em competição, incluindo o longa brasileiro de Otto Guerra, “Cidade dos Piratas”. “Another Day of Life” tem o diferencial de ser um documentário realizado em grande parte em animação. A categoria de longas infantis também não fica atrás em termos de qualidade e também inclui um filme brasileiro na competição, “Miúda e o Guarda-Chuva”. Destaco o longa “Away”, da Letônia, animado totalmente por seu diretor, um trabalho impressionante, tratando-se de um longa de animação”, aponta Cesar Coelho.

“Entre tantas obras extraordinárias, destaco os filmes de autor, que por sua natureza são fontes de inspiração e reflexão e não possuem um objetivo de apelo comercial. São trabalhos de artistas independentes, que buscam a renovação com narrativas mais íntimas, pessoais e irreverentes, e fazem parte das sessões de Curtas. Entre estes, os filmes experimentais e/ou abstratos estão nas Sessões Galeria. E para quem busca inovação e tecnologia, a mostra de Realidade Virtual está repleta de obras de estúdios premiados, onde cada pessoa terá uma única experiência através de historias animadas em vários universos virtuais. São 15 obras de 10 países, entre eles o Brasil”, destaca Lea Zagury.

Os parceiros

Em 2019, a união do setor por meio dos canais de exibição de animação, estúdios, produtoras, instituições de ensino e animadores independentes foi um grande diferencial para a realização do Festival. “Depois da perda de importantes patrocínios, parceiros como Cartoon Network, Gloob, Band, TV Escola, Birdo, Copa Estúdio, Paris Filmes, 2dLab, Turma da Mônica, TV Pinguim, Combo, Split e Boutique Filmes apresentarão conteúdos inéditos no Festival. As Instituições Culturais, como Itaú Cultural e Centro Cultural Banco do Brasil, que irão receber o Festival, foram fundamentais para levantarmos nossa produção. Com certeza sem esse movimento não estaríamos celebrando a 27ª edição do Anima Mundi”, explica Fernanda Cintra, diretora executiva do Festival.

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Anima Mundi em números

A última edição do Anima Mundi, em 2018, movimentou R$ 26,8 milhões e gerou R$ 2,6 milhões em impostos, tendo público estimado de 50 mil pessoas. Desde a criação, exibiu mais de 10 mil filmes de animação do mundo inteiro a preços populares, entre longas e curtas-metragens, além de promover oficinas abertas e gratuitas, debates, exposições, entre outras atividades.

Anima Mundi no Oscar

Desde 2012, o Anima Mundi é qualificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos e o curta-metragem vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é elegível a participar das seleções para a disputa do Oscar®. Neste ano, “Animal Behaviour”, de David Fine, ganhador do Grande Prêmio de 2018, concorreu ao Oscar de melhor curta-metragem de animação.

27º Anima Mundi

Rio de Janeiro: 17 a 21 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil (R. Primeiro de Março, 66 – Centro) e Estação Net Botafogo (R. Voluntários da Pátria, 88 – Botafogo)

São Paulo: 24 a 28 de julho, no Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 – Bela Vista), Petra Belas Artes (R. da Consolação, 2423 – Consolação), IMS Paulista (Av. Paulista, 2424 – Consolação) e Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana).

Há atividades gratuitas e outras pagas com ingressos entre R$ 10 e R$ 18. A seleção de filmes e a programação completa ficarão disponíveis no site do festival.

Mais informações: www.animamundi.com.br

Como evitar conteúdos impróprios para crianças

Nathalia Pontes *

O índice de acesso de crianças e adolescentes à internet é impressionante: já são 85% deles que navegam pelas redes, de acordo com pesquisa realizada pela Cetic.br. E, como sabemos, o mundo virtual é um cenário à parte, no qual temos a possibilidade de ter contato com os mais variados conteúdos.

E é justamente aqui que mora o perigo para as crianças. Vivemos a era da viralização dos conteúdos. Assim que entra na rede, se um vídeo cai no gosto das pessoas, rapidamente ele ganha um alcance imensurável, podendo chegar a milhões de compartilhamentos e visualizações. E entre esse público estão os pequenos, vulneráveis a terem acesso ao que não é apropriado para a idade deles.

Mas, afinal, como garantir uma curadoria eficiente? Uma pesquisa britânica apontou que mais de 40% das crianças fazem uso de tecnologias sem nenhuma supervisão dos pais. E essa prática pode fazer com que os pequenos tenham acesso a conteúdos inapropriados, tornando-se uma vilã.

O primeiro passo para isso é a chamada educação digital. Pais e responsáveis devem ensinar as crianças a navegarem pela internet e a usarem as ferramentas digitais da melhor maneira possível e, sempre, respeitando as indicações de faixa etária.

Assim, podemos caminhar para um segundo momento: o direcionamento para tudo o que é adequado. Hoje, o mercado conta com uma gama de produtos específicos e direcionados para as crianças, que podem ser o melhor caminho quando ainda são muito pequenos e não têm discernimento para a escolha do que vão acessar.

É parte do trabalho dessas plataformas selecionar e incluir apenas o que é pertinente para as crianças, por isso vale aqui um recado: os responsáveis são os maiores encarregados de disponibilizar as melhores ferramentas para os pequenos. Por isso, é importante pesquisar e estudar sobre todas elas antes de optar por alguma.

Diante disso, também vale uma reflexão: a responsabilidade é dividida entre os pais e as plataformas? Sim! Os pais têm o papel de escolher o melhor caminho, mas as empresas também são tão responsáveis quanto. Os produtos digitais devem ter um crivo bastante rigoroso com relação ao que vão disponibilizar, e isso é realmente algo que deve ser levado a sério neste segmento. É uma grande responsabilidade produzir conteúdo para crianças.

Por fim, precisamos entender que é preciso respeitar a idade e fase de desenvolvimento de cada criança. O aprendizado leva um tempo diferente para cada pequeno e isso deve ser levando em consideração na hora de escolher um produto digital. E, apesar das controvérsias, saiba: celulares podem ser muito mais do que “chupetas digitais”, eles podem ser grandes aliados no desenvolvimento cognitivo dos pequenos. Pense nisso!

 

* Nathalia Pontes, especialista em Pesquisa & Desenvolvimento Educacional na PlayKids. Mestranda em Psicologia da Educação pela PUC-SP, especialista em Gestão de Negócios e Inteligência de Mercado pela FIA/USP, Psicopedagoga e Escritora

“Tekinha, a gatinha aventureira”

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A narrativa de “Tekinha, a gatinha aventureira explorando o mundo”, construída cuidadosamente pela advogada e autora carioca Alessandra DS Francisco, ajuda os pequenos a valorizarem as experiências e vivenciarem sentimentos. Assim como a pet, a gurizada também conhece o amor por meio da confiança, suas pequenas aventuras provam que a felicidade está em todos os lugares. E os encontros e desencontros experimentados pela gatinha tornam a compreensão da tristeza mais branda.

A história de Tekinha é uma prazerosa leitura sobre amor e resiliência. Ilustrada por Nicolli Bedicks De Conto, a obra “Tekinha, a gatinha aventureira explorando o mundo”, publicada pela Editora WI, começou com uma gatinha determinada a roubar o coração de sua ‘dona’, mas agora ela tem outro objetivo: conquistar as crianças.

A autora Alessandra dos Santos Francisco, natural do Rio de Janeiro, é formada em Direito pela Universidade Estácio de Sá com pós graduação e MBA em diversas áreas. Leitora ávida de escritores como Arthur Schopenhauer, Franz Kafka, Henry Ford, Dan Brown, Friedrich Nietzche, J.K. Rowling, Stephen King, entre outros, Alessandra inspirou-se para criar suas próprias narrativas. “Tekinha, a gatinha aventureira explorando o mundo” é o primeiro volume de uma coletânea de dez.

O livro tem 32 páginas, custa R$ 35,00, está disponível na Amazon e nos links http://bit.ly/2FbWfmq ou  https://amzn.to/2VkGnbD

Uma linda homenagem à Emília

Essa é a Emilia do artista plástico Fabi Xavier, de Ribeirão Preto, São Paulo

Essa é a Emilia do artista Fabi Xavier, de Ribeirão Preto, São Paulo

Somos apaixonados pela intrépida Emília, certamente, a mais popular criação de Monteiro Lobato para o Sítio do Picapau Amarelo. A personagem é lembrada pelos mais velhos, saudosa dos jovens e continua como uma das bonecas preferidas das crianças.

Para comemorar o fato de a obra de Monteiro Lobato, principalmente as histórias de Emília, já estarem sob domínio público, o artista plástico Willi de Carvalho (natural de Montes Claros e atualmente morador de Belo Horizonte) propôs a vários colegas das artes um desafio: recriar Emílias em telas, esculturas, bordados, estandartes etc.

Se novas interpretações surgem para as histórias de Monteiro Lobato, por que não reinventar a personagem preferida e mostrá-la dentro de um contexto para o século 21?

A Emilia Ambientalista de Mara Ulhoa, de Paracatu, Minas Gerais

A Emilia Ambientalista de Mara Ulhoa, de Paracatu, Minas Gerais

Prontamente, os artistas de Belo Horizonte, várias regiões do Brasil e até mesmo de fora do país atenderam o convite e passaram a criar Emílias encantadoras, que podem ser conhecidas no Grupo Emília Arteira ou na página de Willi de Carvalho, ambos do Facebook. Das redes sociais, esses trabalhos sairão para exposições que estão sendo organizadas pelos participantes.

O artista plástico Willi de Carvalho é o idealizador do movimento Emília Arteira

O artista plástico Willi de Carvalho é o idealizador do movimento Emília Arteira

“O movimento em torno da famosa boneca aconteceu livremente. Como eu gosto muito do personagem Emília por causa das suas travessuras e inteligência, me deu um clic e tive a ideia de pedir aos artistas amigos ou não para criarem uma ao seu modo. A princípio, vamos fazer uma exposição virtual e depois uma exposição física. Estamos juntamente com alguns artistas para fazermos essa exposição. Não sabemos como será todo o processo, por enquanto só recebo as Emilias que alguns ainda estão fazendo”, explica Willi de Carvalho.

A artista Cibele Alves Rodrigues, que já criou a sua Emília, comentou pela rede social que “esta personagem querida povoou meu imaginário por muito tempo, colorindo meus dias com suas tiradas e aventuras. Nem preciso dizer que li toda a obra do Monteiro Lobato e que todo dia ia para a escola contando as histórias para minha amiguinha. Estou super feliz de participar deste projeto e com muita gratidão devolver minhas cores para esta boneca de pano, mergulhando-a no meu abstrato”.

Essa imagem e a que está abaixo dela são duas montagens que mostram algumas das dezenas de Emílias criadas em comemoração ao criador da boneca: Monteiro Lobato

Essa imagem e a que está abaixo dela são duas montagens que mostram algumas das dezenas de Emílias criadas em homenagem ao criador da boneca: Monteiro Lobato

Todas as imagens dessa matéria foram extraídas do Grupo Emília Arteira

Todas as imagens dessa matéria foram extraídas do Grupo Emília Arteira

Como ensinar uma geração superconectada

João Chequer *

No mesmo ano em que a Sociedade Americana de Dialetos identificava “app” como a palavra mais usada em 2010, nasciam as crianças da Geração Alpha, primeiras nascidas inteiramente no século XXI. Hiperconectividade é uma das palavras que define esse grupo, estimulado a interatividade e acostumado a presença de telas desde o primeiro dia de vida, chegando ao mundo com uma grande quantidade de estímulos e tendem a se tornar independentes, adaptáveis, livres e questionadores. Com isso, surge também um questionamento importante: como ensinar uma geração inteiramente hiperconectada?

A resposta não é simples e nem exata, como tudo o que diz respeito a essa geração. Talvez para essas crianças, o método tradicional no ensino não tenha tanto sucesso, podendo contribuir para o desinteresse de um grupo que não está “programado” para passar horas olhando para uma lousa e ouvindo palestras sobre um mesmo assunto. Um estudo de 2018 da editora Pearson indicou que os alunos das gerações mais conectadas apontam vídeos como a sua forma favorita de aprendizado. Dessa forma, a tecnologia pode ser o “pulo do gato” na hora de ensinar.

Ensinar uma criança da Geração Alpha significa utilizar métodos mais dinâmicos, modernos, personalizados e principalmente interativos. Os Alphas funcionam com estímulos sensoriais a todo o momento e eles aprendem com isso seja por meio de animações, aplicativos ou jogos interativos. O importante é que eles interajam com o que estão aprendendo.

Além disso, os recursos digitais despertam interesse e prendem muito mais a atenção, além de se aproximar da realidade da criança que aprende, tornando-a muito mais engajada. Mas, afinal, como trazer, na prática, a tecnologia para o aprendizado da criança?

Hoje em dia, existem várias formas: realidade aumentada, jogos, livros digitais, vídeos, animações e até aplicativos reunindo todos esses conteúdos ao mesmo tempo são apenas algumas das ferramentas que podem ser usadas no processo ensino-aprendizagem tanto em casa quanto na escola. Em algumas escolas nos EUA, os professores utilizam lembretes no Instagram para lembrar os alunos de suas tarefas. Alguns distritos já usam até uma plataforma específica para isso: o Google Classroom, que funciona como uma espécie de agenda escolar digital e permite que pais e alunos monitorem suas notas e tarefas futuras.

É claro que nem sempre é possível ensinar com tecnologia. Ainda assim, é possível inserir pequenas iniciativas na rotina da criança e tornar o aprendizado misto, já que não é possível e nem saudável que este se torne totalmente tecnológico.

Um bom exemplo é começar a inserir tecnologia em aulas específicas, como as aulas de inglês, por exemplo. Por que não ensinar uma segunda língua de forma totalmente natural e interativa? Já existem aplicativos e plataformas que podem ensinar outra língua, desde muito cedo, sem que os pais precisem expor seus filhos a ambientes que não são 100% seguros na internet, como o Youtube, por exemplo.

É importante lembrar que a geração Alpha, que está aprendendo hoje, será a que estará no mercado de trabalho amanhã. Unir aprendizado e tecnologia pode gerar profissionais mais preparados para um mercado de trabalho também em transformação.

* João Chequer é administrador e pós-graduado em marketing pela FGV