“Ler é criar asas” e o livro “Vovó inventa palavras”

Paulo Fernandes, criador do projeto de leitura “Ler é criar asas”, contador de histórias e ativista literário está realizando um trabalho especial com crianças da Escola Escola Municipal Maria de Rezende Costa, em Belo Horizonte, com o livro de minha autoria “Vovó inventa palavras”, ilustrado por Maurizio Manzo e lançado pela Páginas Editora, em 2017. A história do livro trata da relação da família com a vovó idosa e de pouca memória. Nesse contexto, Paulo Fernandes destaca com as crianças valores como cuidado, respeito e amor aos idosos, além de trabalhar questões de direitos humanos a partir da leitura e debates sobre o livro.

O ativista literário, Paulo Fernandes, comenta a respeito do trabalho especial que está fazendo com crianças da Escola Escola Municipal Maria de Rezende Costa, em Belo Horizonte, com o livro “Vovó inventa palavras”

Rosa Maria: Paulo, para começar nossa entrevista, comente sobre o seu projeto “Ler é criar asas”: quando começou, como funciona, a equipe e principais objetivos.

Paulo Fernandes: Em 2015 resolvi iniciar postagens semanais de vídeos com indicação de literatura infantojuvenil no youtube e a intenção, desde o início, foi contribuir com pais, mães e profissionais da educação em relação à escolha de obras literárias para serem lidas pelas crianças. O nome foi sugestão da minha esposa: “Ler é criar asas”.  Já são 5 anos postando ininterruptamente toda semana a indicação de uma obra infantojuvenil. Já no segundo ano do projeto, resolvi utilizar como uma marca do meu trabalho e acoplei cursos, palestras e oficinas sempre com objetivo de incentivar a leitura e divulgar a literatura infantojuvenil. A equipe na verdade sou apenas eu.

 

RM: Comente, então, sobre você: sua formação profissional e seu elo de ligação com a literatura infantil.

PF: Tenho formação como ator pela UFMG, sou Bacharel Licenciado em Filosofia pela PUC/MINAS, Pós- graduando em Psicopedagogia pela UEMG , Pós-Graduando em Direitos Humanos e Cidadania pelo ISTA/IDH. Trabalhei quatro anos na Catibrum Teatro de Bonecos, sou contador de histórias há 25 anos, trabalho no sistema socioeducativo com menores em cumprimento de medidas, criei e coordeno o Projeto Rodas de Leitura: Literatura e Direitos Humanos e sou um leitor voraz de literatura infantojuvenil e adulta.

RM: Recentemente, fiquei sabendo que você está trabalhando com um livro de minha autoria: “Vovó inventa palavras”. Como tem sido esse trabalho? Onde? Com quem?

PF: Trabalhei com esse livro no projeto Rodas de Leitura, que acontece em parceria com a Escola Municipal Maria de Rezende Costa (Av. Abílio Machado, 1009 – Alípio de Melo, Belo Horizonte. O público participante é formado por crianças entre 9 e 11 anos da escola integrada.

 

RM: A história já foi conhecida por quantas pessoas?

PF: Já havia indicado o livro no meu canal em setembro de 2017 e obtive mais de 400 visualizações.  No Rodas de Leitura trabalho com 20 crianças e todas conheceram a história.

RM Quais são as principais reações das pessoas diante da história e proposta do livro?

PF: As crianças identificaram a temática proposta pelo livro e trouxeram casos de familiares identificados após a leitura do livro. Trabalho com as crianças valores como cuidado, respeito e amor aos idosos.

 

RM: O projeto ainda está em andamento ou já encerrou?

PF: Rodas de Leitura acontece toda sexta feira, durante duas horas, e tem como objetivo trabalhar direitos humanos a partir da literatura. A cada semana, trabalhamos com uma ou mais obras e identificamos direitos e deveres das crianças, utilizando como norte o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a declaração universal dos direitos da criança.

A cada semana, o projeto Rodas da Leitura estuda uma ou mais obras e identifica direitos e deveres das crianças

 

RM: Tem mais algum outro projeto encaminhado para o livro?

PF: A intenção é retornar com a leitura do livro no Rodas e inserir no meu repertório como contador de histórias.

 

RM: Qual lição você extrai do livro?

PF: O livro provoca algumas reflexões necessárias nesses tempos em que somos cada vez mais dominados pelas redes sociais, celulares, tabletes e computadores. Necessitamos de um olhar mais cuidadoso, amoroso para com outro. O livro também nos faz repensar também na importância das palavras e seu poder não apenas de cura, mas também de machucar. Uma obra rica e necessária para crianças e adultos.

Anote: “Vovó inventa palavras” tem 32 páginas, custa R$ 35,00 e pode ser comprado no site da editora no link https://www.paginaseditora.com.br/product-page/vov%C3%B3-inventa-palavras

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