Bienal: a união dos quadrinhos com mangá

Fotos: Felipe Panfili/Divulgação

País homenageado da Bienal Internacional do Livro Rio, que acontece no Riocentro, até domingo, 8/9, o Japão desembarcou no Riocentro com vários autores, atrações culturais e personagens de animes. Exposições de mangás e games são diversão garantida para os fãs da cultura nipônica. Entre os destaques da programação está o bate-papo entre Maurício de Sousa e Macoto Tezuka, filho do lendário Osamu Tezuka, conhecido como o pai do mangá moderno. A dupla participou do painel “Conexão Brasil – Japão através do incrível universo dos quadrinhos”.

Macoto é um premiado diretor de cinema e anime japonês e está na Bienal para mostrar como funciona essa conexão de culturas com o pai da Turma da Mônica. “Meu pai me falava sobre o Maurício com muita admiração e prometi a ele que iríamos fazer algo juntos um dia. Estou feliz por ter realizado o desejo dele após sua morte. Pude unir a nossa obra com a de Maurício e será um prazer falar sobre essa junção no encontro na Bienal do Livro”, disse Macoto, empolgado para o evento.

O painel funcionou como um intercâmbio de estilos e troca de experiências sobre a arte de uma literatura que dá seu recado em imagens e passa uma emoção ímpar de forma bem visual. O japonês também vai falar sobre o livro “Chichi – Tezuka Osamu no Sugao (“Meu pai: a verdadeira face de Osamu Tezuka”).

Quem percorre os pavilhões da Bienal garante que esta edição tem um volume bem maior de títulos disponíveis de mangás, animes e jogos.  Personagens e cosplayers do universo japonês também são vistos pelos corredores e se tornam a sensação dos visitantes, que não perdem uma foto para as redes sociais.

O Brasil é a nação que concentra o maior número de japoneses além das fronteiras nipônicas e, assim como a dos orientais, é uma das mais religiosas do mundo. O tema também foi debatido nesta quarta-feira, às 13h, no Café Literário na sessão “A espiritualidade da cultura japonesa representada nos mangás”, com a escritora Reiko Okano, e promete atrair muitos leitores curiosos sobre esse casamento entre a arte e os misticismos. No mesmo dia, o Café Literário debateu sobre “A beleza que vem do Japão”, quando os escritores Lúcia Hiratsuka, André Kondo e Angel Bojadsen conversaram sobre a influência e o alcance das artes e da cultura que são exemplos universais de equilíbrio entre tradição e modernidade.

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