“Éramos seis”

Esse romance lançado pela primeira vez em 1943 possivelmente já foi mais visto, através das novelas de TV, do que lido nas várias edições já publicadas. É uma história linda e cativante que se prepara para voltar a ser exibida pela Rede Globo, dia 30 de setembro, como substituta de “Órfãos da terra”. A trama é a quinta adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré para a TV, dessa vez, por Angela Chaves (é o seu primeiro trabalho para TV), prometendo emocionar o grande público mais uma vez.

O site Observatório da Televisão mostrou imagens do cenário da novela referentes a alguns dos cômodos da casa de Lola (Glória Pires) e Júlio Lemos (Antônio Calloni). Ao longo de mais de duas décadas, é lá que o casal tem e cria seus filhos: Carlos (Xande Valois / Danilo Mesquita), Alfredo (Pedro Sol / Nicolas Prattes), Julinho (Davi de Oliveira / André Luiz Frambach) e Isabel (Maju Lima / Giullia Buscacio).

“Éramos seis” é o título do segundo romance escrito por Maria José Dupré (1898-1984), publicado em 1943. Faz parte da Série Vagalume, desde o início da década de 1970. A obra recebeu da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Raul Pompeia.

 

 

 

 

 

 

 

 

O livro foi adaptado na dramaturgia pela primeira vez em 1945 num filme argentino com o mesmo título. Na televisão está ganhando, agora, a quinta versão em formato de telenovela. A primeira delas foi em 1958 pela TV Record; em 1967 e depois em 1977 pela Rede Tupi; em 1994 pelo SBT e este ano pela Rede Globo.

A história de Dona Lola e sua família, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice.

Conforme os anos passam, vão se modificando as coisas na vida de Dona Lola: a morte de Júlio; o sumiço de Alfredo pelo mundo; a união de Isabel com Felício, um homem separado; a ascensão de Julinho, que se casa com uma moça de família rica. O título do livro vem da situação de Dona Lola ao fim da vida, sozinha num asilo: eram seis e agora só resta ela.

 

Também são expostos no livro outros personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, Dona Maria; a tia Candoca; as irmãs Clotilde, solteira, e Olga, casada com Zeca, seu cunhado; na cidade, vive a rica tia Emília, irmã de seu pai; e a filha dela, Justina.

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