“Mais classificados e nem tanto”

Marina Colasanti retorna ao universo infantil com um divertido classificado de tudo aquilo que ninguém procurava, mas que sempre sentiu falta.

“Aqui não se encontra nada do que se busca. Muito pelo contrário. Oferecemos apenas o inesperado”.

É o que avisa a autora Marina Colasanti, ganhadora de sete Jabutis, logo na abertura de “Mais classificados e nem tanto”, livro que marca o seu retorno ao universo infantil pelo selo Galerinha.

As ilustrações em xilogravuras do premiado artista plástico Rubem Grilo dão vida aos 82 poemas do livro e deixam a aventura pelas páginas ainda mais divertida. Neste exótico classificado não há anúncios de carro, cavalos, carruagem, apartamento ou estacionamentos.

Mas há aqueduto sem água, briga entre bicicleta e pedal, duelo entre jeans e a calça vincada, o segredo da caveira sorridente e tudo o mais que vai além das coisas práticas da vida.

“Há gente que percorre os anúncios classificados atrás de um apartamento bem localizado, um carro do ano, um cachorro com pedigree. Mas há pessoas que buscam um tapete voador, a chave para a qual já perderam a fechadura, o endereço do amigo imaginário, o rastro da estrela cadente. Para elas é este livro”, explicou a autora.

A obra que inclui prosa, poesia, crônicas e contos, vem repleta de imaginação e bom humor, tudo isso em poucas linhas.

Os autores

Marina Colasanti nasceu em Asmara, capital da Eritreia, morou até os 10 anos na Itália, e chegou ao Brasil em 1948, quando sua família se radicou no Rio de Janeiro. Em 1968, iniciou sua carreira literária, com o livro “Eu sozinha”. Tem mais de 60 títulos publicados, entre poesia, crônicas, contos, livros para crianças e jovens. Entre outros prêmios, ganhou sete prêmios Jabuti e dois Livro do Ano, além de prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, e o Prêmio Iberoamericano SM de literatura Infantil y Juvenil.

Rubem Grilo nasceu em Pouso Alegre, MG, em 1946. Artista plástico, realizou cerca de 50 exposições individuais e participou de outras 120 exposições coletivas no Brasil e no exterior, entre elas duas participações na Bienal Internacional de São Paulo – em 1985 e 1998. Entre outras distinções, ganhou, em 1990, o segundo prêmio da Xylon Internacional (Suíça) e, em 2002, o prêmio Golfinho de Ouro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Tem trabalhos publicados em revistas especializadas como Graphis; Who’s Who in Art Graphic; Novum  Gerbrauchsgrafik; Print; Idea, e outras.

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