“O jabuti e a onça”

     Um conto africano para mostrar que nem sempre o mais forte, o mais poderoso é o vencedor.

No meio da floresta, um som doce arrebatava os animais. Era o Jabuti que, com sua flauta, atraía a atenção de todos. Mas a dona Onça não ficava nem um pouco feliz com toda essa animação. Ela tinha uma inveja danada do sucesso do outro. Então, teve uma ideia: tinha que aprender a tocar também.

Pediu para que o músico lhe ensinasse a tocar o instrumento. Só que o flautista não tinha habilidade alguma para dar aulas e negou o pedido o mais que pôde. Até que a Onça, de temperamento terrível, ameaçou o Jabuti. Disse que o viraria do avesso se não a ensinasse.

Ele não teve saída e cedeu. E, para piorar, a aluna era péssima, ruim mesmo. O pobre professor tinha que ser astuto se quisesse sair intacto dessa. E foi! O Jabuti ludibriou a Onça direitinho e se livrou daquela tortura!

Em “O jabuti e a onça”, o escritor e ilustrador Augusto Pessôa traz um conto popular africano que diverte sobremaneira as crianças e ainda desperta nelas a empatia pelos aviltados. Com seu talento como contador de histórias — arte que ele pratica desde 1993, Pessôa cria uma narrativa ideal para esse tipo de apresentação.

Além disso, o conto faz com que os leitores percebam que histórias de outras culturas também são encantadoras e espirituosas. As ilustrações têm cores vivas e são bem divertidas, o que acentua a curiosidade dos pequenos.

Este livro é um lançamento da Escrita Fina (Grupo Editorial Zit), tem 24 páginas, custa R$ 28,90 e pode ser comprado nas livrarias e no site da editora www.grupoeditorialzit.com.br

Trecho 

“A fama da música do Jabuti corria por toda a floresta. Todo mundo gostava. Todo mundo ficava feliz. Menos a Onça. A pintada não gostava nada daquela festança toda em torno do Jabuti. Ela achava muito exagero.

Na verdade, tinha uma inveja danada do sucesso do outro. Ela queria ser tão famosa quanto aquele músico cascudo. Só que ela não sabia como. A Onça podia aprender a tocar flauta, mas era tão orgulhosa, que não queria pedir ao Jabuti para lhe ensinar”.

O autor e ilustrador Augusto Pessôa nasceu no Rio de Janeiro. Ingressou na Faculdade de Artes Cênicas da UNIRIO, na década de 1980, e formou-se em interpretação (1987) e em cenografia (1993). E, nesse mesmo ano, descobriu a arte de contar histórias profissionalmente. Desde então, dedica-se a essa atividade e a ministrar oficinas por todo o Brasil, em escolas, universidades, museus e teatros. Também tem adaptado para o palco contos populares como: “Maria Borralheira”, “O rei doente do mal de amores”, “Malasartes” e “A moura torta”. Em todos os espetáculos, obteve sucesso de público e crítica.

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