“Enquanto não cresço, faço o mundo que eu mereço”

A jornalista, editora literária e escritora Cláudia Rezende lança novo livro, hoje, em Beagá, no qual se destaca o personagem Benjamim, segundo ela, “filho da felicidade, que não sabe responder quando as pessoas lhe perguntam o que ele vai ser quando crescer. No entanto, tem na ponta da língua várias coisas que poderia fazer se fosse, por exemplo, um pássaro, um livro, uma letra, uma mochila…” Com selo da Páginas Editora, o livro foi ilustrado por Anne Oliveira. Leia abaixo, a análise da autora sobre seu novo livro.

O nascimento do doce mundo de Benjamin 

Por Cláudia Rezende 

Desde que comecei a me envolver mais com a literatura infantil, por três motivos — ter tido a primeira filha, ter começado a trabalhar como editora de livros e ter iniciado estudos no curso de Letras da UFMG — eu passei a sentir falta de publicações para crianças pequetitas, que ainda não começaram a ler ou que estão no início da alfabetização. Produzir livros para essa faixa etária é um grande desafio, porque deve ser um livro em que a imagem predomina, deve ter um tipo de linguagem direcionada, um formato próprio, um conceito. 

E isso começou a circular na minha mente até que um dia a história do Benjamin apareceu. Não sei o exato momento, mas tenho para mim que é exatamente por causa do momento que essa pequena história surgiu. Para dar vida ao texto, convidei a Anne Oliveira, que é ilustradora e estudante de Edição na Faculdade de Letras da UFMG. Eu a vi um dia desenhando, gostei, pedi o contato e fui acompanhando, até que escrevi a história e fiz o convite para que ela ilustrasse a obra.

Esse livro é planejado do início ao fim: letras grandes e em caixa-alta, muita ilustração, frases curtas, espaço para a criação e a imaginação da criança. Foi feito em papel reciclato e oferece também boas possibilidades de trabalho em oficinas de imaginação, desenho, faz de conta, escrita etc. 

Benjamin, que é o “filho da felicidade”, conta que não sabe responder quando as pessoas lhe perguntam o que ele vai ser quando crescer. No entanto, tem na ponta da língua várias coisas que poderia fazer se fosse, por exemplo, um pássaro, um livro, uma letra, uma mochila… Todos os “faz de conta” de Benjamin trazem afetos, sensações gostosas, cheiro de infância, dos quereres tão simples que temos quando somos crianças, mas que nos proporcionam sentimentos tão grandiosos e inesquecíveis. Aqueles que nos acompanham por toda a vida e, ao mesmo tempo, nos ajudam na moldagem de seres humanos que vai nos constituindo. 

Benjamin é uma criança que tem afeto de sobra, para ele, para os dele e para o todo. Benjamin é um sonho e também uma realidade. Ele tem o encantamento da criança, aquilo que faz com que a gente prossiga tendo fé e esperança na humanidade. Eu espero, querido Benjamin e todas crianças, que vocês encontrem pela frente um mundo que os mereça, construído por vocês e por nós.  

Tenham todos uma boa leitura de “Enquanto não cresço, faço o mundo que eu conheço”, que eu trago a vocês com tanto amor e com as belas ilustrações de Anne Oliveira. O lançamento é hoje, 30/11, das 15h às 17h, pela Páginas Editora, no Museu dos Brinquedos, em Belo Horizonte. 

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