“A fofa do terceiro andar”

Livro abre debate com o público adolescente ao apresentar o diário de Ana, uma jovem perdida em meio a relacionamentos e problemas de autoestima.

Ana Vitta era uma criança alegre e brincalhona, mas ao chegar à adolescência passou a sofrer quando se descobriu gorda e desajeitada com os esportes. O enredo de “A fofa do terceiro andar”, da escritora Cléo Busatto, traz à luz um tema com reflexos para todas as idades: o bullying.

Voltada ao público adolescente, a obra é escrita como se fosse um diário em que a protagonista registra os fatos que vivencia e, principalmente, revela os sentimentos de uma fase repleta de dilemas e inquietações. Ana é uma jovem perdida em meio a relacionamentos, problemas de autoestima e à intimação de colegas.

“À medida que escrevo, sinto outra vez aquela raiva que senti durante o tombo. Ela rasgou meu peito, que, de tanto doer, se partiu. Eu, a fofa do terceiro andar, largada no piso da cantina, com todos os olhares voltados para mim. Eu via tudo em câmera lenta: os risos, cochichos. Como num filme de horror.” (Página 6)

Quando conhece o menino Francisco sua vida muda. A partir da descoberta do amor, do enfrentamento da morte, dos desafios de fazer dieta, estudar e se aceitar como é, Ana cresce e amadurece. Nessa jornada de autoconhecimento, ela redescobre o mundo à sua volta e se liberta dos excessos e preconceitos.

“O que senti e vivi naqueles anos cinza, dos 11 aos 14 anos, causou uma forte impressão no meu ser. Dessas experiências, guardei a parte boa que fez com que eu me tornasse uma pessoa mais consciente. Descobri, dentro de mim, uma maneira de viver bem e feliz sendo como sou e isso me agrada bastante.” (Página 6)

Publicada pela Galera Júnior, do Grupo Record, “A fofa do terceiro andar” traz valiosos ensinamentos e faz o leitor se identificar com as dúvidas, a coragem e os desafios tão marcantes nesta fase da vida. “O livro não é apenas a história de uma menina gorda que resolve emagrecer e se livrar dos adjetivos indesejados. Ana descobre que o mais importante é eliminar todos os excessos: físicos, emocionais, espirituais. Ela descobre que pode ser livre”, destaca a autora.

Cléo Busatto, na foto, é uma artista da palavra. Publicou seu primeiro livro Dorminhoco, em 2001. Tem 25 obras editadas, entre literatura para crianças e jovens, teóricos sobre narração oral, oralidade e mídias digitais, que venderam aproximadamente 300 mil exemplares. Eles fazem parte de programas de leitura e catálogos internacionais, como o da Feira do Livro Infantil de Bolonha – Itália.

A autora já contou histórias para mais de 150 mil pessoas, no Brasil e exterior. Produziu e narrou histórias no meio digital, resultado de uma pesquisa que originou 5 mídias e 3 livros e, que foi o tema da sua dissertação de mestrado na UFSC.

Formou em torno de 80 mil pessoas, em oficinas e palestras, com os temas literatura, leitura e oralidade. Mestre em Teoria Literária, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Pesquisadora transdisciplinar formada pelo Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS | SP. Realizou centenas de ações educativas-culturais em Secretarias de Educação, de Cultura, unidades do SESC e outras instituições públicas e privadas, em mais de 150 municípios do Brasil e do exterior.

O livro tem 144 páginas e pode ser comprado no link https://amzn.to/2SFKFH0

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