60 anos de Bidu e Fanjinha

No dia 18 de julho de 1959, foi publicada a primeira tira dos personagens de Mauricio de Sousa

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O desenhista Mauricio de Sousa (83 anos) quando está em algum evento onde dá palestras sempre pergunta para a plateia:

– Quem, aqui, aprendeu a ler com as revistas da Turma da Mônica?

Prontamente, mais de 90% levantam as mãos. Pessoas das mais diversas idades. Tanto o avô, quanto o pai e os netinhos conhecem e leem esses personagens que se tornaram tradição nas famílias brasileiras.

Tudo começou com as tirinhas do Bidu e Franjinha, publicadas desde 1959, nas páginas da então Folha da Tarde (atual Folha de São Paulo). E hoje, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) se transformou na maior empresa de entretenimento do Brasil, responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. Única desse porte na América Latina. Só nos quadrinhos são produzidas mais de 1.200 páginas de historinhas por mês. Cerca de 150 empresas licenciam os personagens para mais de 3.500 itens. O reconhecimento é internacional com premiações no Japão, Itália, China, Coreia do Sul, França, EUA, entre outros países.

E, neste ano, a comemoração não fica só na história, a MSP já começou a trazer grandes novidades, desde janeiro, com a vinda da nova personagem Milena e sua família para o bairro do Limoeiro, a entrada da Turma da Mônica Jovem nos Estados Unidos e Canadá, a exibição na National Geographic do documentário biográfico sobre Mauricio de Sousa, o alcance de 10 milhões de inscritos no canal da Turma da Mônica no Youtube (que já tem mais de 10 bilhões de visualizações), novos games como “Mônica e  Guarda dos Coelhos” e “Astronauta Toy: corrida espacial”, mais a abertura da nova subsidiária internacional da MSP no Japão (a “Mauricio de Sousa Productions Japan”). Conheça mais novidades que ainda estão chegando:

Filme Turma da Mônica “LAÇOS” – O primeiro live-action da Turma da Mônica, baseada na Graphic Novel brasileira mais vendida no país feita pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. O filme será lançado nacionalmente no dia 27 de junho.

Circo Turma da Mônica “Brasilis”– O novo grande espetáculo da “Mauricio de Sousa Ao Vivo”, superprodução circense-musical que enaltece a diversidade cultural do País, trazendo a representatividade das nossas origens, passando pela cultura indígena, africana e europeia de um jeitinho único e especial dentro do universo das criações de Mauricio de Sousa. Conta com mais de 100 figurinos, efeitos especiais e um elenco de artistas e bailarinos, além da Turma da Mônica.

Geração 12 – Um novo selo de mangá MSP com a Turma da Mônica e seus personagens com 12 anos de idade. Sua coleção será dividida em temporadas com seis episódios cada.

Exposição “Olá, Mauricio!” – No prédio da FIESP, na Avenida Paulista, uma grande experiência com Mauricio e sua turminha como nunca antes formatada para que todos que amam a Turma da Mônica e seu criador se lembrem para sempre. Terá início no dia 17 de julho e término em 15 de dezembro de 2019.

Parque Turma da Mônica em Pernambuco – Depois de Goiânia, onde foi inaugurada a Estação Turma da Mônica dentro do Shopping Cerrado, agora, é Olinda que terá um parque indoor no Shopping Patteo Olinda, um lugar para toda a família se divertir com a turminha.

 Monteiro Lobato com a Turma da Mônica No ano em que a obra de Monteiro Lobato entra em domínio público, a Turma da Mônica chega às livrarias para contar as histórias do escritor. Com ilustrações de Mauricio de Sousa, já foram lançadas “Narizinho Arrebitado” e “O Sítio do Picapau Amarelo”, publicadas pela Girassol Brasil Edições.

 Homenagem – 47º Festival de Cinema de Gramado homenageia, com o Troféu Cidade de Gramado, o desenhista Mauricio de Sousa pelos 60 anos da primeira tira publicada em julho de 1959, no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo).

5… 4… 3… 2… 1… – Mônica e Menino Maluquinho perdidos no espaço reúnem as criações máximas de Mauricio de Sousa e Ziraldo pela segunda vez. Neste livro, escrito por Manuel Filho e publicado pela Editora Melhoramentos, repleto de fantasia e aventura, Mônica e Maluquinho contarão com a ajuda de seus amigos (até o Chico Bento participa) para solucionar um mistério interplanetário. Se você pensou em extraterrestres, acertou. Aperte os cintos e prepare-se para a decolagem rumo à diversão.

“Belabelinha”

Personagem do livro infantil é uma bonequinha que sonha em ser gente pra ter um coração e amar. História traz reflexões profundas sobre origem, identidade e amor próprio.

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A atriz e autora Leona Cavalli deu vida a “Belabelinha”, uma boneca que, para realizar seu desejo de se tornar humana, viaja pela floresta Amazônica conhecendo seres míticos e de fantasia e com eles ela vai ponderando sobre as vantagens e desvantagens de ser gente. Uma boneca sapeca que apresenta para as crianças um universo encantado de delicadeza e inesperados encontros com seres míticos: Yara, Curupira, Sumé…

Entre as 48 páginas desse livro, a floresta é o quintal da Leona, ou melhor, da Belabelinha. Um mundo cheio de cores que ganha ainda mais vida com as ilustrações de Cecilia Murgel.

O livro “Belabelinha” é, portanto, uma odisseia de descobertas e transformações, poética e sensível que termina com graça e esperança. Valor R$ 68,00

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Leona Cavalli (foto) atua como atriz, diretora e escritora. Está atualmente no ar na novela “Orfãos da Terra”, de Thelma Guedes e Duca Rachid, na Globo. Em julho, volta em cartaz com a comédia “Gatão de Meia Idade”, de Miguel Paiva, direção Eduardo Figueiredo, onde faz 8 personagens. Após a novela roda o longa “A cerca”, de Raul Guterres, e lança o longa co Produçâo Brasil/ Argentina “Agua dos Porcos”, direção Rolly Santos, que rodou ano passado.
O espetáculo “Pandora”, que dirigiu e escreveu, junto com as atrizes Jaqueline Roversi e Jordana Korich, faz temporada em São Paulo em novembro.
Está lançando seu segundo livro. O primeiro foi ” Caminho das Pedras”.

“As aventuras de Nikko – A fuga”

Editora Novo Século lança livro infantil aproveitando o forte apelo atual em torno dos animais domésticos.

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Inspirada no seu mascote da vida real, a primeira obra da autora Josie Oliveira traz a história de um cachorro doméstico, Nikko, que mesmo tendo uma vida luxuosa, sonha em conhecer melhor a sua cidade, o Rio de Janeiro e viver novas experiências.

Para realizar seu desejo, Nikko arma um plano para fugir da casa onde vive. A partir da sua fuga, Nikko vive momentos únicos, repletos de diversão, confusão, aprendizado e passa a colecionar novas histórias e amizades. Para Josie, o livro vai além da literatura:

“A história tem comédia, romance, suspense e papo sério como abordar cuidados com os animais, o preconceito, a ausência dos pais na vida dos filhos e outros assuntos tão pertinentes nos dias atuais. A arte literária nos faz refletir, questionar, emocionar, entreter e pode ser um prestador de serviço.”

Para a escritora, a história tem muitos pontos que poderão também envolver facilmente os adultos. “Através do livro eu quis transmitir valores que julgo essenciais. A importância da amizade, da educação na formação não só acadêmica, mas na construção da vida de uma pessoa. O respeito às diferenças, a empatia, o zelo aos animais. E os laços criados através do amor”.

A ideia de Josie em escrever uma história sobre animais veio de sua paixão pelos bichos antes mesmo de se tornar “mãe” de um cachorrinho. “Eu amo os animais, são seres puros, muitas vezes indefesos e vemos vários casos de maus tratos e abandono. O livro vem de um esqueleto que escrevi no ano 2000, mas deixei arquivado. Com o tempo fiz cursos para escritores, oficinas literárias e numa conversa com uma profissional, ela viu potencial na história. Com mais bagagem cultural e criando um cachorro, atualizei a história, acrescentei personagens, canários e assim, nasceu As Aventuras de Nikko – A Fuga.”

Resumo da história

Uma vida luxuosa e tranquila é tudo que um animal de estimação poderia desejar, não é mesmo? Bem, não era o caso do shih-tzu Nikko (ou Peludo, para os mais próximos. Ele estava cansado de tudo isso. Queria conhecer o mundo e viver grandes aventura. O cãozinho realiza seu sonho, quando foge de sua mansão e finalmente conhece o Rio de Janeiro. Faz amizades com animais de vida bem diferente da sua e aprende que aceitar as diferenças é fundamental.

Em meio a tudo isso, nosso herói canino enfrentará terríveis perigos, pois há uma quadrilha malvada à solta transformando cães em… Sabão! Que cachorrada… Mas Nikko contará com a ajuda de seus novos amigos e até mesmo de uma inesperada paixão.

Divertido, educativo e incrivelmente ilustrado, “As aventuras de Nikko: A fuga” é uma história que vai encantar toda a família, trazendo mensagens muito importantes para os nossos dias, como o cuidado com os animais, o combate aos preconceitos e o respeito às diferenças.

O livro custa R$ 29,90 e pode ser adquirido nas livrarias virtuais.

“Kakopi, Kakopi”

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Na República de Uganda, país do leste da África, onde os idiomas oficiais são o Suaíli e Luganda, a palavra ‘Kakopi’ significa ‘esta aqui’. No lançamento da Editora Melhoramentos, que carrega esse termo no título, o mesmo se refere a uma brincadeira entre crianças africanas. O autor Rogério Andrade Barbosa, professor de literatura africana, apresenta neste livro 20 brincadeiras africanas e a ilustradora Marília Pirillo completa a compreensão do leitor, em torno dessa rica pesquisa, com ilustrações que ressaltam a cultura dos diversos países, povos e jogos citados.

 

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Se alguém procura por novas e autênticas brincadeiras infantis , eu recomendo o livro “Kakopi, Kakopi” baseado em viagens pelo continente africano e pesquisas  culturais, com ênfase em literatura, do seu autor Rogério Andrade Barbosa. Ele destaca que, mesmo com as distâncias geográficas, as crianças são iguais em qualquer lugar do mundo.

“Todas as crianças gostam de correr e brincar de diferentes formas nas horas vagas. Muitas das brincadeiras africanas, como as de roda, de esconde-esconde e de jogar pedrinhas são bem parecidas com as nossas do Brasil. Outras, entretanto, como os leitores poderão comprovar, são bem distintas”.

O autor gosta de citar o escritor moçambicano Mia Couto para fazer a síntese desse raciocínio: “Vivemos em geografias diferentes, mas estamos sentados na mesma varanda”.

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Países citados

Em “Kakopi, Kakopi” o autor destaca 20 países e, de cada um deles, selecionou a brincadeira mais representativa, culturalmente.  A lista de países com as respectivas brincadeiras é a seguinte:

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Quênia: Nyama! Nyama!

Argélia: Àrsherez

Congo: Osani

Senegal: Corrida de três

Guiné-Bissau: Surumba, Surumba

Zâmbia: A serpente

Tanzânia: Nngapi?

Namíbia: Chukulu

Burkina Faso: Sasa Kuru

Togo: Tum Tum!

Sudão do Sul: A armadilha dos felinos

Sudão do Norte: Gadidé

Zimbábue: Mwoto Mugono

Uganda: Kakopi, Kakopi

África do Sul: Mbube, Mbube

Moçambique: Mocho

Gana: Chakyti Cha

Angola: Taxi-Kabelebele-Taxi

São Tomé e Príncipe: Jogo do limão

Marrocos: Tabuaxart

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Todos os países citados são mostrados no mapa da África. O autor ainda convida as crianças para pesquisarem, entre os países citados no livro, seus costumes, contos e contadores de histórias; idiomas, selos, danças, religiões, canções e culinária…

Aqui, vamos falar da brincadeira que deu título ao livro e, através dela, o leitor vai ter uma ideia de como as demais brincadeiras são descritas pelo autor: de um jeito fácil de entender e de praticar:

“Nesse jogo infantil de Uganda chamado As pernas da galinha, o destino de cada jogador é decidido pelo toque de colher de um cozinheiro de mentirinha.

O brinquedo se inicia com um punhado de crianças sentadas no chão, lado a lado, com as pernas esticadas à frente de seus corpos, como se fossem as pernas da galinha que está sendo cozinhada para o jantar.

Um dos brincantes, sorteado para ser o cozinheiro, segura um pedaço de madeira. Ou seja, a colher com a qual ele mexe a comida.

O cozinheiro, com a improvisada colher de pau em uma das mãos, sai tocando as pernas de cada criança, enquanto canta ‘Kakopi, Kakopi’.

De repente, ele para de cantar. Nesse instante, a criança que teve a perna tocada por último tem de encolhê-la, pois ela está queimada e não serve para comer.

As crianças vão sendo retiradas do jogo, a partir do momento e que tenham as duas pernas queimadas.

O ‘Kakopi, Kakopi’ termina quando restar apenas o brincante que tenha uma ou ambas as pernas tocadas.”

Esse livro tem 48 páginas, custa R$ 50,00.

Rogério Andrade Barbosa também é autor de “Ndule, Ndule”, Assim brincam as crianças africanas, outro lançamento da Editora Melhoramentos.

Ele concedeu uma entrevista ao Blog Conta uma História e comentou sobre seu encantamento pela África e o novo livro.

A entrevista

“Todas as crianças gostam de correr, brincar e jogar”

“O que eu destaco no livro é que, não importa o país, criança é criança em qualquer lugar” afirma o autor de ‘Kakopi, Kakopi’, Rogério Andrade Barbosa que, na foto, está acompanhado da ilustradora Marilia Pirillo - Fotos: Divulgação

“O que eu destaco no livro é que, não importa o país, criança é criança em qualquer lugar” afirma o autor de ‘Kakopi, Kakopi’, Rogério Andrade Barbosa que, na foto, está acompanhado da ilustradora Marilia Pirillo – Fotos: Divulgação

Rosa Maria: O que significa “Kakopi”? Qual a origem desse nome?

Rogério Barbosa: Kakopi significa, em um dos idiomas falados em Uganda, “esta aqui, esta aqui…”

RM: Você é um estudioso da cultura e línguas africanas? Tem outros livros do mesmo tema?

RB: Sim, inclusive sou professor de literatura africana e tenho cerca de 50 livros apenas sobre a temática africana voltada para o público infantil e juvenil.

RM: Como surgiu esse encantamento pelos povos africanos?

RB: O primeiro encantamento foi quando trabalhei durante dois anos como professor voluntário da ONU na Guiné-Bissau. Que se prolonga até hoje, já que, constantemente, retorno ao Continente Africano para pesquisar e recolher novas histórias para meus livros.

RM: Por que escolheu os 20 países? Tem uma razão especial?

RB: Os países foram escolhidos em função das brincadeiras pesquisadas.

RM: Destas 20 culturas, o que tem a destacar?

RB: Os países selecionados apresentam diferentes culturas, dando, assim, um panorama da diversidade africana.

RM: E o que destaca do livro?

RB: A produção através de encontros e material fotográfico, em parceria com a ilustradora Marília Pirillo, foi altamente proveitosa.

RM: Como tem sido a repercussão deste livro especialmente nas escolas?

RB: A repercussão nas escolas tem disso a melhor possível. Inclusive, com oficinas que eu ministro voltadas para professores.

RM: Tem lançamento previsto para a África também?

RB: O livro, por enquanto, foi lançado apenas no Brasil. Mas eu tenho outro título publicado, em inglês, em Gana.

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Os erros e acertos da nova geração

Erika Linhares *

Costuma-se dizer que a geração atual é sempre pior que a geração anterior. Quando os jovens crescem e com eles chegam suas ideias inovadoras ou revolucionárias, a grande maioria dos adultos tem dificuldade de compreender (outro problema geracional). No entanto, com cada vez mais acesso à informação, a atual geração de jovens nunca foi tão debatida e até rejeitada.

É claro que essa geração tem sim problemas, como todas as outras que já vieram antes, mas isso faz parte da evolução natural das pessoas e da sociedade. Não acredito que exista uma geração “estragada” e essa também tem muitas características positivas e muitas coisas a nos ensinar. Uma delas é que os jovens de hoje se engajam por propósito.

Eles trabalham para “ser”: ser bem-sucedido, ser competente, ser respeitado e deixar um legado. Ao contrário da minha geração e dos meus pais, por exemplo, que foi adaptada a trabalhar para ter: ter um carro, ter uma pós-graduação, ter uma casa, ter dinheiro para a faculdade do filho.

Também temos muito o que aprender com a nova geração sobre ser feliz durante a jornada e não apenas no final. Eles não ficam pensando “tenho que trabalhar, isso é um fardo, é muito ruim, mas não tem problema porque no fim da vida vou ter o que quero”. Não! Os jovens querem ser felizes hoje e conquistar agora. Uma frase que sempre costumo dizer é “gente feliz não enche o saco” e sua empresa tem que estar preparada para isso!

Outra característica positiva é que eles adoram o novo! A minha geração foi educada pela escola, pelos pais e pela Barsa e, por isso, existiam paradigmas pré-estabelecidos dessa educação. Nós temos restrições ao novo porque “sempre fizemos assim”. Já esses jovens nasceram no mundo da internet, eles têm acesso a tudo que o mundo todo está pensando na palma da mão e, assim, têm uma cabeça muito mais aberta a novidade. Na verdade, a mesmice até chateia.

Por outro lado, da mesma forma como não existe uma geração “estragada”, também não existe uma geração perfeita e os jovens têm que estar preparados para ouvir que têm sim defeitos. Essa é uma oportunidade de melhorar e evoluir!

O primeiro ponto, que até popularizou essa geração, como a do “mimimi”, é a grande dificuldade em lidar com a objeção, problema que, inclusive, foi criado pela geração anterior. Quem nunca ouviu de um pai “aquilo que não tive vou prover para o meu filho?”. O fato de terem sido muito protegidos na infância faz com que quando cheguem ao mercado de trabalho tenham dificuldade de entender que não são perfeitos e muito menos são a “última bolacha do pacote”. Por isso, não compreendem quando o chefe diz que o trabalho feito não está da forma como deveria e que vão cometer erros. Eles precisam aceitar que podem ensinar com o novo ao mesmo tempo em que aprendem com a experiência.

Porém, paciência também não é uma característica dessa geração. Eles acabam de chegar na empresa e já querem ser promovidos e ganhar muito dinheiro. São os famosos imediatistas: se não tiver resultados, fico desmotivado; não posso ser contrariado, porque sou um funcionário excelente e assim por diante.

Tudo o que se fala toma uma projeção maior e eles não pensam simples: se o chefe gritou é simplesmente porque ele está nervoso naquele dia e ponto final. O fato é que, independente da idade, sempre precisamos plantar para depois colher.

Todas as gerações têm lados negativos e positivos, erros e acertos e cabe a nós ajudarmos os ruins e aprender com os bons. O novo movimenta a cabeça, o novo faz a gente aprender coisas novas. A nova geração sabe disso muito bem e vive essa adrenalina!

*  Erika Linhares é fundadora da B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em mudança de comportamento humano nas empresas

Ilustradores brasileiros no festival da Sérvia

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8ª Edição do Festival Internacional de Ilustração de Livros BookILL Fest, da Sérvia

1.700 ilustrações participantes

27 países

120 ilustrações selecionadas

Entre os trabalhos escolhidos pelo júri do festival, estão os ilustradores brasileiros Maurizio Manzo, Taline Schubach e Marcelo Pimentel.

Destaque muito especial para Maurizio Manzo que foi selecionado nas quatro últimas edições do BookILL Fest. Seus trabalhos foram selecionados nas edições de 2016, 2017, 2018 e 2019.

Os livros ilustrados pelos três selecionados no concurso de  2019 são, respectivamente:

“Tudo tem cor”, Editora Massangana, Recife, escrito por Sandro Sayão – ainda não foi lançado.

“Os medos de Bel”, Editora Lago de Histórias, Rio de Janeiro, escrito por Helena Lima.

“A flor do mato”, Editora Positivo, Curitiba, escrito por Marcelo Pimentel.

Coincidentemente, esses três consagrados profissionais, que ilustram ricamente livros infantis, também foram selecionados na edição do mesmo festival do ano de 2016.

Confira a lista de selecionados e premiados 2019: http://bit.ly/2ZWjJEQ.

“Tudo tem cor” – Ilustrado por Maurizio Manzo

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Esse livro ainda não foi lançado. Faz parte da coleção “Travessias”, que está em produção na editora e será lançada prioritariamente em Cabo Verde, na África, país de língua portuguesa.

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O livro é mais de imagem do que texto, é dirigido para crianças mais novas e fala da relação das cores com o mundo. “No fundo, no fundo, tudo tem cor”, afirma Maurizio Manzo.

E o ilustrador explica: a cor do céu, da terra… a cor muda conforme o horário do dia e do tempo; as cores dos bichos, as cores das coisas, das pessoas. Enfim, agora, só dá para adiantar que o livro também entra no tema da diversidade.

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As imagens cedidas por Maurizio Manzo para publicação no blog mostram a beleza do livro, o encanto da arte deste ilustrador nascido na Itália e felizmente adotado por Minas Gerais.

“A flor do mato” – Texto e ilustrações de Marcelo Pimentel

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A Editora Positivo lançou recentemente o segundo trabalho autoral do ilustrador e designer gráfico carioca Marcelo Pimentel. Em “A flor do mato”, o autor traz uma história da Zona da Mata nordestina, reinterpretando grafismos do Maracatu Rural – manifestação cultural com estampas florais e arabescos multicoloridos, de grande personalidade e impacto visual, com forte presença no interior de Pernambuco.

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A obra infantil de 48 páginas conta o mistério de uma figura feminina que habita as matas e as protege, uma crença de algumas áreas rurais do Nordeste principalmente na Paraíba, Pernambuco e Ceará. Traiçoeira, a menina, conhecida como “Flor do Mato”, pode tanto ajudar como prejudicar as pessoas que adentram a mata sem lhe pedir a devida licença.

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Pimentel já ilustrou aproximadamente trinta livros infantojuvenis, recebeu duas vezes o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e a menção The White Ravens, da Biblioteca Internacional da Juventude, em Munique. Nesse mês, foi selecionado para o BookILL Fest da Sérvia.

“Os medos da Bel” – Ilustradora Taline Schubach

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O livro conta a história de uma criança de mente inquieta que quer encontrar explicações para tudo. A narrativa traz à tona o imaginário infantil e suas várias nuances.

Bel é uma menina em constante conflito consigo mesma, que luta para superar os sentimentos angustiantes despertados pelos medos que sente. Essa menina vive intensamente as dúvidas sobre os limites existentes entre a realidade e a fantasia e procura por sua força interior.

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Aos poucos, Bel começa a despertar a coragem adormecida dentro dela. Uma virtude de força incalculável, inerente a todo ser humano, mas que desconhecia por completo. Ao longo da história, a personagem Bel encanta, diverte, aprende e ensina. Uma história repleta de passagens engraçadas e divertidas, apesar da seriedade da temática abordada ao longo de suas páginas.

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Outra premiada ilustradora, Taline nasceu no Rio de Janeiro, onde se graduou pela Escola de Belas Artes da UFRJ e, desde 2009, está fora do Brasil: foi buscar novos conhecimentos sobre a arte de ilustrar para infância na Itália e na Espanha e escolheu Barcelona como atual lar e estúdio.]

 

“Poli escolhe”

                          Casal estreia na literatura com livro sobre as escolhas das crianças

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Ela escreveu, ele desenhou.

Foi assim que nasceu “Poli escolhe”, livro que o casal Cláudia Rezende (autora) e Douglas Cardoso (ilustrador) lançaram no último fim de semana, em Belo Horizonte. O texto, que fala das escolhas — ou não escolhas — que partem das crianças, foi escrito há dois anos, quando, curiosamente, a autora estava grávida da primeira filha do casal.

Para abordar a temática da escolha das crianças, a autora, que é jornalista, pensou em uma situação muito comum entre as gerações, que é a definição de qual vai ser o time de futebol do coração do filho. Assim, a partir de um encontro num parquinho, a dúvida se estabelece na protagonista, e o enredo se desenvolve, com Poli muitas vezes colocando os adultos contra a parede.

A ideia, conforme a jornalista, é propor a reflexão sobre as interferências que os pais fazem nas escolhas dos filhos e a possibilidade de proporcionar a estes o desenvolvimento da autonomia do pensar já desde a infância. O livro não deixa também de levar uma mensagem de paz entre as torcidas, já que a rivalidade deve ser mesmo só nos gramados, certo?

Assim que escreveu o texto, Cláudia o enviou para o esposo, que gostou da história. Depois, ela fez o convite para que ele, que é formado em Matemática e atua na área de tecnologia, fizesse as ilustrações.

“Ele já tinha me mostrado desenhos e até um jogo infantil que tinha criado e desenhado há muitos anos. Então, achei que seria a melhor pessoa para, naquele momento, embarcar nesse projeto comigo. Acabou dando certo, porque ele entendeu a personagem”, conta a autora.

O lançamento é da Páginas Editora: (31) 3412-5669

“Meu querido vovô Romano”

Lançamento da Editora Lago de Histórias traz de volta o hábito das cartas escritas a mão com letra firme e cursiva. Vovô Romano e a neta, por alguns anos, trocaram 86 correspondências durante as vezes em que esperavam por mais um encontro nas praias de Guarapari, que sempre acontecia nas férias anuais da menina.

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A autora de “Meu querido vovô Romano”, Thaís Velloso, no meio do livro, explica como a neta se preparava para escrever suas cartas. Deparar com essa página foi tão bom que prefiro começar meu comentário por essa parte:

“Tenho lembranças de ir à feira de domingo para escolher um papel de carta especial para o vovô, mesmo sob protestos da mamãe. Ela não compreendia que papel de carta é como roupa: depende do humor e da ocasião. Aquele era um ritual mágico, mas que levava tempo. Em média, minha resposta levava quase uma semana para ficar pronta. Eu selava o envelope com minha ansiedade e entregava aquele retângulo precioso para mamãe”.

A mesma ansiedade que a menina sentia ao receber a carta do avô, que trazia respostas para todas as suas dúvidas e cobranças afetivas. É justamente assim que começa essa bela história de amor entre avó e neta:

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“Quando a primeira carta do vovô Romano chegou, foi uma euforia só. Eu havia esperado tempo demais, muito além do que meus dedos dos pés e das mãos pudessem ajudar a contar. Preocupada que meu entusiasmo rasgasse a mensagem junto com o envelope, mamãe abriu e me entregou o que eu tanto havia desejado naquelas últimas semanas”.

O leitor não precisa ficar ansioso, por que eu garanto que vai poder ler boa parte dessa correspondência fictícia, pois ela está transcrita no livro.

Nas ocasiões em que a menina não era capaz de suportar tantas saudades e tamanha ansiedade, ela recorria ao telefone para lembrar o vovô Romano que precisava apressar a escrita e envio de mais uma carta. Com todo o carinho possível a um avô distante da neta tão amada, ele providenciava mais uma correspondência.

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Se quando telefonava, a neta sentia como se o avô estivesse no cômodo ao lado, ao receber as cartas, ela era capaz de identificar cheiros, sons, sensações e imagens a partir daquelas letras tão bem desenhadas.

“E quando nenhuma reflexão me ajudava a esperar com um pouco de paciência e um mês já havia sido riscado do calendário, eu pegava o telefone e cobrava do vovô uma posição. Minha curiosidade sabia que a demora do lado de lá viria em forma de notícias frescas até o lado de cá. Acontecia de tudo dentro e fora daquele casarão Romano.

Mesmo ao telefone, a voz do vovô era tão presente que não me assustaria caso o encontrasse no quarto ao lado, brincando de esconde-esconde comigo. Ele me saudava com uma gargalhada larga e alguma piada tirada do bolso. Ríamos, dividíamos saudades e alguma piada tirada do bolso. Ríamos, dividíamos saudades e eu então perguntava pela minha carta”.

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“Meu querido vovô Romano” foi ilustrado por Luciana Grether, professora, e ilustradora de mais de 30 livros infantis, alguns deles premiados. É o segundo livro da escritora Thaís Velloso, que na infância e adolescência também era fã dos Correios. O livro tem 29 páginas e o interessado em adquiri-lo pode se informar pelo telefone 21 3518-5549 ou email contato@lagodehistorias.com.br

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“O leão humilde”

História do poeta cearense Pereira Lima, surpreende ao mostrar um personagem bem diferente do que as crianças estão acostumadas a encontrar. Ele é um leão que age sem a menor pretensão de assustar, devorar outros animais ou humanos e ainda experimenta o ideal de que todos os leões de seu bando se tornem dóceis como ele. O lançamento é da Escrita Fina, do Grupo Editorial Zit.

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Com certeza, o livro proporciona um debate bem interessante com os leitores. “O leão humilde” nos transporta para a selva de humanos que precisa urgentemente de pessoas capazes de ceder, de se preocupar com o bem estar de terceiros e de criar condições para uma vida mais harmoniosa. Acredito que o pensamento de todos que leem esse livro viaja para essa questão.

Na floresta, como vivem os leões? Eles são ferozes, lutam com estardalhaço, urram bem alto e com força, assustam outros animais, são rápidos na caça e devoradores impiedosos, impondo suas presenças como os verdadeiros reis da selva.

E o nosso personagem? Como agia o leão humilde?

 “O leão humilde ficava no meio dos outros e não urrava, pois ninguém percebia a falta de um urro em meio a tantos outros”.

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Quando o bando dos demais leões sai em correria para capturar suas presas, o leão humilde se esconde por trás da poeira e das árvores. Quando todos se juntam ao cair da tarde, para rugir em uníssono no topo do penhasco, ele apenas disfarça e fica em silêncio e bem quieto. Ele acredita que ninguém percebe a falta de um urro em meio a tantos outros.

Será?

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“Um dia, uma tempestade isolou os leões dum lado dum rio e do outro ficaram o leão rei e o leão humilde.

Quando foram caçar, ele _ que sempre se escondia, nunca alcançava os veadinhos e na hora de urrar nem sabia emitir um rosnado, pois há muito tempo sem treino não sabia mais agir como leão _ foi interpelado pelo rei.

_ Por que não te portas como um verdadeiro leão? Teu urro parece mais um miado de gato.

_ Majestade, para que urrar atemorizando toda a natureza se a nossa simples presença já basta para assustar todos os bichos?

_ Temos todos os dias que fazê-los nos respeitar. E eles só respeitam a força”.

Os dois leões defenderam seus pontos de vista. Duas opiniões bem radicais. O rei não abria mão da tradição de vida na selva. O humilde sentia necessidade de mudar este estilo de vida e lançava novas propostas: em vez de caçar e matar animais inocentes ou mesmo humanos, seria melhor se valer de folhas e frutos, que caem das árvores. Qual a graça de ambicionar tanto poder?

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Por pensar e agir diferente, o leão humilde foi expulso do bando acusado pelo rei de desonrar a classe. Ele foi viver noutro lado da floresta, sozinho. Muitos animais fugiram dele, mesmo diante de sua mansidão. A não ser uma coruja igualmente revolucionária, que lhe ensinou uma grande lição de vida.

images (4)É possível viver diferente ou não?

Quem estava certo: o rei leão ou o leão humilde?

Como agir, quando se sente diferente de todos os dos demais?

“Ser quem se é ou ser quem os outros esperam que sejamos? Qual a melhor opção?

Através da coruja, que agia de modo bem parecido com o leão humilde, o autor mostrou um caminho para o personagem. Acredito que o leitor vai gostar de conhecer a resposta dela. Por isso, convido à leitura do livro. Vale a pena conhecer o final dessa história.

O livro tem 40 páginas ricamente ilustradas por Andrei Marani.

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“Não me toca, seu boboca!”

Este livro infantil escrito por Andrea Viviana Taubman e ilustrado por Thais Linhares foi lançado, em 2017, pela Aletria Editora para tratar de um assunto sério e muito delicado com as crianças: o abuso e violência sexual. Hoje ele é um  sucesso editorial premiado e que, a cada dia, ganha mais importância na sociedade.

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Aletria Editora destaca que maio é o mês do Enfrentamento ao Abuso e Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e, entre outros livros do seu catálogo, que também tratam do tema, indica a leitura de “Não me toca, seu boboca” cuja história é conduzida pela personagem Ritoca.

“Ritoca tem uma história para contar, meio difícil de entender, muito difícil de falar. O encontro com um tio gentil e sorridente acaba se tornando um pesadelo, do qual Ritoca e seus amigos, felizmente, conseguem escapar.

‘Se for de um jeito suspeito, ninguém deve tocar na gente!’, ela logo reconhece. De maneira lúdica, o livro ‘Não me toca, seu boboca!’ mostra a todas as crianças o que é a situação de violência sexual e o que fazer para evitá-la. Uma forma de oferecer segurança e informação às crianças sem perder o encantamento próprio da literatura’.

O livro de 40 páginas, custa R$ 35,00 e pode ser adquirido no site da editorahttps://www.aletria.com.br/Nao-me-toca-seu-boboca

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Neste mês, a autora Andrea Viviana Taubman (foto) vem debatendo o tema do livro e contando a história de Ritoca para escolas e várias instituições, além de se apresentar na TV e conceder muitas outras entrevistas para alertar pais, educadores e a sociedade em geral para essa triste realidade, que é o abuso sexual das crianças, que precisam ser orientadas para se defenderem e denunciarem.

Segundo a Agência Brasil, dados do Disque 100 mostram que, no ano passado, foram registradas um total de 17.093 denúncias de violência sexual contra menores de idade. A maior parte delas é de abuso sexual (13.418 casos), mas há denúncias também de exploração sexual (3.675). Nos primeiros meses deste ano, o governo federal registrou 4,7 mil novas denúncias. Os números mostram que mais de 70% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Em mais de 70% dos registros, a violência foi cometida na casa do abusador ou da vítima.

Muitos eventos promovidos com o mesmo propósito neste mês de maio, têm se utilizado do livro para falar especialmente para as crianças e famílias. O blog da Leiturinha afirma que a literatura pode ser grande nesse enfrentamento. “Por meio da vivência dos personagens, os pequenos aprendem a nomear suas próprias experiências, conseguindo, assim, identificar os limites do seu próprio corpo. Pensando nisso, a autora Andrea Taubman, depois de muito estudo e trabalho, publicou o livro infantil “Não me toca, seu boboca!”, que aborda o tema do abuso sexual de forma simples, leve e natural. O livro, que levou sete anos para ser desenvolvida, recebeu o Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, uma iniciativa do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes”.

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Andrea Taubman conta que “Não me toca, seu boboca!” foi seu 12º livro publicado, porém, foi o quarto a ser escrito. “Nasceu de um desejo de minha alma. Fui voluntária em abrigo temporário para crianças em situação de risco social, vítimas de maus-tratos. Foi lá que conheci crianças que tinham sido vítimas de abuso sexual. O olhar delas, tão desesperançado, me mobilizou muito. Sou mãe de dois meninos e essa questão era aflitiva. Como falar de algo tão horrível para as crianças? Foi por essas duas razões, principalmente, que escrevi esta história. Pelo desejo sincero de ajudar as famílias (e a sociedade como um todo) a abrir esse diálogo para que isso não aconteça com nenhuma delas e para, de alguma forma, acolher aquelas que já tenham passado por esse flagelo”.

Este mês, a autora tem informado sobre sua agenda com o livro e  apresentado vários apelos à sociedade através de suas páginas nas redes sociais:

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“Amo contar ‘Não me toca, seu boboca!’para plateia só de adultos e observar o impacto que a voz de Ritoca e sua narrativa produzem neles. Vamos precisar de todo mundo: o combate à violência sexual infantil é dever de todos nós – sociedade, família e Estado. Maio é o mês dedicado ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”.
“Sim, o assunto é repugnante. Sim, só de pensar dá um nó no peito. Sim, a gente gostaria que isso não existisse…mas existe e de uma forma bem diferente daquela que geralmente alertamos nossos filhos. O abusador, em mais de 70% dos casos notificados, é conhecido da vítima. A forma mais eficiente de combater esse crime é oferecer às crianças informação com afeto e delicadeza. Foi para isso que ‘Não me toca, seu boboca!’ veio ao mundo. Para que os pequenos possam se fortalecer com a história de Ritoca e sua turma”.