“Justamente por que sonhávamos”

Boa temporada de lançamentos: o romance juvenil da premiada autora Stella Maris Rezende vai ser lançado domingo, 25/6, às 13:00 horas, na área Biblioteca Jovem, do Salão do Livro para crianças e jovens realizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.

Convite lançamento Justamente porque sonhávamos

Vamos resumir o romance “Justamente por que sonhávamos”:

Em Ponta Escura o tempo não passa. Os pais se foram. Meninos e meninas estão largados à própria sorte, condenados a uma vida de juventude e solidão, encarando inimigos sem nome. É nesse mundo que vivem os Bobos Sonhadores, um grupo de jovens que enfrenta perigos desconhecidos em busca da verdade completa que os libertará da maldição.

Stella Maris Rezende cria um mundo muito distante do nosso – mas incrivelmente próximo. Em “Justamente porque sonhávamos”, o leitor vai passear por um misterioso emaranhado de palavras e descobertas, de maldições e amores. Tudo para que no fim possa encontrar suas respostas e se reencontrar – assim como nossos personagens.

A escritora Stella Maris Rezende é uma das preferidas do leitor jovem e seus livros são sucesso na certa. Mineira de Dores do Indaiá, Stella é Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília, desenhista, cantora, escritora e atriz.

Publicou dezenas de livros, para o público adulto e o infantojuvenil. Recebeu prêmios importantes, como o primeiro lugar no Prêmio Jabuti (2012), na categoria Juvenil, com ‘A mocinha do Mercado Central’ (da Globo Livros), Prêmio Nacional de Literatura João-de-Barro (1986, 2001 e 2008), Altamente Recomendável para Jovens/FNLIJ (14 livros), Prêmio Barco a Vapor 2010/Fundação SM e três indicações ao Jabuti.

No final dos anos 1970 e no início dos 1980, interpretou a Fada Estrelazul do programa Carrossel, TV Manchete/Brasília, e a Tia Stella do programa Recreio, TV Record/Brasília. Viveu parte da infância em Belo Horizonte, mudou-se para Brasília em 1962 e desde 2007 vive no Rio de Janeiro.

O romance custa R$ 42,00 e pode ser comprado pela internet diretamente do site da Globinho Editora: http://globolivros.globo.com/livros/justamento-porque-sonhavamos

 

“A menina e o sabiá”

Editora Crivo lança o primeiro livro infantil da psicanalista Beth Timponi, ilustrado por Maurizio Manzo. A história retoma a canção popular “Sabiá lá na gaiola”.

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A editora mineira Crivo, através do seu selo Crivinho _ ambos sob a direção do editor Lucas Maroca de Castro _ apresenta mais um belo livro infantil com “A menina e o sabiá”, 24 páginas, que contém tudo o que agrada ao leitor. Projeto gráfico editorial adequado, ilustrações belíssimas e muita cor, um texto leve e uma história delicada.

A autora Beth Timponi utiliza-se da memória afetiva com a música “Sabiá lá na gaiola”, de Hervé Cordovil e Mário Vieira, para conduzir a relação da menina Ditinha com o pássaro triste por estar aprisionado dentro de uma gaiola.

sabia-5a“Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho,
Voou, voou, voou, voou
E a menina que gostava tanto do bichinho,
Chorou, chorou, chorou, chorou”…

Essa é a música.

A mesma sina de Ditinha. No livro, a autora descreve assim:

“Triste e calado / em seu canto / sabiá começou a pensar:

Gosto muito da menina, / mas assim não consigo viver.

Sinto falta de tanta coisa! / De areia, de pedra, de folha.

Vou tentar escapar! / Vou fazer um buraquinho / e tentar sair por lá.

O plano do sabiá deu certo / e ele fugiu da gaiola”.

E o que aconteceu com a menina?

“Pelo visto acreditava / que o bichinho era dela, /

Por que começou a gritar: / Eu quero o meu sabiá.”

E agora?

“Vem cá, sabiá! / Vem cá!”

Será que a menina chorou, chorou, chorou? Ou se acalmou?

E o pássaro: sumiu? Sentiu saudades da Ditinha e voltou?

Felizmente, a autora encontrou uma solução para o livro que os compositores não conseguiram para a música. Tenho certeza que o leitor vai gostar do final de Ditinha e seu querido sabiá.

O livro custa R$ 28,00 e pode ser adquirido no dia do lançamento e também na venda online do Facebook na página Crivo Editorial. Além das duas opções, o leitor também pode comprar o livro nas livrarias Leitura (do Shopping Pátio), do cinema Belas Artes, na Quixote e Scriptum.

O livro infantil

O publicitário e escritor Maurilo Andreas - Foto: Divulgação

O publicitário e escritor Maurilo Andreas – Foto: Divulgação

Pais, professores e leitores de qualquer idade têm um bom motivo para se reunirem neste sábado, a partir das 13 horas da tarde: a oportunidade de conversarem com o publicitário e escritor Maurilo Andreas sobre o livro infantil e ouvir dele o significado do que é ler e escrever (com e) para as crianças. Esta conversa vai acontecer em Belo Horizonte, no bairro Mangabeiras, Rua Sebastião Dayrell de Lima, 80. Antes, porém, é preciso confirmar presença pelo email mauriloandreas@gmail.com

O blog conversou com Maurilo Andreas sobre o tema “O livro infantil, ler e escrever com as crianças”, uma questão que gera muita expectativa em pais e educadores que acreditam e adotam a literatura infantil como ferramenta de formação das crianças e futuros leitores. Eis a íntegra da entrevista com o escritor:

Rosa Maria: Comente sobre o tema de sua palestra.

Maurilo Andreas: O tema da conversa é sobre como o autor pensa em cada detalhe ao criar uma história para crianças. Como ele precisa se aproximar da visão delas de mundo, pensar na escolha de vocabulário, nos temas que interessam, se a obra tem a função de educar ou apenas entreter, a importância do ilustrador etc.

 

RM: Como entende o “ler e escrever com as crianças”?

MA: Esse não é um processo tranquilo (rsrsr). O trabalho é cheio de interrupções, inputs e, exatamente por isso, mais rico e mais confuso ao mesmo tempo.

 

RM: Por que não “ler e escrever para as crianças”?

MA: São as duas coisas: com e para. Com porque tenho projetos de escrita coletiva e para porque muitas vezes escreve-se sem a participação infantil, eles sendo apenas público mesmo.

 

RM: Quais as qualidade desejáveis para um livro infantil?

MA: Isso é muito pessoal. Para o MEC, é uma coisa; para mim podem ser outras. Para mim, o livro infantil não tem regra. Tanto pode pegar por ser próximo, quanto por ser totalmente distante e fantasioso. É meio tentativa e erro, mas sempre funciona melhor quando a gente mergulha no universo infantil, na linguagem e no mundo deles.

 

RM: Como a criatividade deve ser direcionada na literatura infantil?

MA: Humor, cores, o exagero e o absurdo são bem vindos na literatura infantil. Claro que há espaço para a sutileza, mas nunca para o insosso. O importante é ter algo que crie interesse pela linguagem, pela história ou pelo visual.

RM: Fale um pouco sobre sua trajetória na literatura infantil e os livros publicados.

MA: Comecei a escrever textos infantis em um blog, lá pelos idos de 2009. Meu primeiro livro saiu em 2010 justamente por pessoas que conheceram meus textos nos blogs. De lá pra cá, lancei mais de 10 livros por várias editoras e, mais recentemente, escrevi um com minha filha que deve sair agora em julho.

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Salão do Livro para Crianças e Jovens

De hoje até o dia 28 de junho, no Rio de Janeiro, será realizado o 19° Salão do Livro para Crianças e Jovens, que é anualmente promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) com a missão de promover o livro e a leitura como agentes formadores deste segmento de público. O primeiro dia do salão será exclusivo dos professores e ainda hoje, às 17h, acontece a cerimônia de abertura, que tem como ponto alto a entrega dos certificados do Prêmio FNLIJ 2017 – Produção 2016.

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O 19º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens será realizado entre os dias 21 e 28 de junho, no Centro de Convenções SulAmérica/Salão Nobre, Centro do Rio de Janeiro. O evento, com apoio da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, destaca em sua programação o 19º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, além de encontros com escritores, lançamentos de livros, performances de ilustradores e palestras com autores e especialistas em literatura infantil e juvenil. Entre os autores, que se reunirão para um bate-papo com as crianças, estão Ana Maria Machado, Marina Colasanti, Bia Bedran, e Karen Acioly. Os lançamentos de livros contarão com a presença dos autores Leo Cunha, vencedor do Prêmio FNLIJ Poesia 2017, Luiz Antonio Aguiar, Rosinha, Rui de Oliveira etc.

O Salão FNLIJ ainda contará com Biblioteca Bebê, Biblioteca FNLIJ Criança, além do Espaço FNLIJ de Leitura e do Espaço do Ilustrador. Este espaço é voltado para as performances dos Ilustradores, que são convidados a criar ilustrações na presença do público, propiciando um momento de integração entre o público e os artistas. São eles: Roger Mello, que também vai conversar sobre seu último livro, W (Global), Ciça Fittipaldi, Marilda Castanha, Marcelo Pimentel, André Neves, Anielizabeth e Guto Lins.

O Espaço FNLIJ de Leitura é reservado para os lançamentos de títulos, além de encontro com a presença dos autores, proporcionando um momento de interação com o público.

Seminário

Este ano, o Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós terá como tema: “Prêmio FNLIJ, seleção 2017” e será realizado nos dias 26 e 27 de junho. O tema já apresentado, rapidamente, em uma única mesa no seminário de 2016 teve repercussão imediata do público de professores, o que motivou a FNLIJ a compor o Seminário deste ano. Serão comentados cada um dos 24 livros premiados, pela FNLIJ, em 14 categorias. Uma rara oportunidade para conhecer a variedade de livros de qualidade da produção brasileira que deve estar presente nas bibliotecas das escolas para leitura de professores, alunos e famílias. Veja a lista dos livros premiados no site  www.fnlij.org.br

Outra novidade, este ano na tarde do segundo dia do seminário, 27, ocorrerá a apresentação de pesquisas acadêmicas sobre a literatura infantil e juvenil escrita pelos indígenas, dentro do já tradicional espaço reservado para o tema.

Serviço

19º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Site: salaofnlij@fnlij.org.br

De 21 a 28 de Junho de 2017
Centro de Convenções SulAmérica/Salão Nobre – Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova, Centro, Rio de Janeiro.

Horário
De segunda a sexta – 8h30 às 17h
Sábado e domingo – 10h às 18h.
Ingresso R$ 12,00
(Meia entrada para menores de idade, idosos e portadores de deficiência)

Para agendamento de visitação escolar e outras informações

Tel.: (21) 2262-9130 / 2262-9840
E-mail: visitacaoescolar@fnlij.org.br

20 de junho – Dia Mundial do Refugiado

O que as crianças podem ler sobre o que assistem todos os dias na TV ou na internet: as milhares de pessoas que precisam abandonar seus países de origem, deixar para trás parentes, amigos e patriotas ao fugirem da violência, da guerra, da miséria, dos desastres naturais e violação de seus direitos?

imagemEstima-se que existem mais de 45 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo que foram forçadas a fugir em busca de paz e encontrar um novo local para viver. As regiões mundiais com mais refugiados são o Médio Oriente, o Sudeste Asiático, a África Oriental e a África. Segundo o Parlamento Europeu, na Europa, os países que mais oferecem proteção aos refugiados são a Suécia, a Alemanha, a França, a Itália e o Reino Unido.

Hoje, 20/6, é comemorado o Dia Mundial do Refugiado e gostaríamos de sugerir como opção de leitura e pauta a obra “Poesias para paz”, da Editora do Brasil. Nesta nova obra, a paz, um tema caro à humanidade, vira poesia nas mãos criativas dos escritores César Obeid e Jonas Ribeiro. Com ritmo e rimas, a dupla criou poemas para que as crianças se divertissem e pudessem refletir sobre respeito, solidariedade e diálogo; frutos cotidianos da paz. Esta é a terceira produção conjunta destes autores, que já lançaram pela Editora do Brasil os títulos “A escada transparente” e “O menino de muitas caras”. As ilustrações da argentina Vanina Starkoff, complementam o texto, trazendo muitas cores, leveza e detalhes que transmitem uma sensação de paz verdadeira.  

César Obeid possui mais de 25 livros publicados por diversas editoras, como FTD, Moderna, Scipione, Mundo Mirim, Panda Books. Pela Editora do Brasil possui cinco livros publicados, dois deles com o escritor Jonas Ribeiro.Em 2010 foi o escritor homenageado na cidade de Catanduva, no evento “Fazer Literário” produzido pelo Sesc.

Jonas Ribeiro é formado em Língua e Literatura pela PUC-SP. Fez teatro, contou histórias em hospitais públicos e escolas, além de lecionar Redação. Escreve desde os 16 anos e com 41 anos já havia lançado seu centésimo livro, com mais de 600 mil exemplares vendidos. Entre as editoras que possuem seus livros publicados estão Callis, Cortez, Dimensão, Brinque-Book, Paulus, Ave Maria, Mundo Mirim. Com esse livro, possui na Editora do Brasil 20 livros publicados, três deles com o escritor César Obeid.

O livro pode ser comprado na loja virtual da Editora Brasil http://www.editoradobrasil.com.br/lojavirtual/

Os desafios dos refugiados, ao redor do mundo, sob a ótica infantil

9788506070000-IMGOutra obra, Onde vou morar? A vida de uma criança refugiada”, relata o problema da migração sob a perspectiva de pequenos refugiados. No Brasil, até fevereiro de 2017, o número de concessões a refugiados já beirava os 9 mil, vindos de mais de 70 países diferentes, segundo dados do Ministério da Justiça.

Mas, se essa questão parece problema de gente grande, em “Onde vou morar? A vida de uma criança refugiada”, de Rosemary McCarney, a autora “traduz” para a linguagem infantil as agruras de se deixar o lar, a família, os amigos e a vida que se tinha rumo a um caminho desconhecido, cheio de inseguranças. Tudo isso por meio de fotos impactantes que foram cedidas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Em 24 páginas, a obra traz imagens de crianças do Líbano, Ruanda, Iraque, Níger, Hungria, Jordânia e Grécia, muitas sozinhas, sem a proteção dos pais ou de um responsável, buscando sobreviver em outras nações. E mostra que, mesmo com um futuro incerto, elas são capazes de se adaptar ao novo e encarar o futuro com otimismo.

“Onde vou morar?” convida os pequenos leitores, que são privilegiados por terem um país para chamar de seu, uma casa, uma cama e uma escola para frequentar, à reflexão e à conscientização sobre a importância de se ajudar a quem necessita e o quanto a empatia e a caridade fazem a diferença.

No final do livro, a Editora Melhoramentos cita uma lista de entidades brasileiras, governamentais ou organizações não governamentais (ONGs), ligadas à questão dos refugiados, para os que desejarem se aprofundar no assunto.

A autora, Rosemary McCarney, é embaixadora e representante permanente do Canadá junto às Organizações das Nações Unidas (ONU) e à Conferência sobre o Desarmamento. Foi presidente e CEO da Plan International Canada. Autora do best-seller mundial Todo Dia É Dia de Malala e A Caminho da Escola, publicados pela Editora Melhoramentos. Escreveu ainda os livros Because I Am a Girl: I Can Change the World e a série Rosie the Red, ainda sem título em português.

O livro custa R$ 39,00 e está à venda nas principais livrarias do país.

“Outros mundos”

Editora Tordesilhinhas lança livro infantil de imagem, extremamente artístico, assinado por Anabella Lopes, premiada ilustradora argentina radicada no Brasil. A proposta do livro é levar as crianças a refletirem sobre as pessoas ao seu redor.

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Quando “Outros mundos” chegou às minhas mãos, enviado pela equipe da Editora Tordesilhinhas, eu me surpreendi várias vezes: pelo formato do livro, cores fortes, pura arte. Quem conhece o trabalho da ilustradora Anabela Lopes, já está habituado com seu risco forte e marcante, mas este livro seus desenhos pareceram-me especiais e dediquei um bom tempo a apreciar suas 32 páginas tão estimulantes.

No final do livro, um convite para o leitor refletir em si mesmo depois de já ter sido conduzido a pensar bastante nos outros: “Quem é você”?_ indaga Anabella. Pensamentos de gente famosa também permeiam as imagens das últimas páginas até a conclusão derradeira:

image002“Vejo outros, / outros mundos, / mundos infinitos, / infinitas formas

Procuro dois / idênticos iguais.

Não consigo. / Todos são únicos, / todos diferentes.”

Porém, mais do que as belas imagens, o tema alteridade me fez gostar muito do livro. Estamos vivendo uma fase em que se torna vital a substituição do egoísmo para o altruísmo e, quanto mais cedo a criança conseguir inverter essa tendência dentro de si, com certeza, viverá mais feliz. O mundo pede o fim das visões polarizadas, das certezas radicais e das verdades absolutas. Pede equilíbrio, flexibilidade, universalismo.

Como seria o mundo se nos colocássemos no lugar do outro? Se abríssemos nossa mente para olhar quem é diferente de nós? Anabella López mostra, com técnica mista (colagens e desenho), o que pode acontecer na mente das pessoas. Ela apresenta ao leitor mirim como o outro mundo pode se tornar nosso também e propõe a todos nós, de qualquer idade, um profundo questionamento sobre quem somos. E quem podemos ser.

Anabella López nasceu em Buenos Aires, onde estudou Design Gráfico e também foi professora por dois anos. Desde 2009, ela trabalha exclusivamente como ilustradora de livros infantis, que já foram publicados na Argentina, Brasil, México, Estados Unidos, Canadá e Portugal. Em 2011, ela foi selecionada para participar da amostra internacional de ilustração em Sàrmede, Itália: “Le immagini della fantasia”, sendo escolhida para integrar seu importante catálogo internacional.

minioutrosAtualmente divide seu trabalho entre os livros pedidos pelas editoras e seus projetos pessoais. Entre eles está “El rey Osagboro”, editado pela editora CIDCLI, no México. O livro “Barbazul”, editado na Argentina, pela editora Calibrocopio; “Um coelho” editado pela Rocco e o livro álbum “A força da palmeira”, editado pela carioca Pallas, ambos lançados no Brasil. Agora, a ilustradora traz à apreciação de seus leitores brasileiros “Outros mundos”, da Editora Tordesilhinhas.

O livro custa R$ 34,00 e pode ser adquirido pela internet nas principais livrarias do mercado nacional.

“Escritores do Futuro”

Lançamento desse livro prestigia trabalho de estudantes de Ribeirão Preto e reúne 180 textos desenvolvidos por crianças e adolescentes, que participaram de concursos e de prêmios de incentivo à leitura e à escrita – na cidade e no cenário nacional.

Escritores-de-Futuro_Capa-Livro-340ccc8mtmthfu7xff5am8A 17ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto foi palco para o lançamento do livro “Escritores de Futuro”. A obra reúne textos elaborados mediante a participação de estudantes da rede de ensino municipal de Ribeirão Preto em projetos desenvolvidos nas escolas e nos concursos literários: Prêmio Literário da Feira do Livro, Jogos Florais, EPTV na Escola, Olimpíadas de Língua Portuguesa, entre outros.

O projeto conta com a coordenação de Luciana Menna Barreto Gasparini, coordenadora do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino e Valéria Fernandes Turci, assessora pedagógica na área de Língua Portuguesa, que juntas trabalharam para a realização da coletânea de textos nos gêneros poesia e prosa, elaborados por alunos dos anos iniciais e finais do ensino fundamental.

Ao todo o projeto reuniu 180 textos que abordam temas como amor, preconceito, direitos humanos, diversidade, corrupção, violência, bullying, amizade e tantos outros, que foram discutidos entre professores e alunos e depois publicados no Jornal Tribuna Ribeirão Preto. “Sabendo da importância de oferecer este espaço aos alunos, fizemos essa parceria com orgulho”, conta Eduardo Ferrari Batista de Santana, diretor do Jornal Tribuna. Eduardo comentou que gosta de empreender para o fomento da cultura e este é mais um trabalho que o jornal entrega para Ribeirão Preto. “Espero que o livro seja apenas o primeiro de muitos”, enfatizou durante a cerimônia de entrega da premiação, realizada no Auditório Meira Junior do Theatro Pedro II.

Valéria Fernandes Turci avaliou que, para os alunos coautores deste livro, a possibilidade de ter suas obras publicadas foi uma grande motivação. “Desta forma, descobrimos que temos grandes escritores na cidade. Entusiasmada com o resultado, Luciana Menna Barreto Gasparini deixou um conselho aos participantes: “se querem ser escritores precisam escrever e ler muito. É preciso acreditar no sonho de vocês”.

untitledEm seu discurso, o coordenador de publicações da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Nelson Jacintho (autor de uma das orelhas do livro), parabenizou os envolvidos. Ele afirmou emocionado que “as palavras voam, mas a escrita fica”. Para o coordenador, que também é escritor local, com mais essa produção literária, Ribeirão Preto está dando um excelente exemplo de cidadania.

A iniciativa do “Escritores do Futuro” também foi alinhada à proposta da Feira do Livro de 2017 que trouxe o tema “Do conhecimento que liberta ao amor que educa – o livro na escola”. Segundo a presidente da Fundação do Livro e Leitura, Adriana Silva, este momento “materializa fora da sala de aula o que lá está sendo feito”.

Feira Nacional do Livro

Reconhecida como um dos principais eventos nacionais de literatura, a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto trouxe em sua 17ª edição o tema “Do conhecimento que liberta ao amor que educa – o livro na escola”.

Durante a organização do evento, a Fundação do Livro e Leitura contou com o apoio de diversos parceiros que possibilitaram uma abrangência ainda maior da feira na cidade, como o SESC, Senai, Senac, universidades, Diretoria Regional de Ensino e entidades locais, além do apoio de empresas e organizações e da valorização cultural, o que consagra a grandiosidade do evento.

A 17ª Feira Nacional do Livro foi realizada em 13 espaços simultâneos, onde foram realizadas mais de 260 atividades culturais, com a presença de 130 autores. Estiveram incluídos espaços já tradicionais da feira como Theatro Pedro II, Centro Cultural Palace, Biblioteca Altino Arantes, Biblioteca Padre Euclides, SESC, Praça do Leitor (na Praça XV de Novembro), além de outras áreas como ACI Ribeirão Preto, Sede da OAB Ribeirão Preto, Shopping Iguatemi, Sincovarp, Teatro Marista, Tenda SESC (na Praça Carlos Gomes) e Palacete 1922.

Como em todos os anos, o evento prestou homenagem a um país – e o escolhido foi Portugal, berço da Língua Portuguesa; o escritor principal foi Fernando Pessoa – ícone da literatura portuguesa; autor educação escolhido, César Nunes; autor infantojuvenil, Ricardo Azevedo; autor local foi Rosa Maria de Britto Cosenza; patrono foi indicado o empresário e fundador do Sistema Coc, Chaim Zaher. Neste ano, a Feira apresentou uma novidade: a modalidade de professor homenageado e o nome indicado foi o de Maris Ester de Souza – professora da rede de ensino local.

O blog incentiva esta campanha. E você?

Estudante mineiro busca financiamento para lançar livro sobre bullying e outras questões que afligem as crianças. Ele precisa arrecadar R$ 16 mil para produzir 400 livros, que serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas de escolas em todo o país.

Gabriel Goecking Ferreira Foto: Divulgação / Maira Bernardina

Gabriel Goecking Ferreira – Foto: Divulgação /Studio Farid

O jovem escritor mineiro Gabriel Goecking Ferreira, de 14 anos, está buscando financiamento para lançar a segunda edição do livro “Meu pai cria pinguins”, que aborda temas como bullying e outras preocupações comuns de crianças entre 7 e 10 anos de idade. O estudante, que é aluno do 9º ano do Coleguium Rede de Ensino, pretende arrecadar R$ 16 mil por meio do financiamento coletivo no site Catarse (www.catarse.me). O objetivo é produzir 400 livros, que serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas de escolas em todo o país. Empresas e pessoas físicas interessadas em participar devem acessar o site, preencher um breve cadastro e fazer a doação.

Além do bullying, o livro aborda temas como a relação entre pai e filho, adoção, obesidade infantil, superação de dificuldades e problemas nessa fase da vida, relatividade do mundo das aparências, cuidado com os animais e com a natureza, realização de sonhos, entre outros. O Coleguium será um dos apoiadores da produção do livro de Gabriel. “Uma iniciativa tão importante como essa não poderia deixar de ser apoiada pelo Coleguium, que tem como cultura incentivar o potencial de nossos alunos e, ao mesmo tempo, desenvolver projetos que também ajudem a comunidade”, ressalta Daniele Passagli, diretora pedagógica do Coleguium.

De acordo com Rodrigo Mendes Ferreira, pai de Gabriel, em função da nova “Lei contra o Bullying”, sancionada neste ano, o livro pode servir como uma ferramenta de auxílio aos educadores. “A lei estabeleceu que escolas e outros estabelecimentos devem ter medidas de conscientização, prevenção e de combate à violência e ao bullying. Por isso, acredito que a obra de Gabriel pode ser fundamental para ajudar a equipe pedagógica a introduzir no ensino discussões sobre o tema, realizando, dessa forma, um trabalho preventivo com as crianças”, declara.

Cerca de 100 livros da primeira edição do “Meu pai cria pinguins” foram doados para o acervo de bibliotecas de escolas públicas e privadas de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ibirité e Lagoa Santa. “Com a segunda edição, nosso objetivo é de que mais colégios recebam o livro, expandindo as doações para o interior de Minas Gerais e outras regiões do país”, acrescenta Ferreira.

“A casa na árvore”

Passar a infância comendo fruta no pé foi a inspiração do autor Tino de Freitas para escrever esse livro infantil lançado pela Editora Melhoramentos, que celebra a união entre o homem e a natureza ao contar a história de hospitalidade dos moradores do Condomínio Bicharada.

image003Jornalista, escritor e contador de histórias, na infância, Tino Freitas vivia pendurado em árvores no quintal de sua casa. “Comi muita fruta no pé: goiaba, manga, jamelão, seriguela, umbu… acho que essa vida em contato com a natureza semeou esta história em mim. Em 2011, a semente frutificou e eu fui em busca de compor uma narrativa que exultasse essa boa convivência entre o homem e a natureza”, conta ele, referindo-se ao livro “A Casa na árvore”.

Um novo vizinho se instala no Condomínio Bicharada e os moradores preparam uma festa de boas-vindas. Com esse mote, Freitas promove um divertido passeio pela fauna e flora brasileiras.

Enriquecida com o talento de Lúcia Brandão, com suas ilustrações incríveis, a obra destaca, a cada dupla de páginas,  informações reais (o animal e a árvore onde mora) que culminam com um elemento fantástico (o presente que cada animal leva para o chá de casa nova do novo morador). “Gosto muito dessa mistura. De forma sutil, o livro ainda conduz o leitor para um final que valoriza a relação entre o homem e a natureza”, explica o autor.

Ao final do livro, um bônus: Tino, Lúcia e a Melhoramentos mergulharam num longo trabalho de pesquisa sobre a fauna e a flora brasileiras. O resultado é um pequeno glossário com informações curiosas sobre árvores como Araucária, Ingazeiro, Ipê-Rosa e Fieira. “Em meio a esse processo descobrimos, por exemplo, que o Pica-Pau Bufador é a espécime que dá nome àquele famoso sítio da literatura brasileira”, conta o escritor.

O livro tem 36 páginas e custa R$ 47,00.

O primeiro livro a gente nunca esquece

Paulo Tedesco (*)

Muitos coletam textos curtos publicados em Facebook e em seus blogs e, de imediato, começam a pensar num primeiro livro. Caso não tenham desenvolvido um bom número de leitores e seguidores, e que esse número seja averiguável, além de alguma qualidade literária ou jornalística, como espécie de salvo-conduto para as primeiras vendas de lançamento, esses candidatos a autor logo descobrem que uma editora dificilmente investirá numa obra desse gênero, o que os leva a decidir-se pela autopublicação.

Mas o que definirá a vida do livro é também o seu gênero e, em muitos dos livros lançados como primeira publicação de um autor, a crônica é gênero dos mais comuns e que tem os mais diferentes formatos, ou seja, crônicas de viagem, crônicas de política, crônicas de memória e também aquelas que muito se aproximam da ficção, onde uma historinha acaba configurando-se e servindo de escora para uma crônica de opinião do autor.

Ainda toma-se erroneamente por crônica ao que se chama de artigo de opinião, e que não passa de um ensaio de ideias, e onde entram muitos de autoajuda e até religiosos, outros, porém, ao contarem pequenas histórias rápidas, em verdade, estão a produzir o que pode ser encarado como um esquete, ou sketch, em inglês, que é um ensaio de uma cena ou um diálogo curto, sem necessariamente uma história de fundo a escorar, como no caso do conto.

Ao longo dos anos e, em especial no período dourado do jornalismo brasileiro, gente como Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, João Antonio, João Ubaldo Ribeiro, Luis Fernando Verissimo e tantos outros, não só nos desenharam o que seria a crônica brasileira, a ponto de se dizer que nossa crônica não encontra similar no mundo, como influenciaram gerações de bons autores que se iniciavam na literatura. E, dentre esses, não é difícil imaginar aqueles que também cometeram seus próprios crimes no primeiro livro.

Hoje, graças às facilidades de publicação e a novos ventos intelectuais, há certa tolerância com o primeiro passo e é aceitável que numa obra primeira cometamos erros, excessos, reduções e até imprecisões. Afinal, o suporte livro é uma conquista e tanto e, creio, merece constar na vida de todos os que valorizam as ideias e a escrita como um instrumento de afirmação cultural e, porque não, social.

Mas para se fazer carreira e prosseguir publicando, é preciso estudo e nos dedicarmos à muita, mas muita leitura. Há, junto desse esforço, que se procurar o mais acertado para nosso trabalho, seja com conversas com autores já experientes ou com o editor e consultor mais acessível para as dicas essenciais. Também é preciso atitude e autocrítica. E essa autocrítica só se constrói com o passar dos anos, o que, muitas vezes, faz pensar que um próximo livro precisa ser muito melhor do aquele primeiro, para que possamos seguir publicando e ganhando leitores.

* Paulo Tedesco é escritor de ficção, cronista e ensaísta, atua como professor e desenvolvedor de cursos em produção editorial e consultoria em projetos editoriais, também como orientador em projetos de inovação em diferentes setores. Trabalhou nos EUA, onde viveu por cinco anos, nas áreas de comunicação impressa, indústria gráfica e propaganda. É autor dos livros Quem tem medo do Tio Sam? Fumprocultura de Caxias do Sul, 2004); Contos da mais-valia & outras taxas (Dublinense, 2010) e Livros: um guia para autores (Buqui, 2015). Desenvolveu e ministra o curso de Processos Editorais na PUCRS e coordena o www.consultoreditorial.com.br atendendo autores e editores. Pode ser acompanhado pelo seu site, pelo Facebook ou pelo Twitter.

(Artigo publicado no Publishnews )