Casa com adolescente deve ter pelo menos 80 livros *

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Você já contou quantos livros tem em casa? Deveria.

Um estudo da Universidade Nacional da Austrália afirma que crescer em um lar que tenha pelo menos 80 livros aumenta a chance de ser bem sucedido.

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou homens e mulheres de 25 a 65 anos. A pesquisa pediu às pessoas que tentassem se lembrar de quantos livros tinham em casa durante a adolescência.

Em seguida, os cientistas analisaram as habilidades dessas mesmas pessoas em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos.

Depois de cruzar todos os dados, os pesquisadores chegaram a um número: 80. Essa é a quantidade mínima de livros que você deve ter em casa, durante a adolescência, para que as suas habilidades

O interessante é que esse número, 80, era constante. Se a pessoa tivesse essa quantidade de livros em casa, suas habilidades cognitivas sempre melhoravam, independentemente do grau de educação que ela havia recebido.

“Crescer em casas com bibliotecas aumenta as habilidades dos adultos nas áreas estudadas, indo além dos benefícios atrelados à educação parental, escolar e ocupações posteriores”, diz o estudo.

Outro ponto curioso é que, conforme a quantidade de livros aumentava, o desempenho dos voluntários também.

No entanto, existe um teto  máximo: 350 livros. Mais do que isso não melhorou a habilidade cognitiva.

*  Fonte: Super Interessante – Felipe Germano

“Your name” ou “Kimi no Na wa”

Fenômeno dos animes já está nas livrarias. Livro de belíssimas imagens inspirado no filme homônimo, “Your name” ou  o original japonês “Kimi no Na wa”, de Makoto Shinkai, narra a vida de uma jovem do interior do Japão que faria qualquer coisa para conhecer Tóquio.

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O ditado “cuidado com o que deseja” se encaixa perfeitamente na trama de “Your name”, animação japonesa que virou fenômeno mundial, faturou dezenas de prêmios, como o Japan Awards e o 42° Prêmio da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, e ainda ganhou também as livrarias brasileiras pela Verus Editora, do Grupo Editorial Record.

A personagem Mitsuha é uma jovem que mora no interior do Japão, mas faria qualquer coisa para conhecer Tóquio. Sua cidade é tão pequena, que está fora da área de previsão do tempo e mal é reconhecida pelo Google Maps. Não há nenhuma livraria, dentista ou McDonald’s. Durante uma visita ao templo, Mitsuha desabafa sua insatisfação em morar no vilarejo e afirma que “preferia ser um cara bonito em Tóquio na próxima vida”. De certa forma ela consegue o que queria.

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Em um sonho estranho, a garota acorda no corpo de um rapaz desconhecido e vive aquele dia como ele pelas ruas de Tóquio, o que significa correr para o colégio, fazer social com os amigos, que ela nem sabe o nome, e depois ir para o trabalho em um restaurante de massas. É assim que ela percebe o quanto o ritmo da vida na cidade pode ser diferente do que ela está acostumada a viver quilômetros dali.

Mas Mitsuha não é a única a ter esse sonho tão vívido. Bem longe do dia-a-dia no campo, Taki, um adolescente da capital japonesa, também passou por situação semelhante. No caso do rapaz, ele sonhou que era uma garota de uma cidade nas montanhas.

Esse é só começo da história de dois jovens compartilhando corpos, relacionamentos e vidas. Eles não sabem como esse fenômeno acontece, mas Taki e Mitsuha estão intrinsecamente ligados.

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livro-your-name-pre-venda-D_NQ_NP_948881-MLB28331804745_102018-FO livro foi traduzido por Karen Hayashida Kazumi, tem 192 páginas e custa R$ 29,90.

“Your name” traça uma linha tênue entre o sobrenatural e a realidade, conforme acompanha as inquietações dos protagonistas que estão determinados a fazer parte da vida um do outro. O livro já vendeu mais de 3,4 milhões de exemplares e teve os direitos vendidos para 13 países. O anime esta disponível na Netflix.

Nascido em Nagano, no Japão, em 1973, Makoto Shinkai despontou no mundo da animação em 2002, com o curta “Vozes de uma estrela distante”, que ele produziu praticamente sozinho. “Your name”, sua animação mais recente, foi sucesso de crítica e público e se tornou o anime de maior bilheteria da história do Japão. Este romance foi escrito durante a produção do filme de mesmo título.

 

Clube de Leitura nas escolas públicas

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A poeta Roseana Murray  (foto) se destaca na literatura de muitas formas: a qualidade de seus livros, o encanto de seus poemas, sua sensibilidade artística, a notável generosidade para com as pessoas, especialmente os seus leitores, mas também por várias iniciativas muito bem sucedidas e voltadas para a formação de leitores e incentivo aos professores, como o evento “Café, pão e texto” que realiza periodicamente em sua casa, em Saquarema, Rio de Janeiro, para falar de literatura para alunos e professores das escolas da região.

Esta semana, Roseana Murray lançou uma ideia em sua página do Facebook que imediatamente ganhou adeptos, inclusive eu, que achei a sua proposta genuína: a criação de Clubes de Leitura nas escolas públicas como recurso para a formação de leitores. Vale lembrar que nos últimos anos surgiram inúmeros clubes de leitura voltados para as crianças, iniciativas particulares, que têm acertado em cheio com seus planos de adesão e indicação de livros.

O que Roseana Murray propõe é que os professores estudem alternativas para as escolas públicas, que devem criar seus próprios Clubes de Leitura. Em seu primeiro post no Facebook, ela pediu “ajuda aos amigos artistas, aos amigos escritores, aos professores, para uma ideia que tive agora, simples e eficiente: e se as escolas públicas fizessem um Clube de Leitura para todos? Já pensaram em muitas escolas públicas com Clubes de Leitura? Escolas com Clubes de Leitura manterão as Salas de Leitura a todo vapor. E se não tiver sala de Leitura um carrinho de supermercado serve, uma mala, uma geladeira velha… É urgente formar leitores. Quem acha que pode ajudar? Compartilhem, conversem, é um corpo a corpo. Um Clube de Leitura onde se lê e discute um livro é um passaporte para as luas de Saturno. Posso ajudar com ideias. Basta me procurar”.

Em seguida, a poeta gravou um vídeo e também publicou na rede social. Aqui, publicamos na íntegra a sua fala com a esperança que surjam mais adeptos para essa proposta tão acertada, além de novas ideias que podem se somar as de Roseana Murray. Parabéns, poeta, por essa iniciativa e por tantas outras contribuições à literatura.

“Eu lancei no Facebook uma ideia: de fortalecer as escolas públicas com literatura a partir da criação de clubes de leitura. Claro que as regras serão feitas pelos professores que criarão os clubes nas suas escolas.

Mas eu tenho algumas ideias muito simples. Por exemplo: é quase impossível que todos os alunos inscritos no clube leiam o mesmo livro, por que não haverá cópias para todos. Por isso, cada aluno poderia escolher um livro, ter um tempo para ler, talvez, um mês no mínimo ou de dois em dois meses, e aí se faria uma grande festa nesta reunião da discussão. Não será, na verdade, uma discussão, e sim cada aluno vai apresentar o livro que leu, vai ler um trechinho, vai falar um pouco da temática do livro e do que sentiu.

Essa é uma porta aberta para o pensamento, as discussões, concordâncias, discordâncias, convencimentos e assim a gente estará fortalecendo o pensamento dentro da escola pública. E cada pessoa que tenha alguma ideia, alguma ideia ou alguma dúvida, me procure, por que estou super disponível para a gente conversar. Um beijo para todos vocês, professores maravilhosos, que sabem que a formação de um leitor é o maior prêmio que há.”

 

“Pepa & Keca, quem viu rimas por aí?”

Brasileira moradora dos Emirados Árabes estreia na literatura infantil com poemas rimados. O livro de Wiana Aguiar nasceu do que a maternidade lhe trouxe e da convivência com suas duas filhas, no caso, Pepa e Keca.

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Amor de mãe só provoca coisas boas. No caso da autora Wiana Aguiar, produtora de conteúdos web, inspirou versos. Antes mesmo de a primeira filha nascer, ela já escrevia:

“Quem é essa menina / Que brinca dormindo / Que dá cambalhotas / Que escuta baixinho.

Quem é essa menina? / De cabelo ralinho / De pele lisinha / Que vive sorrindo.

Quem é essa menina? / Que alegra sem saber / Que vive a crescer / Que espera nascer”.

Depois que suas duas filhas nasceram, os versos não pararam mais até caberem nesse livro “Pepa & Keca- quem viu rimas por aí?” , que é a sua estreia na literatura. Wiana Aguiar nasceu no Ceará, viveu a infância no Pará e sem ter acesso aos livros lia o que aparecia, Há 11 anos mora em Dubai.

O título do livro nasceu das experiências da mãe com as meninas Pietra e Carla, de 11 e 6 anos, respectivamente. “Aos oito anos já escrevia poemas numa caderneta que se perdeu com o tempo. Depois, com a primeira gravidez, aos 30, voltei a escrever. O primeiro poema do livro, ‘Quem é essa menina’ _ que reproduzimos no início da matéria _ é desse período”, conta  a autora.

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Pepa Pavão / Keka Leão

Brincam, cochicham e se esfregam no chão / Sobem na árvore e soltam balão / Embalam-se na rede e cochilam um montão.

Escrevem com as mãos e desenham um coração / Pintam um avião, um macaco e um alazão / Apagam um dado e desenham um traço.

Pepa e Keka / Cortam e recortam um grande camaleão / Colam e retocam um bravo dragão / Dobram e desdobram uma casa de papelão”.

As crianças gostam muito de ouvir histórias  narradas em versos. Tenho certeza que esse livro vai agradar meninas e também meninos, pois são experiências reais das crianças que a autora destaca. Os versos do livro descrevem o “quarto das duas garotinhas, quarto de flores, amarelo que te quero” / a “gata feiona tinhosa não gosta de rosa” / “a borboleta leta leta vai pro lado e vai em frente zuzuzu zazazá” /o “girasol gira e gira o mundo” / o “banhozinho e banhozão, vamos lavar o pé, vamos tirar o chulé” /o “cabelo enrolado, enroladinho, crespinho, lavo devagarinho”…

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Para não esquecer do Ceará e marcar a cultura do emirado, tem também versos para o camelo e para o caranguejo, além dos versos para os avós, tias, amigos e até anjo da guarda. O fato de morar em Dubai permite o intercâmbio cultural, como os versos do livro dedicados ao camelo, personagem que a autora encontrou ao pedalar no deserto, e os versos da Tia Magaly, uma professora brasileira que trabalha a língua e cultura tupiniquins no emirado.

A mãe autora também estimulou as filhas a desenharem o que liam, fazendo nascer, assim, o sonho da publicação. Os desenhos das meninas também estão reproduzidos no final do livro, que foi ilustrado mesmo pela designer carioca Ana Souza.

No final, o livro ainda convida o leitor a se tornar um padrinho  do projeto “Fraternidades em fronteiras”, que trabalha para alimentar crianças em Moçambique. Metade do valor de cada exemplar de “Pepa & Keca Quem viu rimas por aí” (que custa R$ 39,00) beneficia a cerca 10 mil crianças africanas órfãs que fazem parte desse projeto. “Um livro feito para crianças ajudando outras crianças”, defende a autora.

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“É hora de conhecer Pepa pavão e Keca Leão!
Duas meninas, um deserto, mundo árabe por certo

Elas estão crescendo / a mãe vê o tempo passar,
segura o lápis e papel / compõe rimas a granel

Na casa tem jardim / borboletas a voar
aqui só se pensa em rimas / e histórias a contar

Pepa desenha e Keca quer pintar
as memórias da família que este livro vem mostrar”.

O livro lançado pela AMEI Editorinha pode ser comprado na Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/hnlivros/wiana-aguiar-pepa-e-keca-em-quem-viu-rimas-por-ai-1350031495

Livros infantis premiados

Muitos autores, ilustradores e editores estão comemorando a conquista do 60º Prêmio Jabuti  já com a estatueta nas mãos. Responsável por essa láurea considerada a mais importante para a literatura brasileira, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) apresentou e premiou com R$ 5 mil os finalistas de cada uma das 18 categorias e o vencedor do Livro do ano com R$ 100 mil, no dia 8 de novembro, no Ibirapuera, São Paulo. Quem desejar conferir a lista, que traz os livros em ordem alfabética, clique aqui.

A cerimônia também homenageou o poeta amazonense Thiago de Mello com o prêmio “Personalidade Literária” em reconhecimento ao conjunto de sua obra – referência da literatura regional do Brasil, conhecida internacionalmente e traduzida para mais de 30 idiomas.

Como tratamos de literatura infantil, o blog vai destacar os vencedores de duas categorias: Ilustração e Literatura Infantil / Juvenil.

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Ilustração – 1º Lugar – Título: “Os trabalhos da mão” | Ilustrador: Nelson Cruz – Editora Positivo

O ilustrador mineiro Nelson Cruz (foto acima) recebeu o seu terceiro prêmio Jabuti com o livro “Os trabalhos da mão”. A obra, já reconhecida com o Selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e o Prêmio FNLIJ Malba Tahan como Melhor Livro Informativo, foi escolhida entre dez finalistas e premiada com o 1º lugar na categoria Ilustração do Jabuti 2018 nesta quinta-feira, 8, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. O livro foi lançado em abril de 2018 e é recomendado para crianças a partir de 9 anos.

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Com texto de Alfredo Bosi, “Os trabalhos da mão” traz diferentes pontos de vista de tudo o que o ser humano faz com as mãos. Com um vocabulário abrangente, o livro traça o desenvolver dos trabalhos manuais em um texto que transita entre o poema e a prosa. Os desenhos de Nelson Cruz conversam com os versos de Bosi por meio de obras reconhecidas da arte mundial, porém, com um novo olhar do ilustrador. Quadros como “Criação do sol e da lua” e “A criação de Adão”, de Buonarroti, e “Estudos sobre física”, de Da Vinci, foram redesenhados por Cruz, que conta ter procurado relacionar obras marcantes em sua história com trecho do texto.

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“Deixei meu olhar passear por várias obras e pintores que sempre admirei. Nesse sentido, fiz um mergulho no tempo, rememorando minha trajetória de artista”. Sobre o livro, o ilustrador expõe que foi conquistado pelo texto de Bosi: “ele fala de humanidade pelo detalhe das mãos e do que elas produzem para o crescimento do indivíduo. Uma visão de mundo que só grandes mestres alcançam”, afirma o ilustrador.

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Nascido em Belo Horizonte, atualmente mora e trabalha em Santa Luzia, cidade que fica a 30 quilômetros da capital mineira. Desde 1987 faz ilustrações para o mercado editorial. Em 1998, o seu livro de imagem Leonardo conquistou os prêmios FNLIJ, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e Octogones, do Centre International d’Études en Littérature de Jeunesse (CIELJ), da França. Em 2001, recebeu os prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e FNLIJ por Chica e João. Em 2010, Alice no telhado conquistou o Prêmio Glória Pondé, da Biblioteca Nacional. Em 2013, A máquina do poeta levou o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, além do 3º lugar do Prêmio Jabuti. Em 2015, a Academia Brasileira de Letras concedeu ao seu O livro do acaso o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil. E, em 2016, Haicais visuais recebeu o Troféu Monteiro Lobato, da revista Crescer, e o Prêmio FNLIJ. Como ilustrador, recebeu o Prêmio FNLIJ em 1998, 1999, 2003, 2013 e 2016. Foi indicado para o prêmio Hans Christian Andersen em 2002 e para a Lista de Honra do International Board on Books for Young People (IBBY) em 2004 e 2012.

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Infantil e Juvenil – 1º Lugar – Título: “O Brasil dos dinossauros” | Autores: Luiz Eduardo Anelli e Rodolfo Nogueira | Editora Marte Cultura e Educação

Livro “O Brasil dos Dinossauros”, da Editora Marte, traz um mapeamento de espécies que viveram no Brasil e como eram seus ambientes. O livro apresenta as primeiras linhagens ancestrais de dinossauros do Brasil- as grandes estrelas da nossa pré-história – até sua extinção há 66 milhões de anos. Ricamente ilustrado, conta em detalhes a jornada desses animais, bem como a evolução das paisagens pré-históricas brasileiras.

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As detalhadas reproduções das espécies em seu ambiente de vida são criação de um estudioso brasileiro no assunto, o professor e paleontólogo Luiz Eduardo Anelli e de Rodolfo Nogueira (foto acima), um paleoartista nacional, um ‘fotógrafo’ que usa a lente da ciência para gerar, através da técnica do desenho digital, imagens há muito escondidas no interior das rochas.

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De leitura fácil e instigante, com certeza, reunirá diferentes gerações para conhecer as histórias que os dinossauros brasileiros têm para contar sobre o nosso passado profundo.

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O livro traz em suas 132 paginas ilustrações as 25 das 40 espécies nomeadas no Brasil até o momento e muitas outras de seus entornos. Os dinossauros atuam como cicerones da pré-história, pois através deles o leitor é introduzido ao vasto universo da pré-história brasileira.

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Vamos ouvir mais histórias

A apresentação do projeto “Era uma vez” deste fim de semana, que divulgamos abaixo, foi cancelado pelo Minas Shopping e só retorna em 2019. Espaços do shopping estão todos destinados à programação de Natal.

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Quem conhece a história de “Bulunga, o rei azul” e “Qual o sabor da lua?” Se não conhece ou se conhece e quer ouvir de novo, a oportunidade chegou: neste domingo, 11/11, no Minas Shopping, Belo Horizonte, duas contadoras de histórias, Tatiane Moreira e Roberta Colen, vão interpretá-las no projeto “Era Uma Vez”. Através dessas histórias, será tratado o tema da inclusão. Esse projeto do Instituto Gil Nogueira incentiva a leitura e utiliza a narração de histórias para uma vivência lúdica e interativa do livro com as crianças.

 

Quem está procurando um programa interessante para se divertir com as crianças neste fim de semana pode encontrar no Minas Shopping uma excelente opção. No domingo, dia 11 de novembro, as contadoras de histórias Tatiane Moreira e Roberta Colen se preparam para entreter toda a família com duas divertidas histórias, que envolvem literatura, música, teatro e muita diversão.

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“Bulunga, o rei azul” será a história contada por Tatiane Moreira, narradora de histórias com mais de cinco anos de experiência. O rei Bulunga era um gato que usava óculos de lentes azuis e só gostava dessa cor. A aventura começa, quando ele passa a gostar de uma gata  de cor diferente. Ele, então, aprende que a cor é o que menos importa.

Roberta Colen, contadora de história que atua conscientizando sobre o autismo, vai apresentar “Qual o sabor da lua?”, uma história que promete desafiar a criatividade da criançada. Na narrativa, os animais da floresta estavam curiosos para descobrir o sabor da lua. Será doce ou salgada? _ questionam eles. Juntos, os bichanos tentam alcançar a lua e descobrir a resposta.

11016829De maneira lúdica, os livros dão vida às letras e, por isso, o Instituto Gil Nogueira e o Minas Shopping firmaram uma parceria com o objetivo de incentivar a leitura entre crianças e adultos. As atividades foram criadas para estimular a memória dos pequenos, assim como a coordenação motora e criatividade. Na oficina, as crianças são estimuladas a interagir com as contadoras, sob os olhares atentos dos pais e responsáveis.

A contação de histórias ocorre todos os domingos, a partir das 14h, no Piso 1, em frente a loja Leitura. Toda a programação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Minas Shopping – Avenida Cristiano Machado, 4000 – União – Belo Horizonte Telefone: (31) 3429-3500

“Especial Circo”

No Museu dos Brinquedos, em Belo Horizonte, novembro será um mês de atividades relacionadas com o circo: experimentações, oficinas e shows circenses, camarim de palhaço e muitas brincadeiras temáticas.

Palhágico Chaveirinho faz espetáculo de palhaçadas, mágicas, malabares, dança e música - Foto: Mariana Ferreira

Palhágico Chaveirinho faz espetáculo de palhaçadas, mágicas, malabares, dança e música – Foto: Mariana Ferreira

O Museu dos Brinquedos preparou uma programação temática no mês de novembro, inspirada na magia do circo, para receber os visitantes com uma intensa e divertida programação. O ambiente também vai se transformar em um grande picadeiro com mágicos, palhaços, malabaristas e um pátio com lonas e aparatos circenses.

Em todos os sábados e feriados de novembro, das 10h às 16h, o público poderá vivenciar experimentações circenses com variados brinquedos interativos inspirados em técnicas do circo, como malabares, corda bamba, bambolê, perna de pau, acrobacias e jogos coletivos. O Camarim de Palhaço é outra atração que vai transformar a criançada em verdadeiros artistas com direito a maquiagem temática, confecção de perucas e roupas e brincadeiras de palhaço.

Às 11h30 e 15h, as oficinas de construção de brinquedos circenses vão ensinar adultos e crianças a fazerem seus próprios brinquedos. Às 17h, um espetáculo com o palhaço e mágico Chaveirinho invade o picadeiro do Museu para encerrar a programação, fazendo a plateia se divertir com palhaçadas, mágicas, malabares, dança e música.

Além de toda a programação temática, o Museu ainda conta com a exposição de longa duração “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”, aberta à visitação diariamente e a brinquedoteca. Localizado na Av. Afonso Pena, 2564, Funcionários, o Museu funciona de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e feriados, das 10h às 17h.  O ingresso custa R$ 24 (inteira) R$ 12 (meia) para permanência no local durante todo o horário de funcionamento. Mais informações pelo site www.museudosbrinquedos.org.br ou telefone (31) 3261-3992.

A Brinquedoteca também pode ser visitada por quem participar das atividades circenses - Foto: Amanda Seixas

A Brinquedoteca pode ser visitada por quem participar das atividades circenses – Foto: Amanda Seixas

5 livros, 5 temas essenciais

A consagrada escritora Telma Guimarães lança uma coleção de cinco livros infantis pela Editora do Brasil. A coleção “De todo mundo” contém “A bela jogada”, “Como é que se diz”, “O som de cada um”, “Todo mundo junto” e “A grande ideia”. De brinde, cada livro traz, no final, uma História em Quadrinhos (HQ) que complementa de forma divertida o tema abordado. Telma Guimarães comenta para o Blog Conta uma História sobre a origem da coleção e os temas abordados com humor e leveza e assim mostra como são importantes para o desenvolvimento humano.

A autora Telma Guimarães fala sobre os lançamentos: "Esperamos que os leitores gostem muito das histórias. E que possamos, todos juntos, ajudar a tornar o nosso mundo melhor!”

A autora Telma Guimarães fala sobre os lançamentos: “Esperamos que os leitores gostem muito das histórias. E que possamos, todos juntos, ajudar a tornar o nosso mundo melhor!”

“A ideia desta coleção começou com uma história sobre a nossa diversidade de falares. Foi o primeiro título, “Como é que se diz?”, que deu o “start” para os seguintes. Ele passou por mudanças, ajustes, enfim, até que ficou no ponto certo”, relata Telma Guimarães, a autora dos cinco livros da coleção “De todo mundo”.
“ O segundo título _ lembra Telma _  foi sobre sertanejo e rap. “Vejo algumas crianças mais abertas a tipos variados de músicas do que os adultos. Mas também, crianças têm lá suas preferências. Foi então que comecei a história: rap ou sertanejo? Como colocar isso num texto? Pronto, num show de talentos promovido pela escola. Daí para continuar o texto não foi tanto sofrimento. Aliás, um pouco sofrido para escrever o rap, outro tanto para o sertanejo. Mas eu curti pra caramba! Esse ficou intitulado “O som de cada um”.
“A história do gordinho que quer jogar futebol tem um pouco da minha própria história”, acrescenta Telma Guimarães. “Nunca fui muito de praticar esportes, preferia ficar sentada, escrevendo. Portanto, já tinha um bom começo. O restante, nada que algumas tardes matutando não resolvesse! Escrever e criar é assim, a gente pensa, repensa, escreve e reescreve, até que fique do jeito que a gente gosta. E da maneira que o leitor possa gostar também. O título ficou sendo “Bela jogada”.
Segundo a escritora, o livro “A grande ideia” surgiu ao lembrar que nas salas de aula, “sempre tem alguém que não quer dar lugar para o amigo. E daí vem os por quês dos menores ou dos mais tímidos. Isso, quando eles conseguem reclamar! Chegar ao final não foi difícil. Na verdade, é mais difícil começar e achar o tom certo!”
“Todo mundo junto” começou a partir da” leitura de uma publicação no jornal, tanto do Gil Sales, meu editor, como uma leitura que fiz. E do mesmo jornal! Era uma matéria sobre imigração. Ele mandou a matéria pra mim e seguimos conversamos um pouco sobre isso. Depois de algumas pesquisas,  arregacei as mangas e comecei o texto, falando  de crianças que vem de outros países para morar no nosso Brasil… E também de crianças que vem de outros estados. Migrantes, portanto. Uma professora para fazer os ajustes e apartes durante a aula, ora ajudando, ora questionando, e a história começou a fluir. Foi a mais demorada, até porque é indicada para leitores a partir do 5° ano”, comenta Telma Guimarães .
Ela explica ainda que os ilustradores foram escolhidos de forma bastante criteriosa por parte do editor e do editor de arte da Editora do Brasil. Traços variados, ilustrações modernas, com um lindo relevo na capa.
“Esperamos que os leitores gostem muito das histórias. E que possamos, todos juntos, ajudar a tornar o nosso mundo melhor!”

Conheça cada um dos livros

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“Como é que se diz?”

Criança parece que tem um radar para novidades, como mostra o livro “Como é que se diz?” de Telma Guimarães, com ilustração de Luciano Tasso, um lançamento da Editora do Brasil. Assim o radarzinho de Leo logo acendeu o alerta, quando um caminhão de mudança parou na frente da casa ao lado da sua. Novos vizinhos estavam chegando: um casal e duas crianças, cujas idades regulavam com a dele e de sua irmã, Helena. Leo ficou intrigado principalmente pelo jeito de falar da família, que usava umas palavras esquisitas, que ele nunca tinha ouvido, como piá e cusco.

Leo chamou a irmã e foram espiar o movimento mais de perto. Descobriram que o casal Ângelo e Aline e seus filhos, Paulinho e Mariana, vinham de outra região do país, por isso falavam daquele jeito diferente. Longe de estranharem, Leo e Helena viram na chegada dos vizinhos um mundo de possibilidades de brincadeiras, amizades, ricas trocas culturais e de experiências.

Com esse encontro de culturas, Telma aproveita para mostrar ao pequeno leitor que o jeito de falar varia de acordo com o lugar onde moramos. Que o Brasil é rico nessa diversidade de linguagem e que pode ser muito divertido aprender com essas diferenças. Foi o que perceberam Leo, Helena, Paulinho e Mariana ao descobrirem que mexerica também pode ser chamada de bergamota; que carrinho de rolimã é conhecido como carrinho de lomba e semáforo pode ser sinaleiro.

Acostumada a viajar pelo Brasil inteiro divulgando seus livros e falando sobre leitura, Telma sempre escuta palavras e expressões diferentes e típicas dos lugares por onde passa. Daí nasceu a ideia de fazer esse livro. “Pensava em tudo o que ouvi nessas andanças e como nossa língua é rica. E nada como um vizinho novo, vindo de outra região, para trazer, junto com o caminhão de mudança, algumas diferenças também no modo de falar”, conta a escritora.

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“O som de cada um”

Em muitas escolas é comum organizar todo ano um show de talentos, em que os alunos podem mostrar seus dons. Vale cantar, dançar, fazer malabarismos, mágica, contar piada, tocar um instrumento… Para organizar o evento na sua classe, a professora Cleusa começou a anotar as habilidades de cada estudante e percebeu que um deles não estava muito empolgado. Era Donaldo, que disse não saber fazer nada. A professora insistiu, queria saber se ele gostava de alguma coisa. Ele confessou que era fã de música sertaneja e foi alvo de gozações de colegas, que achavam esse gênero musical muito chato. Luciano logo anunciou que ia cantar um rap, um ritmo muito mais popular entre estudantes da turma, que aplaudiram prontamente a decisão do amigo.

Diante desse episódio de puro preconceito, a professora tomou uma decisão: trocar as atividades que cada aluno tinha se proposto a fazer. O que ia fazer mágica, contaria piada. O que ia cantar música sertaneja faria um rap. E o cantor de rap comporia uma música sertaneja… E Cleusa explicou: “Mudanças sempre fazem bem! Cada um de vocês tem habilidades diferentes e precisamos exercitá-las de várias maneiras. Tenho certeza de que o resultado vai ser bom e todos nós vamos curtir!”

Esse é o enredo de “O som de cada um”, de Telma Guimarães, com ilustrações de Carla Irusta, lançamento da Editora do Brasil. Essa narrativa estimulante desafia os limites, os rótulos e as dificuldades pessoas. A  ideia da escritora foi levar os leitores a refletirem sobre como apreciar ou, ao menos, respeitar algo diferente do que gostam. E a professora tem um papel fundamental como mediadora dessa reflexão. “Fiquei surpresa com os alunos desta história. Despiram-se de preconceitos e foram criativos. A professora, então, nem imaginava que seu próprio estilo musical também mudaria!”, afirma Telma.

Indicado para crianças entre 8 e 9 anos, o livro faz parte da coleção “De todo mundo”, que foi criada para tratar com leveza e humor temas importantes para o desenvolvimento humano.

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“Bela jogada”

Telma Guimarães parte de uma situação bastante comum entre as crianças para falar sobre preconceito, aceitação, respeito, trabalho em equipe e união no livro “Bela jogada, com ilustrações de Fabiana Salomão, lançamento da Editora do Brasil.

No campinho de futebol do clube, meninos e meninas começam a escolher os colegas para escalar os times. Nesses momentos, Cândido, que é meio gordinho, sempre acaba ficando de escanteio. Ninguém o escolhe. “Mas eu sou bom pra caramba no jogo!”, ele tenta argumentar. Mesmo assim, a turma não dá bola e, invariavelmente, Cândido fica no banco vendo os colegas disputarem a partida.

Certa vez, ele aproveitou o tempo para desenhar jogadas. O time de Ricardo estava perdendo feio, quando ele foi substituído. Viu os desenhos do Cândido, achou que o menino entendia mesmo de futebol e mostrou para os amigos. Então, eles resolveram chamar o garoto para o gol. E não é que, além de fazer grandes defesas, Cândido ainda comandou o time na reação, dando orientações de jogadas e mudanças de posição?

“Quem é bom observador, muitas vezes, consegue ver os erros nas jogadas, dar bons palpites. Acho que por isso comecei esse texto. Queria falar dos que nunca são chamados… sobre como também são importantes e como podem virar um jogo… às vezes, usando somente nosso lápis e papel!”, explica Telma.

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“A grande ideia”

“Às vezes a gente coloca uma ideia na cabeça e não atira de lá por nada no mundo. Mas por quê? Raquel é a menina mais alta da classe. Decidida e orgulhosa, ela acha que pode escolher qualquer carteira que quiser apenas porque é a mais alta, mas só até Luíza chegar e começar a questionar algumas dessas certezas. Como as garotas vão resolver esse impasse?”, indaga a autora.
De maneira graciosa, este livro questiona o tal do “porque sim”, que frequentemente não responde à pergunta nem justifica nada. Esta provocante história aborda temas como a teimosia e o desenvolvimento do pensamento crítico. A condução da narrativa é certeira e o final de “A grande ideia” vai supreender a todos”, acrescenta Telma Guimarães sobre mais este lançamento da Editora do Brasil ilustrado por Bruna Assis Brasil.

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“Todo mundo junto”

Imigração, uma importante questão do mundo contemporâneo, e o respeito às diferenças são temas abordados com muita sensibilidade no livro “Todo mundo junto”, de Telma Guimarães, com ilustração de Evandro Marenda, um lançamento da Editora do Brasil.

Na obra, Mirtes é professora de Geografia e se vê diante de um desafio: mediar a integração dos quatro alunos estrangeiros à turma do 5º ano. Vindos da Síria, da Bolívia, do Peru e de Angola, eles despertavam o riso dos colegas por causa do jeito de se vestirem, dos nomes e sotaques. A professora sentiu logo que esse comportamento fazia as crianças estrangeiras se sentirem mal. Então, tratou de criar um projeto para virar esse jogo, transformando a curiosidade das crianças em rico aprendizado e respeito pelas diferenças.

A autora teve a ideia de escrever este livro ao ler no jornal uma reportagem sobre crianças imigrantes. “Depois de ler mais sobre famílias que buscam melhores condições de vida aqui, neste enorme país, iniciei a história. O que parece começar com pequenos conflitos torna-se uma experiência muito enriquecedora, tanto para Mirtes, a professora, como para todos os seus alunos”, ela explica.

“Um novo abraço”

Dois bonequinhos são abandonados e, para não serem jogados no lixo, decidem voltar para a loja de brinquedos a qual pertenceram. Um regresso praticamente impossível, cheio de desafios e surpresas do mundo da fantasia. O tema do novo livro de Henrique Vale, “Um  novo abraço”, porém, faz mais e também ajuda o leitor a pensar em muitos valores humanos e sociais, que são os desafios do mundo da realidade.

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A Editora é a pernambucana Cepe. A ilustradora é Luísa Vasconcelos, também de Recife. O autor é Henrique Vale, que mora em Belo Horizonte, e nos apresenta mais um de seus livros infantis, desta vez, com a história dos bonecos Dadinho e Trancinha “feitos de pano, grandes e desengonçados, com enchimento de bolinhas de isopor”. Ele era parecido com um guarda da rainha da Inglaterra, daí ser chamado de Soldadinho ou Dadinho. O nome dela era por causa de suas tranças azuis feitas de barbante. Trancinha vestia um casaquinho vermelho com um coração bordado no lado esquerdo, usava cinto e sapatos brancos.

Há muitos anos, eles viviam na casa de Clara, ora nos braços da menina; ora pendurados na parede da sala da casa. “Durante o dia, eles ficavam sem se mexer, voltados para a televisão. Mas, quando todos dormiam, era diferente. Pulavam no chão e dançavam até cansar. Como não conseguiam retornar para o prego que os suspendia na parede, ficavam sentados, como se estivessem caído e esperavam alguém colocá-los no lugar na manhã seguinte”. Os bonecos também tinham um companheiro nada agradável: o gato branco da vizinha, Chucão.

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A rotina era mais ou menos essa até o dia que a família de Clara se mudou e não pôde levar os dois para a nova casa, por isso deveriam ficar até o momento de serem descartados. “O novo apartamento é pequeno pra tanta tranqueira, disse a mãe, enrugando o nariz”. Dadinho ouviu a conversa e contou para a companheira:

_ “Trancinha! Trancinha! Acorda!

_ Hã? O que foi? Já anoiteceu? Eu adora dan… Ooooohhh… a boneca bocejava e esticava os braços.

_ Não chamei você para dançar. Estamos numa enrascada.

Trancinha puxou as tranças e perguntou nervosa:

_ Será que eu ouvi bem? Você disse que a gente está numa enrascada?

_ Ouviu bem sim. Dá uma olhada na sala.

A boneca virou a cabeça para um lado, depois para o outro.

_ Por que está tudo tão vazio? Cadê a televisão? A gente não vai mais ver os Muppets?

_ Não advinhou ainda? _ Dadinho estalou um tapa na parede.

_ A Clara mudou de casa e fomos abandonados.

_ Abandonados? Não!…

_ Vamos ser jogados no lixo…”

Daí em diante, os bonecos enfrentam só medo,  insegurança e principalmente o desafio de encontrarem um novo lar. Eles se lembraram da moradia na vitrine da loja, onde foram comprados: lá, quando “as crianças passavam, sempre paravam, mexiam e queriam levar a gente para casa”. Com essa lembrança animadora, os dois decidiram que o melhor mesmo era voltar para essa vitirine. Mas como?

Dois bonecos já velhos, sozinhos, sem recursos. Como eles conseguiriam sair daquela casa? E como chegariam até à loja e à saudosa vitrine? Prefiro deixar para o leitor encontrar as respostas com o livro nas mãos e curtindo cada aventura descrita pelo autor e tão bem desenhada pela ilustradora. Só posso garantir que eles conseguiram. Ufa!

Enquanto lia esse trecho do livro, eu me lembrei de muitos seres humanos, avôs e avós idosos, que também são abandonados em seus próprios lares, ou pior, também precisam encontrar uma nova casa para morar e só assim encontrarem os cuidados que precisam para continuarem suas jornadas. Se para um boneco já é muito triste ser abandonado, imagine para um humano que deu vida e tanto amor à família! Como deve ser o sentimento de abandono?

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Voltando à história, ao chegar à loja, os bonecos perceberam que “lá, tudo estava bem diferente do que se lembravam. Havia brinquedos demais! E a maioria era eletrônico, como robôs de diferentes tamanhos e formatos, carrinhos de controle remoto e bonecas falantes”.

_“Oi, pessoal. Quem sabe… talvez… teria um espaço na vitrine para a gente?

Os brinquedos os encararam.

_ Absolutamente, de jeito nenhum! Não tem lugar algum para vocês _ respondeu um robô, acendendo pequenas luzes no peito. Procurem outra vitrine.”

Era outra era de brinquedos. Rejeitados mais uma vez, os bonecos saíram em busca de outra vitrine. Esse é um novo desafio que precisavam enfrentar e que também prefiro deixar para o leitor conhecer com o livro nas mãos. Mas como histórias do bem são justas, o autor não deixou os bonecos abandonados e, em outra aventura, os conduziu para a companhia de um novo amigo. Clara ficou no passado. E quem chegou na história? O menino Gustavo que ao ver Dadinho e Trancinha mal acreditou que tinha ganhado um presente tão precioso para ele. Que bom!

O livro “Um novo abraço” tem 36 páginas, custa R$ 25,00 e pode ser adquirido na loja virtual da Cepe Editora, que você acessa no link https://www.cepe.com.br/lojacepe/um-novo-abraco

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Dia Nacional do Livro: 208 anos de histórias

29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. A escritora infantojuvenil Camila Piva comenta sobre a importância do incentivo à leitura na data comemorativa à literatura nacional

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O Dia Nacional do Livro é uma homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do livro criada em 1810 pela Coroa Portuguesa. Na vinda de D. João VI para o Brasil, milhares de peças da Real Biblioteca Portuguesa foram incluídas no acervo do país, formando o princípio da Biblioteca Nacional do Brasil. Ainda, em 1808, as terras brasileiras já editavam suas próprias obras graças à Imprensa Régia fundada pelo monarca, com o primeiro título editado no país sendo a poética “Marília de Dirceu”, do escritor Tomaz Antônio Gonzaga.

Uma memória tão recente e, ao mesmo tempo importante, para a cultura nacional, a data é um marco para o mercado literário do país. É o início de grandes mudanças na arte brasileira, com nomes como Álvares de Azevedo, José de Alencar, Castro Alves e muitos outros surgindo e criando as obras-primas da literatura brasileira. Desde então, as publicações brasileiras entram em crescimento, mas só viram o cenário mudar em 1925, com a fundação da Companhia Editora Nacional, por Monteiro Lobato. No século XXI, as publicações brasileiras chegam a mais de meio milhão por ano, segundo o Censo do Livro de 2010.

São 208 anos de história, cultura e arte em terras brasileiras, que culminam no incentivo à leitura e educação dos mais jovens. Camila Piva, autora das obras “Viva este livro” e “Quero ser uma Youtuber” (esta última escrita em conjunto com a estrela mirim Julia Silva) revela a importância das letras na vida das crianças e adolescentes, sempre contextualizando, se adaptando e evoluindo para integrar as mais diversas preferências da juventude no país.

“Precisamos incentivar a leitura, transformando o momento do leitor em um hábito. Através da literatura crianças, jovens e adultos, compreendem melhor seus sentimentos, desenvolvem empatia e senso crítico. Ler mais é uma das chaves para alcançarmos uma sociedade mais fraterna, justa e capaz de refletir sobre as diversas perspectivas humanas.”, revela a escritora Camila Piva.

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Vale comentar sobre os dois livros da autora. “Quero ser uma youtuber” (Editora Ciranda Cultural 160 páginas, R$ 14,90) traz a história de uma garota. Um diário. Um sonho. Ludmila, mais conhecida como Mila, é fã da Julia Silva e sonha em ser uma youtuber famosa. Mas ela vai descobrir que isso não é tão fácil quanto ela imagina. Com a ajuda da família e dos amigos, Mila vai em busca de seu sonho. Mas, entre brinquedos, novelas, desafios e gnomos, as coisas nem sempre saem conforme o esperado. Será que ela vai conseguir realizar seu sonho de ficar famosa?

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Em “Viva este livro” (Editora Ciranda Cultural, 128 páginas, R$ 29,90), Camila Piva escreve  mais do que momentos de criatividade e propõe uma grande aventura: uma viagem rumo ao eu do leitor. Ao realizar as ações, será possível conhecer mais sobre si, compartilhar emoções e sentimentos, encontrar a felicidade em pequenas coisas. Além de garantirem momentos lúdicos, as ações propostas aguçam a experimentação libertária do leitor.

Camila Piva (foto abaixo) nasceu em São Paulo. Atua como autora, designer, empresária e cursa psicanálise. Atualmente mora em Santana de Parnaíba com seu marido e sua gata (Craco). Ama livros e admira pessoas que acreditam no inacreditável. Tem como missão viver a vida de uma maneira leve e criativa, manifestando suas ideias e ideais com delicadeza pelo mundo. Acredita que todos nós somos únicos e especiais. Não existe no mundo sequer uma única pessoa igual à outra. Para ela, a vida é como um sonho, talvez, um grande game simulador em que a gente aprende jogando. O objetivo é aprendizado e compartilhamento. O equilíbrio entre o dar e o receber.

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