“Úrsula e o urso polar”

No seu terceiro livro infantil, o escritor paulista radicado em Belo Horizonte, Henrique Vale, faz de uma cena corriqueira (uma menina e um picolé encontrado no parque público), a inspiração para esta obra ilustrada pela recifense Hallina Beltrão e lançada pela editora Cepe também de Recife.

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Para quem conhece os outros dois livros de Henrique Vale (“Capitão Barbante” e “Vamos apostar corrida?”), como é o meu caso, sabe que o escritor gosta de criar aventuras e com muita habilidade conduzir seus personagens para vivê-las intensamente até a conclusão da história.

Não é diferente com “Úrsula e o urso polar”, que ele lança através da Cepe, editora de Pernambuco. De uma simples embalagem de picolé, na cor azul, esquecida perto da casa da menina Úrsula, após o capotamento de um suposto carrinho de sorvetes, é o convite para um mergulho em um universo intrigante construído pelo autor.

Para quem acha que o picolé vai tomar conta desta aventura, aviso: está enganado.

 “A embalagem azul cheia de palavras miúdas tinha forma de um picolé, era gelada como um picolé e um palito de madeira saía da base como em um picolé. Mas seu interior reservava surpresas que iam além de um simples picolé.”

Filha de um biólogo que trabalhava numa expedição no polo norte catalogando espécies, pareceria até natural que a pequena Úrsula também tivesse muito amor pelos animais e quisesse conviver com eles se não fosse pelo jeito que o escritor encontrou de colocá-los na vida da menina.

O picolé, de verdade, o que era então?

“Úrsula almoçava na mesa da cozinha enquanto a mãe estendia a roupa no varal. De repente, o motor da geladeira adormeceu e deu para ouvir um barulho como de plástico bolha sendo estourado dentro da geladeira. Ela afastou o prato e colou o ouvido na porta da geladeira: “Minha sobremesa está me chamando”, o pensamento veio inesperado e a surpreendeu… Um grunhido tirou Úrsula de seus pensamentos”.

A menina abre o freezer e “à sua frente, um improvável urso polar de apenas sete centímetros puxava uma das sardinhas congeladas que sua mãe comprara… Atrás dele, o papel rasgado que embrulhava o (suposto) picolé… “Como você foi parar aí, ursinho”? _ sussurrou.

Começa a aventura. O urso batizado de Fofinho vai viver no quarto da menina, refugiado da mãe dela, juntamente com outras espécies: Cascuda, a tartaruga; Dentuço, o coelho; Peluda, a tarântula; Miau, o gato, e até a chinchila do amigo João.

O ursinho, no entanto, disparou a crescer e, ao atingir 52 centímetros, exigiu de Úrsula uma séria providência? O que acontecerá, agora, com o urso polar? Será que aparecerá outro animal no quarto da menina?

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O livro tem 34 páginas de pura aventura de Úrsula e desse picolé de urso.

A artista Hallina Beltrão comenta sobre o processo de criação das ilustrações do livro. No caso de livros infantis, como as ilustrações não terminam nas capas e perpassam todo o livro, a dedicação é quase intermitente. “Eu normalmente, antes de começar o processo de criação, leio o livro umas três ou quatro vezes e também durante, mas eu preciso mergulhar ainda mais quando são feitas para as crianças”, afirma a ilustradora.

Voltado ao público infantojuvenil, com idade entre 10 e 12 anos, “Úrsula e o urso polar”  é o segundo livro com ilustrações de Hallina Beltrão para a editora Cepe. O livro custa R$ 20,00 e pode ser comprado no site da editora https://www.cepe.com.br/lojacepe/index.php/livros/ursulaeoursopolar.html

Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais

No período de 15 a 20 de agosto, a Câmara Mineira do Livro vai realizar o 3° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, que terá a curadoria do escritor e jornalista Leo Cunha. O Salão vai acontecer no Parque Municipal “Américo René Giannetti”. A venda de estandes já começou.

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Depois de um hiato de quatro anos, o maior evento literário dedicado ao segmento infantil e juvenil volta a acontecer em Belo Horizonte, do dia 15 ao dia 20 de agosto, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti.

Segundo informações da Câmara Mineira do Livro, o evento conta com o apoio das Secretarias de Estado da Cultura e da Educação e da Prefeitura de Belo Horizonte, que vão garantir a importante visitação escolar e a distribuição de vales-livros para os alunos e professores.

A programação foi elaborada pelo autor Léo Cunha e consta de lançamentos, palestras, mesas-redondas, palco de histórias e outras atrações com convidados locais e do restante do Brasil.

Informações para a compra de estandes: (31) 3241-2177 de 9:00 às 18:00 horas ou pelo e-mail comunicacao@camaramineiradolivro.com.br.

Festival Literário Pop

Você já se perguntou por que não existe um festival literário voltado especialmente para os leitores jovens? O pessoal da Editora Seguinte (selo da Companhia das Letras dedicado à literatura para jovens) estava sentindo falta e aí resolveu criar um evento do gênero, que vai acontecer em São Paulo nos dias 8 e 9 de julho.

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O Flipop (Festival Literário Pop) será um final de semana inteiro dedicado à literatura YA e seus leitores. A Seguinte informa que Alwyn Hamilton (trilogia A Rebelde do Deserto) e Benjamin Alire Saénz (“Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo”, “A lógica inexplicável da minha vida”) estarão no Flipop.

A editora também confirma com a presença de vários autores nacionais, entre eles: Babi Dewet, Bárbara Morais, Chris Salles, Eduardo Cilto, Eric Novello, Frini Georgakopoulos, Iris Figueiredo, Jim Anotsu, Larissa Siriani, Luiza Trigo, Mayra Sigwalt (Turista Literário), Pâm Gonçalves, Socorro Acioli e Vitor Martins.

Já pensou passar dois dias inteiros na presença de todas essas pessoas lindas, além de conseguir fotos e autógrafos? Mas segura a emoção, porque tem mais: no sábado à noite teremos um baile de A Seleção! Traga sua coroa e venha dançar. A Seguinte garante o espetáculo.

Os ingressos, que dão direito a participar dos dois dias do evento e das sessões de autógrafos, já estão disponíveis no link https://pixelticket.com.br/eventos/1478/1a-flipop-festival-de-literatura-pop
O custo é de 50 reais, seja meia-entrada de estudante ou meia-entrada social (basta levar um livro para doação no dia do evento).

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A programação

Sábado – 8 de julho
10h – Abertura (Equipe Seguinte)
10h45 – Mesa 1: O poder da internet (Chris Salles, Eduardo Cilto e Pâm Gonçalves)
12h15 – Mesa 2: Clichês: os que amamos e os que precisam parar (Iris Figueiredo e Vitor Martins)
13h45 – Mesa 3: Construindo um mundo real: diversidade na ficção (Bárbara Morais, Eric Novello e Jim Anotsu)
15h15 – Mesa 4: A Rebelde do Deserto (Alwyn Hamilton)
16h45 às 18h45 – Sessão de autógrafos, atividades e sorteios
18h às 21h30 – Baile de A Seleção

Domingo, 9 de julho
10h – Mesa 5: Dicas de escrita (Socorro Acioli e Equipe Seguinte)
11h30 – Mesa 6: A lógica inexplicável e os segredos do universo (Benjamin Alire Saénz)
13h às 15h – Sessão de autógrafos, atividades e sorteios
15h15 – Mesa 7: Das páginas para a tela: adaptação e transmídia (Larissa Siriani e Luiza Trigo)
16h45 – Mesa 8: Profissão fã (Babi Dewet, Frini Georgakopoulos e Mayra Sigwalt)
18h15 – Encerramento (Equipe Seguinte)

1° Flipop – Festival de Literatura Pop

8 e 9 de julho (Bate-papos e autógrafos acontecerão nos dois dias, entre 10h e 18h30. O baile de A Seleção será no sábado, às 18h.)

Local: Expo Center Norte – Auditório do Pavilhão Amarelo (Rua Galátea, 990). Haverá vans fazendo transfer a partir do Metrô Portuguesa-Tietê.

Ingressos: R$50 (meia-entrada para estudante ou meia-entrada social, mediante doação de um livro em bom estado) https://pixelticket.com.br/eventos/1478/1a-flipop-festival-de-literatura-pop

20 anos de Harry Potter

Veja, aqui, como a série Harry Potter mudou a literatura. Sete livros, oito filmes, uma peça de teatro, 450 milhões de livros vendidos ao redor do mundo. Hoje, o blog abre espaço para homenagear a saga através da matéria de Aline Pereira para o Canal Tech, que nos oferece dados relevantes a respeito da obra. E mais: Harry Potter ganhará edição com rascunhos e manuscritos inéditos em outubro deste ano.

1496184522628Dia 26 de junho de 1997, a autora J.K. Rowling, através da editora britânica Bloomsbury, apresentava ao mundo Harry Potter e a Pedra Filosofal. Na época, o que ninguém sabia era que esse seria apenas o início de um fenômeno mundial. Hoje, 20 anos, sete livros, oito filmes e uma peça de teatro depois, Harry Potter já vendeu mais de 450 milhões de exemplares em todo o mundo, foi traduzido para 79 idiomas e continua sendo um enorme sucesso entre crianças, adolescentes e adultos que ainda são fascinados pelo mundo da magia.

Se você nunca leu Harry Potter, certamente já viu algum filme ou pelo menos já ouviu falar nesse tal menino bruxo. Mas por que ele se tornou esse sucesso mundial e, mesmo após vinte anos, as pessoas ainda falam nele? Harry era um órfão que vivia uma vida infeliz ao lado dos seus tios trouxas, que o maltratavam e reprimiam qualquer demonstração de magia que ele apresentava. Ao completar 11 anos, ele descobriu que era um bruxo e foi selecionado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde conheceu seus melhores amigos, Rony e Hermione, aprendeu a jogar Quadribol, viveu diversas aventuras, cresceu e aprendeu inúmeros feitiços até o dia da fatídica batalha contra Voldemort, o maior bruxo das trevas de todos os tempos. Certo? Sim, foi isso que aconteceu. Mas Harry Potter não se trata apenas disso.

Por trás desse enorme sucesso estão, na verdade, todas as lições que J.K. Rowling conseguiu debater sutilmente ao longo dos sete livros que escreveu. Harry Potter está longe de ser uma historinha para crianças que fala apenas sobre bruxos adolescentes que vivem quebrando o regulamento da escola para se envolverem em uma aventura. Harry Potter ensina importantes valores sobre amor, amizade, família, amadurecimento, bullying, respeito ao próximo, tolerância diante do que é diferente, conquistas, perdas, política e poder. Além de poder ser lida facilmente por crianças e adolescentes, essa é uma história inteligente, intrigante e recheada de ensinamentos para os adultos.

A vitrine virtual UmSóLugar fez um levantamento com alguns números e curiosidades sobre a saga. De acordo com o material disponibilizado, podemos perceber, por exemplo, que em 40,80% das vezes os sete livros de Harry Potter utilizaram palavras positivas que remetem a coisas boas, como amigos, família, segurança, felicidade, sorrir. Em contrapartida, 59,20% das vezes os livros usam palavras negativas como matar, perigo, morte, maldição.

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Amor

Já em Harry Potter e a Pedra Filosofal, o professor Dumbledore revela para Harry que o professor Quirrell, possuído por Voldemort, não conseguiu matá-lo por causa do amor que existia dentro de Harry: “Sua mãe morreu para salvar você. Se existe uma coisa que Voldemort não consegue compreender é o amor. Ele não entende que um amor forte como o da sua mãe por você deixa uma marca própria. Não é uma cicatriz. Não é um sinal visível… Ter sido amado tão profundamente, mesmo que a pessoa que nos amou já tenha morrido, nos confere uma proteção eterna”.

Ao dar a vida pelo seu único filho, Lily Potter conferiu ao bebê Harry uma proteção máxima, diante da qual o mal não poderia tocá-lo. Voldemort, que era extremamente arrogante e subestimava a capacidade do amor, tentou matar o jovem bruxo diversas vezes, mas, obviamente, não foi bem-sucedido.

Amigos

Mesmo quando todos deram as costas ao bruxo, Rony e, principalmente, Hermione, estavam lá para apoiá-lo. Rony e Hermione foram com ele em busca da Pedra Filosofal mesmo sem saber os perigos que iriam enfrentar.

Em Harry Potter e a Câmara Secreta, quando praticamente toda a escola acreditou que ele era o herdeiro de Salazar Slytherin, que estava petrificando os nascidos trouxas, Rony e Hermione ficaram ao seu lado. Foi Hermione quem descobriu sobre o Basilisco e Rony quem o ajudou a entrar na Câmara Secreta.

Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, quando foi selecionado para participar do torneio Tri-Bruxo e ninguém acreditou nele, Hermione jamais o abandonou e ajudou ele a treinar para a primeira tarefa. Rony e Hermione ajudaram Harry a formar a Armada de Dumbledore e lutaram contra a ditadura que estava sendo imposta pelo Ministério da Magia em Hogwarts. Eles também duelaram ao lado de Gina, Neville e Luna contra os Comensais da Morte no Departamento de Mistérios e em Hogwarts na noite que Dumbledore morreu. E, como se tudo isso não fosse bastante, Rony e Hermione partiram com Harry para a missão mais difícil que Dumbledore lhe deixara: encontrar e destruir as horcruxes de Voldemort. Esse foi o tipo de amizade que vimos nos sete livros.

Inclusive, outro infográfico mostra que, logo depois de Harry Potter, os nomes mais mencionados nos livros são justamente dos personagens Rony Weasley, 6.495 vezes, e Hermione Granger, 5.457 vezes. Provando mais uma vez a importância de ambos para a história.

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Família

Também vimos nos livros de Harry Potter, principalmente por meio da família Weasley, como dinheiro e riquezas não são as coisas mais importantes para se construir um lar. Apesar de terem poucos galeões, usarem vestes de segunda mão e livros usados, os Weasley sempre foram o mais próximo que o bruxo órfão conseguiu ter de uma família de verdade. Mesmo sendo mãe de sete filhos, Molly Weasley sempre encontrou tempo para tricotar um suéter para Harry no Natal. Os Weasley sempre lhe deram presentes de aniversário e, quando as famílias puderam assistir a última tarefa do Torneio Tri-Bruxo, eles estavam lá torcendo e apoiando Harry. Além disso, A Toca sempre foi um lugar onde ele encontrou refúgio, um lugar que ele pôde chamar de lar.

Então, apesar dos números apresentados no infográfico, podemos dizer que sim, o bem venceu o mal. O amor, a amizade, a lealdade e a família prevaleceram sobre qualquer tipo de maldade em atitudes concretas que foram lidas e relidas pelos fãs diversas vezes. São atitudes como essas que conquistam os novos leitores que abrem Pedra Filosofal pela primeira vez, mesmo após 20 anos. É assim que a magia de Harry Potter se mantém viva.

Outro dado curioso diz respeito aos feitiços utilizados na saga. Em outro infográfico, o UmSóLugar mostra que o feitiço mais mencionado ao longo dos sete livros foi Expecto Patronum.

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Quem leu Prisioneiro de Azkaban, o terceiro livro da saga, sabe que esse é o feitiço utilizado para afugentar os dementadores. Eles são criaturas das trevas que se aproximam das pessoas, fazem elas reviverem suas piores lembranças e lhes tiram toda a esperança. Em Harry Potter, quem recebe o beijo de um dementador tem a alma sugada e seu destino é pior que a morte. É impossível não perceber as semelhanças dessa criatura com os sintomas de uma pessoa que está passando por uma situação difícil na vida. A própria J.K. Rowling já declarou em entrevistas que atribuiu aos dementadores as características daquilo que ela sentiu quando perdeu sua mãe.

Ainda em Prisioneiro de Azkaban, o professor Lupin explica para Harry que para conjurar o feitiço do Patrono e espantar o dementador ele precisa mentalizar a sua lembrança mais feliz e pronunciar o feitiço. Nas palavras do professor, “O Patrono é um tipo de energia positiva, uma projeção da própria coisa que o dementador se alimenta: esperança, felicidade, desejo de sobrevivência, mas ele não consegue sentir desesperança, como um ser humano real, por isso o dementador não pode afetá-lo”.

O que isso diz sobre Harry Potter? Expecto Patronum é a mensagem de esperança que a autora deixa para os seus leitores. Mesmo diante de todas as adversidades da vida, deve-se sempre tentar manter na memória coisas positivas que vão ajudar a fugir dos “dementadores da vida real”. Esse é o significado do feitiço mais pronunciado nos sete livros.

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E não são apenas as mensagens positivas transmitidas nos sete livros de Harry Potter que fazem eles serem esse sucesso absoluto até hoje. As publicações de J.K. Rowling modificaram a forma como as pessoas estão escrevendo e deram início a uma nova fase da literatura. Livros como Crepúsculo, Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, A Seleção e Legend surgiram trazendo a mesma temática adolescente e de jovens adultos: um mundo geralmente fictício, aonde eles devem lutar contra forças do mal em busca de um mundo melhor, sempre com uma pitada de romance, às vezes com um pouco de comédia e, principalmente, com personagens fortes e carismáticos. Isso criou um novo nicho de mercado, atraindo milhões de crianças, adolescentes e jovens adultos, que (re)descobriram e se encantaram pela literatura.

Também foi a partir de Harry Potter que começaram uma nova “moda” de dividir a adaptação de um livro em dois filmes. Como Relíquias da Morte era muito grande para ser adaptado ao cinema, o livro foi dividido em dois filmes: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 e Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. O mesmo veio a acontecer posteriormente com os últimos livros de Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 e Amanhecer – Parte 2, e Jogos Vorazes: Esperança – Parte 1 e Esperança – Parte 2.

Mesmo assim, 20 anos ainda é pouco diante de tudo o que Harry Potter representa. O mundo mágico criado por J.K. Rowling é tão vasto que agora a franquia segue em frente com o spin-off Animais Fantásticos. O primeiro filme, Animais Fantásticos e Onde Habitam, nos apresentou ao magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) e suas criaturas mágicas 65 anos antes de Harry ter ido para Hogwarts. O filme foi um sucesso absoluto entre os fãs e arrecadou mais de US$ 800 milhões em bilheteria.

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Em 2018, teremos Animais Fantásticos 2, ainda sem subtítulo definido. O filme está em fase de pré-produção e, ao que tudo indica, vai contar nada menos que o passado de Alvo Dumbledore (Jude Law) e Gellert Grindelwald (Johnny Depp), famoso bruxo das trevas antes da ascensão de Voldemort ao poder. A franquia Animais Fantásticos será dividida em cinco filmes, sendo o último previsto para estrear em 2024. Então, se você também é um Potterhead, prepare os galeões porque ainda teremos muito Universo Mágico de J.K. Rowling pela frente.

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Harry Potter ganhará edição com rascunhos e manuscritos inéditos

Segundo o site Notícias ao Minuto, em outubro, será lançado um livro com rascunhos e manuscritos inéditos da escritora J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter, deve ser lançado em outubro deste ano. No Reino Unido, a obra deve ter duas versões: em capa dura e com 256 páginas, com o título de ‘Harry Potter – A History of Magic’, e em capa comum e com 144 páginas como ‘Harry Potter – A Journey Through A History of Magic’.

De acordo com informações do jornal Zero Hora, não há previsão de lançamento no Brasil. A pré-venda do livro já está disponível pelo site da editora Bloomsbury, que edita os livros da séria na Inglaterra, com preço de 12,99 libras na versão brochura e 30 libras na versão em capa dura. Os lançamentos fazem parte da programação da exposição ‘Harry Potter: A History of Magic’, promovida na British Library para comemorar os 20 anos da publicação de ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’, o primeiro livro da saga.

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VoVó vai ao McDonalds

Dias 1 de julho e 5 de agosto, a partir das 11 horas, o livro infantil “VoVó inVenta palaVras” será apresentado em dois restaurantes McDonalds de Belo Horizonte, respectivamente o do Buritis e Mangabeiras, para as crianças que curtem o McLanche Feliz e têm livros usados ou não para doar. Junto com VoVó também será apresentado o livro “Bilô Desembolô”.

capa - CópiaVai ser uma experiência diferente e, com certeza, muito inspiradora apresentar o livro de minha autoria, “VoVó inVenta palaVras”, ilustrado por Maurizio Manzo e lançado pela Páginas Editora, ao público mais fiel dos restaurantes McDonalds: as crianças.  Outro livro da Páginas Editora, “Bilô Desembolô”, de Vanessa Corrêa com  ilustrações de Iara Rachid, também vai participar do evento literário. Melhor ainda é poder dar a largada no projeto-piloto, coordenado pela Multitexto Comunicação, destinado a todos os 51 restaurantes da rede no Estado.

O projeto é o seguinte: os 21 restaurantes McDonalds de Belo Horizonte estão arrecadando, de forma permanente, livros infantis que serão doados para entidades, bibliotecas comunitárias, bibliotecas públicas, entre outras instituições. O objetivo é despertar nas crianças o gosto pela leitura e disseminar o livro como instrumento de transformação social.

19105506_1071038259662571_6673611896655916954_nA ideia de criá-lo surgiu em abril deste ano, quando o próprio McDonalds trocou brinquedos do McLanche Feliz por livros da Turma da Mônica, em homenagem ao Dia Internacional do Livro e incentivou seus funcionários, por meio do programa Bom Vizinho, a arrecadarem livros nas lojas para serem doados a entidades.

O projeto da Multitexto pretende transformar esta ação temporária em algo permanente ao longo de todo o ano, promovendo eventos de lançamentos de livros e contação de histórias nos restaurantes da rede em Belo Horizonte, para despertar a atenção não só dos clientes da rede, mas também de toda a sociedade, convidando-os a doarem livros que serão repassados para várias outras crianças que não têm acesso à leitura.

Como autora e editora deste blog de literatura infantil, fico muito feliz de participar destes dois primeiros eventos. O primeiro acontece neste sábado, dia 1 de julho, às 11h, no restaurante McDonalds do Bairro Buritis, na Avenida Engenheiro Carlos Goulart, 21, e o segundo no dia 5 de agosto, também às 11h, no restaurante McDonalds da Av. Afonso Pena, 3.690, no Bairro Mangabeiras.

A primeira pessoa a aderir ao projeto foi a jornalista e escritora Leida Reis, que criou a Páginas Editora, responsável pela edição dos dois livros que serão relançados nos dois restaurantes McDonalds em julho e agosto.

3eff2f_bb5b1c7f75364798a2a9ec692f08b147~mv2“Vovó Inventa Palavras”, de Rosa Maria Miguel Fontes com ilustrações de Maurizio Manzo

“Vovó Inventa Palavras” narra a história da pequena Júlia e a sua querida avó, que começa a ficar com os pensamentos distantes, como se estivesse na lua. Até dos netos ela esquece. No entanto, isso não impede que as duas ainda se divirtam “inventando” palavras aqui e ali.

Escrito pela jornalista Rosa Maria Miguel Fontes, com ilustrações de Maurizio Manzo, “Vovó Inventa Palavras” é um livro infantil dedicado a uma geração de avós e netos que precisam de coragem e amor para lidar com a demência senil. A partir da experiência da autora Rosa Maria Fontes com um familiar, o livro discute a relação da família com o parente que começa a desenvolver demência senil.

 

Rosa Maria Miguel Fontes
Desde criança, Rosa Maria cria histórias. Publicou “Hikôki e a Mensageira do Sol” (2011) e “O Abraço das Cores” (2013) pela Editora Miguilim. Depois, lançou “A Menina e o Segredo da Fadinha” (2016) pela Pingo de Letra e mantém o blog conteumahistoria.com.br. “Quando as pessoas vão ficando velhinhas, passam a nos ensinar de diversas formas, até com suas doenças e dificuldades. E, quando elas são nossos amores como pais, avós e amigos, aprendemos muito mais. O coração nos guia”, diz a autora. A história deste livro é um pouco do que Rosa aprendeu com a sua mãe. Sorte a dela ter escolhido trabalhar com as palavras para poder falar desse assunto tão precioso.

Maurizio Manzo
O ilustrador dessa vovó inventora de palavras começou a inventar desenhos desde pequenino. O corpo foi crescendo, mas o menino continuava ali, desenhando, sonhando curioso. Assim, como viu que o tempo não pode parar, decidiu manter no seu interior algo do pequenino, do início ou da infância. Já ilustrou diversos livros e recebeu muitos prêmios. Trabalha perto do sonho ou do que o faz sonhar, e sonha com muitas cores diferentes. “O caminho de ilustrar é o de inventar histórias”, define Maurizio Manzo.
res20170410162907230917i“Bilô Desembolô”, de Vanessa Corrêa com ilustrações de Iara Rachid

Bonita e curiosa, a pequena Bilô é a protagonista de Bilô Desembolô, primeiro lançamento da Páginas Editora. Negra, inteligente e com olhos redondos e azuis da cor do mar, Bilô descobre os segredinhos do corpo ao se ver no espelho e, com a sabedoria da avó, apresenta lições de igualdade, amor e respeito pelas diferenças. O livro aborda a descoberta do corpo quando a personagem se vê no espelho pela primeira vez. O racismo também está presente, pois em determinado momento, a protagonista é vítima de preconceito durante um evento.

Vanessa Corrêa:
“Quando criança, meu sonho era ser bailarina. Fui crescendo e ele mudou: queria ser chacrete. Tinha certeza disso, eu seria chacrete! Mas a vida acabou me apresentando outro enredo. Fiz magistério, pedagogia, psicopedagogia e mestrado em Educação Tecnológica, com ênfase em práticas educativas. Nesse meio tempo, outros cursos foram surgindo em minha vida, todos voltados para a arte e com muita arte. Finalmente, percebi que o que me encantava e tornava tudo mais leve, mágico e amoroso em minha vida era bailar com as palavras, seja contando ou escrevendo histórias. “Bilô Desembolô” é o primeiro de tantos livros que pretendo desembolar”, revela Vanessa Corrêa.

Iara Rachid
“Sou mineira, nascida em Divinópolis. Moro em Belo Horizonte, onde curso Cinema de Animação na UFMG. Foi uma brisa nos cabelos percorrer as descobertas de Bilô que canta a liberdade, a beleza e o colorido da diferença, menina que nos cativa com sua sabedoria infantil. Reconheço o quanto foi importante para eu participar desse projeto com a Vanessa, que com delicadeza, como mãe tirando espinho do pé, encontra as pontas dos nós que apertam dentro de cada um. Espero que gostem da experiência, rolem e desembolem com a Bilô”, afirma a ilustradora Iara Rachid.

Páginas Editora
A Páginas Editora foi criada em 2016 pela jornalista e escritora Leida Reis inspirada no seu amor pelos livros e pela crença na realização dos sonhos. A Páginas oferece o espaço para que a sua história, real ou inventada, ganhe vida chegando aos leitores. Publicamos livros infantis, juvenis, ensaios, romances, contos, poesias, crônicas e livros paradidáticos.

Até o momento, três livros já foram publicados pela Páginas Editora: “Bilô Desembolô” (Infantil, de Vanessa Corrêa, com ilustrações de Iara Rachid), “50 Conto$ sem Propina” (Crônicas políticas, de Dimas Lopes) e “Vovó Inventa Palavras” (Infantil, de Rosa Maria Miguel Fontes, com ilustrações de Maurizio Manzo). Para o próximo mês, mais três livros serão publicados.

Professores aprendem a contar histórias

Professores da rede municipal de ensino relatam como a prática de contar histórias contribui para o desenvolvimento dos alunos em sala de aula. Os depoimentos são resultantes de projeto criado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, iniciado em janeiro deste ano.

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A atriz e contadora de histórias, Míriam Fontana, esteve reunida na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, com professores da rede municipal de ensino para uma pesquisa, seguida de um bate-papo, sobre as experiências com a contação de histórias em sala de aula.

O grupo faz parte do projeto de pesquisa “A prática do contar histórias e a formação do leitor na sala de aula”, atividade coordenada por Míriam Fontana, que teve em início em janeiro deste ano e será finalizado no mês de agosto. O trabalho tem como objetivo levar diferentes histórias para a sala de aula e, a partir disso, perceber a relação das crianças com os livros e como esse trabalho dos professores vem contribuindo para a formação de novos leitores.

“Está sendo uma surpresa a participação dos professores neste projeto. Já esperava um resultado positivo em sala de aula, mas a empolgação de cada um com os relatos e experiência me surpreendeu muito”, mostra Míriam.

A professora da Emef Prof. Honorato de Lucca, Taís de Fátima Batista Lazari, diz que já gostava de contar histórias, mas com as técnicas que aprendeu e com os exercícios que praticou, não usa mais o livro como leitura. “Hoje minhas histórias não são mais lidas e as crianças percebem isso. Elas participam mais”, conta. O mesmo aconteceu com Tatiane Sanan Martino, professora do Fundamental 1, da Emef Waldemar Roberto, que antes também contava histórias lendo. “Esse projeto me ajudou a criar intimidade com o livro e os alunos. Hoje, sinto mais emoção ao contar histórias”, acrescenta.

Durante a primeira fase do estudo, professores participaram de uma capacitação para contar histórias em sala de aula. Já, nesta segunda fase, os alunos estão tendo contato com 10 títulos escolhidos em conjunto durante o desenvolvimento da pesquisa. “Hoje os professores detectam a vivacidade da criança ao receber a história. E isso é muito importante”, explica Miriam.

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac.

“Justamente por que sonhávamos”

Boa temporada de lançamentos: o romance juvenil da premiada autora Stella Maris Rezende vai ser lançado domingo, 25/6, às 13:00 horas, na área Biblioteca Jovem, do Salão do Livro para crianças e jovens realizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.

Convite lançamento Justamente porque sonhávamos

Vamos resumir o romance “Justamente por que sonhávamos”:

Em Ponta Escura o tempo não passa. Os pais se foram. Meninos e meninas estão largados à própria sorte, condenados a uma vida de juventude e solidão, encarando inimigos sem nome. É nesse mundo que vivem os Bobos Sonhadores, um grupo de jovens que enfrenta perigos desconhecidos em busca da verdade completa que os libertará da maldição.

Stella Maris Rezende cria um mundo muito distante do nosso – mas incrivelmente próximo. Em “Justamente porque sonhávamos”, o leitor vai passear por um misterioso emaranhado de palavras e descobertas, de maldições e amores. Tudo para que no fim possa encontrar suas respostas e se reencontrar – assim como nossos personagens.

A escritora Stella Maris Rezende é uma das preferidas do leitor jovem e seus livros são sucesso na certa. Mineira de Dores do Indaiá, Stella é Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília, desenhista, cantora, escritora e atriz.

Publicou dezenas de livros, para o público adulto e o infantojuvenil. Recebeu prêmios importantes, como o primeiro lugar no Prêmio Jabuti (2012), na categoria Juvenil, com ‘A mocinha do Mercado Central’ (da Globo Livros), Prêmio Nacional de Literatura João-de-Barro (1986, 2001 e 2008), Altamente Recomendável para Jovens/FNLIJ (14 livros), Prêmio Barco a Vapor 2010/Fundação SM e três indicações ao Jabuti.

No final dos anos 1970 e no início dos 1980, interpretou a Fada Estrelazul do programa Carrossel, TV Manchete/Brasília, e a Tia Stella do programa Recreio, TV Record/Brasília. Viveu parte da infância em Belo Horizonte, mudou-se para Brasília em 1962 e desde 2007 vive no Rio de Janeiro.

O romance custa R$ 42,00 e pode ser comprado pela internet diretamente do site da Globinho Editora: http://globolivros.globo.com/livros/justamento-porque-sonhavamos

 

“A menina e o sabiá”

Editora Crivo lança o primeiro livro infantil da psicanalista Beth Timponi, ilustrado por Maurizio Manzo. A história retoma a canção popular “Sabiá lá na gaiola”.

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A editora mineira Crivo, através do seu selo Crivinho _ ambos sob a direção do editor Lucas Maroca de Castro _ apresenta mais um belo livro infantil com “A menina e o sabiá”, 24 páginas, que contém tudo o que agrada ao leitor. Projeto gráfico editorial adequado, ilustrações belíssimas e muita cor, um texto leve e uma história delicada.

A autora Beth Timponi utiliza-se da memória afetiva com a música “Sabiá lá na gaiola”, de Hervé Cordovil e Mário Vieira, para conduzir a relação da menina Ditinha com o pássaro triste por estar aprisionado dentro de uma gaiola.

sabia-5a“Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho,
Voou, voou, voou, voou
E a menina que gostava tanto do bichinho,
Chorou, chorou, chorou, chorou”…

Essa é a música.

A mesma sina de Ditinha. No livro, a autora descreve assim:

“Triste e calado / em seu canto / sabiá começou a pensar:

Gosto muito da menina, / mas assim não consigo viver.

Sinto falta de tanta coisa! / De areia, de pedra, de folha.

Vou tentar escapar! / Vou fazer um buraquinho / e tentar sair por lá.

O plano do sabiá deu certo / e ele fugiu da gaiola”.

E o que aconteceu com a menina?

“Pelo visto acreditava / que o bichinho era dela, /

Por que começou a gritar: / Eu quero o meu sabiá.”

E agora?

“Vem cá, sabiá! / Vem cá!”

Será que a menina chorou, chorou, chorou? Ou se acalmou?

E o pássaro: sumiu? Sentiu saudades da Ditinha e voltou?

Felizmente, a autora encontrou uma solução para o livro que os compositores não conseguiram para a música. Tenho certeza que o leitor vai gostar do final de Ditinha e seu querido sabiá.

O livro custa R$ 28,00 e pode ser adquirido no dia do lançamento e também na venda online do Facebook na página Crivo Editorial. Além das duas opções, o leitor também pode comprar o livro nas livrarias Leitura (do Shopping Pátio), do cinema Belas Artes, na Quixote e Scriptum.

O livro infantil

O publicitário e escritor Maurilo Andreas - Foto: Divulgação

O publicitário e escritor Maurilo Andreas – Foto: Divulgação

Pais, professores e leitores de qualquer idade têm um bom motivo para se reunirem neste sábado, a partir das 13 horas da tarde: a oportunidade de conversarem com o publicitário e escritor Maurilo Andreas sobre o livro infantil e ouvir dele o significado do que é ler e escrever (com e) para as crianças. Esta conversa vai acontecer em Belo Horizonte, no bairro Mangabeiras, Rua Sebastião Dayrell de Lima, 80. Antes, porém, é preciso confirmar presença pelo email mauriloandreas@gmail.com

O blog conversou com Maurilo Andreas sobre o tema “O livro infantil, ler e escrever com as crianças”, uma questão que gera muita expectativa em pais e educadores que acreditam e adotam a literatura infantil como ferramenta de formação das crianças e futuros leitores. Eis a íntegra da entrevista com o escritor:

Rosa Maria: Comente sobre o tema de sua palestra.

Maurilo Andreas: O tema da conversa é sobre como o autor pensa em cada detalhe ao criar uma história para crianças. Como ele precisa se aproximar da visão delas de mundo, pensar na escolha de vocabulário, nos temas que interessam, se a obra tem a função de educar ou apenas entreter, a importância do ilustrador etc.

 

RM: Como entende o “ler e escrever com as crianças”?

MA: Esse não é um processo tranquilo (rsrsr). O trabalho é cheio de interrupções, inputs e, exatamente por isso, mais rico e mais confuso ao mesmo tempo.

 

RM: Por que não “ler e escrever para as crianças”?

MA: São as duas coisas: com e para. Com porque tenho projetos de escrita coletiva e para porque muitas vezes escreve-se sem a participação infantil, eles sendo apenas público mesmo.

 

RM: Quais as qualidade desejáveis para um livro infantil?

MA: Isso é muito pessoal. Para o MEC, é uma coisa; para mim podem ser outras. Para mim, o livro infantil não tem regra. Tanto pode pegar por ser próximo, quanto por ser totalmente distante e fantasioso. É meio tentativa e erro, mas sempre funciona melhor quando a gente mergulha no universo infantil, na linguagem e no mundo deles.

 

RM: Como a criatividade deve ser direcionada na literatura infantil?

MA: Humor, cores, o exagero e o absurdo são bem vindos na literatura infantil. Claro que há espaço para a sutileza, mas nunca para o insosso. O importante é ter algo que crie interesse pela linguagem, pela história ou pelo visual.

RM: Fale um pouco sobre sua trajetória na literatura infantil e os livros publicados.

MA: Comecei a escrever textos infantis em um blog, lá pelos idos de 2009. Meu primeiro livro saiu em 2010 justamente por pessoas que conheceram meus textos nos blogs. De lá pra cá, lancei mais de 10 livros por várias editoras e, mais recentemente, escrevi um com minha filha que deve sair agora em julho.

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Salão do Livro para Crianças e Jovens

De hoje até o dia 28 de junho, no Rio de Janeiro, será realizado o 19° Salão do Livro para Crianças e Jovens, que é anualmente promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) com a missão de promover o livro e a leitura como agentes formadores deste segmento de público. O primeiro dia do salão será exclusivo dos professores e ainda hoje, às 17h, acontece a cerimônia de abertura, que tem como ponto alto a entrega dos certificados do Prêmio FNLIJ 2017 – Produção 2016.

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O 19º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens será realizado entre os dias 21 e 28 de junho, no Centro de Convenções SulAmérica/Salão Nobre, Centro do Rio de Janeiro. O evento, com apoio da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, destaca em sua programação o 19º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, além de encontros com escritores, lançamentos de livros, performances de ilustradores e palestras com autores e especialistas em literatura infantil e juvenil. Entre os autores, que se reunirão para um bate-papo com as crianças, estão Ana Maria Machado, Marina Colasanti, Bia Bedran, e Karen Acioly. Os lançamentos de livros contarão com a presença dos autores Leo Cunha, vencedor do Prêmio FNLIJ Poesia 2017, Luiz Antonio Aguiar, Rosinha, Rui de Oliveira etc.

O Salão FNLIJ ainda contará com Biblioteca Bebê, Biblioteca FNLIJ Criança, além do Espaço FNLIJ de Leitura e do Espaço do Ilustrador. Este espaço é voltado para as performances dos Ilustradores, que são convidados a criar ilustrações na presença do público, propiciando um momento de integração entre o público e os artistas. São eles: Roger Mello, que também vai conversar sobre seu último livro, W (Global), Ciça Fittipaldi, Marilda Castanha, Marcelo Pimentel, André Neves, Anielizabeth e Guto Lins.

O Espaço FNLIJ de Leitura é reservado para os lançamentos de títulos, além de encontro com a presença dos autores, proporcionando um momento de interação com o público.

Seminário

Este ano, o Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós terá como tema: “Prêmio FNLIJ, seleção 2017” e será realizado nos dias 26 e 27 de junho. O tema já apresentado, rapidamente, em uma única mesa no seminário de 2016 teve repercussão imediata do público de professores, o que motivou a FNLIJ a compor o Seminário deste ano. Serão comentados cada um dos 24 livros premiados, pela FNLIJ, em 14 categorias. Uma rara oportunidade para conhecer a variedade de livros de qualidade da produção brasileira que deve estar presente nas bibliotecas das escolas para leitura de professores, alunos e famílias. Veja a lista dos livros premiados no site  www.fnlij.org.br

Outra novidade, este ano na tarde do segundo dia do seminário, 27, ocorrerá a apresentação de pesquisas acadêmicas sobre a literatura infantil e juvenil escrita pelos indígenas, dentro do já tradicional espaço reservado para o tema.

Serviço

19º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Site: salaofnlij@fnlij.org.br

De 21 a 28 de Junho de 2017
Centro de Convenções SulAmérica/Salão Nobre – Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova, Centro, Rio de Janeiro.

Horário
De segunda a sexta – 8h30 às 17h
Sábado e domingo – 10h às 18h.
Ingresso R$ 12,00
(Meia entrada para menores de idade, idosos e portadores de deficiência)

Para agendamento de visitação escolar e outras informações

Tel.: (21) 2262-9130 / 2262-9840
E-mail: visitacaoescolar@fnlij.org.br